Críticas À Hoje Em Dia
1 Tempos Modernos
Confesso que me sinto como uma pessoa do tempo das cavernas no século 21. Ao comentar de assunto interessante, porém, antigo para um monte de garotos e garotas que se interessam apenas por falsos clássicos, tais como Demi Lovato e Harry Potter, recebo em troca olhares de dúvida. Em um mundo em que os verdadeiros clássicos, tais como Grease ou Footloose, ou ainda, voltando ao ano de 1916, Luzes da Cidade são absurdamente ofuscados e ignorados, tal que sua memória fique apenas na mente de verdadeiros apaixonados por cinema, como eu.
Não entendo um mundo aonde você seja visto como diferente por não conhecer um clássico de época. Acaso conhecem um clássico permanente, não um passageiro? Acaso trocariam uma trilogia passageira, como Harry Potter ou Senhor dos Anéis, por clássicos permanentes, como Rocky Balboa ou James Bond-Agente 007? Acaso se interessariam em parar de ouvir Bonde das Maravilhas para ouvir um clássico permanente, como Bee Gees? Eis a resposta: Nunca! Jamais! Conhecer clássicos passageiros vagos é como um passaporte para se ingressar na sociedade. O dia em que conhecer alguma garota(ou garoto, sei lá) que recuse os funks vulgares e que prefira ler livros de autores de verdade, como Maquiavel ou sir Arthur Conan Doyle, que recuse festas no estilo “balada” e que acredite que uma “balada” de qualidade seja a música “Summer Nights”(Grease-Nos Tempos de Brilhantina), serei uma pessoa feliz.
Vivo em um continente utópico, tal como Thomas More descreve em sua “Utopia”. Vivo na Utopia do antigo moderno, do que já foi novo, porém, é considerado velho. Se mal consigo explicar às pessoas quem é Rocky Balboa, como vou chegar em Shakespeare? ”Ser ou não ser, eis a questão!” Nunca obtive progresso com Bill Conti, como vou chegar em Nélida Piñon? Se a própria professora de português, com gosto indiscutível para clássicos, que nos recomenda tantos, tais como Dom Quixote, ou mesmo Rocky Balboa, não obtém tanto interesse quanto se falasse em Demi Lovato, o que eu conseguirei? O jeito é continuar tentando, para saber se alguém do século 21 de fato conhecerá clássicos, ou se a sua memória ficará apenas na internet, cada vez mais desconhecido.
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