Creio que sempre tenha visto isso. Mas não é só com faxineiros. Também com porteiros. E padeiros, caixas, pedreiros, marceneiros, idosos, passageiros, comissários, comandantes. Mas acho o dos faxineiros pior. Acaso não zelam por nosso bem-estar? Não trabalham todo –ou quase todo- dia, como nós? Não são PESSOAS? Merecem atenção e carinho! Fico sem jeito ao escrever estas linhas. É difícil comentar sobre uma coisa -ou alguém- que é tão invisível na sociedade. Desde sempre é assim, nunca mudou. A música mudou, ficou horrível e, para mim, os cantores atuais não existem. Os filmes mudaram, ficaram com palavrões e coisas chulas e, para mim, os filmes de hoje em dia ainda são os dos anos 70. Mas não. Justo o tema que aborda de fato PESSOAS é ignorado. Nos anos 60, as pessoas tratavam empregados e faxineiros com distância. Hoje em dia nem falam com eles. Não consigo conceber que, alunos do 6° ao 9° ano, passem diversas vezes por dia pelos nossos faxineiros e nem sequer dão um “Olá!”. Estava comentando com uma das faxineiras, que prefiro não identificar. Uma alma e animação de criança em um corpo adulto. Me lembra a minha mãe. Tem alma divertida e animada, coisa que não encontro em metade das pessoas da escola. Me socializo apenas com eles. De carrancudas, já basta a minha avó, às vezes.

Hoje, passei por um mendigo a caminho do mercado. Não consegui acreditar que quase 50 pessoas(só enquanto eu estava passando pelo mercado!) passaram por ele e não deram sequer um olá. Pena, pena. Acabei comprando um chocolate pra ele. Na rua, as pessoas me olhavam como se estivesse cometendo um crime. Onde está o VERDADEIRO SOCIALMENTE CORRETO e o respeito pelas diferenças? Não entendo nenhum tipo de preconceito. Isso é absurdo! Estaremos de volta ao Holocausto, só que com menos mortes. O preconceito, isolamento ou qualquer outro tipo de “Crime Social” tem punições previstas por lei. Mas esqueceram de perguntar se o Governo liga. Ao contrário, mandam que as pessoas com essas características sejam removidas das ruas, tais como baratas. Isso é um absurdo. Quisera eu que essas pessoas tivessem um dia 'invisível' para ver se é bom.