Coven: Ancestrais
1 Capítulo 1 - A loja Aroma de velas
Notas iniciais
Charlotte McCrow acordou no meio da noite assustada, ela odiava quando aquilo acontecia. Estava tendo um pressentimento, claro que não era dos bons, seu ondulado cabelo ruivo grudava em sua nuca e testa suada. Charlotte aprendeu desde muito pequena a confiar em seus instintos, a mulher baixinha deu um pulo da cama e com um movimento rápido vestiu seu kimono de ceda rosa que ficava sempre ao lado da cama, com um movimento rápido e gracioso juntou sua cascata de cabelos em um coque, enquanto saia voando do quarto. Sem fazer um ruído, desceu as escadas, pois sabia que não podia acordar Erick, seu irmão mas novo (ele ainda não era ciente sobre as coisas que a irmã fazia as escondidas). Quando chegou no último degrau abril a porta para sua loja o mas rápido que pode, bem a tempo de ver Juan entrar, carregando alguém. O corpo negro e musculoso de Juan McCrow estava pingando de suor, indicando que vinha carregando o homem que tinha o dobro do seu tamanho por um longo caminho.
— Pelos ancestrais Juan ! Oque você vez? — Charlotte correu e fechou a porta atrás do primo, que caiu no chão da loja junto do homem desfalecido, Charlotte olhou por precaução as persianas mas não parecia ter ninguém na rua aquela hora, por isso escolheu esse local para abrir sus loja, era isolado e quieto a noite, mas ainda dentro da cidade.
— eu estava me alimentando, como de costume mais ... — Juan estava confuso, não sabia explicar oque aconteceu.
— Já disse pra não me trazer esse tipo de problema em casa — a voz de Charlotte transbordava seu habitual mal humor, enquanto falava correu pra estante onde ficava as velas — pelo menos não sem me avisar antes. — foi pegando tudo que vinha na sua cabeça, uma vela Amarela para cura energética, outra branca pra equilíbrio e harmonia e uma verde cura espiritual.
— Você realmente acha que tive escolha Charlote ? — Charlote balançava seu coque ruivo em discordância
— Certamente não é uma questão de escolha. — Sal ela iria precisar de sal.
Charlote era magra, seu cabelo ruivo sempre preso deixava suas sardas a vista na maçã do rosto , seu caminhar felino atiçava a maioria dos homens e com Juan não era diferente, desse de que se intenda por gente ele se perdia na imensidão dos olhos verdes que Charlotte possuía.
— Como alguém tão bonita pode ser tão irritada? — ele sabia que provoca-la não seria a melhor maneira de iniciar uma conversa civilizada mas adorava a forma como ela gesticulava quando irritada.
— Juan ! Leve as coisas que eu digo a sério meu irmão está la em cima, ele nem sonha que eu pratico esse tipo de coisa!
Charlote tinha uma pequena loja de artigos exotéricos em uma parte isolada no centro da cidade, oque era bom, pois sempre tinha clientes, mas a noite já não se via movimento na rua. Charlotte vendia muitas coisas naturais (material fabricado na fazenda da mãe de Juan, local onde Charlotte foi criada. Velas, incensos, sabonete, cremes, perfumes loções de todo tipo para tudo que você possa imaginar, era só encomendar) era meiga e fascinante sua loja, toda mobilhada com moves de madeira rústicos. Todos brincavam dizendo que a jovem era bruxa, pois seus produtos davam resultados reais, mas nem sonhavam que ela realmente era praticante, melhor dizendo nem sonhavam que o sobrenatural realmente existia. Em cima da loja tinham mais dois andares onde se encontrava a casa onde Charlotte vivia, junto de Juan e Erick. Já na parte de traz da loja, um cômodo não muito grande com um pequeno armário de madeira, iluminação baixa, cortinas de cetim roxa e uma grande mesa redonda forrada com um pano negro cintilante, era onde a magia de verdade acontecia. Esse comodo a jovem usava para os crentes em magia, ela lia seus futuros e se comunicava com entes queridos que já haviam partido, preparava poções reais e praticava diversos tipos de rituais.
Não havia muito tempo pra discussões, então logo Juan se apreçou a levar o homem para o como pequeno, arrastou a mesa redonda e pois o homem deitado no centro da sala. O corpo sem nome estava apenas com uma calça jeans e meias nos pés, estirado no chão Charlotte começou a desenhar em volta do corpo com o giz enquanto tentava entender oque aconteceu.
— Como isso aconteceu ?
— Ele estava possuído — a voz do Juan trémula tentava encontra as palavras- e acho que me alimentei de mais.
— Juan ... Você nunca vez esse tipo de coisa — Charlotte era rápida desenhou os símbolos de proteção espiritual, os elementos ja tinha posicionado as velas só faltava o circulo de sal, onde iria fazer o feitiço de limites.
— não sei, o demônio estava realmente entranhado na alma dele , nunca vi nada do tipo, não era um demônio Pequeno Charlotte.
Como já deve ter notado, Juan também não era um humano comum, na verdade nem humano ele era, Sabrina sua mãe se apaixonou por um demônio quando mais nova e desse amor proibido nasceu um menino, Juan que não era nem humano nem demônio. Agora com 26 ano tinha a pele negra, físico perfeito, olhos castanhos claros e penetrantes, lábios robustos, dreads no cabelo e um metro e setenta de puro músculo. Seu corpo não tinha necessidades normais, podia passar messes sem comer nada, se sua dieta estivesse balanceada com alma, ele costumava comer almas de demônios uma vez por semana , o que o deixava saudável. já, se passasse de um mês sem alimentar-se de pelo menos energia espiritual o corpo começava a ter aparência ruim, deteriorava como de um cadáver de forma mais lenta. A verdade e que Juan não tinha um corpo de verdade, ele podia viver possuindo corpos, de vivos ou mortos. Em seu nascimento o demônio alertou Sabrina que a criança não teria um corpo real, por isso no meio do peito de Juan tinha um cristal, onde sua alma ao nascer foi presa e a pedra no peito de um bebe humano foi fincada e desde então é esse corpo que Juan possui e vive. quando Juan encontrou o rapaz em um beco escuro tentado estrupa uma prostituta pode logo sentir que algo abalava sua integridade mental e quando se aproximou mais pode ver sua alma corrompida pelo demônio que estava se apossando do corpo, ao tentar se alimentar do demônio acabou deixando o menino nesse estado e veio correndo pra casa pedir ajuda de Charlotte.
Charlotte estalou os dedos e todas as velas da sala se acenderam , se ajoelhou próxima do circulo, começou a murmurar algo em latim, seus olhos estavam fechados, se concentrava em achar a alma do menino na casca vazia em sua frente . O corpo dentro tô circulo começou a se contorcer, Juan estava nervoso vendo aquilo. Quando Charlotte encostou na testa do rapaz seus olhos se abriram, mas estavam completamente virados só se via o branco, Charlotte estava impaciente, sabia que ele não estava morto, podia sentir uma fraca energia emanando do seu corpo.
— Ele não esta morto , esta ? — Juan nunca tinha matado ninguém. E aquela situação estava mexendo com sua cabeça e se estivesse perdendo o controle?
— Relaxa, ele tá vivo — Charlotte não estava preocupada com isso — sem um pedaço da alma mas vivo.
— E tem jeito ?
— Tem e não tem, posso recompor a alma, mas ela não vai ser a mesma — Juan roía a unha enquanto a prima falava — ele provavelmente não vai se recordar da nada quando acordar, vai ser uma vida nova, vai reaprender tudo, claro que o básico ta ali naquele pedaço que sobrou, como falar e andar, discernir o certo do errado. Mas vai ser um vazio de memorias, oco sem experiencias de vida, não vai ter identidade e quando começar a recordar da vida que tinha antes, vai ser algo tão distante e diferente da sua realidade atual que provavelmente não vai ter gosto de voltar a ela, pois não e mais a vida dele — Juan se castigava mentalmente como poderá ser tão descuidado? — Vamos pare de se martirizar se você não tivesse achado ele, provavelmente estaria morto. você sabe disso. vai na loja e pega um cristal pra mim.
Foi um ritual simples Charlotte banhou a joia com sangue e pediu para os espíritos ajudarem a alma a se recompor pois o corpo deitado e a pequena joia sobre a testa.
— Sua resocianina espiritual esta muito fraca, deve acordar so pela manhã, mas não vai poder romper o circulo sozinho, sugiro que durma aqui ate ele acordar e explique a situação a ele. Vamos ter que cuidar dele ne? — Charlotte se levantava pensando em como explicar isso pra Erick.
— Não se preocupe vou dar um jeito nisso. — Juan não sabia, mas não tinha muito o que fazer.
Juan sentou na cadeira acolchoada esperando o homem acordar, naquela noite ele não pregou o olho preocupado não sabia se aquele feitiço iria ajudar o homem ou não, pois ele teria uma vida nova e não a mesma de antes.
Charlotte ficou feliz em finalmente ver sua cama arrancou a roupa do corpo e com sua lingerie caiu num profundo e horrível sono, sua noite de sono não foi tão tranquila como imaginou passou-a presa em um sonho confuso envolvendo pessoas que ela nunca viu, seu Irmão mais novo em um reino do mundo dos demônios ka'alan onde se sacrifica almas humanas em troca de algo, o grande símbolo em meia lua com uma adaga estava em todo local do sonho.
Juan tinha caído em um sono leve na cadeira quando os primeiros raios de sol invadiram a cidade, com um arfar de ar alto forte e desesperado o homem do circulo acordou, era esquisito o mistos de sentimentos que ele sentia mas acima de tudo estava confuso, onde estava, quem era aquele na cadeira, qual era seu nome ? Essas perguntas pairavam incessantemente em sua cabeça. Ao tenta se levantar e sair dali deu de cara com uma sólida parede invisível o barulho acordou Juan do sono leve, levantou em um pulo ao ver o homem acordado. Os dois estavam assustados Juan não sabia oque dizer , o homem começou a entrar em panico, tinha uma parede invisível que não o deixava sair do lugar, "mas que porra e essa ?" Ele pensou, forçou a saída mais realmente não conseguia sair do circulo de sal.
— Cara isso e inútil — Juan tentou se comunicar mas ele continuava empurrando a parede invisível — tem um feitiço de limites envolta de você e melhor se acalmar.
— Feitiços de limites, do que você Ta falando? — Juan não soube escolher bem as palavras e aquilo assustou mais o rapaz, mesmo sem memoria seu cérebro ainda conseguia distinguir o que era sensato , sua falta de memoria era sobre sua identidade apenas, sabia que magia não existia.
— Porque você não olha dentro dos meus olhos ? — obediente o rapaz olhou, os olhos de Juan brilhavam um escarlate lindo, hipnotizante, ele se viu inerte em uma lembrança que não era dele, Juan olhava um homem em um beco escuro estuprando uma mulher, mas aquele olhar não era nem de perto humano era o olhar de um animal irracional que fazia as coisas por instinto, com um solavanco Juan jogou o homem longe, que deu duas giradas no ar antes de cair como um animal de 4 e rosnar, Juan investiu contra o homem-animal e rapidamente o domou. Olhando dentro dos olhos do homem ele se alimentou do demônio que impregnava sua alma o homem caiu desmaiado e os dois voltaram pra sala onde estavam.
—Aquele era eu? — Foi uma pergunta retorica, pois ao ver o homem lembrou de suas feições, ele sabia que era ele, mais porque fizera aquilo?
— Não, aquele era um demônio no seu corpo — Juan era muito literal, não era bom explicando as coisas.
—Mas quem sou eu ? Porque eu não me recordo de nada ? — O homem sentou no chão, ele era enorme, forte largo, seu barba cerrada e traços quadrados e fortes indicavam claramente que era do oriente medio, extremamente bonito ninguém podia negar isso.
—Segundo sua carteira você se chama Ali Zahir Torres, e sobre suas memórias ... — Juan explicou tudo sobre suas lembranças como a perdera e como Charlotte o ajudara.
—Mas eu não vou me lembrar nunca mais? Porque tinha um demônio dentro de mim?
—Charlotte disse que sua memoria vai voltar, mas com o tempo, talvez demore um pouco, mas até la tomaremos conta de você ok?
— Mas ... — Zahir não tinha força pra discutir, estava cansado com sono — Posso me deitar em alguma cama então?
—Claro, só preciso te explicar umas coisas sobre a casa — Juan sorriu — Moramos juntos de Erick, ele e descrente das nossas vidas, tenha cuidado sobre oque falar com ele, Charlotte não quer envolve-lo em nosso mundo.
—Certo, então oque falo pra ele ? — Juan ja tinha pensado em tudo e contou a historia pra Zahir que concordou. O homem não tinha pra onde ir, estava confuso e cansado a verdade era que queria deitar e chorar, mas não podia fazer isso então se levantou determinado a recuperar suas lembranças, mas primeiro precisava dormir um pouco.
Juan deu sua própria cama pra Zahir e deitou na sala, normalmente Juan fica pelo menos uns dois dias sem dormi depois de se alimentar, mas a noite foi tão longa que precisava descansar. Zahir pois um moletom velho de Juan, mesmo com todo seu tamanho as roupas de Juan ficaram apertadas em Zahir, mas isso não o incomodou tomou uma Ducha rápida e deitou, infelizmente seus sonhos foram aterrorizados pela vaga lembrança do demônio que o possuía, por diversas vezes acordou assustado se perguntando onde estava e logo lembrava do ocorrido.
Quando Erick saiu do quarto de manha não tinha ideia do que aconteceu na loja enquanto dormi, ele estava morando com a irmã a um ano mas diferente dela, ele não era praticante e como nunca foi introduzido de fato nessa vida a irmã nunca fazia coisas sobrenaturais na sua presença , mas Erick não tinha assim os pés muito longe do mundo da irmã , mesmo não tendo falado pra ninguém ele nascera com o dom do profeta podia ler o futuro de outras pessoas e as vozes que ouvia com frequência sussurrando em seu ouvido eram dos espíritos tentando se comunicar com ele, sem façar de outras coisas esquisitas que aconteciam com ele, visões e sonhos que não conseguia explicar.
—Porque Juan ta dormindo na sala ? — Erick usava um dos seus habituais pijamas de flanela.
—Ele emprestou a cama para a nossa visita — Charlotte pois uma xícara de café para ela e outra para o Irmão.
—Visita ? — a vida na cidade grande para Erick era bem mais parada do que ele imaginava que seria, ia da faculdade pra casa de casa pra faculdade e não fazia mais nada, nem amigos tinha. Então qualquer mudança de habito era uma alegria pra ele
—Sim, digamos que um amigo nosso vai ficar ai ate se ... estabilizar- Charlotte estava com uma cara horrível naquela manha o feitiço havia cansado muito, mas claro que ela tinha que abrir a loja porque afinal de contas dinheiro não nasce em árvore. assim que acordou leu o bilhete que Juan deixara de baixo da sua porta, logo em seguida levantou um feitiço sobre a casa, para que calma e serenidade banhassem todos presentes.
—Bonito ele? — Erick era gay assumido , mas só falava desse tipo de assunto com a irmã e agora depois de um ano começou a se abrir mais com Juan.
—Pra dizer a verdade muito — Charlotte pensou em como descreve-lo — tem um físico perfeito , barba cerrada. Cabelo perfeito, é alto e tem um pé no oriente médio, ha tem aquele rosto quadrado e pele morena linda e de tirar o fôlego. Erick se animou com a descrição da irmã o cara parecia um gato então ele notou como se vestia, mesmo que fosse hétero não queria que a primeira vez que um cara gato o visse fosse vestido com roupas de dormi.
—Hum- Erick tentou um tom indiferente que não convenceu a irmã- preciso de um banho — bebeu sua xícara de café e correu para seu quarto no sótão e Charlotte desceu pra loja pois já eram 9 da manha e logo sua primeira cliente irá a chegar .
A loja de Charlotte era charmosa cheia de prateleiras na paredes, várias coisas caseiras feitas na fazenda, velas de todas as cores formatos e tamanhos, livros velhos e incensos. Tudo que uma bruxa real ou não, precisasse, encontraria naquela loja. Sua habitual cliente das manhãs de domingo, Velma, entrou assim que a loja abriu, seus cabelos negros, cheios e bagunçados sempre estavam soltos, sua roupa surrada e sandália de dedos davam lhe uma aparência de mendiga , ela era desgarrada de bens matérias morava num casebre na mata perto da cidade, uma senhora baixinha curvada e robusta com aparência de poucos amigos.
—Charlotte as meninas estão te esperando pra festejar a luna esse ano! — Velma falava alto caminhando para o balcão.
— Acredito que esse ano minha presença esta marcada Velma — Charlotte deu um sorriso de canto de boca a amiga — mas o que eu devo a visita ?
—Acredito que você tenha rubis, estou necessitada de rubis — Velma tinha uma mania de enrolar o cabelo nos dedos enquanto falava e lá está a ela falando e enrolando. — e um passarinho verde me contou que você está atrás disso aqui — no balcão a mulher despejou vários cascalhos de ametista.
—Seu passarinho estava certo Velma — no mundo bruxo era sempre feito assim as coisas, poucas vezes envolviam dinheiro era tudo uma barganha lhe dou isso em troca disso. e Ametistas era uma pedra ótima para recuperação espiritual, iria dar um belo bracelete para Zahir.
Era quase meio dia quando Erick desceu do quarto pra fazer algo pra comer, ele estava de férias da faculdade e passava bastante tempo em casa, mesmo morando com a irmã a um ano, não fez amigos na cidade e vários problemas o faziam não ter a mínima vontade de sair de casa, antes de ir pra cozinha viu uma mensagem no seu celular, "você podia vir aqui em baixo me ver" , aquela mensagem revirou seu estômago e ao olhar a janela viu o carro parado na esquina de sua rua, não importava oque ele falava aquele cara não saia da sua cola, ele sabia que não podia ficar trancado em casa pra sempre uma hora iria ter que encarar seu problema , mas preferia fazer isso depois das férias. Então resolveu fazer oque fazia de melhor, cozinhar porque se desligava do mundo quando o fazia. Erick não tinha os ruivos cabelos da irmã (e do resto dos parentes da mãe, todas suas tias eram ruivas e sua mãe também), herdara o loiro do pai, seu cabelo não era muito grande mas dava pra amarrar em um minúsculo rabo de cavalo, nunca foi muito grande ou masculino, era baixinho como a irmã, e isso nunca foi um problema. E lá estava ele na cozinha fazendo algo pra distrair sua mente, se pegou cozinhando algo grande era carne assada com batata corada e no forno tinha um bolo, Juan ainda dormia no sofá quando o cheiro começava a se espalhar pela casa, Erick tentava se distrair sem sucesso, já não tinha mais nada pra fazer dentro de casa, e toda vez que seu celular vibração ele estremecia, ninguém sabia do seu perseguidor, oque o deixava mais nervoso, pois não tinha com quem conversa, como contar aquela historia embaraçosa pra irmã? não sabia como.
— Meu Deus Erick que cheiro bom! — Juan gritou do sofá da sala assustando o primo que deixou cair os talheres que segurava, ele vivia nesse estado de nervos — já tá pronto ?- Erick olhou pro sofá e pode ver a cabeça de Juan.
—Quase, porque não acorda seu amigo enquanto eu término?
—Ótima ideia! — Juan tinha mesmo que conversa mais um pouco com Zahir antes dele conhecer Erick.
Zahir já estava acordado a alguns minutos era um estranho no seu corpo, seus sentimentos estavam confusos, nada parecia certo flashs da noite passada o assombravam, hora estava em um boate hora em uma esquina escura, hora no chão da loja de Charlotte. Ele ficava revivendo aquilo tudo como um filme, um vazio se estendia em seu peito como foi parar naquele beco? Tentava força a mente mais era inútil nada nenhum fragmento de sua vida antes daquele beco e se Juan não o tivesse encontrado, oque teria acontecido? o homem que era maior que aporta daquele quarto estremeceu com esse pensamento, se pegou em um misto de medo e alívio, mas alívio porque? Não foi exatamente salvo estava vivo mas não era o mesmo que um dia foi. Juan entrou no quarto sorrindo pra ele.
—Fala ae cara, dormiu bem ? — Zahir fez que não com a cabeça — você ainda tem muito que se recuperar, relaxa levanta hoje Erick fez a comida e tá com um cheiro ótimo- era verdade agora que Juan comentou ele pode se desligar dos seus devaneios e sentir o agradável aroma no ar — só lembra de não comentar nada com ele, sua mulher de expulsou de casa por isso esta aqui, visemos faculdade juntos se ele perguntar de onde nos conhecemos, ok?
—Pode deixar — Zahir sentia uma gratidão estranha por Juan mas ao invés de se questionar so abraçou o sentimento.
Erick tinha posto tudo no balcão da cozinha americana tinha a carne com batata purê de abobora, arroz e salada de legumes. Estava orgulhoso de si mesmo, andava pela cozinha balançando seu curto rabo de cavalo quando se deparou com Zahir pela primeira vez nunca iria esquecer, uma hora estava fechando a geladeira na outra de boca aberta olhando a montanha na sua frente ele não era só alto era largo, a camisa que pegará emprestada de Juan estava apertada em seu peito, dava pra ver seu corpo definido espremido na roupa, sua barba era serrada, alinhada bem e feita, cabelo curto queixo quadrado , caramba era um Deus árabe , mas tinha algo errado com aquele olha era vazio sem sentimentos, sem vida.
—Oi sou Erick — comprimentos o menino sem jeito.
— oi sou Zahir — a voz de Zahir veio como uma bomba desde que começará a faculdade Erick não tinha tidos visões, que eram frequentes no ensino médio, mas lá estava ele tento uma delas.
"Zahir vem ! — falava uma menininha — corre Zahir ! — Erick sabia que aquela era sua irma — depois estava no velório da mesma menina. Zahir chorava se culpava — depois estava em um parque com uma velha, que jurava que iria trazer sua irmã de volta"
— Erick ? — a voz de Zahir o trouxe de volta — está tudo bem devo chamar Juan ?
—Juan ? Não , não — Erick se recompôs respirou fundo e abril um sorriso, sabia que ficava em transe quando isso acontecia, era muito desconfortável — mil desculpas as vezes me pego devaneando é menos frequente do que parece, juro — ele sorriu indicando que estava tudo bem. — espero que esteja com fome fiz bastante coisa. E sim ele estava com fome comeu 3 pratos, mas quem podia culpa-lo depois da noite que teve se deparar com um banquete tão bem feito qualquer um iria a forra, Erick se sentiu muito satisfeito Juan mal tocava na comida sempre comia pouco e Charlotte sempre estava ocupada de mais pra elogiar seus feitos, hoje mesmo comera na loja, estava cheia de clientes não vendia bem assim a semanas, e lá estava ele finalmente com alguém que comia com gosto sua comida.
—É Erick, pare que alguém gostou mesmo da sua comida — Juan comentou enquanto Zahir preparava o terceiro prato- meninos vou ter que sair, se comportem ok? — Juan se levantou tinha assuntos com Charlotte, Erick deu um aceno com a cabeça e Zahir tentou falar algo mas Juan o interrompeu — quando voltar conversamos melhor ok? Não vou demorar e você precisa descansar — dito isso ele saiu .
—Podemos ver um filme se quiser — Erick sugerir e Zahir assentiu, oque foi ótimo, pois assim tinha desculpa pra ficar dentro de casa — que tipo de filmes você gosta ?- Zahir deu de ombros não sabia responder aquela pergunta, na verdade não sabia responder nada.
A verdade foi que nenhum dos dois viu o filme, pouco tempo depois de sentar no sofá e dar play na comédia os dois caíram no sono, Erick não dormi bem por causa das ligações e mensagens indesejadas, fica aflito e ansioso (sem falar que tem esse mal habito de dormir sempre que da play em algo ) e Zahir mal se aguentava em pé, ainda tinha parte da alma deslacrada, seu corpo só queria comer e dormi, dormiram um sono pesado aconchegados um no outro, chegaram a fazer uma conchinha no sofá cama da sala, oque era intimo de mais para qualquer um dos dois.
A loja ficou lotada pelo resto do dia vendeu bastante, haviam acabado os sabonetes e loções de corpo de eucalipto, amanhã tinha que buscar mais na fazenda, Charlote estava feliz havia feito bastante dinheiro aquela tarde. a pulseira de Ametista estava pronta e suas propriedades estavam sendo canalizadas enquanto era banhada em um tônico de cura. Juan e Charlotte chegaram a conclusão que estava acontecendo algo estranho na cidade, Juan tem achado muitas pessoas possuídas pelas ruas e Charlotte notou a frequência de algumas clientes na sua loja. mandu Juan em campo para descobrir algo, o rapaz passou a tarde toda na rua e não descobriu nada concreto, ja Charlotte acabou encontrando resposta, bem onde nunca iria imaginar, em sua loja, faltava pouco pra fechar a loja, quando o detetive Arthur entrou, estava seu cabelo cortado em corte militar e um enorme sorriso no rosto, era uma pessoa simpática, do tipo que Charlotte preferia manter distancia.
—Senhorita McCrow ? — Arthur, fez contato visual assim que viu a jovem ruiva atras do balcão.
—Sim, como posso ajuda-lo ? — ela o avaliou da cabeça aos pés pode ver que era feliz, nunca tivera motivo pra ser triste, não havia perdido perdido ninguém na vida, tudo dera certo, estava onde queria estar e nunca foi contrariado.
—Sou o detetive Arthur Dias, a universidade indicou você como especialista em ocultismos — Charlotte manteve a sobrancelha arcada enquanto ele falava, Arthur tentava não encara-la de forma estranha, mas seus olhos era hipnotizantes.
—Sim mas ainda não sei como posso ajuda-o.
—A Claro, eu queria uma consulta, se me permitir — Arthur abriu a pasta que tinha com sigo, e espalhou varias fotos pelo balcão — são cenas de diversos crimes que vem acontecendo na cidade.
—Estou vendo detetive — então Charlotte viu em uma delas o Simbolo de ka'alan desenha na parede com sangue e puxou a foto.
—Acreditamos que seja um seita satânica e queríamos entende-la melhor, temos muitos símbolos nas cenas do crime mas esse e o único que aparece em todas as cenas — ele apontou pra foto na mão da Charlotte — sera que podia nos dar uma ajuda ?
— Posso sim — Charlotte indicou a mesinha que tinha no canto da loja — leve as coisas pra la, vou buscar um chá, pode ser uma conversa demorada.
Depois de analisar as fotos Charlotte sabia exatamente do que se tratava, so buscava palavras pra explicar ao detetive.
— Vamos la, não sei bem por onde começar esse simbolo em forma de meia lua com a adaga no meio simboliza um dos pequenos reinos demonicos, o ka'alan, acreditasse que praticantes tem desejos realizados por Ka'alan quando se sacrifica um humano a ele, claramente alguém ta desesperadamente tentando chamar atenção ka'alan, mas os outro símbolos tem significados completamente diferente, uns são usados em rituais de comunicação espiritual, outros pra sacrifício de animas em prol de fertilidade, a pessoa esta claramente perdida tentando se comunicar com ka'alan ou um louco assassino.
—Então e um fanático que quer se comunicar com um demônio ? — Arthur estava pensativo.
— Não posso afirma isso, mas e oque parece — Charlotte queria acabar com aquela conversa logo pra poder ligar pra Juan e contar oque tinha descoberto — mas posso te dizer uma coisa — Charlotte mostrou uma a foto do ultimo corpo para Arthur — esse ultimo aqui, parece que morreu de bom grado, ta vendo as tatuagens ? são referencias a quem quer deixar esse plano e viver em esprito num dos reinos.
— Ta me dizendo que ele se matou ?
—Não, to dizendo que alguém o fez acreditar que sua morte seria algo bom.
—Certo, e tudo muito complicado pra intender de uma vez, e ja ta ficando tarde, posso entrar em contato com você se eu precisar de algo?
— Claro, aqui meu numero — Charlotte entregou o cartão e o Detetive foi embora
Depois de fechar a loja subiu, Zahir ainda dormia no sofá um sono muito pesado e Erick tinha subido pro seu quarto então ela resolveu dormi sem esperar Juan, estava cansada o dia foi longo, nem teve tempo de conversa com Zahir dar-lhe a puceira. Quando encontrou a sua cama foi como chegar as nuvens, precisava tanto dormi que só se deu conta que dormiu com a roupa do corpo quando acordou no outro dia.
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