Notas iniciais
Demoramos, mas cá estamos! Se preparem porque o capítulo tá emocionante, já separem os lencinhos de papel! ~Enjoy~ Música do capítulo: — Broken Angel - Boyce Avenue (https://www.youtube.com/watch?v=wLJSgTgAom8)

Jack não acreditava que ficaria tão empolgado com um caso jurídico novamente.

Anelise Keating era uma advogada conceituada e famosa e acompanha-la no tribunal era estimulante.

— Estudou o caso Jack? — Anne olha para ele.

— Sim. Obrigado. Você salvou nossas vidas. — Jack agradece a Anne, logo que ela quem passou o caso para eles.

— Não precisa agradecer. — Ela sorri.

— Bom, vamos ver a Anelise ganhar mais um caso? — Lia vibra.

— Com certeza! — Jack se atenta ao tribunal.

— Se atentem a todos os detalhes. — Anne entra com eles no tribunal e caminha em direção a sala da audiência.

— Olha, toda profissional. — Lia sorri e acompanha a amiga.

— Só por que perdemos algumas aulas. — Jack faz careta a loira.

— Também. — Ela ri.

— Não gosto de atrasos... — Anelise olha eles.

— Desculpe. — Jack leva um susto, já que a mulher chegou repentinamente.

— Estiveram ausentes demais, mas ainda sim são os melhores para me acompanharem nas audiências, espero que tenham revisado pelo menos o caso antes de virem. — Ela encara eles.

— Revisamos sim Sra. Keating. — Lia olha ela.

— Perfeitamente. — Jack sorri sem graça.

— Ótimo, vamos libertar esse réu. — Anelise entra na sala, esperando ser seguida pelos alunos.

Anne toma a dianteira, Jack segura na mão de Lia e vão logo atrás.

Myle entra na escola de culinária e sorri a algumas pessoas. Ela caminha pelos corredores até encontrar sua sala.

— Olá, srta. Sou Klaus Schmidt, especialista em doces, sente-se com uma dupla e logo logo começaremos nossa aula. — Um homem gordinho e simpático sorri a ela.

— Obrigada Sr. Schmidt. — Myle sorri e se senta em uma das mesas.

Um rapaz recebe as mesmas instruções que Myle e entra na sala também.

O lugar era bastante grande, nas paredes haviam inúmeros cooktops, nos fundos prateleiras e freezeres que deveriam conter os ingredientes usados.

— Hey. — Myle sorri ao rapaz.

— Hey. — Ele sorri animado ao vê-la e senta ao seu lado.

— Como vai Gabriel? — Myle olha para ele.

— Melhor ago... Bem, muito bem. — Ele sorri.

— Que bom. — Ela sorri.

— Ansiosa para a primeira aula de seu retorno?

— Super ansiosa. Ainda mais porque é confeitaria. — Myle fala animada.

— Não sou bom com doces. — Ele faz uma careta e depois coça o cabelo.

— Pessoal vamos dar início, por favor. — O professor fecha a porta e se posiciona na mesa à frente da casa.

— Eu te ajudo se precisar. — Myle sorri e se atenta ao professor.

— Muito obrigado. — Ele intencionalmente encosta sua mão na dela ao sentar no banquinho.

Myle se assusta com a mão dele e se afasta um pouco do rapaz.

— Desculpe. — Ele não contém o sorriso.

— Tudo bem. — Ela sussurra.

— A arte de fazer todo o tipo de doces está contida em seu modo de preparo, nos ingredientes envolvidos, mas principalmente em seguir à risca os cronogramas. — O lecionador principia.

— Qualquer erro mínimo pode estragar o prato. — Myle anota em seu caderno.

— Mas o que torna um bom confeiteiro diferente dos demais é sua criatividade. — O homem acrescenta.

— Mas as vezes a criatividade não chama tanta atenção, tem clientes que preferem os clássicos. — Uma aluna encara o professor.

— Sim, minha querida, perfeitamente. Mas vou dar abertura para que explorem essa habilidade. Ela é fundamental para o futuro. — Schmidt explica.

— Então faremos alguma aula prática hoje? — Myle se anima.

— Sim! Quero ver suas capacidades. — Schmidt sorri a Myle. — Porém vou promover um desafio. – O homem sorri de lado.

— Lá vem... — um aluno comenta e causa alguns risinhos.

— Qual? — Myle olha ele.

— Vocês deverão deixar o chocolate de fora dessa. — Ele pisca a ela.

— Ótimo. — Myle sorri e já pensa no que fazer. Ela pega seu caderno e anota os ingredientes que vai precisar.

— Droga... — Gabriel resmunga. Doces não era seu forte e Schmidt removera o ingrediente mais maleável para se fazer um bom confeito.

— Não sabe fazer doces? — Myle olha ele.

— Sei, mas não sou muito bom e agora sem o chocolate... — Ele parecia aflito.

— Posso te ajudar se quiser. – Ela sorri.

— Prometo retribuir. — Ele sorri de lado.

— Ok. Vamos pegar os ingredientes. — Ela se levanta e segue para a mesa onde várias opções de ingredientes estavam distribuídos para que os alunos usassem.

Ele segue ela e analisa o belo corpo que ela tem. Um sorriso safado cresce em seu rosto.

— Que tal você fazer uma pavlova? — Myle olha para ele.

— Fantástico. — Ele se empolga — Realmente!

— Vamos, eu te ajudo no acompanhamento. — Myle pega duas cestas e entrega uma para ele.

— Isso será incrível. — Ele segue ela.

Enquanto o motorista os conduzia para a Kronus, Brandon insistia que Genevieve deveria sair com Duncan. Eles tinham que se conhecer melhor para que a sociedade desse realmente certo.

— É fácil insistir nisso enquanto ele ama aquela garçonete! Queria saber onde estavam com a cabeça quando pensaram nisso. — Genevieve bufa.

— Não questione Genevieve! — Brandon brada — E mantenha seu tom.

Genevive cruza os braços e revira os olhos.

— Marcarei um almoço com o Duncan.

— Perfeito! — O pai aplaude empolgado.

— E a Carol? Parece que se deram bem.

— Sim. Ela é uma mulher espetacular. — ele sorri meio bobo.

— Está se apaixonando?

— Hey! — O pai exclama se assustando com a pergunta.

— Você está sorrindo todo bobo papai. — Genevieve ri.

— Ela me chamou para um jantar familiar... — Ele sorri sem graça.

— E você aceitou né?! Está na hora de seguir em frente papai. — Genevieve sorri.

— Aceitei.

— Fez bem.

— E agora você deve fazer o certo. — Ele desvia o assunto para ela e Duncan novamente.

— Vou fazer, já disse. — Genevieve pega o celular e disca o número de Duncan.

Após algumas chamadas Duncan o atende.

— Gene... Genevieve? — Pela surpresa a voz do ex-dancer chega a afinar.

— Olá Duncan, como vai?

— Bem, muito bem e você?

— Estou bem, obrigada. Gostaria de marcar um almoço contigo, está ocupado hoje?

— U-u-u-um almoço?! — Ele gagueja.

— Sim, algum problema?

— Sim... Quero dizer, não! Claro que não! — Ele estava confuso.

— Ah... Bom, então, as 11 no Le Chermain. Acho que ainda é seu preferido.

— Sim, perfeitamente. – Ele sorri. — Nos vemos lá. — Ele faz um careta não acreditando que sairia com Genevieve Shark.

— Não se atrase. — Ela encerra a ligação. — Pronto papai.

— Você é uma filha maravilhosa e eu amo você Genevieve Shark. — Brandon sorri a ela.

— Eu também te amo papai. — Ela abraça ele.

Brandon acaricia-a calorosamente antes de separarem. Genevieve beija o rosto do pai e se afasta.

— Perfeito! Perfeito Srta. Bodegard! — O lecionador elogia após saborear o doce apresentado por Myle.

— Foi simples e rápido, mas eu adoro essa torta de limão. — Myle sorri.

— A beleza está na simplicidade. — O professor sorri a ela e se aproxima do próximo doce. A pavlova.

Myle sorri e olha ansiosa para o professor, afinal ela tinha feito a maioria do doce do colega de bancada.

— Esplêndido! Criativo! Exatamente o que queria para esta aula. — o professor quase saltita.

— Obrigado professor, obrigado. — Gabriel fica sem graça.

Myle sorri orgulhosa.

— Parabéns.

— Talvez eu deva... — O professor continuaria, porém foi interrompido pelo próprio Gabriel.

— Sr. Schimidt, bem, como colega de balcão Myle me ajudou em tudo. Acho que ela merece ser parabenizada por isso. — Ele olha para ela e sorri encantadoramente.

— Ah, Gabriel, não... — Myle fica sem graça.

— Isso é verdade Srta. Bodegard? — Schimidt encara ela.

— Eu ajudei, em algumas coisas.

— Creio que a classe já sabe pra quem aplaudir. — Schimidt indica.

Os alunos aplaudem Myle, assim como Gabriel que de maneira charmosa fita-a incessantemente.

Myle sorri sem graça aos colegas.

— Obrigada.

Gabriel aproveita que ela olha para ele e pisca para ela.

Ela sorri de lado ao rapaz e volta a se sentar no banco diante da sua sobremesa.

— Quero ver como ficou. — Ela pega uma colher e experimenta a pavlova.

— Maravilhosa, presumo. — Gabriel se aproxima.

— Está! — Ela fala de boca cheia e ri. — Desculpe.

— Está tudo bem. — Ele ri.

Gabriel nota que há resquícios de pavlova na boca dela e ele se aproxima impulsivamente e com o indicador ele limpa-a

— Obrigada. — Ela morde o lábio inferior.

— Não foi nada... — Gabriel fica olhando ela encantado por tanta beleza.

— É, hum... Aprendeu como fazer?

— Certamente e graças a você. Obrigado. — Ele assente a ela.

— De nada. — Ela sorri.

— Caramba! Anelise é extraordinária! — Jack adentra a república entusiasmado.

— Ela tem classe até pra humilhar o adversário. — Anne sorri.

— Indiscutível! — Ele concorda.

— É uma ótima professora. — Lia sorri e se joga no sofá. — E ela suga minhas forças vitais.

— Certamente. — Jack se joga ao lado dela e sorriem para Anne.

— Vocês estão muito preguiçosos. — Ela revira os olhos.

— Hey, o papel de meter broncas aqui é da Lia. — Ele implica.

— Ela está cansada demais para isso. — Anne fala irônica.

— Nisso ela tem razão. — Lia ri.

— Bom, acho que devemos te agradecer Anne sua insistência nos animou novamente. — Jack sorri para a amiga — Obrigado.

— Não precisa agradecer, eu só não queria que perdessem o último semestre. — Ela sorri.

— Obrigada pop star. — Lia pisca a amiga.

— Viram a Myle? — Ele indaga, notando o silêncio da casa.

— Voltou para o curso, foi a primeira aula dela hoje. Não deve ter chegado ainda. — Anne olha eles.

— Espero que ela tenha gostado. — Lia faz carinho no cabelo de Jack.

— Anne viu aquilo? — Jack assente ao sorriso bobo que Myle estava.

— Myle? — Lia olha a amiga.

— My? — Anne estala os dedos diante da amiga. — Hey...

— Ah, oi. — Myle olha eles. — Não os vi, desculpe.

— O que aconteceu nessa aula? — Jack gargalha.

— Foi.... Maravilhosa! — Ela vibra.

Jack se anima.

— Seu rosto diz tudo.

— É bom te ver assim Myle. — Lia sorri.

— Obrigada.

Jack sentia que tinha algo mais ali, mas não comentou nada.

— Bom, eu vou subir e tomar um bom banho. Eu mereço. — Anne ri e sobe para o banheiro.

— E eu óbvio vou comer alguma coisa. — Lia ri e vai para a cozinha.

Myle ri das duas e olha para Jack animada.

— E você vai me contar detalhes que se escondem atrás desse sorriso. — Jack encara Myle.

— Ainda bem que elas saíram. — Myle se senta ao lado de Jack. — Fizemos aula de confeitaria hoje, ajudei um rapaz, Gabriel. Mas ele acabou me dando o crédito e digamos que, fiz sucesso.

— Não esperava menos, mas... Gabriel, ham? — Ele balança negativamente.

— É um rapaz da minha sala. Quando reabri minha matrícula, nos cruzamos lá. — Myle olha para Jack. — O mais estranho é que quando ele tocou sua mão com a minha hoje, senti um arrepio percorrer meu corpo.

— Eu sabia, eu sabia. — Ele se levanta e olha ela — Estava sorrindo de mais.

— Para! — Myle ri. — Mas não era para isso acontecer. Tem o Dun, Jay.

— Você precisa me dizer. Você ainda acredita em Mycan?

— Não sei, mas no fundo ainda acredito que isso é um pesadelo e que vou acordar. — Myle suspira.

— Você precisa de algo para te dar um suporte. Algo diferente.

— Será que ele é essa diferença?

— Eu não sei... — Jack parece em dúvida.

— Não queria pensar nisso. Não consigo pensar nisso, não agora.

— Mas em relação ao curso... Está animada novamente? — Ele opta por mudar o assunto.

— Sim! Não imaginava que iria gostar tanto de retornar as aulas. — Myle se anima.

— Fico muito feliz em ouvir isso, ruiva. — Ele sorri lindamente a amiga.

— Obrigada Jack. — Myle abraça ele. — Por tudo!

— Eu te amo Myle. — Jack expressa em meio ao abraço.

— Eu também amo você Jack. — Myle sorri.

Jack afasta um pouco dela e sorrindo beija a testa dela.

— Se não fossem tão amigos, eu ficaria com ciúmes. — Lia brinca com os dois.

— Sem ciúmes. — Myle ri.

— Não mesmo, mesmo que ainda ache a bunda da ruiva admirável. — Jack coloca as mãos atrás da nuca e pisca safadamente.

— Ah, que lindo. — Lia fala irônica.

— Quando voltamos a trabalhar? — Myle olha eles.

— Amanhã. Teremos ensaio com o novo coreógrafo. — Lia se senta em uma das poltronas.

— Estou intrigado com esta nova Fire. — Jack comenta.

— John fez bem em acatar as sugestões da Anne. Acredito que fará mais sucesso assim. — Lia olha eles.

— Tem razão. A Fire está sendo reinventada. — Myle sorri. — John merece o sucesso da boate.

— John, John, John... Será que seu fosse mulher falaria dele assim como vocês? Com esse tom de suspiro? — Ele caçoa.

— Meu Deus! Isso tudo é ciúmes? — Lia ri.

— Bota ciúmes nisso Li. — Myle ri com a amiga

— Sabem que entre Leon, Niky e Jev. Todas querem John. — Jack confessa o charme do patrão.

— Ele é um coroa charmoso ué. Dá um caldo ainda. — Myle ri.

— Vai tomar banho, Myle. — Jack balança a cabeça negativamente.

— Eu vou mesmo e depois vou estudar algumas coisas. Beijos pra vocês. — Myle ri e sobe para o banheiro.

— Boa sorte, My. – Jack acena a ela.

— Jack, podemos conversar? — Lia olha para ele.

— Claro. — Ele olha ela compreendendo do que seria.

— É sobre as compras de hoje... Eu não gostei de algumas coisas.

— Cite. — Ele suspira e se vira de frente a ela.

— Você e a Deborah... Deixaram Leon e eu de escanteio.

— Não... — Jack nega instantaneamente — Oh, sim! — Ele se corrige após pensar um pouco — Me desculpa. — Ele fica envergonhado.

— Tudo bem, mas acho que da próxima vez não acompanharei vocês. — Ela fala sem graça.

— Não, Li, não é assim também? — Ele tenta resolver as coisas.

— E como é Jack? — Lia olha ele.

— Eu não sei... A situação é complicada, eu entendo você estar assim. — Ele tenta encontrar uma forma de convencê-la a não ficar mal por isso.

— Não sei como prosseguir com isso Jack. — Ela suspira frustrada.

— Isso te machuca?

— Me chateia Jack.

— Não queria que se sentisse assim, pois quero você presente nisso. — Ele fica triste.

— E eu quero estar Jack, mas é difícil pra mim poxa. E se eu estivesse grávida do John? Você se sentiria como?

— E por isso que te entendo. Mas queria um pouco de Lia na Valentina. Sua presença iria agregar muito a ela. — Ele olha nos olhos dela.

— E você acha que a Deborah vai deixar eu interferir em algo? — Lia ri. — Ela surtaria!

— Lia não é interferir. É simplesmente sua presença ali. — Jack se levanta frustrado.

— Jack... — Lia olha ele.

— Oi... — ele olha ela de volta.

— Desculpe. — Ela se levanta.

Jack sorri apaixonado.

— Você é a mulher da minha vida, quero que Tina tenha esta grande mulher para se inspirar também. — Ele abraça ela.

— Ah Jack... — Lia abraça ele mais forte.

Jack beija a testa dela e a olha fixamente.

— Você é tão linda, meu amor. E quando digo isso não enxergo só seu exterior.

— Eu te amo tanto Jack... Quero que isso dê certo, seremos uma família. Uma grande família.

— Com certeza. — Ele beija ela apaixonadamente.

Lia retribui ao beijo e o abraça.

— Lindos... — Damien comenta ao entrar.

— Corta clima... — Lia faz careta ao ouvir a voz de Damien.

— Eu ouvi isso! — Ele ri.

— Era para ouvir mesmo. — Ela ri.

— Ouvir e subir. Acrescento. — Jack aponta as escadas.

— Delicado... — Damien ironiza e deixa eles.

Lia ri e olha para Jack.

— Desculpe mais uma vez, acho que estou com ciúmes de tudo isso.

— Você não é a única... — Ele se lembra — Teve um momento inusitado Lion que me incomodou. — Ele brinca.

— Really? — Ela ri. — Não era a intenção.

— Sei que não, mas foi estranho.

— Acho que no fundo, Leon e eu estamos da mesma forma. É frustrante ver outras pessoas realizando nossos sonhos.

— Forma triste de criar uma amizade.

— Já éramos amigos. Leo me ajudou quando eu estava na bad por você.

— O lance da memória. Ainda não gosto de lembrar o quanto poderíamos ter aproveitado mais...

— Mas toda espera valeu a pena.

— Talvez o destino queria que fosse desse jeito. Talvez não teríamos esse sentimento tão forte se não houvesse a amnésia. — Ele diz.

— Talvez sim, talvez não... Eu amo você, com ou sem a amnésia, esse sentimento não mudaria.

— O importante que você é só minha agora. — ele sorri safadamente — Claro, se ninguém mais nos interromper... — ele comenta ao ver Anne descendo as escadas.

— Agora, depois, amanhã, pra sempre... — Lia sorri.

— Esse mela mela de vocês me enjoa. — Anne faz careta.

— Não vamos comentar sobre o seu relacionamento com o cabelo de palha. — Jack revira os olhos.

— Senti uma gota de inveja e ciúmes! — Anne provoca ele.

— Hey, nada disso! — Lia intervém.

A campainha toca.

— Deixa eu advinhar... Jev. — Jack olha para Anne.

— Na verdade eu estou esperando o John, quero que ele me ajude a como conversar com a Joanne. — Anne sorri amarelo.

— Espera, dará uma chance a ela? — Lia questiona surpresa.

— Sim, acho que chegou a hora.

— Seriously!? — Damien se surpreende ao ouvir isso enquanto descia as escadas com Blair. O casal iria sair.

— Ah, maninho... — Anne sorri. — É, acho que a Joanne merece uma chance de se explicar.

— Isso é ótimo! — Dami corre até ela e a abraça.

— Vou receber o gostosão. — Jack nota a campainha sendo tocada novamente.

Anne retribui o abraço do irmão sorrindo.

Blair desce a escada e para ao lado de Lia.

— Quem diria que eles estariam se dando tão bem assim? — A loira cochicha para a morena.

— Eu ainda me surpreendo com o amadurecimento da Anne. Jev fez bem a ela, mas o Damien também a mudou.

— E agora tem o John... E Joanne que é maravilhosa. Ótimas influências. — Blair continua.

— Espero que dê tudo certo. — Damien fala ao se afastar da irmã.

— Dará, eu acredito nisso. — Anne sorri e beija a testa dele.

— Vou sair com Blair. Se não tiver nada para fazer depois da conversa com o John, pode nos encontrar na pista de patinação perto do Starbucks. — Ele sorri a ela.

— Tudo bem, tentarei, mas não garanto ok?! — Anne sorri a ele. — Acho que será uma longa conversa.

— Ok. Vamos Blair? — Damien olha a namorada.

— Vamos, claro. — Blair sorri e o acompanha. — Boa noite pessoal.

— Boa noite Blair. Divirta-se. — Lia acena ao casal. — Hey John. — Ela sorri a ele.

— Boa noite. — John saúda a todos ao entrar, Jack estava atrás.

O pessoal acena para Blair e Damien.

— Lia. — John abraça ela — Tudo bem?

Lia retribui ao abraço sorrindo.

— Agora estou, tive uma conversa um tanto tensa com Jack há pouco.

Jack pigarreia como se dissesse que John não precisava saber.

— Ah... — Lia se afasta sem graça.

John sorri da mesma forma, ele tinha vontade de conversar com Lia, mas respeitava Jack, só que ainda havia algo fofo ali.

— John. — Anne olha ele.

— Anne... — John foi até a filha e a abraçou.

Anne retribui ao abraço sorrindo.

— Obrigada por vir.

— Num foi nada. É sempre bom te ver. — ele sorri.

"E a Lia também né?", Jack pensa.

— Bom, vamos? — Ela sorri, estava ansiosa.

— Vamos deixar vocês a sós. — Jack olha Lia.

— Claro. — Lia se aproxima de Jack. — Licença. — Ela caminha para a escada com o namorado.

— Obrigada. — Anne sorri a eles.

— Onde podemos conversar? — John indaga.

— Na verdade eu pensei em sairmos. — Ela olha ele. — Starbucks ou até mesmo a Fire.

— Você quem sabe. — Ele sorri a ela.

— Acho melhor sairmos, assim não seremos interrompidos. — Ela pega sua bolsa.

— Certo. — Ele sorri e segue ela.

Anne sai da republica com John e sorri ao entrar no carro com ele. "Boa sorte para nós pai."

Duncan senta na mesa reservada para ele e Genevieve. O ex-dancer estranhava as razões do convite dela, cogitou recusar por não achar que estava preparado para ter algo com ela, contudo a vontade de estabelecer o legado do pai falou mais alto e ele compareceu.

Era fim de tarde, o sol estava se pondo naquele exato momento e observá-lo tornou sua distração enquanto esperava-a.

Genevieve estaciona seu carro na entrada do restaurante e entrega chave para o manobrista. Ela caminha para dentro do restaurante e suspira vendo Duncan ali, esperava no fundo que ele não comparecesse. "Vamos lá Genevieve, vamos colocar um fim nisso." Ela se aproxima da mesa.

— Olá Duncan.

— Oi Genevieve. — O rapaz se levanta para que possa beijá-la na bochecha.

Genevieve beija o rosto dele e se senta.

— Como vai?

— Pra ser sincero, não muito bem. — Ele fala ao se sentar — E você?

— Acho que estamos no mesmo patamar, por isso marquei esse jantar. — Ela olha nos olhos dele.

— Acho que o motivo é o mesmo. — Duncan também olha ela.

— Não quero ter um relacionamento com você Duncan. — Ela é direta. — Nunca quis.

— Jura? — Ele se espanta — Eu também. — Ele se alegra.

— Já imaginava, você nunca me olhou como olha pra Myle. — Ela sorri a ele. — Você a ama não é?

— Mais do que tudo... — Ele sorri — Bom talvez não tudo. – O rapaz se lembra de seu pai.

— É digno o que está fazendo pelo seu pai Duncan.

— E doloroso. — Ele suspira.

— Por isso tenho uma proposta. — Ela olha ele. — Talvez facilite ambos os lados.

— Pois bem. — Ele aguarda o que ela vai dizer.

— Fingiremos nosso relacionamento. Para mídia e para nossos pais.

— Uou. — Ele fica boquiaberto — Acha que isso dará certo?

— Faremos dar certo. Não queremos nada um com o outro e acredito que será fácil fingir.

— E se precisarmos nos beijar? — Ele indaga — Fingir isso para mim não terá problemas e pra você?

— Nem um pouco Duncan. — Ela sorri. — Podemos fazer isso pelos velhos tempos, afinal um beijo sem sentimentos não faz mal a ninguém, não é mesmo?

— Vou acreditar nisso. — Ele gargalha.

— Mas é verdade. — Ela ri com ele.

— Então acho que podemos pelo menos cultivar uma amizade. Afinal, seria torturante ter que namorar com uma pessoa na qual eu nem ao menos me agrado. — Ele confessa.

— Eu te desagrado Duncan?

— Não, por isso mesmo que pelo menos devemos ser amigos. — Ele explica.

— É, tem razão. — Ela sorri a ele. — Senti falta das nossas conversas.

— Também. — Ele sorri. — Sinto muito por estar se privando da vida.

— Não estou me privando de tudo Duncan, já você abriu mão da pessoa que ama por tudo isso. Quem sente sou eu por isso.

Duncan engole em seco.

— Obrigado. Mas é meu dever como filho.

— Tudo bem, quem sou eu para te convencer do contrário. — Ela dá de ombros. — Podemos começar a agir amanhã.

— Fechado. — Ele assente positivo.

— Amanhã será a sessão de fotos do novo lançamento da Kronus.

— Caramba! Já?! — Ele se surpreende.

— Já. Passou rápido. — Ela ri.- Fechei com a Carol Stone, ela é a melhor nessa área, sei que será uma grande campanha.

— Claro. Carol é incrível. Parece que a Kronus está em boas mãos. — Duncan sorri a ela.

— Faremos o melhor pela empresa Duncan. — Genevieve pisca a ele.

— Sim. Agora se não for desagradável, podemos comer algo? — Ele ri.

— Ah claro! Estou faminta, não sei como não ouviu meu estômago roncar. — Ela ri.

— Eu ouvi. — Ele brinca com ela.

Queria realmente se dar bem com ela, afinal seria muito mais fácil passar por tudo isso.

— Ops. — Ela ri e acena ao garçom.

— Este lugar. — John comenta ao entrar no Starbucks com a filha — Este lugar me lembra muito alguém.

— Lia? — Anne ri ao entrar com ele.

— Uhum. Viemos aqui, algumas vezes. — Ele ri.

— Sente falta dela?

— Não posso negar isso, tivemos algo legal, mas... Jack. Eu entendo. O que ela sente por ele é avassalador, acho que ele era para ser o último amor dela. E isso acontece comigo e Jo, sua mãe.

— Como ela é? — Anne acaba sendo direta. — Desculpe, mas estou ansiosa.

— Ela é tão Anne. — Ele sorri.

— Seja mais claro. — Anne ri. — Duas Annes são demais para o mundo.

— Ela tem muito de você. Ao contrário você tem muito dela. Acho que de mim você só herdou o canto. — Ele ri.

— O canto, a determinação, o foco... — Ela sorri.

— É. — ele concorda — Mas a ousadia, a compaixão, a maneira de se expressar, a facilidade de deter amigos, esse encanto natural cativante, o sorriso. São tudo Joanne. — Ele admira-a.

— Ah... — Ela fica sem graça.

— Acredite. Você vai amar conhecê-la. — Ele tenta deixar ela curiosa.

— Sério? Porque?

— Sabe aquele vazio que você sente, aquele vazio maternal. Eu sei que tem. Acredite Anne, ela pode preenchê-lo se deixar-se permitir.

— Mas ela me abandonou John! Como posso acreditar no que me diz, sendo que ela fez exatamente o contrário?!

— Ela precisou. Eu entendi seus motivos. — Ele defende Jo.

— Não quero discutir com você, mas ainda acho estranho ela querer essa aproximação repentina.

— Tanto ela como eu compreendemos você. — Ele suspira.

— Como conseguiu perdoá-la?

— Porque compreendia ela e eu... Eu amo ela. — John explica.

— Ah... — Anne se surpreende.

— Eu espero verdadeiramente que você escute-a. Ela merece o benefício da culpa. — John segura na mão dela.

— Escutarei, mas não sei se vou perdoá-la pai, é... — Ela aperta a mão dele.

— Deixe o momento com ela dizer por você. — Ele sorri a ela — Minha filha.

Anne se aproxima e abraça ele.

Ele se levanta para que o abraço fosse mais apertado.

— Obrigada por tudo pai e bom, acho que agora vai ter que acostumar com isso. — Ela sorri.

— Era o que mais queria, mas você pode me agradecer de outra forma. — Ele se afasta dela e sorri de lado.

— Como? — Anne olha para ele.

— Há um tempo atrás você cantou uma música que acredito que foi pra mim. — ele sorri lindamente.

— Qual delas? Foram tantas.

— Broken Angel. — John sorri — Cantaria ela comigo, aqui, acapella. — Ele sorri inspirado.

— Ah claro. – Anne sorri e começa a cantar. — You showed him all the best of you, but I'm afraid your best wasn't good enough. (Você mostrou a ele o seu melhor, mas temo que o seu melhor, não tenha sido bom o suficiente)— Anne começa a cantar.

— And know he never wanted you, at least not the way. You wanted yourself to be loved. (E sei que ele nunca quis você, pelo menos não da maneira que você queria ser amada) — John continua, possuía uma voz admirável, realmente a herança de Anne vinha dele.

Os clientes começam a voltar a atenção para pai e filha, eles sorriem lindamente.

— And you feel like you were a mistake, he's not worth all those tears that won't go away. I wish you could see that, still you try to impress him, but he never will listen. (E você sente como se você fosse um erro, ele não vale todas essas lágrimas que não cessam. Eu queria que você pudesse ver que ainda que você tente impressioná-lo, ele nunca vai dar ouvidos)— Anne sorri emocionada.

— Oh broken angel! Were you sad when he crushed all your dreams. (Oh, anjo quebrado, você ficou triste quando ele esmagou seus sonhos?)— Pai e filha cantam juntos se aproximando. — Oh broken angel! Inside you're dying 'cause you can't believe... (Oh, anjo quebrado, por dentro você está morrendo porque não acredita)— As pessoas ficam maravilhadas com a combinação de vozes.

— And now you've grown up with this notion that you were to blame and you seem so strong sometimes but I know that you still feel the same as that little girl who shined like an angel, even after his lazy heart put you through hell. (E agora que você cresceu, com essa noção de que você foi culpada. Você parece tão forte às vezes, mas eu sei que você ainda sente o mesmo, como aquela menina que brilhava como um anjo, mesmo depois que seu coração preguiçoso infernizou)— Anne sorri a John.

— I wish you could see that... (Eu queria que você pudesse ver que)— Ele canta com ela e ambos sorriem sentindo a ligação que a música trazia — Still you try to impress him But he never will listen... (Ainda que você tente impressioná-lo, ele nunca vai dar ouvidos) — Anne deixa John continua essa parte sozinho.

O homem se vira e canta para as pessoas como se pedissem para elas ingressarem a esse momento único.

— Oh, broken angel, were you sad when he crushed all your dreams? (Oh, anjo quebrado, você ficou triste quando ele esmagou seus sonhos?)— As pessoas em volta cantam com os dois. — Oh, broken angel, inside you're dying, 'cause you can't believe. (Oh, anjo quebrado, por dentro você está morrendo porque não acredita)

— He would leave you alone, and leave you so cold, when you were his daughter... (Ele iria deixá-la sozinha e deixaria você tão fria, quando você era filha dele) — Ambos cantam juntos face a face.

— But the blood in your veins, as you carry his name, turns thinner than water. You're just a broken angel... (Mas o sangue em suas veias, conforme você leva o nome dele, se torna mais fino que a água. Você é apenas um anjo quebrado) — Anne olha nos olhos de John.

— And I promise that it's not your fault, it was never your fault... (E eu juro que não é sua culpa, nunca foi sua culpa)— John sorri emocionado.

Anne abraça John emocionada.

— Te amo pai.

John chora ao finalmente ouvir isso. Ele não responde apenas chora.

O pessoal se levanta e aplaudem surpresos.

Anne se conforta com o abraço de John, a musica expressava tudo o que ela sentia em relação aos Colins, mas cantá-la com seu verdadeiro pai fez ela entender que as coisas poderiam ser diferentes e seriam a partir daquele momento, ela estava feliz, estava nos braços do homem que a amava verdadeiramente e não por obrigação.

Notas finais
Gostaram? Deixem um review ;) Até o próximo :*