Notas iniciais
Olha nós aqui! Esperamos que gostem e não queiram nos matar ao fim do capítulo ;) ~Enjoy~ Música do capítulo: - Lost Stars - Adam Levine (https://www.youtube.com/watch?v=cL4uhaQ58Rk) - Better That We Break - Maroon 5 (https://www.youtube.com/watch?v=W3JHQJoF7zM)

Leon estaciona o carro no hospital e ajuda Deborah a sair do veículo.

– Obrigada amor. — Deborah sorri a ele.

– Estou explodindo em ansiedade! — ele confessa e trava o carro.

– Eu também. — Deborah sorri. — Assim que descobrirmos, ou melhor, confirmarmos a sua suspeita, podemos ir comprar as coisas dela. — Deborah sorri e passa a mão pela barriga.

– Espero que não me sinta frustrado se for um menino. — ele desabafa.

– Não acho que possa ser um menino, mas se for acho que no fundinho você vai gostar. — Deborah sorri.

– Eles chegaram. — Lia vê Leon e Deborah entrarem pela porta do hospital.

– Vamos. — Jack acelera os passos após ajeitar a moto.

– Vamos. — Lia sorri e o segue.

Leon entra com Deborah e confirma o horário com as recepcionistas, o ginecologista de Deborah já os aguardava em sua sala.

– Olá. — Maggie, a enfermeira, sorri ao reconhecê-los.

– Olá Sr. Howell! Srta. Stone! — Maggie sorri. — Que bom revê-los!

– Quanto tempo. — Leon sorri e cumprimenta ela com um beijo no rosto.

– Digo o mesmo. — Maggie sorri.

– Olá Maggie. — Deborah cumprimenta ela assim que Leon se afasta.

– Deborah! Como você está linda! — Maggie sorri e passa a mão pela barriga da modelo. — E esse neném? Dando muito trabalho?

– Não, ainda bem. — Deborah sorri.

– Já tem um palpite, Maggie? — Leon sorri a ela.

– Deborah está com cara de carregar uma linda ruivinha. — Maggie sorri.

– Até você Maggie?! — Deborah ri.

– Bate ai, Maggie! — Leon levanta a mão.

Maggie ri e toca na mão de Leon.

– Bom dia. — Lia diz ao se aproximar deles.

– Lia, Jack! — Deborah sorri a eles. — Olá!

– Bom dia Li. — Leon sorri a ela — Jack... — ele assente ao garçom.

– Hey. — Jack os cumprimenta.

– Bom dia Leo. — Lia sorri. — Deborah...

– Hey casal, o que fazem aqui? — Maggie sorri a eles.

– Eles vieram nos acompanhar Maggie. — Deborah olha para a enfermeira.

– E quando será? — Jack questiona.

– Daqui a pouco, às 10. — Leon informa.

– Vou pegar um café. — Lia sorri a eles e vai até a sala de espera, pegar a bebida.

– Estou tão ansioso... — Jack comenta.

Leon se incomoda.

– Eu também. Todos acham que é uma menina. — Deborah sorri. — E ela está se mexendo.

– Eu iria adorar uma menina. — Jack vibra e se aproxima da barriga dela.

Leon iria fazer o mesmo, porém permitiu que Jack fizesse. O modelo ficou sem graça.

– Isso garota! Chuta sua mãe! — Jack gargalha.

– Hey! Não estimule! — Deborah ri.

Lia volta a se aproximar deles e suspira ao ver a cena. "Calma Lia..."

"Calma Leo...", o modelo pensou o mesmo. E notou a expressão de Li.

Lia olha para Leon e sorri amarelo, era visível que ela e ele estavam desconfortáveis com a situação.

– 10 horas. — Leon tenta encerrar o momento ternura.

– Ah, vamos lá então. — Deborah sorri a ele.

– Hey! Achei vocês, venham, vou acompanha-los. — Maggie sorri a eles.

– Obrigada Maggie. — Lia força um sorriso.

– Você não muda Maggie, continua exatamente a mesma. — Jack comenta. "Deliciosa enfermeira pornô..."

– Você muito menos Campbell. — Maggie ri.

Lia belisca o braço de Jack, enquanto segue ela.

– Hey! — Jack passa a mão ao sentir doer.

– Menos. — Ela faz careta a ele.

– Bom dia Dr. Donoughe. — Maggie o cumprimenta ao abrir a porta.

– Bom dia, Enfermeira. — Donoughe sorri a ela — E bom dia a esse casal lindo. — o senhor aumenta o sorriso a Leon e Deborah.

– Bom dia Dr. — Deborah sorri e aperta a mão de Leon. — Ai, a Tina também disse bom dia. — Deborah ri ao sentir o bebê chutar.

– Gostei da confiança. Uma garota. Bom dia Tina. — Donoughe se aproxima — Posso? — ele estica a mão na direção do ventre de Deborah.

– Pode. — Deborah sorri ao médico.

O médico lentamente se aproxima e coloca a mão.

– Sua barriga está linda.

– Obrigada, espero que ela esteja bem também. — Deborah sorri.

– Se me dão licença. — Maggie acena para eles e volta ao pronto socorro.

– Tchau Maggie. — Jack vê ela sair.

– Veremos isso agora. — Donoughe se afasta dela e apanhando um vestuário de paciente assente ao banheiro de seu consultório.

– Já volto. — Deborah pega a roupa e vai até o banheiro.

– Não vamos atrapalhar se ficarmos aqui Leo? — Lia sussurra ao modelo.

– Fique aqui Li... Com você aqui não me sentirei mais estranho do que já estou. — Leon cochicha a ela.

– Tudo bem. — Ela sorri a ele.

Jack cruzou os braços e batia a ponta do pé no chão ritmadamente, Lia sabia que isso demonstrava a impaciência dele.

– Calma bonitão. — Lia sorri e segura a mão dele.

– Pronto! — Deborah diz ao sair do banheiro.

– Glórias. — Jack mantém sua impaciência.

– Pode se deitar sobre a maca, Srta. Stone. — O médico indica a maca a ela.

– Ok... — Deborah vai até a maca e se deita. — Leo... — Ela olha o namorado, para que ele se aproxime e fique com ela.

Leon se aproxima e segura na mão da namorada. Jack aperta a mão de Lia, apreensivo.

– Vou passar o gel na sua barriga e começaremos o procedimento. Ok? — Donoughe informa a Deb.

– Ok. — Deborah sorri e olha para a TV ao lado do médico.

– Acho que você pode se aproximar também. — Lia sussurra para Jack.

Jack se aproxima com Li.

Lia reluta para se aproximar, mas acaba acompanhando o namorado.

O médico preenche a barriga dela com o gel e liga as aparelhagens.

Deborah olha para Leon e sorri.

– Pronta? — Donoughe olha ela.

– Sim! — Deborah sorri ansiosa.

"Só quero sair daqui..." Lia pensa e suspira.

O médico desliza o equipamento de ultrassom sobre a barriga e a imagem do interior de seu útero aparece na tela.

– Caramba! Vejam isto. — o médico indica — Esta é uma das orelhas de seu bebê. Olha o joelho. — o médico ri — Ele está estranhamente posicionado.

– Doido que nem a mãe. — Leon brinca e admira a tela, emocionado.

Lia sente sua mão ser apertada, Jack via seu bebê e estava impactado por isto.

– Hey! — Deborah protesta o comentário de Leon. — Tem razão. — Ela sorri e segura a outra mão de Jack.

Lia faz carinho na mão do namorado e sorri vendo a imagem da criança.

– Não vou adiar mais, vamos ver o sexo... — o tom do médico parece desanimar.

– O que houve doutor? — Jack questiona ao perceber.

– A perna esquerda, está bloqueando a visão da genitária. — Donoughe tenta mudar o campo de visão, mas parece não ter sucesso.

– Ah, sério? — Deborah se entristece. — Poxa bebê, abre a perna.

– É bebê, abre. — Jack pede.

– Espera um pouco... — o médico abre um enorme sorriso — Ela parece obedecer vocês.

"Claro! Já obedece os pais...", Leon suspira.

"O bebe reconhece a voz de vocês...", Lia suspira.

– E então? — Deborah olha ansiosa para a tela.

– Uma garota! — o médico sorri.

Leon fica extasiado, ele sempre teve razão nas suas suspeitas.

– Ah... A pequena Valentina. — Deborah sorri e sente seus olhos se encherem de lágrimas.

– Podemos ouvir...

– Claro! — Donoughe interrompe Jack sabendo o que ele queria.

Ao acionar um botão, pode-se notar as batidas incessantes do coração da pequena Valentina.

Deborah não evita e deixa as lágrimas escorrerem pelo rosto dela. A modelo segura mais forte a mão de Leon e de Jack.

Lia vê a cena e limpa umas lagrimas teimosas que escorriam pelo rosto dela também. Ela estava feliz pelo namorado, mas frustrada por não ser ela deitada na maca e carregando a filha de Jack.

Jack olha para Lia e pode se ver seu olho carregado. Ele estava ouvindo o seu maior sonho se tornar realidade. Um nome gritou em sua mente. "Clark... Tio Clark precisa ver e ouvir isso!"

Lia sorri para Jack e aperta mais forte a mão dele.

– Isso é lindo... — Ela sussurra para o namorado.

– Extremamente. — Jack sorri — Posso filmar?

– Claro, Sr. Campbell. — O médico assente a Jack.

– Nossa pequena Tina. — Deborah sussurra a Leon.

– Nossa. — ele emprega uma certa propriedade na fala.

Jack filma a ultrassom para mostrar a Clark.

Deborah sorri e beija o modelo.

Lia aproveita que Jack filma a ultrassom e se afasta deles, sentando-se em uma das cadeiras do consultório.

– Tio... Essa é Valentina... — Jack diz e se aproxima da tela.

Deborah sorri ao lembrar de Clark.

– Ele vai gostar disso...

– Certamente. — Jack sorri — Vou fazer uma cópia para mostrarem a seus pais.

– Obrigada Jay. — Deborah sorri.

Lia suspira olhando para eles e sai de fininho da sala, não aguentava mais olhar aquilo.

O telefone de Lia toca, surpreendendo-a.

– Mas... Alô? — Ela atende a ligação.

– Hey. Sei que está na ultrassom da Deborah e sei que não está ao mesmo tempo, então quis te ligar para dar um apoio, atrapalho? — a voz de John é reconhecida, Lia estava tão desestabilizada que nem leu o nome do contato.

– Ah, é, oi John. — Lia se senta em uma das cadeiras e sorri. — Obrigada.

– Você está como imaginei. Quer desabafar?

– Eu tentei, mas não consegui. — Lia suspira.

– Como eles estão? — John questiona.

– Ligados um ao outro. Jack está até filmando pra mostrar ao Clark.

– Eu te entendo. O que mais te preocupa?

– Não é preocupação John. É ciúmes! Eu estou com ciúmes disso tudo! Era pra ser eu, eu devia estar deitada naquela maca e não ela!

– Lia. — John ri baixinho — Tenho certeza que Jack também preferiria você ali. Relaxe, há tempo para todas as coisas.

– Não ria... — Lia emburra. — Sei lá, isso parece ser algum prova com nós e eu sinto que vou reprovar.

– Lia, você precisa permanecer firme, afinal, Jack vai querer você ao lado dele nesses momentos.

– Mas John e se eu não conseguir?

– Você vai. Eu conheço uma Lia bem forte.

– Como consegue acreditar tanto assim em mim?

– Já fui extremamente apaixonado por você.

– Ah John... — Lia sorri.

– Então erga essa cabeça e vai lá, dê um forte abraço no seu amado.

– Tudo bem. Obrigada John.

– Não foi nada. — ele sorri.

– Até mais tarde John. E obrigada mais uma vez. — Lia se levanta das cadeiras.

– Até Li. — ele encerra a ligação.

– Vamos lá então. — Lia vai até o consultório e fica do lado de fora esperando eles.

– Então está tudo bem com ela Dr.? — Deborah olha para o médico.

– Está tudo em perfeito estado. — Donoughe já estava desinstalando o ultrassom.

– Que bom! — Deborah limpa sua barriga e se levanta. — Licença. — Ela vai até o banheiro.

– Parabéns Leon. Sua filha é linda. — Donoughe sorri a ele.

– É obrigado, mas... — Leon suspira forte — A filha é do Jack.

– Oh, perdão. Eu juro que...

– Está tudo bem, Dr. — Jack intervém.

– A filha é dos dois. — Deborah diz ao sair do banheiro. — Os dois são pais da minha pequena Valentina.

– É. — Leon responde um tanto chateado pela situação.

– Está bem. — Donoughe sorri forçadamente, estava se sentindo culpado pelo clima estranho.

– Bom, nos vemos na próxima consulta doutor? — Deborah segura a mão de Leon.

– Sim Srta. Stone. Você está bem, assim como a pequena Valentina. — O médico sorri a modelo. — Aqui, uma foto dela. — Ele entrega três fotos a Deborah.

– Ah, obrigada. — Deborah sorri ao olhar as fotos. — Vou deixar na minha carteira.

– Tchau Dr. e muitíssimo obrigado. — Leon o cumprimenta.

– É mesmo Dr. — Jack faz o mesmo depois de Leon.

– É só o meu trabalho. — Donoughe sorri sem graça.

– Tchau Dr. — Deborah abraça o médico e sai do consultório dele. — Ah, Lia. Porque saiu?

– Precisei tomar um pouco de água. — Lia sorri amarelo a Deborah.

– Ah, sim... Entendo. — Deborah sorri sem graça a ela.

Jack decifra as expressões de Lia e suspira. Ele segura na mão dela e a beija.

– Então, tudo bem? — Lia olha para o casal e para Jack.

– Sim, tudo bem conosco. — Deborah sorri. — Ah, já ia me esquecendo. — A modelo entrega uma das fotos para Jack. — Sua filha.

– Obrigado, Deb. — ele olha para a foto orgulhosamente.

– De nada. — Deborah sorri.

Lia olha a foto e suspira. "Sua filha..." Ela revira os olhos mentalmente.

– Vamos Leo? — A modelo olha para o namorado.

– Vamos. — Leon responde — Tchau Jack. — ele cumprimenta o rapaz.

Jack retribui e sente um clima diferente, mesmo que ambos houvessem superado Anne, agora existia um novo motivo para uma rivalidade voltar a tona.

– Tchau Lia. — Deborah aperta a mão da morena.

– Tchau Deborah, se cuida. — Lia sorri a modelo.

– Pode deixar. — Deborah sorri e olha para Jack. — Tchau Jay.

– Tchau. — Jack abraça ela.

– Li... — Leon abraça-a — Me desculpe. — ele fala a ela baixinho.

– Tudo bem Leo. — Lia sussurra. — Você não teve culpa de nada...

– Vamos Li? — Jack nota que o abraço deles se estendeu.

– Vamos. — Lia se afasta de Leon. — Tchau. — Ela acena para eles e acompanha Jack.

– Você está bem? — Jack estava preocupado.

– Estou e você? Feliz? — Lia olha ele.

– Fervorosamente. — ele define.

– Fico feliz por você. — Lia sorri.

– Obrigado amor, obrigado mesmo. Está se esforçando por mim.

– Sei que sabe que não está sendo fácil pra mim, mas eu te amo Jack e se você está feliz, eu também estou. — Lia sorri.

Jack para de caminhar e abraça-a apertado.

Lia retribui ao abraço de Jack e faz carinho nas costas dele.

Ele aperta ela ainda mais, tentando expressar o quanto amava e o quanto desejava que ela se acostuma-se com aquilo.

– Eu te amo Jack. — Lia sussurra para ele.

– Eu também. — Jack caminha abraçado a ela.

Niky saiu de sua casa de regata branca, em suas mãos sacos de lixo, ele foi até os latões e os despejou.

– Bom dia. — Blair retira os óculos de sol e olha para Niky. A garota estava encostada em seu carro, que estava parado na frente da casa de Niky.

Niky respira profundamente e após soltar o ar, olha ela.

– Bom dia.

– Acho que precisamos conversar.

– É. — ele mantém o olhar nela.

Gostava daquela garota, era triste saber que a perdeu.

– Primeiro, me desculpe Niky. — Blair suspira. — Eu nunca quis magoá-lo.

– Calma... Vamos entrar. — Niky sugere.

– Ok... — Blair segue o modelo.

Niky abre a porta e espera ela entrar primeiramente.

– Estou com rosquinhas no forno... Aceita?

– Sim, obrigada. — Blair sorri para ele.

Niky sai dali em direção a cozinha, enquanto caminha tenta relaxar, a conversa seria pesada.

Blair se senta no sofá e respira fundo. Ela pega seu celular e manda uma mensagem para Damien.

"Hora de enfrentar a fera. :/"

"Boa sorte, meu amor e... Estou aqui por você". Damien responde.

"Obrigada S2"– Blair sorri e guarda seu celular ao ver Niky voltar para a sala.

– Aqui estão. Espero que goste. — Niky repousa a vasilha sobre a mesa e se senta no outro sofá.

– Ah, obrigada. — Blair pega uma rosquinha e se delicia com o doce. — Divinas, como todas que você faz.

– Caramba, não é prá tanto. — ele ri.

– É a verdade. — Blair pisca para ele.

Niky olha ela.

– Acho que podemos começar, né? — ele apanha uma rosquinha.

– Ah, é, sim... — Blair olha ele. — Como eu disse antes, eu nunca quis te magoar.

– Já estava apaixonado por ele, não é?

– Eu acho que sim. Não sei explicar direito o que aconteceu.

– Estou todo ouvidos. — Niky tenta ser o menos seco possível.

– Foi mágico tudo o que a gente passou junto Niky, mas eu não consigo definir em palavras o que eu sinto quando estou com o Damien.

– Só é mais... — ele tenta ajudá-la com a definição.

– Forte. — Blair sussurra. — Desculpe.

Niky passa a mão pela cabeça.

– Caramba! Você foi tão importante prá mim. Não quero ver você escorrendo pelas minhas mãos assim! — ele se levanta.

– Niky eu... — Blair olha para ele fica sem saber o que falar. Ele também havia sido importante para ela, mas não podia mais continuar com ele.

– Caramba! Você me ajudou a focar na minha carreira. Você me tirou da beira da calçada! Você me fez ficar ouvindo Ironic por semanas. — Niky parecia inconformado — Sou eu?

– Não Niky, não é você, sou eu. Eu não sei definir, mas eu quero ficar com ele. Embora eu tenha amado todos os momentos que passamos juntos, todos os desfiles, as suas ressacas, nosso beijo, Ironic, mas eu não posso ficar com você sabendo que meu coração bate mais forte pelo Damien.

– Droga! A quem eu quero enganar... Todo mundo sabe como é sentir o que você está sentindo... — ele começa a chorar.

– Desculpa, mas eu não posso mandar no meu coração. — Blair suspira e se levanta para abraçar ele.

Niky se afasta dela mesmo entendendo-a. Ela havia feito demais por ele, ainda não entendia porque ser Damien.

– Niky, por favor...

– Eu só não me conformo. É isso.

– Desculpa Niky. — Blair olha para ele. — Desculpa mesmo, espero que seja feliz.

– Eu serei, mas, com você parecia ser mais fácil tenho que admitir. — ele balança a cabeça negativamente.

– Vai ver não era pra ser. — Blair se aproxima dele. — Só espero que me perdoe um dia.

– Desculpe Blair, mas vai demorar um pouco. — ele se vira de costas.

– Eu sei, não estou pedindo que me perdoe agora, mas um dia quem sabe. — Ela suspira.

– É... — ele segura as lágrimas teimosas e procura se acalmar.

– Posso te dar um abraço?

– Claro. — ele sorri e se vira prá ela.

Blair se aproxima e abraça ele. Ela respira fundo e se segura para não chorar.

Niky coloca sua cabeça no ombro dela e aproveita os últimos instantes que Blair ainda estava com ele.

– Embora não estejamos mais juntos, espero que continuemos amigos. — Blair fala ao se afastar.

– Tentaremos isso. — ele olha ela — Afinal, você foi muito importante para o que eu sou hoje.

– Devo dizer que você também foi. — Blair sorri.

A televisão de Niky parecia conhecer os momentos do casal, bons ou ruins, Lost Stars — Adam Levine começou a tocar.

– Posso te pedir algo? — ele fala ao olhar para a TV.

– Pode, o que quiser. — Blair olha ele.

– Uma última dança? — ele arqueia uma sobrancelha ao se ver embalado pela música.

– Eu ficaria magoada se não pedisse isso. — Blair se aproxima e abraça ele, começando a dançar lentamente.

"Take my hand, let's see where we wake up tomorrow, best laid plans. Sometimes are just a one night stand, I'll be damned, cupid's demanding back his arrow. So let's get drunk on our tears" (Pegue minha mão, vamos ver onde acordaremos amanhã. Os melhores planos sugeridos às vezes são só uma noite. Maldito seja, o cúpido está pedindo sua flecha de volta, então vamos ficar bêbados em nossas lágrimas)

Niky começa a se movimentar com ela.

Blair deita sua cabeça no ombro dele e suspira, aproveitando a última dança que teria com Niky.

Niky não evita as lágrimas, as mesmas lentamente caem nos ombros de Blair. Niky iria verdadeiramente sentir falta dela. Ele estava machucado.

Ela faz carinho nas costas dele e ao sentir as lagrimas, Blair se afasta dele, sem se separar, e passa a mão pelo rosto do modelo.

– Nunca duvide que eu te amei um dia Niky.

"But are we all lost stars. Trying to light up the dark?" (Mas não somos estrelas perdidas tentando iluminar a escuridão?)

Niky assente positivo e beija a testa dela por alguns segundos.

Blair fecha os olhos ao sentir o beijo e chora com ele. Era difícil se separar dele, mais difícil ainda fazê-lo sofrer dessa maneira.

– Obrigado. — ele fala após respirar fundo — Você é importante na minha vida.

– Você também Niky, sempre será importante na minha vida. — Ela olha nos olhos dele.

"I thought I saw you out there crying. I thought I heard you call my name. I thought I heard you out there crying. But are we all lost stars, trying to light up the dark? But are we all lost stars, trying to light up the dark?" (E pensei ter te visto lá fora chorando. E pensei ter te ouvido chamar meu nome. E pensei ter te ouvido lá fora chorando. Mas não somos todos estrelas perdidas tentando iluminar o escuro?)

Niky abraça ela, enquanto ouve os últimos trechos da música.

Blair abraça ele mais forte, fazendo carinho nas costas dele. Ela não evita e continua a chorar. "Porque tem que ser assim?!"

– Desculpe Natalie, papai pediu para não lhe contar. — Duncan fala com a irmã pelo celular ao entrar no prédio.

– Mas deveria ter contado! Desde quando faz algo que o papai manda?!

– Eu sei... Mas eu achei melhor você ficar sabendo por ele.

– Eu não sei o que pensar Dun, estou arrasada! Por mais difícil que ele seja, eu nunca imaginei que ele fosse ter um fim tão trágico assim. — Natalie suspira.

– O que nos resta fazer é aproveitá-lo ao máximo. — Duncan comenta ao entrar no elevador.

– E o que você vai fazer em relação a isso Dun?

– Vou fazer isso mesmo. Aproveitá-lo e ajudá-lo a realizar seus desejos. — Duncan sai do elevador e avança pelo corredor de apartamentos.

– Desejos? Ele pediu algo que não sei? — Natalie estranha o que ele diz.

– Pode vir ao meu apartamento daqui uma hora? Precisarei de alguém, você sempre é a melhor opção. — ele fala ao abrir a porta.

– Tudo bem. Estarei ai, fique bem Dun. — Natalie encerra a ligação.

Myle ao ouvir a porta ser aberta, ela sorri e se encosta no balcão da cozinha com duas taças de vinho nas mãos.

– Wow! Myle! — ele surpreende. "É a hora..."

– Surpresa meu amor. — Myle sorri. — Sei que está mal pelo jantar de ontem, o qual não sei o que aconteceu durante a conversa com seus pais, mas quero te animar. — Ela entrega uma das taças para ele.

– Você é tão perfeita. — "Isso dói".

– É? — Myle sorri. — Acho que posso me acostumar com esses elogios...

– Ou não. — ele ri.

– Ah, ta né... — Myle volta para as panelas. — E então, conversou com o John?

– Ainda não. — ele sente o cheiro do almoço dela — Vou falar ao fim desta noite.

– Ah, entendi. — Myle sorri. — Você está bem?

– Não muito, vou ser sincero... — ele olha ela.

"Como vou te deixar, como?", ele se torturava mentalmente.

– Por favor. — Myle olha para ele e estranha o tom dele.

– Que cheiro incrível, o que é? — Duncan olha ela.

– De enrolação. — Myle bufa. — Fala logo.

– Por favor, vamos comer primeiro. — os olhos dele já se encheram de lágrimas, queria aproveitar esse último momento, não falaria agora.

– Tudo bem. — Myle balança a cabeça negativamente. — Senta.

– O que é? — ele fala ao se sentar.

– Estrogonofe de frango, arroz branco, batata palha e salada de alface com tomate. Porque né, temos que equilibrar toda essa gordice. — Myle ri.

Ele gargalha.

– Cancela os pratos. Comerei na panela.

– Uou, calma. — Ela continua rindo.

Duncan mantém o riso e olha apaixonadamente para Myle, o seu íntimo já estava desesperado.

– Gosto de te ver assim, risonho. — Myle completa as taças de vinho e se senta de frente para Duncan.

– Eu gosto de estar com você, tenha certeza disso. — ele olha ela.

– Eu também gosto Dun, cada momento com você é mágico. — Myle sorri a ele.

– Sempre rio quando me lembro de nosso "ódio" — ele reproduz as aspas — nos nossos primeiros encontros.

– Você conseguia me irritar de uma forma que nunca ninguém conseguiu.

– Sou o cara! — ele se gaba.

– Menos aí vai. — Myle ri e se serve. — Espero que esteja comível pelo menos.

– Quando você erra na cozinha, Myle Bodegard? — ele revira os olhos.

– Ah, já teve algumas situações. — Ela ri. — Já queimei brigadeiro, pensa no tempo em que fui zoada pelo Jack.

– É... Se conheço o Jack ele deve ter te irritado muito. — ele sorri — Tô feliz por ele ser pai.

– Demais! — Myle sorri. — Eu também, embora a Lia esteja mal com isso, o Jack merecia um presente assim.

– Ela vai superar. Bom torçamos. — ele toma um pouco do vinho.

– Vai sim, talvez o amor dela supere tudo isso. — Myle come um pouco da comida. — E até que ficou bom...

– Ficou maravilhoso! — ele prova. "Como vou ficar longe de você, amor? A sua perfeição não é algo que quero perder..."

– E então... — Ela bebe um pouco de vinho e olha ele.

– Agora mesmo? — ele arqueia uma sobrancelha.

– Bom, se não for agora será quando?

Ele abaixa a cabeça e recebe as palavras dela, ela tinha razão.

– Você... Você... — Ela engole seco. — Vai... Voltar pra casa dos seus pais?

– É mais complicado do que isso. — ele já estava com os olhos cheios de lágrimas.

– Você vai me deixar? — Ela sussurra.

– Ontem eu recebi uma notícia devastadora a respeito de meu pai. — ele decidi iniciar ai.

– O que aconteceu? — Myle se preocupa.

– Ele tem uma... — ele já começa a chorar.

Myle se levanta e vai até ele.

– Hey... — Ela o abraça.

– Myle meu pai tem uma doença terminal. — ele olha ela e volta a chorar.

Myle abre a boca surpresa e fica sem saber o que dizer. Ela abraça Duncan novamente e o consola.

– Eu não estou pronto para perdê-lo! Eu não fui o melhor filho. — ele chora.

– Duncan, calma. Você pode se redimir agora de alguma forma.

– Sim... Farei meu papel de filho e vou realizar os desejos dele. — ao fim da frase ele olha ela, dando a entender que o pior está por vir.

– Desejos?

Duncan passa a mão pelo rosto e solta o ar, sem saber como dizer o que tem que dizer.

– Ele quer que você se separe de mim? — Myle se afasta de Duncan e se levanta.

– Ele tem planos para o futuro da empresa. E o maior plano é um... Um casamento com... — ele fecha os olhos e sente um turbilhão de lágrimas se acumular atrás de seus olhos — Genevieve.

– O que? — Myle coloca a mão na boca e sente seus olhos se encherem de lágrimas.

Ele libera algumas lágrimas e sente seu coração arder, ele sentia que casar-se com Genevieve era uma missão, mas deixar Myle seria seu sacrifício.

– Não pode ser verdade. — Myle limpa seu rosto e se afasta dele.

– Myle é verdade. — ele se levanta e tenta se aproximar dela.

– Não chega perto de mim. — Myle se afasta dele.

– Myle... — o choro se intensifica ainda mais.

– Eu não consigo acreditar que você vai aceitar isso Duncan.

– Ele é meu pai. E ele está indo embora. — Duncan chorava incansavelmente.

– Tudo bem Duncan, eu percebi que nada que eu falar vai mudar isso. — Myle respira fundo. — Eu só espero que seja feliz com essa sua decisão.

– Eu não vou ser feliz. — ele se senta e soluçava em meio ao choro.

Myle se aproxima e ajoelha diante dele.

– Então não faz isso.

Duncan abraça ela de uma maneira tão intensa, dava prá ver que ele não mudaria sua decisão e este momento era o último do casal.

Myle retribui ao abraço e chora no ombro dele.

– Duncan... Não me deixa.

– Eu... Eu simplesmente tenho que fazer. — ele fala quase sussurrando.

– Eu não consigo suportar a idéia de ficar longe de você, eu não posso ficar longe de você.

– Você vai conseguir... Você é tão forte. — ele olha ela.

– Talvez porque você seja a minha fortaleza. — Myle olha nos olhos dele. — Por favor Duncan...

Ele beija ela descontroladamente. Em sua mente várias imagens do casal começaram a rodar rapidamente, ele sorriu com elas.

Myle retribui ao beijo, ela percebe que esse seria o último, o último beijo, o último momento. Ela tinha perdido Duncan e não sabia como lidar com isso.

Duncan estava se perdendo em seus próprios sentimentos, ele não sabia o que sentia naquele momento, talvez tudo ao mesmo tempo. O amor por Myle iria prevalecer em sua vida, essa era sua maior certeza, mas ele precisava fazer algo por seu pai, algo que o fizesse ter um bom descanso.

Myle se afasta de Duncan e encosta sua testa na dele.

– Espero que seu pai fique bem Dun e que seja feliz com a garota.

– Tenha uma vida linda, meu amor. E enquanto o sol nascer e aquecer o seu rosto estarei te amando em silêncio. — ele fala olhando ela com admiração.

– Eu te amo Duncan, sempre vou te amar. — Myle dá um selinho demorado nele.

– Eu também. — ele abraça ela forte.

– Não queria que terminássemos assim. — Myle suspira ao se afastar dele e se levantar.

– Eu não queria que terminássemos. — ele não conseguia conter as lágrimas.

– Mas você tem que fazer isso, pelo seu pai. — Ela pega sua bolsa. — Eu realmente espero que ele fique melhor e que seja a sua melhor escolha.

– Posso te pedir só mais uma coisa? — ele olha ela.

– Pode. — Ela limpa seu rosto e olha para ele.

– Quando meu pai se for vá me consolar. Sei que só você poderá fazer isso naquele momento. — Duncan olha ela profundamente.

– Estarei lá Duncan. — Ela olha para ele.

– Obrigado, My. — ele se afasta dela e tenta conter as lágrimas.

– Eu.. — Ela engole seco. — Eu vou embora. Fique bem Duncan e seja feliz.

– É... É... Tá legal. — ele fica olhando ela, se despedindo mentalmente.

Myle se vira e caminha até a porta, antes de sair ela se vira e corre até Duncan, pulando no colo dele e o abraçando.

– Eu te amo. — Ela o beija pela ultima vez.

Ele recebe o último beijo dela e retribui o amor dela.

– Eu sou seu.

– Eu também. Pra sempre. — Ela sussurra contra os lábios dele.

Ele coloca a mão na nuca dela e fica naquela posição por alguns segundos. Um respirando contra a pele do outro.

Myle olha nos olhos dele e encosta sua testa contra a de Duncan.

– Eu preciso ir.

– Não vá. — ele sorri.

– Eu preciso, se ficar mais vai ser difícil ir depois. — Ela faz carinho no rosto dele.

– Tem razão. — ele se afasta dela.

Myle volta a caminhar até a porta e pega sua bolsa.

– Adeus Duncan. — Ela olha para ele antes de sair.

– Ade... — ele não consegue falar e fecha a porta — Myle! — ele grita e bate na porta — Não...

Myle escuta o grito dele e pensa em voltar, mas sabia que se fizesse, seria doloroso demais para os dois. Ela opta por descer a escada e corre para fora do prédio do namorado aos prantos. "Não era pra ser assim!"

– Myle... My... — ele não tem forças prá falar, por conta do choro, o que pode-se ouvir são gemidos.

Myle entra no carro de Lia e dá partida. O som automaticamente se liga e uma música da banda Maroon 5 se inicia.

– A fool to let you slip away I chase you just to hear you say: You're scared and that you think that I'm insane. (Um tolo por te deixar partir, eu vou atrás de você só para ouví-la dizer que está com medo e que acha que enlouqueci.)

– Acho que não tem música mais propícia pra esse momento do que essa. – Myle revira os olhos.

“It's not right, not okay, say the words that you say, maybe we're better off this way. I'm not fine, I'm in pain it's harder everyday. Maybe we're better off this way, it's better that we break.” (Não está certo, não está bem, diga as palavras que você diz, talvez a gente esteja melhor do jeito que está. Eu não estou bem, eu estou sofrendo é mais difícil a cada dia. Talvez a gente esteja melhor do jeito que está, é melhor que a gente termine.)

Enquanto dirige, as lágrimas escorrem pelo rosto de Myle, lembranças de todos os momentos que ela havia passado com Duncan, invadem sua mente.

– Ah Duncan, eu te amo tanto...

“Saw you sitting all alone, you're fragile and you're cold, but that's all right. Life these days is getting rough, it knocks you down and beats you up, but it's just a rollercoaster anyway.” (Eu vi você sentada sozinha, você está fragilizada e com frio, mas tudo bem. A vida hoje em dia está ficando difícil, ela te derruba no chão e te vence, mas ela é uma montanha-russa de qualquer forma.)

Ela estaciona o carro diante da república e encosta a cabeça contra o volante.

– Eu deveria lutar por você, mas não posso competir com isso.

I'm not fine, I'm in pain, it's harder everyday. Maybe we're better off this way, it's better that we break, baby. (Eu não estou bem, eu estou sofrendo é mais difícil a cada dia. Talvez a gente esteja melhor do jeito que está, é melhor que a gente termine, meu amor.)

– O melhor era isso mesmo. — Ela desliga o rádio, sai do carro, liga o alarma e entra na república indo para seu quarto.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Favoritos? Recomendações? #FaçamOsAutoresFelizes =D Então, nossa ausência tem explicação, Celo estava em semana de provas, eu estou na reta final da minha faculdade, enrolada com estágio e TCC, ou seja, não temos vida pra mais nada! E infelizmente nossas fics foram um pouco prejudicadas, mas nada alarmante. E agora estamos de volta! Infelizmente não podemos prometer uma data de postagem, portanto não nos abandonem e sim nos motivem a continuar a escrever. Bjão gigante pra vocês! Até o próximo :*