Couples on Fire
72 Capítulo 72
Notas iniciais
Niky acordou com um filete solar que advindo de uma abertura na cortina da sala. Ele se acostuma com a claridade e nota que Blair repousa em seu peito, acabaram dormindo durante o filme, uma panela de pipocas repousada na mesa de centro e os dois copões de sucos vazios repousados ali também.
Ele sorri e se silenciou fazendo carinhos no cabelo dela.
Blair respira fundo e se aconchega mais em Niky gostando do carinho. Ela estava cansada e a bebida acabou deixando mais exausta ainda.
– Bom dia, teimosa. — Niky aperta a bochecha dela e mantém o belo sorriso.
– Ai. — Blair abre os olhos e pisca algumas vezes. — Bom dia. — Ela sorri.
– Nem acredito que ficou aqui. — ele comenta sorridente.
– Eu disse que ficaria. — Ela sorri e se levanta de cima dele.
– Ficaria, mas já está indo... — ele sorri e se espreguiça.
– Nossa, está me expulsando?
– Na verdade, achei que você já estivesse indo. — ele gargalha pela confusão deles.
– Pensei em irmos ao Bucks tomar um café. O que acha?
– Pode ser. E aí está livre do seu sequestro. — ele brinca.
– Espero que não tenham colocado o FBI atrás de mim. — Blair ri.
– Anne é exagerada às vezes, vai saber. — Niky arregala os olhos e ri com ela.
– Minha preocupação nem é a An e sim o Jack. — Blair sorri.
– Ele já não vai muito com a minha cara com o seu sequestro estou pedindo para morrer.
– Ah eu acho que sim. — Blair ri. — Banheiro?
– Após subir os degraus ali, no fim do corredor. — ele aponta a escada.
– Obrigada. — Blair sobe a escada e vai até o banheiro. — Meu Deus! Eu to acabada! — Blair joga um pouco de água no rosto e refaz a maquiagem.
Niky sobe também e vai até seu quarto que é ao lado.
– Não se menospreze, boba! — ele fala removendo sua regata.
– Muito me admira você não ter se assustado ao me ver. — Blair ri.
– Muito me admira eu não ter te agarrado. — Niky coloca uma calça sobre sua cueca short.
– Eu teria gostado disso. — Blair morde o lábio ao olhar para ele encostada no batente da porta.
Niky iria vestir uma camiseta, mas ao ouvir o que ela diz, ele deixa a camiseta no chão e virando-se vai até ela e a beija deliciosamente.
"It's like rain on your wedding day, it's a free ride when you've already paid. It's the good advice that you just didn't take, and who would've thought, it figures"(É como chuva no dia do seu casamento, é um passeio grátis quando você já pagou, é o bom conselho que você simplesmente não aceitou. E quem poderia imaginar, só podia mesmo.), ecoa da TV pela casa, encaixando-se como fundo musical da cena deles.
Blair retribui ao beijo e coloca as mãos na nuca de Niky. A música tinha deixado o momento melhor ainda.
Niky sorriu ao ouvir a música e mordiscou o lábio dela. As mãos envolveram a cintura dela e ele colou seus corpos.
Blair beija ele novamente com mais intensidade. Suas mãos percorriam as costas do rapaz e o arranhava deixando umas marcas vermelhas nele.
– Uou... — ele sorriu e dessa vez quis ser diferente, não ousou muito. Ela parecia ser importante e ele a trataria assim.
– Desculpa. — Ela sorri sem graça.
– Tudo bem, gostei. — ele desce seus beijos para o pescoço dela e faz isso com bastante sensualidade.
– Niky... — Ela morde o lábio.
Niky continua com as carícias e volta para a boca dela, deslizando seus lábios no dela.
Blair retribui ao beijo dele e sorri. "Agora não sou mais criança, não é?"
Niky finaliza o beijo e olha para ela.
– Acho melhor eu terminar de me trocar. — ele sorri.
– Tudo bem. — Blair sorri e desce para a sala.
Niky termina de se vestir e não tira o sorriso bobo do rosto, ele havia julgado ela mal e se sentia um idiota por isso, mas esse beijo, ele foi maravilhoso.
Blair estava sentada no sofá com as mãos nos lábios. Niky era problemático, assim como Jack a alertou, mas ele tinha uma pegada e tinha respeitado ela, algo admirável em qualquer homem.
– Deu tudo certo, temos até uma data. — Leon fala ao sair da ala administrativa do hospital, acompanhado de Deborah e Carol Stone.
– Essas crianças merecem isso. — Deborah coloca a mão na cintura de Leon ao se sentir um pouco tonta, mas consegue disfarçar.
– É, amoleceram meu coração. — Carol sorri.
– Falando em coração amolecido. — Leon sorri ao ver Anne sendo rodeada pelas crianças.
– Tia Anne! Tia Anne! — elas berram em volta dela.
As enfermeiras ficam admiradas com a cena.
– Calma que tem tia Anne pra todos. — Anne ri olhando para elas.
– Ela é boa... — Leon comenta e se aproxima ao ver entre aquelas crianças o rostinho de Katleen.
– Depois fala que não sente nada por ela. — Deborah suspira deixando Leon ir até Anne sozinho.
– Katleen! — Leon grita ao se aproximar.
– Lee! — Katleen corre até ele e pula em seu colo.
Anne sorri ao ver Leon e Katleen indo até ele e se jogando no colo do modelo.
– Tudo bem, guerreira? — ele olha ela.
– Sim, heroi. — ela beija a bochecha dele diversas vezes.
– Ela estava doida pra te ver. — Anne sorri.
– E vice versa. — Leon beija ela e a mantém em seu colo — Kat... Quero que conheça alguém.
– Quem? — Katleen olha ele sorridente.
– Minha namorada, Deborah. — Leon se vira e aponta para a ruiva.
– Oi Katleen. — Deborah sorri para a garotinha. — Tudo bem?
– Tudo sim... Como o cabelo dela é assim? — Katleen pega no cabelo de Deborah e parece abismada por serem tão avermelhados.
– Por causa da minha mãe. — Deborah sorri e olha para Carol.
– É. — Carol se aproxima. — Temos os cabelos iguais.
– Olha que lindos, Lee. — Katleen agora pega o cabelo de Carol.
– Sim, são mesmo. — Leon faz uma careta esperando que Carol não gostasse da atitude de Katleen.
– Você poderá ter cabelos assim um dia. — Carol sorri para Katleen.
– Mas você não vai mais ficar com a Anny, Lee? — Kat olha para o modelo.
– Não, Kat, agora sou da Deborah. — Leon sorri extremamente sem graça.
Deborah olha sem graça e olha para a mãe.
– Leon, já vamos. Deborah quer conversar comigo e tenho reunião em uma hora. — Carol olha para ele. — Foi bom te conhecer Katleen. — Ela sorri para a garotinha.
– Também gostei de conhecer a senhora do cabelo vermelho. — Katleen sorri lindamente.
– Tudo bem, vou me despedir da Kat... — Leon fala.
– Não, pode ficar Leo. — Deborah olha para ele. — Depois você leva a Anne pra casa e mais tarde a gente se encontra.
– Você é muito fofa. — Carol dá um beijo no rosto de Kat e acena para Anne. — Te espero la fora Deborah. Tchau crianças. — Carol acena para elas e vai para fora do hospital.
– Kat vai lá com tia Anne... — Leon pede e libera a garota.
– Tá bom... — Kat sorri e sai dali.
– O que houve? — Leon se aproxima de Deborah.
– Nada. Eu preciso conversar com a minha mãe sobre o Niky e você pode ficar aí com as crianças. — Deborah olha para ele.
– Foi o que a Katleen falou? Eu não vou voltar com a An. — Leon suspira.
– Não Leon, não foi nada que a garotinha falou. — Deborah olha nos olhos dele. — Você é livre pra fazer o que quiser, voltar pra Anne, ficar comigo, não ficar com nenhuma das duas. — Ela dá de ombros. — Eu preciso ir. Tchau Leon. — Deborah se vira e caminha em direção a saída do hospital.
– Deborah... Espera aí. Não vai saindo assim. — Leon vai seguindo ela.
Deborah para e se vira olhando para ele sem falar nada.
– O que foi isso?
– Nada Leon, eu só quero ir embora.
– Certo. Faça o que quiser. — Leon fica irritado por ter certeza que Anne tem algo haver com isso.
Ela revira os olhos e vai embora. "Droga."
Deborah entra no carro da mãe e coloca o cinto.
– Você tá fazendo tudo errado. — Carol dá a partida e vai em direção a agência.
– Não fala nada mãe...
– Não Deborah, eu falo sim. O Leon te ama e eu sei que está com ciúmes da cantora, mas para e pensa! Ele topou o contrato, ele se preocupou com você e pediu ajuda a Maggie pra tentar entender o que está acontecendo com você e ele te apresentou a garotinha como namorada dele. Deixa de ser burra filha.
– Nossa mãe, você sempre tão delicada.
– Apenas abra os olhos Deborah.
– Ta bom mãe. Ta bom... — Deborah suspira e olha para fora do carro.
– Complicadinha como sempre... — Leon resmunga voltando ao hospital.
– Tudo bem Leon? — Anne olha para ele.
– Deborah sendo Deborah. — Leon revira os olhos.
– Paciência é uma virtude. — Anne sorri.
– Ah rá! Palhacinha. — ele sorri e olha as crianças se divertindo com alguns lança-bolhas.
– Pelo menos te fiz rir. — Anne sorri.
– Obrigado. Vai ir agora?
– Tenho que encontrar o Hale e vou falar sobre o desfile.
– Posso te levar se quiser. — Leon sorri.
– Não quero incomodar Leon e o hotel dele é perto daqui.
– Melhor não. — Anne sorri.
– Tudo bem, acho que você entendeu... — se refere a Deborah e sua saída.
– Ficou bem evidente, mesmo que ela negue. — Anne levanta os ombros e sorri amarelo. — Kat? Eu já vou princesa.
Leon suspira e levanta os ombros.
– Mas já? — Kat olha para Anne.
– Ela parece ter algum compromisso. — uma das enfermeiras sorri.
– Infelizmente meu amor. — Anne se ajoelha na frente dela. — Tenho uma reunião com meu chefe. Vou mostrar minha musica pra ele.
– Música? Você canta! — Kat pula animada e bate palmas.
– Canta! Canta! — Luce, a asiática começou.
Os outros se incentivaram e pediram em coro para que Anne cantasse.
– Canta! Canta! — Leon ajudou.
– Canta! — as enfermeiras também.
Quando Anne se deu conta havia um semi-círculo ao redor dela.
– Ai meu Deus. — Anne ri. — Ta, eu canto. — Anne olha para eles e pensa em uma música. — 'Cause you may not believe that baby, I'm relieved. When you said goodbye, my whole world shined. Hey hey hey! It's a beautiful day and I can't stop myself from smilling. (Porque você pode não acreditar naquilo amor, estou aliviado, quando você disse adeus, meu mundo inteiro brilhou. Ei ei ei, é um belo dia e eu não consigo parar de sorrir.)
As crianças olham para ela hipnotizados, era difícil ver algo assim ali no hospital. Música, lança-bolhas, presentes, as crianças estavam amando a experiência. Leon olhava para Anne orgulhoso.
– If we're drinking, then I'm buying and I know there's no denying. It's a beautiful day, the sun is out, the music's playing and even if it started raining, you won't hear this boy complaining. 'Cause I'm glad that you're the one who got away. It's a beautiful day. (Se eu estou bebendo, então eu estou comprando e sei que não há como negar. É um belo dia, o sol apareceu, a música está tocando. E mesmo se começasse a chover, você não ouviria esse rapaz reclamando, porque estou contente que você é aquela que foi embora. É um belo dia.)– Anne segura nas mãos de Katleen e dança com ela.
Katleen sorri a Anne e se movimenta com ela.
– Ela é incrível. — uma enfermeira diz a Leon.
– É... — Leon observa Anne e gosta da mudança que ela adquiriu.
– And you may not believe, that baby I'm relieved. This fire inside, it burns too bright. I don't want to say "so long", I just want to say "goodbye"... (Porque você pode não acreditar naquilo amor, estou aliviado. Este fogo interior, que queima muito intensamente. Não quero dizer "até logo", só quero dizer "adeus".) — Anne chama as outras crianças para dançar com ela e olha para Leon. — Vem. — Ela estende a mão para ele.
– Tá bom... — Leon sorri e vai com ela se divertindo junto as crianças.
As enfermeiras batiam palmas e estavam felizes pelas crianças.
– 'Cause if you ever think I'll take up my time with thinking of our break-up. Then, you've got another thing coming your way. 'Cause it's a beautiful Day, beautiful Day. Oh, baby, any day that you're gone away. It's a beautiful day.( Porque se você acha que eu vou pegar meu tempo pensando no nosso término. Então, você tem outra coisa vindo em sua direção. Porque é um belo dia, belo dia. Oh, baby, qualquer dia que você for embora. É um belo dia.)– Anne dança com Leon e termina a música.
– Será que hoje é o dia: Abandonem o Jack e sejam felizes. — o barman resmunga enquanto limpava a república. Myle e Blair não haviam dormido em casa, Anne e Lia saíram pela manhã.
Joanne vai até a republica antes de encontrar com John. Queria tentar conversar com Anne e esperava que a cantora estivesse de bom humor nessa manhã.
Jack terminava de tirar o pó da sala de estar e iria limpar a parte superior da casa.
– Quem quer que seja só vai entrar se souber flutuar. -Jack murmura e vai indo até a porta — Chão limpinho ninguém vai te sujar... — ele fala para o chão e abre a porta.
– Desculpa, mas ainda não aprendi a flutuar. — Joanne sorri.
– Caramba. Você ouviu? — Jack fica extremamente corado e remove a bandana que havia feito com a camiseta da cabeça.
– Bom, você falou um pouco alto. — Ela ri. — Tudo bem Jack?
– Tudo sim... — ele ainda fica envergonhado — Queria lhe pedir desculpas pela maneira com que começamos ontem.
– Não precisa se desculpar. Está tudo bem.
– É que Anne ainda não superou a ida do amigo. — ele olha ela — Entre. — percebeu que seria indelicado se não pedisse isso.
– Eu entendo ela. — Joanne olha para ele. — Não quero incomodar.
– Pode entrar. — ele sorri vendo que ela estava com receio e talvez fosse pelo seu comentário sobre o chão.
– Obrigada. — Ela entra e olha as fotos espalhadas pela sala. Joanne pega um porta retrato com a foto de Anne e sorri.
– Ela é linda não é? — Jack sorri — E ela ama tirar fotos nossas e colocar ai.
– Ela é maravilhosa. — Joanne sorri. — E bem talentosa.
– Percebi que tem uma forte admiração pela Anne. — Jack apanha uma foto — Sempre foi a que mais gostei dela. — a foto apresenta Anne desconcertada, certamente Jack havia falado alguma bobagem e a loira estava rindo de maneira sincera e espontânea, Lia havia capturado a foto no momento certo.
– Porque ela é minha... — Joanne para de falar e olha a foto. — Uma boa foto.
– Sim... — Jack estranha o jeito que ela fala — Queria falar com ela?
– É, queria tentar me entender com ela.
– Seria ótimo se... — ele dá uma pausa — Ela estivesse aqui.
– Ah, então fica pra próxima. — Joanne sorri sem graça.
– Quer tomar alguma coisa, água, suco, café... Vodka? — Jack sorri de maneira maliciosa.
– Ah obrigada, mas eu vou encontrar o John. Obrigada Jack.
– Não foi nada... – “John? O John que conheço? Eita...", comenta em sua mente.
– Até mais Jack. — Joanne da um beijo no rosto dele e sai da república.
– Até mais? — ele deixou implícito que ela falasse seu nome.
– Joanne Blake. — Ela pisca para ele e entra no carro.
– Prazer e desculpa mais uma vez, mas esquecemos do bolo de boas vindas ao bairro. — Jack faz uma careta.
– Não se preocupe. — Ela buzina e sai dali indo até a cafeteria.
Jack dá um ultimo aceno, ao contrário do que os surtos de Anne diziam, a nova vizinha era extremamente gentil, educada e jovial.
Myle acorda e sorri ao ver Duncan deitado ao lado dela. Ela trilha beijos pelo pescoço dele e sorri.
– Bom dia...
– Bom dia. — ele já estava acordado e admirava as gaivotas que rasgavam o céu pela manhã. Eles adormeceram na praia.
– Porque não me acordou? — Myle olha para ele.
– Estava tão serena, fiquei com dó. — Duncan aponta uma gaivota que dá um rasante próxima a água — Linda, não?
– Prefiro ficar olhando pra você. — Myle sorri.
Duncan sorri e fica de lado olhando-a.
– Sabe, isso parece um sonho.
– Se for eu não quero acordar.
– Nós dois juntos, sem preocupações, sem receios, sem complicações. — Duncan se mantém na posição de lado.
– Nos amando como se não houvesse amanhã. — Myle sorri.
– Sim, meu amor, sim... — Duncan estica o braço e acaricia o ombro dela.
Myle se aconchega nele e sorri com as carícias.
– E seus amigos... Vai contar a eles sobre nós? — Duncan olha ela.
– Claro que vou. Porque não contaria? — Myle olha para ele.
– Sei lá, talvez pelo que eles poderiam pensar já que o Adam foi embora a algumas horas. — Duncan faz uma careta, talvez estava falando bobagem.
– Se quiser esperamos mais um pouco. — Myle olha para ele e sorri.
– Na verdade não me importo com o que eles vão pensar, o importante é ter você.
– Por isso que eu te amo. — Myle sorri e beija ele.
Duncan retribui ao beijo e rola ficando por cima dela, eles estavam extremamente apaixonados e a cada momento parecia que o peso na consciência estava ficando mais leve.
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