Notas iniciais
*Enjoy*

– É hora de voltar a realidade... — Jack comenta olhando eles.

Leon beija a testa de Blair.

– Fica bem...

– Vou ficar Leo. — Blair sorri e depois de se despedir dele, ela entra na república e vai para seu quarto.

Lia e Anne acompanharam Blair para ajudar a recém chegada a desfazer as malas.

– Minha vez de encarar a realidade. — Myle olha para a casa de Adam e suspira.

– O quê? — Jack olha Myle sem entender a princípio.

– Preciso conversar com o Adam, ser sincera com ele. — Myle olha para Jack.

– Duncan e Niky? — Jack olha ela.

– Hey! Vamos indo. Até logo... — Leon fala.

– Até logo... — Jack sorri a eles.

– É, tchau Jack, tchau Myle. — Deborah acena para eles e acompanha Leon.

– Isso mesmo. Mais Duncan do que o Niky. Adam sabe sobre o Niky. — Myle acena para o casal. — Tchau casal. — Ela sorri.

– Essa conversa não será fácil. Sinto muito você ter que passar por isso, mas... Quem manda no amor. — notava-se a forma ríspida com que Jack falava sobre este sentimento.

– Você ainda não teve sorte Jack, mas quando tiver vai se arrepender de falar do amor dessa forma. — Myle sorri. — Bom, boa sorte pra mim.

Jack beija sua mão e coloca ela na testa de Myle.

– Clark fazia isso quando me desejava boa sorte, na infância. — Jack sorri.

– Obrigada. — Myle sorri e dá um selinho nele. — Vamos lá. — Ela caminha até a casa de Adam e ao parar na frente da porta dele ela respira fundo e toca a campainha.

Adam malhava no carpete da sala e ao ouvir o chamado da campainha se levantou e limpando o suor com a toalha foi até a porta e abriu.

– Bom dia... Amor! — ele ficou feliz em vê-la.

– Oi amor. — Myle sorri e dá um selinho nele. — Hum... malhando... — Ela morde o lábio.

– Sim... — ele dá espaço para ela entrar com um belo sorriso no rosto – E ai, a garota chegou?

– Sim, os pais dela acabaram de ir embora. — Myle entra e senta no sofá.

– Gostou dela? Acha que ela vai te dar trabalho? — Adam diz e deitando no carpete começa a fazer flexões.

– Sim, ela é mimada e cheia de si, mas vai mudar. — Myle sorri. — Adam... Precisamos conversar.

– Temia por isso. — Adam encerra a bateria de flexões e sentando no estilo índio, ali, no carpete mesmo olha ela — Pode dizer.

– Temia pelo que? — Ela olha nos olhos dele.

– É em relação a Niky? Ou... Aquele... — Adam já havia percebido algo estranho entre Myle e o amigo da boate dela, mas estava esperando ela se manifestar.

– Duncan... — Myle suspira. — Eu e ele nos beijamos. — Ela abaixa a cabeça. A garota não conseguia olhar para ele.

Adam fica boquiaberto e não consegue dizer nada a princípio, como se precisasse de um tempo para assimilar tudo.

– Desculpa Adam. Aconteceu e eu não consegui evitar. — Ela olha para ele.

Adam se levantou e ficou de costas a ela com a mão na cabeça. Parecia que o que ela fala ressonava em sua mente como um sino incomodante.

– Adam, fala alguma coisa. Por favor...

– Por quê? Não sou o suficiente? — Adam vira-se prá ela choroso.

– Claro que é! Você é mais do que suficiente pra mim Adam! — Myle se levanta e se aproxima dele.

– Não parece... — ele se afasta dela.

– Adam, por favor. Não faz assim. — Ela tenta se aproximar novamente.

– Não quero parecer infantil, mas, poxa... Eu não merecia isso. — Adam olha ela, uma lágrima escorre.

– Não merecia. Você é perfeito e não merecia uma pessoa como eu. Eu só espero que me perdoe um dia Adam.

– Perdoar é claro que vou... Não guardo mágoas... Mas, Myle vai embora. — Adam fala a ela.

– Adam... Não, por favor.

– Sai daqui... — Adam chorava.

Myle olha para ele e vai embora. Lágrimas escorriam pelo rosto dela, talvez se ela não tivesse contado eles estariam bem, mas vivendo uma mentira. Ela fez o certo, mas não queria fazê-lo sofrer. Myle entra na república soluçando por causa do choro incessante e vai direto para seu quarto.

Adam chorava sem parar, parecia que ele havia tomado uma surra, mas uma surra de seus próprios sentimentos. O que ele deveria fazer em relação a Myle? O que faria ele melhorar ou esquecer isso? Ele sai prá fora de casa e irritado chuta a caixa de correios. Alguns papéis veem ao chão.

– Hey, calma. — Anne se aproxima dele.

– Desculpa Anne... — Adam olha ela com os olhos marejados.

– Ah Adam... — Anne vai até ele e o abraça.

Adam chora amargamente enquanto aperta a amiga, ele olha para o chão e vê um emblema num dos papéis que vieram ao chão, seus olhos arregalam.

– Calma Adam. Vai ficar tudo bem. — Ela faz carinho nele e se afasta. — Ou não. Que cara de espanto é essa?

– Esse emblema... — ele indica para o chão.

Anne se abaixa, pega os papeis deixando a carta com o emblema por cima e entrega pra ele.

Adam suspira longamente e pegando a carta ele balança a cabeça negativamente, sabendo exatamente do que se tratava.

– Não... Não, não. Não! — ele esbravejou.

– Você está me assustando Adam. — Anne olha para ele. — O que tem aí de tão grave?

– É uma carta Anne, do exército nacional... — ele volta a chorar e soluçar.

– Não! Isso só pode ser brincadeira!

Adam abre a carta e nem precisa ler ela por inteiro.

– Eu estou sendo convocado a ir para o exército, novamente. — Adam rasga a carta e berra olhando para o céus.

Anne abraça ele.

– Não vai Adam. Fala que não quer.

– Eu seria considerado um desertor. É obrigatório.

– Não. — Ela abraça ele mais forte.

Adam se ajoelha no chão e abraça Anne, o choro estava forte e denso. Ele teria que se despedir e ir.

– Não vai ser hoje né? Ai meu Deus, não quero me despedir de você. Não posso.

– Amanhã. — Adam sente aquela palavra sair rasgando.

– Não vai... — Anne sussurra.

Adam limpa as lágrimas de Anne e sorri.

– Sabe desde a primeira vez que te vi, tinha certeza de que seria importante em minha vida e agora vejo que estava certo. Você é uma amiga que sempre quis ter e agora tenho.

– Você é tão importante pra mim Adam. Sempre tive o Jack do meu lado, mas minha amizade com ele nunca foi igual a nossa. Você se tornou meu porto seguro. É com você que posso desabafar e não quero te perder.

– E não vai... Vou estar longe, mas vou continuar na torcida por você, prá que fique bem, encontre alguém, seja feliz. — Adam sorri, enquanto lágrimas escorriam pelo rosto dele.

– Não vai ser a mesma coisa. — Ela limpa o rosto dele e faz carinho nele.

– Calma, isso não dura prá sempre eu voltarei quando menos imaginar.

– Promete?

– Sim, voltarei. E aí quero uma festa maior que a que fizeram pro Clark.

– Pode ter certeza que terá um festão! — Anne sorri.

– Obrigado, você torna tudo mais leve.

– E porque toda aquela raiva?

– Myle... — Adam suspira procurando se acalmar.

– Brigaram? — Anne sabia o motivo da conversa deles, mas preferiu confirmar.

– Eu mandei ela ir embora, mas quem vai agora sou eu.

– E por que não fala com ela?

– Preciso de um tempo prá digerir isso por completo. — Adam fala firme.

– Só não vá embora sem se resolver com ela.

– Deixa que eu comunico a minha ida prá ela, ok? — Adam coloca a mão na bochecha de Anne.

– Ok. — Anne sorri e coloca sua mão sobre a dele.

Adam sorri lindamente e suspira.

– Obrigado. — ele fala sem emitir som.

Anne abraça ele novamente e respira fundo.

– Queria ficar assim até amanhã.

– Nem me fale. Agora vamos ficar... — ele brinca com ela e não deixa ela interromper o abraço.

– Ótimo. — Anne ri e abraça ele mais forte. — Ops, acho que o George chegou. — Ela vê o DJ estacionar na frente da república.

– Compromissos? — Adam libera ela.

– Eu diria uma provável mudança de vida.

– Sério. Bem, vou ficar aqui torcendo. — Adam sorri a ela.

– Se tudo der certo, você será o primeiro a saber. — Anne sorri.

– Então vai ser algo decisivo. Tantas coisas passam pela minha cabeça, mas certamente não é nenhuma delas. — Adam sorri.

– Será que não?

– Leon? Jack? — Adam olha ela.

– Nop. Vou encontrar um caça talentos que foi atrás de mim la na boate.

– Really!? Caramba! Tava na hora. — ele sorri.

– Ah para. — Ela olha pra ele sem graça. — Vamos ver o que vira.

– Ah! Você está ai... Vamos? — George sorri a ela.

– Claro! — Anne sorri e olha para Adam. — Você vai ficar bem?

– Ficarei. Obrigado mais uma vez, não poderia ter passado por isso com alguém melhor. — Adam sorri lindamente a ela.

George assente a ele, Adam devolve.

– Fica bem. — Ela dá um beijo no rosto dele e vai até George. — Vamos?

– Demorou. — George ri e acena para Adam.

– Boa sorte An. — Adam diz acenando.

– Obrigada Adam, pra você também. — Anne acena para ele e vai até o carro.

Adam entra para dentro de sua casa e suspira forte sobe para fazer suas malas. Ele teria que comunicar seus pais também.

– Ansioso pra conhecer o Hale? — Anne sorri para George.

– Claro, ele é muito bom e famoso. Você? — George fala abrindo a porta do carro para ela entrar.

– Ah eu já conheci, vamos ver o que ele vai falar. — Anne entra no carro.

– Certamente vai elogiar você até a hora que voltarmos. — George entra no carro e dá a partida.

– Ah para George. — Anne sorri sem graça. — Tem certeza que não estou te atrapalhando?

– Não, minha mulher foi visitar a mãe dela. Então estava livre. — ele sorri.

– Ainda bem, não queria causar problemas pra você.

– Amigos são pra isso Anne, você não me causa problemas. – George sorri.

Anne sorri para George e volta a olhar para frente, ela estava nervosa, essa reunião poderia mudar sua vida.

– 'Cause you're a sky, 'cause you're a sky full of stars, I'm gonna give you my heart. 'Cause you're a sky, 'cause you're a sky full of stars. 'Cause you light up the path. ( Porque você é um céu, porque você é um céu cheio de estrelas, te darei o meu coração porque você é um céu, porque você é um céu cheio de estrelas e porque você ilumina o caminho.)– Ela começa a cantar e olha sem graça para George. — Desculpa, eu estou nervosa.

– Porque parou? Continua Anne, adoro ouvir você cantar. — George sorri.

– I don't care, go on and tear me apart, I don't care if you do. 'Cause in a sky, 'cause in a sky full of stars, I think I saw you ( Não me importo, vá em frente e me deixe em pedaços, não me importo se fizer isso. Porque em um céu, em um céu cheio de estrelas. Eu acho que vi você).– Anne volta a cantar e relaxa um pouco.

George acompanha ela na cantoria. Não demora muito e os dois estacionam na frente do hotel em que o caça talentos estava hospedado.

– Anne, mantenha a calma. Converse e veja o que ele quer. Estarei la com você. — George fala amigavelmente.

– Obrigada George. — Anne sorri e desce do carro sendo seguida por George.

Eles caminham até a recepção e Anne diz que irá encontrar com Hale, logo os dois estão subindo até o quarto do olheiro.

– Mantenha a calma. — George sorri vendo Anne mais apavorada que antes.

– Ta difícil. — Ela respira fundo e bate na porta.

– Anne! — Hale exclama ao abrir a porta. — Entre por favor. — Ele da espaço para que Anne e George possam entrar.

– Obrigada. — Anne sorri e entra sendo seguida por George que cumprimenta Hale com um aceno de cabeça.

– Por favor fique a vontade. — Hale indica a suíte em que ele estava hospedado. Parecia mais com um apartamento. Uma ampla sala, com uma cozinha em canto e um quarto mais ao fundo.

Anne olha em volta e sorri para um jovem rapaz que estava sentado em uma das poltronas. Ela se senta e George senta ao lado dela.

– Jev Park, esta é a Anne Collins. — Hale os apresenta.

– Muito prazer. — Anne estende a mão para o rapaz que aperta a mão dela sorrindo. — Hale e Jev, este é George Lincon, meu amigo e divulgador do meu trabalho.

– Rapazes. — George aperta as mãos deles.

– Apresentações a parte, vamos lá. — Hale senta em uma poltrona diante deles. — Anne mostrei seu vídeo a três gravadoras, e as três estão interessadas em você.

– Nossa, uau. — Ela olha surpresa pra ele.

– Pois é. Você é um arraso garota! Eles gostaram da sua voz e pediram mais um video, só você cantando. Voz e violão. Podemos providenciar isso?

– Claro, eu posso gravar e mando pra você.

– E por que não gravamos agora? — Hale olha para ela.

– A...agora? — Anne olha para ele surpresa. — Eu não trouxe meu violão nem preparei nada.

– Violão eu tenho, e bom, você pode improvisar. — Hale se levanta e vai até seu quarto. Ele volta com um violão e uma câmera em mãos. — O que me diz?

– Tudo bem. — Ela olha para ele. — George pode me filmar?

– Claro que pode. — Hale entrega a câmera para George e o violão para Anne.

– Obrigada. — Anne dedilha o violão e sorri ao escolher a música. — Posso? — Ela olha para George.

– Quando quiser Anne. — George sorri.

Hale e Jev observam a garota enquanto ela começa a tocar e cantar.

– I tried to paint you a picture the colors were all wrong. Black and white didn't fit you and all along. You were shaded with patience and strokes of everything, that I need just to make it but I can see that. Lord knows I failed you time and again but you and me are alright. (Tentei te pintar um quadro, as cores estavam todas erradas. Preto e branco não servem para você e tudo junto. Você estava sombreada de paciência e borrões de tudo que eu preciso apenas fazer isso e eu acredito nisso. Deus sabe que eu falhei com você outra vez, mas eu e você estamos bem.) – Anne canta a música perfeitamente e pensa em Adam e Myle. "Essa música é tão a cara de vocês."

Hale olha para Anne animado, ela tinha talento e faria sucesso. George filma a loira e sorri, nunca duvidou do talento de Anne e a cada dia ela estava melhor. Jev a encara encantado. "Que mulher é essa?"

– Every single day that I can breathe, you changed my philosophy. I'm never gonna let you pass me by. So don't say your goodbyes, you know it's better that way. We won't break, we won't die, it's just a moment of change. All we are, all we are, is everything that's right. All we need, all we need a lover's alibi. (Posso respirar todo santo dia. Você mudou a minha filosofia, nunca deixarei você apenas passar por mim. Portanto não se despeça, você sabe que é melhor assim. Nós não quebraremos, não morreremos é apenas um momento de mudança. Tudo o que somos, tudo o que somos, é tudo o que é certo. Tudo o que precisamos, tudo o que precisamos, é um álibi do amor.)– Anne olha para os rapazes e sente seu rosto esquentar, ela estava ficando corada pela intensidade do olhar de Jev.

O rapaz estava embasbacado com a garota e não conseguia esconder.

– So don't say your goodbyes, you know it's better that way. We won't break, we won't die it's just a moment of change. (Nós não nos despediremos você sabe que é melhor assim. Nós não quebraremos, não morreremos é apenas um momento de mudança).– Anne finaliza a música e sorri para eles.

George encerra a gravação e bate palma para Anne assim como Jev e Hale.

– Obrigada. — Ela deixa o violão de lado. — Vídeo feito, podemos falar do que tem pra mim?

– Claro Anne! — Hale senta diante dela novamente. — Vamos lá. A proposta é a gravação de um CD e claro, shows por todo o mundo. Quando disse que te transformaria na proxima Katy Perry eu não estava brincando. — Hale ri.

– Percebi. — Anne sorri surpresa. — Hale isso é muito bom, mas eu não posso abrir mão de uma coisa.

– O que seria?

– Minha faculdade. É meu último ano, se isso aqui não der certo, pelo menos terei meu diploma e poderei trabalhar com o que eu sempre quis. Cantar sempre foi um hobbie...

– Que vai virar sua profissão. — Hale interrompe a garota. — Anne podemos fazer isso. Durante esse ano você terá que conciliar sua faculdade com a gravação do seu CD, ok?

– Acho que posso fazer isso. — Anne concorda.

– Serei seu empresário. Por isso buscarei o melhor pra você. — Ele entrega uma pasta para a garota. — Aqui estão os contratos das gravadoras e o meu. Leia com calma, me ligue ou envie um email para mim caso tenha alguma dúvida.

– Tudo bem. — Anne segura a pasta. — Bom, acho que se eu tiver alguma duvida e entrarei em contato. — Ela se levanta. — Obrigada Hale. — Ela aperta a mãos dele. — Jev. — Ela faz o mesmo com o garoto e estranha ao sentir um papel sendo entregue para ela.

– Isso Anne, mantenha contato e não demore quanto a sua decisão.

– Não vou demorar. — Anne se despede deles assim como George e vai embora com o DJ.

– E então Anne?

– Pro Bucks George, nossa reunião ainda não acabou. — Ela sorri.

– Você que manda. — George muda de direção e vai para a cafeteria.

Anne olha para as pastas e pega o papel que Jev tinha entregado a ela.

"Gostei de você, não sei como pedir seu telefone, mas esse é o meu. Me ligue se um dia.precisar de algo. Jev."

Anne sorri pela confusão do garoto e guarda o papel. "Quem sabe um dia?"

Notas finais
Gostaram? Merecemos reviews? Leitores fantasmas, apareçam! Capitulo dedicado a Day! Parabéns sua diva!