Notas iniciais
Mais um! =D Sem delongas... ~Enjoy~

Jack andava pelas ruas e se lembrou da noite anterior, não conseguia tirar a vontade de se declarar, sabia que se fizesse isso Anne iria ver ele de outra forma e iria gostar disso.

– Myle? — e sua voz afina.

Myle aproveitava a carona e se segurava na cintura de Jack, ela não queria mais soltá-lo.

– Oi?

– Ah, oi. — e vira a esquina, ele sente ela o agarrando e sorri. "Você realmente me ama Myle".

– Ta tudo bem Jack? — Myle olha para ele através do espelho da moto.

– Sinceramente, My... Não. Mas eu vou ficar bem, relaxa. – Jack suspira e nota que estão chegando na república.

– Se quiser, pode conversar comigo.

– Tá tudo bem. – Jack estaciona a moto e depois ajuda Myle a descer.

Myle desce da moto e olha para Jack.

– Obrigada por ter me "salvado".

– Não foi nada. Farei novamente se necessário. — Jack sorri e olhando ela profundamente.

– Ah Jack. — Myle sorri sem graça e olha para ele vermelha.

– Vem, vou te dar um tour grátis pela mansão. — e sorri.

Myle sorri e acompanha Jack.

– Sala, cozinha, banheiro à esquerda, quarto da Li, quarto da Anne... — Jack abre a porta e vai indicando cada ambiente. — Bem e a partir de hoje esse será seu quarto.

Myle olha para o quarto encantada e depois para Jack.

– Eu realmente não sei como agradecer, sempre quis prejudicar vocês e vocês acabaram me ajudando. Não dá pra acreditar.

– É sugiro que a partir de agora nos idolatre. — Jack caçoa bobão.

– Ah com toda certeza. — Myle da risada.

– Ah tinha até me esquecido, regras e dicas da casa... — Jack revira os olhos.

– Quais são? — Myle olha para Jack e presta atenção no que ele diz.

– Bem fica esperta com o dia da faxina, não pergunte, ideia da An. Não deixe coisas penduradas por ai, só eu sou exceção dessa regra. Suas coisas, suas coisas, minhas coisas, minhas coisas... Capitche? — e dá uma pausa para ela dizer algo.

– Tudo bem. Entendido chefe. — Myle bate uma continência para Jack e ri.

– Bem, não há fila para nada, bobeou dançou. Banhos de até 15 min por favor. E por gentileza sempre tome banho. Recomendo que não esconda bombons para comer outro dia, Lia sempre acha. — Jack prossegue e sua seriedade torna tudo mais engraçado.

– Sério? — Myle olha para ele e se controla para não rir.

– Evite me acordar cedo. E quanto menos roupa usar pela casa melhor. — continua sério.

– Acho melhor eu pegar um caderno e anotar tudo. — Myle sorri.

– Ultima regra e não menos importante... Sempre apoie Jack Campbell nas "reuniões". — e imita as aspas, realmente um palhaço.

– Team Campbell. — Myle levanta a mão para que ele bata.

Jack bate.

– Isso aê garota. Vou fazer algo prá gente comer. — Ele sorri a ela.

– Jack deixa eu fazer? É o mínimo. — Myle sorri para Jack.

– Ok. — Jack jogou verde, sabia que ela ia se manifestar, era terrível na cozinha.

– Vou pra lá. — Myle caminha até a cozinha e começa a preparar uma macarronada.

– Vou tomar uma ducha, volto já — Jack avisa e vá para o banheiro.

– Tudo bem Jack. — Myle grita para ele assim que ouve o chuveiro se ligar. Ela anda pela cozinha e prepara o macarrão com perfeição.

Myle arruma a mesa e dispõe os pratos, talheres e copos perfeitamente arrumados na mesa e volta pra cozinha para finalizar o jantar.

Jack deixa a água limpar um pouco a decepção que sentia por ter deixado a oportunidade esvair. Esfregava seu corpo com força parecia querer se limpar do que estava sentindo.

Myle finaliza o jantar e estranha a demora de Jack. Ela limpa suas mãos e vai até o banheiro.

– Jack? — Ela bate na porta e ao ver que ela estava aberta ela entra. — Jack você esta bem?

Jack chorava enrolado na toalha no chão do banheiro, encostado na parede, estava encolhido não parecia nada com o Great Jack de antes.

– Ah Jack. — Myle ajoelha ao lado do rapaz e o abraço. Ela não sabia o que fazer e nem o que falar.

– Porque tá doendo? Porque parece que nossas forças se vão? — Jack olha Myle, seu rosto ensopado.

– Eu sei, eu sei como é. — Myle abraçava ele novamente. "Já chorei inúmeras vezes por você."

Ele abraça ela e não percebe que usa um pouco de força no mesmo. As lágrimas rolam e pingam na garota.

– Vai ficar tudo bem Jack, eu prometo. — Myle abraça ele mais forte e suspira.

– É eu sei que vai... — Jack deita no ombro de Myle ficando ali por alguns segundos.

– Jack, eu sei que é difícil e eu te entendo, mas você tem que seguir sua vida. A Anne ta em outra e ela não merece que você sofra por ela assim.

– Nunca achei que fosse dizer isso, mas você tem razão. — Jack sorri, se levantando e estende a mão para Myle se levantar também.

Myle se levanta e sorri para ele.

– Coloca um short e vem jantar comigo.

Ele assente e vai direto para o quarto não havia se enxugado direito, pingos faziam uma trilha atrás dele.

Myle vê ele sair e suspira. "Cara eu te amo, esquece ela e fica comigo!" Ela segue para a cozinha e pega uma garrafa de vinho.

Jack veste um de seus shortinhos de dormir e desce. O short ia até um pouco acima do joelho.

– Humm... O cheiro tá bom... Mas não como com o nariz. — e dá risada.

– Então senta ai, porque você vai provar o melhor macarrão da sua vida! — Myle pisca para Jack e serve a comida para o rapaz.

Jack senta e vendo-a servindo ele sorri. "Seria a oportunidade de agarrá-la? Calma Jack".

– Bom apetite. — Myle coloca o prato na frente de Jack e sorri.

Jack começa a comer e se derrete com o sabor, é maravilhoso.

Myle se senta de frente para Jack e serve as taças de vinho antes de começar a comer.

– Tá gostosinho. — ele tira sarro, rindo, os dentes brancos brilhavam de novo, ele tava melhorando.

– Mas da pra comer vai. — Myle pega a taça e bebe o vinho.

Lia antes de ir pra casa resolveu parar no Starbucks. Ela queria um tempo sozinha e queria pensar no que acabara de acontecer com ela e John.

Assim que ela chega na cafeteria, Lia pega seu celular e escreve uma mensagem.

"Olha eu poderia pedir desculpas pelo que aconteceu, mas eu não me arrependo nem um segundo."

Ela respira fundo e pensa em mandar ou não para John. Depois de um tempo ela acaba enviando a mensagem.

"Não precisa de desculpas, no fundo eu gostei e também não me arrependo".

"Você sempre consegue me deixar sem palavras. Vou pra casa. Boa noite Sr. Cowerl."

"Boa noite, Srta. Hastings. E obrigado por estar me fazendo sentir coisas novas". John responde e estranha estar conversando com sua funcionária.

"Que tipo de coisas Joh... Sr. Cowerl?"

"Não sei ao certo, mas quando descobrir, juro que será a primeira a saber. Rs".– ele não tarda a enviar.

"Ah, por favor, avise-me. Vou deixa-lo dormir. Ate mais tarde ;)" – Li sorri ao mandar a mensagem e via que ja passava das 2 da manha. Ela pede sua conta, paga e sai dali indo para sua casa.

Lia chega e coloca sua bolsa no sofá.

– Uou! Que cheiro bom é esse? — Ela vai ate a cozinha e lava sua mão.

– É brincadeira, está maravilhoso. Ihh chegou a passa fome. — Jack caçoa da amiga, ambos sempre brincavam um com o outro.

– Desculpa ai minhoquinha. — Lia mostra a língua pra Jack enquanto se serve.

– Minhoquinha? — Myle ri da cara de Jack.

– Eu vou acabar arrancando tudo aqui e vocês verão a "minhoquinha". — Jack brada irritado.

Lia e Myle não se aguentam e gargalham.

– Parem de rir, sacanas. — e faz um bicão.

– Se não desmanchar o bico eu vou ai e te beijo minhoquinha! — Lia sorri para o amigo. — Alias, bem vinda Myle, a casa é sua, e espero que você não seja Team Campbel.

– Não desmancho, mamãe. — Jack continua com o bicão. — Ah rá, já seduzi ela para o meu lado.

– É, já sou Team Campbel. — Myle sorri sem graça para Lia.

– Ah não! — Lia revira os olhos e come o macarrão. — Esta ótimo Myle. — Ela sorri para a garota sabendo que ela que tinha feito o jantar e não Jack.

– Quem disse que foi ela quem fez. — Jack questiona.

– Você não faria isso Jack.

– Obrigada Lia.

– Não é, My. É que as 2 bregas aqui não conhecem comidas de alta classe. Você acredita que ela chamou meu espaguete de isopor desfiado. — Jack balança a cabeça negativamente.

– Mas estava como um isopor! Impossível de digerir.

– Se quiser eu te ensino a cozinhar Jack, acho que o tempo que fiz gastronomia, serve pra alguma coisa. — Myle sorri sem graça.

– Cursinho? Você é uma caixa de surpresas... Mas, sim eu topo. — ele revira os olhos e gira o garfo enrolando o macarrão depois manda prá dentro da boca.

– Se me dão licença, hora de ir dormir. — Lia se levanta, lava as coisas que usou e segue para seu quarto. Ela prefere deixar Myle e Jack sozinhos assim que percebe um clima entre os dois.

– Já Li... Ok bons sonhos comigo é lógico. — Jack não consegue ficar sem soltar uma piadinha.

– Se isso acontecer será pesadelo Jay! — Lia grita antes de começar a tomar banho.

– Vocês são como irmãos. — Myle olha para Jack. — Lembram a minha familia.

– Vê se lava a bacurinha direito. Implicante. — Ele berra e sorri para Myle.

– Não, vocês são piores que meus irmãos. — Myle gargalha e retira suas coisas da mesa.

– E como eles eram... – Jack percebe que Myle fica vulnerável nesse assunto e ajuda ela a retirar a mesa.

– Amigos e companheiros. Até me verem na Fire e nunca mais falarem comigo. — Myle dá de ombros e lava a louça.

– São mais velhos? — Jack se oferece a secar os pratos.

– Sim. Sou a caçula. A princesinha do papai e da mamãe como eles falavam. Agora eu sou o desgosto e a maior decepção que eles já tiveram. Nem o dinheiro que eu mandava para eles, eles não querem mais. — Myle entrega os pratos para Jack assim que vai acabando de lavar.

– Bem, meus pais morreram num acidente de carro quando eu tinha 8 anos. Ai até os 18 vive com meus tios Clark e Nancy. Minha tia morreu também aos meus 14 anos. Bem... É isso. — Ele parece ter superado a tristeza que já sentiu pelas mortes.

– Nossa. Meus sentimentos Jack. — Myle termina de lavar a louça e olha para ele.

– Tá tudo bem. — Jack seca o ultimo prato. — Todos temos nossas próprias histórias. Querendo ou não nós 2 perdemos nossa família. — e se aproxima dela.

– É. Somos semelhantes nisso. "E também em amar quem não ama a gente."– Myle vê ele se aproximar e fica parada.

– Sei que temos mais coisas em comum, e às vezes meus sentimentos não me deixam descobrir.

– Ninguém é perfeito né? — Myle olha para Jack surpresa como se ele tivesse lido a mente dela.

– Mas quer saber... Cala a boca sentimentos, hoje não quero te ouvir. – Ele avança nela, beijando selvagem.

Myle sente o beijo dele e logo retribui da mesma forma. Ela queria demais aquilo e não iria deixar que nada atrapalhasse.

Jack pega ela e levanta-a em seus braços, e vai prá seu pescoço.

Myle se senta no balcão da cozinha e sua respiração fica ofegante ao sentir os beijos de Jack em seu pescoço.

Jack mordeu de leve o queixo dela e subiu com a boca, indo de encontro à dela. Ele beija extremamente bem, sua língua parecia estar pegando fogo. A mão de Jack foi vasculhando as coxas dela.

Myle sentia seu corpo se arrepiar. Não importava se Jack estava ficando com ela pra esquecer o que Anne tinha feito, não importava nada. Só que eram os dois, juntos naquela cozinha, naquela noite.

Jack foi subindo a mão e passou pela região genital de Myle, e parou na barriga dela.

– Ah Jack. — Myle suspira e arranha os ombros do rapaz, fazendo ele gemer de prazer.

– Eu sei que amanhã, não saberei lidar com isso. Mas, não me importo, e você? — Jack morde o lábio dela deliciosamente.

– Eu acho que você não deveria ter parado de me beijar. — Myle sorri e beija Jack novamente.

Jack sorri em meio ao beijo. "Myle, não quero te machucar...". E um leve faísca de consciência faz com que ele recue, mas ele retorna ao beijo, tirando levemente a blusinha dela.

Myle deixa que Jack tire sua blusa.

– Não se preocupe ok? — Ela fala entre o beijo.

– Mas... E você? — e ele beija próximo ao sutiã dela. Seu short estava criando uma elevação, ele não podia conter estava em chamas.

– Não... Se... Preocupe... – Myle repete e geme baixinho sentindo ele a beijar.

A mão de Jack começa a apertar os seios dela ainda vestidos pelo belo sutiã dela.

Myle gene sentindo os toque de Jack e começa a beijar o pescoço dele.

Jack se entrega ao prazer, ele estava extasiado com Myle. Ela era extremamente gostosa e o amava de verdade, seria melhor se entregar a ela e esquecer de seus sentimentos por Anne Collins?

Lia assim que termina seu banho, se troca e vai pro quarto. Ela se joga na cama e lê as mensagens trocadas com John. Ela sorri e fecha os olhos lembrando do que ele fez por ela na noite de hoje e toca seus lábios se lembrando do beijo.

John estava deitado na cama e sua mulher como sempre dormindo de costas prá ele, a relação deles estava fria demais. Ele estava pensando em divórcio. De repente sua mente se voltou à cena em que sentiu os lábios de Lia próximos aos dele.

"Ah Sr. Cowerl, você um dia vai me amar, assim como eu." Lia encarava o teto pensando no chefe e logo acaba dormindo.

Myle se entrega a Jack aproveitando cada momento. Não importava se no dia seguinte ele se sentiria culpado ou mal com a situação, ela só queria aproveitar aquele momento com o cara que ela tanto amava.

Jack pegou ela em seu colo e foi levando-a até a sala.

– O sofá é mais confortável.

Myle segura em Jack e sorri.

– Qualquer lugar com você é confortável.

– Ah tá bom, talvez a roseira da vizinha mude sua opinião. Opzz, não resisti. — e dá um largo seu sorriso, realmente o sorriso de Jack era incomparável.

– Não exagere. — Myle ri e faz carinho em Jack.

– Ah rá, eu sabia que havia falhas nessas frases apaixonadas. — e se senta com ela no sofá.

– Tem falhas, mas não deixam de ser lindas e boas de serem ouvidas. — Myle sorri e senta no colo de Jack.

Jack sorri e volta a beijá-la, deixando as frases de lado. Myle retribui ao beijo de Jack e "gruda" seu corpo no dele. Ele gema sentindo o Great sendo oprimido pelas pernas dela.

– Opa, cuidado com o Great.

– Desculpe. — Myle sai do colo de Jack e olha para ele envergonhada.

– Tá tudo bem, ele é resistente. – O barman se lembra de cada soco que o colegão levou no colegial, era muito safado, as meninas viviam socando, chutando ou apertando o Great.

– Ah é? Então ta, mas vem cá vai. — Myle coloca as mãos no ombro de Jack e o puxa para cima dela deitando no sofá e volta a beijar o barman.

Jack realmente estava se entregando a seus desejos e queria tê-la ali mesmo, Lia tinha um sono de pedra, Anne deve ter ido dormir no Howell cuecas. Tudo conspirava a favor de uma boa transa com Myle Bodegard.

Leon guiava o carro, e ficava tentando chamar a atenção de Anne, porém parecia que Anne estava em outra galáxia.

– Hello? – Ele estala os dedos diante do rosto dela. — Anne? Quem é o fantasma? — Leon vê que a namorada estava distante.

– Um fantasma ruivo de olhos azuis. Com um ótimo gosto para roupas. — Anne repete olhando para o namorado.

– Poxa... É a Myle? — Leon repete a pergunta anterior, certamente a namorada não havia ouvido.

Anne olha para o namorado e balança a cabeça como se quisesse voltar pra Terra.

– Sua ex, Deborah.

– Debbie? Rá rá muito engraçado amor. — e olha prá ela desejando não ser verdade.

– Deborah Stone. Ela me parabenizou pela faculdade, pelo meu show na boate e pelo nosso namoro. — Anne levanta uma sobrancelha olhando para Leon.

– Ai meu Deus, tinha até me esquecido da estranha capacidade que ela tem de arranjar informantes, parece ser da máfia. — Leon sorri, ainda com um olhar de espanto.

– É, ela não parecia muito contente não. — Anne olha preocupada para o namorado.

– Caramba depois de 6 anos Deb retorna, realmente não sei encarar isso. Mas, isso não importa por enquanto. Mas deixa isso pra lá, não quero que nada estrague essa noite. Quero te levar a um lugar especial. — Ele sorri encantado.

– Hum... Estou curiosa. — Anne sorri e fica olhando para ele.

Leon dá um selinho nela e coloca uma venda nela.

– Digamos que a curiosidade não é luxo. — e sorri em suspense.

– Hum... Todo misterioso. Eu poderia tirar a venda, mas vou deixar você me surpreender. — Anne sorri e coloca uma de suas mãos na perna de Leon.

– Você vai amar. Descobri o lugar aos 18 anos. — Ele gosta da mão dela na sua perna e volta a andar com o carro, assim que o sinal fica verde.

– É? Me da uma dica amor.

– Bem a dica é água. — Leon tenta ser o mais óbvio possível.

– Cachoeira? Piscina? — Anne tenta adivinhar o lugar.

– Bennnn. — Leon faz a buzina negativa, parece que tinha aprendido ela com Jack.

– Praia? Clube? Ah desisto.

– Relaxa, prometo que não é na estação de tratamento de esgoto. — e desconversa já que praia foi um bom palpite.

– Tudo bem, eu espero pra descobrir. Embora eu seja curiosa ao extremo.

Não demora muito e Leon estaciona o carro.

– Estamos quase lá me acompanhe. – Ele dá a volta no carro e vai levando Anne pelo que parece ser uma trilha.

Anne segura na mão de Leon e o acompanha.

– Onde estamos amor?

– Cuidado, pedras à esquerda. — Leon faz ela se esquivar. — Digamos que é o melhor lugar prá se estar com você.

– Qualquer lugar com você é mágico Leon.

Leon sorri fofo, amava elogios. Dava prá se ouvir barulho de ondas que colidiam com pedras, em um certo momento algumas gotas espirraram no casal.

– Leon, onde estamos amor? — Anne sente os pingos e sorri.

– Pronto! — e remove a venda dela.

O lugar era maravilhoso, eles estavam na beira de um penhasco, lá em baixo grandes pedras. O mar estava agitado a frente deles e as ondas frequentemente batiam nas pedras. O luar pintava o fundo da visão maravilhosa que o penhasco dava. A imensidão do Oceano pacífico que banhava Parksville — Canadá.

A iluminação do lugar dava-se por alguns velas espalhadas pelo chão, havia também um vinho com duas taças sobre um pano amarelado que estava estendido no chão. Leon havia planejado tudo.Anne olha em volta de boca aberta sem saber o que falar. Leon era um verdadeiro príncipe. Ela sorri, vai até o namorado e o beija, abraçando ele.

Leon retribui, mordendo o lábio dela. Estava empolgado por ela ter gostado.

Anne continuava beijando Leon e assim que ela para e se afasta dele, ela vê o rosto de Jack.

– Não. — Ela olhou para Leon e piscou algumas vezes.

– O que? Não gostou? – Leon olha para ela com sua expressão confusa.

– Não, eu, eu amei. Leon isso é incrível. Nunca fizeram isso por mim.

– Sério? Quem são os burros? — e sorri fofamente.

– Niky. Eu só namorei ele e mais ninguém.

– Bem temos o ganhador do Oscar para burro do século. — Leon gargalha notando que supera o rival.

– E aqui temos o ganhador do melhor namorado do mundo! — Anne sorri e beija o namorado novamente.

Ele a beija apaixonadamente, cada beijo ficava mais gostoso que o outro. Geralmente Leon recordava de cada um quando ficava sozinho.

Anne abraça o namorado e olha para o mar.

– Leon isso é demais.

– More, senta... Vamos tomar um pouco de vinho. — Leon indica o pano num tom claro de amarelo.

Anne se senta e olha para o namorado.

– Vou ter que ser bem criativa no nosso próximo encontro.

– Duvido que vai me superar. — Leon sorri vitorioso, servindo um pouco de champanhe a ela.

– Esta me desafiando Leon? — Anne brinca com ele.

– De certo modo. — Leon propõe um brinde — À mais encontros como este.

– A vários encontros como esse. — Anne brinda com Leon e bebe um pouco do champanhe.

– E então me conte da faculdade? — Leon sugere um assunto.

– Ah é tudo o que eu queria fazer. Eu to seguindo a área criminal. Adoro isso.

– Eu iria fazer química nuclear, se não fosse tão lindo. — ri fazendo graça.

– Química? Eu não te vejo sendo químico amor, mas te vejo sendo o melhor modelo da America, e o mais convencido de todos.

– Aguada. — mostra a língua para a namorada.

– Mas ainda sim eu te amo seu bobo. — Anne dá um beijo no namorado.

Leon retribui se jogando por cima dela. Anne abraça o namorado e beija ele mais intensamente.

Os corpos esquentam e o clima antes frio pelo o vento, agora é o oposto, parece que estão numa fornalha.

Anne começa a tirar a blusa de Leon e o beija intensamente, ela queria esquecer da estranha sensação que sentiu com Jack de manhã.

Leon sorri safadão e faz o mesmo com a namorada. Deixando-a de sutiã...

Anne olha para o namorado e morde o lábio. Ela se aproxima dele e beija seu pescoço deixando que ele tire a blusa dela.

Leon relaxa e recebe os carinhos às vezes gemendo de prazer.

Anne tira o resto da roupa de Leon junto com as suas e os dois se entregam aquele momento, se amando intensamente.

Anne estava deitada com a cabeça no tórax de Leon e fazia carinho nele.

Leon sorri realmente foi uma noite especial, os 2 ali. O modelo sorri ao se lembrar que a garrafa de champanhe caiu do penhasco na empolgação da transa dos 2.

– Porque esse sorriso bobo? — Anne olha para Leon e da um selinho nele.

– O champanhe... Somos um desastre. — e dá risada.

– Um belo desastre. — Ela sorri olhando para Leon e passa seus dedos pelo cabelo dele.

Leon sorri e se levanta ainda nu, estava procurando sua cueca box.

– Procurando isso bonitão? — Anne ri e balança a cueca do namorado.

– Hey devolva isso, mocinha. — Leon sorri e estende a mão para pegar a cueca.

Anne entrega a cueca para o namorado e se levanta para se vestir.

Leon veste a cueca e não resisti dá um tapinha na bunda dela.

– Hey! — Anne se assusta com o tapa e ri. — Vai ter volta.

Leon dá um sorriso fofo e termina de se vestir.

– More vou te levar a sua casa, daqui a pouco são 5 da manhã, precisa descansar. — Ele chuta a camisa no mar.

– Eu não me importaria de ficar com você até o dia amanhecer. — Anne veste sua blusa e sorri para Leon. — Mas as coisas estão complicadas lá na Fire, então eu preciso dormir pra depois encarar a maluca da Ellen na academia.

– Não se dá bem com sua patroa. — Leon pegando na mão dela, ajuda-a a andar por entre as pedras. Uma onda forte bate no mar e eles acabando levando um pequeno banho. — E o mar diz tchau. — Leon brinca.

– Ta gelada! — Anne ri. — Não. Ela não gosta de ninguém a não ser dela mesma. Tenho ate dó do Sr. Cowerl.

– Pelo que parece ela é uma mocréia. — e dá risada.

– Ah ela é pior que isso. — Anne da risada e acompanha Leon.

– Ah An. Me sinto tão bem com você. — Leon passa o braço pelo ombro da namorada. — Sua presença faz os problemas, os defeitos, as falhas ficarem do tamanho de formiguinhas. — Ele olha prá ela apaixonado.

– Eu te amo Leon. — Anne olha nos olhos do namorado e sorri.

– Eu também. — Leon beija Anne, apertando o botão prá desligar o alarme e destravar a porta do carro.

Anne retribui ao beijo de Leon e se encosta na porta do carro.

Leon a beija mais um pouco e depois cessa.

– Poxa, você precisa ir... — e abre a porta. — Infelizmente... — e sorri a ela.

– Hora de voltar para a realidade. — Anne fala desanimada e entra no carro.

– Fica mais linda quando faz essa carinha triste. — ele fala fechando a porta dela e entrando do outro lado, um verdadeiro gentleman.

– Você é um cavalheiro. Perfeito.

– Para... Eu tenho defeitos... E um deles é meu ego. — e pisca a ela, ligando o carro e saindo dali.

– Então não posso alimentar esse monstro. — Anne coloca o cinto, mas se senta de lado para poder olhar para o namorado.

Leon dirige e sorri ao perceber ser fitado.

– O que foi? — Ele encara Anne com aqueles maravilhosos olhos verde-amazônicos.

– Admirando o cara mais lindo que já conheci. — Anne sorri para ele.

– Ai para mor. Você acabou de dizer que não ia alimentá-lo. – O modelo olha ela abrindo um belo sorriso, posteriormente dobra uma esquina.

– Mas é tão difícil. — Anne ri e volta a olhar para a rua.

Agora Leon encarava ela, enquanto dava olhadelas para a rua.

– Leon... — Anne sorri arrumando seu cabelo.

– Minha vez de observar essa loiraça que conquistei. — e morde o lábio inferior, seduzindo.

– Você já tinha me conquistado sem nem me conhecer.

– Poxa, às vezes esqueço que tenho um pé de coelho na carteira. — e sorri virando outra esquina.

– Diz ai, eu não moro, eu me escondo. — Anne ri por ela morar tão longe de todos os lugares da cidade.

Leon gargalha.

– Sempre jogando essas frases de efeito cômico na hora certa. — e não para de rir.

– Faço o meu melhor amor. — Anne ri com o namorado.

A risada termina quando ela vira a esquina da casa de Anne.

– Bem chegamos a Batcaverna ou Annecaverna.

– Não quer entrar no meu esconderijo? — Anne tira o cinto e se aproxima de Leon.

– Se eu entrar, você não dormirá tão cedo, pode ser amanhã. Virei fazer um almoço para você e seus amigos. — Ele sorri a ela, esperando que ela aceite a proposta.

– Opa. Minha mãe foi ensinando, depois de uma longa conversa sobre eu querer ser independente. Então tá fechado? — e sorri a ela.

– Super fechado. Temos que ir pra academia as 10, ate meio dia estamos de volta.

– Ok, então. E eu prometo que ficarei bem com o Jack. — e beija o mindinho.

– Assim que eu gosto. — Anne sorri e da um selinho em Leon. — Boa noite amor. — Ela abre a porta e sai do carro.

– Até amanhã, paixão. – Leon olha ela ir e sorri ligando novamente o carro.

Anne acena para Leon e entra no condomínio. Ela caminha segurando suas sandálias na mão e vai ate seu apartamento. Ao parar na porta ela pega suas chaves em sua bolsa, destranca a porta e entra. Assim que ela entra e fecha a porta ela se depara com a cena, Jack e Myle aos beijos nús no sofá.

– Que merda é essa? — Ela grita deixando seus sapatos e suas chaves caírem no chão. Anne sente uma vontade imensa de separar Myle de Jack, a última coisa que ela queria era ver a ruiva com o amigo.

Notas finais
Gostaram? Amaram? Reviews? Recomendações? Favoritos? #FaçamOsAutoresFelizes Eai, Myle se redimiu? Ainda há chances para Janne? Surpresas nos próximos capítulos =D Comentem galeria, ajuda muito a continuar com a trama =D