Notas iniciais
~Enjoy~

John sai da sala de reuniões e gosta da nova forma de acordo que Ellen propôs, ela ganharia uma boa quantia em dinheiro, mas a Fire e a casa ainda seriam de John. Ele se despede de todos e vai saindo da sala.

– John? — Ellen coloca a mão no ombro dele.

– Oi? — John se vira e olha a ex-mulher.

– É, não sei como falar mas, seja feliz.

John sentiu uma pontada no coração a sua história com Ellen havia se encerrado e era difícil lidar com isso. Ele segurou a mão dela e deu um beijo.

– Essa é a Ellen por quem me apaixonei. — John estava emocionado.

– E você continua sendo o John que eu amo. — Ela sorri.

– Ellen podemos tomar um sorvete. — John sorri a ela. Queria dar um ponto final digno a esta história.

– Claro, vamos sim. — Ela pega sua bolsa em cima da mesa e sorri para John.

– Espero que ainda goste de um belo milk shake! — ele estende a mão para que ela segure.

– Com muito chantilly! — Ela segura na mão dele e sorri.

– Ainda continua com esse hábitos. Isso é engraçado. — John anda com ela pelas ruas.

– Velhos hábitos nunca mudam John. — Ellen sorri e acompanha ele.

– É Ellen tivemos uma boa relação juntos, aprendi a te conhecer e foi bom conhecê-la a fundo. — John sorri olhando ela, ele entrelaça seus dedos, num clima de despedida.

– Eu concordo John. Embora eu não tenha sido uma boa esposa, eu vivi os melhores momentos da minha vida com você.

– Você foi uma boa esposa, mas não sei o que aconteceu contigo. — John entra na sorveteria com ela.

– Me frustrei comigo mesma. — Ellen senta em uma das mesas e senta com ele.

– Mas isso não vem ao caso, gostaria de falar de coisas boas que vivemos. — John olha ela feliz, pela decisão de terminar bem com ela.

– Foram inúmeras. — Ellen sorri olhando para ele.

– Mas eu gostaria de saber uma coisa, por quê? — Ele olha ela firmemente.

– Porque o que?

– Por que você mudou, por que... Por quê?

– Porque eu descobri uma coisa, eu não posso ser uma mulher completa John e eu não posso realizar nosso maior sonho. — Ellen olha para ele.

John assimila o que ela estava falando.

– Você não está me dizendo... — John olha ela incrédulo.

– É John, eu não posso engravidar. — Ellen olha para ele e depois para a mesa.

– Caramba... Elle... Eu... Eu não sei o que dizer. — Seus olhos se enxem de lágrimas.

– John... — Ela coloca sua mão sobre a dele. — Desculpa.

– Não precisa se desculpar. Eu não... Eu não podia imaginar. — ele estava bastante emocionado.

Os clientes observavam a conversa sentindo a emoção dela, o atendente que ia na mesa, optou por não ir agora.

– Eu devia ter te contado, eu devia... — Ela suspira. — Teria sido diferente, mas eu preferi guardar pra mim mesma e acabei fazendo você sofrer.

– Eu sofri sim, mas isso passou. Agora eu só consigo pensar no como você sofreu ao saber disso. Eu sinto muito, muito mesmo. — John começa a chorar.

– Não chora, por favor. — Ellen senta ao lado dele e o abraça.

Ele abraça ela de volta e coloca a cabeça dela em seu peito fazendo carinho.

– Ellen você não merecia passar por isso.

– Nem você John, eu queria ter uma família, queria que a gente tivesse uma família, mas isso não foi possível e eu não soube enfrentar de uma maneira certa, por isso mudei, por isso fui aquela bruxa. Me perdoa por isso John.

– Claro que te perdoo. E poderíamos ter sido uma linda família. Nem que depois a gente adotasse um filho ou até um animal. Seríamos felizes. — John beija a testa dela.

– Nós fomos. Foram os melhores anos da minha vida John.

– Fomos? — John olha ela, ainda não acreditando que era o fim deles.

– Fomos. Embora eu ainda queria ser, uma chance pra me redimir, mas você está feliz com a Lia e não quero tirar isso de você. — Ela olha para ele.

– Obrigado Elle. Você já se redimiu com isso. Provou o por que que fui tão apaixonado por você. — ele passa a mão no cabelo dela e sorri brilhantemente.

– Menos mal então. — Ellen sorri. — Vou viajar no sábado, passar um tempo longe daqui.

– Prá onde vai? — ele olha ela surpreso.

– Paris. — Ellen sorri.

– Wow! Que reviravolta! — John sorri e limpa as lágrimas.

– É. Deveria viajar também, dar uma distraída.

– Eu gostaria... Mas preciso ficar aqui, por enquanto. — John sorri.

O atendente vê que já pode se aproximar.

– Olá, o que desejam? — o rapaz fala educadamente.

– Mas ainda sim deveria ir. — Ellen ri e olha para o atendente. — Um milk shake de nutella com muito chantilly por favor.

– Um milk shake de frutas vermelhas, por favor. — John sorri ao atendente — E obrigado por esperar.

– É. Obrigada. — Ellen sorri.

O rapaz sorri e sai dali.

– E quando decidiu ir para Paris, a cidade luz? — John volta a olhá-la.

– Essa semana. Conversei com a Sue, ela disse que vai estar lá e me chamou pra ir. — Ela olha para ele. — Vai ser bom.

– Quanto tempo que não vejo, Sue. Bem espero que dê tudo certo. Que a viagem seja um sucesso, aproveite por mim. — Ele sorri.

– Ah com toda certeza! — Vou tirar muitas fotos pra você ver. — Ellen diz animada. — Volto a insistir, deveria ir comigo.

– Seria a viagem do ano. Mas, infelizmente vou ter que recusar. — o atendente chega e coloca os milk shakes sobre a mesa.

– É uma pena. — Ellen olha para ele sem graça. — Mas oportunidade não vai faltar.

– Eu espero que sim. — ele toma um pouco do milk shake — Que delícia, deixa eu ver o seu. — ele pega o dela e bebe um pouco.

John se recorda que eles tinham essa mania de um sempre provar o do outro.

– Também quero. — Ellen pega o milk shake de John e toma um pouco. — Perfeito como sempre.

Myle passava pela rua, e ao ver John e Ellen sorrindo um para o outro ela parou de andar.

– O John... Não ele não faria isso com a Lia. — Ela pega o celular e tira uma foto dos dois, depois disso ela volta a correr indo para a republica.

Niky e Adam conversavam na frente da casa do atleta, pareciam ter se resolvido, mas por que não se resolver, afinal a amizade dos 2 era bastante forte e parceira.

Anne e vinha correndo pela rua, ela ouvia musica pelo celular e estava distraída. Ao passar por Niky e Adam ela nem percebeu que os dois estavam ali.

– Caramba somos invisíveis, irmão.

– Pior... — Niky coça o cabelo e olha Anne.

Ela para de correr e encosta na cerca da casa e recupera o fôlego.

– Oi! — Ela acena para Niky e Adam.

– Hey! — Niky e Adam falam juntos e depois gargalham por ela ter notado agora sua presença.

– Vocês estavam aí faz tempo? — Ela olha para eles.

– Só faz 2 horas. — Niky brinca e Adam sorri.

– Ai, e eu passei direto né? Desculpa.

– Relaxa. E Anne o Jack me mandou uma mensagem, amanhã vai rolar a festa não é? — Adam olha ela animado.

– Sim. A festa que ia rolar no dia do acidente deles. — Anne olha para Adam e depois para Niky. — Você vem né?

– Claro! Adam me chamou... Só espero que o Jack não me chute da festa. — Niky coça o cabelo sabia que o barman ainda guardava fortes ressentimentos.

– Não vai não, eu te protejo dele. — Anne sorri.

– Me sinto mais confortável agora. — Niky sorri.

– Se você não vim, te busco na sua casa. — Anne sorri.

– É bom ver que está bem comigo novamente. — Niky sorri.

– É bom ver vocês bem, afinal são meus principais amigos recentemente. — Adam olha Anne e depois Niky.

– As pessoas mudam. — Anne sorri.

– Sim. Quer ir tomar uma cerveja conosco, Anne? — Adam questiona a amiga.

– Caramba, leu meus pensamentos Adam!

– Chama a Lia e o Jack se tiverem ali. — Adam assente a casa.

– Myle... — Niky fala e espera que Adam não fique enciumado.

– Já me certificarei de mandar um SMS, ao meu amor.

– Jack ficou na academia e a Lia estava dormindo. — Anne olha para eles. — Boa sorte com a Myle, o bicho do mau humor mordeu ela.

– Então vamos só nós. Apenas amigos tomando umas para apaziguar e espalhar o mau humor. — Niky discursa e gargalha.

– Vamos. — Anne olha para eles. — Mas aonde vamos?

– Podemos ir a um bar. Ou podemos ir na casa do Adam. O que dá na mesma. — Niky gargalha.

– Ha ha, fica a critério. — Adam olha de um a outro.

– Sem querer abusar, mas prefiro sua casa Adam.

– Beleza. Então vamos. — Adam vai indo em direção a sua casa.

Anne segue ele e sorri para Niky.

– Não reparem a bagunça... — Adam abre a porta e espera eles entrar.

– Quando ele diz bagunça, quer dizer cuecas no abajur, um tigre no sofá e uma equipe inteira de cheerleaders no guarda roupa. — Niky exagera mas ri muito.

– Meu Deus! — Anne gargalha. — Equipe de cheerleaders? Ainda bem mesmo que a My não está aqui.

– Ha ha... Não liga pro Niky em seus momentos Gossip Girl. — Adam fuzila o amigo.

– You know you love me. — Anne sorri olhando para eles.

– XoXo, the Gossip Girl. — Niky gargalha com Anne.

– Isso é minha culpa Adam. — Anne ri. — Eu que fiz ele assistir a Gossip Girl até descobrirmos que o garoto solitário era a garota do blog.

– O que eu achei totalmente esquisito, ele nunca aparentou ter tendências homossexuais. — Niky comenta.

Adam olha os 2 enojado.

– Seriously!?

Niky ri.

– Só porque ele fingia ser uma mulher ele devia ser gay? — Anne olha para Niky. — Você não mudou nada. — Ela revira os olhos.

Adam para e volta a olhar os 2.

– Seriously!?

Niky gargalha, posteriormente Adam vai até a geladeira e pega 3 garrafas de cerveja.

– É. — Anne ri e pega uma das garrafas.

– Já que vocês estão nesse clima de pessoas mudam ou não, que tal um brinde as mudanças... — Adam olha eles.

– As mudanças boas e constantes. — Anne sorri e levanta sua garrafa.

– Perfeito. — os 3 brindam e posteriormente Niky bebe a cerveja, assim como Adam.

Anne sorri e bebe sua cerveja.

– E então Anne parece que logo a faculdade vai voltar. Preparada? — Adam olha ela.

– Não muito. — Ela olha para Adam e suspira. — Ainda mais pela correria que a minha vida vai virar.

– Eu compreendo, domingo de amanhã vou jogar. Gostaria que fossem com a Myle me ver. — Adam continua.

– Mas, Anne, aqui, não fica desapontada se ele depois de 12 minutos de jogo for para o banco.

– Claro que não, talvez em 18.

Os amigos riram.

– Claro! Eu irei. — Anne ri. — Ah não Adam, eu jogo melhor que você então.

– Olha parece que temos muitos aspirantes a jogadores de voley. — Adam olha para ela e sorri.

– Na verdade eu corro da bola, estou brincando com você. — Anne ri. — Lembra Niky? Aquele dia quando jogamos na praia?

– Claro, como podia me esquecer de ter me sentindo culpado pela bolada que deu em sua testa. — Niky sorri amarelo.

– Foi a única vez que não corri da bola e ainda fiquei com um galo. — Anne ri.

– Caramba. — Adam finaliza sua cerveja.

– Pois é. — Anne ri e bebe mais um pouco.

– Já que minha garrafa esvaziou, que tal um verdade ou consequência. — Adam olha ambos sugestivo.

Niky termina sua cerveja e sorri gostando da ideia.

– Pode rodar. — Anne sorri animada com o jogo.

Adam roda e logo de cara já deve ser questionado por Anne.

– Verdade ou desafio?

– Verdade, pode mandar. Sou sincero. — Adam comenta e Niky segura o riso.

– É verdade que gostou da Lia desde a primeira vez que viu ela?

– Me senti atraído. De uma maneira gostosa, admito. Mas apenas atração. — Adam olha para ambos como se perguntasse: "Boa resposta?".

– Ta, aceito. — Ela gira a garrafa que cai apontando para Niky responder a pergunta de Adam.

– Verdade. — Niky é bastante objetivo.

– Qual o lugar mais exótico em que transou? Niky sorri.

– No banheiro de uma avião. — Niky sorri maliciosamente, era um rapaz muito impulsivo, sempre foi.

– Aceito. — Adam arregala os olhos e olha Anne.

– Uou! — Anne olha para Adam. — Não foi comigo, se é o que está pensando.

– Desculpa. — Adam gargalha.

Niky roda a garrafa e agora ele deve responder Anne.

– Verdade ou desafio? — Anne olha para ele.

– Verdade. — Niky encara ela levantando as sobrancelhas.

Adam sorri vendo ambos se encarando.

– Qual foi o verdadeiro motivo que fez você me bater? — Ela olha nos olhos dele.

Adam olha Niky e vê o amigo desconcertado.

– Alguém quer mais cerveja? — Adam se levanta.

Niky apesar de ficar sem palavras, sabia desde o início que essa pergunta surgiria.

Anne continua olhando para Niky. Eles nunca chegaram a conversar sobre isso e ela só queria entender o que levou ele a fazer isso.

Adam vai até a geladeira dando uma falsa impressão de privacidade aos 2, já que ele poderia ainda ouvir a voz do amigo.

– Bem, para ser sincero, eu sei que agi mal, mas foi como se o ciúmes e a vergonha me dominassem, sei que fiz aquilo, mas sei que aquilo não era parte de mim. Enfim, é delicado falar sobre isso, mas são as regras e você merece saber. — Niky dá um longo e forte suspiro.

Anne olha para ele e suspira, ouvir que ele sentia vergonha dela era como outro tapa na cara.

– É a regra do jogo. — Ela sorri amarelo.

– Hey, eu senti vergonha... Fui idiota. Mas mudei. — Ele pega na mão dela.

– Eu entendo. — Ela sorri. — Próxima rodada. — Ela gira a garrafa e cai para que Adam pergunte para ela. — Manda a ver Adam.

– Já sentiu vontade de experimentar ou já beijou outra mulher? — Adam sorri.

– Já senti vontade, mas beijar não. — Anne sorri.

Adam e Niky olham para ela, brincando é claro. Anne pega a garrafa e gira.

– Desafio. — Ela olha para Niky e sorri.

– Eu te desafio a fazer um dueto comigo, hoje, na Fire.

– Fácil. Desafio aceito.

– Os 2 cantam lindamente, será interessante. — Adam sorri — Mas, você estava sem criatividade hein, irmão.

– Admito. — Niky levanta as mãos em sinal de rendição.

Niky roda e ele pergunta a Adam.

– Verdade. — Adam diz.

– Você já recebeu propostas masculinas? — Niky arqueia uma sobrancelha.

– Até pensei na música. — Anne sorri e olha para Adam. — Já?

Adam fica corado.

– Sim, no tempo em que servir o exército. — Niky estranha — O que? Meses sem uma mulher os caras buscam prazer em qualquer coisa, mas não quis aceitar a proposta não. — Adam dá de ombros.

– Foi intensa sua experiência lá né? — Anne olha para Adam.

– Sim, vi muitas, aprendi muitas coisas... E ver homens numa necessidade sexual tremenda me pedindo prá satisfazer isso, não é algo que eu quero novamente. — Adam suspira.

– Nossa. — Ela gira a garrafa. — Bom, sua vez de ser ousado. — Ela sorri para ele. — Desafio.

– Eu te desafio a beijar algum homem, até o fim dessa noite. — Adam sorri de lado a Anne.

– Nossa, que desafio. — Ela olha para ele. — Tudo bem. — Ela olha no relógio da parede. — Caramba! — Ela salta do banco. — Hora de trabalhar.

– Iremos na Fire hoje, nos certificarmos do cumprimento de nossos desafios. — Niky comenta, vendo ela se levantar.

– Acho bom irem. — Ela sorri. — Até mais tarde e Niky, Broken Strings. — Ela acena para ele e sai da casa de Adam indo para a república.

– Opa. Vou ensaiar no violão. Ad, preciso ir também. — Niky sorri. – Até mais tarde.

– Até irmão. – Adam acompanha Niky até a porta e os dois se despedem. – Dá tempo de arrumar essa bagunça. – Ele gargalha e arruma sua casa.

Assim que termina tudo, Adam vai para o banheiro e toma um banho contando os minutos para poder ver Myle novamente, a noite passada não saía da sua mente. "Ah ruivinha, como eu te amo."

Notas finais
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