Couples on Fire
48 Capítulo 48
Notas iniciais
John sai da sala de reuniões e gosta da nova forma de acordo que Ellen propôs, ela ganharia uma boa quantia em dinheiro, mas a Fire e a casa ainda seriam de John. Ele se despede de todos e vai saindo da sala.
– John? — Ellen coloca a mão no ombro dele.
– Oi? — John se vira e olha a ex-mulher.
– É, não sei como falar mas, seja feliz.
John sentiu uma pontada no coração a sua história com Ellen havia se encerrado e era difícil lidar com isso. Ele segurou a mão dela e deu um beijo.
– Essa é a Ellen por quem me apaixonei. — John estava emocionado.
– E você continua sendo o John que eu amo. — Ela sorri.
– Ellen podemos tomar um sorvete. — John sorri a ela. Queria dar um ponto final digno a esta história.
– Claro, vamos sim. — Ela pega sua bolsa em cima da mesa e sorri para John.
– Espero que ainda goste de um belo milk shake! — ele estende a mão para que ela segure.
– Com muito chantilly! — Ela segura na mão dele e sorri.
– Ainda continua com esse hábitos. Isso é engraçado. — John anda com ela pelas ruas.
– Velhos hábitos nunca mudam John. — Ellen sorri e acompanha ele.
– É Ellen tivemos uma boa relação juntos, aprendi a te conhecer e foi bom conhecê-la a fundo. — John sorri olhando ela, ele entrelaça seus dedos, num clima de despedida.
– Eu concordo John. Embora eu não tenha sido uma boa esposa, eu vivi os melhores momentos da minha vida com você.
– Você foi uma boa esposa, mas não sei o que aconteceu contigo. — John entra na sorveteria com ela.
– Me frustrei comigo mesma. — Ellen senta em uma das mesas e senta com ele.
– Mas isso não vem ao caso, gostaria de falar de coisas boas que vivemos. — John olha ela feliz, pela decisão de terminar bem com ela.
– Foram inúmeras. — Ellen sorri olhando para ele.
– Mas eu gostaria de saber uma coisa, por quê? — Ele olha ela firmemente.
– Porque o que?
– Por que você mudou, por que... Por quê?
– Porque eu descobri uma coisa, eu não posso ser uma mulher completa John e eu não posso realizar nosso maior sonho. — Ellen olha para ele.
John assimila o que ela estava falando.
– Você não está me dizendo... — John olha ela incrédulo.
– É John, eu não posso engravidar. — Ellen olha para ele e depois para a mesa.
– Caramba... Elle... Eu... Eu não sei o que dizer. — Seus olhos se enxem de lágrimas.
– John... — Ela coloca sua mão sobre a dele. — Desculpa.
– Não precisa se desculpar. Eu não... Eu não podia imaginar. — ele estava bastante emocionado.
Os clientes observavam a conversa sentindo a emoção dela, o atendente que ia na mesa, optou por não ir agora.
– Eu devia ter te contado, eu devia... — Ela suspira. — Teria sido diferente, mas eu preferi guardar pra mim mesma e acabei fazendo você sofrer.
– Eu sofri sim, mas isso passou. Agora eu só consigo pensar no como você sofreu ao saber disso. Eu sinto muito, muito mesmo. — John começa a chorar.
– Não chora, por favor. — Ellen senta ao lado dele e o abraça.
Ele abraça ela de volta e coloca a cabeça dela em seu peito fazendo carinho.
– Ellen você não merecia passar por isso.
– Nem você John, eu queria ter uma família, queria que a gente tivesse uma família, mas isso não foi possível e eu não soube enfrentar de uma maneira certa, por isso mudei, por isso fui aquela bruxa. Me perdoa por isso John.
– Claro que te perdoo. E poderíamos ter sido uma linda família. Nem que depois a gente adotasse um filho ou até um animal. Seríamos felizes. — John beija a testa dela.
– Nós fomos. Foram os melhores anos da minha vida John.
– Fomos? — John olha ela, ainda não acreditando que era o fim deles.
– Fomos. Embora eu ainda queria ser, uma chance pra me redimir, mas você está feliz com a Lia e não quero tirar isso de você. — Ela olha para ele.
– Obrigado Elle. Você já se redimiu com isso. Provou o por que que fui tão apaixonado por você. — ele passa a mão no cabelo dela e sorri brilhantemente.
– Menos mal então. — Ellen sorri. — Vou viajar no sábado, passar um tempo longe daqui.
– Prá onde vai? — ele olha ela surpreso.
– Paris. — Ellen sorri.
– Wow! Que reviravolta! — John sorri e limpa as lágrimas.
– É. Deveria viajar também, dar uma distraída.
– Eu gostaria... Mas preciso ficar aqui, por enquanto. — John sorri.
O atendente vê que já pode se aproximar.
– Olá, o que desejam? — o rapaz fala educadamente.
– Mas ainda sim deveria ir. — Ellen ri e olha para o atendente. — Um milk shake de nutella com muito chantilly por favor.
– Um milk shake de frutas vermelhas, por favor. — John sorri ao atendente — E obrigado por esperar.
– É. Obrigada. — Ellen sorri.
O rapaz sorri e sai dali.
– E quando decidiu ir para Paris, a cidade luz? — John volta a olhá-la.
– Essa semana. Conversei com a Sue, ela disse que vai estar lá e me chamou pra ir. — Ela olha para ele. — Vai ser bom.
– Quanto tempo que não vejo, Sue. Bem espero que dê tudo certo. Que a viagem seja um sucesso, aproveite por mim. — Ele sorri.
– Ah com toda certeza! — Vou tirar muitas fotos pra você ver. — Ellen diz animada. — Volto a insistir, deveria ir comigo.
– Seria a viagem do ano. Mas, infelizmente vou ter que recusar. — o atendente chega e coloca os milk shakes sobre a mesa.
– É uma pena. — Ellen olha para ele sem graça. — Mas oportunidade não vai faltar.
– Eu espero que sim. — ele toma um pouco do milk shake — Que delícia, deixa eu ver o seu. — ele pega o dela e bebe um pouco.
John se recorda que eles tinham essa mania de um sempre provar o do outro.
– Também quero. — Ellen pega o milk shake de John e toma um pouco. — Perfeito como sempre.
Myle passava pela rua, e ao ver John e Ellen sorrindo um para o outro ela parou de andar.
– O John... Não ele não faria isso com a Lia. — Ela pega o celular e tira uma foto dos dois, depois disso ela volta a correr indo para a republica.
Niky e Adam conversavam na frente da casa do atleta, pareciam ter se resolvido, mas por que não se resolver, afinal a amizade dos 2 era bastante forte e parceira.
Anne e vinha correndo pela rua, ela ouvia musica pelo celular e estava distraída. Ao passar por Niky e Adam ela nem percebeu que os dois estavam ali.
– Caramba somos invisíveis, irmão.
– Pior... — Niky coça o cabelo e olha Anne.
Ela para de correr e encosta na cerca da casa e recupera o fôlego.
– Oi! — Ela acena para Niky e Adam.
– Hey! — Niky e Adam falam juntos e depois gargalham por ela ter notado agora sua presença.
– Vocês estavam aí faz tempo? — Ela olha para eles.
– Só faz 2 horas. — Niky brinca e Adam sorri.
– Ai, e eu passei direto né? Desculpa.
– Relaxa. E Anne o Jack me mandou uma mensagem, amanhã vai rolar a festa não é? — Adam olha ela animado.
– Sim. A festa que ia rolar no dia do acidente deles. — Anne olha para Adam e depois para Niky. — Você vem né?
– Claro! Adam me chamou... Só espero que o Jack não me chute da festa. — Niky coça o cabelo sabia que o barman ainda guardava fortes ressentimentos.
– Não vai não, eu te protejo dele. — Anne sorri.
– Me sinto mais confortável agora. — Niky sorri.
– Se você não vim, te busco na sua casa. — Anne sorri.
– É bom ver que está bem comigo novamente. — Niky sorri.
– É bom ver vocês bem, afinal são meus principais amigos recentemente. — Adam olha Anne e depois Niky.
– As pessoas mudam. — Anne sorri.
– Sim. Quer ir tomar uma cerveja conosco, Anne? — Adam questiona a amiga.
– Caramba, leu meus pensamentos Adam!
– Chama a Lia e o Jack se tiverem ali. — Adam assente a casa.
– Myle... — Niky fala e espera que Adam não fique enciumado.
– Já me certificarei de mandar um SMS, ao meu amor.
– Jack ficou na academia e a Lia estava dormindo. — Anne olha para eles. — Boa sorte com a Myle, o bicho do mau humor mordeu ela.
– Então vamos só nós. Apenas amigos tomando umas para apaziguar e espalhar o mau humor. — Niky discursa e gargalha.
– Vamos. — Anne olha para eles. — Mas aonde vamos?
– Podemos ir a um bar. Ou podemos ir na casa do Adam. O que dá na mesma. — Niky gargalha.
– Ha ha, fica a critério. — Adam olha de um a outro.
– Sem querer abusar, mas prefiro sua casa Adam.
– Beleza. Então vamos. — Adam vai indo em direção a sua casa.
Anne segue ele e sorri para Niky.
– Não reparem a bagunça... — Adam abre a porta e espera eles entrar.
– Quando ele diz bagunça, quer dizer cuecas no abajur, um tigre no sofá e uma equipe inteira de cheerleaders no guarda roupa. — Niky exagera mas ri muito.
– Meu Deus! — Anne gargalha. — Equipe de cheerleaders? Ainda bem mesmo que a My não está aqui.
– Ha ha... Não liga pro Niky em seus momentos Gossip Girl. — Adam fuzila o amigo.
– You know you love me. — Anne sorri olhando para eles.
– XoXo, the Gossip Girl. — Niky gargalha com Anne.
– Isso é minha culpa Adam. — Anne ri. — Eu que fiz ele assistir a Gossip Girl até descobrirmos que o garoto solitário era a garota do blog.
– O que eu achei totalmente esquisito, ele nunca aparentou ter tendências homossexuais. — Niky comenta.
Adam olha os 2 enojado.
– Seriously!?
Niky ri.
– Só porque ele fingia ser uma mulher ele devia ser gay? — Anne olha para Niky. — Você não mudou nada. — Ela revira os olhos.
Adam para e volta a olhar os 2.
– Seriously!?
Niky gargalha, posteriormente Adam vai até a geladeira e pega 3 garrafas de cerveja.
– É. — Anne ri e pega uma das garrafas.
– Já que vocês estão nesse clima de pessoas mudam ou não, que tal um brinde as mudanças... — Adam olha eles.
– As mudanças boas e constantes. — Anne sorri e levanta sua garrafa.
– Perfeito. — os 3 brindam e posteriormente Niky bebe a cerveja, assim como Adam.
Anne sorri e bebe sua cerveja.
– E então Anne parece que logo a faculdade vai voltar. Preparada? — Adam olha ela.
– Não muito. — Ela olha para Adam e suspira. — Ainda mais pela correria que a minha vida vai virar.
– Eu compreendo, domingo de amanhã vou jogar. Gostaria que fossem com a Myle me ver. — Adam continua.
– Mas, Anne, aqui, não fica desapontada se ele depois de 12 minutos de jogo for para o banco.
– Claro que não, talvez em 18.
Os amigos riram.
– Claro! Eu irei. — Anne ri. — Ah não Adam, eu jogo melhor que você então.
– Olha parece que temos muitos aspirantes a jogadores de voley. — Adam olha para ela e sorri.
– Na verdade eu corro da bola, estou brincando com você. — Anne ri. — Lembra Niky? Aquele dia quando jogamos na praia?
– Claro, como podia me esquecer de ter me sentindo culpado pela bolada que deu em sua testa. — Niky sorri amarelo.
– Foi a única vez que não corri da bola e ainda fiquei com um galo. — Anne ri.
– Caramba. — Adam finaliza sua cerveja.
– Pois é. — Anne ri e bebe mais um pouco.
– Já que minha garrafa esvaziou, que tal um verdade ou consequência. — Adam olha ambos sugestivo.
Niky termina sua cerveja e sorri gostando da ideia.
– Pode rodar. — Anne sorri animada com o jogo.
Adam roda e logo de cara já deve ser questionado por Anne.
– Verdade ou desafio?
– Verdade, pode mandar. Sou sincero. — Adam comenta e Niky segura o riso.
– É verdade que gostou da Lia desde a primeira vez que viu ela?
– Me senti atraído. De uma maneira gostosa, admito. Mas apenas atração. — Adam olha para ambos como se perguntasse: "Boa resposta?".
– Ta, aceito. — Ela gira a garrafa que cai apontando para Niky responder a pergunta de Adam.
– Verdade. — Niky é bastante objetivo.
– Qual o lugar mais exótico em que transou? Niky sorri.
– No banheiro de uma avião. — Niky sorri maliciosamente, era um rapaz muito impulsivo, sempre foi.
– Aceito. — Adam arregala os olhos e olha Anne.
– Uou! — Anne olha para Adam. — Não foi comigo, se é o que está pensando.
– Desculpa. — Adam gargalha.
Niky roda a garrafa e agora ele deve responder Anne.
– Verdade ou desafio? — Anne olha para ele.
– Verdade. — Niky encara ela levantando as sobrancelhas.
Adam sorri vendo ambos se encarando.
– Qual foi o verdadeiro motivo que fez você me bater? — Ela olha nos olhos dele.
Adam olha Niky e vê o amigo desconcertado.
– Alguém quer mais cerveja? — Adam se levanta.
Niky apesar de ficar sem palavras, sabia desde o início que essa pergunta surgiria.
Anne continua olhando para Niky. Eles nunca chegaram a conversar sobre isso e ela só queria entender o que levou ele a fazer isso.
Adam vai até a geladeira dando uma falsa impressão de privacidade aos 2, já que ele poderia ainda ouvir a voz do amigo.
– Bem, para ser sincero, eu sei que agi mal, mas foi como se o ciúmes e a vergonha me dominassem, sei que fiz aquilo, mas sei que aquilo não era parte de mim. Enfim, é delicado falar sobre isso, mas são as regras e você merece saber. — Niky dá um longo e forte suspiro.
Anne olha para ele e suspira, ouvir que ele sentia vergonha dela era como outro tapa na cara.
– É a regra do jogo. — Ela sorri amarelo.
– Hey, eu senti vergonha... Fui idiota. Mas mudei. — Ele pega na mão dela.
– Eu entendo. — Ela sorri. — Próxima rodada. — Ela gira a garrafa e cai para que Adam pergunte para ela. — Manda a ver Adam.
– Já sentiu vontade de experimentar ou já beijou outra mulher? — Adam sorri.
– Já senti vontade, mas beijar não. — Anne sorri.
Adam e Niky olham para ela, brincando é claro. Anne pega a garrafa e gira.
– Desafio. — Ela olha para Niky e sorri.
– Eu te desafio a fazer um dueto comigo, hoje, na Fire.
– Fácil. Desafio aceito.
– Os 2 cantam lindamente, será interessante. — Adam sorri — Mas, você estava sem criatividade hein, irmão.
– Admito. — Niky levanta as mãos em sinal de rendição.
Niky roda e ele pergunta a Adam.
– Verdade. — Adam diz.
– Você já recebeu propostas masculinas? — Niky arqueia uma sobrancelha.
– Até pensei na música. — Anne sorri e olha para Adam. — Já?
Adam fica corado.
– Sim, no tempo em que servir o exército. — Niky estranha — O que? Meses sem uma mulher os caras buscam prazer em qualquer coisa, mas não quis aceitar a proposta não. — Adam dá de ombros.
– Foi intensa sua experiência lá né? — Anne olha para Adam.
– Sim, vi muitas, aprendi muitas coisas... E ver homens numa necessidade sexual tremenda me pedindo prá satisfazer isso, não é algo que eu quero novamente. — Adam suspira.
– Nossa. — Ela gira a garrafa. — Bom, sua vez de ser ousado. — Ela sorri para ele. — Desafio.
– Eu te desafio a beijar algum homem, até o fim dessa noite. — Adam sorri de lado a Anne.
– Nossa, que desafio. — Ela olha para ele. — Tudo bem. — Ela olha no relógio da parede. — Caramba! — Ela salta do banco. — Hora de trabalhar.
– Iremos na Fire hoje, nos certificarmos do cumprimento de nossos desafios. — Niky comenta, vendo ela se levantar.
– Acho bom irem. — Ela sorri. — Até mais tarde e Niky, Broken Strings. — Ela acena para ele e sai da casa de Adam indo para a república.
– Opa. Vou ensaiar no violão. Ad, preciso ir também. — Niky sorri. – Até mais tarde.
– Até irmão. – Adam acompanha Niky até a porta e os dois se despedem. – Dá tempo de arrumar essa bagunça. – Ele gargalha e arruma sua casa.
Assim que termina tudo, Adam vai para o banheiro e toma um banho contando os minutos para poder ver Myle novamente, a noite passada não saía da sua mente. "Ah ruivinha, como eu te amo."
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