Couples on Fire
42 Capítulo 42
Notas iniciais
Leon estaciona o carro na porta do shopping e vê a grande movimentação lá dentro. Ele foi recomendado a seguir um dos seguranças para ser levado em seu camarim.
Ele chega nos camarins e procura por sua agente a Sra. Stone.
Carol Stone andava de um lado para o outro, não conseguia falar com Deborah e ja estava irritada por isso.
– Irresponsável.
– Hey, Carol. — Leon se apresentou e chegou perto dela.
– Ah, oi Leon. Tudo bem? — Carol pega o celular e deixa em cima de uma das mesinhas.
– Tudo sim... Quando eu posso começar? — ele vê aqui se organizando.
– Quando a irresponsável da Deborah chegar!
– Caramba... Mas, ela nunca se atrasa, será que... — Ele se lembra do que acontecera na noite de ontem, talvez Deb estivesse na bad por ter sido expulsa da casa de seus pais — Bem, ela vai chegar.
– Espero que logo Howell, logo! Precisamos conversar.
– Você e ela, ou você e eu? — ele arqueia uma sobrancelha confuso.
– Nós três.
– Tudo bem, vou ir prá troca. — ele sorri a ela e sai dali.
Deborah vinha correndo pelos corredores do shopping, Anne seguia ela e ao ver a modelo entrar no banheiro a garçonete comemorou por dentro.
– Droga, minha mãe vai me matar! — Deborah tentava arrumar seu cabelo.
– Olha eu posso fazer esse favorzinho pra ela. — Anne entra no banheiro e notando que só estava Deborah e ela, a garçonete tranca a porta do banheiro e sorri para a ruiva.
– O que está fazendo? Abre essa porta sua louca!
– Louca? Não, louca não, mas ciumenta sim! — Anne vai para cima de Deborah e começa a estapear a modelo.
– Sai de cima de mim! — Deborah tenta segurar as mãos de Anne, mas não consegue.
A garçonete continua batendo na modelo deixando o rosto dela vermelho, Anne arranha os ombros e acaba fazendo um corte no lábio de Deborah.
– Acho que é o suficiente. Vou te falar só mais uma vez Deborah, saia da vida do Leon! Ele é meu!
– Você é maluca! Acha mesmo que ele vai querer ficar com você depois disso? — Deborah se levanta e se olha no espelho. — Olha o que você fez!
– Da próxima vez será pior! Nem o melhor cirurgião plástico vai reformar esse seu rosto de vadia! — Anne grita. — Passar bem. — Ela sorri e sai do banheiro vitoriosa, sabia que Leon poderia ficar bravo com ela, mas ela não perderia a oportunidade de dar uns tapas em Deborah.
– Maldita! — Deborah solta os cabelos e coloca na frente do rosto escondendo as marcas que Anne deixou. Ela pega sua bolsa e vai para a área onde aconteceria o banho.
– Mas cadê ela? — Carol andava de um lado para o outro.
– Cheguei. — Deborah sussurra.
– Finalmente Deborah! — Carol se aproxima da filha. — Mas o que é isso?
– Nada mãe. O Nate pode dar um jeito.
– Queridinha, você vai tomar banho! Só uma argamassa pra disfarçar tudo isso, mas com a água sairia tudo! — O maquiador de Deborah olha para ela espantado.
– Faça o seu trabalho! — Deborah esbraveja e senta na cadeira de maquiagem.
– Tudo bem, mas não garanto nada. — Nate observa o rosto dela. — Olha, a leoa que te atacou é das bravas hein e das minhas.
– Oi amor. — Anne sorri ao entrar no camarim e ir até Leon.
– Oi amor. Sabia que seria madura o suficiente e viria me ver. — Leon sorri apaixonadamente.
– Digamos que vim fazer duas coisas. Te ver e te ver. — Anne sorri e olha para Deborah. — O que aconteceu com ela? — Anne sussurra para Leon.
– O quê? — Leon não havia visto Deb, tinha saído prá se trocar e estava de roupão neste momento. Mas ao olhar Deb, Leon leva um tremendo susto.
– Deborah, acho que maquiagem não vai resolver o seu problema. — Anne olha pra ela.
– Cala a boca! — Deborah resmunga.
– Não briguem! — Carol olha para as duas. — Agora não sei o que fazer. Leon não pode tomar o banho sozinho. O contrato exige que seja com a Deborah. Droga Deborah!
– Mãe a culpa não é minha.
– Não? Ah Deborah me poupe!
– Caramba. Foi você Anne! — Leon olha a namorada incrédulo. — Como pode fazer isto?! — ficou chocado.
– Eu? Eu não fiz nada! -Anne olha para Leon.
– É ela. Pode tira-la daqui. — A segurança do shopping caminha até Anne e a pega pelo braço. — Quer que chame a policia? — A segurança olha para Deborah.
– Não. Só tira ela daqui. — A modelo suspira olhando para Anne pelo espelho.
– Me solta! — Anne tenta se soltar. — Leon!
– Quieta! — A segurança leva Anne dali.
Deborah levanta e vai para a outra sala onde ficava o figurino.
– Podem me dar licença, por favor? — Ela olha para a equipe que logo sai dali deixando a modelo sozinha.
Deborah senta no sofá e desaba em lagrimas. Sabia que era consequência do que fizera, mas não queria que aquilo prejudicasse Leon e sua mãe. Leon sentia uma forte decepção percorrer seu corpo estava odiando a ideia de sua namorada batendo em Deborah, a modelo não era das melhoras, mas bater nela. Leon foi até o camarim recolocou a sua roupa, iria sair dali, mas ao ouvir choro, entrou na sala dos figurinos.
– Tá tudo bem? — ele perguntou.
– Vai embora. — Deborah resmungou entre os soluços. — Ela estava com a cabeça nos seus joelhos e abraçada com suas pernas.
– Deb... — Ele se aproximou — Me desculpa. Sei que fui a causa disso.
– Não Leon. A culpa disso tudo é minha! Eu que sou uma otária por ainda amar você!
Leon suspira e senta do lado dela.
– Calma... Sei que vai conseguir seguir em frente. — Leon olha para ela.
– Mas eu não quero Leon! — Deborah olha para ele. — Não percebe que eu sou a pessoa certa pra você? Que eu te amo e posso te fazer feliz?
– É claro que sei que me faria feliz. Mas, é que a Ann apareceu... Se bem que a decepção que tô sentindo dela é crescente. — Ele comenta e olha ela.
– Me dá uma chance de recuperar esses 6 anos Leon. — Deborah olha para Leon. — Só uma chance.
– Não fala assim, Debs... É complicado. Eu gosto de você, por isso estou na defensiva desde o dia em que chegou. Mas aí você começou com essas atitudes... Mas Anne ela passou dos limites. — Ele parecia muito chateado.
– Desculpa Leon. Sei que errei feio, mas eu te amo tanto. — Deborah abraça ele. — Não vou mais insistir.
– Isso deixa o tempo agir por si só. — Leon abraça ela — Senti falta disso.
– Eu também. — Deborah sorri. — Desculpa por ontem, não quis estragar o jantar. Estou morrendo de vergonha, não sei com que cara vou olhar para seus pais.
– Meus pais são compreensivos. Entenderam Ann, também te entenderão. — Leon continua abraçado a ela.
– Ainda sim. Vou me recuperar e vou conversar com seus pais. A Blair vai morar com a Anne? — Deborah não desfaz o abraço, gostava da sensação de estar nos braços de Leon.
– Sim, está tudo certo, ela virá na semana que vem. — Ele sorri.
– Que bom. Ela estava bem animada.
– Sim. Sinto muito pelo que ela fez. — Leon comenta — Mas ela estava certa. — Ele ri.
– No lugar dela eu faria o mesmo. — Deborah sorri e se afasta de Leon. — Vamos enfrentar a fera?
– É o melhor. — Leon ajuda ela a se levantar.
Deborah levanta e vê a mãe entrando no camarim.
– Podem ficar.
– Tudo bem mãe?
– Claro que não Deborah! Vocês não vão receber e ainda vou pagar uma multa!
– Desculpa mãe...
– Desculpa não vai resolver o problema Deborah.
– Eu pago a multa.
– Ah com toda certeza você que vai pagar mesmo!
– Tudo bem. — Deborah sussurra e senta no sofá.
– Bom, tenho algo sério para conversar com vocês.
Leon se junta a Deborah no sofá e olha a Sra. Stone.
– Não fale assim com a Debs, a culpa foi nossa.
– Bom, vocês vão ter que fingir que estão namorando pra uma campanha de perfume.
– O quê?! — Leon quase salta do sofá.
– Mãe, não podemos fazer isso. — Deborah olha para a mãe sem acreditar.
– É apenas por três meses e o contrato é milionário. Pensem a respeito, daremos a resposta positiva sexta feira quando assinarmos o contrato.
– Eu não vou fazer nada disso está decidido. — Leon bradou, levantando-se.
– Leia. Pense e vê se muda de idéia. — Carol entrega os contratos para Leon e Deborah. — Estão dispensados. — Ela pega sua bolsa e sai dali.
– Minha mãe pirou. — Deborah resmunga.
Leon apanha o contrato e vai saindo dali. "Não dá prá assinar essa porcaria".
– Tchau Deb. Fica bem... — Leon se despede e mantém os olhos no contrato.
– Tchau Leon. Você também. — Deborah pega suas coisas e vai pra casa. "Mãe, você pirou de vez..."
Anne chega em casa e vai direto para seu quarto.
– O que será que aconteceu?
– Não sei, mas vou descobrir My. — Lia segue a amiga.
Assim que entra no seu quarto, Anne se joga na sua cama e abraça seu travesseiro.
– Burra, burra, burra!
– Hey, calma ai.
– Vai embora Lia!
– Vou não. O que aconteceu?
– Eu bati na Deborah.
– Você o que?
– Eu bati na Deborah.
– Anne do céu! Pirou?
– Não Lia. Não sei o que me deu.
– O Leon não descobriu não né?
– Descobriu, e a Deborah não falou nada. Ele viu ela e depois me acusou.
– Anne você sabe que seu namoro acabou né?
– Puts Lia, juro, eu não pensei nisso!
– Sem ironias palhaça. O que te deu?
– Ciúmes.
– Mas Anne, você tinha ciúmes do Niky e nunca bateu em ninguém por isso.
– Eu sei Lia! Isso é o que me assusta e eu perdi o Leon. Meu Deus, meu namoro acabou! — Anne olha para Lia chorando.
– Calma An. Conversa com o Leon. Ele vai entender.
– Não vai. Ele me olhou de um jeito, ele tava decepcionado comigo Li. Acabou.
– Não Anne. Vocês precisam conversar. Vou fazer um chá pra você. — Lia se levanta e vai para a cozinha. Ela sabia que se Jack soubesse disso ele investiria tudo em Anne e o que aconteceu no dia da praia ficaria no passado.
Vendo a amiga sair, Anne volta a deitar e a chorar descontroladamente.
– Não é melhor que eu nas damas, tio. Desista. — Jack comenta.
– Ok. — Clark fala após perder pela 5 vez seguida, ele olha ao redor e vê Lia indo a cozinha resolve seguí-la.
Lia anda pela cozinha, pega a chaleira e enche ela com água.
– Mate, cidreira, camomila... — Lia se debruça sobre o armário para escolher qual chá fazer.
– Camomila. — Clark fala por trás dela, seu perfume invadiu o ambiente velozmente.
Lia bate a cabeça no armário ao se assustar com a voz de Clark.
– Ai!
– Calma... — Ele se aproxima dela e passa a mão na testa dela carinhosamente.
– Obrigada. — Lia sorri olhando para ele. — Você me assustou.
– Sinto muito. Posso. — Ele disse colocando as mãos na cabeça dela, seus lábios se aproximando. — Um beijo para sarar.
Lia fecha os olhos ao sentir o beijo dele.
– Obrigada. — Ela sussurra.
– Que nada, quer ajuda com o chá. — Ele continua próximo a Lia. Realmente estava desejando a garçonete.
– É, eu tenho que fazer um chá pra Anne. — Lia olha para Clark e seu coração se acelera.
– Algum problema? — Ele questiona e nota sua inquietação.
– Nenhum. — Ela se vira pega o chá e se afasta de Clark.
– Não, perguntei sobre a Anne. — Ele olha ela. "Confusa. Um bom sinal".
– Ah, a Anne. Ela brigou com a Deborah e provavelmente o namoro dela com o Leon chegou ao fim.
– Caraca. Mas, o que ela tinha na cabeça. Ela não foi conhece a família dele ontem. — Ele olha ela incrédulo.
– Foi, mas a Anne, sei la Clark, ela se transforma quando está com o Leon. Hoje que eu percebi isso, ela foi possessiva, Anne nunca agiu assim com o Niky. Estranho isso. — Lia senta em um dos bancos e suspira.
– Bem, você é quem melhor pode falar sobre Anne... Então você acha que Leon não está fazendo bem a Anne? — ele arqueia uma sobrancelha.
– Não sei Clark, sinceramente eu não sei. — Lia suspira.
– Parece bastante tensa com tudo isso. Deve ser por se sentir meio que responsável por eles. — Clark pega na mão dela — Gosto dessa sua maturidade.
– Eu só quero que eles sejam felizes. — Lia olha para a mão dele sobre a sua. — Foi uma boa consequência da morte dos meus pais.
– Sinto muito. — Clark suspira — Eu acredito na felicidade de cada um de vocês, até daquela garota, a Deborah. Sei que todos vão se encaixar. — Clark sorri confiante, transmitindo segurança.
– É o que eu espero Clark. — Lia sorri para ele. — E eu também quero que você seja feliz.
– Serei. — Ele faz carinho na mão dela, seus olhos fixos nos dela.
– Clark? — Ela sussurra olhando para ele.
– Oi? — Clark ele mantém seu olhar fixo. Havia falado a ela que ainda conseguiria um beijo.
Lia não responde e se aproxima dele, esperando que ele entendesse o que ela queria. Clark sem delongas beija ela, lentamente usando sua experiência como arma. Lia coloca as mãos no rosto de Clark e retribui ao beijo, era errado aquilo, mas ela sempre quis sentir aqueles lábios contra os seus. Clark acelera um pouco o beijo, intensificando-o, sua experiência estava o ajudando muito. Suas mãos percorreram os cabelos dela quase os massageando. Lia desliza suas mãos para a nuca de Clark e aproxima mais os dois durante o beijo. Clark morde o lábio dela e satisfaz as vontades, sabia que ela não lhe pertencia, mas ele também queria apenas aliviar seus desejos mais obscuros sobre ela. Lia sorri entre o beijo, mas com um feixe de consciência ela se afasta dele.
– Não! Não podemos fazer isso.
– Só casualmente. — Ele sorri compreendendo-a.
– Não. Eu trai o John. Ai meu Deus! — Lia olha para ele. — Não sorria, isso foi errado.
– Hey ninguém precisa saber. Foi só um beijo para aliviar a tensão. Você me atrai e eu te atraio, mas estamos em posições desfavoráveis a uma evolução disso. Então relaxa. — Clark parecia saber do que estava falando.
– Pode até ser isso, mas ainda sim foi errado. Droga! — Lia coloca as coisas na bandeja e sobe para o quarto de Anne.
Clark sorri e passa a mão pelos lábios. "Adolescentes..."
Fale com o autor