Notas iniciais
~Enjoy~ Músicas do capítulo: - Going Under - Evanescence (https://www.youtube.com/watch?v=CdhqVtpR2ts) - This Love - Maroon 5 (https://www.youtube.com/watch?v=XPpTgCho5ZA) - Counting Stars - OneRepublic (https://www.youtube.com/watch?v=hT_nvWreIhg)

Os clientes adentram o local e George coloca a música Going Under — Evanescence num ritmo de balada. Myle e Lia vão para seus lados do salão e já anota uns pedidos. Luke, Taylor e Jack vão atendendo as pessoas que chegam no balcão, principalmente as garotas.

– 6 cervejas Taylor. — Anne se encosta no balcão.

Taylor vai e pega as cervejas para Anne.

– Aqui linda. — sorri e volta a atender uma morena alta e bastante sorridente.

– Valeu Taylor. — Anne pega as bebidas e vai servir os clientes.

– Jack, 3 framboesas, 3 morangos e 4 cervejas por favor. — Lia para na frente do amigo e suspira. — Ela nem ta olhando na minha cara.

– Como se atitude fosse te surpreender. — Jack fala, enquanto faz as batidas de framboesa e de morango.

Luke apanhas as cervejas para adiantar.

– Não esperava isso. — Lia faz uma cara de triste.

– Anima ai Li. — Myle se encosta do lado dela. — Sei que errei, mas vou concertar. Luke, uma garrafa de vodka e 4 cervejas por favor.

– Muito previsível tu. — Jack finaliza e arruma a bandeja de Lia.

– Sim piririm. — Luke vai direto ao freezer e pega a vodka, posteriormente as cervejas e coloca na bandeja de My.

– Relaxa My. — Lia sorri e vai servir os clientes.

– Ela ta brava comigo não? — Myle pega a bandeja e vai até os clientes.

– Não Lia, não é assim. — Jack diz um pouco antes de Myle ir.

George escapa da mesa um pouco e procura por Anne, a garçonete não havia falado se iria apresentar-se hoje.

Anne vê Myle servindo uns clientes, vai até ela e coloca o pé na frente de Myle fazendo ela tropeçar e derrubar as bebidas nos clientes.

– Ops... — Ela sorri e vai ate o bar.

– Mil desculpas! — Myle tenta ajudar os clientes a se limparem.

– Você é louca sua cretina. Eu não volto mais nessa espelunca. — A cliente esbraveja e sai bufando, a amiga sorri sem graça tentando ser gentil com Myle.

– Desculpas pela Anelise — Ela diz e vai atrás da reclamona.

Jack assiste a cena e começa a pegar raiva das atitudes atuais de Ann. Como se por estar extremamente apaixonado antes, nunca as havia notado.

– O que aconteceu aqui?

– Me desculpa, mesmo. — Myle olha para a amiga da cliente irritada.

Lia ajuda Myle a limpar a bagunça causada por Anne.

– Ela ta pegando pesado.

– Eu sei Myle, mas isso não vai ficar assim.

– Luke preciso falar com Anne. — Jack alerta.

E os amigos seguram as pontas.

– Anne te achei! — George fala pegando no braço de Ann.

– Ai. Que foi? — Anne olha para George.

– Queria perguntar se iria cantar. — George se assustou nunca viu Ann tão grossa.

– Não. Eu não vou cantar essa noite. John não falou nada e também não estou no clima. — Anne olha para George. — Desculpa.

– Tudo bem... — George vai saindo, porém retorna — Anne melhoras, gosto de ver a garota radiante que há em você! — George sorri lindamente, era um cara super gente fina, vinha de uma origem humilde e valorizava muito as qualidades das pessoas. Se ele apontou que Ann é radiante, certamente isso é verídico.

– Obrigada George. Você pelo menos vê algo em mim. — Anne sorri para ele surpresa por ouvir aquilo.

– Todos veem Anne. Eu fico lá em cima, vejo como Jack, Lia, até mesmo Myle se alegram quando você quanta aqui. Abra mais seus olhos, você precisa ver os detalhes. — George fala isso e vai saindo dali.

– É, mas essa noite ta longe de ser um sucesso. — Anne olha para ele e vai ate uma mesa que acabava de ficar vazia para limpa-la.

Jack viu ela indo prá mesa e tirou os copos para ajudá-la.

– Oi. — ele começou num tom baixo, mas sabia que isso não duraria muito.

– Não preciso de ajuda. — Anne continua limpando a mesa sem olhar para Jack.

– Para com isso. — Ele falou firme sabendo que possivelmente teria a atenção dela.

Jack em todo tempo é brincalhão, mas ao falar firme realmente não dar atenção a ele pode ser fatal.

– Que foi? Vai me dar uma lição de moral agora? — Anne olha para ele. — Eu não preciso disso!

– Do que precisa então, me diga? — Jack penetrou ela com aqueles olhos azuis bebês.

– De que a Myle saia da nossa casa, da nossa vida! — Anne retribui ao olhar dele. Os olhos verdes dela brilhavam, Anne se segurava para não chorar ali. Para ela, a amizade entre Jack e Lia, não era a mesma desde a chegada de Myle.

– O quê!? Não acredito que está sendo tão mimada. — Jack balança a cabeça negativamente e revira os olhos.

– Mimada? Você realmente acha que ela mudou? Que ela é essa santinha que ela ta fingindo ser? Me poupe Jack! E se não tem mais nada pra falar pode voltar pro seu trabalho.

– Se ela mudou ou não o tempo dirá, mas você é quem mudou. Não te reconheço mais! — Jack bate na mesa um pouco irritado.

– Mudei? Vocês que escondem as coisas de mim e eu que mudei? Ah Jack inventa outra!

– Então esse alvoroço todo contra a My é por causa de fofoca? Sinceramente, desisto de você. — Jack fico tão decepcionado que sai sem nem olhar prá ela.

– Fofoca? Vocês foram falsos comigo!

– Cala essa boca! — Jack com um olhar de fúria. — Não ouse chamar Lia de falsa por manter um segredo a pedido de John, eu, My e Leon descobrimos ao acaso, assim como Luke. — Jack esbraveja alguns clientes olham estranhando.

– Vai ficar nervoso por que? Você é mais falso que ela! — Anne grita de volta.

Jack não fala mais nada, ficou em choque foi como se seu coração tivesse se quebrado naquele momento. Uma lágrima teimosa escorre e ele sai dali desorientado, Anne tirou seu chão.

Anne vê ele sair e coloca a mão na cabeça. Ela deixa a bandeja na mesa e sobe ate a sala de John. Ela para diante a porta e sem nem bater entra de uma vez.

– John... Eu me demito!

– O quê!? — John leva um susto maior do que teve ao ver Ellen de volta.

– É, eu me demito. Estou indo embora!

– Mas, como assim? O que aconteceu? — John não sabe realmente o que fazer, não poderia perder a estrela de seus shows.

– Não da mais John. Eu não posso mais ficar aqui. — Anne olhava para ele tremendo de nervoso, ela só queria sair dali e ir para a casa de Leon.

– Vai para a casa Anne. Você me confirma isso amanhã. — John diz amistosamente.

– Isso é certeza. Não vou voltar atrás.

– Você está pilhada pelo que percebi. Precisa de descanso, mas se for sua decisão, tudo bem.

– Obrigada John. — Anne olha para ele. — Faça a Lia feliz. — Ela deixa as lágrimas escorrer pelo rosto e sai da sala do chefe, indo direto para o camarim.

– Ann... — John ia falar algo, mas Anne saiu dali depressa demais.

– Taylor? Cadê o Jack? — Lia encosta no balcão e vê Anne ir correndo para o camarim. — Merda. — Ela deixa a bandeja no balcão e vai atrás de Anne.

– Ela foi falar com a Ann e sumiu. — Taylor comenta mesmo que Lia não havia ouvido.

– Anne? Anne!

– Lia me deixa em paz! — Anne entra no camarim e vai ate seu armário para pegar sua roupa.

– Te deixa em paz o caramba! Que que foi? O que esta acontecendo?

– O que que foi? — Anne bate a porta do armário com força fazendo um estrondo. — Você mentiu pra mim, o Jack mentiu pra mim, todo mundo mentiu! Vocês são falsos!

– Baixa o tom comigo! Eu não falei nada a pedido do John.

– Ah sim, ele mandou e você obedeceu!

– Não! Eu respeitei a decisão dele!

– Não, você abaixou a cabeça pra ele! De todas que eu conheço você era a única que eu esperava que não fizesse isso.

– Isso não é baixar a cabeça Anne, é amar alguém e fazer o que faça a pessoa bem.

– Lia não fala comigo mais. Você tem uma nova amiga. Myle pode te ajudar nas coisas. Amanhã eu vou arrumar outro lugar pra morar.

– Anne isso é loucura!

– Loucura é pensar que nós duas éramos amigas!

– Mas nós somos!

– Amigas não escondem as coisas umas das outras! — Anne veste seu sobretudo, pega sua bolsa e vai pra fora da boate.

– Anne! Anne!!!

Anne ignora os gritos de Lia e vai para fora da boate aos prantos. Ela pega seu celular e liga para Leon.

Lia volta para a boate confusa. Ela vai ate o balcão, pega sua bandeja e vai para o salão.

A boate estava tranquila, geralmente toda segunda era assim. O que ajudou já que Jack não apareceu e Anne havia ido embora.

Lia e Myle serviam as mesas.

– Lia, o que aconteceu?

– Anne foi embora e Jack sumiu.

– Ai Lia, a culpa disso tudo é minha.

– Não My, não é. Não se preocupe ok? — Lia sorri.

– Tudo bem. — Myle se afasta dela e vai ate uma mesa que a chamava.

Lia vai ate o bar e olha para Luke.

– Me da um copo de água por favor.

Luke apanha a água e dá para Lia.

– O que houve? — ele questiona estranhando tudo.

– Anne foi embora e o Jack sumiu. — Lia pega a água e bebe um pouco. — To com vontade de largar tudo e ir atrás deles, principalmente do Jack.

– Calma logo, o Jack... Jack! — Luke fala vendo o amigo vindo pelo lado esquerdo do salão.

Lia olha para onde Luke olhava e vai ate o amigo. Ao se aproximar dele ela se jogou nos braços do amigo o abraçando. Jack abraça a amiga, mas sua expressão parecia não ter mudado desde a conversa com Ann. Ele realmente estava quebrado por dentro.

– Hey, por favor, não fica assim. — Lia abraça ele mais forte.

– Tudo está em cacos Li. — parecia que não havia mais ninguém ao redor, só os 2.

– Eu sei, eu também to péssima, mas temos que aguentar ate o fim da noite. Fica forte comigo. — Lia olha para ele sem se desfazer do abraço.

– Com você ficarei. — Lia realmente passou confiança a Jack e conseguiu abriu um pequeno sorriso nele.

– Obrigada Jack. — Lia sorri para ele.

– Por quê? — ele surpreende já que foi ela quem o ajudou, de uma certa forma.

– Por estar aqui. Do meu lado.

– Eu é agradeço Li. — Jack dá um selinho costumeiro nela.

Lia retribui ao selinho e sorri.

– Ao trabalho. — Ela se afasta do amigo e volta a atender os clientes.

– Olha só garanhão... — Taylor comenta, mas logo recebe um belisco de Luke que por conviver a mais tempo com Jack, sabia que aquele não era um momento para brincadeira.

– Foi mal, Tay preciso de um tempo, mas eu volto ao normal. — Jack explica e os amigos são compreensíveis.

Brody, Duncan, Maggie, Carol e Liza animavam a noite, poupando a falta de uma apresentação de Anne, porém agora iniciaram a fazer os programas.

O movimento estava um pouco mais intenso e Lia e Myle serviam as mesas e anotavam os pedidos rapidamente. A sintonia das garçonetes com os barmans era fenomenal, o que resultava em um ótimo trabalho e clientes satisfeitos.

Jack se recuperava bem de dores sentimentais, as mortes de seus pais e tia, ajudaram-no com isso. Por isso não demorou muito para seu escudo — o humor — aparecer.

Anne caminhava pela cidade, como não tinha conseguido falar com Leon, ela resolveu pegar um taxi e acabou parando na frente da casa de Adam. Depois de pagar pela corrida, ela caminhou ate a porta da casa do amigo e tocou a campainha.

Adam abre a porta, estava se condicionando para a noitada de hoje. Vestia uma calça jeans de lavagem negra, um tênis de cor também escura e um camiseta de manga cumprida salmão bastante bonita.

– Ann? Oi! — sorri a ela.

Assim que Anne vê o amigo, ela da um abraço nele e volta a chorar. A maquiagem que ela usava já estava toda escorrida pelo seu rosto.

– O que houve Ann? — Adam retribuiu ao abraço com bastante carinho.

– Eu me demiti e acho que perdi meus melhores amigos. — Ela fala entre soluços.

– Caramba! Ok, você precisa da terapia do Ad. Vem cá. — Adam vai levando ela pela casa.

Anne acompanha ele ainda chorando, mas um pouco mais calma.

Eles sobem as escadarias e atravessando um corredor curto chegam a uma porta.

– Primeiro um bom banho, sem pestanejar entra... — ele a coloca lá dentro e mesmo que ela resista, quando já se vê está lá, com a porta fechada.

– Mas... — Anne vê a porta fechada e se olha no espelho. Ela vê as marcas pretas da maquiagem em seu rosto e percebe que precisa mesmo de um banho. Ela tira sua roupa e entra no box, ela liga o chuveiro e deixa que a água caia pelo seu corpo.

Adam prepara um chocolate quente e pensa nas formas de acalmá-la.

Anne termina o banho e se enrola em uma toalha.

– Adam? — Ela caminha pelo corredor procurando pelo amigo.

– Boo! — Adam aparece por de trás dela com um camiseta — É o melhor que achei.

– Ai! — Anne ri e pega a camiseta. — Obrigada.

Anne vai até o banheiro e se veste. Ela pega um pente e passa pelo cabelo arrumando ele. Assim que ela termina ela vai para fora, segurando suas roupas e a toalha.

– Pronto.

– Não agradeça até sair daqui com uma nova perspectiva. — Adam faz uma cara de fodão.

– Vai ser um bom desafio pra você.

– Vamos lá prá baixo. — Um cheiro maravilhoso invade o cômodo, enquanto eles descem.

– Hum, que cheiro bom. — Anne vai atrás dele.

– Adivinha? — Adam segura a mão dela. Ele gosta dessa intimidade rápida que eles adquiriram. Ao toque de mãos ele sentem uma sensação maravilhosa.

– Chocolate? — Ela olha para Adam e faz carinho na mão dele.

– Sim! Mas isso é só o início da minha terapia que vai mexer com seu físico e emocional ao mesmo tempo.

– Uau! Acho que é disso que estou precisando.

– Dale Psicofisioterapeuta! — ele vibra chegando a sala de estar aonde havia dois copões de chocolate quente.

– Sá não vale cobrar a consulta. — Anne ri e se senta no sofá.

– Para de ser boba. – Ele ri. — Agora vire-se de costas.

Anne olha para ele e depois fica de costas.

– Pegue o chocolate. — Adam senta-se atrás dela e lentamente massageia ela. Suas mãos era leves e precisas.

– Ah... — Anne sente a massagem e pega o chocolate. Ela bebe um pouco e abaixa a cabeça começando a relaxar.

– Meu pai é fisioterapeuta se preocupou em me ensinar, para conquistar as gatinhas. Mas, pode servir para amigas em extrema tensão.

– E eu to bem tensionada. — Anne sussurra.

– Você não imagina o quanto. Agora me conte do começo e lentamente. — Adam fala pressionando um ponto tensionado e relaxando-o.

– Lia estava tendo um caso com o nosso chefe, o John. Ela sempre ficava aérea, mas nunca passou pela minha cabeça que seria o nosso chefe. E hoje eu descobri que todos sabiam, menos eu. Acredita que até meu namorado sabia disso?

– Poxa, vida isso foi realmente trágico. Agora me conte por que brigou com seus amigos. — Adam continua relaxando-a.

– Eu falei pro Jack que eles eram falsos e ele ficou mega irritado, nunca o vi daquela forma e com a Lia eu nem falei direito. Quero que ela seja feliz, mas nunca escondi nada dela. Ela não tinha o direito de fazer isso.

– Por que ela escondeu, tem um motivo? — Adam continua a conversa, começava a pensar em fazer alguma faculdade de Psicologia.

– Diz o Jack que foi porque o John pediu. Mas a Lia nunca foi disso.

– Bem, mas e se o Leon quisesse um segredo de seu namoro, o que faria? — Adam questiona a ela.

– Manteria segredo. Menos dela e do Jack.

– Ann? — Adam faz um tom interrogativo. — Pense mais...

– Talvez eu contaria só pra Lia.

– Tudo bem. Entendo o seu lado, mas você já se colocou no lado dela? Tem um termo... É... Empatia. — Adam procura mostrar que Anne está fazendo muito caso, de algo simples.

– Ela errou feio comigo Adam. Isso não vai mudar. — Anne se afasta dele e coloca a xícara com o chocolate na mesa.

– Essa é seu erro, você está se afastando de tudo o que na realidade importa. — Adam penetra os olhos dela.

– O que importa era a confiança que eu tinha nela e que eu percebi que não é a mesma. Ela não confia em mim.

– Bem, mas pelo que você me disse, você não deu chances a ela de tentar se redimir deu? — Adam pergunta.

– Não.

– Eis ai seu erro. Tente permitir isso, mesmo que o orgulho diga que não... Senta aqui, vou lhe contar algo... — Adam não se sentia a vontade de contar isso a ninguém, mas Anne lhe transmitia uma segurança.

Anne olha para ele e deita no sofá e coloca a cabeça dela no colo dele.

– Eu já servi o exército, não lembro se contei isso a você ou a Myle. — Adam suspira.

– Não, pra mim não. — Anne olha para ele. — Myle, sempre a Myle.

– Dá prá parar. Estou me envolvendo com a My. — Adam ri.

– Ai que horror! — Anne olha para ele. — Ta. Continua.

– Valeu. — ele ainda ri — Bem eu tinha um colega de quarto que se chamava Richard, ou Rick como eu chamava, éramos melhores amigos lá... — Adam abaixa a cabeça. Uma pausa.

– Se não quiser falar, tudo bem. — Anne se levanta e sentada do lado dele, ela olha para ele.

– Bem eu e Rick nos treinamentos de campo formávamos uma equipe. Porém ele me tirou da equipe numa missão a campo. Me senti traído como você. Cortei relações com ele.

– E você não falou com ele sobre isso?

– Ele tentou me falar, não deixei... — Adam parece se repreender.

– E hoje vocês se falam?

Adam se cala e olha prá ela entristecido.

– Ele morreu nessa missão... — Adam coloca a mão na cabeça.

Anne olha surpresa para Adam e o abraça.

– Adam, meus sentimentos.

– Tá tudo bem... — ele suspira profundamente. — Agora Ann sabe por que ele me retirou, por que a missão era na faixa de gaza. Ele pensou em mim, ele sabia que eu poderia morrer e me tirou do grupo. — Adam explica uma lágrima escorre suas bochechas.

Anne acaba chorando junto com ele e limpa o rosto dele com os dedos.

– Ele pensou em você.

– Agora Anne, eu te digo, nos decepcionamos com nossos amigos, claro que sim, mas saiba que eles estarão sempre querendo nosso bem. Rick provou isso e Lia com certeza já deve ter feito o mesmo assim como o Jack. Não cometa o mesmo erro que eu... Ele morreu e eu nem pude me despedir. — Adam chorou um pouco mais agora.

– Adam... — Ela não sabia o que fazer, apenas abraçou o amigo o confortando. — Eu vou falar com eles hoje.

– Eu disse que sairia daqui com uma nova perspectiva. — Adam riu ainda com lágrimas nos olhos.

– Graças a você. — Anne sorri.

– Sim, mas eu sabia que iria rever seus conceitos. É uma pessoa incrível, espero que consiga ver isso em Myle.

– Difícil. Mas vou pensar.

– Isso pense melhor. Myle é uma garota especial, bem se não eu não estaria com ela. — Adam conclui.

– Ta gostando dela né? — Anne sorri. — Adam, me leva de volta pra boate?

– Sim, demais. Claro sua boba, aproveito e dou uns beijos na gata. — Adam pisca a ela.

– Palhaço. — Anne da risada e se levanta. — Vou em casa colocar uma roupa e já te encontro.

– Vou tirar o carro da garagem. Anda logo. — ele mostra a língua prá ela e sai dali.

– To indo! — Ela pega sua bolsa e vai pra casa.

Adam tira o carro da garagem e estaciona na porta da casa de Anne.

Anne já estava pronta e assim que viu o carro de Adam, ela foi em direção ao carro e entrou nele.

– Vamos lá.

– Caramba, quero troca veloz. Foi algum feitiço, a la Harry Potter?

– Quase isso. — Anne ri e olha para ele. — Obrigada Adam.

– Relaxa. Sou um amigo, não como Lia e Jack, mas sou um. — ele sorri lindamente e liga som. — Meu carro não vive sem música. — This Love da banda Maroon 5 começa a tocar.

– É um grande amigo. — Anne sorri e ao ouvir a música vibra. — Eu amo essa musica! I was so high I did not reconize the fire burnin in her eyes...

– Que grito foi esse, Jesus. — Adam não canta mais faz umas dancinhas engraçadas.

Anne ri e volta a cantar a musica.

– Tô bonito, Ann? Quero que Myle goste. — Adam questiona, dobrando a esquina.

– Você nasceu bonito. — Anne sorri.

– Mas é puxa saco. — Adam caçoa.

– Só estava sendo sincera.

– Eu tava brincando. Bobinha. — Adam manda um beijo prá ela e continua dirigindo.

Anne sorri e olha para fora do carro enquanto ele dirige.

Lia e Myle corriam de um lado para o outro para tentar dar conta dos últimos pedidos e das ultimas contas a serem fechadas. Jack servia os últimos clientes do bar, mas tudo estava acalmando. Tocava Couting Stars — One Republic, Jack às vezes cantava pedaços da música.

– Take that money, watch it burn. Sink in the river, the lessons I learnt. — Lia canta uns trechos da musica enquanto limpa as mesas e Myle fica com as três ultimas mesas ocupadas que logo se esvaziam.

– E mais uma noite termina. — Luke fala ao ver o último grupo de clientes sair da boate.

– Aleluia! Agora teremos a festinha. — Taylor fala empolgadamente.

– Ah cara... Sinto muito... Mas acho que nem eu, nem Li e My estamos prá festa. — Jack alerta.

– Não mesmo. Desculpa gente, mas podemos deixar pra depois? — Lia se encosta no balcão e coloca a bandeja no mesmo. — Foi mal gente.

– Tá tudo bem Li. Eu e o Tay compreendemos. — Luke concorda.

– Tudo bem, nem ia ser aquela festona mesmo...

– Com certeza ia ser melhor que os aniversários infantis que costuma ir, Taylor. — Jack brinca e eles gargalham.

– Só vai prá roubar brigadeiro da criançada. — Luke continua.

– Sou mais um beijinho. — Myle ri e se senta em um dos banquinhos do bar.

– Assanhada! — Lia ri. — Já volto. — Lia se levanta e vai ate o escritório de John. — John?

John já havia deixado a porta aberta.

– Pode entrar! — ele falou animadamente.

Lia entra na sala sorrindo e vai ate John.

– Oi.

John segurava uma garrafa de vinho e havia duas taças ali.

– Bem hoje vamos comemorar.

– Comemorar? O que vamos comemorar? — Lia olha para ele sorrindo.

– O início do nosso namoro. — John preenche a taça de ambos e sorri apaixonado.

– É um bom motivo. — Lia se aproxima de John e o beija apaixonadamente. Nesse momento ela esquece de todas as ideias que se passaram em sua mente essa manha. Ela só queria ser feliz, e se fosse pra ser com o John, pra que evitar?

– Realmente o John precisa providenciar uma cortina. Olha aquilo! — Myle ri olhando para a sala do patrão.

John retribui ao beijo, enquanto sua mão percorre o cabelo dela. Ele realmente queria dar um passo adiante, estava seguro de que Lia não ia suportar esse envolvimento as escuras. E mesmo que muitos não aceitassem, o que importava para ele naquele instante era ela.

Lia coloca as mãos na nuca de John, se aproximando mais dele e aprofundando o beijo.

George encerra as músicas e podemos ver Liza, Brody e Duncan vindo de seu último programa. Carol e Maggie já tinham até ido embora. Luke lavava a louça, Jack organizava o freezer e Taylor limpava o balcão.

– John? — Lia se afasta dele por um momento e sorri.

– Oi? — ele encara ela sorridente.

– Se importaria em comemorar amanhã? Você vai la pra casa, eu faço um jantar só pra nos... — Lia olha para ele sorrindo.

– Claro. Tem algum compromisso prá hoje. — John era compreensivo, mas no fundo queria que ela continuasse ali,

– Anne hoje magoou muito o Jack. Ele precisa de mim. — Ela fala olhando nos olhos dele e fazendo carinho em sua nuca.

– Ah sim, o Jack. Pode ir... Mas nosso jantar amanhã será maravilhosamente especial. — John fala confiante.

– Não fica com ciúmes meu amor. — Lia sorri. — Amanha serei toda sua.

– Bobinha... — John morde o ombro dela e ri.

– Autch! — Lia ri. — Acho melhor eu ir, porque se eu ficar mais, não vou embora.

– Fica! Fica! Fica! — John brinca e depois dá risada.

– Bobo, meu bobo. — Lia ri e da um selinho nele. — Hora de ir.

– Tchau amor. — John vê

– Tchau amor. – Lia manda um beijo para ele e volta para o balcão da boate.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Favoritos? Recomendação? #FaçamOsAutoresFelizes