Couples on Fire
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Adam estaciona em frente ao barzinho no qual já conhecia e ajuda Myle a descer.
Era um lugar bastante descontraído, pessoas entravam e saiam, ouvia-se vozes desafinadas cantando ao fundo deveria ser o karaokê. Também via-se na calçada uma mesa onde alguns homens jogavam poker.
– Pra mim essa simplicidade é luxo. — Adam sorri achando que o que disse foi confuso
– Uou! Adorei Adam! — Myle olha em volta e sorri olhando para ele. — Concordo plenamente com você. — Myle segura na mão de Adam e entra com ele.
Eles entram e são recebidos por olhares amistosos, sorrisos largos e acenos de cabeça.
– Adam meu camarada, como tá? — Um homem de meia idade pergunta ao rapaz.
– Tudo suave, Mallone. — Adam dá uns tapinhas no ombro do homem e sorri. — Esta é Myle. Myle este é Mallone Greenshot, um grande virador de caneco. — Adam e Mallone gargalham.
– Muito prazer Mallone. — Myle sorri para ele um pouco sem graça e envergonhada.
– Sinta-se em casa, não precisa ficar envergonhada. — Mallone prossegue.
– Obrigada. — Ela sorri para ele e olha para Adam.
– Vem vamos tomar algo, antes que Mallone conte suas histórias com Katherina sua paixão da mocidade. — Adam cochicha para Myle e puxa ela para o balcão.
– Tchau. — Myle acena para Mallone e acompanha Adam. — Não sou assim, mas fiquei com vergonha ao conhecer um de seus colegas.
– Mallone é um grande homem, mas se empolga perto de garotas lindas como você. — Adam responde e senta no balcão.
– Ah para, se falar assim eu acredito. — Myle sorri e senta ao lado de Adam.
– Como pode continuar com a mesma jogada prá colher elogios.
– Ah não sei. — Myle se levanta e ficando entre as pernas de Adam e sorri. — Gosto de ouvir elogios assim como também gosto de elogiar as pessoas.
– Me elogie enquanto peço nossas bebidas. Um conhaque com bastante gelo. — Adam ri e pisca a ela, colocando a mão em sua coxa.
Adam sente um arrepio e também faz carícias nela. O balconista não tarda a vir com o conhaque e os copos.
– Você é o cara mais incrível que já conheci. — Myle se aproxima dele e beija o pescoço do rapaz. — Você também é cheiroso e muito gostoso. — Myle sussurra para ele e se afasta sorrindo, voltando a se sentar no banco.
– Você me supera em todos esses quesitos. — Adam pisca a ela e cumprimenta o atendente. — Fala Louis.
– Olha Ad, melhor companhia que você nos trouxe aqui. — Louis sorri era magro e extremamente branco, mas tinha ótimas feições.
– Olá. — Myle sorri para Louis.
– Oi. — Louis os deixa a sós.
– Então bonitão, qual é o plano? — Myle olha para Adam e sorri.
– Bem plano. Deixar você bêbada e me aproveitar de você. — Adam gargalha.
– Eu tinha certeza que era isso. — Myle ri com ele.
A risada continua por alguns, quando encerra ambos ficam se olhando.
– Me fale sobre você? Odeio ficar sem conhecer as garotas no qual embebedo e abuso. — Adam dá um sorriso de lado.
– Bom, eu sou ruiva de olhos claros... Não, brincadeira. — Myle ri. — Eu não sou daqui. Vim pra cá pra estudar, meus pais e meus irmãos me odeiam por causa do meu trabalho e agora eu moro com as pessoas que sempre fiz de tudo pra prejudicar... Ironia do destino não?
– Bem, digamos que o destino lhe fez aprender um grande lição. — Adam sorri. — Já eu sou daqui desde criança, morei com meus pais até a maior idade, pois nessa época me alistei no exército e acabei sendo convocado a servir eles. Fiquei lá até o ano passado, por isso o cabelo curtinho. — Ele passa a mão em seu cabelo.
– Uau, atleta e ex-militar. — Myle sorri. — Sim, acho que é uma segunda chance, Lia e Jack parecem confiar em mim, mas Anne não. Hoje tiraram uma foto da apresentação dela e mandaram pro Leon e ela achou que foi eu, sendo que nem tempo pra ver a apresentação dela eu tive. — Ela suspira. — Acho melhor eu sair de la e arrumar um cantinho pra mim.
– Tenho certeza que vai provar o contrário, vejo nitidamente que é uma ótima pessoa. — Adam abre um belo sorriso.
– Ah Adam. — Myle olha sem graça para ele. — Obrigada.
– Só estou esperando você beber. Você vai ficar bêbada. — Ele faz uma cara de psicopata brincando.
Myle pega o copo e vira.
– Não vou ficar bêbada, mas vamos cantar no karaokê.
– Cantar? Eu sou desafinado. — Adam faz uma cara engraçada e vira o copo.
Ao olhar em direção do karaokê via-se um casal tentando drasticamente cantar Help — Beatles.
– Duvido que você seja pior que eles. — Myle ri e bebe novamente.
– Pode apostar. — gargalha e nota que a música deles acabou.
– Vem. — Myle pega na mão de Adam e vai com ele ate o Karaokê.
– Ela está me obrigando. — Adam fala ao pessoal, que em meio aos aplausos e assobios incentivavam a nova dupla.
– Estou mesmo. — Myle ri e escolhe uma musica. — Que tal irmos de Guns?
– Opa. Espero não acabar com as boas lembranças que esse pessoal tem do Guns.
– Duvido que você seja tão ruim assim. -Myle sorri para Adam e começa a cantar Sweet Child Of Mine.
Adam realmente parecia desconfortado, pegou o microfone e aguardou a música começar, olhando Myle. Myle solta os cabelos e balança a cabeça animada e "chama" a plateia pra cantar com ela. Ele espera uma deixa para entrar na música e olha para a plateia empolgada com Myle. Ela olha para Adam e sorri. Ela se aproxima dele e dança com ele enquanto canta sua parte da musica. Adam se acanha e entra atrasado na sua parte. Sua voz fica um pouco baixa, porém grave. Não era tão feia, mas esse acanhamento dificultou as coisas. Já a plateia ia à loucura com My. Adam começa a se empolgar gradualmente, dava prá notar que Myle causava efeitos nele. Do nada ele puxa palmas. Myle canta a parte final da musica e acompanha Adam nas palmas. Ela olha encantada para ele, o atleta estava mexendo com a garçonete. Adam entra no fim da música, agora com a voz melhor e quando a música acaba ele grita empolgado e dá um soco no ar. O pessoal gargalha.
– Queria muitos aplausos a essa gata que realmente sabe pilhar um homem. — O pessoal aplaude, assobia, grita, pede bis, ri.
– Uma salva de palmas pra esse homem aqui que estava.morrendo de vergonha, mas foi perfeito na apresentação! — Myle sorri para a plateia e olha para Adam.
– Dedo duro. — cochicha no ouvido dela e dá uma mordidinha leve.
– Sou mesmo. — Ela ri e sente seu corpo se arrepiar.
Adam cumprimenta alguma pessoas que estavam eufóricas. E sempre busca olhar para Myle.
– Colocar o Ad prá cantar, você é inacreditável. — Mallone fala para My.
– Ah que isso, eu só quis que ele se divertisse. — Myle sorri para Mallone
– Quanta humildade. — Mallone ri e bebe mais um pouco.
– E ai minha cantora favorita. — Adam brinca com Myle.
– Você ainda não viu nada Mallone. — Myle sorri e puxa Adam para perto de si e o beija.
Adam a beija lindamente, estava apaixonando pela garçonete. Ele abraça-a e junta seus corpos, o pessoal agitam ainda mais a emoção do beijo.
O pessoal logo volta a fazer o que estava fazendo e mais uma dupla vai ao karaokê tentando cantar TNT.
Myle retribui ao abraço de Adam e continua o beijando apaixonadamente.
– Eu estou amando tudo isso.
– Como não estaria, sou Adam Wolf, benhê. — Ele continua palhaço.
– Nossa como é convencido! — Myle se afasta de Adam, não sem antes dar um ultimo selinho no rapaz. Adam mostra a língua para ela. E indo até o balcão pede mais uma dose de conhaque
– Engraçadinho. — Myle acompanha ele. — Não quero ser chata, mas amanha tenho que estar as 8 da manha na academia, se não John me demite.
– Poxa vida. Vou te levar então. — Adam sorri e paga a conta. — Tchau pessoal! — ele berra aos amigos do bar.
– Se quiser pode ficar, eu pego um taxi, não quero estragar sua noite. — Myle olha para ele.
– Tudo bem, faço questão, afinal cada segundo ao seu lado, torna essa noite ainda mais maravilhosa.
– Ok. Tchau Mallone. — Myle acena para ele e caminha para fora com Adam.
– Tchau minha jovem. Tchau Ad. — Mallone cumprimenta o amigo e depois o casal sai dali.
– Temos que repetir a dose. E desculpe por fazer você voltar cedo. — Myle olha sem graça para ele.
– Fica sossegada, tenho certeza que aqui com você é bem melhor que ficar lá. — Ele morde os lábios, enquanto seus olhos percorrem o corpo dela.
– Nós temos nosso publico. — Myle ri e olha para ele. — Não estou bêbada bonitão.
– Droga! — e dá um soco de leve no volante — Missão falhada. — Ele olha ela e balança a cabeça, posteriormente dobra uma esquina.
– Eu não tenho nem palavras pra definir essa noite Adam. — Myle observa ele enquanto Adam dirige.
– Eu tenho, foi bem maravilhoso mais que perfeito! — Adam faz uma cara de apaixonado.
– Como podemos morar tão longe de todos os lugares. — Adam parecia inconformado.
– Nós nos escondemos. — Myle ri e senta de lado para olhar ele melhor.
– Já vi que você é garantia de risos.
– Faço o meu melhor. — Ela pisca para ele e sorri.
– É apaixonante uma garota que tenha um papo bom e saiba fazer boas piadas. — Adam continua analisando.
– Ah é? Não vai se decepcionar comigo então. — Myle passa seus dedos pelo braço dele e morde seu lábio.
– De maneira alguma. — Ele aproveita a parada no farol e olha para Myle.
Ela se aproxima de Adam e dá vários beijos pelo pescoço do rapaz.
– Até que morar longe tem uns benefícios. – Ela sussurra. — Posso abusar de você...
– Hey, mas essa história deveria ser o oposto. — Ele fala e solta uns gemidos de prazer, enquanto sua mão percorre as coxas dela.
– Não agora... — Myle sussurra e morde a orelha de Adam.
Adam arrepia e se inclina no banco. Não queria que aquele sinal liberasse tão cedo. Myle volta a beijar o pescoço de Adam e sorri ao ver o que ela causava no rapaz. O sinal abre. Ambos se olham e depois Adam ri.
– Somos inteiramente loucos.
– Só as melhores pessoas são. — Myle sorri para ele e volta para seu lugar.
– Estou em total acordo. — Adam pisca a ela seduzindo.
– Golpe baixo comigo Adam. — Myle olha para ele. — Eu queria estar te beijando e você ainda faz charme? Impossível resistir a você assim.
– Desculpe. Mas, você que é fácil resistir a você. — Adam fala e volta a dirigir pelas ruas.
– Engraçadinho. — Myle sorri para ele e suspira ao ver ele virar na rua onde eles moravam.
– Eu também ia suspirar. — Adam abaixa a cabeça.
– Bom, a noite ainda não acabou. — Myle olha para ele.
– Às vezes é bom visitar a cada do vizinho.
– Então vem comigo, vem conhecer minha batcaverna. — Myle ri.
– Não seria incomodo? — Ele brinca estacionando na divisa da república e da casa de Adam
– Incomodo seria se você recusasse. — Myle desce do carro assim que ele estaciona e espera por ele.
Adam segue a garota, acionando o alarme. Adam não sabia ao certo o que ia rolar, mas não seria precipitado uma transa. Myle vai até a casa, destranca a porta e espera por Adam. A noite estava muito boa, mas ela queria conhecer Adam um pouco mais, para que esse "relacionamento" desse um passo adiante. Adam segue e observa a primeira visão da casa, quando Myle acende a luz.
– Uau. Bastante aconchegante e aquela poltroninha parece ser um bom lugar para... — Ele olha ela safado.
– Ah ela deve ser sim, mas... — Myle olha em volta e vê varias roupas espalhadas pela casa. — Bom, eu queria ter uma explicação por essa bagunça, mas seja la quem fez vai ter que aguentar a fúria da general Lia quando ela acordar. — Myle fecha a porta e coloca sua bolsa no sofá. — Vem. — Ela segura a mão de Adam e o leva ate a poltrona.
Adam tenta conter o riso, mas é inevitável. Não fazia ideia do que tava acontecendo, mas por ser uma situação inusitada deixou a noite ainda mais especial e cômica.
– Tá rolando um swing aqui? — e continua a rir.
– Pelo que parece, Jack e Anne estão com a corda toda. Duvido muito que a Lia esteja nesse meio. Mas deixa eles pra lá e vamos curtir nosso momento juntos. — Myle empurra ele contra a poltrona o fazendo sentar e senta no colo dele. Ela sorri e o beija. Um beijo calmo, com carinho.
Adam retribui ao beijo sem afobação, queria sentir o calor daquela boca, sua mão percorreu aqueles lindos cabelos ruivos acariciando-os. Myle sente o carinho dele e sorri entre o beijo. Ela coloca suas mãos na nuca do rapaz e acaricia aquela região. Ele também libera um sorriso, tudo estava tão lindo. Diferente do lance que teve com Lia, dessa vez ambos queriam se sentir e proporcionar prazer ao outro. O clima mágico aumentou quando os corpos começaram a se aquecer. Myle se afasta de Adam e olha nos olhos dele.
– Se continuarmos sabemos onde isso vai parar.
– Sim, também acha precipitado? — Adam olha ela ofegante e com a boca com um pouco de batom.
– Desculpe, mas acho sim. — Myle limpa a boca dele e sorri.
– Tudo bem, eu iria parar também. Acho que precisamos deixar as coisas rolarem no tempo delas.
– Concordo, na hora certa vai rolar. — Myle se aproxima e da um selinho em Adam.
– Bem, acho melhor eu ir. Você precisa descansar. — ele sorri fofamente.
– Se quiser pode dormir aqui.
– Com certeza, não iríamos conseguir. — ele ri.
– Tem razão. — Myle ri. — Mas podemos ficar mais um pouquinho aqui.
– Sim. — ele abraça ela e coloca a cabeça dela em seu peito, fazendo carinhos. — Você, essa noite nunca esquecerei.
– Eu nunca me senti tão bem com um homem como me sinto com você. — Myle sente o carinho dele e sorri sendo sincera.
– Sério? Te transmito algo tão forte assim? — Adam comemora em sua mente.
– Sim. Não me sinto um objeto quando estou com você.
– Objeto? Como assim? Wow... — Adam olha para ela como se quisesse ler sua mente e identificar o que sentia.
– Antes de ser garçonete eu fazia programas na Fire, não passava de um objeto nas mãos daqueles caras. Com você é diferente.
– Sinto muito. Acho que me lembro desse fato, sinto muito mesmo. Mas agora quero provar a você que não é um objeto.
Myle olha para ele e sorri.
– Você é incrível Adam.
– Obrigado e você inesquecível.
Myle sorri e o beija novamente.
O beijo retribuído e na empolgação ambos acabam caindo da poltrona. Adam gargalha com a queda.
– Querendo me matar no primeiro encontro?
– Autch! — Myle ri. — Me pegou.
Os risos invadem a sala, Adam faz cara engraçada ao se lembrar que não pode rir mais alto assim. Eles se levantam e colocam a poltrona no lugar. Adam deita o sofá e Myle deita com ele, eles assistem um pouco de TV e acabam pegando no sono ali mesmo na sala.
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