Couples on Fire
84 Capítulo 84
Notas iniciais
– O que?! — Anne se levanta.
– Sente-se Anne, por favor... — John olha ela.
– Desculpa John, mas vocês não são meus pais. Meus pais são o Sr. e a Sra. Collins. — Anne olha eles.
– Anne, eu entreguei você a eles. — Joanne suspira. — Eu e John namorávamos na adolescência, eu engravidei e fui embora, John nunca soube de nada, ele descobriu agora, assim como você.
– Sei que vai ser difícil para você entender agora, mas sim, Anne, você é minha filha. — John sente seus olhos marejarem.
Anne balança a cabeça negativamente e sente umas lágrimas escorrerem pelo rosto dela.
– Eu não posso acreditar nisso, eu não quero acreditar nisso.
– Anne por favor... — John sente seu coração doer, ele queria que ela tivesse uma fácil aceitação.
– Não dá John. Desculpe, mas eu vivi anos da minha vida pensando que meus pais me odiavam, por isso tinham me deixado com os Collins e hoje eu descubro que minha mãe foi egoísta e meu pai um coitado que foi outra vítima dela. Não dá pra aceitar. — Anne caminha pela sala.
– Anne, não foi assim... — Joanne olha ela.
– Como foi então? Me explica. Fala que você não foi egoísta, fala que você não me privou de crescer com vocês e não com uma família que me tratava como uma intrusa. — Anne grita irritada.
– Anne não... — John já chorava.
– Anne, por favor, se acalme e tente entender e ouvir o que eu tenho pra dizer. — Joanne se aproxima dela.
– Não chega perto de mim. — Anne se afasta dela. — Eu não quero mais ouvir nada. — Ela caminha até a porta e sai do escritório, descendo a escada rapidamente.
– Anne, Joanne tem mais para falar. — John desce atrás dela.
– Eu não quero ouvir John. — Anne se vira e olha ele. — Por favor...
– É John, por hoje, acho que já foi o suficiente... — Jev fala na base da escada e abre os braços para que Anne viesse.
– Jev. — Anne abraça ele chorando.
– An... — Jev retribui ao abraço dela.
– Preciso voltar ao trabalho. — Anne sussurra para Jev.
– Não, você precisa ir para casa. — Jev sussurra de volta.
– Você sabia? — Ela olha ele.
– Não. Fiquei sabendo agora. — Jev olha ela.
– Mais alguém sabia? — Ela olha ele.
– Jack que me contou. — ele olha ela.
– Jack? — Anne suspira. — Acredito que a Lia também sabia. Me leva embora, por favor.
– Vamos. — Jev vai tirando ela dali — Pessoal vou levá-la, vejo vocês mais tarde.
Anne acompanha Jev abraçada com ele. Não queria olhar para ninguém.
– Certo, Jev. — Jack acena a ele e a Anne.
Damien pensa em se aproximar, mas certamente pioraria tudo. Blair segura na mão dele, a fim de tranquiliza-lo.
– O John está mal. — Lia suspira.
John escorou no corrimão da escada e chorava com a cabeça baixa.
Os clientes estavam distraídos com o número de dança de Duncan, Brody, Carol, Liza e Maggie. Jack havia pedido a ajuda deles, antes de contar a Jev.
Myle vai até o bar e pega um copo de água para John. Ela caminha até ele e entrega o copo ao chefe.
– Obrigado, Myle... Mas ela precisa mais do que eu. — John indica para sua sala.
– Vai ficar tudo bem John. — Myle sussurra para ele.
– Blair... Minha mãe. — Damien corre até as escadas, preocupado.
– Hey, Damien, calma. — Blair corre atrás dele.
John viu Damien passando e voltou a se escorar no batente. O garoto se desviou de Myle e ao parar na porta viu a mãe.
Joanne estava sentada na poltrona antes ocupada por Anne e chorava intensamente com a cabeça baixa.
– Mãe... — Damien foi até ela se ajoelhando em sua frente.
– Ela não reagiu bem filho. — Joanne sussurra.
– Estávamos preparados para isso mãe, mas sinta a leveza de ter revelado tudo, sinta. — ele tenta acalmá-la.
Joanne assente ao filho e o abraça, como se buscasse conforto. Ele abraça a mãe e repousa a cabeça dela em seu peito. Ele beija a cabeça dela e se controla para não chorar também.
– Obrigada filho. — Joanne sussurra.
– Eu estou aqui mãe, relaxe. — Damien olha para a porta e vê Blair.
– Licença. — Blair vai até eles e entrega um copo de água com açúcar para Joanne. — A senhora está bem?
Joanne pega a água e bebe um pouco.
– Vou ficar.
– Obrigado. — Damien sorri a ela.
– De nada. — Blair sorri.
– Bom, vamos voltar ao trabalho. — Myle vai até uns clientes que solicitavam atendimento.
– Já vou. — Lia se afasta de Jack e vai até John. — Você está bem?
– Não muito... Mas vou ficar, Li. — ele sorri a ela.
Jack detestou a cena e resolveu voltar ao bar.
– Se precisar de algo, sabe onde me encontrar. — Lia sorri. — Vou voltar ao trabalho. — Ela pisca para ele e volta a atender os clientes.
– Ah! Lia! Obrigado por ter esperado eu e Joanne contar. — John sorri a ela.
– Vocês precisavam fazer isso John, não eu. — Ela sorri a ele e segue até seu lado do salão.
– Pronto. Uma ruiva deprimida saiu, uma ruiva aventureira voltou. — Niky sorri a Deborah ao parar o carro.
– Eu amei isso! Quero fazer de novo! — Deborah sorri a ele.
– Teremos muitas outras oportunidades. — ele sorri para ela de canto.
– Acho bom. — Deborah sorri. — Obrigada Niky.
– Não foi nada... Você merecia isso. Concorda? — ele mantém o olhar nela.
– É. Concordo. — Deborah sorri.
– Afinal, você terá que se privar disso a medida que o bebê for se aproximando.
– Eu acho que eu nem deveria ter escorregado lá. Tenho certeza que o Leo vai ficar bravo com o que fiz, mas eu me diverti.
– Isso é o que importa. Você se divertiu.
– Quer entrar? — Deborah tira o cinto de segurança.
– Já aproveitei de você demais, hoje. Leon me mataria. — ele sorri.
– Ta tudo apagado, acho que ele não está em casa, mas tudo bem. — Deborah dá um beijo no rosto dele. — Obrigada Niky.
– Então, não deixarei você sozinha. — Niky sai do carro sorridente.
Deborah sai do carro e o leva até a casa. Ela abre a porta e vai para a cozinha.
– Ainda estou com fome, acredita nisso?
– Espero que não me faça vagar por Parksville atrás de tacos. — ele gargalha.
Leon também tinha o costume de brincar com isso.
– Hum... Tacos. — Deborah passa a língua pelos lábios. — Eu quero.
– Deborah... — Niky revira os olhos.
– Da próxima vez que me sequestrar, me leve a um restaurante mexicano, ok? — Deborah coloca umas vasilhas sobre a mesa e uma jarra com suco de abacaxi sobre ela.
– Você deve ter em um desses armários... Doritos! — ele fala animado.
– Tenho! — Deborah pega um pacote grande no armário e mostra para ele.
– Sei fazer um molho que fica perfeito com eles. Sai da frente. — ele vai passando por ela indo na direção ao armário procurando ingredientes.
– Delicado... — Deborah ri.
– Fresca... — ele coloca a panela no fogo com água.
– Mas você me ama. — Deborah pisca para ele.
– E vice-versa. — ele faz careta a ela.
– Tem razão. — Deborah ri. — Se importa se eu subir e tomar um banho rápido?
– Claro que não. Vou preparar tudo aqui! Podíamos ver o People Choice Awards e rir dos quilinhos a mais da Drew Barrymore. — ele fala em um tom afeminado.
– E da Kristen Bell também. — Deborah ri enquanto sobe a escada.
– Tá melhor, mãe? — Damien fala olhando ela pelo espelhinho.
Blair havia pedido para vir junto queria ajudá-los no que precisasse.
– Estou Damien. Obrigada filho. — Ela força um sorriso.
Blair olha para Damien e coloca a mão sobre a dele.
Um sorriso de canto não demora a surgir involuntariamente.
– Ela vai nos aceitar, eu sei que vai.
– Vai sim, foi um choque pra ela e bom, ela vai se acostumar com a ideia e vai amar vocês. — Blair sorri.
– É, ela vai. — Joanne suspira.
– Obrigado, Blair. — Damien segura na mão dela.
– Não precisa agradecer. — Ela sorri.
Ele estaciona o carro em frente a sua casa do lado da república e remove o cinto.
Joanne sai do carro e vai para casa, deixando os dois para trás. Ela queria apenas tomar um banho e dormir, se é que conseguiria dormir.
– Posso fazer algo por vocês? — Blair olha para Damien.
– Claro. — ele fala ao sair do veículo.
– O que? — Blair olha ele.
– Pode ficar conosco? — ele olha ela.
– Claro! — Blair sorri. — Vou fazer um brigadeiro pra vocês. — Ela segura na mão dele e caminha até a entrada da casa.
Damien acompanha ela, ele sabia que precisaria da ajuda dela, teria que se controlar para não ficar triste como a mãe.
Blair entra na casa de Damien e vai com ele até a cozinha.
– Bom, se me der licença... — Ela abre a geladeira. — Hum... Morangos, framboesas, chantilly... Quer mesmo o brigadeiro? — Ela ri.
Ele se escora no balcão e parece longe... Estava querendo ouvir se a mãe chorava na parte de cima da casa.
– Damien? — Blair olha para ele. — Hey, planeta terra chamando.
– Eu sabia que seria assim, mas não queria que fosse assim. — ele olha ela.
– Sei que você e sua mãe esperavam uma outra reação, mas pensa, se coloque no lugar dela. Poxa, ela pensava que os Collins eram os pais dela e hoje, no aniversário de 3 anos da morte dos "pais" dela, sua mãe e o John aparecem e falam que eles são os verdadeiros pais dela. Caramba, é um choque e tanto.
– Caramba! Você está certa, mas falou de mais. — ele ri e agradece por ela ter feito isso.
– É, desculpe. — Blair sorri amarelo e olha ele. — E então, brigadeiro ou frutas com chantilly?
– Frutas com chantily. — ele sorri e fica olhando a beleza dela.
– Ok. — Blair pisca para ele e pega as frutas na geladeira.
– Apartamento essa é Anne, Anne este é o barraco do Jev. — Jev fala ao abrir a porta.
– Ah... — Anne sorri e entra no apartamento dele. — É a sua cara.
– Fala isso pela poltrona cheias de claves de sol? — ele corre até ela e se joga — Ela é tão macia... — ele fala dengosamente.
– E pelas guitarras e pelos violões pendurados. — Anne sorri e se senta no sofá.
Ele segura na mão dela e olha ela penetrantemente. "Sinto muito meu amor... Sinto muito mesmo..."
– O que eu faço Jev? Eu to sem chão.
– Vem cá. — Jev abraça ela — Senta aqui e me fala o que sente...
Anne senta no colo de Jev e retribui ao abraço dele.
– Eu estou confusa. Não sei o que pensar, não consigo assimilar isso. Hoje eu pensava que faziam 3 anos que meus pais estavam mortos, mas na verdade eu descobri que meus pais adotivos que estão mortos. Caramba, isso é demais. — Ela desabafa.
– Mas... Você vai tentar se aproximar deles em algum momento? — Jev pensa se sua pergunta não foi muito precipitada.
– Eu não sei. — Anne suspira. — Não sei se eu devo, sei que o sonho do John sempre foi ser pai, conheço ele há anos, já essa mulher... O que eu devo esperar dela?
– Talvez alguém que queira reparar seus danos. — ele suspira.
– Acha que devo dar uma chance a ela?
– Não por hora amor... Você precisa do seu tempo. Mas acredito que você e ela precisam sentar e conversar. — Jev sorri a ela e beija sua testa.
– É. — Anne sorri ao sentir o beijo. — Te amo Jev.
– Te amo também. — Jev beija a mão dela — Agora quero que vá tomar um banho e me encontre no quarto. Farei uma massagem a você. — Jev sorri se levantando.
– Hum... Quero ser mimada assim mais vezes. — Anne sorri e se levanta.
– Claro que terão outras vezes, boba. — ele estende a mão para que ela pegue — Quem sabe eu não resista e entre no banho com você.
– Eu iria adorar. — Anne sorri e segura na mão dele, o acompanhando até o banheiro.
– Hoje a meta é te deixar confortável para refletir sobre tudo. — ele fala num tom científico.
– Uau! Gosto assim. — Anne sorri e entra no banheiro com ele.
– Toma mãe... — Damien entra no quarto dela — Blair fez frutas com chantili. Confesso que me surpreendi com mãos tão talentosas. — ele ri.
– Ah, obrigada filho. — Joanne se senta na cama. — Não seja irônico. — Ela ri com ele.
– Está horrível. — ele cochicha — Mas, coma. — ele brinca, claro que as frutas estavam deliciosas.
– Ok. — Joanne sorri e come um pouco das frutas. — Estão ótimas!
– Eu sei. Só queria te fazer sorrir. — ele olha para a porta — Entre Blair...
– Conseguiu filho. — Joanne sorri e limpa sua boca. — Por favor, Blair, fique a vontade.
– Obrigada. — Blair sorri sem jeito e entra no quarto. — A senhora está melhor?
– Eu estou sim querida, obrigada por se preocupar e por nos ajudar.
– Imagina, eu gosto de vocês e quero vê-los bem. — Blair sorri e senta ao lado de Damien.
– Seria uma boa nora... — Damien pensa alto.
– Ah com toda certeza. — Joanne concorda com o filho.
– Ah, obrigada. — Blair sorri.
– O que? Eu falei alto? — ele se assusta.
– Falou Damien. — Blair ri.
– Discreto... — Joanne ri também.
– Desculpe. — ele olha Blair.
– Tudo bem. — Ela sorri para ele.
– Obrigada Blair, mais uma vez pelo que está fazendo por nós. — Joanne olha ela.
– Não precisa agradecer Joanne, eu faria novamente e quantas vezes fossem preciso. — Blair sorri. — Só quero vê-los bem.
– Está mais calma? — Damien olha Jo.
– Sim filho, obrigada. — Joanne sorri.
– Vou levar Blair até a república, mãe. Termine as frutas e descanse. — Damien fala num tom firme.
– Ta bom filho, Blair querida, muito obrigada. — Joanne sorri.
– Imagina Joanne. — Blair se aproxima e abraça ela. — Fique bem e quando precisar, é só me chamar.
– Não diga isso que eu farei isso a todo momento. — Joanne ri e retribui ao abraço dela.
– Quanta fofura. — Damien ri.
– Bobo. — Joanne revira os olhos.
– Vamos antes que você use ainda mais sua ironia. — Blair ri e acena para Joanne saindo do quarto, esperando ser seguida por Damien.
– Vamos. Mãe se lembra do que falei. Termine de comer e durma. — Damien adverte.
– Sim senhor capitão. — Joanne bate continência e sorri ao filho.
– Veremos. — ele fala ao sair com Blair do quarto.
– É tão lindo ver como você cuida dela. — Blair sorri e desce a escada com ele.
– Temos uma relação bacana, ela em muitos momentos foi minha melhor amiga. — Damien fala.
– Também sou assim com a minha mãe. — Blair abre a porta.
– Como ela chama?
– Meredith Howell. — Blair sorri.
– Quem sabe um dia eu a conheça. Preciso agradecê-la. — ele fala ao fechar a porta de sua casa.
– Agradecê-la? — Blair olha ele sem entender.
– Sem ela, não haveria você, entende? — ele sorri e suas bochechas coram.
– Ah, é... — Blair sorri sem graça. — Nunca me falaram algo tão lindo assim..
– Sério? Nem o... — ele cessa ao perceber que iria provocar.
– Nop. — Blair sussurra.
– Desculpe, não quis ser provocativo. — ele fala.
– Não foi, tudo bem. — Blair sorri.
– Gosto do seu cabelo assim. — ele admira.
– Ah, obrigada. — Ela sorri. — Gosto de você assim, tranquilo.
– Deve ser porque ainda não tive nenhuma crise, em 1 semana. — ele dá de ombros.
– E aí você estragou tudo. — Blair revira os olhos.
– O quê? — ele para e olha ela.
– Você precisa parar de achar que sua doença é um empecilho Damien! Poxa vida! — Blair se irrita.
– A palavra doença já diz que é um empecilho. — ele fala e balança a cabeça negativamente.
– Você deixaria isso nos atrapalhar? — Blair olha ele. — É, quer dizer..
– Oi? — ele sorri e volta a olhá-la.
– Ah, você entendeu. — Blair fala sem graça.
– Blair, desculpe, mas... — ele vai prá cima dela e a beija.
Blair retribui ao beijo surpresa. Queria ter feito isso na boate, mas sabia que seria errado, assim como estava sendo agora, mas não conseguia evitar, Damien a atraía como nenhum homem havia feito com ela, nem mesmo Niky.
Damien abraçou-a e trouxe seu corpo para mais perto. Ele realmente não queria lembrar que havia outro, ele só queria sentir aquela força que os atraia. Um sorriso bobo não demorou a aparecer.
Blair retribui ao abraço e se aconchega, sentindo o perfume dele. Ela sorri e suspira, gostando daquilo. Ele volta a beijá-la depois de sentir o calor da aproximação.
Niky havia resolvido dormir com Blair na república, depois que Deborah havia se entregado ao sono. Ele parou o carro e viu exatamente tudo. Seu coração apertou e sua respiração ficou instável, ele queria fazer tudo e por outro lado não teve reação.
Blair sorri entre o beijo entrelaça os dedos na nuca de Damien, se aproximando ainda mais dele.
Niky decidi tocar o carro e sair dali e assim o faz, no entanto tal reação é convertida ao desejo de interromper aquela palhaçada. Ele sai do veículo e bate a porta. Damien se assusta com a batida e vê Niky se aproximando, um soco o faz cair ao chão.
– Faça bom uso, Blair. — ele fala a ela e vai saindo dali.
– Niky! — Blair olha ele assustada. — Damien, você está bem?
Niky entra em seu carro e sai dali, cantando pneu.
Damien começa a sentir o ar faltar nos pulmões, porém, felizmente estava com a bomba e já usou-a.
– Babaca! — Blair berra ao ver Niky sair dali. — Hey... — Ela se ajoelha diante de Damien. — Desculpe.
– De certa forma ele está certo, Blair... — Damien se senta na grama da república.
– Levanta, entra. Eu vou cuidar de você.
Ele se levanta de acordo com que ela diz e começa a respirar naturalmente de novo.
Blair o leva para dentro da república e o deixa na sala. Ela corre até o banheiro e volta com o kit de primeiros socorros nas mãos.
– Senta. — Ela aponta para o sofá.
– Mas... — ele resolve não resmungar nada e deixa ela agir.
– Shhh... — Blair coloca um pouco de anti-séptico em um algodão e passa pelo corte no lábio dele. Os olhos dela se enchem de lágrimas e ela respira fundo, para que elas não escorram pelo rosto dela.
– Blair... — ele faria algo, mas ela novamente pede por silêncio.
– Desculpe por isso, foi minha culpa, nunca imaginei que ele faria isso. — Ela sussurra. — Foi covardia...
– Não precisa pedir desculpas, eu iniciei o beijo. E mesmo sem perceber já tinha aceitado lutar por você. — ele sorri.
– Mas eu retribui, não que eu me arrependa disso, pois não me arrependo, eu queria beijá-lo desde quando nos encontramos na Fire, mas o certo era ter terminado com ele de uma maneira mais civilizada.
– Sério? Você... — um sorriso gigantesco o consome.
– É... — Blair sorri sem graça. — Eu quero ficar com você, eu iria conversar com o Niky e terminar de uma maneira melhor, mas agora, é definitivo.
– Eu... Eu... — ele fica ofegante e abraça ela apaixonadamente.
Blair retribui ao abraço e deita sua cabeça no ombro dele.
– Desculpe pelo que o Niky fez... — Ela sussurra.
– Relaxa. Relaxa... — ele faz carinho no cabelo dela — O importante é que agora tudo vai se resolver.
– Não está mais bravo comigo? — Ela olha ele. — Porque... Antes você estava.
– Nunca estive bravo, queria me afastar e ver se esse sentimento sumia. — ele suspira — Missão falha.
– Ainda bem que não sumiu. — Blair sorri.
– É... Agora podemos alimentá-lo. — Damien beija ela.
Blair retribui ao beijo com cuidado para não machucá-lo mais.
– Tchau George, boa noite. — Jack acena ao DJ ao sair da boate de mãos dadas a Lia.
– Tchau G. — Lia sorri e acompanha o namorado.
– Eu tava pensando... Quantas reviravoltas, não? — Jack olha a namorada — Você trouxe Anne para trabalhar justamente na boate do pai dela.
– É, e ainda bem que o John não está mais com a Ellen, imagina a reação dela.
– Ela iria arrancar cabeças. — ele faz cara de terror.
– Com toda certeza. — Lia ri.
– Sabe que até hoje eu não entendo o que deu nela. Tá! O fato de ser estéril é um bom motivo, mas... — Jack balança a cabeça negativamente.
– O sonho do John era ser pai, ele me contou quando ficamos juntos, acho que ela pensou que ele largaria dela. Ellen sempre amou o John e por medo sacrificou o casamento.
– Resumindo: Surtou legal. — Jack dá de ombros.
– É, mas deixa ela pra lá. O que importa agora é ajudar a Anne e ficarmos juntos.
– Sim! É tudo o que importa... O que acha que ela deve estar pensando? — Jack pega seu capacete e entrega um a namorada.
– Que a vida dela virou de ponta cabeça e com certeza ela está com raiva de nós. — Lia suspira e coloca o capacete.
– Raiva de nós? — ele arqueia uma sobrancelha a ela, antes de colocar o capacete.
– Sim. Nós sabíamos e ela não. — Lia dá de ombros. — Anne Collins, amor.
Ele coloca o capacete e munta na moto.
– Novamente isso... Não eu não quero isso.
– Nem eu, mas teremos que enfrentar a fúria dela. — Lia sobe na moto e segura na cintura dele, colando seu corpo ao do namorado.
– Droga! — ele da a partida e sai dali com ela.
– Vamos deixar pra fazer isso quando ela vier brigar conosco, mas agora eu quero é ficar com você.
– Isso, juntos novamente. — ele dobra uma esquina.
– Pra sempre. — Lia sorri.
– É, prá sempre. — Jack aumenta a velocidade e não consegue esconder um enorme sorriso por ter ouvido isso dela.
– Que tal chegarmos em casa, tomarmos um longo banho e depois beber um bom vinho? — Ela faz carinho nele.
– Ai eu removo minha regata... — ele provoca.
– E eu distribuo beijos pelo seu pescoço e tórax...
– E minha mão percorre suas coxas e se encaminham para...
– Ah Jack... — Lia morde o lábio. — Acho bom pararmos com isso.
– Ah Li... — ele ri e dobra uma esquina.
– Não ria de mim. — Ela dá um tapa no braço dele.
– Gosto dessa Lia mandona.
– E eu desse Jack safado. — Ela sorri.
– Bennnn! — ele faz a típica buzina negativa.
– Bobo. — Lia ri. — Vai demorar muito pra chegarmos?
– Eu garanto que não. — ele olha pelo espelhinho e dobra a esquina da república.
– Uh, gosto assim. — Lia sorri.
Não demora muito e Jack estaciona a moto em frente a república. Ele desce e aguarda Lia descer também.
Lia desce da moto e tira o capacete.
– Jay...
– Oi? — ele olha ela, ao desligar a moto.
– É, ah, nada. Vem, te falo lá dentro.
– Ok... — ele abre a porta e estranha ver Blair e Damien dormindo no sofá — Eita... — ele olha Lia como se perguntasse o que fazer.
– Uou! — Lia olha surpresa para o casal. — Deixe eles. Vem. — Ela sobe a escada em silêncio para não acordar o casal.
– E o Niky? — ele arqueia uma sobrancelha para ela, enquanto sobe.
– Boa pergunta. Espero que ela esteja fazendo a escolha certa e que não seja mais uma Myle na república. — Lia ri e entra em seu quarto.
– Que deselegante... — Jack gargalha.
– Super, mas enfim... Banho e depois uma conversa sobre nós? — Ela olha ele.
– Certo. — ele sorri.
– Não demoro. — Lia pega sua toalha e vai até o banheiro.
Leon abre a porta do quarto e sorri por ver Deborah ali dormindo lindamente. "Por onde esteve?"
Deborah se remexe na cama e abre os olhos.
– Leo?
– Hey sumida. — ele sorri e remove seu sapato.
– Oi... — Deborah sorri. — Tudo bem?
– Estou sim e você? — ele remove a camisa e desabotoa a calça jeans.
– Estou ótima! — Ela se senta na cama e morde o lábio olhando para ele.
– Fugiu para onde mesmo? — ele tenta disfarçar a pitada de ciúmes na sua fala.
– Niky me sequestrou. — Deborah ri. — Ele me levou para conhecer uns amigos dele. Tinha um escorregador de lona gigante! Foi incrível!
– Niky... — ele não faz uma cara agradável.
– Sim, meu amigo. — Deborah olha ele. — Ainda com ciúmes? Ele é seu cunhado Leo!
– Eu sei, desculpa. — ele passa a mão pelo rosto — Tava precisando sair, não é?
– Coincidentemente, Blair me sequestrou para a Fire. — Leon ri.
– Eles formam um belo casal, até nas idéias são iguais. — Deborah ri, mas para ao sentir um chute em sua barriga. — Acho que alguém quer atenção aqui.
– Tina? — Leon se inclina e posiciona seus ouvidos na direção do útero dela.
– Porque acha que é menina amor? — Deborah passa os dedos pelo cabelo dele.
– Nós 2 compartilhamos dessa opinião. — ele revira os olhos.
– Não precisa revirar os olhos também. — Deborah bufa e tira as mãos do cabelo dele.
– Mas não é? Parece algo sobrenatural, mas sinto que o bebê é uma menina. — Leon explica.
– Descobriremos isso amanhã, na hora do exame. — Deborah passa a mão pela barriga.
– Jack e Lia, vão? — ele olha ela.
– Lia não sei, mas o Jack quer ir. Se você não se importar. — Deborah olha ele.
– Ainda é estranho, mas o bebê é dele. — Leon fala sinceramente.
– Mas quem vai criá-lo, é você. — Deborah sorri.
– É... Tem razão. — ele aperta a bochecha dela.
– Eu te amo Leo. — Deborah sorri.
– Eu também meu amor. Me desculpa pelas minhas atitudes negativas. — ele abraça ela.
– Não tem o que desculpar meu amor. — Deborah se aconchega nele. — Não se preocupe e me desculpe por te magoar e por te preocupar.
– Relaxe quanto a isso meu amor. — ele vai até ela e a beija.
Deborah retribui ao beijo de Leon e coloca as mãos na nuca dele, aprofundado o beijo.
Ele se entrega ao afago dela. Depois da descoberta a respeito da paternidade de Jack, eles não estavam inteiramente bem, Leon desejava que isso mudasse a partir desse momento.
– Jay? — Lia olha para ele enquanto termina de passar creme em suas pernas.
– Hey? — Jack morde o lábio ao vê-la.
– Nada disso que está pensando. — Lia ri e senta ao lado dele. — Eu quero conversar com você.
– Minha língua pode conversar com a sua, enquanto rolamos pela cama. — ele faz cara de safado.
– Palhaço. — Lia joga um travesseiro nele. — É sério.
– Certo. Pode dizer. — ele ri.
– Primeiramente, me perdoe por agir como uma idiota. Você compartilhou comigo algo que é seu sonho, que está se tornando realidade e eu pensei somente em mim mesma. Me desculpe por isso Jay. — Lia olha nos olhos dele.
– Tudo bem amor. — ele segura na mão dela — Você precisa de um tempo para lidar com tantas informações. — ele tenta amenizá-la.
– Eu lidei, bom, o John me ajudou. — Ela vê ele fazer careta e sorri de lado. — Desculpe, mas eu não tinha com quem falar. Todos vocês tem um amigo pra contar e eu, bem, só pensei em alguém para me ajudar, George não estava em casa e só me restou o John.
– Relevarei. — ele sorri bobamente.
– Só quero que fique claro uma coisa, eu amo você, mais do que tudo que você possa imaginar e sempre estarei do seu lado. — Ela sorri. — E eu amarei essa criança, como se ela fosse minha.
– Eu também amo você de uma maneira transbordante! — ele abraça ela forte com extremo carinho.
Lia retribui ao abraço e sorri apaixonada.
– Você é tudo pra mim Jay e não quero te perder.
– Você também meu amor... Ah! — ele se recorda — Amanhã irei acompanhar Deb na ultrassom reveladora. Quer ir?
– Ah, não sei. — Lia sorri sem graça. — Você quer que eu vá?
– Sem sombra de dúvidas. E Deborah também, acredite. — ele sorri.
– Então eu vou. — Lia sorri, embora não se sentisse 100% a vontade, faria aquilo pelo namorado.
– Yes! — Jack comemora.
– Agora, será que podemos fazer aquilo que comentamos enquanto vínhamos pra casa? — Ela morde o lábio e olha para ele.
– Aquilo... — ele sorri de lado e se aproxima mais dela.
– Aquilo. — Lia beija Jack e senta em seu colo.
Jack passa a mão pelo cabelo dela e se movimenta sexualmente por debaixo dela.
Lia morde o lábio dele e rebola no colo do namorado. Estava com saudade dele e a noite seria prazerosa para os dois.
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