Couples on Fire
58 Capítulo 58
Notas iniciais
Myle respira fundo e sorri sentindo o cheiro do mar.
– Adoro esse lugar.
– É minha segunda casa... Meus pais moram por aqui. — Duncan suspira e continua dirigindo.
– Porque não mora com eles? — Myle olha para ele.
– Me expulsaram de casa... — Duncan permanece atento ao trânsito.
– Somos quase parecidos então... — Myle suspira.
– Sim... Um dia ainda conhecerá minha história. — Duncan sorri e vai diminuindo a velocidade do carro.
– Porque não hoje? — Myle olha para ele.
– Por que quero que a noite seja alegre e nosso passado não foi.
– Mas não podemos ignorá-lo.
– Por favor, Myle... Vamos deixá-lo de lado, só hoje. — Duncan olhou ela.
– Desculpe. — Myle olha sem graça para ele.
– Desculpe eu... É que... É algo que ainda não me faz bem. — Duncan segura na mão dela de novo, era gostoso fazer isso.
– Eu não deveria ter insistido. Não tinha o direito. — Ela faz carinho na mão dele. — Desculpe.
– Isso é bobo. Estamos pedindo desculpas um ao outro há 2 esquinas. — ele ri e estaciona o carro na orla.
– Tem razão. — Myle ri e desce do carro.
Ele sai do carro e estende a mão para que ela segure.
– Não ligue, vão me zoar por estar assim com você. — Duncan ri e coça o cabelo.
– Por que? — Myle sorri.
– O pessoal lá vão achar que você é minha namorada. — Duncan ri.
– Ah, nós damos um jeito nisso. — Myle ri.
Eles vão andando pela areia e dá prá se ver um barco de médio porte que tocava alguns músicas dançantes. Ele estava ancorado num porto particular. As luzes piscavam, parecia bem animado.
– Aquele é o Sheeps. É um bar, discoteca, navio. — Duncan ri e aponta para o barco.
Myle olha surpresa para o barco.
– Uou! Que... Diferente!
– Sim, é uma maravilha. E não sei se você se importa mas o pessoal aqui tem pouco juízo, pouco dinheiro, mas muita união e alegria.
– Eu lá tenho cara de quem frequenta lugares chiques e refinados? — Myle faz careta. — Gosto do povão. — Ela sorri.
– Sério... Então está no lugar certo. — eles vão se aproximando do barco e veem as pessoas dançando em passos que pareciam ensaiados. — Dança é o principal atrativo do Sheeps.
– Então você não vai me negar umas danças né? — Myle olha animada para o pessoal.
– Eu aprendi a dançar bem aqui. — Duncan pisca a ela.
– Dun! — Um rapaz vai até ele e o abraça — Galera olha quem está aqui o Dun!
– Desculpe My, sou famosinho aqui... — Duncan sorri de lado.
– Convencido... — Myle sorri.
– Dun! — o pessoal vai até ele o cumprimenta.
– Charlie, Daise, pessoal, esta é a Myle. — Duncan apresenta Myle ao pessoal.
– Oi gente. — Myle acena para o pessoal um pouco envergonhada.
– Myle! Oi tudo bem? — Daise se aproxima dela e a abraça.
– Oi! Tudo bem e você?! — Myle retribui ao abraço e sorri.
– Estou contente em ver que Dun arranjou uma namorada. — Daise sorriu ao amigo.
– Ele tá namorando? — alguém falou.
– Dun tá namorando! Dun tá namorando! — começaram a bater palmas e repetir isso.
– Mas que alvoroço é esse e por que pararam de dançar. — um homem atravessou os clientes e sorriu ao ver Duncan — Dun!
– Barry! — Duncan foi até ele e o abraçou.
Barry tinha a pele negra e tinha um cabelo um pouco grisalho, aparentava ter uns 40 anos.
Myle sorri sem graça para todos e olha para Duncan.
– Seu grande velho gordo. Como está? Vejo que aumento o Sheeps. — Duncan sorriu a ele.
– Estou muito bem... Sim, sabe como o Sheeps funciona, quem vem aqui nunca abandona. Precisei ampliar. — Barry ri.
A ruiva se aproxima deles e toca no ombro de Duncan.
– Barry essa é Myle... E não, não é minha namorada, estamos nos conhecendo. — Duncan ri.
– Muito prazer... Yolanda, venha cá. — Barry chama a mulher que vem até eles.
– Oi meu amor. — Yolanda se aproxima de Barry e sorri ao ver Duncan. — Resolveu aparecer Dun? — Ela o abraça.
– O prazer é meu Barry. — Myle sorri.
– Yo... — Duncan a abraçou demoradamente.
Myle sorri vendo o quanto eles eram próximos. "Será que eles acolheram o Dun, quando os pais dele o expulsou?"
– Veio matar saudade da comida mexicana da Yo? — Barry questiona.
– Vim matar a saudade deste lugar e o que ele representa prá mim e apresentá-lo a Myle.
– E essa garota linda? Conseguiu finalmente fisgar seu coração? — Yolanda sorri a Myle. — Muito prazer querida. — Ela abraça Myle.
– Prazer Yolanda. — Myle retribui ao abraço dela.
– Myle, Yolanda era Mexicana, ela conheceu Barry no Texas... — Duncan comenta.
– E como uma ladra roubou todo o meu coração até hoje. — Barry beijou a mulher.
– Nossa, que lindo isso. — Myle sorri.
Yolanda retribui ao beijo do marido sorrindo, amava aquele homem loucamente.
– Vem, precisam sentar e pessoal voltem a dançar. — Barry vai andando na frente.
Duncan segura na mão de Myle e segue Barry.
– Dun, depois precisam ensinar Myle a dançar. — Charlie diz.
– Com toda certeza, Chuck! — Dun pisca prá ele e continua a acompanhar Barry.
Myle acompanha Duncan e sorri para ele.
– Você vai comer o melhor taco da sua vida Myle! — Yolanda fala animada.
– A comida de Yolanda é maravilhosa. — Duncan sorri e segue eles.
– Eles são maravilhosos. — Myle entrelaça seus dedos com os dele e sorri.
– Oh, obrigado. Dizemos o mesmo de você, não é, querida? — Barry atravessa o balcão e aponta uma mesa próxima ao mar.
–Com toda certeza, e espero que da próxima vez que voltarem aqui, você.. — Yolanda aponta para Myle. — Tenha se decido e seja namorada do Dun. — Ela sorri.
– É. — Myle senta na mesa indicada por Barry. — Quem sabe.
Duncan se senta com Myle e balança a cabeça no ritmo da música de maneira engraçada. Amava o barco, o mar, esse lugar, as pessoas.
– É nítido o quanto gosta daqui. — Myle olha para ele. — Vejo no brilho dos seus olhos.
– Sim. Isso aqui é tudo. Interessante saber que olha fundo em meus olhos. Deixa eu ver como é. — ele mergulha nos olhos dela, um sorriso maroto brota em seus lábios.
– O que vê? — Myle sorri de lado.
– Fiquei perdido no meio de tanto verde, mas vejo que está alegre. — Duncan continua olhando.
– Muito alegre. — Myle sorri. — O que mais?
– Vejo um brilho diferente, como se estivesse descobrindo como ser feliz, talvez. — Duncan comentou.
– Bom, podemos parar com a análise.
– Sim... Que tal falarmos das coisas que mais amo em você. — Duncan olha prá ela e sorri de lado.
– São várias? — Myle sorri. — Pode falar.
– Amo seu sorriso prá começar, ele magnetiza meu olhar. — Duncan faz cara de "not bad" e ri.
– Não consegue falar sério nenhuma vez hein. — Myle ri.
– O jeito como você fala, cheia de gestos, acho fofo. — ele continua.
– Mania da minha mãe. Ela sempre fala assim, com as mãos.
– Amo o jeito com rebola ao andar... Extremamente excitante. — Duncan morde o lábio.
Myle abre a boca para dizer algo, mas acaba rindo.
– Sério?
– Sim, gostou do jeito que as bochechas coram com essas informações.
– Ai Duncan, para vai. — Myle olha sem graça para ele.
Duncan se aproxima dela e a beija deliciosamente, ele estava feliz por ela estar ali com ele, dividindo com ele a mesma vontade de provar uma nova aventura.
Myle retribui ao beijo de Duncan e segura no rosto dele. Queria guardar aqueles momentos para sempre em sua memória, Duncan fazia bem a ela, assim como Adam e Niky, o que dificultava ainda mais sua decisão.
Duncan passa a mão no cabelo dela e beijou levemente com movimentos calmos e proveitosos, os estalos aumentavam e o calor se formava ao redor deles.
– Acho melhor pararmos... — Myle se afasta dele.
– Tudo bem. — ele a deixa e espera o prato delicioso que Yolanda faria a eles.
– Bom apetite queridos. — Yolanda serve eles e se afasta. — Ele gosta dela, ela também, mas algo impede eles de ficarem juntos. — A mulher comenta com Barry.
– Deixe de ser xereta mulher. — Barry dá um tapa na bunda dela e ri.
– Hey! — Yolanda ri e atende os clientes.
– Obrigada. — Myle sorri e sente a boca salivar ao olhar para o prato de tacos.
– Pronta para atacar?
– Super pronta. — Myle pega um taco e morde. — Hum! Isso está muito bom! — Ela fala com a boca cheia.
– Yo tem uma mão abençoada. — Duncan ri vendo ela se deliciando.
– Tem mesmo. — Myle come mais um pouco.
Duncan levanta a mão e uma das garçonetes chega.
– Me traga uma cerveja por favor.
– Duas. — Myle sorri a garçonete.
A garçonete sai e Duncan come mais um taco.
– Agora sua vez. O que mais ama em mim. Sem contar minha bunda, por que isso é evidente. — Duncan gargalha.
– Ah droga! — Myle ri. — Bom, eu amo o jeito como você me provoca.
– Sério é... — Duncan morde o lábio de maneira sexy, com aquele olhar avassalador.
– Como agora... — Myle sorri. — Amo como você é espontâneo e faz as coisas sem se importar com o que vão pensar de você.
– Ah é? — ele olha ela Galera! — Duncan sobe na mesa e todos olham prá ele espantados — Quero uma salva de palmas prá minha gatona aqui, ela é ou não é um pedaço de mal caminho?
– É! — os caras dizem e começam a bater palma, assobiar.
Barry ameaçou bater palma, Yolanda o fuzilou ele sorriu amarelo e preferiu não se manifestar.
– Duncan! — Myle olha pra ele sem graça e fica vermelha. Ela abaixa a cabeça e usa o cabelo para se esconder.
Duncan faz um sinal para que eles parem.
– Valeu. — ele agradece e sorri pro pessoal.
Posteriormente ele volta a sentar na cadeira.
– Palhaço. — Myle olha para ele.
– E apaixonado. — Duncan pisca a ela.
O pessoal voltou a dançar pareciam incansáveis.
– Quase me mata de vergonha. — Myle ri e bebe um pouco da cerveja que a garçonete acabara de servir.
Duncan bebe um pouco também.
– Precisa se sentir a vontade aqui. São família. — Duncan ri.
– Pra você, eu sou uma estranha.
– Myle, para... Garanto que irá descobrir que não. — Duncan bebe mais um pouco da cerveja.
– Ta né. — Myle sorri.
– Hey! Chega de ver vocês ai parados, vão vir dançar conosco.
– Lara, agora...
– Sim, Dun e não aceitamos não como resposta. — Charlie disse.
– E você também Myle, pode vir aprender o que realmente é dançar. — Daise olha ela.
– Estava só esperando o convite dele. — Myle aponta para Duncan.
– O quê?! — Duncan ri e segue os amigos para a pista.
Não havia letra só ritmos, batidas. Mas o pessoal tinha inúmeras coreografias feitas e dançavam juntos.
– Não sei dançar as coreografias. — Myle tentava acompanhar, mas em vão. Chegava a ser engraçado.
– Assim, ó... — Duncan deu alguns passos para a direita e deu um giro — Vamos lá você consegue.
Myle segue as instruções de Duncan e acaba esbarrando em um casal ao girar.
– Desculpe.
– Tudo bem. — A garota sorri e volta a dançar com o namorado.
– Ta vendo? Desastre total.
– De novo... — agora Duncan faz os movimentos juntos com Myle.
– Agora foi fácil. — Myle sorri e entra no ritmo
– Assim agora... — Duncan move o corpo para a direita e bate palma, depois o mesmo para esquerda e bate palma, depois os braços para o alto e abriu-fechou eles 3 vezes.
Myle acompanha Duncan e se diverte.
– Fazia tempo que não me sentia tão bem.
– Agora rebola... — Duncan começou a rebolar, o pessoal também fazia os mesmos passos o que tornava tudo mais divertido.
Myle ri e rebola junto com Duncan.
– Agora vai descendo... — Duncan vai rebolando e descendo pro chão.
Myle rebola sensualmente até o chão e morde o lábio olhando para Duncan.
– Agora sobe sensualizando e bate palminha... — Duncan termina de ensinar os passos dessa dança.
Myle sobe e bate palma. Ela vê que todos reiniciam os passos e acompanha eles.
Duncan gosta de ver que Myle já estava seguindo os passos.
– Ela é boa! — Charlie comenta estava dançando atrás de Myle.
– Bagaçou! — Lara berra.
Myle sorri para eles e bate palma. Assim que a música acaba ela abraça Duncan.
– Você mandou muito bem! O pessoal já te idolatra. — ele pisca prá ela e a levanta prá cima.
– Obrigada! — Myle ri e assim que Duncan a abaixa, ela o beija.
Duncan retribui ao beijo dela, enquanto os amigos ao lado assobiam e batem palmas.
Duncan acaricia o pescoço dela e deixa o beijo mais envolvente.
Myle cola seu corpo no de Duncan e intensifica o beijo.
– Obrigado por essa noite maravilhosa... — Duncan fala durante o beijo.
– Não precisa agradecer. — Ela se afasta e sorri.
– Nunca esquecerei. Mesmo que no fim não seja prá nós ficarmos juntos. — Duncan sorri e coça o cabelo.
– Não vamos pensar nisso não.
– Tudo bem. — Duncan beija a mão dela e sorri.
– Sem querer ser chata, mas temos que ir não acha? — Ela sorri sem graça.
– Chata! — ele brinca com ela e gargalha.
– Palhaço. — Myle ri.
– Gostosa. — ele devolve e ri.
– Barry, Yolanda, muito obrigada pela recepção calorosa, mas já vamos. — Myle sorri.
– Mas já? — Barry olha para eles surpresos.
– Sim, Myle está esgotada e eu também. — Duncan sorri a eles.
– Trabalhamos demais hoje.
– É uma pena, mas vocês precisam voltar mais vezes. — Yolanda sorri.
– Claro que voltaremos Yo... — Dun sorri a ela e olha para Myle.
Barry passa o braço pelo pescoço de Yolanda e sorri a eles.
– Voltaremos sim. Com toda certeza. — Myle sorri.
– Vou esperar hein. — Yolanda sorri para eles
– Bem... Tchau Bar. — Duncan vai até o homem e o abraça.
– Tchau Dun, não demora prá vir, não, ok? — Barry fala ao abraçá-lo.
– Pode deixar. — Duncan sorri.
– Tchau Yolanda. — Myle abraça ela.
– Tchau minha querida. — Yolanda retribui ao.abraço. — Fica bem.
Duncan e Barry esperam os abraços terminarem para trocarem de par.
– Você também. — Myle se afasta e abraça Barry. — Muito obrigada.
– De nada minha querida. — Barry diz ao abraçá-la.
– Tchau Yo e muito obrigado mais uma vez, por serem maravilhosos comigo. — Duncan fala a Yolanda.
– Sempre seremos filho. — Yolanda sorri.
Duncan beija o rosto de Yolanda e cessa o abraço emocionado.
– Muito obrigada. — Myle sorri para eles e caminha para fora.
– Tchau Myle! — Lara, Charlie, Daise e os outros acenam.
Duncan dá um ultimo aceno a Barry e Yolanda.
– Tchau pessoal. — Myle acena para eles.
Yolanda acena para Duncan e abraça Barry.
– Tchau galera! — Duncan despede e vai saindo do barco – E ai?
– Eles são demais!
– Sabia que amaria. — Duncan pisca a ela e destrava o alarme.
– Já me conhece bem. — Myle sorri e entra no carro.
– Sim e você conheceu mais um pouco sobre mim. Sabe onde eu adquiri minha sensualidade também. — Duncan gargalha e abre a porta para ela.
– Bobo. — Myle ri.
– Nem sei como descrever o quão maravilhosa foi essa noite.
– Eu muito menos. — Myle sorri.
– Obrigado Myle. — ele falou de maneira singela.
– Porque está agradecendo? — Myle olha para ele.
– Pelo que me proporcionou hoje. — Duncan responde e liga o carro.
– Eu que tenho que agradecer. — Myle sorri. — Nunca me senti tão bem como hoje.
– Sério? Isso me dá vantagens? — ele gargalha.
– Ajuda no seu caso. — Myle ri.
– Yes! — Duncan comemora socando o ar.
– Bobo. — Myle sorri. — Não precisa me deixar na porta de casa, pode me deixar uns dois quarteirões antes, por favor.
– Adam? — Duncan olha Myle.
– É meu vizinho. — Myle olha sem graça para ele.
– Caramba... Se acha que é o melhor... — ele vai diminuindo a velocidade do carro.
– Desculpa.
– Tudo bem... — Duncan suspirou forte, mas parecia que as coisas não iriam dar certo para eles.
– Acho que estraguei a noite. — Myle suspira.
Duncan riu, amava esse jeito dela, sincero e espontâneo.
– Não. Sei que vai fazer o certo no momento correto. — Duncan olha ela. "Mas talvez não seja eu.”
– Eu vou. — Myle sorri.
– Boa noite, Myle... — Duncan beija o rosto dela e sorri.
– Boa noite Duncan. — Myle sorri. — Até amanhã.
– Até. — Duncan suspirou. Era melhor ele dar um tempo para Myle, provocá-la e sufocá-la com sentimentos não a ajudaria.
Myle desce do carro e acena para ele. Ela suspira e vai caminhando até a república. "Que confusão você se meteu My."
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