Notas iniciais
Capítulo inteirinho de Mycan =D ~Enjoy~

Myle respira fundo e sorri sentindo o cheiro do mar.

– Adoro esse lugar.

– É minha segunda casa... Meus pais moram por aqui. — Duncan suspira e continua dirigindo.

– Porque não mora com eles? — Myle olha para ele.

– Me expulsaram de casa... — Duncan permanece atento ao trânsito.

– Somos quase parecidos então... — Myle suspira.

– Sim... Um dia ainda conhecerá minha história. — Duncan sorri e vai diminuindo a velocidade do carro.

– Porque não hoje? — Myle olha para ele.

– Por que quero que a noite seja alegre e nosso passado não foi.

– Mas não podemos ignorá-lo.

– Por favor, Myle... Vamos deixá-lo de lado, só hoje. — Duncan olhou ela.

– Desculpe. — Myle olha sem graça para ele.

– Desculpe eu... É que... É algo que ainda não me faz bem. — Duncan segura na mão dela de novo, era gostoso fazer isso.

– Eu não deveria ter insistido. Não tinha o direito. — Ela faz carinho na mão dele. — Desculpe.

– Isso é bobo. Estamos pedindo desculpas um ao outro há 2 esquinas. — ele ri e estaciona o carro na orla.

– Tem razão. — Myle ri e desce do carro.

Ele sai do carro e estende a mão para que ela segure.

– Não ligue, vão me zoar por estar assim com você. — Duncan ri e coça o cabelo.

– Por que? — Myle sorri.

– O pessoal lá vão achar que você é minha namorada. — Duncan ri.

– Ah, nós damos um jeito nisso. — Myle ri.

Eles vão andando pela areia e dá prá se ver um barco de médio porte que tocava alguns músicas dançantes. Ele estava ancorado num porto particular. As luzes piscavam, parecia bem animado.

– Aquele é o Sheeps. É um bar, discoteca, navio. — Duncan ri e aponta para o barco.

Myle olha surpresa para o barco.

– Uou! Que... Diferente!

– Sim, é uma maravilha. E não sei se você se importa mas o pessoal aqui tem pouco juízo, pouco dinheiro, mas muita união e alegria.

– Eu lá tenho cara de quem frequenta lugares chiques e refinados? — Myle faz careta. — Gosto do povão. — Ela sorri.

– Sério... Então está no lugar certo. — eles vão se aproximando do barco e veem as pessoas dançando em passos que pareciam ensaiados. — Dança é o principal atrativo do Sheeps.

– Então você não vai me negar umas danças né? — Myle olha animada para o pessoal.

– Eu aprendi a dançar bem aqui. — Duncan pisca a ela.

– Dun! — Um rapaz vai até ele e o abraça — Galera olha quem está aqui o Dun!

– Desculpe My, sou famosinho aqui... — Duncan sorri de lado.

– Convencido... — Myle sorri.

– Dun! — o pessoal vai até ele o cumprimenta.

– Charlie, Daise, pessoal, esta é a Myle. — Duncan apresenta Myle ao pessoal.

– Oi gente. — Myle acena para o pessoal um pouco envergonhada.

– Myle! Oi tudo bem? — Daise se aproxima dela e a abraça.

– Oi! Tudo bem e você?! — Myle retribui ao abraço e sorri.

– Estou contente em ver que Dun arranjou uma namorada. — Daise sorriu ao amigo.

– Ele tá namorando? — alguém falou.

– Dun tá namorando! Dun tá namorando! — começaram a bater palmas e repetir isso.

– Mas que alvoroço é esse e por que pararam de dançar. — um homem atravessou os clientes e sorriu ao ver Duncan — Dun!

– Barry! — Duncan foi até ele e o abraçou.

Barry tinha a pele negra e tinha um cabelo um pouco grisalho, aparentava ter uns 40 anos.

Myle sorri sem graça para todos e olha para Duncan.

– Seu grande velho gordo. Como está? Vejo que aumento o Sheeps. — Duncan sorriu a ele.

– Estou muito bem... Sim, sabe como o Sheeps funciona, quem vem aqui nunca abandona. Precisei ampliar. — Barry ri.

A ruiva se aproxima deles e toca no ombro de Duncan.

– Barry essa é Myle... E não, não é minha namorada, estamos nos conhecendo. — Duncan ri.

– Muito prazer... Yolanda, venha cá. — Barry chama a mulher que vem até eles.

– Oi meu amor. — Yolanda se aproxima de Barry e sorri ao ver Duncan. — Resolveu aparecer Dun? — Ela o abraça.

– O prazer é meu Barry. — Myle sorri.

– Yo... — Duncan a abraçou demoradamente.

Myle sorri vendo o quanto eles eram próximos. "Será que eles acolheram o Dun, quando os pais dele o expulsou?"

– Veio matar saudade da comida mexicana da Yo? — Barry questiona.

– Vim matar a saudade deste lugar e o que ele representa prá mim e apresentá-lo a Myle.

– E essa garota linda? Conseguiu finalmente fisgar seu coração? — Yolanda sorri a Myle. — Muito prazer querida. — Ela abraça Myle.

– Prazer Yolanda. — Myle retribui ao abraço dela.

– Myle, Yolanda era Mexicana, ela conheceu Barry no Texas... — Duncan comenta.

– E como uma ladra roubou todo o meu coração até hoje. — Barry beijou a mulher.

– Nossa, que lindo isso. — Myle sorri.

Yolanda retribui ao beijo do marido sorrindo, amava aquele homem loucamente.

– Vem, precisam sentar e pessoal voltem a dançar. — Barry vai andando na frente.

Duncan segura na mão de Myle e segue Barry.

– Dun, depois precisam ensinar Myle a dançar. — Charlie diz.

– Com toda certeza, Chuck! — Dun pisca prá ele e continua a acompanhar Barry.

Myle acompanha Duncan e sorri para ele.

– Você vai comer o melhor taco da sua vida Myle! — Yolanda fala animada.

– A comida de Yolanda é maravilhosa. — Duncan sorri e segue eles.

– Eles são maravilhosos. — Myle entrelaça seus dedos com os dele e sorri.

– Oh, obrigado. Dizemos o mesmo de você, não é, querida? — Barry atravessa o balcão e aponta uma mesa próxima ao mar.

–Com toda certeza, e espero que da próxima vez que voltarem aqui, você.. — Yolanda aponta para Myle. — Tenha se decido e seja namorada do Dun. — Ela sorri.

– É. — Myle senta na mesa indicada por Barry. — Quem sabe.

Duncan se senta com Myle e balança a cabeça no ritmo da música de maneira engraçada. Amava o barco, o mar, esse lugar, as pessoas.

– É nítido o quanto gosta daqui. — Myle olha para ele. — Vejo no brilho dos seus olhos.

– Sim. Isso aqui é tudo. Interessante saber que olha fundo em meus olhos. Deixa eu ver como é. — ele mergulha nos olhos dela, um sorriso maroto brota em seus lábios.

– O que vê? — Myle sorri de lado.

– Fiquei perdido no meio de tanto verde, mas vejo que está alegre. — Duncan continua olhando.

– Muito alegre. — Myle sorri. — O que mais?

– Vejo um brilho diferente, como se estivesse descobrindo como ser feliz, talvez. — Duncan comentou.

– Bom, podemos parar com a análise.

– Sim... Que tal falarmos das coisas que mais amo em você. — Duncan olha prá ela e sorri de lado.

– São várias? — Myle sorri. — Pode falar.

– Amo seu sorriso prá começar, ele magnetiza meu olhar. — Duncan faz cara de "not bad" e ri.

– Não consegue falar sério nenhuma vez hein. — Myle ri.

– O jeito como você fala, cheia de gestos, acho fofo. — ele continua.

– Mania da minha mãe. Ela sempre fala assim, com as mãos.

– Amo o jeito com rebola ao andar... Extremamente excitante. — Duncan morde o lábio.

Myle abre a boca para dizer algo, mas acaba rindo.

– Sério?

– Sim, gostou do jeito que as bochechas coram com essas informações.

– Ai Duncan, para vai. — Myle olha sem graça para ele.

Duncan se aproxima dela e a beija deliciosamente, ele estava feliz por ela estar ali com ele, dividindo com ele a mesma vontade de provar uma nova aventura.

Myle retribui ao beijo de Duncan e segura no rosto dele. Queria guardar aqueles momentos para sempre em sua memória, Duncan fazia bem a ela, assim como Adam e Niky, o que dificultava ainda mais sua decisão.

Duncan passa a mão no cabelo dela e beijou levemente com movimentos calmos e proveitosos, os estalos aumentavam e o calor se formava ao redor deles.

– Acho melhor pararmos... — Myle se afasta dele.

– Tudo bem. — ele a deixa e espera o prato delicioso que Yolanda faria a eles.

– Bom apetite queridos. — Yolanda serve eles e se afasta. — Ele gosta dela, ela também, mas algo impede eles de ficarem juntos. — A mulher comenta com Barry.

– Deixe de ser xereta mulher. — Barry dá um tapa na bunda dela e ri.

– Hey! — Yolanda ri e atende os clientes.

– Obrigada. — Myle sorri e sente a boca salivar ao olhar para o prato de tacos.

– Pronta para atacar?

– Super pronta. — Myle pega um taco e morde. — Hum! Isso está muito bom! — Ela fala com a boca cheia.

– Yo tem uma mão abençoada. — Duncan ri vendo ela se deliciando.

– Tem mesmo. — Myle come mais um pouco.

Duncan levanta a mão e uma das garçonetes chega.

– Me traga uma cerveja por favor.

– Duas. — Myle sorri a garçonete.

A garçonete sai e Duncan come mais um taco.

– Agora sua vez. O que mais ama em mim. Sem contar minha bunda, por que isso é evidente. — Duncan gargalha.

– Ah droga! — Myle ri. — Bom, eu amo o jeito como você me provoca.

– Sério é... — Duncan morde o lábio de maneira sexy, com aquele olhar avassalador.

– Como agora... — Myle sorri. — Amo como você é espontâneo e faz as coisas sem se importar com o que vão pensar de você.

– Ah é? — ele olha ela Galera! — Duncan sobe na mesa e todos olham prá ele espantados — Quero uma salva de palmas prá minha gatona aqui, ela é ou não é um pedaço de mal caminho?

– É! — os caras dizem e começam a bater palma, assobiar.

Barry ameaçou bater palma, Yolanda o fuzilou ele sorriu amarelo e preferiu não se manifestar.

– Duncan! — Myle olha pra ele sem graça e fica vermelha. Ela abaixa a cabeça e usa o cabelo para se esconder.

Duncan faz um sinal para que eles parem.

– Valeu. — ele agradece e sorri pro pessoal.

Posteriormente ele volta a sentar na cadeira.

– Palhaço. — Myle olha para ele.

– E apaixonado. — Duncan pisca a ela.

O pessoal voltou a dançar pareciam incansáveis.

– Quase me mata de vergonha. — Myle ri e bebe um pouco da cerveja que a garçonete acabara de servir.

Duncan bebe um pouco também.

– Precisa se sentir a vontade aqui. São família. — Duncan ri.

– Pra você, eu sou uma estranha.

– Myle, para... Garanto que irá descobrir que não. — Duncan bebe mais um pouco da cerveja.

– Ta né. — Myle sorri.

– Hey! Chega de ver vocês ai parados, vão vir dançar conosco.

– Lara, agora...

– Sim, Dun e não aceitamos não como resposta. — Charlie disse.

– E você também Myle, pode vir aprender o que realmente é dançar. — Daise olha ela.

– Estava só esperando o convite dele. — Myle aponta para Duncan.

– O quê?! — Duncan ri e segue os amigos para a pista.

Não havia letra só ritmos, batidas. Mas o pessoal tinha inúmeras coreografias feitas e dançavam juntos.

– Não sei dançar as coreografias. — Myle tentava acompanhar, mas em vão. Chegava a ser engraçado.

– Assim, ó... — Duncan deu alguns passos para a direita e deu um giro — Vamos lá você consegue.

Myle segue as instruções de Duncan e acaba esbarrando em um casal ao girar.

– Desculpe.

– Tudo bem. — A garota sorri e volta a dançar com o namorado.

– Ta vendo? Desastre total.

– De novo... — agora Duncan faz os movimentos juntos com Myle.

– Agora foi fácil. — Myle sorri e entra no ritmo

– Assim agora... — Duncan move o corpo para a direita e bate palma, depois o mesmo para esquerda e bate palma, depois os braços para o alto e abriu-fechou eles 3 vezes.

Myle acompanha Duncan e se diverte.

– Fazia tempo que não me sentia tão bem.

– Agora rebola... — Duncan começou a rebolar, o pessoal também fazia os mesmos passos o que tornava tudo mais divertido.

Myle ri e rebola junto com Duncan.

– Agora vai descendo... — Duncan vai rebolando e descendo pro chão.

Myle rebola sensualmente até o chão e morde o lábio olhando para Duncan.

– Agora sobe sensualizando e bate palminha... — Duncan termina de ensinar os passos dessa dança.

Myle sobe e bate palma. Ela vê que todos reiniciam os passos e acompanha eles.

Duncan gosta de ver que Myle já estava seguindo os passos.

– Ela é boa! — Charlie comenta estava dançando atrás de Myle.

– Bagaçou! — Lara berra.

Myle sorri para eles e bate palma. Assim que a música acaba ela abraça Duncan.

– Você mandou muito bem! O pessoal já te idolatra. — ele pisca prá ela e a levanta prá cima.

– Obrigada! — Myle ri e assim que Duncan a abaixa, ela o beija.

Duncan retribui ao beijo dela, enquanto os amigos ao lado assobiam e batem palmas.

Duncan acaricia o pescoço dela e deixa o beijo mais envolvente.

Myle cola seu corpo no de Duncan e intensifica o beijo.

– Obrigado por essa noite maravilhosa... — Duncan fala durante o beijo.

– Não precisa agradecer. — Ela se afasta e sorri.

– Nunca esquecerei. Mesmo que no fim não seja prá nós ficarmos juntos. — Duncan sorri e coça o cabelo.

– Não vamos pensar nisso não.

– Tudo bem. — Duncan beija a mão dela e sorri.

– Sem querer ser chata, mas temos que ir não acha? — Ela sorri sem graça.

– Chata! — ele brinca com ela e gargalha.

– Palhaço. — Myle ri.

– Gostosa. — ele devolve e ri.

– Barry, Yolanda, muito obrigada pela recepção calorosa, mas já vamos. — Myle sorri.

– Mas já? — Barry olha para eles surpresos.

– Sim, Myle está esgotada e eu também. — Duncan sorri a eles.

– Trabalhamos demais hoje.

– É uma pena, mas vocês precisam voltar mais vezes. — Yolanda sorri.

– Claro que voltaremos Yo... — Dun sorri a ela e olha para Myle.

Barry passa o braço pelo pescoço de Yolanda e sorri a eles.

– Voltaremos sim. Com toda certeza. — Myle sorri.

– Vou esperar hein. — Yolanda sorri para eles

– Bem... Tchau Bar. — Duncan vai até o homem e o abraça.

– Tchau Dun, não demora prá vir, não, ok? — Barry fala ao abraçá-lo.

– Pode deixar. — Duncan sorri.

– Tchau Yolanda. — Myle abraça ela.

– Tchau minha querida. — Yolanda retribui ao.abraço. — Fica bem.

Duncan e Barry esperam os abraços terminarem para trocarem de par.

– Você também. — Myle se afasta e abraça Barry. — Muito obrigada.

– De nada minha querida. — Barry diz ao abraçá-la.

– Tchau Yo e muito obrigado mais uma vez, por serem maravilhosos comigo. — Duncan fala a Yolanda.

– Sempre seremos filho. — Yolanda sorri.

Duncan beija o rosto de Yolanda e cessa o abraço emocionado.

– Muito obrigada. — Myle sorri para eles e caminha para fora.

– Tchau Myle! — Lara, Charlie, Daise e os outros acenam.

Duncan dá um ultimo aceno a Barry e Yolanda.

– Tchau pessoal. — Myle acena para eles.

Yolanda acena para Duncan e abraça Barry.

– Tchau galera! — Duncan despede e vai saindo do barco – E ai?

– Eles são demais!

– Sabia que amaria. — Duncan pisca a ela e destrava o alarme.

– Já me conhece bem. — Myle sorri e entra no carro.

– Sim e você conheceu mais um pouco sobre mim. Sabe onde eu adquiri minha sensualidade também. — Duncan gargalha e abre a porta para ela.

– Bobo. — Myle ri.

– Nem sei como descrever o quão maravilhosa foi essa noite.

– Eu muito menos. — Myle sorri.

– Obrigado Myle. — ele falou de maneira singela.

– Porque está agradecendo? — Myle olha para ele.

– Pelo que me proporcionou hoje. — Duncan responde e liga o carro.

– Eu que tenho que agradecer. — Myle sorri. — Nunca me senti tão bem como hoje.

– Sério? Isso me dá vantagens? — ele gargalha.

– Ajuda no seu caso. — Myle ri.

– Yes! — Duncan comemora socando o ar.

– Bobo. — Myle sorri. — Não precisa me deixar na porta de casa, pode me deixar uns dois quarteirões antes, por favor.

– Adam? — Duncan olha Myle.

– É meu vizinho. — Myle olha sem graça para ele.

– Caramba... Se acha que é o melhor... — ele vai diminuindo a velocidade do carro.

– Desculpa.

– Tudo bem... — Duncan suspirou forte, mas parecia que as coisas não iriam dar certo para eles.

– Acho que estraguei a noite. — Myle suspira.

Duncan riu, amava esse jeito dela, sincero e espontâneo.

– Não. Sei que vai fazer o certo no momento correto. — Duncan olha ela. "Mas talvez não seja eu.”

– Eu vou. — Myle sorri.

– Boa noite, Myle... — Duncan beija o rosto dela e sorri.

– Boa noite Duncan. — Myle sorri. — Até amanhã.

– Até. — Duncan suspirou. Era melhor ele dar um tempo para Myle, provocá-la e sufocá-la com sentimentos não a ajudaria.

Myle desce do carro e acena para ele. Ela suspira e vai caminhando até a república. "Que confusão você se meteu My."

Notas finais
Próximo capítulo: A tão esperada festa na república! Reviews? =D