Couples on Fire
29 Capítulo 29
Notas iniciais
– Henry vai ajudar eles! — A esposa do homem que dirigia o carro olha para o marido e logo pega o telefone e liga para pedir ajuda. — Alô? Oi é, aconteceu um acidente na esquina da Georgetown com a Park Avenue. Eu preciso de uma ambulância agora! Temos dois feridos, um homem de 20 e poucos anos e a mulher de 20 e poucos também.
– Henry seu bundão! — Maggie sai do carro e se aproxima dos dois. Ela escuta a ambulância chegando, mas sua profissão fala mais alto.
O celular de Jack havia caído de seu bolso, mas apenas sofreu alguns arranhões na tela. Estava estirado no meio da pista. O trânsito diminua a velocidade e olhares curiosos aumentavam.
Maggie pega uma luva na sua bolsa e se aproxima de Lia. Ela vê que a garçonete respirava e aparentava estar bem. Ela se aproxima de Jack e vê que ele estava ferido mais gravemente.
– Hey! Louis! Ajude aqui!
– Maggie você não está de plantão.
– Quer realmente discutir comigo ou salvar eles?
– Baixa a bola Maggie.
– Anda Louis! — Maggie ajuda Louis e os outros paramédicos no socorro de Jack e Lia. Embora sendo uma enfermeira socorrista formada há pouco tempo, ela já tinha conseguido conquistar espaço e credibilidade na profissão.
Jack tinha um corte fundo na cabeça o sangue escorri por seu rosto. E sua respiração estava boa, porém diminuindo. Ele parecia que iria demorar mais tempo para se recuperar.
– Monitorem o rapaz, ele esta mais grave que a menina. Eu vou segui-los como testemunha. Encontro vocês no hospital. — Maggie olha para a equipe e nota eles olhando para ela de cara feia. — Que foi?
– Vai pra fora Maggie, esta tudo sobre controle. Quer ajudar? Toma. — Louis entrega o celular de Jack e de Lia para Maggie. — Ligue para o primeiro contato que ver em comum. Tchau. — O paramédico empurra a garota para fora da ambulância e sai dali com Jack e Lia.
– Estúpido, convencido! — Maggie esbraveja e volta para o carro. — Henry? Henry amor, tudo bem?
– Eu matei eles Maggie?
– Não amor, o rapaz que cruzou o sinal vermelho. Não foi sua culpa. Segue a ambulância. Os policiais vão seguir nós dois também.
– Ta bom. — Henry espera a mulher entrar no carro e vai para o hospital.
Leon e Anne dormiam relaxadamente na poltrona da república, Lanne estava bem, estavam descansando de eventos prejudiciais a esse namoro, mereciam isso.
Maggie desbloqueia os dois aparelhos e agradece mentalmente por não estarem bloqueados por combinações estranhas. Ela olha na lista de contatos e vê que Anne era o primeiro contato da lista de ambos.
– Vamos lá Anne... Atenda.
Não demora muito e Every Night do Imagine Dragons começa a tocar na sala da republica. Anne havia personalizado os contatos de Lia e Jack, e qual música melhor que Every Night para tocar quando a melhor amiga ligasse?
– Hum... Alô?
– Anne? Desculpa ligar a essa hora...
– Lia? Que voz estranha. — Anne levanta rapidamente acordando Leon.
– Não é a Lia. Meu nome é Maggie, sou enfermeira do hospital central de Parksville e estou ligando para dizer que Lia e Jack sofreram um acidente.
– Um o que? — Anne olha para Leon e deixa o celular cair no chão em choque.
– Anne... — Leon resmungou e não teve tempo de falar mais nada a namorado colocou a mão em sua boca.
– Um acidente! Alô?
– Sempre delicada para dar recados hein Maggie.
– Shiu Henry! Anne? Annne?
– Caramba Anne. O que houve? — Leon recolhe o celular — Hey quem fala?
– Boa noite, meu nome é Maggie. Estou ligando porque esse número é o contato principal de Jack e Lia. Eles sofreram um acidente e precisava contar para alguém.
Anne continuava em pé. Estática. Sem falar ou se mexer.
– Minha nossa. Me fale o endereço de onde eles foram levados. — Leon sabia se controlar em situações assim. — E é claro o estado deles. — Leon segurou a mão de Anne e suspirou.
– Estamos indo para o hospital central. Me encontre la Sr?
– Me chamo Leon Howell.
– Não posso dar essa informação pelo telefone, desculpe.
– Estão vivos? — Leon tenta ao máximo manter a tranquilidade.
– Meu nome é Maggie Sr. Howell. Sou enfermeira e fiz os primeiros atendimentos dos dois. Mas a presença do Sr. e da senhorita Anne é indispensável no hospital. Estão Leon, estão vivos, mas o estado deles é complicado. O do rapaz é mais grave. Acabei de chegar no hospital. Venham para cá. Até logo Sr. Howell. — Maggie encerra a ligação.
– Vamos Ann, se troque, precisamos ir. — Leon se levanta deixando o celular dela na mesinha de centro.
– Eles... Leon não consigo. — Anne olha para o namorado.
– Anne eles precisam de você lá. Precisamos contatar a família deles também, mas não por enquanto. Agora vamos Anny! — Leon pega ela e vai levando-a ao seu quarto.
Anne acompanha Leon e ao chegar no quarto se senta na cama. Essa noticia foi como uma bomba para a garota, ela nunca esperava que algo sério assim fosse acontecer com Lia ou Jack.
Leon auxilia a namorada no que pode, mesmo que não fosse tão amigo assim de Lia e suas conversas com Jack estivessem acabado, eram pessoas maravilhosas e especiais para a vida de Anne. Por isso Leon se manteve firme e prestativo.
Anne se levanta, pega um vestido no guarda roupa, vai até o banheiro e se veste. Ela joga um pouco de água no rosto e volta pro quarto.
– É mentira né? É uma pegadinha. Eles estão bem e estão vindo pra casa. Diz Leon, diz que é mentira!
– Anne eu sinto muito, mas é verdade. O tom da mulher ao telefone não negava... E porque ela teria o celular da Lia? — Leon a abraçou.
– Não Leon. Não pode ser. Não, não, não... — Anne abraça Leon e chora.
– Anne acalme-se, precisamos ir, segure minha mão. Agora faça o seguinte descarregue tudo o que tá sentindo nela. Ok? — ele pega na mão dela e sorri lindamente.
Anne olha para ele e limpa seu rosto.
– Eu... Me leva pra la. Preciso ver que é mentira, que eles estão bem. — Anne não se controla e volta a chorar sem acreditar que os amigos estão no hospital. Ela aperta a mão de Leon com uma força que ela não sabia que tinha.
– Isso continue assim, agora me acompanhe. — Leon olha prá ela e continua indo em direção do carro.
Anne acompanha Leon. Ao passar pela sala, ela pega seu celular e sua bolsa.
– A Myle, tenho que avisar ela e o tio do Jack.
– Relaxa, isso faremos lá. — Leon vai levando ela e após ver ela trancar a república e sair, ele vai até seu carro.
Anne vai ate o carro de Leon e se senta no lado do passageiro.
– Obrigada amor. Sem você eu não daria conta.
– Sempre estarei aqui por você. — Leon acelera e segue em direção ao hospital, ela ainda segurava na mão dele como se tivessem sido coladas.
Anne aperta a mão de Leon e vai olhando para a rua. Ela continuava chorando e rezava mentalmente para que tudo ficasse bem com Lia e Jack.
Leon pega o celular de Anne e aciona o número de Myle.
– Avise, Myle... — Leon passa o celular a ela, ainda segurando em sua mão.
Anne pega o celular e solta a mão de Leon. Com a mão livre ela limpa o rosto e espera que a ruiva atenda o telefone.
– E a família de Lia? — Leon questiona antes que Myle atendesse
– Sou eu e o Jack. Ela não tem contato com os parentes dela. — Anne olha para Leon enquanto espera Myle atender.
– Anne?
– Myle! Oi. Eu preciso que você venha pro hospital central. Jack e Lia sofreram um acidente. Eu ainda não cheguei lá e não vi como eles estão, mas eles precisam de nós.
– Calma Anne! Acidente? Eu te encontro lá. E mantenha a calma, vai ficar tudo bem Anne.
– Ok Myle. Não demore. — Anne encerra a ligação. — Ela ainda me trata bem, mesmo eu não gostando dela.
– Deveria mudar isso. — Leon sorri e beija a mão de Anne. Enquanto dobra uma esquina turbulenta para uma rua menos trafegada.
– É. Quem sabe. — Anne olha para Leon e sorri.
– Sei que mudará, Anne. Você é mais linda por dentro. — Leon acelera aproveitando a falta de trânsito.
– Eu espero que sim amor. — Anne sorri para Leon.
Leon e Anne chegam ao hospital e Leon para o carro.
– Vá na frente, vou colocar o carro no estacionamento. — Leon sugere.
– Adam, eu preciso ir. Jack e Lia sofreram um acidente. A Anne ta mal também, preciso ajudar ela. — Myle levanta do sofá onde estava com o namorado e veste seu casaco.
– Eu te levo amor. — Adam coloca uma blusa de lã, o clima havia esfriado de repente.
– Meu Deus. Eu ainda não acredito nisso Adam. Lia e Jack. O John! Eu tenho que falar pra ele. — Myle pega o celular e liga para o chefe.
– Alô? — John fala após seu celular dar uns 4 toques.
– John? Oi, é a Myle. Desculpa incomodar, mas a Anne acabou de me ligar e disse que a Lia e o Jack sofreram um acidente. Não sei de detalhes, mas eles foram encaminhados para o hospital central.
– Ok, Myle, te encontro lá. Realmente, muito obrigado por avisar. — John desliga o celular e vai colocar uma roupa para ir ao hospital.
– De nada John. — Myle guarda o celular e olha para Adam. — Eu espero que esteja tudo bem.
– Vai ficar. Vem, precisamos ir. — Adam pega a chave do carro e vai saindo dali.
Myle acompanha Adam aflita. Não sabia como agir ou como pensar. Só tentava manter a calma e ser forte para ajudar Anne com o que fosse preciso.
Adam dirige velozmente, conhecia um atalho que pensou nunca usar, mas essa circunstância pediu isso.
Anne sai correndo do carro e vai direto pra a recepção.
– Oi, Maggie, a enfermeira! Preciso falar com ela!
A recepcionista ignora Anne e revira os olhos.
– Será que alguém pode me dar alguma noticia do Jack e da Lia?! — Anne olha para a recepcionista. — Por favor!
– Lia Hastings e Jack Campbell, por favor. — Leon fala e segura na mão de Anne novamente.
– Eles estão na cirurgia, a Maggie esta la dentro com eles. Logo voces terao noticias. Podem esperar na sala a esquerda.
– Mas eu preciso saber se eles estão bem, por favor, qualquer coisa.
– Desculpa senhorita, não posso falar mais nada.
– Tudo bem. — Anne segura na mão de Leon e vai para a sala de espera. — Eu ainda preciso avisar o tio do Jack.
– Anne deita aqui. — Leon coloca a namorada em seu ombro. — Relaxe, tudo vai ficar bem... — Leon faz cafuné em seus cabelos.
– Eu preciso ver eles Leon, preciso saber se eles estão bem ou não. — Anne abraça Leon forte, como se não quisesse se soltar dele.
– Você irá vê-los, mas precisamos deixar a equipe médica agir agora. — Leon envolve ela e faz com deite em suas coxas. — Relaxa...
– Não dá Leon. — Anne volta a chorar. — E se acontecer algo, e se eu não conseguir falar pra eles o quanto eles são importantes pra mim?
– Não vai acontecer de novo, nem pensar. Precisa parar com isso Anne. Olhe ao redor, há outras pessoas doentes talvez em situação pior, mas olha o olhar de esperança que elas transmitem.
– Não chora, moça. — Uma menina de lindos olhos verdes, pele gélida e sorriso semi-amarelado, careca disse. Apesar de visivelmente doente a menina era linda.
Anne se senta na cadeira e olha para a garotinha.
– Tudo bem. — Ela força um sorriso e limpa o rosto.
– Não... — Ela faz rostinho triste — Você não para de chorar... — A menina senta ao lado do casal.
– Viu Anne eu te disse. Qual seu nome espertinha? — Leon sorriu.
– Katleen. — Ela sorri fofamente.
– Que nome lindo. — Anne sorri. — Vou ficar bem.
– Vou ficar com você, para me certificar disso. Adultos sempre dizem algo e fazem o oposto. — Katleen sorri ainda mais fofo que antes. Leon sente acender uma chama de esperança no seu coração. Graças a essas garotinha de aparentemente 6 anos.
Maggie auxiliava a equipe nos cuidados com Lia e Jack. Lia havia quebrado uma perna e estava com um edema cerebral. Estava na cirurgia para colocar alguns pinos, mas não corria tanto perigo quanto Jack. Jack devido ao fundo corte em sua cabeça, havia perdido muito sangue e precisava de doações.
– Você é muito inteligente Katleen. — Anne sorri para a garotinha.
Myle entra correndo no hospital com Adam, vai ate a recepção e corre para a sala de espera.
– Anne!
– Myle! — Anne se levanta e vai até a ruiva.
– Como eles estão? E você? Como você esta?
– Eles estão em cirurgia e eu estou sem chão.
– Ah Anne. — Myle abraça a loira confortando-a.
Anne retribui ao abraço de Myle.
– Vai ficar tudo bem, a equipe é boa e vai ficar tudo bem. Calma Ann.
– Tudo bem My. — Anne se afasta de Myle e volta a sentar ao lado de Leon. — Eu só queria respostas.
– E você terá elas Anne. — Leon fala a namorada.
Adam entra na sala e encontra todos ali.
– Além de inteligente, tenho bons olhos. Que meninos lindos... — Katleen diz e sorri com as bochechas coradas para Anne.
– Você esta sozinha aqui pequena? — Anne volta sua atenção para Katleen.
Myle vai ate uma maquina de café e prepara um para si mesma. Depois de abraçar Anne ela sabia que precisaria ser forte, não podia demonstrar o quão abalada estava.
– Ela tem leucemia. — O doutor entra pela porta e sorri a Katleen.
– Tio Arny. — a menina corre e abraço o médico. — Eu moro aqui, minha mãe virá me ver mais tarde. Tenho que ficar no hospital para ser supervisionada.
– É uma garota forte Katleen, uma guerreira. — Leon parabeniza, mas a palavra "leucemia" o detonaram por dentro.
– Ah, e isso mostra o quanto sou indelicada. — Anne olha para o médico sem graça.
– Tá tudo bem. Katleen entende que é pro bem dela.
– É uma guerreira, como Leon disse. — Anne sorri.
– Hey... — Adam se aproxima de Anne.
– Bem quero acalmar vocês, ambos estão estáveis. O Sr. Campbell nos assustou, mas por pouco tempo.
– Graças a Deus. — Leon disse.
– E a Lia? — Myle se aproxima deles depois de jogar o copo de café fora.
– Estável. Mas o Sr. Campbell precisa de doações de sangue. Ele é tipo O- . — Maggie para ao lado do Dr. Arny.
– Eu sou O negativo, posso transferir para ele. — Leon se manisfetou.
– Ah Leon. Por favor! — Anne sorri para o namorado.
– Um herói! — Katleen festejou, a garota sofreu transplantes e os médicos lhe ensinaram doador é como um herói.
– Sim, Katleen um herói. — O Dr. Arnold sorri.
– Oi gente, como eles estão? — John entrou a sala.
– Um super herói. — Myle sorri para Katleen. — Eles estão bem John.
– Lia esta em coma induzido. Ela esta com um edema no cérebro e ficará assim até que esse edema suma. — Maggie olha para o pessoal na sala. — Já o Jack esta em coma pois com ele foi mas grave. Ele fraturou o braço e também esta com um edema no cérebro. Mas nenhum deles correm perigo. Ah, a Srta. Hastings fraturou a perna, mas esta tudo bem.
– Mas, o que houve ao certo? — John questiona e olha a enfermeira e o médico.
– O tio do Jack também tem esse tipo de sangue. Mais pessoas melhor não? — Anne pega o celular e liga para o tio de Jack.
– Anne tem que ser eu. — Leon fala a ela e se mantém firme.
– Ele está certo Ann. — Adam diz.
– Não podemos esperar, precisar ser ele. — Dr. Arnold indicava Leon.
– Então vai Leon. Vai la, por favor. — Anne olha para o namorado.
– Eu estava voltando pra casa com o meu marido, e o Sr. Campbell cruzou o sinal vermelho. Meu marido tentou frear, mas quando vimos já foi tarde. — Maggie explica para John. — Mas agora eles não correm perigo.
– Eu vou Anne. — Leon beija a namorada.
– Me acompanhe Leon... — O médico vai saindo dali e Leon segue ele.
Anne sorri para Leon e suspira aliviada.
– Menos mal.
– Senta aqui, vai ficar tudo bem. — Katleen fala sentando-se e puxando o braço de Anne.
Myle olha para todos conversando e sai da sala de espera indo para fora do hospital. Ela se senta na escada da entrada do hospital e se deixa levar pelas emoções.
Fale com o autor