Notas iniciais
Bora começar a história?Sem delongas...~Aproveitem~

Leon um jovem de cabelos negros, alto e bastante forte, boca avermelhada e estiloso. Estava caminhando pelas ruas de Parksville.

Anne, loira de cabelos na altura do ombro, olhos azuis, usava um vestido vermelho que contrastava com sua pele branca, usava também uma jaqueta jeans e caminhava pelas ruas da cidade com as mãos no bolso.

Leon estava todo social, levava o blazer no ombro, havia acabado de sair de uma festa bem requintada.

Anne observava todos em sua volta e analisava cada um. "Precisa de um marido.”, ela disse mentalmente ao olhar para uma mulher que devorava uma caixa de bombons. Ela sorriu com seu comentário até cruzar seu olhar com o de um rapaz que caminhava com seu blazer no ombro. "Uou!" A garota ficou sem ar por um tempo, mas logo voltou a sua realidade e voltou a caminhar, dessa vez mais devagar ao perceber que o rapaz se aproximava dela.

O rapaz ao olhar a garota abriu um longo sorriso safado e logo a abordou.

– Ellen, é você? — E se aproximou como se fosse beijá-la.

A garota deu um passo para trás e sorriu da mesma forma que o garoto.

– Anne.

– Ah. Perdoe-me, achei que fosse uma garota que conheci, nossa tem certeza que não é Ellen? — "Preciso estender a conversa, daqui a pouco ela tá na minha", pensa impedindo a passagem dela.

– Se quer conversar comigo não precisa me chamar de Ellen. — A garota pisca para ele.

– Que bom que sou terrível em abordagens. — Ele sorri fofamente.

– E qual é o seu nome?

– Leon Howell. — E pegando no ombro puxa a garota pra perto, dando passagem a um casal de gays. Ele a aproxima bem perto de seu corpo. — Eles precisam passar. "Cara mandou bem!"

A garota ri e olha para ele.

– O casal agradece seu cavalheirismo.

– Eu lhe agradeço por ter um ótimo perfume, se me permite? — e coloca a mão na nuca dela levantando o cabelo.

A garota deixa que ele levante seu cabelo e se aproxime.

– Você sempre faz isso quando encontra mulheres na rua?

– Quando me sinto estonteamente atraído... Sim. — E começa a cheirá-la vagarosamente, em alguns momentos deixa seu lábio encostar de leve na pele dela, liberando faíscas.

A garota sorri com o que ele diz e sente arrepios percorrerem seu corpo.

– Então elas são mulheres de sorte...

– O quê? — Ele finge que não a ouve.

– Elas têm sorte... — A garota sussurra sentindo o que o rapaz fazia.

– Ainda não ouvi. Aqui é muito barulhento não quer ir a um lugar mais tranquilo? — Sugere mesmo que a rua estivesse silenciosa.

– Pra sua casa?

– Uou diria um restaurante, um barzinho... Mas quer já ir prá lá?

A garota começa a rir.

– Você sugeriu um lugar silencioso, logo pensei na sua casa.

– Você é rápida. Vamos vem... — Levantando a mão. — Taxi.

– Tudo bem. — A garota o observa. "Você tem sorte Anne!"

Os dois entram e Leon fala seu endereço.

– Você mora lá? Não pode ser.

– Sim, na Middleton com a Jenkins.

– Você é vizinho do meu ex-noivo.

– Isso seria uma droga?

– Não, não seria. — A garota sorri e morde o lábio inferior.

– Me fale sobre você. — Ele desabotoa 3 botões da camisa, um pouco de seu peito fica a mostra, dá prá ver que ele é bem sarado.

– Hum... — A garota olha para o tórax dele, suspira e volta a olhar para ele. — Eu sou uma garçonete em uma boate da cidade.

Dá prá se ver alguns pelinhos no seu peito... Ele estranhou ela ser uma simples garçonete.

– Bem, deve sofrer muito assédio, tem uma beleza brilhante.

– Obrigada. — A garota sorri e sente seu rosto ficar vermelho. — E você faz o que? “Com coisa que você não sabe Anne.”

– Bem sou modelo fotográfico, deve ter me visto nas vitrines da Fiorella ou na Rocher, quem sabe na Spack Splush.

– Eu sabia que seu rosto de galã não me era estranho.

– Galã? Eu nem sou bonito. — E encara ela com um sorriso malicioso, seus olhos verde-amazônicos a penetravam.

A garota começa a rir.

– É assim que você pede "indiretamente" que te falem que você é bonito?

– Geralmente funciona, mas você é simplesmente diferente de todas as... — ele não consegue completar o taxista faz uma curva brusca, o que joga ela em cima dele. "Boa taxista".

A garota acaba ficam no colo dele e os rostos dos dois se aproximam de uma forma em que cada um sente a respiração do outro.

– Das? — A garota sussurra olhando nos olhos do rapaz.

– De todas as outras. — Não consegue evitar e passa sua mão pela cintura dela.

– Porque acha que sou diferente das outras? — A garota o sente segurar na cintura dela e sorri de lado olhando para ele.

– Não sei. Apenas sinto isso. — Ele se aproxima mais.

A garota percebe ele se aproximar e também faz o mesmo.

– Talvez sim, talvez não...

O taxi dá uma nova mexida e eles acabam colidindo as testas.

– Desculpa fala o motorista.

Leon começa a rir, tem um sorriso brilhante, colocando a mão na testa.

Anne ri e olha para o motorista:

– Tudo bem. — Ela sai do colo de Leon. — Acho melhor eu ir para a minha casa.

– Por quê? — ele parece estranhar.

– Porque sim.

A garota sorri sem graça e prefere não ir à casa de Leon por medo de encontrar o ex e ele dizer as verdades sobre ela.

Leon parece perder um pouco do brilho dos olhos.

– Taxista, pare ai... — O táxi para e ele continua. — Bem, leve a moça aonde quiser. — e deixa uma quantidade de dinheiro para o homem.

– Leon? — A garota olha para ele. — Desculpe, eu realmente gostei de você, mas não sei se isso é certo.

– Tudo bem, eu entendo. — E sorri amarelo, abre a porta e vai saindo. — A gente se esbarra.

A garota sai atrás dele e olha para ele.

– Sei que se eu for lá eu vou encontrar o Niky e quando ele me ver ele vai falar coisas horríveis, a verdade e depois que você ouvir eu duvido que você vai olhar na minha cara novamente, por isso é melhor não seguirmos com isso.

Ele sorri.

– Eu não me importo com seu passado. Quero fazer o presente, com você se possível. — e pisca.

– Esse é o problema, o passado é meu presente.

– Posso seguir? — O taxista pergunta. — Não, calma ela vai entrar.

Anne fecha a porta.

– Pode ir. — Anne olha o taxi partir e depois olha para Leon. — Quer saber de tudo?

– Se não for te ferir. Bem, minha casa tá perto vamos andando, ai você me conta. — e começa a caminhar.

Anne assente e caminha com ele.

– Não nasci em berço de ouro, tudo foi difícil pra mim. Quando me mudei pra cá, há alguns anos, consegui uma bolsa na faculdade de direito e precisei trabalhar pra conseguir me manter aqui.

– Prossiga. — ele estava estranhando tanto mistério, a história dela parecia simples.

– Que lugar normal aceitaria uma garota de 17 anos sem nenhuma experiência de trabalho? — Anne olha para ele e depois olha para a calçada. — Nenhum, a não ser a boate que trabalho hoje.

– Aonde quer chegar ao certo? — E teme pela resposta, olhando-a fundo, olhos azuis celestes dela pareciam estar tristes.

– Eu trabalho em uma boate, como posso dizer adulta? — A garota olha confusa para ele e logo volta a encarar o all star que usava.

Ele havia entendido, mas oscilou em perguntar se ela fazia programas...

– Minha casa. — Uma casa linda, com 2 andares, nada muito luxuosa, mas mostrava que ele vivia bem.

– Eu não sou uma garota de programa se é o que esta pensando. Eu não me sujeitaria a isso. Eu trabalho vestindo lingeries, saltos altos e uma minissaia, mas nunca dormiria com ninguém por dinheiro Leon.

A garota não se importa muito em olhar para a casa, principalmente depois de olhar para ele e ver um ar de decepção e surpresa em seu rosto.

– Bem, mas isso não importa, as vestes que usa não podem mostrar o que há aqui. — e coloca a mão na altura do coração dela, mesmo que estivesse próximo ao peito dela, não estava tentando tirar casquinha.

– Obrigada Leon. — Anne sorri e seus olhos brilham ao olhar para ele.

– Bem digamos que já posei nu, precisava de dinheiro para pagar o tratamento de minha tia. — Sentiu-se obrigado a falar, ela precisava ver que não era tão ruim.

– Bom, não é errado fazer coisas quando se precisa. E a sua tia esta melhor? — A garota demonstra preocupação e se aproxima dele.

– Infelizmente, não, ela partiu. Mas o tratamento deu a ela uma grande festa de Natal. 29 de dezembro ela se foi.

– Meus sentimentos Leon.

Ele sorri, parece lembrar-se da alegria da tia no Natal.

– Tudo bem, tia Jennifer sempre me ensinou a superar as dores da vida. Ela ainda vive em mim. Poxa, realmente você é diferente, me sinto bem prá me desabafar. — e sorri animadamente.

– Então desabafe. — Anne sorri e abraça o corpo ao sentir uma brisa.

– Você está com frio. Vamos entrar — e sugere a casa.

– Não quero incomodar. — Anne sorri sem graça.

– Para de ser boba. — E caminhou pela trilha de pedras que levava a porta de entrada.

O jardim da casa tinha a grama bem aparada, podia se ver a garagem na lateral da casa.

– É minha resposta automática. — Ela ri e acompanha ele.

– Sua resposta automática deveria ser... "Sim, você é realmente gostoso". — e sorri palhaço.

A garota observa cada detalhe e sorri admirada.

– Tem razão. — Ela da risada. — Sua casa é linda

– Bem, é que eu sou muito limpo e to sempre cuidando dela... Digamos que ela é modesta.

– Uau, super modesta.

Ao chegarem à frente da porta, ele revela o esconderijo da chave, ela fica dentro de uma luminária que não funciona.

– Espero que isso fique entre nós... — E abre sua boca num grande sorriso.

– Segredo guardado. — A garota finge passar um zíper na boca e sorri para ele.

Ele devolve o sorriso e abre a porta. A casa é mais bonita por dentro do que fora. Tudo tão limpinho e bem organizado... Logo de vista, eles se veem na sala de estar. O sofá cor de goiaba fosca chama a atenção, uma mesa de centro com algumas revistas onde se pode ver Leon na capa. A TV de plasma de 42 polegadas estava posicionada numa estante branca muito bem trabalhada e envidraçada. Após a sala se via a cozinha ao fundo e a sala de jantar e o que transpareceu ser um estúdio.

– Uou. — Anne tira sua jaqueta e caminha pela sala. — Realmente você tem muito bom gosto Leon. — A garota vê as revistas e sorri. — Você gosta de se ver?

– Obrigado... E não... Digamos que é artimanhas para vocês se impressionarem comigo. — Ele a olha interrogativo — Tá impressionada.

– Muito. — Ela sorri e se senta no sofá. — Ah desculpe, você nem disse que podia. — Ela se levanta. Embora seja adulta e viva a própria vida ela lembra e se importa com os ensinamentos do interior de onde veio.

– Cara, realmente sinta-se em casa. Pode abrir a geladeira se quiser, ou roubar minhas cuecas da Calvin Klein.

– Seu estilo de vida é totalmente o oposto da minha. — Ela ri e volta a se sentar.

– Dá prá ser menos enigmática. — E deixa o blazer no porta casaco.

– Não sou enigmática, você que não se atenta aos detalhes.

Ele a encara surpreso. "Ela é boa".

– Quer beber algo?

– Me surpreenda.

– Quer saber. — E indo em cima do sofá, dá um beijo quente nela.

Anne retribui ao beijo e deita no sofá o fazendo ficar sobre ela.

Ele a beija com bastante intensidade, estava querendo muito isso,

Ela suspira durante o beijo e passa suas mãos na lateral do corpo dele, indo ate sua nuca e acaricia aquela região.

Ele se contraia com o prazer e persiste, sua língua parece estar em chamas.

Ela continua com o beijo e com a caricia, queria fazer isso desde a troca de olhares dos dois.

Ele estava se excitando, ela era maravilhosamente perfeita. Então ele partiu para o pescoço dela.

Anne sente seu corpo se arrepiar ao sentir os beijos dele no pescoço dela.

– Ponto fraco, Leon...

Ele morde a orelha dela e depois a encara. Os olhos verde-amazônicos a secavam. Ela sorri e olha para ele ficando corada.

– Eu queria te beijar desde a primeira vez que te vi.

– Isso é recíproco. — Ele continua olhando-a firme prá que ela fique mais corada.

Ela sorri sem graça e passa os dedos pelo rosto dele.

Leon volta a beijá-la estava ofegante e começando a suar.

Anne retribui ao beijo e começa a desabotoar a camisa dele.

Os músculos de saltam prá fora e gotículas de suor escorrem pelo peitoral.

Anne morde levemente o lábio de Leon e passa as mãos pelo peitoral do rapaz.

Leon gosta dela passando a mão em seus músculos e passa mão na coxa dela.

Anne continua passando as mãos nele sentindo cada músculo e sorri.

– Por que ri?

– Porque se isso for um sonho eu não quero acordar. — Ela sorri e logo faz careta. — Que clichê.

Leon morde o lábio dela e sorri fofamente.

– Acho romântico e fofo de sua parte.

– Talvez não era o momento certo para falar isso. — Ela continua sorrindo e passa os dedos pelo cabelo dele.

– Por que pensa isso, está se apaixonando? — Leon mexe a cabeça conforme ela move sua mão em seu cabelo.

– Não, eu não sou de me apaixonar fácil. "Porque eu já sou apaixonada por você"

– Ok talvez se der uma olhada no nu artístico mude de opinião. — Riu alto, uma risada que você tinha que rir junto.

– Talvez. — Ela ri junto e olha para o relógio na sala. — Droga, eu estou atrasada.

Ele a olha perguntando com os olhos.

– E?

– Eu preciso ir, mesmo não querendo te deixar, mas preciso.

Leon sai de cima dela e passando a mão no abdômen parece desapontado.

Anne se levanta, se aproxima dele e o beija novamente. O beijo ainda é quente, apesar de ela querer ir.

– Vamos nos ver novamente?

– Se depender de mim, com certeza.

Ele sorri animadamente. E pega a camisa começando a vesti-la.

– Não precisa se incomodar. Pode ficar e descansar. — Ela sorri e veste a jaqueta novamente.

– Eu faço total questão. — e acompanha ela.

– Já que insiste.

Ela caminha com ele para fora e coloca sua mão na cintura de Leon, querendo ficar próxima a ele. Leon passa seu braço pelo ombro dela e abrindo a porta, caminha pela mesma trilha.

– Ainda não me disse aonde vai?

– Já ouviu falar na "Fire"? — Anne diz o nome com receio devido à má fama da boate.

– Uou, Fire. Você trabalha lá, já fui diversas vezes como não te vi? — E olha ela espantado.

– Talvez porque quando você chegava eu me escondia? — Ela tenta fazer uma afirmação e acaba soando como uma pergunta.

– Você já me viu lá? — e olha ela sorrindo com a situação.

– Todas as 32 vezes que você foi lá. — Ela olha para ele surpresa, coloca a mão na boca e ri. — Depois dessa o "encontro" chegou ao fim.

– Quer dizer que me conhecia antes de nos encontrarmos na rua? — Ele realmente fica surpreso.

– De vista sim, mas eu nunca tinha falado com você.

Ele dá o melhor sorriso da noite.

– Estava escrito esse encontro, não foi por acaso.

– Além de fofo e gostoso, acredita no destino?

– Não é o que está parecendo? — e seu sorri supera o anterior. Ele encara aquelas esferas celestial que ela tinha.

– Está nítido. — Ela sorri e fica vermelha novamente. — Pare de me deixar envergonhada.

Realmente ele sabe derreter uma garota, ele coça o cabelo com o sorriso mais largo que conseguiu.

Ela se aproxima e da um selinho nele.

– Vamos?

– Vamos. — e eles agora saem pelo portão.

Ela caminha com ele pela calçada com um discreto sorriso nos lábios.

– Até onde quer que eu te leve? Se quiser te levo até a boate. — e ainda mantém o braço envolta dela.

– Eu acho melhor você não ir. Se meu chefe ver que estou com um dos melhores clientes dele ele me demite na hora. — Ela olha para ele. — Se bem que por você, eu arrisco.

– Não, você precisa do emprego. Eu pago um táxi pra você. — e sorri.

– Eu preciso, ainda mais agora que é meu ultimo ano. Não precisa, eu posso pagar. — Ela acena para um taxi que vem vindo pela rua e olha para ele.

– A gente se encontra?

– Faço questão, boba. — e morde a bochecha dela.

– Ai. — Ela ri ao sentir a mordida.

– Sim, a gente se esbarra. — e dá 100 dólares ao motorista, com certeza pagaria a viagem. Agarra-a e a beija deliciosamente.

Anne retribui ao beijo do rapaz intensamente, como se fosse a ultima vez em que o veria. Durante o beijo ela coloca seu numero no bolso da calça de Leon.

Ele nota e sorri em meio ao beijo. O taxista buzina, Leon mostra o dedo prá ele.

Ela se afasta dele dando um ultimo selinho.

– Tchau Leon.

– Tchau Anne. — e faz biquinho.

Ao ver o bico dele, ela da mais um selinho nele e entra no taxi.

– Para a boate Fire, por favor.

– Com todo o prazer. — Diz o taxista. Leon sorri para ela e dá uma piscada.

Anne sorri e acena para ele. Assim que o taxista sai, ela se recusa a olhar para trás.

"Não vá atrás de mim, não vá." Ela repete mentalmente como se ele estivesse ouvindo. Anne não queria que ele visse como ela trabalhava, principalmente na noite de hoje em que ela cantaria na boate.

Ele espera o táxi dobrar a esquina e correu até seu taxi.

– Ela vai levar um susto.

Notas finais
Reviews? Gostaram? A opinião de vocês é de extrema importância para nós.Até o próximo ;) Gostam de suspense? Que tal darem uma passada na nossa outra fanfic Who Is The Killer? (http://fanfiction.com.br/historia/501582/Who_Is_The_Killer/) Espero que gostem =D