Count On You Worldwide
4 Like a skyscraper!
Notas iniciais
Oi meus amore, tudo bem?
Muito obrigada por todos os reviews do capitulo anterior, mas eu senti falta de muitas de vocês :'(
Leitoras novas sejam bem vindas e fantasminhas apareçam!
Não cai o dedo de vocês por deixar um review, nem que estege escrito: "precisa melhorar" e não leva mais do que 10 segundos para escreverem e enviarem isso.
O capitulo esta pequeno porque não tive cabeça(depois do ocorrido de ontem) para faze-lo maior.
O capitulo esta sem graça tambem,mas no próximo eu compenso!
Boa Leitura!
POV Elise
– Lis, Lis, acorda. — eu ouvia ao longe me chamarem porem meus olhos estavam pesados de mais para se abrirem.
Deixei um: "Hum" escapar pela minha garganta para verem que eu estava acordada, mas de olhos fechados ainda.
– Oh minha lindinha, acordou? — a voz fina e gostosa falou.
Eu reconheceria aquela voz até a MIL quilômetros de distancia. Fui forçando meus olhos para eles se abrirem e pisquei por causa da claridade que estava presente.
Assim que meus olhos estavam totalmente abertos, pude ver os lindos olhos verdes da pessoa que eu amava muito.
– Minha netinha linda, que bom que você acordou! — ela disse sorridente dando um beijo em minha testa.
Sim, minha avó. Mãe do meu pai, Katherine Dobrev.
– Vovó! — e sentando-me na cama abracei-a.
– O minha pequena, esta se sentindo melhor? — ela perguntou me olhando após soltar-me do abraço.
– Estou meio sonolenta vó. E... Tudo aquilo foi real? Quer dizer, meus pais... — Senti um nó em minha garganta e as lagrimas querendo aparecer em meus olhos.
Minha avó apenas assentiu.
– Sim pequena, foi real. Você esta sonolenta por causa dos calmantes. Você precisa tomar um banho e se alimentar direito. Faz três dias que você esta só no soro e calmante.
Meus olhos se arregalaram. Três dias? Eu estava dopada a três dias?
Ou seja, fazia três dias que meus pais haviam morrido.
– Vó, e... Meu pai, minha mãe... — Perguntei com uma enorme dor no peito, porem algo fazia ele não acelerar muito. Seria o calmante?
– Eles já foram cremados Lis, eles deixaram por escrito que queriam ser cremados. Eu vim para cá a pedido do seu agente. Alias, ele já ligou muitas vezes para você falando sobre um filme que você devia fazer, e eu, o mandei ir plantar batatas com o filme dele. — ela disse rindo fazendo-me rir junto.
– Vó, ele vai ficar bravo. — falei descontraída. — E Vitor? — perguntei.
– Seu irmão esta bem, os médicos falaram que o estado dele é estável, ele não precisa mais dos aparelhos para respirar o que é um bom sinal. Agora o... O menino de franja e o do capacete estão lá no hospital. — ela disse. Menino de franja e de capacete? Minha mente ainda estava meio turva, mas logo veio a minha mente.
– O James e o Carlos? Vó eles estão lá? — Porque ELES estariam lá? Não havia motivos para eles ficarem no hospital pelo meu irmão.
– Elise, seus amigos são uns anjos. Os quatro meninos e a menina Renata ficam revezando entre ficarem no hospital e aqui com você. Eles te amam Lis, e pelo jeito o menino... Logan? É acho que é Logan, ele gosta muito de seu irmão. Ele fica quase o dia todo lá, e a noite vem aqui. Eles ficaram super preocupados quando você foi internada e por isso me ligaram. — ela disse. Minha cabeça tentava assimilar tudo aquilo porem não fazia muito sentido.
James, Logan, Carlos e Kendall, também conhecidos como Big Time Rush. Porque eles estariam ficando lá ou preocupados comigo? Talvez eu os tenha julgado mal. Achei que eles tinham sido "amigos" meus só durante as filmagens, mas acho que estava equivocada.
– Lis, eu vou ter que ir no hospital agora, tem uns papeis do Vitor que estão pendentes. Você ficara bem? — Ela perguntou alisando minha testa.
– Estou meio dopada ainda, vou tomar um banho. Vou sim Kathe! — Falei chamando-a pelo modo que ela gosta. Ela pode ser minha avó e já ter mais de 50 anos porem, ela nunca gostou de ser chamada de Vó. Ela sempre preferiu que a chamássemos de Kathe.
– Hum, lembrou-se é? Achei que ia continuar me chamando de vó! — ela disse rindo. Eu esbocei um sorriso fraco em meu rosto.
– Até daqui a pouco querida! Qualquer coisa estou no celular! — ela disse saindo do quarto.
Nada. Absolutamente nada.
Nada era o que eu queria. Já teve vontade de apenas ficar deitada sem pensar em nada? Como em estado vegetativo? Era isso que eu queria, mas eu não podia. Por mais que agora minha avó estivesse aqui, Vitor ainda era meu irmão, e eu devia cuidar dele.
Mas eu tinha medo. Eu já estou com 21 anos e perder meus pais já foi dificil, e pra ele? Como uma criança de quatro anos reagiria ao saber que seu pai e sua mãe haviam morrido? Isso se...
– Não Elise, não. Ele vai acordar sim! Pare de pensar besteira! — falei comigo mesma. Eu não podia pensar nisso.
–Não ele esta dormindo e se recupera. Ele vai levantar-se e vocês irão superar tudo isso junto. — novamente falei para mim mesma. Eu tentava convencer a mim mesma de algo que poderia não acontecer. Mas eu tinha que confiar ter fé.
Pulei da cama e notei que eu com uma camisola. Estranho. Mas tudo bem resolvi ir tomar um banho. Peguei toalhas e liguei o chuveiro.
Não sei por quanto tempo fiquei ali, só sei que a água quente me acalmava um pouco e me relaxava.
Eu queria parar de pensar um pouco em meus pais, mas era difícil. Eles sempre foram tudo para mim, minhas muralhas, minha fortaleza, minha força. Sempre, por qualquer coisa, uma simples dor de cabeça ou um consolo com os problemas de gravações era a eles que eu recorria. E agora, eu não mais os tinha ali presentes fisicamente comigo, mas em meu coração eles morariam para sempre.
A ideia de que agora eu chegaria a casa e meu pai não ia estar brincando na sala com Vitor, minha mãe não estaria cozinhando algo muito bom para o jantar, ou que não iríamos mais a praia juntos, fazia as lagrimas brotarem. Pode parecer coisas pequenas e simples, mas para mim, era meu mundo.
Ver o sorriso de Vitor cada vez que meu pai chegava do Escritório, ou vê-lo na cozinha batendo na massa do pão em uma tentativa de amassa-lo assim como minha mãe fazia ao lado. Era muita coisa para uma criança ter que suportar de uma hora para outra.
Desliguei o chuveiro e sequei as lagrimas que ainda caiam em meio a água do chuveiro.
Enrolei-me na toalha e sai para meu quarto, vesti uma roupa escura qualquer que achei. Eu não ia por roupa clara, jamais.
Dei uma leve secada em meu cabelo e vi que meus olhos verdes estavam levemente avermelhados, mas não me preocupei com isso. Eu queria ver meu irmão. Só isso era o que eu me importava. Peguei uma bolsa e coloquei umas coisas lá.
Fechei o apartamento e desci até o “Holl” de entrada. Muitos fotógrafos e jornalistas estavam ali. Coloquei meus óculos escuros e pedi para uma recepcionistas chamar um taxi. Quando o mesmo chegou fui entre os fotógrafos. Eles me perguntavam como eu estava, como era ter perdido os pais e como ficaria minha carreira agora. Mas eu não respondi. Apenas passei por eles em silencio. Entre no taxi e pedi para ele ir pro hospital. As perguntas dos jornalistas ficaram em minha cabeça.
Eu devia ter ligado para Mark meu agente, mas não o fiz. Eu não tinha cabeça para isso.
Assim que cheguei ao hospital e me identifiquei eles me guiaram até um corredor que dava acesso ao quarto onde meu irmão estava.
Lentamente caminhei até lá. Meu coração batia acelerado no peito, e eu tinha o enorme medo de perder meu irmão também.
Eu via a porta dos quartos por onde eu passava e eu notava que na maioria deles havia crianças. Crianças carecas, enfaixadas e outras apenas dormindo, assim como Vitor. Isso fazia meu coração se partir.
Quando virei o corredor senti meu coração bater ainda mais forte, como se fosse possível.
Katherine estava sentada e Carlos e James ao seu lado.
Aproximei-me e eles ficaram calados me olhando.
– Oi... — falei baixo me esforçando para dar um sorriso fraco.
– Oi! — James e Carlos responderam juntos.
– Elise Dobrev! Você não se alimentou? Você esta pálida! — Kath gritou no corredor levando vários "Shiuu" dos enfermeiros.
– Vó, eu... — ela me interrompeu.
– Vó nada! Pode ir lá na cantina comer algo. Não quero te ver internada neste hospital de novo! — ela disse.
– Não, eu não vou até eu ver o Vitor! — falei firme, mas James rapidamente me pegou em seu colo como se eu fosse uma criançinha de cinco anos.
– Você vai comer Sim! — ele disse todo metido e começou a andar.
Eu batia meus braços e pernas e pedia pra ele me por no chão, mas ele não me ouvia, alias ficava fazendo um: "la, la, la, la, la" rítmico que estava me irritando. Carlos nos acompanhava rindo. Quando notei que ele realmente não me soltaria, me rendi. Deixei que ele me carregasse mesmo contra minha vontade.
– Agora parou pequena Dobrev? — James disse me olhando.
Arqueei a sobrancelha e bufei.
– Humm, Lis, como você consegue ficar tanto tempo sem comer? — Carlos me perguntou pensativo.
– Eu não tenho animo pra comer ou fazer qualquer coisa Carlos. Não dá, eu simplesmente não consigo!
– falei respirando fundo.
– Lis, eu sei que é tudo muito recente, mas você tem que se cuidar. Pense bem, agora Vitor dependera de você. Você será a única família dele, e se você não se alimentar? E quando ele acordar? — James disse me encarando.
Sinceramente nunca imaginei ouvir isso do James, mas ele tinha razão. Agora seria somente eu e Vitor. Eu não podia contar para sempre com Katherine. Ela tem a vida dela e seria injusto jogar Vitor a ela.
Eu precisava cuidar de mim, mas é basicamente impossível quando você tem sua vida mudada completamente em uma noite, mas eu sei que eu vou me levantar junto com Vitor, como um aranha-céu.
Notas finais
Não será facil e por isso devemos apoia-los de alguma forma, nem que seja ao menos por meio de orações.
Elise eu ainda estou de luto e realmente sinto muito por você e sua familia meu amor..
Minhas condolencias as mais de 200 familias, maes e pais que perderam seus filhos.
Nada mais a dizer...
:'(
xx
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