Notas iniciais
" Coração Partido"Oi minhas lindas!!! Voltei, bom, desculpa por demorar quase um mês para atualizar, acho que posso resumir o motivo em uma palavra: ESCOLA.Espero que entendam! Agora não vou mais demorar tanto assim okay? E, tambem espero que entendam que assim como eu, minha Beta Reader tambem anda bem ocupada com o colegio, então complica!Como eu notei que todos os casais ja estão se desenvolvendo na fic, resolvi mostrar um casal que ainda não apareceu muito: Sarlos *-*Boa leitura!!

Só gostaria antes de tudo agradecer as duas princesas: Laura Henderson e DaniBird por recomendarem a fic!

Muito obrigada meninas! Vocês são uns amores!!!

Eu amei ambas recomendações!

Capitulo dedicado a vocês *-*

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P.O.V. Carlos

Depois que Elise e Logan sairão, Vitor voltou a ficar quieto, apenas interagia com Renata. James, Kendall e eu tentávamos mas o menino parecia triste, até que Sofia apareceu dando-lhe um sedativo que fez o pequeno dormir.

Fiquei observando Sofia e notando como ela fazia seu trabalho com Vitor com tanto amor e graciosidade. Parecia estar em seu ser aquilo. Ela movia-se e arrumava tudo para o menino com perfeição. Por um momento senti até ciúmes dele. Poderia ser eu não é?

A transferência de Vitor seria feita naquele momento, enquanto ele estava desacordado.

Katherine já havia ido na frente com James e Kendall para arrumarem tudo na casa para ele e eu e Renata ficamos.

Renata por que era visível que Vitor gostava dela e os meninos unanimemente concordaram que eu ficasse.

Renata saiu da sala para atender uma ligação e eu aproveitei a oportunidade para conversar com Sofia.

– Quanto tempo ainda vai levar para ele sair da cama pulando e correndo? — Perguntei.

A menina se assustou, provavelmente por repentinamente eu ter começado a falar com ela.

– Não sei Carlos. Não podemos dar nenhuma data, pode ser quando ele acordar do sedativo ou daqui uns dias. Vitor é um garotosaudável, a recuperação dele até agora tem sido rápida, mas não podemos fazer nenhuma previsão. — A menina disse com seus olhos presos aos meus, e por alguns instantes eu esqueci-me como fazia o ato natural de se respirar.

– Esta bem Carlos? — Sofia me perguntou tirando-me dos meus devaneios.

– Acho que sim...

– Você esta pálido. Sua pressão deve ter caído, sente se aqui. — Ela disse apontando para uma cadeira a qual eu me sentei.

Ela pegou um aparelho de medir a pressão e colocou em meu braço. Aquilo foi enchendo-se e senti o aperto em meu braço.

– Sua pressão esta baixíssima! — Ela disse espantada, sua boca aberta em um "o" que a deixou ainda mais bela diante de meus olhos. — Você tomou café da manhã Carlos? — Ela perguntou.

– Tomei... Bom, na verdade só tomei um suco e comi uma maça no caminho para cá. — Confessei.

– Você tem que comer algo Carlos, se não é perigoso você desmaiar.

– Hum, gostaria de me acompanhar em um lanche? Acho que seria apropriado que por algum tempo alguém cuidasse de mim. — Fiz cara de coitado.

Ela abriu um dos sorrisos mais lindos que eu já pude ver.

– Eu não deveria Carlos, mas como está no meu horário de lanche, eu aceito sim! — Ela disse ainda sorrindo.

Não pude-me conter e sorri também. Ela retirou o jaleco que usava por cima de uma blusa verde com babados em renda e me chamou. Falemos para Renata que íamos comer algo e ela ficou com Vitor, pedindo apenas que trouxéssemos para ela um cappucino.

Começamos a andar pelos corredores do hospital e minha vontade era de segurar a mão de Sofia. Mas eu não podia.

– Carlos, aqui na esquina tem um estabelecimento que vendo coisas ótimas. Podemos ir ali. — Sofia apontou para a esquina a direita. Avistei um cartaz mas as letras eu não conseguia identificar claramente.

– Então vamos.

Começamos a caminhar pela rua movimentada do hospital que ocupava o quarteirão quase inteiro até chegar ao lugar. Com as paredes em tons pasteis toda a decoração era um tanto rustica. A música ambiente era uma que eu podia conhecer em qualquer local, Backstreet boys — As Long is you a love me começou a tocar e eu e Sofia sentamos em uma mesa. Um garçom apareceu e começou a falar com Sofia, parecia até que se conheciam a longo tempo. Não posso negar que fiquei um pouco desconfortável com aquilo.

– Carlos?! — Acho que Sofia havia-me chamado já pela terceira vez.- Ah, oi... Desculpe. — Falei olhando pro cardápio.

– Pensando em quem Carlos? — A menina inocentemente perguntou. Se ela soubesse...

– Qual o seu pedido Sr. Garcia? — O rapaz perguntou.

Ergui a cabeça olhando-o.

– Vou querer um folheado de queijo, um cappucino e um pedaço de torta de morango. — Falei.

O rapaz anotou tudo e saiu deixando-me a sós com Sofia.

– Você gosta de torta de morango? — Sofia falou com uma expressão descontraída no rosto.

Só agora pude notar o quão bonita ela fica sorrindo. Suas maçãs do rosto se modelam de forma única, e o curvar dos cantos de seus lábios combinado ao brilho de seus olhos deixavam a menina parecendo uma princesa, uma linda garota.

– Sim, eu amo torta de morango! — Falei e ela expandiu ainda mais o sorriso.

– Então somos dois. Eu nem faço mais meu pedido aqui, Eric sabe o que eu gosto de comer: Suco de fruta, pão de queijo e torta de morango. — Falou enquanto o garçom colocava nossos pratos com os pedidos a nossa frente.

– Sabe Carlos, você é a primeira pessoa que eu trago para lanchar comigo aqui. Sempre algumas pessoas do hospital vem aqui, mas a maioria prefere comer na cantina do hospital mesmo, e digamos que desde que eu cheguei não me socializei muito bem com os outros funcionários. — Ela confessou enquanto bebericava seu suco, que pela cor pude notar que seria de morango também.

– Então você não trabalhou aqui sempre? — Perguntei após engolir um pedaço do meu folheado.

– Não, eu sou de San Diego, estou aqui a pouco mais de um mês. Consegui a vaga aqui e resolvi-me mudar. Sempre preferi cuidar de crianças e nas casas das pessoas, como irei cuidar de Vitor. As crianças são meus amores secretos, e lá em San Diego não há muitas oportunidades.

– Hum, entendo. Conheci Vitor quando a Lis estava gravando Count On You Worldwide conosco. Ela sempre o levava nas gravações porque o menino gosta muito do Logan. — Contei.

– A Elise e o Logan são bem próximos não é? — A menina ergueu os olhos para mim encarando-me. Fiquei perdido em seus olhos.

– Na minha opinião eles se amam em segredo, ou talvez não seja tão secreto assim. — Ela riu. — Eles são bem amigos, tipo, nós somos todos amigos, Renata, Elise os meninos, mas Lis e Logan é uma coisa, não definida. Entende? — Tomou seu suco e me fitou assentindo.

– Você não tem namorada não é Carlos? — A menina perguntou sem rodeio.

– Não, e você?

Ela sorriu e abaixou a cabeça.

– Eu sai de um relacionamento pouco antes de vir para cá. Meu ex namorado, Michael, ele me traiu diversas vezes, mas eu sempre perdoava, até que um dia eu peguei ele com minha amiga, em uma festa que eu fiz. Aquilo foi a gota para mim. Nosso relacionamento já não era muito feliz há muito tempo, mas eu o amava e o amor me fez ficar cega, e a pessoa a quem eu confiava, que eu achava que era minha amiga me traiu. Na época meu mundo desandou, mas agora já me recuperei. — Ela falou dando um sorriso fraco.

Coloquei minha mão sobre a dela e dei uma leve apertada.

– Se eu fosse seu namorado, jamais eu faria isso com você! Eu tentaria ser o melhor namorado do mundo para merecer ter alguém como você. Eu seguraria suas lagrimas, faria você rir, iria até o céu buscar cada estrela que você me pedisse. Iria cantar uma linda canção todas as noites só para te ver dormir sorrindo, eu iria mostrar-lhe como é o real sentimento de amor, como é amar e realmente ser amado. Iria trata-la com a verdadeira princesa que você é Sofia. — Sofia abriu um sorriso.

– Carlos, você é um amor! — Ela disse e se inclinou sobre a mesa me dando um beijo na bochecha.

Senti me nas nuvens com aquele beijo. O sorriso que Sofia deu compensou cada palavra, que sinceramente nem sei da onde surgiu, elas apenas pularam de minha boca sem que eu conseguisse controlar.

Não ouvi o barulho, mas vi ela pegar seu aparelho celular a atende-lo.

Ela disse rápidas palavras e logo o guardou novamente.

– Carlos, eu preciso ir. Já esta tudo pronto, Vitor vai para casa. — Ela disse sorrindo.

– Tudo bem, vamos leva-lo para casa então! — O garçom apareceu e me deu a conta. Deixei o dinheiro na mesa junto com a gorjeta. Apenas fui até a máquina de café e peguei o Cappucino de Renata, antes que eu me esquecesse. Saímos do local e voltamos para o hospital.

Sofia ficou quieta durante todo o trajeto. Parecia pensativa.

P.O.V. Sofia.

Não posso negar que as palavras de Carlos mexeram comigo. Ele é um garoto incrível, lindo e... Romântico. Cada palavra que ele disse, foi uma sensação nova para mim. Eu nunca tinha ouvido aquilo de nenhum namorado, muito menos de Michael.

Mas, eu não podia confiar naquilo, não mais. Quando temos nossos corações destruídos como eu tive o meu, aprendemos a ignorar sentimentos fortes como o amor. Esse é um sentimento que eu a algum tempo deixei de acreditar que existisse. Acho que amor é algo que dificilmente irei sentir por alguém novamente. O amor deixa as pessoas cegas, ele faz com que sintamos que precisamos de uma pessoa, quando não precisamos. Marlon me machucou muito, posso dizer que ele fez uma "cratera" no lugar onde se devia ter um coração, e agora não há como tapar esse imenso buraco.

Talvez ele fique bravo, mas é melhor que ele não se iluda com algo que não vai acontecer. Eu não vou-me apaixonar de novo, não mesmo. Agir estupidamente com ele não é a melhor forma de afasta-lo, mas é o melhor jeito de mante-lo longe, até que eu conserte meu coração.

Notas finais
Amores, quanto as One's estou com duas em andamento, mais ainda não deu para terminar :( E os reviews em breve responderei a todos ok?Reviews? Recomendações?Criticas e Sugestões são bem vindas okay?Beijosxx