Count On You Worldwide
23 Bitch or Princess?
Notas iniciais
P. O. V James
Acordei com uma dor insuportável no braço direito. Olhei para o mesmo e ele estava com uma agulha fincada e um líquido caía de uma bolsa pendurada diretamente para um canal que acaba na maldita agulha. Uma enfermeira entrou com uma prancheta na mão e anotou alguma coisa ali.
– O que eu tenho? — perguntei pois não lembrava de nada.
– Você foi atropelado. Mas vai receber alta amanhã já. Sente dor de cabeça?
– Não.
– Isso é bom. Olha, tem uma garota na sala de espera, acho que é sua namorada.
– Peça que ela entre — Pedi alegre.
Provavelmente Luiza estava ali. Eu queria vê la e abraça-la.
Mas quando ela entrou, algo em mim dizia-me que as coisas não estavam bem. Abri o melhor sorriso que podia, achando que ela fosse retribuir, mas estava enganado.
– Lu, você esta aqui! – falei feliz.
– Estou sim James. – disse com a voz baixa.
Eu parei de sorrir e a olhei meio confuso. Por que as coisas não estariam nem?
– O que houve Luiza? Esta tudo bem? – Ele disse me fitando.
Notei que ela respirou pesadamente.
– Não James, não esta tudo bem. – falou e olhou na janela.
– O que esta acontecendo meu amor? – perguntei já aflito.
– Não me chame de meu amor. – ela disse ríspida. – Eu quero terminar James, aquele contrato será anulado. Não precisamos mais fingir que nos amamos. – ela disse e foi como se atingissem um soco em meu estômago. Ela não poderia estar falando sério. Poderia?
– O que? Como assim? Lu, o que você esta dizendo?
– É isso que você esta ouvindo. ACABOU! Não estou sendo claro o bastante? Terei que desenhar James? – ela quase gritou mas a voz dela não estava saindo muito bem. Não sou especialista, mas acho que ela estava com a garganta ruim.
Fiquei em silêncio.
Era muita coisa para minha mente assimilar. Ela estava terminando comigo? Mas, porquê? Por que ela faria isso? Há uma semana havíamos tido nossa primeira noite de amor, trocamos juras de amor e promessas. Fizemos planos para nosso futuro, juntos. Ela não podia jogar tudo isso pro alto. Podia?
–E quanto ao amor? E nossas promessas? E o nós ‘juntos até o fim’? – quando notei as palavras já tinham pulado de minha boca.
– Nunca existiu amor James. Eu apenas cumpria um contrato estúpido. Eu sempre amei apenas um homem, e o nome dele é Michael! Você foi tão tolo, acreditou mesmo que eu me apaixonaria por alguém como você? — O que? Como assim? Não. Ela estava brincando não estava? Era apenas um pesadelo e eu logo ia acordar! Isso. Belisquei meu braço mas notei que não era um sonho. Era real. Uma dura realidade, diga-se de passagem.
– Não acredito no que você diz! Michael não te amava e você terminou com ele! Você mesma disse! – Soltei com raiva. Ela tinha dito isso na noite que passamos juntos. Ela tinha me contado tudo.
– Sim, ele não me amava, mas eu o amava e continuo o amando. Eu quase o matei por ele me trair. Mas agora, ficaremos juntos em fim! – ela disse no mesmo tom de antes. Fria.
Fiquei em choque.
A máquina cardíaca que estava ligada a mim apitava freneticamente.
Minha mente trabalhava a toda velocidade, mas não era capaz de assimilar tudo de uma vez.
– Então se tudo o que tivemos foi mentira, olhe nos meus olhos e repita isso! – falei gritando. A maquina de meu coração já nem batia de tão rápido que estava. Minhas veias doíam. Eu queria soltar todos aqueles fios que me prendiam e pega-la pelos ombros e fazê-la falar para mim que ela estava mentindo.
Mas ela apenas ficou em silencio. Comi se pensasse se deveria ou não me responder. Mas depois de um tempo ela apenas virou-se para mim e disse antes de sair do quarto:
– Eu não preciso provar nada a você! – ela não virou-se para trás nem para dar-me um último adeus
Desolado. Essa era a palavra que me descrevia no momento.
Meus olhos estavam presos a parede branca, meu braço com a intravenosa doía. Meus olhos estavam marejados e ardiam querendo que as lagrimas fossem libertas. Mas como? Não passaram-se nem dez minutos desde que Luiza saíra do quarto, terminando tudo. Eu queria acordar de um terrível pesadelo, o qual eu estava bem na casa dela e ela estava comigo, mas agora isso parecia distante.
Como ela conseguira fingir tão bem que me amava? Que queria esquecer Maicon e ficar comigo de verdade? E apenas em alguns minutos destruir tudo dentro de mim?
Vadia. Essa era a palavra que podia a definir. Nem todas as outras garotas com que fiquei ou namorei fizeram isso.
Kendall entrou no quarto tirando-me de meus pensamentos.
– Hei cara. Que cara é essa?
– Cara de quem levou um pé bunda de uma vadia?
– Luiza terminou mesmo com você? Não imanei que ela seria capaz.
– A vadia sem coração conseguiu.
– Uou. Pare de chama-la assim na minha frente.
– Nossa vai defende-la Kendall?
– Não é isso é que... — Ele parou parecia pensar se continuava ou não. Mas continuou. — Talvez ela não mereça isso.
– Não mereça? Não mereça Kendall? Eu vou ate a casa dela, sou atropelado por isso, estou cheio de agulhas, ela nem se importa com isso vem aqui e diz que ama outro? E não merece que a chamo de vadia? — Meu monitor cardíaco me incriminava de novo.
– Você lembra de ver quem estava dirigindo o carro? Talvez não ela não seja a vadia que está falando... Alias. Vou ir comprar algo pra tu comer. Já volto. — Kendall disse saindo do quarto e deixando-me com a pergunta na cabeça.
Repassei mentalmente todo meu dia desde a hora que sai de casa até o acidente. O carro que me bateu.
Não.
Ele.
Não, não podia ser.
Não ele.
"Então se tudo o que tivemos foi mentira, olhe nos meus olhos e repita isso!
– Eu não preciso provar nada a você"
Ela não me olhou nos olhos e ate demorou a responder.
Mas se ela já ia termina comigo, porque ele me atropelou?
A menos que...
A maldita maquina cardíaca disparou novamente
Lembrei do acidente de novo...
Luiza estava mentindo. E o pior, para me proteger.
P.O.V Luiza
Cheguei em casa e comecei a chorar. James estava brabo comigo, eu tinha certeza.
As lágrimas caiam de mim sem minha autorização.
– Olha olha, a princesinha chorando pelo príncipe encantado. Que cena fofa de se ver. — Maicon entrou no meu apartamento sem eu ver. Minha reação na hora foi começar a bater dele, mas ele me jogou no sofá fazendo-me bater as costas. — O que pensa que esta fazendo? — Ele disse e desferiu um tapa em minha cara que tenho certeza que ficara roxa por horas. Então ele rasgou minha blusa deixando-me exposta. — Agora as coisas serão do meu jeito, a menos que queira ir ao enterro do seu principezinho.
– Não! — gritei.
– Pro quarto, agora! — Ele disse arrastando-me pelos cabelos.
Jogou-me na cama e começou a desferir vários tapas em minha face.
Lembrei-me da noite em que eu havia passado com James a uma semana atrás. Parecia tão longe...
Mas se para deixar James em paz eu precisasse levar tapas na cara, podem começar a me darem socos
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