Count On You Worldwide
26 As Long As You Love Me - II
Notas iniciais
POV Kendall
Nada.
Era isso que encontrei nesse galpão.
Nada.
Julia me deu o endereço errado, ou ela realmente não sabia.
Já estava tarde, mas mesmo com as lanternas, não vimos nada.
Voltamos para casa frustrados.
James não atendia ao telefone e Michael não mandava nenhum sinal. James podia já estar morto e nem ao menos saberíamos.
Em casa todos estavam preocupados. Sim, James pode já ter 23 anos, mas ainda assim minha mãe achava que era ainda uma criança que estava sob sua responsabilidade cuidar.
Mães.
Carlos ficou com Sofia na casa de Luiza. A menina estava a horas apagada por conta dos analgésicos que Sofia deu a ela. É, é nessas hora que é bom ter uma amiga enfermeira.
Tentei de qualquer forma falar com James, mas nada. Minha cabeça estava rodando. Não sei, parte de mim dizia que ele estava bem, a outra parte dizia que não. O problema era que ele não fazia nenhum contato.
Julia, entretanto fez contato no dia seguinte. Queria muito que eu fosse no seu apartamento para irmos registrar ‘nosso filho’. Eu estava indo, mas me ligaram do hospital.
Sabe o coração? Ele é uma peça frágil, por isso temos que cuidar dele, mas o meu estava quase se acabando, coitado.
Sim, era sobre Renata e não, ela não morreu se é isso que querem saber. Pelo contrario, ela estava melhor.
Fui até o hospital assim que me ligaram, e claro não fui (de novo) me encontrar com Julia.
Daniela estava lá e estava sorrindo de canto a canto dos lábios.
– Kendall! – ela gritou quando me viu.
– Daniela! – falei e a abracei.
Ela estava muito feliz, ela e Thiago.
– Já soube da ultima noticia? – ela perguntou.
– Sim, por isso eu vim. Será que posso vê-la? – pedi.
– Claro. – Daniela disse e se afastou da porta me dando passagem.
Entrei no quarto e vi minha princesa, minha Bela Adormecida, sem o tubo de oxigênio que ela usara durante todo esse tempo.
Pode não parecer muita coisa, mas ela voltara a respirar sem aparelho e isso era um maravilhoso sinal.
– Princesa, você esta voltando para mim. – falei segurando sua mão. Por algum motivo eu esperava que ela fosse me responder como Vitor fizera com Elise, apertando sua mão. E eu não perdia a esperança de seu eu a vê-la acordar primeiro.
Ela estava imóvel, a pele pálida como sempre. Seus cabelos negros haviam sido penteados provavelmente por Daniela, e as pontas estavam enroladas. Eu queria tanto que ela abrisse seus olhos, me olhasse novamente, e falasse comigo, nem que fosse para me xingar por ter sido um completo idiota com ela. Mas eu a queria bem, viva por completo, não imóvel em uma cama de Hospital.
Fiquei por horas ali sentado ao seu lado, cantei a sua musica favorita, mesmo que de outra banda, Story of My Life do One Direction. Os médicos disseram que ela talvez pudesse me ouvir e eu acho que ela gostaria de ouvir a sua musica. Quando estava saindo para ir embora beijei seus lábios e por um segundo senti ela se mexer. Talvez ela tivesse mesmo se movido, talvez fosse só a minha imaginação, mas eu não desconsiderei isso. Ela havia parado de respirar por aparelho, podia estar acordando certo?
Sai do quarto e fiquei parado na porta. A garota me olhava no corredor os olhos cheios de raiva. O garoto chorava em seu colo, mas ela não ligava.
– Kendall. – ela disse com raiva.
– Julia. – respondi.
– Você não tem responsabilidade alguma não é? Como pode me deixar lá plantada com o juiz? Não pensa em seu filho não é mesmo? Mas na sua morta ai é todo amores.
– Não fale assim da Renata! – quase gritei.
– Por que? Vai me bater? Vai me ameaçar? Pode fazer o que quiser comigo Kendall, eu não quero nada de você. Só não acho certo você não assumir seu filho. – ela disse e começou a balançar o bebê que foi aos poucos parando de chorar.
– Essa criança pode não ser minha Julia. E eu não vou assumir até fazer-mos um teste de DNA. – falei.
– Claro né? Vai dar pra trás de sua palavra não é? Você continua o mesmo Knight. E quer saber? Vamos fazer essa droga de exame agora se você quiser. – ela disse e começou a andar pelos corredores do hospital. Chegou a uma sala de exames e parou. – Você quer mesmo fazer isso? – ela perguntou. Eu assenti. – O.k. – ela disse e entrou. Ela falou com a enfermeira sobre o exame e a enfermeira foi preparando os recipientes. Íamos fazer o exame por amostras de sangue.
A enfermeira tirou um pouco de meu sangue e também do bebê que dormia.
Ela nos mandou assinar alguns papeis e disse que em até dois dias o exame estava pronto.
– Satisfeito agora? Quando esse exame estiver feito vou esfrega-lo na sua cara Knight. – Julia disse com raiva e saiu bufando do hospital.
Eu não fiz nada. Apenas fui para casa.
Quando cheguei minha mãe estava no telefone falando com alguém e ela estava chorando. Meu coração disparou.
– O que foi mãe? – perguntei quando ela colocou o telefone no gancho.
– Um policial ligou e disse que encontrou uma blusa com os documentos de James no meio de uma Via a 50 km daqui. A blusa estava toda ensanguentada e em partes queimada. Temos que ligar para a mãe de James, ela precisa saber disso. – ela disse e me abraçou.
– Mãe, não ela vai surtar. Temos que esperar. A policia é eficiente. Eles já estão no caso. – falei.
– Eles e milhares de fãs Kendall – Keiti disse saindo do computador – As rushers já sabem que James foi sequestrado e muitas já estão a procura dele. E olha que fãs são pior que FBI. – ela disse e me deu uns tapinhas nas costas. – Mas eu quero o James!! – ela disse e começou a chorar, e a chorar muito.
– Calma irmãzinha, calma. Ele ta bem, ele vai voltar. – falei tentando convencer a ela e a mim mesmo.
Mas será que ele voltaria mesmo?
POV Elise
– Logan, calma. Não podemos ficar assim. Temos que procura-lo. Procurar pistas. A Luiza não tem nenhum modo de falar com Michael? Talvez James esta bem, por ai. – falei para Logan que andava de um lado para o outro no meu apartamento, daqui a pouco ia fazer um buraco no chão.
– Já ligamos a todos os hospitais, James não esta em nenhum, até nos Institutos Medicos Legais e ele não esta... morto. – Logan disse pensativo.
– O James vai voltar né Lis? O James... – Vitor disse no meu colo e começou a chorar, de novo.
Eu odeio vê-lo chorar.
Quando não é pelos meus pais é pela Renata, agora pelo James. Meu Deus, ele não pode viver assim.
– Ele vai, ele só fugiu um pouquinho — menti.
– Mas, ele... E a Lu? Ta com ele? Eles foram viajar? – ele perguntou passando as duas mãozinhas nos olhos secando as lagrimas.
– Er..
– Sim Vitor, eles estão juntos. É que o James foi brincar com a Lu de se esconder e até agora ele não saiu do esconderijo e nós estamos ajudando a Lu a acha-lo. – Logan disse pegando-o no colo.
– Ah, então ele se econdi bem Logan. – ele disse se aninhando no colo de Logan.
– Sim, muito bem little Batman. – Logan disse e eu sorri para ele, como um ‘obrigado’. Vitor dormiu rapidamente no colo de Logan, e depois de o colocarmos na cama fomos até a casa da Luiza.
Quando chegamos Carlos abriu a porta. Eu não via Luiza já fazia umas duas semanas.
– Hey Carlos. – falei
– Hei Lis, Logan. – Carlos disse.
– Luiza esta? – perguntei.
– No quarto. – Carlos disse e nos guiou até lá.
Luiza estava meio sentada na cama, encostada na cabeceira. Sofia estava dando-lhe alguma coisa na boca e Luiza fazia careta para engolir.
– Luiza esta com dificuldade de engolir a comida. – Carlos comentou.
– Oi Lu – falei dando um pequeno sorriso.
– Oi Lis. – ela disse e se encolheu.
– Você precisa de ajuda Sofia? – perguntei.
– Não Lis, obrigada. Só estou ajudando a Luiza a comer. Eu acabei de passar mais pomadas nela e não quero que ela se mova muito para se recuperar das lesões. – Sofia disse e Luiza engoliu mais uma colherada daqui que eu não sei o que era.
– Alguma noticia? – Logan perguntou.
– Nada. – Carlos disse e suspirou.
– Michael é mais esperto do que parece. – Luiza disse com a voz baixa.
– Lu, você precisa descansar. – Sofia disse.
– Mas o James pode estar... – e lentamente Luiza foi entrando na inconsciência enquanto falava.
– Eu coloquei tranquilizantes na sopa. Ela esta muito agitada e isso é um problema para a contusão. – Sofia se justificou e arrumou Luiza na cama cobrindo-a.
– O que é isso nos braços dela? – perguntei quando vi um pedaço de seus braços descobertos.
– Hematomas. Há vários pelo corpo dela. Michael a machucou muito fisicamente. Quando chegamos aqui ela estava inconsciente no chão com um corte imenso na cabeça. – Sofia disse.
– Meu Deus. – Falei e coloquei a mão na boca instantaneamente.
– Ele é um psicopata – Logan disse.
– Ele é pior que um psicopata. O psicopata mata de uma vez, o Michael tortura antes. ]
Quando Carlos disse isso senti um enjoo repentino. Minha visão ficou escura de repente.
– Você esta bem Elise? – Sofia perguntou abanando as mãos no meu rosto.
– Estou. – falei.
Carlos e Logan falaram alguma coisa a qual não escutei direito.
Eu iria mesmo criar meu irmão nesse mundo? Certeza? Mas como eu podia falar para Logan de minha decisão num momento como este? E ele, como ficara quando eu disser?
Acho que minha pressão arterial caiu, pois só me lembro de ver Logan me chamando e eu me perguntando: como?!
POV Michael
Desgraçado.
Em todas as redes sociais as fãs desse idiota estão se manifestando sobre seu ‘sumiço’. E quem é o vilão? Ah, isso elas querem saber. Mas essa é uma coisa que nunca saberão, bom ele não vai poder contar a ninguém quem o matou, ou vai? Se ele for pro inferno, bom acho que não... Não importa, foda-se ele, mas Luiza, ah como eu quero que ela sofra. Isso não é mais uma questão de amor, é uma questão de honra. Ela queria isso não é?
Como ela esta? A minha princesa... Como pode se tornar a bruxa do meu ‘felizes para sempre’?
Eu sempre a amei, sempre. Mas e ela? Ela não, ela queria mais. Ela queria fama. Queria dinheiro, nunca me amou. Ficava comigo pelo meu status. E olha aonde chegamos? Vou acabar com o amor da vida dela, e na frente dela de preferência.
Por que eu sei que ela é idiota a ponto de vir atrás dele como eu quero, e ai: POW! Mato ele rapidamente, nem vai dar tempo de ela tentar salvá-lo.
Tão tola.
Mas, claro, não posso fazer isso sozinho. É por isso que estou esperando a outra tonta, a Julia. Ai ai, essas mulheres que fazem tudo por esses playboyzinhos de merda.
Sim, foi só eu falar que se ela não viesse eu acabava com Kendall também que ela aceitou me ajudar a me livrar deste traste do James. Mas claro, por que eu iria matar Kendall? O que ele me fez? Mas, elas não pensam. Fazer o que?
– James desgraçado Diamond, acorda! – falei e dei um chute em seu estomago. Ele gemeu de dor. Como eu amava isso. – Você tem que comer. Não quero que Luiza pense que não te tratei bem. Quero-o bonito para quando ela chegar. Levanta. – Falei e dei outro chute e recebi outro gemido em resposta.
– Ela não vai vir seu idiota. – ele disse entre gemidos.
– Ah não? – falei segundo sua cabeça pelos cabelos – Espera para ver... Ela te ama seu idiota. Ela vai vir, e se não vier, bom, daí terei que tomar novas providencias.
– Me mate de uma vez e a deixe em paz! – ele rosnou.
– Assim, simplesmente? Fácil? Não James, não gosto de coisas fáceis. Coisas fáceis são chatas. Eu gosto de me divertir sabe? E a diversão da vez é você.
– Você é um psicopata.
– Não, não sou. Sou apenas um homem traído, e sabe por quem? Por aquela que você ama. Mas ela terá seu troco, alias vocês dois terão. Oh James, você vai vê-la sofrer e como ultimo desejo seu, eu acabo com todo seu sofrimento e para ela, só restara aguentar a dor por toda a sua fútil vida.
– Você não vai a machucar...
– Você não pode me impedir seu idiota. – chutei-o – Você esta amarrado, num deserto. Quem vai salvar vocês? O homem de ferro? O chapolim colorado? Tenha dó James. Agora coma, minha paciência esta se esgotando. E em breve, sua amada estará aqui. E o ‘felizes para sempre’ de vocês vai ser infernal. – Falei e sorri com a imagem em minha mente.
Um casal feliz, um casal sofrendo, um casal morto.
Ai, a vida é tão... linda.
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