Mônica estava assistindo um filme com Cebola. Só queria curtir seu namorado. Nem ligava para o filme. Era o quê? Um terror? Um musical? Não importava. Ela estava com a pessoa mais importante da sua vida ali na sua frente. Nem se tocou quando Cebola disse que já havia acabado o filme.

– Nossa. Esse filme é muito... Legal, Cebola.

– Ah, corta essa, Mônica. Eu sei que você estava olhando pra mim e nem estava pensando no filme. – e deu uma almofadada nela.

– Ai, seu convencido.

Ela tirou a almofada das mãos dele e começou a dar-lhe almofadadas. Eles começaram uma guerra de almofadas.

– Olha lá, Cebola! – Mônica apontou para a janela.

– O quê? – distraído, Cebola olhou para o lugar que Mônica apontava.

– Isso! – Mônica aproveitara o lapso de atenção de Cebola e tacara uma almofada na cara dele.

– Ei, não vale assim.

Mônica começou a rir. Dessa vez foi Cebola quem se aproveitou do momento de distração de Mônica e revidou a almofadada.

– Ei! Copiando as minhas táticas, não é? – Mônica riu.

– Copiando, não. Apenas me inspirando. – Cebola tentou argumentar.

Mônica ia dar outra almofadada nele, mas Cebola a puxou pela cintura, tirou a almofada da mão dela e a beijou. Ele ligou o rádio. Estava tocando a, como dizia a Mônica, “Nossa Música”.

Eles começaram a dançar e deram mais um beijo. A campainha tocou. Cebola foi atender. Eram Magali e Cascão, ambos chorando.

– Magá, o que aconteceu? – perguntou Mônica.

– É o Quim. Ele está muito estranho. Hoje, me ligou dizendo que queria terminar comigo.

E caiu em um choro convulsivo. Mônica a abraçou, tranqüilizando-a. Cebola virou-se para Cascão.

– Cara, por que você está chorando?

– É que a Cascuda vai embora e eu fui terminar com ela.

– Mas se você foi, por que está chorando?

– Porque, apesar de amá-la, eu achei que era melhor. Só que nunca pensei que iria sensibilizá-la tanto. Cara, eu sou um monstro.

Cascão enfiou o rosto nas mãos, chorando e se jogou no sofá. Cebola sentou-se ao seu lado e deu tapinhas nas suas costas, tentando consolá-lo.

– Você não é um monstro, cara. Mas, por que você terminou com ela?

– Porque eu tô afim de outra.

– E quem é?

– Não posso falar.

Cebola se levantou bruscamente e começou a andar pela sala, dizendo, com ironia:

– Ah, claro. Assim fica muito fácil de saber se ela gosta de você. Por que não conta?

– Agora não posso. – respondeu Cascão.

Mônica e Magali, que parara de chorar, estavam prestando atenção.

– Conta aí, Cascão – insistiu Mônica.

– Não posso. Parem de me encher!

Cascão levantou-se, irritado, e saiu.

– Afe, foi só um pedido. – disse Mônica.

– Nem dá bola, Mô. O Cas é esquisito mesmo. – riu-se Magali.

– Aê, Magá. Viu como é fácil se esquecer de algo triste? – comemorou Mônica.

– É. E eu percebi que não vale a pena choramingar pelo passado. Ainda mais agora, que eu acho que estou gostando de outro.


Cascão corria pelo parque. Queria chegar até a sua casa. Quando via algum obstáculo, usava a sua incrível habilidade em Le Parkour para desviar deles.

Quando chegou a sua casa, foi até seu quarto e sentou-se na cama. Ligou o som e se jogou na cama. Estava tocando uma música que fez a raiva passar e fez ele sentir-se inspirado. Como iria se declarar para a sua amiga de infância? Será que estava confundindo as coisas? Será que estava realmente apaixonado pela menina, que antigamente devorava tudo o que via pela frente? Pegou o seu celular e ligou para Cebola.

– Cara, as meninas ainda estão aí? – perguntou.

– Não. Já foram. – disse a voz do Cebola. – Por quê?

– Tem como você dar uma passada aqui?

– Claro.

Cascão desligou o celular e aumentou o som. Estava envolvido pela música. Adorava ela. I Want To Hold You Hand...

A campainha tocou. Era o Cebola. Cascão desceu e atendeu a porta. Os dois foram para o quarto de Cascão.

– Cara, eu não podia falar quem era a pessoa que eu tava afim lá porque ela estava presente.

– Cara, se for a Mônica... – disse Cebola, erguendo os punhos.

– Não. É a Magá. – Cascão disse rapidamente.

– Caramba! A Magali? – e, de repente, Cebola começou a rir. – Legal, agora somos uma dupla de casais. Eu e a Mô, você e a Magá.

– Mas eu não sei se ela gosta de mim.

– Você nunca irá saber se não tentar falar com ela.

– F-falar? Como assim? Do nada?

– É. Só assim mesmo para saber. – disse Cebola, cruzando os braços.

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Enquanto isso, na casa da Mônica...


Magali estava conversando com Mônica sobre garotos.

– Mô, agora que eu larguei o Quim, eu estou apaixonada por outro garoto.

– Mas... Já? Assim tão rápido? Quem é.

Sem rodeios, Magali respondeu:

– É o Cas.

Mônica, que estava tomando um refresco, deixou o copo cair. Como não era de vidro, não quebrou, mas fez um barulhão. Mônica saiu correndo para pegar um pano. Quando voltou, começou a limpar o chão. Enquanto limpava, continuou a conversa com Magali.

– Sério, Magá? Mas que fofo. E você já falou com ele?

– Não.

– E o que está esperando? A vaca tossir em alemão?

– É que... É que...

– É que o quê? Você tem medo de dizer para ele? O máximo que pode acontecer é ele dizer não.

Magali sorriu para a amiga. Era a motivação que faltava. Sacou o seu celular e ligou para Cascão.


Na casa de Cascão... Ele olhou para o número no identificador e viu que era Magali.

– Ih Careca. É ela! O que eu faço? – ele estava com uma mistura de euforia e ansiedade.

– Atende logo! – ordenou Cebola.

Cascão atendeu o celular.

– Falaí, Magá. Quê que mandas?

– Cas, eu preciso falar com você. – disse a voz de Magali.

– Beleza. Quando?

– Quando der.

– Que tal hoje à tarde, na pracinha?

– Fechado.

Cascão desligou o celular. Estava quase dando pulos de alegria. Coincidência ou não, simplesmente aconteceu. Os dois estavam apaixonados um pelo outro, mas ainda não sabiam.


Notas finais
Gostaram? Façam review. Não gostaram? Façam review. O importante é mostrar a opinião =D
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@leocancellier