Cosmic Love

4 Road Trippin'


Notas iniciais
Depois da mudança de servidor, já tem 2 capítulos prontos. Vou postá-los seguidos :) Música do título- Road Trippin' (Red Hot Chilli Peppers)

Dez anos depois, Emma estava voltando para casa; não estava conseguindo conter a ansiedade, não sabia como sua família reagiria à sua volta. Segundo Hook, eles não estavam a esperando, a iniciativa de viajar e alertá-la sobre a situação, foi completamente dele.

Um dia depois, eles pegaram um avião rumo aos Estados Unidos. – Com medo Swan? – esperavam as malas no desembarque do aeroporto JFK. Hook se aproximou dela mas sem tirar os olhos da esteira; Emma o encara por alguns segundos.

–Um pouco – avistam as malas e saem carregando-as. –Vou sair daqui o mais rápido que eu puder.

A cada quilômetro que se aproximavam de Storybrooke, de carro, um sentimento invadia Emma, estranhamente, a completando. Sentia seu coração batendo mais rápido; presumiu que era a adrenalina correndo em suas correntes sanguíneas, a passo que se dava conta que iria voltar para tudo que abandonou tão brutamente, há anos atrás.

Jones entendia o que Swan estava sentindo, ele havia passado por isso há uma semana; Por isso, dava espaço para essa se acalmar e organizar os pensamentos, só fazia alguns comentários vez ou outra enquanto dirigia.

A viagem durou um dia e uma noite; pararam em um posto de gasolina, compraram sanduíches e refrigerantes para abastecerem sua fome. Dormiram aproximadamente três horas.

Ela corria já com os músculos em exaustão, o ar já não satisfazia seus pulmões, o suor começava a pingar. A paisagem passava como vultos abstratos ao seu redor. A fadiga de seu corpo ficava cada vez mais forte; mas ela não podia parar. Não podia pensar em perdê-la, não podia pensar em alguém a machucando, machucando o amor de sua vida. Praticamente aterrissou na varanda e bateu exaustivamente na porta, gritando um nome que não tinha certeza. Alguns segundos depois, uma mulher morena abre a porta com os olhos marejados e a área em volta dos olhos e do nariz, vermelha. Ver aquele rosto, muito familiar, a encheu de satisfação e alívio. A mulher projeta um sorriso que faz seu coração aquecer; mas antes que pudesse corresponder, a imagem começa a ficar longe, cada vez mais e mais. Começa a se debater no vácuo, gritando; a mulher continuava a sorrir; e já bem longe, quase desaparecendo de vista, pôde jurar que a ouviu sussurrando: “Eu te amo”

Abre os olhos e vê Hook pairando sobre ela, com as mãos em seu ombro, gesticulando algo; ao perceber que sua audição está nula, começa a ouvir cada vez mais perto, até que seus ouvidos doem com o volume do grito de Jones – EMMA!- ela pisca os olhos, atônita, voltando a realidade. Levantou, sentando no banco traseiro do Jeep.

O sonho fora muito real dessa vez, e estava demorando para ela o tirar da cabeça. Todos aqueles sentimentos, aquela mulher, aquele lugar, tudo parecia tão... Real, familiar; ficava espantada só de pensar que poderia sentir algo parecido. Os pesadelos dessa mulher morena, a vem aterrorizando há praticamente seis meses, começaram como um simples sonho que ia e vinha em semanas alternadas e era sempre sobre um amor verdadeiro, mas quase superficial; de dois meses para cá, eles se tornaram mais melancólicos, profundos e desesperados, vinham diariamente e a compenetrava muito mais.

Emma tentava dormir, mas não conseguia; então resolveu que não queria pegar no sono novamente e voltar para aquele mundo paralelo. Saiu do carro, com uma garrafa d’água e sentou no capô, Hook continuava dormindo nos dois bancos da frente do carro. Ela passou a noite inteira pensando no seu relacionamento com os pais, desde a infância.

Já amanhecia, quando ela ouviu um barulho dentro do carro, avisando que Jones havia acordado. Ele saiu do carro, com os últimos sanduíches e mais uma garrafa de água.

–Café da manhã? – ele estendeu o braço com os pães para ela, oferecendo-a um sorriso de lado. Emma sorri de volta, se ajusta no capô e agarra a comida. O homem senta ao lado dela, com os olhos baixos. –Você tava bem alterada hoje de madrugada- mordeu o sanduíche. – Não parava de gritar... ta tudo bem?

–Sim, foi só um pesadelo – Emma sorri, olhando para o chão. Vinte minutos depois, eles pegaram a estrada de novo; mais descontraídos, conversavam sobre como era época em que Emma ainda morava lá, e Hook a atualizou sobre todos os acontecimentos da cidade.

– Bem-vindo a Storybrooke – Swan lê a placa e sussurra para si mesma, num tom de voz quase inaudível. Sente a respiração ficar pesada e tenta se concentrar. Quando chegam na cidade, ela vai reconhecendo aos poucos os lugares. –Nossa isso aqui não mudou. – Jones ri, e dobra a segunda a direita. — Hook, a parte residencial não é pra esquerda?

–Sim...

–Pensei que nós íamos ver minha mãe primeiro.

–E nós vamos. –Emma franze a testa, encarando o homem ao seu lado, que freia o carro e tira a chave da ignição. Ela olha ao redor e sente um frio na barriga ao olhar para fora da janela e se deparar com um hospital.

Notas finais
Deixem reviews ♥