Cosmic Love
11 Discovering the Dreams
Notas iniciais
–Swan, e-eu...- Regina não conseguia olhar diretamente para a mulher. Não tinha coragem; coragem, a palavra que a perseguiu desde sempre. Fora corajosa em todos os aspectos de sua vida, até Emma aparecer; e isso a irritava profundamente. Mais uma vez teve que confrontar esse sentimento. Estava confusa, pois não sabia quais seriam as consequências quaisquer fossem seus atos. – Vou ficar só mais um pouco, pra garantir que não passe mal outra vez.
Regina adentrava na casa, que tinha um leve cheiro de mofo, cuidadosamente, medindo meticulosamente os passos. Parecia que ninguém morava lá a um bom tempo. A TV estava coberta com um plástico, havia uma pequena infiltração na parede da cozinha e o sofá cuidadosamente, arrumado, com almofadas que não eram deslocadas a meses. Ouve um barulho de algo quebrando e vira para trás; um copo, distingue. Vê Emma curvada na mesa e corre para segurá-la.
Seus olhos estavam fechados, seu rosto expressava dor. Uma mão estava nas costas e a outra a apoiava na mesa. Regina segura seu braço esquerdo e contorna o tronco da mulher. – Ainda doendo?- sua voz saía mais preocupada do que estava esperando.
–Um pouco... foi uma fisgada... d-desculpe. – olha pro chão e tenta se estender sozinha.
–Vou pegar a vassoura. –Regina se afasta cautelosamente, hesitando em largar a mulher.
Swan descansava na cama, tentando se recuperar da “lesão imaginária” de suas costas, enquanto a prefeita ficaria a sua disposição, deitada no sofá, durante o tempo que fosse, ela disse. Emma não tinha nada concreto em sua mente, tudo o que acontecera, era um grave borrão, só lembrava concretamente de seus sentimentos.”E... eles eram, tão profundos... sentia memórias embaçadas vindo até seu consciente. Os sonhos! Os sonhos!” ela fala em voz alta, com os olhos arregalados. Seu ritmo cardíaco era anormal. “Regina. Era ela. Nos sonhos.” Eles vieram rasgando sua pele, repassando cada minuto. Ela sentia tudo... o rosto agora, estava claro. Regina. Regina chorando. Regina no quarto. Regina dizendo “eu te amo”. Regina. Regina. Regina. Regina.
“Ela vai acabar lembrando. Merda. Não deveria ter acontecido... ela vai lembrar. O que vai acontecer? Merda. O que eu vou explicar para ela? A verdade. Não cabe a mim falar a verdade para ela, não fui eu que acabei com tudo. Eu a amava com toda a minha vida.”
Levanta cuidadosamente; já perto da sala, ela sente uma vertigem e se apoia no balcão da cozinha cuidadosamente, sem fazer barulho. Quando volta a focar os olhos, vê a até então, misteriosa mulher, para ela, deitada no sofá, se consumindo em lágrimas caladas. – O que ta acontecendo? – a voz de Emma era rigorosa, ela não pôde conter. Não sabia de nada e mesmo assim estava destroçada por dentro. A morena se virou, limpando as lágrimas. Swan estava comovida pela tristeza aparente da mulher.
–Senta aqui, vou te explicar tudo.
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