Correndo Perigos
25 Você É Minha Perdição Emperatriz...
Notas iniciais
—Seu bom gosto sempre me surpreende... – Alejandro comentou quando se sentaram. – Adorei o lugar.
Ela sorriu e observou tudo em volta. De repente seu olhar parou em uma mesa e ela falou para Alejandro, preocupadíssima:
—Diz para mim que o que estou vendo é uma alucinação Alejandro. Pelo amor de Deus, diz que não estou vendo aquilo!
Alejandro olhou para a direção que a noiva olhava e sentiu um aperto no peito ao ver Michelle conversando com Justo del Real e uma mocinha que ele nunca havia visto.
—Isso não é nada bom Alejandro... – Ela falou com o coração ficando cada vez mais apertado.
Ele, que estava sentado ao lado dela, falou abraçando-a:
—Você sabe que nada pode nos separar, não sabe?
Ela assentiu com os olhos cheios de lágrimas. Ele logo falou:
—Vou conversar com Michelle sobre esse encontro. Não se preocupe. Agora... Olha para mim...
Lentamente Emperatriz olhou para o homem que, enquanto enxugava algumas lágrimas que haviam escorrido por sua face, falou:
—Ela me convidou para uma festa indiana que acontecerá amanhã e eu não quero ir sozinho...
—Mas é claro que você não vai para uma festa com essa mulherzinha sem mim, mon amour. Que horas é? – Ela falou decidida.
Ele sorriu e deu um selinho nela.
—Já falei que você fica muito bonitinha bravinha? – Alejandro perguntou e ela sorriu. – A gente tem que chegar lá depois das oito da noite. Ela e o grupo dela vão apresentar às nove da noite. Pelo menos isso temos que assistir...
—Ok. – Ela confirmou. – Vou ensinar para essa coisinha o que é mulher de verdade!
Alejandro sorriu e começou um novo assunto. Não estava a fim de falar de problemas. Queria um pouco de alegria. Durante o jantar ele sentiu a preocupação de Emperatriz e, também preocupado, perguntou:
—Para de fingir para mim que nada está acontecendo! Será que você pode confiar em mim?
A ruiva suspirou e contou sobre as ameaças de Justo. Alejandro quis ir até a mesa do senhor para tirar satisfações, mas Triz o impediu.
—Ele tem o que na cabeça? Ameaçar você e nossa filha?
Naquele momento ela abriu um imenso sorriso e ele, indignado, perguntou:
—De que você está rindo Emperatriz? Está ficando louca?
Ela sorriu mais e respondeu:
—É que eu me derreto cada vez que você chama Anne de nossa ou minha filha.
Ele não conseguiu segurar o sorriso e beijou-a.
—Você sabe que eu amo nossa pequenina. Ela pode não ser minha filha de sangue, mas é toda minha. Ninguém vai roubá-la de mim.
O sorriso de Emperatriz só se alargou. O amor que Alejandro sentia por sua pequenina a encantava. Outro homem não aceitaria Anne com todo o enredo que veio junto com a bonequinha. Primeiro porque Triz o havia deixado para tentar ajeitar o casamento com Manuel, segundo porque, no dia em que ele salvou as duas, ela disse com todas as palavras que não o queria por perto... Ele era um homem e tanto e ela precisava dar mais valor a ele. Sim, muito mais! Alejandro era um homem com qualidades únicas e toda mulher o queria para si, mas ele havia escolhido Emperatriz e, por orgulho, ela quase o perdeu.
—Je T’aime! – Falou ela, olhando no fundo dos olhos dele.
Alejandro sorriu e beijou-a ternamente. Os dois foram ao céu, mas logo voltaram a realidade com a seguinte fala:
—Que casal bonito! Posso me sentar aqui com vocês?
Separaram-se e viram Michelle parada a frente dos dois, com um sorriso nos lábios. Alejandro olhou para Emperatriz que, com um sorriso falso, respondeu:
—Claro queridinha! Sente-se.
A partir daquela fala Alejandro já sabia que Emperatriz ia provocar a loira ao máximo e, lá no fundo, ele queria aquilo. Michelle ficava demais no pé dele e, ainda que a noiva tivesse pisado feio na bola com ele, seu coração pertencia a Emperatriz.
—Então vocês se acertaram? – A loira, curiosa, perguntou.
—Eu já tinha te dito hoje pela amanhã. – Emperatriz falou radiante. – Por isso ele não foi a reunião!
Alejandro olhou para a ruiva confuso e ela contou a ele detalhe por detalhe. Michelle era o puro veneno, não aguentava ver os olhares de Alejandro para Emperatriz.
—Ale, amanhã você vai a festa que te convidei, não é mesmo?
—Claro que nós vamos Michelle! – Ele respondeu sorrindo e olhando para Emperatriz. – Estamos mesmo precisando sair um pouco. E Emperatriz ama festas temáticas assim. Inclusive chérie, você se lembra daquela festa que fomos quando você estava grávida da Anne que seu desejo para comer aquelas esfirras apimentadas foi tamanho que tive de invadir a cozinha para pegar?
Emperatriz soltou uma gargalhada gostosa e respondeu:
—Lembro. Aquela festa foi ótima! Mas o pós-festa para nós dois...
Acabaram trocando um beijo na frente da loira que teve vontade de reclamar, mas já estava ali de penetra. A noite para ela foi lenta, ao passo que para o casal passou rápido demais. Meia noite saíram os três do local e, após deixar Michelle em casa o casal foi buscar Anne. A garotinha estava totalmente desperta.
—Vocês precisam ver uma coisa! – Perfecta disse assim que abriu a porta para o casal.
Foram para a sala e viram um Anne sentadinha no sofá, durinha, atenta no brinquedinho a sua frente. Emperatriz não conteve as lágrimas e, quando Anne notou a presença deles, abriu um imenso sorriso. Tecnicamente era para Anne ter seis meses, mas ela já estava com quase nove e Emperatriz sempre soubera que ela exigiria mais paciência e cuidado que as outras crianças devido a isso, mas de um tempo para cá estava com medo de a filhinha precisar de estímulos para poder sentar, caminhar... Vê-la ali, sentadinha, gordinha e com um sorriso banguela nos lábios era bom demais. Alejandro sentia o mesmo que Emperatriz e, rapidamente, já tratou de tirar milhares de fotos da filhota. Dali foram para casa e Anne dormiu no colo da mãe ainda dentro do carro. Os dois mais velhos também dormiram assim que chegaram a casa. O dia havia sido longo demais e eles queriam descansar porque aquele dia que começava ia ser ainda mais longo.
Festa Indiana – 20:37hrs
—Bom, a decoração está maravilhosa! – Emperatriz comentou assim que entraram no espaço.
—Maravilhosa está você com esse sari mulher.
Ela sorriu e olhou para si própria. Trajava um sari vinho com detalhes em prata e cheio de pedras brilhantes. No pescoço um colar caríssimo que Alejandro havia lhe dado e um par de brincos grandes. Pulseiras vermelhas e pratas fechavam o look junto do salto prata que era escondido pelo vestido. A maquiagem realçava seus grandes e verdes olhos e aquele batom claro nos lábios dela fazia o jovem Alejandro querer beijá-la a todo segundo.
—Alejandro!! Que bom que você chegou! – Michelle falou pulando no pescoço do homem que, em momento algum largou a mão da noiva. – Já vou me apresentar...
Ele deu um sorriso amarelo e logo Michelle saiu dali. Enquanto ela apresentava Emperatriz e Alejandro observaram atentos e, volta e meia, Emperatriz fazia algum comentário. Ao fim da apresentação Michelle teve de resolver algumas coisas, mas quase no fim da festa foi até o lugar em que eles estavam e perguntou:
—O que você achou Alejandro?
Ele passou o braço em torno de Emperatriz e respondeu:
—Muito bonito. Parabéns.
O sorriso dela foi de orelha a orelha e logo ela perguntou a Triz:
—E você? O que tem a me dizer?
Emperatriz suspirou e, sorrindo, respondeu:
—O mesmo que Alejandro, mas acrescento uma coisa, um pequeno detalhe! Tenha mais leveza, principalmente nos braços.
—Eu se fosse você acatava esse conselho em Michelle! Emperatriz dança muito bem dança de salão, a melhor que já vi. – Ele se virou para a ruiva. – Acho até que deveríamos voltar as aulas.
Ela sorriu e falou animada:
—Eu vou adorar ter meu parceiro de volta. Sinto muita falta da nossa cumplicidade até na dança amor.
Ele riu e depositou um beijo na testa dela. Michelle, não contendo-se, desafiou:
—O que você acha de tentar dançar para nós em? A gente pode te ajudar.
Emperatriz indagou meio acanhada e preocupada:
—Dança indiana?
Michelle contando vitória falou animada:
—Claro! Ah, não rejeite meu desafio, por favor!
A ruiva olhou para Alejandro que assentiu para ela, incentivando-a. Ele sabia que Emperatriz pegaria fácil a manha da dança.
—Vai lá. Tente! Sei que vai se sair bem. – Ele falou passando a mão no rosto dela.
Ela assentiu e topou o desafio. Escolheu uma música e Michelle, para humilha-la, perguntou:
—Quer que a gente te ensine? Não vemos problema algum nisso!
Emperatriz sorriu e respondeu:
—Não precisa querida. Obrigada.
Michelle estranhou a negação de Emperatriz, mas achou bom, assim a humilhação seria maior ainda. A ruiva se posicionou no meio do ambiente de cabeça baixa, olhos fechados e a respiração um pouco pesada devido ao nervosismo. (Hora da música crianças. Reforço que é bom assistir o clipe antes de ler essa parte. Salaam – Umrao Jaan)
Emperatriz, enquanto esticava o braço para frente e mexia leve a mão, cantou, baixinho, junto com a cantora:
Laakh
Iss dil ko
Hum ne samjhaaya
Dil yahaan phir bhi humko le aayaa
Abriu os verdes olhos e foi se levantando enquanto mexia o quadril graciosamente. Logo tampou um dos olhos fazendo um charme muito usado nas danças indianas.
Salaam
Salaam
Olhou para todos ali presentes e andou segundo o tempo da música abrindo os braços e cumprimentando-os. Logo depois rodou e, entrelaçando uma mão na outra, desceu os braços levemente fazendo curvas discretas. Rodou novamente e ficou de frente a Michelle, sentando-se ali.
Tumhari mehfil mein aa gaye hai
Tumhari mehfil mein aa gaye hai
To kyon na hum yeh bhi kaam karlein
Salaam karne ki aarzoo hai
Salaam karne ki aarzoo hai
Idhar jo dekho salaam karle
Ela inclinou o tronco e, imitando uma cobra com o braço e a cabeça, olhou para a loira triunfante. Triz tocou o chão com a ponta do dedo e depois sua própria testa.
Tumhari mehfil mein aa gaye hai
To kyon na hum yeh bhi kaam karlein
Salaam karne ki aarzoo hai
Idhar jo dekho salaam karle
Emperatriz levantou-se e rodou, movendo os braços de uma forma tão leve que eles pareciam bailar fora do corpo dela. Caminhou até o organizador daquela festa, ajoelhou-se lateralmente a sua frente e o cumprimentou como os indianos faziam, fechando a mão na lateral da testa. Ele, encantado com tamanha beleza e leveza, cumprimentou-a de volta. Ela se levantou e rodopiou até ficar de frente a outra pessoa.
Yeh dil hai jo aagayaa hai tum par
Wagar na sach yeh hai banda parwar
Yeh dil hai jo aagayaa hai tum par
Wagar na sach yeh hai banda parwar
Com bastante charme ela imitou uma moça se olhando no espelho. Sua mão era um espelho e ela ajeitou a sobrancelha olhando para aquele ponto.
Yeh dil hai jo aagayaa hai tum par
Wagar na sach yeh hai banda parwar
Yeh dil hai jo aagayaa hai tum par
Wagar na sach yeh hai banda parwar
Ela ficou de pé e desenhou uma linha curva com o pé graciosamente, enquanto olhava para Michelle.
Jise bhi hum dekhle palatkar
Jise bhi hum dekhle palatkar
Usee ko apna ghulam karle
Salaam karne ki aarzoo hai
Idhar jo dekho salaam karle
Enquanto andava e dava pulinhos leves brincava com os braços ao seu redor, depois rodou e tocou o rosto, voltando a se sentar e brincando agora com os dedos.
Bohot si baatein hai tum ko kehni
Bohot si baatein hai hum ko kehni
Bohot si baatein hai hum ko kehni
Bohot si baatein hai hum ko kehni
Ela pôs a mão no joelho que estava dobrado e o empurrou para frente, fazendo um charme com o pé e, assim que trouxe o pé para a posição inicial começou a levantar-se.
Kabhi jo tanha milo kaheen tum
Kabhi jo tanha milo kaheen tum
To baatein hum yeh tamaam karle
Ergueu um pouco da saia, mostrando um pouco da perna, mas logo o largou, com um sorriso tímido no rosto.
Salaam karne ki aarzoo hai
Idhar jo dekho salaam karle
Enquanto rodava lentamente foi brincando com a mão que estava rente a sua testa e, para uma encenação perfeita, quando seus olhos se encontraram com os de Alejandro ela parou a dança. Ele sorriu para ela que foi até ele e sentou-se a sua frente.
Woh laila-majnu ki ho mohabbat
Ke shireen-farhaad ki ho iffat
Woh laila-majnu ki ho mohabbat
Ke shireen-farhaad ki ho iffat
Graciosamente ela levou a mão até ele que a beijou e, assim que sentiu os lábios dele em sua pele puxou a mão e virou de costas para ele, sorrindo.
Zara sit um jo dikhao jurat
Zara sit um jo dikhao jurat
To hum bhi un jaisa naam karle
Levantou-se e olhando para ele piscou, rodopiou enquanto colocava a mão sobre o peito delicadamente. Parou de frente para ele novamente, como se tirasse seu coração de seu peito, levou-o até o amado e o entregou. Alejandro pôs a mão no peito dizendo a ela que agora eles eram apenas um e ela se afastou sorridente.
Tumhari mehfil mein aa gaye hai
To kyon na hum yeh bhi kaam karlein
Salaam karne ki aarzoo hai
Idhar jo dekho salaam karle
Ela finalizou descendo a mão até chegar a seu coração e olhou para o amado. Palmas soaram no lugar e ela sorriu, envergonhada. Michelle não cabia em si de tanto ódio. Nem mesmo Alejandro sabia que Emperatriz sabia dançar aquele ritmo musical e ele ficou extremamente surpreso.
—Você foi demais amor! – Ele falou abraçando-a por trás após todos irem cumprimenta-la.
—Obrigada mon amour! Acho que deixei sua sócia um pouco irritada! – Ela brincou.
Ele riu e respondeu:
—Claro. Você dança muito mais que ela! Infinitamente mais... Ela queria te humilhar, mas você foi lá e arrasou.
Ele o beijou como agradecimento e, assim que se separaram anunciou:
—Vou ao toalete e quando voltar vamos para casa, tá? Saudades da Anne.
Ele assentiu e beijou a testa dela novamente. Michelle viu a ruiva indo ao banheiro e a seguiu. Assim que adentrou viu Emperatriz se olhando no espelho, passando a mão nos cílios para emborca-los um pouco mais.
—Então você também sabe outros estilos de dança além de dança de salão... – Falou irônica.
Emperatriz sem ao menos dar moral respondeu, fria:
—Já te falei que para ser a mulher de Alejandro você precisa ser melhor que eu em muitas coisas, inclusive na dança...
Michelle riu e falou:
—A claro... Porque você é a melhor nos negócios, é a mais bonita, é a melhor na dança...
—E a melhor na cama, mon amour. Não esqueça! – Emperatriz olhou para ela rindo ao falar isso.
Michelle, sem pensar, respondeu:
—Ah claro. Dizem que as putas realmente sabem como fazer um homem gozar com mais facilidade.
Emperatriz, ainda sorrindo deu um tapa na cara da loira, segurou-lhe os cabelos e falou enquanto os puxava:
—Da próxima vez que você ousar repetir essa palavra se referindo a mim, eu juro pela minha filhinha, você não vai ficar com um dente nessa sua boca flácida.
Ela soltou a loira que bateu a cabeça na parede e, saindo, falou:
—Adeus queridinha.
Quando a porta se fechou Michelle olhou-se no espelho. O galo já subiu em testa e doía muito. Já Emperatriz impediu Alejandro de procurar a loira e logo foram para casa. Ao chegarem Anne e dona Perfecta brincavam no carpete da sala e os dois se juntaram a farra assim que trocaram de roupa. Quando a avó e a neta se recolheram Alejandro chegou perto de Emperatriz e falou:
—Porque você nunca dançou daquela forma para mim?
Ela sorriu e respondeu:
—Você nunca pediu...
Ele a levantou e, pegando-a no colo, disse:
—Dança para mim...
Ela o beijou e ele subiu com ela nos braços para o quarto. Alejandro deitou-se na cama e Emperatriz colocou uma música parecida com a que havia dançado. Foi mais provocante e Alejandro logo puxou-a para a cama. Sem ao menos perceberem já estavam nus.
—Alejandro... – Ela gemeu assim que ele a penetrou lentamente.
Ele alisou todo o corpo dela e a colocou por cima, mas não deu tempo a ela para dominar a situação. Logo começou as investidas rápidas e, enquanto ela gemia descontroladamente, ele falou no ouvido dela:
—Você é minha perdição Emperatriz...
Por alguns míseros segundos ela olhou nos olhos dele, mas foi impossível manter o contato porque ela fechava os olhos para sentir melhor aquela onda de prazer que lhe dominava. Ele levantou-se e foi direto para o banheiro sem tirar o membro dela que gemia a cada passo que ele dava. Encostou-a na parede e ligou o chuveiro. Enquanto a água caía por seu corpos ele puxou os cabelos dela que, sem querer, soltou:
—Adoro quando você faz isso...
Ele sorriu e foi chupando caprichosamente o pescoço dela investindo lentamente. Ficaram naquilo por alguns minutos até que ela pediu:
—Me deixa descer...
Ele soltou-a e, antes que ela raciocinasse colocou-a de costas para ele. Intuitivamente ela deixou as pernas um pouco abertas e ele voltou a penetra-la. O prazer e surpresa foram tamanhos que ela deixou um gritinho escapar. Ele puxou o cabelo dela novamente falou ao pé de seu ouvido:
—Parece que você gosta assim amor.
Ele voltou a investir e ela arranhou a parede para descarregar todo o prazer que recebia.
—Alejandro... Mais... Por favor. Mais... – Ela pedia baixinho.
Ele sorriu e puxou o quadril dela um pouco para trás enquanto ela apoiava as mãos na parede. Ele fez o que ela pediu e Emperatriz teve a sensação ode ir ao céu e voltar diversas vezes. Chegaram juntos ao ápice e ficaram ali abraçados, recuperando o fôlego. Alejandro nem se deu ao trabalho de se retirar de dentro dela e, Emperatriz, que naquele dia estava fogosa, começou a mexer-se atiçando-o. Ele sorriu e perguntou malicioso:
—Você quer mais?
Ela, pondo um dedo entre os lábios, respondeu:
—Uhum...
Ele começou a beijar todo o pescoço dela e, novamente, se amaram ali debaixo d’água. Quando se deitaram ele comentou:
—Um amigo me falou que a cada dia que passa ele e a mulher sentem menos prazer ao fazer amor... Eu acho bem estranho isso porque, nós dois, a cada dia que passa, só sentimentos mais prazer...
Ela sorriu e comentou:
—Tenho que concordar... A cada dia você me surpreende.
Ele a beijou e falou ao pé do ouvido:
—E você a cada dia que passa fica melhor.
Ela riu e se beijaram, mas antes que pudessem se amar novamente Anne começou a chorar e Emperatriz foi vê-la.
—Já está com fome meu amor? – Perguntou a filha que só se acalmou quando Triz aninhou-a nos braços.
A ruiva tentou dar comida a pequena que não quis e, depois de muito esforço, a pequena Anne dormiu entre seus pais na enorme cama de casal deles. Como um ótimo despertador a boneca sentou sozinha na cama e puxou os cabelos da mãe enquanto brincava com eles, às oito da manhã.
—Bonjour mon amour... – Emperatriz falou roucamente ao acordar e se deparar com a filha já sorrindo. – Que gracinha acordar com a minha boneca já sorrindo.
Anne pôs a mão na boca da mãe que encheu-a de beijinhos e carinhos. Alejandro também acordou e ficou ali, brincando com as duas. Naquele dia nenhum dos dois ia trabalhar e Esther ia levar as irmãs até a casa da mãe para lhe apresenta-las. Mal sabia a morena que aquele encontro seria o marco de divisão entre sua mãe e uma de suas irmãs...
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