Correndo Perigos
15 Já Tomei Uma Decisão!
Notas iniciais
—Meu Deus!! O que é isso Alejandro?
Ele sorriu. À frente deles havia uma pequena festa. Alguns dos empregados do café seguravam placas com as seguintes palavras: “Emperatriz Jurado Casa Comigo?”. Balões vermelhos em forma de coração e algumas fitas da mesma cor estavam espalhados pelo local. Os quitutes prediletos da ruiva estavam sobre pequenas mesas e todos sorriam, realmente felizes por eles.
—E então? Não vai me responder? – Alejandro sussurrou ao pé do ouvido dela.
Emperatriz não tinha palavras. Tudo estava tão lindo, tão maravilhoso. Alejandro sabia bem como agradá-la.
—Eu... Eu... – Tentou falar.
Ele sorriu. Triz se virou para ele e o beijou intensamente. Todos bateram palmas. Era uma cena linda de se ver. O amor dos dois era tão forte, tão intenso.
—Je t’aime mon amour. – Ela falou abraçando-o intensamente.
Ele suspendeu-a e logo Anne se moveu fazendo os dois sorrirem. Ele ajoelhou e encheu a barriga dela de beijos. Alejandro aproveitou que já estava ajoelhado e tirou do bolso uma caixinha de veludo vermelha, abriu-a e, mostrando o anel de diamantes para Emperatriz, falou:
—Já que você aceitou ser totalmente minha, eu espero que esse simples anel possa te fazer lembrar deste momento para sempre. E também que ele mostre aos homens que te querem que você já está comprometida e que você é só minha!
Ela sorriu, chorando de alegria. Ele pegou a mão dela e colocou o anel em seu dedo anelar depositando, logo em seguida, um beijo terno e suave ali. Ela o beijou e assim que todos começaram a comer e conversar ela falou só para ele:
—Já te falei que não precisa se preocupar com os outros, não falei?
Ele sorriu e comentou:
—São apenas precauções meu bem. Nada demais.
Ela soltou uma gargalhada gostosa e ele beijou o pescoço dela de leve.
—O que você quer comer? – Alejandro perguntou cuidadoso.
Triz olhou para tudo que tinha ali e respondeu:
—Um pouquinho de cada, por favor!
Ele caiu na gargalhada e foi buscar o que ela pediu. Divertiram-se muito por ali e assim que adentraram ao carro Emperatriz dormiu.
—O dia foi intenso demais para ela... – Alejandro disse segurando a mão dela enquanto dirigia.
—Sim... E eu fico muito feliz em saber que você tem cuidado da minha filhinha. De verdade. – Perfecta se pronunciou.
—Ele não é nem louco de não cuidar dela direito vovó. – Esther avisou.
Eles sorriram e as duas começaram a falar de Triz. Assim que chegaram a casa do casal Alejandro a pegou no colo com a maior delicadeza possível, mas ainda assim ela acordou.
—Onde estamos amor? – Perguntou encostando a cabeço no ombro dele.
—Em casa vida! – Respondeu carinhoso.
—Estou tão cansada... – Falou com os olhos pesados. – Peça para Esther ficar por aqui e ajudar mamãe a se organizar, por favor.
Ele beijou a testa dela e falou:
—Meu bem elas já estão se arrumando. Nós dois vamos tomar um banho relaxante, vou te fazer uma bela massagem nos pés e depois você irá descansar o quanto quiser.
Ela assentiu e bocejou. Foram direto para o quarto e enquanto ele enchia a banheira ela retirava a roupa e fazia um coque bagunçado no cabelo. Entraram juntos e ele ficou de frente para ela. Logo começou uma deliciosa massagem nos pés dela que dormiu ali mesmo. Depois de uns quinze minutos ele a acordou e se enxaguaram. Emperatriz vestiu uma camisa de Alejandro por cima das roupas intimas e se deitou.
—Vem? Só até eu dormir! – Pediu.
Ele sorriu e se deitou de conchinha com ela que não demorou muito a dormir. Ele beijou a bochecha dela e a barriga desejando boa noite às duas mulheres de sua vida e rumou a cozinha para ajudar as outras duas mulheres com o que precisassem.
—Alejandro leve mamãe e vovó para passarem o dia lá em casa amanhã. Podíamos também dar uma volta pela cidade e, ao fim do dia, podíamos ver o pôr do sol lá de Notre-Dame... O que acha? – Esther sugeriu.
—Acho ótimo. Estamos combinados.
Dentro de duas horas eles conseguiram ajudar Perfecta a se organizar e Nico passou bem rápido para buscar Esther. Aquela noite foi tranquila.
Três Semanas Depois
—Bom senhora Jurado. – O médico começou. – Quero dizer-lhe que, ao contrário do que a senhora supõem temos sim meios de curar a senhora desse tumor.
Emperatriz e Perfecta sorriram abertamente.
—Mas já sabem que o tratamento será intenso, não sabem?
As duas assentiram. Ele começou a prescrever alguns medicamentos e tratamento enquanto as duas se olhavam com os olhos cheios de lágrimas. Por mais que o tratamento fosse pesado estavam prontas para passar pelo que fosse!
—Estou tão feliz em saber que poderei ver minha segunda bonequinha crescer. – Perfecta disse.
Emperatriz sorriu e pôs as mãos na barriga. Já estava com seis meses e tudo parecia ainda mais perfeito. Assim que chegaram a casa Emperatriz fez algo para comerem e resmungou:
—Saudades do Alejandro...
Perfecta sorriu e falou:
—Mas ele viajou há dois dias!
Ela suspirou e respondeu:
—Dois dias para mim são como dois anos. Pelo amor de Deus mãe, eu preciso dele aqui perto. Não sei por que ele tinha que ir pessoalmente à suíça, de verdade. Não consigo entender. Ele deveria estar aqui, comigo!
Perfecta soltou uma gargalhada e tratou de mudar de assunto para que a filha se distraísse, o que não foi nada fácil. Perfecta decidiu deitar para descansar um pouco e Emperatriz ficou no escritório resolvendo algumas coisas de sua agência. Coco logo chegaria e Emperatriz já queria estar com tudo pronto para quando a amiga chegasse. Quando terminou ficou procurando por algo interessante no notebook. Logo encontrou uma música que eles cantavam muito juntos, a música que Alejandro confessou ouvir todos os dias durante o tempo que ela estava morando no Japão. Emperatriz resolveu ouvi-la. (Hora da música crianças, S'il Suffisait D'aimer – Céline Dion)
“Je rêve son visage je décline son corps
Et puis je l'imagine habitant mon décor
J'aurais tant à lui dire si j'avais su parler
Comment lui faire lire au fond de mes pensées?”
(Eu sonho com seu rosto, sinto saudades do seu corpo
E em seguida imagino-o fazendo parte do meu cenário
Eu teria tanta coisa para lhe dizer, se eu soubesse como
Como fazer com que ele leia nos meus pensamentos?)
Emperatriz sorriu ao se lembrar de Alejandro cantando aquela música para ela uma vez em que ele a acordara de madrugada para tomar um remédio.
“Mais comment font ces autres à qui tout réussit?
Qu'on me dise mes fautes mes chimères aussi
Moi j'offrirais mon âme, mon c?ur et tout mon temps
Mais j'ai beau tout donner, tout n'est pas suffisant”
(Mas como fazem as pessoas que conseguem tudo o que querem?
Que me apontem meus erros e também minhas ilusões
Eu daria minha alma, meu coração e todo o meu tempo
Mas, por mais que eu entregue tudo, tudo não é suficiente)
Ela olhou para a foto dele ali ao lado, na sua mesa, aquele sorriso branco, cheio de alegria e sinceridade. Cheio de vida. Aquele era o Alejandro. Um homem cheio de vida. E ela seria capaz de dar sua vida por ele, para que ele fosse plenamente feliz.
“S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer
Si l'on pouvait changer les choses, rien qu'en aimant donner
S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer
Je ferais de ce monde un rêve, une éternité”
(Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse
suficiente Sa a gente mudasse um pouco só pelo prazer de
compartilhar Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Eu faria deste mundo um sonho, uma eternidade)
A ruiva sorriu ao lembrar-se da vez em que eles arrumavam a casa e ele pegou a vassoura e a fez de microfone, imitando a cantora.
“J'ai du sang dans mes songes, un pétale séché
Quand des larmes me rongent que d'autres ont versées
La vie n'est pas étanche, mon île est sous le vent
Les portes laissent entrer les cris même en fermant”
(Fico sangrando em meus pensamentos, uma pétala seca cai
Quando as lágrimas que outros derramaram me atormentam
A vida não é hermética, minha ilha fica debaixo do vento
As portas deixam entrar os gritos mesmo quando estão fechadas)
“Dans un jardin l'enfant, sur un balcon des fleurs
Ma vie paisible où j'entends battre tous les c?urs
Quand les nuages foncent, présages des malheurs
Quelles armes répondent aux pays de nos peurs?”
(A criança no jardim, flores na sacada
Minha vida calma onde ouço bater cada coração
Quando as nuvens ficam escuras, mau presságio
Que tipo de arma é usada no país de nossos medos?)
Os olhos de Emperatriz encheram-se d’água e ela cantou, baixinho, lembrando-se de cada momento único com o amado:
“S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer
Si l'on pouvait changer les choses, rien qu'en aimant donner
S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer
Je ferais de ce monde un rêve, une éternité”
(Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse
suficiente Sa a gente mudasse um pouco só pelo prazer de
compartilhar Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Eu faria deste mundo um sonho, uma eternidade)
Pegou a foto e abraçou-a, tentando suprir a necessidade do amado, sentindo cada palavra da música que era tão intensa.
“S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer
Si l'on changeait les choses un peu et tout recommencer
S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer
Nous ferions de ce rêve un monde
S'il suffisait d'aime”
(Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Se a gente pudesse mudar as coisas e começar tudo outra vez
Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Faríamos deste sonho um mundo
Se amar fosse suficiente)
—Que saudades meu amor... – Ela sussurrou enquanto deixava as lágrimas rolarem.
Uma lembrança boa invadiu sua mente...
Flashback On
—Eu te amo minha Emperatriz. – Ele disse.
Os olhos dela estavam cheios de lágrimas. Era muito amor entre os dois... Ela sentia o amor dele a invadindo, a preenchendo.
—Você sabe que eu também te amo, não sabe? – Ela disse olhando nos olhos dele.
—Você não me disse nada disso hoje... – Ele brincou.
Emperatriz adorava aquelas brincadeiras de Alejandro. Ele era ‘bonitinho demais’, era essa expressão que ela usava ao se referir a ele. Triz disse sorrindo:
—Eu te amoooooo! Seu bobo.
Quem olhava de longe achava que era um casal de adolescentes, mas eram apenas dois bobos apaixonados curtindo uma paz que há muito não tinham. Emperatriz olhou para a boca dele, mas antes que pudesse selar seus lábios Alejandro a surpreendeu.
—Eu aprendi uma poesia para declamar para você... Posso? – Disse olhando nos olhos dela que apenas assentiu.
Alejandro olhou para a moça e começou, singelo, cheio de sentimentos:
“Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.”
(Carlos Drummond)
Ela sentiu as lágrimas rolarem por seu rosto. Como alguém conseguia ser tão amoroso daquela forma? Ela acreditava que Alejandro era o último homem da face da terra que decorava uma poesia para surpreender a noiva. E ela, como uma mulher, se derretia com aqueles gestos do amado.
Flashback Off
Emperatriz não resistiu, ligou para o amado.
—Você só pode ter lido meus pensamentos mon amour. Eu estava discando seu número. – Ele falou ao atender.
Ela sorriu e enxugou as lágrimas silenciosas.
—Que saudades... – Falou, sincera.
Alejandro sorriu e sussurrou:
—Nem fala. Eu te amo tanto. Tanto. Tanto. Tanto.
O sorriso de Emperatriz se alargou ainda mais ao ouvir aquilo e, como se estivesse prevendo que algo ruim fosse acontecer, falou:
—Nunca, em hipótese alguma, se esqueça que eu te amo e que você é o amor da minha vida. Nunca duvide que eu te amei mais que tudo nessa vida e que você é tudo que eu queria, nada do que eu esperava. Você é muito mais. Você é o melhor homem do mundo, meu amor, e será o melhor pai da história.
Os olhos de Alejandro estavam cheios de lágrimas que ele não tentou segurar. Estava sem palavras. Emperatriz sempre o surpreendia. A única coisa que conseguiu dizer foi:
—Je t’aime Chérie.
Ela sorriu e após se recuperarem conversaram por algum tempo.
No outro dia Quimera apareceu durante a manhã na casa da ruiva fazendo com que Emperatriz se assustasse momentaneamente.
—Quimera? Você por aqui? – Perguntou confusa.
Ela estava sozinha em casa já que Esther havia levado Perfecta para passear.
—Será que eu posso entrar? Por favor. – Falou, mansa.
Emperatriz deu passagem a moça que entrou e já foi se sentando. Emperatriz sentou-se a sua frente e Quimera disse:
—Vim em missão de paz. Só quero te pedir perdão por tudo de ruim que já te fiz até hoje Emperatriz.
A cara de Emperatriz caiu no chão com aquelas palavras. Perguntou-se se algum extraterrestre não havia sequestrado a verdadeira Quimera, ou se alguém não havia feito uma lavagem cerebral nela. Triz não tinha palavras para responder a outra de tão surpresa que estava.
—Eu sei que não mereço, entendo se não puder me perdoar. – A mulher falou.
—Eu... Não tenho palavras para esse momento, confesso. – Emperatriz disse sincera. – Mas eu te perdoo sim. Não se preocupe.
Quimera sorriu e falou:
—Eu fico mais aliviada sabe. De verdade. Estou começando uma nova vida e não quero mais ser essa pessoa ruim. Quero que meu filho sinta orgulho de mim.
Emperatriz se emocionou ao ouvir aquela última frase.
—Quero que saiba que se precisar de mim, estarei aqui. – Falou para Quimera, sincera.
Quimera assentiu e se levantou:
—Era só isso mesmo. Obrigada por me receber. Preciso ir.
Emperatriz assentiu e a levou até a porta. Quando a fechou ficou ali, escorada, pensando nas palavras da mulher. Ainda estava surpresa. Nunca imaginou que a mulher iria lhe pedir perdão pelas coisas que havia feito.
—Ok Emperatriz, acorda para a vida porque você ainda tem de ir trabalhar. – Falou indo em direção ao seu quarto.
Quando pegou sua bolsa e rumou em direção a porta ficou tonta e se apoiou no sofá ao seu lado. Fechou os olhos e respirou fundo. Fazia um tempo que não sentia aquilo. Sentou-se por alguns minutos alisando sua barriga. Anne não parava de se mover e aquilo era um pouco desconfortável para Emperatriz, mas ela amava sentir sua pequena.
Levantou-se para ir para o estacionamento e assim que pensou em sair o coração doeu. Seu corpo travou, parecia que havia criado raízes ali. Anne mexia com mais intensidade e ela falou:
—Calma meu amor. Só vamos ali.
Forçou-se a ir para a garagem de casa e antes de dar partida respirou fundo. Não se sentia mais tonta e Anne havia parado de mexer um pouco. Saiu com o carro tranquilamente. Antes de ir ao trabalho tinha de ir buscar a filha e a mãe que haviam ido à um lago mais distante. Assim que entrou na auto estrada observou a linda paisagem. Era linda demais. Ao longe viu uma árvore toda florida, num tom de roxo maravilhoso. Resolveu parar para tirar uma foto da planta, mas ao apertar o freio notou que o mesmo não funcionava. A velocidade do carro só aumentava e ela começou a perder o controle do veículo. No desespero ela puxou o freio de mão, mas ele também não funcionou. Emperatriz começou a chorar de desespero. O que ela faria? Segurou o volante com as duas mãos, mas foi em vão. Havia perdido totalmente o controle do carro e logo uma placa anunciou uma curva fechada. O desespero dela foi enorme.
—Filhinha... – Falou para sua pequena Anne. – Eu vou salvar você. Custe o que custar.
Como se respondesse a mãe Anne se moveu calmamente. Ela sorriu e entrou na curva. O carro atravessou a pista e após alguns metros bateu em cheio em uma árvore. Emperatriz, por mais que estivesse com o sinto de segurança, bateu a cabeça com força no volante. O airbag não havia funcionado. Ela sangrava muito por várias partes do corpo. Sua pequena Anne se moveu fracamente, como se quisesse acordá-la, mas logo tudo que se podia ouvir ali era o gotejar da gasolina que pingava freneticamente. Logo o carro explodiria.
Longe dali, na Suíça, Alejandro sentiu uma moleza intensa e uma dor no peito sobrenatural. Sentia que alguém partia, ou pelo menos, estava lhe deixando parcialmente. A dor era tanta que ele não conseguia nem respirar.
—Alejandro? O que foi? – Federico perguntou chegando perto dele e o ajudando a ficar de pé.
—Não sei cara. – Respondeu com dificuldade. – Algo de ruim está acontecendo. Tenho certeza.
—É da emergência? Tem uma mulher grávida dentro de um carro que está prestes a explodir, o que eu faço? – um homem que, para a sorte Emperatriz, passava pelo local e viu o acidente perguntou a atendente.
Quatro Horas Depois
—Doutor como minha mulher está? E minha filha? – Alejandro perguntou desesperado.
Ele havia sido informado pouco depois que o homem conseguira salvar Emperatriz da explosão e havia pego o primeiro voo de volta para casa. Estavam todos ali, desesperados por notícias de Emperatriz.
—A situação não é nada boa. Você precisa fazer uma escolha, senhor Miranda. Sua esposa levou uma forte pancada na cabeça, está em coma, não sabemos quando acordará, na verdade, nem sabemos se acordará. Não podemos manter sua filha no ventre dela, a placenta descolou e ela morrerá. Não conseguimos entender como ela ainda está viva ali... A única solução que vemos é fazer uma cesariana agora.
—Mas ela só tem seis meses... – Alejandro disse com os olhos cheios de lágrimas.
—Precisamos tentar! Se deixarmos ela lá morrerá! – O médico foi direto.
Ele fechou os olhos e sussurrou:
—O que eu faço Emperatriz? O que eu faço?
Lágrimas escorreram por seu rosto e, com um lapso de coragem ele respondeu:
—Já tomei uma decisão...
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