Correndo Perigos

24 Eu Preciso de Você... E Preciso Agora...


Notas iniciais
Cheguei (eu tenho que parar de escrever cheguei todas as vezes que vou postar. Tá chato já!) Ok, quero dizer que esse capítulo está beeeeeeem AleTriz... Sim. Com algumas aparições de Justo e tals, mas bem AleTriz mesmo. Sim, corrigi bem mais ou menos kkkkkk Não, não temos musiquinha :( Han.... Não me lembro o que queria falar/escrever, mas tá. Sejam felizes moças.

—Você vai embora pela segunda vez sem ao menos falar comigo, some no mundo, não avisa se está viva, põem uma culpa em mim que eu não tenho e quer voltar um mês depois como se nada tivesse acontecido Emperatriz? Você acha que eu sou algum trouxa? Ou está escrito na minha testa ‘utilize e jogue fora’ e eu não estou sabendo?

—Ah, e agora a culpa é toda minha? – Ela ironizou com a voz uma oitava acima que o normal.

—E não é? O que eu fiz para você me tratar mal daquele jeito? – Ele perguntou.

Quando a ruiva abriu a boca para dizer-lhe algo grosseiro Anne, assustada, começou a chorar no banco de trás.

—Quando ela dormir a gente continua essa conversa. – Alejandro falou saindo do carro e pegando a filha.

Ele não esperou por Emperatriz já que a mulher ficou quase uma hora ali para se acalmar e pensar bem nas palavras que ia proferir naquela noite. Não podia deixar Alejandro ir por puro orgulho. Quando entrou viu o homem sentado no sofá lendo uma revista qualquer. Ele, ao vê-la, perdeu completamente o ar, mas disfarçou. Ela era linda demais e aquele corte na lateral do vestido era uma perdição, pois ele conseguia ver perfeitamente a coxa torneada dela. Era magnífica e ele não se cansava de vê-la.

—Podemos conversar? – Ela perguntou baixinho.

Ele apenas assentiu. Um ficou esperando pelo outro. Alejandro não abriria a boca, afinal ele não era o errado da história.

—É... Eu... – Emperatriz começou e ele se levantou.

A mulher se perdeu naquele gesto de Alejandro. Só naquele momento ela percebeu como aquela camisa social branca valorizava o corpo escultural do noivo. Triz mordeu o lábio inferior ao imaginar aquele homem com ela na cama que estava no andar de cima e Alejandro percebeu.

—Você...? – Ele perguntou abrindo alguns botões da camisa enquanto chegava perto dela.

Todas as palavras que Emperatriz havia formulado sumiram. Alejandro pôs as mãos na cintura dela e a conduziu até a parede enquanto falava sensualmente:

—Fala o que você quer de mim...

Ela fechou os olhos ao sentir a parede gelada em sua pele que parecia ferver. Tudo só piorou quando Alejandro depositou um beijo molhado no pescoço dela enquanto prendia os braços na parede, acima de sua cabeça.

—Alejandro... – Ela sussurrou.

Ele deu um belo chupão no pescoço dela que ficaria exposto ali por, no mínimo, uma semana e esse ato arrancou um gemido sôfrego de Emperatriz.

—Diz mon amour, eu quero ouvir da sua boca... – Ele insistiu falando roucamente ao pé do ouvido dela.

Triz soltou o ar pesadamente e o puxou novamente com dificuldade. Não podia se render daquela forma... Ou podia? Ela o queria e sabia que ele precisaria ouvir da boca dela aquilo, mas ela não queria demonstrar-se tão fraca perante ele. Alejandro continuou mordendo a orelha dela caprichosamente e, ao descer para o pescoço cheiroso e macio da noiva recebeu um gemido prazeroso como agradecimento e estímulo. Ele também sabia que algumas palavras atiçavam a noiva e quase as proferiu, mas queria tortura-la até o último segundo para que ela aprendesse que ele não era um moleque qualquer que ela encontrava em qualquer esquina. Ele era um homem. E um homem que queria respeito.

—Estou esperando... – Falou antes de beijar-lhe o colo.

As mãos dela já estavam bagunçando os cabelos dele que tentava manter o controle. Por maior que fosse a vontade dele de tortura-la, também era enorme a de joga-la naquele sofá e ama-la até o dia começar novamente. Mas não podia. Não iria se render fácil novamente. Emperatriz precisava entender certas coisas e ele estava disposto a mostrar a ela.

—Diz! – Ele quase ordenou enquanto alisava um seio dela ainda por cima do vestido.

Como se fosse um robô obedecendo seu programador ela falou:

—Eu quero que você me ame Alejandro. Faça-me sua.

Ele puxou os cabelos dela para poder beijar melhor o queixo dela e perguntou:

—Por que você quer que eu te faça sua?

Ela revirou os olhos de prazer ao sentir aquele puxão e respondeu:

—Porque eu sou sua. Totalmente sua. E só você me dá prazer de verdade. Só você me leva ao céu...

Ele gostou muito de ouvir aquilo. Adorava quando Emperatriz soltava palavras durante carícias.

—Só eu é? – Ele quis confirmar. Triz apenas assentiu.

Ele, para deixa-la louca, colocou a mão por dentro da roupa dela e tocou seu centro com maestria. Ela se encolheu de prazer. Mas ele logo retirou a mão dali e, deixando-a totalmente confusa e excitada, anunciou:

—Vou dormir no quarto de hóspedes. Pode dormir na suíte. Sairei cedo pela manhã. Boa noite.

Emperatriz observou ele subir as escadas, totalmente confusa. Como ele foi capaz de fazer aquilo com ela? Ele não fez aquilo... Não! Ele não podia ter feito aquilo...

—Você quer guerra Alejandro? Então é guerra que você terá! – Falou com um sorriso triunfante nos lábios.

Ela subiu para a suíte e tomou um banho gelado. Ainda assim o corpo dela parecia estar em ebulição. Ela deitou-se na cama planejando uma deliciosa vingancinha contra Alejandro. Da mesma forma que ele sabia exatamente cada ponto fraco dela a ruiva também sabia os pontos fracos dele e utilizaria aquilo a seu favor. Ela olhou no relógio e, ao notar que logo o dia amanheceria foi organizar-se.

Enquanto isso um Alejandro tomava um banho gelado enquanto ria, triunfante. Emperatriz havia se rendido a ele da mesma forma que acontecia, mas desta vez ver a cara dela de desapontamento e confusão foi maravilhoso. Assim que ele deitou-se na cama logo adormeceu pesadamente. Estava cansado.

Às três e meia da manhã Emperatriz adentrou ao quarto de hóspedes que Alejandro dormia e, como ele havia deixado um abajur ligado, ela caminhou sorrindo até a cama sem dificuldades. Delicadamente ela puxou a coberta que o cobria e se deparou com aquele homem só de cueca boxer.

—Mais gostoso impossível! – Ela murmurou enquanto um sorriso malicioso tomava-lhe os lábios.

Emperatriz notou que ele estava em um sono pesado e, sem pensar duas vezes, retirou a cueca dele que se moveu um pouco, mas não acordou. Ela engatinhou até ele e, pondo uma perna de cada lado das pernas dele olhou-o minunciosamente. “Como é delicioso!” foi o que ela pensou enquanto umedecia os lábios com a língua. Delicadamente Emperatriz tocou o membro de Alejandro e começou a estimula-lo. Às vezes beijava-lhe a barriga e o próprio membro, mas nada muito ousado. Ela queria mostrar para Alejandro que, da mesma forma que ele a acendia em segundos, ela fazia o mesmo com ele. E ela estava no caminho certo porque, mesmo dormindo, Alejandro já estava totalmente excitado. Emperatriz percebeu que ele estava acordando e, só para deixa-lo maluco, chupou-o intensamente. No mesmo segundo Alejandro acordou e ao ver Emperatriz, apenas com uma lingerie preta, estimulando-o daquela maneira nunca feita antes sorriu, já fora de si. Ela ficou alguns minutos fazendo aquilo com uma maestria tão grande que Alejandro quase chegou ao ápice do prazer ali mesmo. Emperatriz subiu seus lábios pelo abdômen definido dele que, totalmente impaciente, puxou-a para um beijo. Ela fez questão de colocar suas intimidades em contado, ainda que a dela estivesse coberta pela calcinha quase transparente e inexistente de tão minúscula que era. Alejandro gemeu ao sentir o quão quente a ruiva estava. As mãos dele apertaram-na por completo e rapidamente o sutiã dela já estava pelo chão do quarto. Ela o puxou fazendo com que ele ficasse sentado na cama e ela sentada em seu colo. Alejandro abocanhou um seio da ruiva que, só para provoca-lo, rebolou lenta e intensamente sobre o membro dele. Ela conseguiu segurar um gemido, mas Alejandro não e ela sorriu vitoriosa. Enquanto rebolava novamente ela perguntou ao pé do ouvido dele:

—Você quer?

Ele pressionou o membro contra a intimidade dela achando que aquilo sanaria a dúvida da mulher, mas ela queria o ouvir falando, da mesma forma que havia feito com ela.

—Quero que você fale! – Ela disse puxando os curtos fios de cabelo dele.

Alejandro olhou nos olhos dela e respondeu:

—Você sabe que eu quero.

Ela sorriu e rebolou novamente.

—Implore! – Impôs com um sorriso malicioso no rosto.

Alejandro puxou-a para um beijo e, enquanto chupava o pescoço dela, falou:

—Meu corpo precisa de você Emperatriz. Eu preciso de você. Não sei viver em um mundo que você não esteja. Tudo parece vazio. Meu corpo clama pelas carícias do seu corpo da mesma forma que sinto o seu implorando pelas minhas carícias. Eu preciso te tocar a cada segundo para ter certeza que você não é um sonho. Eu preciso te amar da forma mais intensa para te mostrar o quão apaixonado eu sou por você... Eu preciso de você... E preciso agora.

Enquanto proferia aquela frase Alejandro, como de costume, rasgou a calcinha da mulher que soltou um gritinho abafado.

—Meu Deus Alejandro, eu nunca vou conseguir repor meu estoque de calcinhas desse jeito... – Ela comentou sorrindo.

Ele sorriu e voltou a beija-la. Nenhum queria mais jogos, só queriam um ao outro o mais rápido possível. Emperatriz posicionou-se e logo sentiu Alejandro a invadindo daquela maneira inenarrável de sempre. Ela fechou os olhos fortemente contendo um gemido enquanto ele mordia o ombro dela. Ela logo começou a se movimentar lentamente, acostumando-se com todo aquele volume dentro de si. Alejandro segurava sua cintura dando-lhe apoio enquanto beijava e mordia todo o pescoço e colo dela. Ao acelerar os movimentos Emperatriz jogou a cabeça para trás com tamanho prazer que sentia. Aquilo tudo que sentiam era intenso demais, era inexplicável. Alejandro deitou-se, totalmente extasiado, admirando a beleza da mulher. Cada movimento dela o excitava mais e, sem ao menos perceber, ao levantar o tronco novamente, falou roucamente ao pé do ouvido dela:

—Gostosa!

Ela voltou a si e, movimentando-se lentamente, perguntou:

—Diz para mim se existe outra mulher no mundo que consiga deixar você assim, animadinho com tão pouco! Diz para mim que existe outra mulher gostosa como eu por aí que possa te satisfazer dessa forma tão completa e inexplicável, diz.

Ela proferiu a palavra que ele utilizara com uma voz totalmente rouca e cheia de desejo.

—Não me tortura assim... – Ele pediu de olhos fechados.

Ela sorriu e, movendo-se ainda mais lentamente, insistiu:

—Diz para mim...

Ele, totalmente fora de si, rolou na cama ficando por cima e, estocando rapidamente nela, respondeu:

—Não! Não existe outra mulher no mundo que faça amor como você, que se pareça com você, que seja gostosa como você, que seja você.

Ela sorriu vitoriosa e gemeu o nome dele ao pé de seu ouvido. Logo os dois chegaram ao ápice do prazer e, ao recuperarem o fôlego, Emperatriz levantou-se e catou suas roupas pelo chão.

—Aonde você vai? – Alejandro perguntou confuso.

—Me arrumar para ir trabalhar, mon amour. Não se preocupe... Eu não tinha planos de reconquistar você dessa forma. Vou te provar que além de te amar e não viver sem você esses sentimentos são recíprocos porque você também não sabe viver sem mim.

Ela saiu do quarto sorrindo e Alejandro, após absorver cada palavra, relaxou-se na cama sorrindo largamente. Aquela mulher ainda iria deixa-lo louco. Ele ficou ali até dormir novamente. Não tinha forças para sair da cama naquela manhã. Emperatriz também dormiu assim que chegou ao seu quarto. As pernas ainda estavam bambas de prazer e ela não conseguiu sequer tomar banho. Ao acordar, às oito da manhã, foi correndo dar café da manhã para sua pequena que estava brincando com uma almofadinha em forma de elefante que Coco havia lhe dado.

—Bonjour mon amor! – Ela disse com um sorriso enorme no rosto e Anne logo retribuiu aquele carinho. – Você está com fome meu amor? Está né?

Ela pegou a pequena, deu-lhe um banho quente e logo após comida. Arrumou a filha como de costume, colocando uma calça de tecido grosso devido o frio, uma blusa com mangas e sapatinhos bem quentinhos, finalizando com uma faixa simples, mas linda.

—Agora a mamãe vai tomar banho e você fica bem quietinha aqui tá? – Ela pediu para a filha que estava deitada em um chiqueirinho na suíte do casal.

Emperatriz foi correndo tomar seu banho e lavou os cabelos. Estava precisando. Vestiu uma calça de corte reto azul bebê, uma blusa com mangas na cor creme e pôs um salto claro também. Não secou os cabelos porque já estava atrasada e, ao pegar o sobretudo que sempre usava, falou para a filha:

—Será que o papai já foi? Mamãe não o ouviu ainda...

Anne riu e Emperatriz encheu-a de beijinhos ternos pelo rosto. A menina logo soltou sua gargalhada de sininhos e o dia de Emperatriz não poderia começar melhor. Ao passar pelo corredor abriu a porta do quarto de hóspedes e viu seu homem dormindo, ainda sem roupa porque ela viu a cueca dele no chão, no mesmo lugar que ela havia deixado. Não pôde deixar de sorrir. Fechou a porta cuidadosamente e se dirigiu a entrada. Quando abriu a porta para sair deu de cara com Michelle que já ia tocar a campainha.

—Oh! Você aqui logo cedo? – Emperatriz disse com um sorriso maligno no rosto.

Michelle revirou os olhos e, direta, falou:

—Vim falar com Alejandro. Tínhamos uma reunião as nove e ele não apareceu. Já são dez e meia e ele não me atende...

Emperatriz sorriu e confessou:

—Na verdade a culpa é minha.

Michelle olhou para ela totalmente confusa.

—Chegamos muito tarde, fomos conversar um pouco e... Eu não sabia dessa reunião, acabamos fazendo amor por muitas horas. Inclusive – Ela abaixou o tom de voz como se fosse contar um segredo a loira. – Você quase chegou antes de a gente terminar...

A boca de Michelle se abriu em um O perfeito. Os cabelos molhados de Emperatriz era a prova de que tinha acontecido mesmo. Ela havia escutado uma conversa de Alejandro com um amigo que única coisa que fazia Emperatriz lavar os cabelos pela manhã e não seca-los era um bom e intenso sexo matinal.

—E olha, conhecendo meu homem como conheço, é melhor você espera-lo aparecer por lá... Ele odeia ser acordado, principalmente depois de... Você sabe! – Emperatriz provocou.

Michelle voltou a si e falou:

—Quero falar com ele agora. Preciso falar com ele agora!

Emperatriz fechou a porta atrás de si e, trancando-a, falou:

—Desculpa, mas não posso deixar você estragar o sono do meu homem. Volta depois queridinha.

A loira bufou de ódio, virou as costas e foi em direção a seu carro. Emperatriz sorria largamente da cara da loira. Quando viu o carro da mulher sumir a ruiva disse para a filha:

—É cada marmota que aparece na vida do seu pai filha... Mamãe tem que ficar oh – Ela puxou um pouco a parte abaixo do olho fazendo-o ficar um pouco maior. – de olhos abertos.

Anne riu e logo voltou sua atenção para o brinquedinho. Assim que chegaram a agência de Emperatriz ela falou para Coco:

—Preciso comprar algo para dar de presente para Alejandro Coco, mas não sei o quê...

Coco riu e brincou:

—Que tal uma lingerie nova?

Emperatriz caiu na risada e falou:

—Sabe que não é uma má ideia...

Coco beijou a testa de Anne que estava em seu colo e sugeriu:

—Ouvi boatos que ele estava louco em uma espátula que ainda não foi lançada... Mas o produtor é seu amigo e...

Emperatriz entendeu o fim da frase e, animada, falou:

—Brilhante! Coco você é a segunda melhor! Porque a primeira sou eu!

As duas caíram na risada que logo morreu quando um homem entrou pela porta.

—O dia estava até bom... – Emperatriz resmungou. – O que você quer aqui Justo del Real?

O senhor, sorrindo, falou:

—Nada. Apenas lembrar-te que estou por perto e quero a sua cabeça em uma bandeja de prata.

Emperatriz sorriu e brincou:

—Olha, eu não sou João Batista para você querer minha cabeça numa bandeja de prata como quiseram a dele em...

Justo riu e olhou para Anne.

—Se você não sair do meu caminho Emperatriz, não será só a sua cabeça que exigirei em uma bandeja.

Ainda com um sorriso no rosto Emperatriz avisou:

—Toque em um fio de cabelo das minhas filhas e você vai saber quem é Emperatriz Jurado, Justo del Real.

Ele sorriu para ela e saiu com um ar superior que, lá no fundo, não tinha.

Aeroporto de Paris

—Não acredito que vocês finalmente chegaram! – Esther disse abraçando as irmãs apertadamente.

Elena e Elisa abraçaram a irmã na mesma intensidade e logo Nico falou:

—Ok! Já abraçaram demais a minha noiva, chega.

Esther sorriu e os apresentou. Foram para um dos cafés de Alejandro. Enquanto conversavam Emperatriz ligou para contar a Esther o que Justo havia lhe dito e pediu que ela tomasse cuidado. Para tranquilizar a mais velha ela disse:

—Mãezinha, fique tranquila. Nico está comigo. Nada vai acontecer tá? A senhora se cuide e conte isso para o Alejandro. Ele precisa saber disto.

Logo ela desligou e Nico perguntou:

—O que preocupa minha excelentíssima sogra Emperatriz Jurado agora amor?

Ao ouvirem o nome Emperatriz Jurado Elena e Elisa trocaram um olhar compartilhando o mesmo pensamento, mas apenas uma das duas sentia um ódio descomunal pela ruiva.

—Depois te explico.

Voltaram a conversar e, antes de irem para casa, ainda passaram no shopping para comprar algumas coisas.

Após um dia bem cansativo ouvindo os pitis de Michelle, Alejandro chegou a sua casa, morto de cansaço e morto de fome também. Foi direto para a cozinha e, ao olhar para a bancada que sempre usava para preparar as refeições viu uma caixa vermelha, rodeada de flores, com um bilhete. Pegou o papel amarelo e reconheceu a letra bem desenhada de Emperatriz:

‘Espero que goste, que aprecie e use sempre. Não sei se acertei no material do cabo, mas achei que combinava mais com você. Sabes que não entendo nada disso. Aprecie. Um beijo da sua Emperatriz Miranda.’

Ele sorriu ao ler Emperatriz Miranda e logo abriu a caixa. Ao se deparar com a espátula que tanto queria sentiu os olhos transbordarem lágrimas. Ela havia acertado em cheio, como sempre. Ele pegou o telefone e ligou para ela.

—Senhorita Jurado. – Atendeu como sempre fazia quando não olhava quem era na tela do telefone. Aquilo só acontecia quando ela estava muito ocupada.

—Está muito ocupada? – Ele perguntou acanhado.

Ela sorriu largamente ao ouvir a voz dele.

—Para você eu nunca estou ocupada mon amour.

Ele riu e agradeceu:

—Muito obrigado amor. Eu amei. Você acertou em tudinho, como sempre. Eu nem sei como retribuir tamanho carinho.

Ela, esperta, respondeu:

—Eu sei! Fiz reservas em um restaurante novo para duas pessoas... Não tenho acompanhante ainda...

Ele riu e de ímpeto anunciou:

—Agora tem. Espero-te. Não trabalhe muito. Dirija com cuidado.

—Pode deixar chère. Se cuide também. Em uma hora mais ou menos chego a casa. Beijos.

Ela desligou sorridente e olhou para a pequenina dormindo tranquila ao seu lado. Não queria desgrudar da filha, não após aquela ameaça de Justo, mas precisa investir um tempo na sua relação com Alejandro.

—Mamãe vai te deixar com a vovó... Melhor assim. – Falou passando a mão pelo rostinho da filha. – E que aquele crápula não ouse a mexer com você. Ele não sabe quem é Emperatriz Jurado...

No Restaurante

—Seu bom gosto sempre me surpreende... – Alejandro comentou quando se sentaram. – Adorei o lugar.

Ela sorriu e observou tudo em volta. De repente seu olhar parou em uma mesa e ela falou para Alejandro, preocupadíssima:

—Diz para mim que o que estou vendo é uma alucinação Alejandro. Pelo amor de Deus, diz que não estou vendo aquilo!

Notas finais
Alguém vai ter que tomar banho depois deste capítulo? kkkkk Parei! Juro! kkkkkkkkkkkkkk Comentem... e Comentem muito! Divulguem também! Besos!