Correndo Perigos

27 Eu Não Acredito Que Chegamos A Esse Ponto


Notas iniciais
Oi moças! Aí está mais um capítulo para vocês. Sejam felizes com ele, por favor! Um beijos a todas. OBS.: Não corrigido. OBS².: Música do capítulo https://www.youtube.com/watch?v=h6lHUn20J5g Boa leitura.

—Ela deve ter perdido a hora, como sempre. Entope-se de trabalho e esquece até de ir para casa...

Ele sorriu e desceu do carro. Assim que dobrou a esquina viu um corpo ali na calçada. Devido a má iluminação ele olhou para os lados e não viu ninguém. Quando estava a uns vinte metros reconheceu aquele cabelo ruivo e já foi em direção ao corpo. Ao abaixar-se ao lado da noiva e ver o estado em que ela estava ele falou:

—Oh meu Deus! O que fizeram com você meu amor?

Emperatriz estava cheia de hematomas pelo corpo, exceto no rosto. Por ser branca os hematomas já estavam começando a adquirir um tom arroxeado. Ela estava gelada demais e, por alguns segundos, parecia estar morta. Ao observá-la novamente notou sangue escorrendo por suas pernas. Aquilo não era um bom sinal. Alejandro retirou o casaco que vestia e envolveu-o na noiva antes de pegá-la no colo e leva-la ao hospital em que o médico dela estava de plantão. Sentia o coração se partir cada vez que olhava para ela daquela forma. Estava literalmente desesperado. Não queria perde-la. Não podia.

—Alejandro? – Ela sussurrou enquanto se mexia lentamente.

Um gemido de dor escapou dos lábios dela no mesmo segundo e uma careta de dor tomou conta de sua face.

—Estou aqui amor. Fique quietinha. Por favor. – Ele respondeu segurando a mão dela delicadamente. – Estou indo o mais rápido que posso. Já nós chegamos.

Emperatriz não conseguiu abrir os olhos, a dor era demais. Fez o que Alejandro pediu ficando quietinha, às vezes deixando escapar um gemido de dor. Ao chegarem ao hospital o médico dela já a esperava e Alejandro ficou horas do lado de fora esperando notícias da amada. Logo Esther chegou com Elena que falou:

—Foram eles! Eu tenho certeza Alejandro.

Naquela segundo a mente de Alejandro se iluminou e ele entendeu tudo. Justo, Elisa e Michelle queriam mostrar a Emperatriz que eles detinham o poder e que ela pagaria caro por tudo que ‘havia feito’.

—Eu não acredito nisso! Eu vou matar aqueles três. – Ele disse sem controle.

Esther segurou Alejandro, abraçando-o apertadamente, e falou:

—Por favor, controle-se. A mamãe vai precisar da gente e precisamos estar calmos.

Ele respirou fundo, batalhando com o ódio que habitava dentro de si.

—Eu vou tentar, mas se eu ver aqueles três na minha frente as coisas não vão ficar boas Esther. Eu juro para você, eu mato um por um com minhas próprias mãos.

A morena sabia que ele não estava brincando. Olhou para Elena com um olhar cumplice e decidiram comer algo na lanchonete do hospital. Quando o médico chamou os três para dar-lhes informações sobre a ruiva a cara dele não era das melhores.

—O que houve doutor? – Alejandro perguntou totalmente desesperado.

O médico suspirou e respondeu:

—Sua esposa não teve nenhuma fratura, não quebrou nada, não teve nenhum rompimento ou algo do tipo.

—Mas isso é ótimo! – Esther disse.

—Calma senhorita... – O médico foi cauteloso. Olhou para Alejandro. – Você e Emperatriz estavam planejando ter filhos?

Alejandro sem entender o motivo da pergunta respondeu:

—Não! Sempre quisemos ter um bebê juntos, mas nunca o programamos.

O médico suspirou.

—Bom... Emperatriz estava grávida Alejandro. Nem ela sabia ainda. Três semanas. Tentamos tudo que podíamos, mas não conseguimos salvar o bebê de vocês.

Alejandro entrou em estado de choque. Emperatriz estava grávida. Grávida de um filho dele. E graças aqueles três monstros ela havia perdido o mais novo membro da família... Ela havia perdido o primeiro fruto do amor deles.

—Eu não acredito nisso! – Esther disse deixando as lágrimas rolarem. – Quando as coisas vão ser boas para minha mãe? Quando ela vai poder ser feliz de verdade?

—Quando aqueles três morrerem. E eu vou fazer isso agora! – Alejandro falou se levantando.

O médico foi mais rápido que ele e o segurou por trás. Esther trancou a porta e entregou a chave para Elena que ficou bem longe dos três.

—Abre essa porta. AGORA! – Ale disse sentindo o sangue ferver. – Doutor não quero te machucar, me solte.

—Não posso Alejandro. Emperatriz precisa de você ao lado dela, não em uma cadeia.

—Ele tem razão Alejandro. Pelo amor de Deus. Espera a mamãe melhorar e vocês dois resolvem isso juntos, mas não se precipite. Matá-los não é a única saída.

Naquele momento as lágrimas de Alejandro rolaram por sua face e ele deixou o corpo cair. Esther e o médico tiveram de segurá-lo.

—Isso não pode estar acontecendo Esther... Com ela não!

Esther abraçou o padrasto e falou:

—Força Alejandro. Ela precisa de nós. Força.

Ficaram ali até se acalmarem e logo foram ver Emperatriz. Estava sedada devido as dores que provavelmente não a deixaria em paz mesmo com analgésicos. Alejandro chorou feito uma criança ao vê-la ali, dormindo inocente.

—Eu já contei a ela. – O médico avisou. – Não a deixem só, por favor.

Esther assentiu e ficaram ali. Pela manhã dona Perfecta levou Anne e, enquanto preenchiam os papeis de visita Emperatriz acordou.

—Alejandro? – Ela disse ainda sonolenta enquanto abria os olhos.

Ele foi correndo para o lado dela e segurou sua mão enquanto acariciava a face dela.

—Oi meu amor. Estou aqui com você.

Ela olhou para ele e não precisou falar nada. Alejandro leu nos olhos da amada tudo o que ela não teria forças para dizer. Ela estava sofrendo, sentia-se culpada por não ter descoberto antes...

—Vai ficar tudo bem mon amour. Estamos juntos e nada nem ninguém poderá nos separar. Eu prometo. – Ele falou abraçando.

Ela deixou as lágrimas escorrerem, mas se manteve calma. Alguns minutos depois pediu:

—Traz a Anne? Preciso dela comigo. Por favor.

Ele assentiu e respondeu:

—Ela está com sua mãe lá fora organizando algumas coisas. Já ela chega.

Emperatriz assentiu e tentou se mover, mas as dores não permitiram grandes movimentos.

—Ei, calma. Estou aqui para te ajudar. Quer se sentar?

Ela assentiu e ele ajudou-a. alguém bateu na porta e Alejandro pediu para entrar. Era Perfecta com Anne nos braços. Quando os olhos verdes de Anne cruzaram com os olhos verdes da mãe a menina abriu um sorriso e soltou:

—Mamaa!

Emperatriz ficou em choque. Anne já pronunciava algumas coisinhas, mas nunca havia feito algo do tipo. Um sorriso iluminou o sorriso da ruiva que estendeu os braços para pegar a filha.

—Mon amour! E esse vestido lindo? – Ela disse enquanto a filha ia para seus braços.

Emperatriz abraçou Anne fortemente e a menina pousou a cabeça no ombro da mãe. Ficaram daquela forma por algum tempo até que Anne dormiu e o corpo dolorido de Emperatriz não a permitiu segurar a filha por mais tempo.

—Quer que eu pegue ela? – Alejandro perguntou ao notar que a ruiva não estava mais aguentando a dor.

—Não! Deita ela aqui do meu lado, por favor. – Triz pediu.

Enquanto ele deitava a pequena Anne ao lado da mãe uma enfermeira entrou no quarto e adicionou os remédios ao soro de Emperatriz que acariciava o rostinho da filha. Logo estavam as duas dormindo serenamente.

—Se prepare meu filho... – Perfecta disse para Alejandro que observava as mulheres de sua vida ali dormindo.

Ele a olhou confuso.

—Ela está calma demais. Emperatriz não é assim. Ela está maquinando algo. Os del Real e sua sócia mexeram com as coisas mais preciosas na vida dela filho. Triz não vai deixar barato. – Ela explicou.

Ale suspirou e confessou:

—No lugar dela eu também não deixaria sogra.

Perfecta suspirou. Os dois estavam machucados demais e ela entendia aquilo. Eles teriam um bebê! Mas ela não podia deixar Emperatriz prosseguir com qual fosse seu plano.

—Vou comer algo. Você quer alguma coisa? – Ela perguntou.

—Não sogra. Pode ir... Obrigada.

Dois meses depois...

—Que cheiro maravilhoso... – Emperatriz disse ao entrar na cozinha com Anne nos ombros.

—Papaaaa! – A pequena disse risonha.

—Uma dúvida amor! Ela está falando da comida ou de mim? – Alejandro disse mexendo na panela.

—Isso só ela sabe! – Emperatriz confessou.

Alejandro serviu as duas e Anne acabou se lambuzando toda de macarrão. Era a primeira vez que ela comia algo que não fosse totalmente pastoso devido aos quatro dentinhos que nasceram. Alejandro fez para ela o famoso macarrão cabelo de anjo bem molinho e a menina se divertiu. Depois ele deu um belo banho nela que dormiu pesadamente. Ao voltou para a cozinha encontrou Triz lavando as louças. Aquele era um dia importante para ela.

—Amor, tem certeza que quer apresentar? – Ele perguntou abraçando-a por trás.

Emperatriz sorriu e respondeu:

—Tenho! Quero olhar bem para Michelle nessa festa e mostrar que nem aliada a Justo ela consegue me derrubar. Eu preciso disso. Sem contar que também acho que você precisa sair mais comigo.

Ele riu da desculpa dela e beijou o pé do ouvido dela dizendo:

—Eu acho que a gente deveria ficar mais tempo trancados no quarto...

Ela soltou uma gargalhada e o beijou.

—Quem sabe quando nós conseguirmos acabar com aqueles três de uma vez... Agora nós não podemos nos dar esse luxo.

—Mas amor, isso não é luxo. É necessidade. – Ele comentou indignado com a fala dela que soltou uma gargalhada gostosa.

O dia passou normalmente até o momento em que eles tiveram de ir para a tal festa organizada por Justo em que, sem ela saber, Emperatriz dançaria e humilharia Michelle novamente. Ela ficou no camarim com Alejandro que falou:

—Você é louca amor! E eu sou mais louco ainda por estar aqui te ajudando e apoiando.

Emperatriz gargalhou e falou:

—Vai sair tudo certinho amor. E você ainda vai sair ganhando... Vai me ver dançar!

Ele beijou o pescoço dela e confessou:

—Isso é ótimo, mas prefiro a versão em que você dança só para mim lá no nosso quarto.

Ela deu um leve tapa nos ombros dele e reclamou:

—Meu Deus, mas que fogo é esse? Socorro! Vai logo, eu sou a próxima atração!

Ele riu e beijou longamente.

—Você está magnífica amor. Não! Você é magnífica. Je t’aime.

Ela riu e ele se foi. Emperatriz se respirou fundo gostando do que via no espelho. Usava uma espécie de sari longo e solto, que quando ela rodasse se abriria lindamente. Ele era de um tom de bege ouro, talvez, ela não soube definir aquela cor direito. Assim que ouviu alguém lhe avisando que já era sua vez ela tratou de ir para o local em que dançaria. A música logo começou e uns homens entraram antes dançando enquanto ela estava escondida entre eles. (Hora da música crianças: Deewani Mastani) Alejandro, ao ouvir o começo da música entrou em memórias daquela semana mesmo.

Flashback On

Emperatriz estava sentada de costas em um banquinho a frente dele. Imóvel, com uma mão acima da cabeça.

Nabhatun aali apsara
Nabhatun aali apsara
Asi sundara saaj sazpunna
Aali aali aali
Aali ga aali..
Kesa madhi maandla gajra
Lokachya nazra khilya tichyavar
Aali aali aali..

Ela virou a cabeça ficando de perfil com um sorrisinho no rosto.


Duniyachi pyaari tu
Agrani harni ga
Agrani sundaraa ha ha..
Aali ga aali
Aali ga aali
Aali ga aali
Oh maharani aali..
Aga ga ga ga…

Ele viu o sorriso dela se ampliar e logo sumir, tentando ficar séria para conquista-lo. Virou-se para ele lentamente ainda sentada e, olhando bem nos olhos dele desceu a mão rente ao seu corpo cantando baixinho com a música:

Nazar jo teri laagi main deewani ho gayi

Ela tombou todo o corpo para trás deixando cada parte de seu corpo ser analisado pelos olhos atentos dele.

Deewani haan deewani, deewani ho gayi

Ela se levantou novamente e levemente cumprimentou-o com a mão indo até seu próprio rosto. Ele sorriu gostando daquilo.

Mash’hoor mere ishq ki kahaani ho gayi
Jo jag ne na maani toh maine bhi thaani
Kahaan thi main dekho kahaan chali aayi..
Kehte hain ye deewani mastani ho gayi

Emperatriz se levantou por completo e começou a mexer os braços acima de sua cabeça, ainda com o rosto de perfil para ele. Mexia levemente o quadril junto, dando um charme especial aos movimentos.

Mash’hoor mere ishq ki ye kahani ho gayi
Jo jag ne na maani toh maine bhi thaani
Kahaan thi main dekho kahaan chali aayi..
Kehte hain ye deewani mastani ho gayi
Deewani haan deewani, deewani ho gayi

Foi se distanciando dele com passos ritmados, dando leves pulinhos, virou o corpo todo para ele e com uma mão fez um caminho desde o ombro até o fim da barriga, erguendo rapidamente a mão e rodando graciosamente. Chegou até ele tocou-lhe o rosto levemente. Quando ele ia toca-la ela se afastou e girou sob os calcanhares, os braços abertos e os olhos nos dele. Esticou uma perna ao seu lado e tapou o rosto com os braços em posição vertical, logo o revelando ao cantar:

Zakham aisa tune lagaya
Deewani, deewani, deewani, deewani ho gayi
Marham aisa tune lagaya
Ruhaani, ruhaani, ruhaani, ruhaani ho gayi
Pehchaan mere ishq ki ab toh
Pehchaan mere ishq ki ab toh
Rawaani, rawaani, rawaani, rawaani ho gayi

Ela se abaixou ficando sentada no chão, uma postura impecável. Com o olhar começou a flertar com ele, com o corpo o deixava louco.

Ho.. mash’hoor mere ishq ki kahani ho gayi
Kehte hai yeh deewani, mastani ho gayi
Haan deewani, haan deewani, deewani ho gayi
Mash’hoor mere ishq ki kahani ho gayi
Jo jag ne na maani toh maine bhi thaani
Kahaan thi main dekho kahaan chali aayi

Encostou a palma da mão no rosto e o olhou, intensamente.

Kehte hain ye deewani, Mastani ho gayi
Deewani haan deewani, deewani ho gayi

Foi andando até ele e logo começou uma sequencia de giros no quarto. A saia que ela usava se abriu completamente e, quando ela ergueu os braços fazendo com que as mãos se destacassem ele imaginou nunca ter visto algo tão lindo na vida.

Sab noor noor sa bikhra hai
Ek tu hi khayalon mein utra hai
Bas jhoom jhoom jhoom jhoom jaata hai dil

A cada frase proferida ela batia palma duas vezes junto com o grave da música enquanto rodava e ficava de frente para ele.

Tu mastani hai..
Tu deewani hai..
Paakeza hasti hain teri, tu noorani hai..

Alejandro não aguentando mais aquela tortura se levantou, pegou Emperatriz nos braços e pediu:

—Tira essa roupa para mim!

Sab noor noor sa bikhra hai
Ek tu hi khayaalon mein utra hai

Emperatriz dançando retirou peça por peça e jogou para ele que estava só de cueca boxer. Ele já não aguentava mais ver ela dançando daquela forma tão simples e provocativa para ele sem jogá-la naquela cama e ama-la pelo resto da tarde. Ele tratou de retirar a única peça que o cobria e pegou-a no colo, empresando-a na parede bruscamente. Ela sorriu e embrenhou os dedos nos fios de cabelo sedosos dele.

—Calma amor... – Pediu ao sentir a urgência que ele sentia dela. – Serei sua pelo resto de nossas vidas.

Ele sorriu e pediu olhando na menina dos olhos dela:

—Repete isso, por favor?

Ela beijou os lábios dele e repetiu:

—Eu serei sua pelo resto de nossas vidas...

Flashback Off

Alejandro foi despertado pelos aplausos animados do público que acabara de ver sua mulher dançando. Ele sorriu para ela e jogou-lhe um beijo. Lá de cima Emperatriz notou que ele havia lembrado da tarde em que ela havia dançado aquela música só para ele e sorriu. Ao receber os cumprimentos de todos e antes que Michelle e Justo fossem atrás da amada Alejandro puxou pelo braço e colocou-a no carro.

—O que é isso amor? – Ela perguntou ficando assustada assim que ele deu partida.

Ele abriu dois botões da camisa social e respondeu:

—Você me deixa louco Emperatriz. Louco!

Ela sorriu e após retirar o chapéu que compunha seu look colocou a mão na perna do jovem que pediu:

—Não me provoca...

Ela riu ainda mais e ficou quietinha até ele chegarem a casa que estava vazia. Anne iria dormir na casa da irmã junto de Perfecta naquela noite. Assim que trancou a porta Alejandro pegou Emperatriz nos braços e começou a beijá-la. Ele tentou andar, mas tropeçou no enorme vestido da mulher e acabaram caindo no sofá que para ele era pequeno demais para os dois então rolou o corpo fazendo os dois caírem no chão. Triz começou a rir descontroladamente dele que parecia um louco.

—Amor... Para de rir! Tira essa roupa antes que eu a rasgue.

Ela, ainda rindo, fez o que ele pediu e logo ambos já estavam nus se beijando no chão da sala. Emperatriz, sem parar de beijá-lo, começou a enrolar os cabelos em um coque mau feito, mas Alejandro a impediu dizendo:

—Solto amor. Mais sexy.

Ela ficou vermelha e foi a vez dele de sorrir. Antes que ela começasse a reclamar ele puxou-a pela cintura aniquilando toda e qualquer distância entre os dois e voltaram a se beijar. Alejandro não precisava de estímulo algum, mas sabia que Emperatriz gostava de certas coisas então decidiu tortura-la da mesma forma que ela o torturava na dança. Sua mão desceu para a intimidade da ruiva e ele começou a brincar os dedos ali fazendo ela soltar um suspiro trêmulo de prazer.

Ela, fora de si, mordeu o lóbulo da orelha dele caprichosamente. Alejandro gostava daquela Emperatriz, louca e descontrolada na cama. Ela começou a pronunciar frases desconectas e picantes que ele só a ouviria dizer durante aquele ato, a mais leve e que o deixava com o ego inflado era:

—Adoro quando você me pega assim!

Sim, Emperatriz perdia os eixos quando Alejandro a tocava. Ela já havia assumido aquilo. Quando ela já não era capaz mais de se segurar soltou:

—Eu preciso de você em mim agora Alejandro... Agora!

Ele não tardou em atender o pedido dela. Não demorou muito ela teve seu primeiro orgasmo de muitos da noite...

Eu não acredito que chegamos a esse ponto. – Ela disse com o rosto no peito dele, recuperando o fôlego.

—Que ponto amor? – Ele não havia entendido.

—Fazer amor no chão da sala Alejandro. O nosso quarto está há dois minutos daqui!

Ele gargalhou e sussurrou no ouvido dela:

—E se eu te contasse que morro de vontade que isso aconteça na cozinha.

Os olhos dela se esbugalharam.

—Alejandro?! – Reclamou.

—É sério. Por favor!

Ela o olhou vermelhinha e sussurrou:

—Vou pensar. Prometo.

Ele riu e a beijou. Logo os dois ficaram animadinhos e ela soltou:

—Chuveiro Alejandro. Por favor, chuveiro.

—Não dá mon amour. Tem que ser aqui mesmo. – Ele disse já deitando por cima dela.

E novamente fizeram amor ali. Alejandro logo dormiu e Emperatriz só teve tempo de ir atrás de uma coberta para cobri-los. Dormiram ali no chão da sala mesmo. De manhã ela acordou com o telefone vibrando e atendeu Esther. Michelle queria ir até a casa deles para que Alejandro assinasse uns papéis e Emperatriz junto da filha bolaram um plano maligno. Emperatriz sabia que se Michelle vesse ela ali no chão da sala com Alejandro, cobertos apenas por cobertas, as roupas ainda espalhadas pelo chão, seria o fim. Ela iria querer matar os dois. E era aquela cena que Triz queria que Michelle vesse. A ruiva destrancou a porta de sua casa e voltou a aninhar seu corpo no de Alejandro, logo adormecendo. Assim Esther falou que não havia conseguido falar com a mãe, mas que provavelmente ela já tivesse ido trabalhar e que a porta estaria destrancada, era só entrar. Michelle foi correndo para a casa do casal. Ao chegar...

Notas finais
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