Correndo Perigos
28 De Novo Não Deus! Por favor!
Notas iniciais
Michelle foi correndo para a casa do casal. Ao chegar entrou de mansinho e ouviu Emperatriz dizer sorrindo:
—Que fogo é esse logo pela manhã Alejandro?
Ela deu mais alguns passos silenciosos e pôde ver Alejandro beijando o corpo de Emperatriz caprichosamente. Os dois estavam nus, deitados no carpete da sala, as roupas da festa do dia anterior espalhadas ao chão...
—Você me deixa louco Emperatriz! – Ele respondeu olhando nos olhos dela.
Por um segundo Emperatriz se derreteu e falou:
—Eu te amo.
Ele sorriu largamente e respondeu:
—Eu te amo mon amour. Você é a melhor coisa da minha vida. Sem você eu não seria nada. Não trocaria você por mulher alguma!
Emperatriz o beijou ardentemente e perguntou, só para ter certeza:
—Nem pela sua sócia?
Ele revirou os olhos e respondeu:
—Lógico que não. Ela não chega a ser nem metade do que você é meu amor.
Michelle ficou destroçada. Não podia ser verdade... Aquelas palavras de Alejandro não podiam ter sido mesmo proferidas por ele. A moça encostou a cabeça na parede e, enquanto as lágrimas rolavam, ela ficou observando o casal que ainda não havia percebido sua presença. Cada gemido dos dois era como uma facada no peito dela. O ódio que sentia de Emperatriz aumentava a cada palavra caliente que ela proferia para Alejandro. Ela sentia o sangue ferver ao ver as mãos de Alejandro tocando a ruiva com tanto desejo. Alejandro amava Emperatriz intensamente e aquilo matou Michelle por dentro. Era para ela estar ali, não Emperatriz. Até aquele dia ela não entendia o porquê de Alejandro não conseguir amar outra mulher, mas ao ver Emperatriz o dominando com tamanha facilidade, beijando cada milímetro do corpo másculo dele, o fazendo soltar gemidos, entendeu que eles eram apenas um. Sim. Tudo que ela queria era ser Emperatriz naquele momento. Morria de inveja da ruiva.
—Não fala isso amor! – Ele pediu quando Emperatriz falou algo ou pé de seu ouvido. – Eu não resisto. Você sabe que é o que eu mais quero.
Michelle ficou com uma pulga atrás da orelha. O que ela tinha dito a ele?
—Eu sei. Por isso estou te dizendo isso. Aproveita que eu estou querendo.
Ele sorriu e, sem se retirar de dentro dela, se levantou caminhando para a cozinha. Michelle tratou de se esconder atrás de uma porta para que o casal não a visse. Ela conseguiu ver o homem jogando tudo que tinha em cima da mesa no chão enquanto e ruiva sorria maliciosamente. Com a luz da cozinha acesa Michelle pode ver o corpo de Emperatriz perfeitamente e assim que o analisou sussurrou:
—Ela é linda. Parece uma deusa!
Alejandro deitou a noiva na mesa e realizou cada fetiche que tinha com ela ali. Logo os dois chegaram ao ápice e ela, ao abraça-lo pelo pescoço, disse:
—Que tal se nós viajássemos uns dias? Eu, você e Anne?
Os olhos dele se iluminaram.
—Topo! Quando? – Respondeu ele animado.
Triz soltou uma risadinha e respondeu:
—Vou me organizar. Agora... Acho que eu estou com fome amor.
Alejandro pegou-a no colo e falou:
—Vamos tomar um banho e eu faço algo leve para comermos. Hoje vamos passar o dia juntinhos.
A ruiva o beijou e foram para a suíte. Antes que eles terminassem de subir as escadas Michelle foi embora, chorando, com o orgulho ferido. Emperatriz queria apenas que ela chegasse num momento em que os dois ainda estivessem dormindo, mas a loira assistiu toda a intimidade do casal e Emperatriz nem se lembrava que a moça iria a sua casa quando Alejandro começou a massageá-la. Era sempre assim. Alejandro tocava na ruiva e ela se esquecia do mundo. Seus planos não eram deixar as carícias evoluírem, mas ela não tinha controle sobre si própria.
—Vamos ouvir uma musiquinha enquanto a comida sai! – Alejandro disse ligando o som. Logo uma música bem conhecida pelos dois começou a preencher o ambiente e Triz pegou uma colher de pau e a fez de microfone enquanto cantava. (Hora da música lindezas! Bajo Mi Piel – Gabriela Spanic)
Emperatriz olhou bem para ele e sensualmente cantou:
“Siento, vibro, me pierdo en mis sentidos lejos del mundo
Lloro,rio,quiero morir contigo cada segundo,entre mis
Sueños”
(Sinto, vibro, me perco em meus sentidos longe do mundo
Choro, rio, quero morrer contigo cada segundo, entre meus
Sonhos)
Passou a mão pelo corpo enquanto dava ênfase ao que cantava.
“Bajo mi piel te vuelvo a perder
Y te apareces en mi sombra
Bajo mi piel me quema tu piel
Y me haces tuya, me controlas
Toda
It's all right, its ok, 'cause all it's the same”
(Embaixo da minha pele volto a te perder
E você aparece em minha sombra
Embaixo da minha pele, sua pele me queima
E você me faz sua, me controla
Toda
Está tudo bem, porque é tudo a mesma coisa)
Chegou perto dele e cantou ao pé de seu ouvido só para atiça-lo:
“Habla,dime, que quieres tu conmigo yo te pregunto
Tomas, pides,amarte es un castigo que me derrumba
Hiere profundo”
(Fala, me diz que você me quer eu te pergunto
Toma, peça, te amar é um castigo que me desaba
Fere profundo)
Puxou-o pela camisa e começou a cantar olhando para os lábios dele.
“Bajo mi piel te vuelvo a perder
Y te apareces en mi sombra
Bajo mi piel me quema tu piel
Y me haces tuya, me controlas
Toda”
(It's all right, its ok, 'cause all it's the same
Embaixo da minha pele volto a te perder
E você aparece em minha sombra
Embaixo da minha pele sua pele me queima
E me faz sua, me controla
Toda
Está tudo bem, porque é tudo a mesma coisa)
Emperatriz encostou o corpo rente ao de Alejandro e dançou para ele algo louco, mas que ele amou.
“Bajo mi piel te vuelvo a perder
Y te apareces en mi sombra
Bajo mi piel me quema tu piel
Y me haces tuya, me controlas
Toda
It's all right, its ok, 'cause all it's the same”
(Embaixo da minha pele volto a te perder
E você aparece em minha sombra
Embaixo da minha pele sua pele me queima
E me faz sua, me controla
Toda
Está tudo bem, porque é tudo a mesma coisa)
Afastou-se dele enquanto cantava e, pondo um pé em cima da cadeira deixando as coxas totalmente a mostra por causa da camisa dele que ela usava, terminou:
“Bajo mi piel te vuelvo a perder
Y te apareces en mi sombra
Bajo mi piel me quema tu piel
Y me haces tuya, me controlas
Toda
It's all right, its ok, 'cause all it's the same”
(Embaixo da minha pele volto a te perder
E você aparece em minha sombra
Embaixo da minha pele sua pele me queima
E me faz sua, me controla
Toda
Está tudo bem, porque é tudo a mesma coisa)
Alejandro bateu palmas totalmente encantado pela performance da noiva. Ela não tinha ideia de como ficava linda usando apenas a camisa dele.
—Arrasou! Quero esse showzinho todos os dias mon amour. – Ele disse sincero.
—Lamento, mas isso só acontece uma vez na vida e outra na morte.
Alejandro riu e voltou a fazer o café da manhã dos dois. Assim que comeram foram assistir uns filmes e Emperatriz acabou dormindo. No momento em que ele percebeu aquilo começou a fazer carinho no rosto e cabelo dela enquanto falava:
—Ah, meu amor... Como eu te amo! Seria capaz de fazer qualquer coisa para te tirar dessa aura ruim que te rodeia, que tenta te derrubar. Eu sinto, cada vez que te olho dormir assim, serena, que logo passaremos por grandes tribulações. Não quero te ver novamente triste. Você está se recuperando daquele monstro, estava voltando a ser o que era e eu não quero que você pare de se recuperar. Sei que Justo está quieto demais desde aquela noite terrível que você perdeu nosso bebê, também sei que ele está pensando em algo grande e não quero nem pensar no que pode acontecer com você quando ele se preparar... Mas haja o que houver, eu vou estar sempre ao teu lado. Vou cuidar de você para sempre. Vou ficar do seu ladinho para sempre, te cuidando, te ouvindo, te amando. Você é a melhor coisa que já me aconteceu.
Ele depositou um beijo terno na bochecha da ruiva que permaneceu ali, serena, dormindo feito um anjo. Logo Alejandro também cochilou.
Ao fim da tarde dona Perfecta levou a netinha para casa e Anne, ao ver os pais, abriu um largo sorriso.
—Minha porquinha chegou!!!! – Emperatriz falou animada correndo em direção a filha que já estendia os bracinhos para ela.
Depois de ser jogada para cima repetidas vezes Anne recebeu um turbilhão de beijos da mãe. Ale ficava observando como as duas se completavam. A ligação era grande demais. Era incrível. As duas pareciam sentir exatamente o que a outra sentia. Isso era de fato normal se tratando de Emperatriz em relação a Anne, mas a menininha saber exatamente o que a mãe estava sentindo era demais até para a cabeça de Alejandro.
—Mãe, podemos conversar? – Emperatriz pediu enquanto entregava Anne para o noivo que já se retirou da sala.
—Claro. – Perfecta falou se sentando ao lado da filha. – O que você precisa?
Emperatriz suspirou e, novamente, tocou no assunto:
—Quero saber quem é o meu pai! Eu tenho direito de saber mãe...
Foi a vez de Perfecta suspirar e responder:
—Infelizmente isso eu não posso responder.
Emperatriz quase soltou um ‘então a senhora não sabe quem é ele!’, mas preferiu ficar calada. Não queria brigar com a mãe por causa de um homem que ela nem sabia quem era.
—Ok! – Sussurrou triste, cabisbaixa.
Emperatriz sempre quisera saber quem a tinha ajudado a mãe a dar-lhe a vida, mas Perfecta não queria aquilo. A ruiva achava que a mãe era bastante egoísta, mas não queria que a boa relação que estavam vivendo se acabasse por causa daquele assunto.
—Um dia, no momento certo, eu te conto. Eu prometo! – A senhora disse e Emperatriz assentiu, os olhos cheios de lágrimas.
—A senhora fica para o jantar?
Perfecta negou com a cabeça enquanto dizia:
—Hoje não. Tenho umas coisas para arrumar lá em casa. Na próxima eu fico.
Triz assentiu e logo a morena se foi. Quando a ruiva entrou na cozinha sozinha a pequena Anne falou, confusa:
—Bobó?
Os pais da menina riram, encantados, e Emperatriz respondeu:
—A vovó foi para casa filha. Depois ela volta.
Anne ficou olhando para a mãe e, soltou, lindamente:
—Boia?
—Sim! Ela foi embora.
Anne olhou para a cozinha toda e ao ver que a mãe tinha razão deitou no colo do pai.
—Acho que alguém já está com saudades da vovó amor! – Alejandro comentou sorrindo.
Emperatriz pegou-a e os três foram brincar na sala. Enquanto isso uma Michelle ferida, magoada, furiosa adentrava ao apartamento que justo havia alugado para ele e Elisa.
—Michelle? Você por aqui? – Elisa perguntou.
—Precisamos mostrar a Emperatriz com quem ela está brincando. Estou farta! Quero passar um susto nela.
Justo olhou para Elisa que, sorrindo, devolveu o olhar do avô.
—E o que você tem em mente? – a menina perguntou.
No outro dia Emperatriz acordou primeiro e ficou contemplando seus dois amores dormindo ali, ao lado dela. Anne não era de se esparramar na cama, mas naquela noite a menina aproveitou cada milímetro da cama. Alejandro estava encolhidinho, tinha medo de machucar Anne. Triz aproveitou para tirar uma foto dos dois e, logo após, tomou um belo banho. Aquele seria um dia longo. Ela tinha de levar Anne para fazer umas fotos para uma revista muito famosa da França. Assim que chegaram ao local ela vestiu a filha com um vestidinho xadrez com laços vermelhos com bolinhas brancas e um chapéu de praia branco com uma risca na borda em azul e uma flor vermelha.
—Meu Deus, como sua filha é linda moça. – Uma mulher disse assim que Emperatriz adentrou com a pequena nos braços.
—Obrigada! – Triz respondeu, toda orgulhosa.
Emperatriz colocou a filha no cenário, sentada na areia, um fundo verde estava ali para eles poderem terminar depois as cenas. Ao sentir a areia Anne já abriu um sorrisão e, para o fotógrafo, nunca fora tão fácil fotografar uma criança.
—Que tal um catálogo mãe e filha? – Ele sugeriu olhando para Emperatriz.
—Adorei a ideia! – A estilista disse.
A diretora assentiu e Emperatriz acabou topando. Divertiu-se muito ao fazer aquelas fotos. Anne era toda uma modelo. Não dava trabalho, ria quando tinha que rir, encantava a todos por sua leveza, sua curiosidade inocente.
—Estão liberadas lindas. – O fotógrafo falou, trinte. Nunca tinha fotografado tão bem quanto naquele dia. Não queria que a sessão acabasse. Mas Anne já estava bastante cansada e os looks também haviam acabado.
—Obrigada gente! De coração! – Emperatriz disse depois que se trocaram.
—Nós que agradecemos linda. Saibam que vocês serão nossas modelos oficiais em!
Anne riu e, como se tivesse entendido, bateu palminhas. Todos ao redor riram da pequena e Emperatriz se despediu de todos, indo para o escritório. Ao chegar lá assinou muitos contratos, se revezou entre a papelada e a vontade de ver Anne dando seus primeiros passinhos sozinha. Em um determinado momento a ruiva sentou-se do outro lado da sala, com um brinquedinho de Anne na mão enquanto Coco ajudava a pequena a manter-se equilibrada sobre os pezinhos tão gordinhos e pequeninos.
—Vem mon amour. Vem para a mamãe dar cheirinho...
Anne riu e olhou para todo aquele espaço entre a mãe e ela. Por uns segundos Triz achou que a filha não teria coragem de andar, mas, como um sopro de coragem, Anne, cambaleante, mas ainda assim graciosa, deu seus primeiros passinhos. Enquanto os olhos enchiam-se de lágrimas Triz falava:
—Vem meu amor! Que linda! Tá chegando! Vem! Vem! Vem!
Anne andava e ria ao mesmo tempo e, ao sentir os braços da mãe em sua volta soltou a gargalhada de sinos que fazia os pais derreterem.
—Eu não acredito que você já está andando meu amor! – Triz disse enchendo o pescoço da filha de beijinhos.
No mesmo momento Emperatriz ligou para Alejandro eufórica e contou cada detalhe. Avisou que ia gravar e mandar para ele. Michelle estava ao lado de Ale e ouviu claramente o que Triz disse. A inveja a corria por completo...
—Você já vai? – Coco perguntou ao ver Emperatriz arrumando as coisas da filha que dormia serenamente no bebê conforto.
—Vou Coco! Estou morta de cansada! Inclusive preciso buscar Alejandro hoje. Não quero aquela viborazinha perto dele.
Coco riu e Emperatriz lembrou-se de algo:
—Meu Deus! Será que ela viu?
—Ela quem? Viu o que? – Coco quis saber, curiosa.
—Ontem Esther me ligou avisando que a naja queria falar com Alejandro. Armei uma coisa...
Coco a olhou, totalmente preocupada.
—O que você fez Emperatriz?
Triz soltou uma gargalhada e contou:
—Eu e Ale fomos a festa que te falei e ele já estava animado quando terminei de dançar. Puxou-me e fomos para casa. O desespero foi tamanho que fizemos amor no chão da sala Coco. – Coco riu, aquilo era normal para ela e Federico. – O negócio é que de manhã a naja queria ver meu homem e eu, louca para que ela visse aquela cena, falei para Esther mandar ela ir e avisar que a porta estaria destrancada. Só que as coisas fugiram do meu controle. Eu queria que ela nos visse ali no chão, dormindo, mas Alejandro logo acordou e acabamos fazendo amor novamente. Eu não sei se ela foi, o que viu, quanto viu. Ir eu tenho praticamente certeza que foi sim, mas até onde ela viu...
—Você. É. Louca. Só. Isso! – Coco falou chocada.
Triz soltou uma gargalhada deliciosa ao ver a cara da amiga.
—Vai me dizer que você ainda achava que eu não era capaz de fazer algo assim? – Coco negou com a cabeça. – Fiz pior com a Quimera.
Totalmente assustada Coco perguntou:
—O que você fez?
—Lembra-se daquela reserva que fiz naquele motel caríssimo e famosíssimo? – Coco assentiu já com medo do que viria por aí. – Então! Fiz parecer para Quimera que era um encontro de Alejandro com ela, mas não era. E ela viu coisas que...
—EMPERATRIZ!!! Você fez isso mesmo? – Coco falou chocada.
—Fiz uai! E faria de novo, se preciso fosse.
Coco olhou para a ruiva que estava com aquela cara de ‘quê que foi?’. Coco balançou a cabeça negativamente enquanto processava as informações que lhe foram dadas ali. Emperatriz era louca, apenas isso! Não havia outra explicação.
—Ah! E no outro dia ela foi jantar lá em casa. Fiz questão de mostrar cada marquinha que Alejandro deixara em meu pescoço na noite anterior. – Triz completou.
—Tá explicado o motivo de ela ter feito aquilo com você. Emperatriz, você não tem juízo.
Triz revirou os olhos e falou:
—Ai Coco! Menos! Ela mereceu. A cara dela... Impagável. Pelo menos eu imagino que estava né! Mas vamos parar de falar dos mortos. Que Deus os tenha.
Coco fez o sinal da cruz e soltou um ‘Amém’. Emperatriz pediu para a morena pegar umas pastas e ajuda-la a levar tudo para o carro. Assim que chegou ao café de Alejandro cumprimentou a todos e foi para a sala dele. Michelle estava bem longe do homem e Emperatriz gostou de ver aquilo. A loira saiu assim que Emperatriz entrou. Deixou Anne dormindo no sofá ao lado da mesa de Ale e os dois foram falar com Gilbert rapidamente. Michelle, ao vê-los saindo da sala, voltou para lá, chegou perto de Anne e, depois de fazer uma rápida ligação, pegou o bebê conforto com a menina dentro e saiu pela porta dos fundos. No caminho ela dizia:
—Você é um vermezinho como sua mãe. Além de ser idêntica fisicamente é idêntica também nos jeitos... E isso faz eu te odiar, mesmo você não tendo culpa de nada. Ah... Vamos ver o que sua mãezinha vai fazer quando não te encontrar. Ah doce Anne. Você é o que dá forças para sua mãezinha, mas também é o maior ponto de fraqueza dela! Hoje ela vai ver como é ter o coração sangrando...
Emperatriz sentiu um aperto no peito que a fez ficar pálida e mole. Alejandro a segurou firme e perguntou:
—O que houve amor? O que você está sentindo?
Ela respirou fundo e chutou:
—Acho que foi só uma queda de pressão. Vamos voltar para a sua sala, preciso me deitar um pouco.
Ele ajudou-a a voltar para a sala e, quando os olhos verdes não encontraram sua pequena ela entrou em desespero:
—Alejandro, cadê a Anne? Eu a deixei dormindo aqui. Cadê minha filha?
Alejandro perdeu a cor e saiu correndo procurando por todos os lados, mas nada de Anne. Quando ele avisou a Emperatriz que Anne havia sumido um grito desesperado saiu da garganta da ruiva. A dor em seu peito era tamanha que ela acabou desmaiando. A única coisa que pediu antes de ficar inconsciente foi: “De novo não Deus! Por favor!”
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