Correndo Perigos

33 Bom Emperatriz, as Noticias Não São Boas!


Notas iniciais
Deixei todas curiosas no último capítulo né? Eu sei kkkkkkk, mas ok! Tem musiquinha gente! I Surrender - Céline Dion. Pois é! Quero agradecer a todas que comentam, que me ameaçam, que sentem e vivem a fanfic. Isso é muito bom! Fico extremamente feliz por saber que vocês estão gostando tanto! Então, meu twitter é esse: @Spanicdion, qualquer coisa só chamar lá, gosto de saber o que as bonitas estão pensando ;-) Outra coisa, vocês são demais ♥ Aproveitem o capítulo. E que o sofrimento comece ♥

—Do que você está falando? – Ele quis saber.

—Você não se... Lembra? – Ela disse com um sorriso irônico no rosto. – Perfecta Jurado. A menina que você estuprou na noite da festa a fantasia da sua casa...

Ele ficou tonto por alguns segundos. Não é possível! Ela não podia... Não! Perfecta sumiu da cidade dois meses depois daquela festa.

—Isso é mentira! – Ele gritou e as pernas dela vacilaram. Ela segurou na mesa vendo tudo rodar.

—Eu nunca iria inventar que sou filha de um ser... Um ser como você! – Foi a última coisa que disse antes de rir ironicamente e desmaiar ali no escritório do pai.

Ele entrou em estado de choque. Deixaria aquela mulher que dizia ser sua filha morrer?

—Vô? O que...? – Elisa começou assim que chegou ao escritório, mas sua fala morreu quando ela viu Emperatriz no chão, sangrando muito, desacordada.

Elisa não conteve uma risada de vitória ao notar que a ruiva não conseguiria sobreviver com uma ferida daquela.

—Vô! Que delícia! O senhor conseguiu.

Justo estava em choque, não conseguia ao menos respirar direito e Elisa percebeu isso. Retirou a arma da mão dele e colocou longe, sentou o avô em uma poltrona e perguntou:

—O que houve?

Justo piscou e olhou para a menina.

—Ela... Ela é minha filha! – Soltou, tentando crer naquelas palavras.

—ELA O QUE? – Elisa perguntou chocada.

Aquilo não podia estar acontecendo... Aquela infeliz não podia ser sua tia. Não! Não podia! Justo não estava bem e Elisa percebeu. Sem ao menos se preocupar com a ruiva levou o avô para a garagem e o colocou dentro de um carro. Saiu as pressas para o hospital. Assim que ela dobrou a esquina Alejandro chegou a porta da casa de Justo e já entrou correndo. Ele se lembrava que haviam muitos guardas ali. Onde eles estavam? Aquilo não importava! Não naquele momento que seu coração sangrava. Sim. Ele sabia que a esposa estava entre a vida e a morte, mas não queria aceitar aquele fato.

—Emperatriz? – Ele gritou assim que adentrou na casa. – Onde você está?

O silêncio prevaleceu. Ele procurou em todos os cômodos até uma luz surgir em sua mente. O Escritório! Saiu correndo em busca do local e, ao encontra-lo se deparou com sua esposa desacordada no chão, sangrando muito, pálida devido a perda de sangue.

—Emperatriz! – Falou desesperado.

A poça de sangue estava enorme. Ele precisava conter aquele sangramento. Alejandro tirou sua blusa, ficando apenas com a blusa de frio, e apertou-a na ferida da esposa enquanto ligava para o médico dela. Ainda que fosse arriscado o médico disse para ele tirá-la dali o mais rápido possível e leva-la até ele. Foi o que Alejandro fez. Durante todo o trajeto ele media o pulso da mulher, certificando-se de que ela ainda estava ali com ele.

—Aguenta meu amor, por favor! – Ele pedia o tempo todo.

Quando chegaram ao hospital o médico dela já o estava esperando na entrada e, como de praxe, o jovem Alejandro teve de ficar de fora a espera de notícias. Ao avaliar o ferimento da ruiva o médico notou que não seria nada fácil passar por aquela cirurgia e, com a quantidade de sangue que Triz já havia perdido tudo só pioraria, mas ele tinha de tentar. Pediu para avisarem Alejandro que ela precisaria de sangue e o homem ligou para Esther no mesmo momento. Em menos de vinte minutos a moça já estava lá. Assim que dona Perfecta chegou tudo se aclarou. Ela contou cada detalhe da conversa que tivera com Triz e, naquele momento, eles notaram que a partir daquele dia não seria fácil conviver com Emperatriz. O desejo dela seria matar aquele homem que violara sua mãe e, na primeira oportunidade que tivesse, o iria fazer. Mas o que mais os preocupavam era o fato de ela não querer viver. Quem a conhecia sabia que Triz era do tipo de pessoa que amava a vida, amava viver, tinha ânsias por aproveitar tudo!

Enquanto isso na sala de cirurgia o médico de Emperatriz notou algo incomum.

—Isso está errado. Muito errado! Lucy! – Chamou a enfermeira. – Preciso de um exame de sangue detalhado dela! AGORA!

A enfermeira tratou de retirar um pouco de sangue da ruiva e foi fazer o que o médico havia pedido. Enquanto ele abria os tecidos do corpo dela para retirar a bala os batimentos cardíacos da ruiva foram caindo drasticamente. (Hora da música meu povo e minha pova! I Surrender – Céline Dion)

—Resista Emperatriz! – O médico pediu.

Dentro de si a ruiva começava a travar uma batalha inconsciente. Com tudo aquilo que havia descoberto preferia mil vezes estar morta, mas por Anne, por Alejandro, Esther, Perfecta, Coco... Por eles ela precisava manter-se viva. Não precisava estar firme, tinha apenas de estar viva!

“There's so much life

I've left to live

And this fire's burning still

When I watch you look at me

I think I could find the will

To stand for every dream

And forsake this solid ground

And give up this fear within

Of what wound happen if they end, you

I'm in love whith you”

(Há muita vida

Que eu ainda tenho que viver

E esse fogo ainda está queimando

Quando observo você me olhar

Penso que posso encontrar uma maneira

De representar cada sonho

E abandonar esse chão firme

E desistir desse medo interior

Do que poderia acontecer se eles acabassem, você

Estou apaixonada por você)

Ela tinha medo! Sim! Medo de não conseguir lidar com as informações recebidas naquela madrugada. Mas ela tinha de vencer aquele medo. Ainda que sentisse repulsa de si mesma não podia desistir da vida daquela maneira... Ou podia?

“Cause I'd surrender everything

To feel the chance, to live again

I reach to you

I know you can feel it too

We'd make it throught

A thousand dreams I still believe

I'd make you give them all to me

I'd hold you in my arms and never let go

I surrender”

(Porque eu renunciaria a tudo

Para sentir a chance, viver de novo

Alcançar você

Sei que você pode sentir isso também

Passaríamos por tudo isso

Ainda acredito em mil sonhos

Eu faria você me dar todos eles

Eu seguraria você em meus braços e nunca o deixaria ir

Eu me rendo)

“Eu preciso renunciar meu eu por vocês! Eu preciso! Vocês precisam de mim muito mais do que eu preciso de vocês!” Era o que ela pensava ao tentar lutar por sua vida. “Eu acabo de me casar, Anne ainda está tão novinha, precisa de mim, mamãe e Esther também! Eu preciso aproveitar mais da minha vida ao lado de vocês!” Ao imaginar o rosto deles ela quis abraça-los e nunca mais soltar.



“I know

I can't survive another night away from you

You're the reason I go on

And now I need to live the truth

Right now, there's no better time

From this fear, I will break free

And I'll live again with love

And know they can't take away from me

And they will see... yeah”

(Eu sei

Não posso sobreviver outra noite longe de você

Você é a razão para eu ir em frente

E sei que preciso viver a verdade

Agora, não existe momento melhor

Desse medo eu vou me libertar

E viverei novamente com amor

E sei que eles não podem tirar de mim

E eles verão... sim)


Ela se lembrou das inúmeras vezes em que Alejandro, quando viaja a trabalho, mandava mensagens alegando que, um dia, não iria sair do ladinho dela durante a noite porque, segundo ele, acordar sem o rostinho dela pertinho do seu não dava sentido ao seu dia. Tudo já começava cinza.


“Cause I’d surrender everything

To feel the chance, to live again

I reach to you

I know you can feel it too

We’d make it throught

A housand dreams I still believe

I’d make you give them all to me

I’d hold you in my arms and never let go

I surrender”

(Porque eu renunciaria a tudo

Para sentir a chance, viver de novo

Alcançar você

Sei que você pode sentir isso também

Passaríamos por tudo isso

Ainda acredito em mil sonhos

Eu faria você me dar todos eles

Eu seguraria você em meus braços e nunca o deixaria ir

Eu me rendo)

Ela iria sim renunciar àquele medo de não conseguir seguir em frente por ser fruto de um estupro. Sim! Ela tinha todos eles para ajuda-la. Ela não podia ser tão egoísta ao ponto de se deixar morrer e deixa-los ali.

“Every night gets longer

And this fire is getting stronger baby

I'll swallow my pride

And I'll be alive

Can't you hear my call?

I surrender all”

(Cada noite fica mais longa

E essa voz ficando mais forte, baby

Vou engolir meu orgulho

E ficarei viva

Não ouve meu chamado?

Eu me rendo por completo)

Alejandro do lado de fora sentia a briga interna da esposa. Ela estava lutando para permanecer com eles e, se ela não fosse forte e determinada o suficiente naquele momento não conseguiria aguentar nem mais cinco minutos.


“Cause I'd surrender everything

To feel the chance, to live again

I reach to you

I know you can feel it too

We'd make it throught

A thousand dreams I still believe

I'd make you give them all to me

I'd hold you in my arms and never let go

I surrender”

(Porque eu renunciaria a tudo

Para sentir a chance, viver de novo

Alcançar você

Sei que você pode sentir isso também

Passaríamos por tudo isso

Ainda acredito em mil sonhos

Eu faria você me dar todos eles

Eu seguraria você em meus braços e nunca o deixaria ir

Eu me rendo)

O médico de Triz começou uma massagem cardíaca da ruiva enquanto dizia:

—Vamos Triz! Por favor! Reaja. Sua família está te esperando lá fora. Lembre-se da pequena Anne que lutou para sobreviver numa incubadora só para estar agora com você.

Aquela fala foi o estopim de força para a ruiva que abriu os olhos no mesmo momento, assustada, amedrontada, com a cabeça doendo horrores. O médico sorriu.

“Right here, right now

I'd give my life to live again

I'll break free

Take me, my everything

surrender all to you

(Right now)

Right now

(I'd give my life to live again)

I'd give my life

(I'll break free, take me)

Take me, take me

(My everything)

My everything”

(Aqui, agora

Eu daria minha vida pra viver de novo

Eu me libertarei

Pegue-me, meu tudo

Eu me rendo completamente a você

(Agora)

Agora mesmo

(Eu daria minha vida pra viver novamente)

Daria minha vida

(Serei livre, pegue-me)

Pegue-me, pegue-me

(meu tudo)

Meu tudo)

—Vai dar tudo certo! Agora se acalme. – Ele pediu a ruiva que fechou os olhos tentando suavizar a respiração.


“I surrender all to you

Right now

(I'd give my life to live again)

I'd give my life to you baby”

(Eu me rendo completamente a você

Agora mesmo

(Eu daria minha vida pra viver novamente)

Eu daria minha vida à você, baby)

—Ela conseguiu! – Alejandro disse enquanto se levantava num pulo.

Perfecta, que também havia sentido toda a batalha internada da ruiva, sorriu. A filha era realmente uma guerreira.

—Ela se rendeu a nós novamente. Ela está prosseguindo por nós! – Ele disse abraçando dona Perfecta.

A mais velha abraçou-o de volta, mas seu coração de mãe dizia que o pior ainda estava por vir. Estava fácil demais se tratando de Emperatriz.

Algumas horas depois Emperatriz foi levada para o quarto, ainda tinha uma bolsa de sangue ligada a si e, ao vê-la tão pálida e fraca através do vidro, Alejandro sentiu algo indescritível. Ele parecia prever que aquele hospital seria o futuro lar deles, mas o motivo daquilo ele não sabia. O médico dela havia pedido alguns exames que logo seriam entregues a ele os resultados. Alejandro sabia que coisa boa não vinha. Primeiro porque ela não fazia exame algum por quase um ano e Alejandro já havia recebido um belo sermão do médico por isso, mas a culpa não era dele. Emperatriz havia sumido por mais de oito meses e ele não tinha como saber se ela estava se consultando com outro médico...

Quase Meia Noite...

—Ela acordou! Vou deixar que os quatro entrem de uma vez, mas tentem não cansa-la muito. Assim que saírem vocês me digam como o psicológico dela está na visão de vocês para mim, ok? – O médico pediu antes de abrir a porta do quarto de Triz.

Os três mais velhos assentiram e a pequena Anne, nos braços do pai, ergueu o corpinho para ver a mãe. A ruivinha, enquanto não viu a mãe pelo vidro, não parou de chorar e chamar por Emperatriz. Assim que Triz viu os três entrando lágrimas transbordaram de seus olhos. Era por eles que ela estava ali. Apenas por eles.

—Mamaaa! – Anne disse sorrindo.

Triz deu um beijo na testa da pequena que ficou no colo de Alejandro devido o fato da ruiva não poder segurar a filhinha.

—Meu amor! Como você se sente? – Alejandro perguntou após beijar a testa da esposa.

—Um pouco dolorida, minha cabeça parece que vai explodir, mas estou bem!

Ele acariciou a mão dela e logo começaram a conversar. Quando o nome de Justo foi pronunciado ela fechou os olhos e a face, automaticamente, passou a ser de nojo. Ela já havia decidido que não iria sofrer por aquele. Não podia dar essa vitória a ele. Não daria!

Ficaram um tempo ali com ela e logo Alejandro foi até a sala do médico dizer-lhe que Emperatriz parecia forte.

—Ela vai precisar muito de vocês agora Alejandro. Sei que não é o melhor momento para dar-lhe essa notícia, mas é necessário. É necessário que ela saiba o mais rápido possível para que possa arranjar forças e se levantar.

Alejandro olhou para o médico confuso e perguntou:

—O que a minha esposa tem?

O doutor suspirou e pediu:

—Vamos até o quarto dela. Aproveitamos que vocês já estão aqui e dou a notícia ela.

Alejandro assentiu. No caminho uma emergência surgiu e o doutor Drew teve de ir atender o paciente que estava entre a vida e a morte. Alejandro olhou para a pequena Anne em seus braços, dormindo feito o anjo que era, e perguntou:

—Pelo que mais usa mãe terá que passar para ser feliz meu amor?

Suspirou pesadamente. O coração apertado. Ficou alguns minutos tentando parecer calmo antes de entrar no quarto da esposa. Ela sorria de algo que Coco lhe contava. Dona Perfecta havia ido tomar um café com Esther e, ao ver a filhinha dormindo, ela pediu:

—Deita ela aqui do meu lado? Por favor! Prometo tomar cuidado.

Ela sorriu e delicadamente deitou a ruivinha ao lado da mãe. Anne passou a mão pelo braço da mãe e quando achou os dedos de Triz segurou-os, como sempre fazia quando dormia junto com a mãe. Emperatriz começou a fazer um carinho bom na mãozinha gordinha da filha e fechou os olhos. Logo a conversa com Coco ressurgiu e Alejandro ficou contemplando aquela cena linda entre as mulheres de sua vida. Os olhos por um momento se encheram de lágrimas, sabia que o que vinha por aí não seria nada fácil, estava com medo de perder a esposa, tinha medo dela não conseguir lidar com o que o médico lhe contaria. Tinha medo, inclusive, dele próprio não conseguir ser forte para ela, de não conseguir ajuda-la.

—O que foi amor? – Triz perguntou ao notar como ele estava pensativo. – Está acontecendo alguma coisa?

Ele abriu um minúsculo sorriso e respondeu:

—Não amor. É só que essa cena de vocês duas é bonita demais.

Ela sorriu e olhou para a filhinha. Anne era a maior riqueza de sua vida. Não conseguiria nunca ficar sem aquele sorriso de quatro dentinhos dela.

Algum tempo depois o médico entrou com uma série de exames da ruiva em mãos e, aproveitando que a família da ruiva estava ali, perguntou:

—Emperatriz, como se sente?

Ela suspirou e respondeu:

—Um pouco tonta, enjoada, dolorida... Mas bem.

Ele suspirou e, sentando na cama ao lado dela, perguntou:

—Há quanto tempo vocês está com esses arroxeados na pele? Notei umas manchas na sua barriga e na coxa esquerda...

Ela fez uma cara pensativa e logo respondeu:

—Talvez uns dois meses! Mas eu sou muito desastrada. Vivo batendo essas partes do corpo nas quinas de mesas, escrivaninhas e essas coisas pontiagudas.

Ele assentiu, mas para ele próprio.

—Tem sentido alguma coisa nesses últimos meses?

Ela, sem entender o motivo de tantas perguntas, respondeu:

—Sim, às vezes! Por?

Ele suspirou e pediu:

—Pode me dizer o que?

Ela já começou a suar frio.

—Tive febre, perda de apetite, umas dores das articulações... Ando suando muito durante a noite e sinto uma fraqueza quase que constante.

—E quando isso começou? – Ele interrogou.

Ela levantou uma sobrancelha totalmente curiosa e respondeu:

—Um pouco antes de eu fazer essas manchas. Agora me respondeu Drew, qual o motivo deste interrogatório?

Ele suspirou e, após anotar tudo o que ela havia dito, anunciou:

—Te encaminhei para um médico muito bom, amigo meu. Ele deve estar chegando...

Ela assentiu, mas logo perguntou:

—O que eu tenho? Pode me dizer.

Drew suspirou e confessou:

—Não sou especialista nesta área. Prefiro que ele diga.

Naquele momento alguém bateu na porta e logo entrou. Era o doutor René.

—Drew! Olá! – Ele disse cumprimentando o amigo.

—René! Que bom que você já chegou. Estávamos apenas te esperando. Essa é Emperatriz Jurado. Estou colocando minha paciente mias querida em suas mãos.

Triz e Alejandro sorriram.

—Prazer Emperatriz! – Falou apertando a mão da ruiva que assentiu.

—Então... O Drew achou algo estranho durante a cirurgia e confesso que nunca imaginei que alguém conseguiria imaginar o que você imaginou meu amigo! – O doutor René disse e abriu um sorriso orgulhoso para o amigo que apenas assentiu em agradecimento. – Ele de imediato pediu um exame de sangue e após a cirurgia eu pedi alguns outros exames para confirmar nossas suspeitas. Bom Emperatriz, as noticias não são boas. Descobrimos que você tem uma doença rara, mas não incurável, tenho que ressaltar...

—O que é doutor? Fala logo! – Ela pediu segurando a mão de Alejandro com força.

O médico suspirou e, reavaliando os exames dela, como se esperasse que um milagre ocorresse ali, respondeu:

—Você está com Leucemia Linfocítica crônica. Mais especificamente a linfocítica granular.

Todos os presentes ficaram em silêncio, totalmente em choque. Aquilo era extremamente comum quando o médico anunciava o que o paciente tinha. Era como jogar um balde de água praticamente congelada no paciente. O câncer sempre foi visto como a pior das doenças e a leucemia era um câncer, o câncer do sangue!

—Eu... Eu o que? – Ela sussurrou, os olhos verdes cheios d’água.

Drew suspirou. René respondeu:

—É isso mesmo querida. Mas você vai passar por isso. Vamos tratar de você direitinho. Logo você sairá daqui novinha em folha. Só precisamos esperar que você se recupere totalmente desta cirurgia.

Mais alguns segundos de silêncio até que as lágrimas escorreram pela face dela.

—Eu tenho leucemia...?!

Notas finais
Sim, talvez essa seja a pior parte da fanfic. Quem me conhece de perto sabe porque. Os próximos capítulos girarão em torno desta descoberta e não pensem que vai ser como das novelas, porque não será! Aproveitem e deixem aquelas lindos comentários. Obs.: 10 comentários para o próximo capítulo!