Corra Para Os Meus Braços- Edward & Bella
6 Capítulo 6- Beijo
Notas iniciais
Capítulo 06- Beijo
Uma história se escreve com muito mais que um beijo
Depois de umas folgas dos fins de semanas com colegas, Bella animou-se com a visita das meninas, porém mais por Alice e Ângela, que eram agradáveis mesmo estando perto de Jéssica. Rosalie, Tânya, Ângela, Alice e Jéssica reuniram-se à noite no quarto de Bella. Decidiram fazer a reuniãozinha lá porque era maior que os quartos de hóspedes, em seus 40 metros. Brigadeiros, chocolates, pipocas, azeitonas, batatas fritas e Martinis foram organizados na mesinha de canto. Elas estavam sozinhas esta noite, e Jéssica queria aproveitar a situação. Vovó tinha saído mais uma vez, o carro de Charlie não estava na garagem e Bella supunha que estivessem somente com o mordomo e cozinheiro.
Bella sentou-se no canto da cama, também vestida em baby dool de seda curto e sensual como as outras meninas para figurar a noite de pijamas, e segurou sua revista em quadrinho de hentai enquanto Jéssica palestrava com as meninas. Jéssica era o centro da atenção. Bella não entendia o que ela tinha que fascinava as amigas. Primeiro assistiram um filme pornô com duas mulheres e um homem. Tomaram três rodadas de Martini e riram descontroladas. Bella não bebeu. Não experimentava mais nada de bebidas desde a noite com Paul.
Tentou passar despercebida, mas sentia os olhos atentos de Jéssica sobre ela. Obviamente, Jéssica planejara diversas atrações para a noite, e o assunto estaria, como sempre, em volta de sexo com meninos e com meninas.
Semanas atrás, Jéssica mostrou a Bella por meio da fresta da porta garotas tendo relações lésbicas. Hoje, Jéssica tirou o robe e tinha por baixo uma fantasia sexual de mulher gato, com roupa de couro minúscula e luvas, convidou Tânya a ficar nua e começaram a sensualizar uma com a outra ao som de Britney Spears. Nojento. Duas bribas brancas se esfregando. Suas gracinhas nunca tinham chegado a tanto. Alice e Ângela olhavam sem jeito, mas como queriam mostrar-se meninas descoladas e liberais, não desviaram a atenção. Rosalie assistiu o entrosamento das duas com olhar entediado ao tempo que comia pipocas, mas como seguidora de Jéssica não a censurava.
Jéssica e Tânya deitaram-se no chão. As duas louras de dezessete anos provocavam-se mutamente. Enquanto Jéssica beijava o seio de Tânya, a amiga peituda descrevia didaticamente as sensações com palavras.
Para horror de Bella, Jéssica chegou ao cúmulo da baixeza ao condenar a virgindade e questionar quem gostaria de perdê-la aquela noite, após mostrar um grande vibrador rosa. Embora algumas delas quisessem livrar-se do estigma, nenhuma concordou. Tânya era a única a quem a pergunta não foi dirigida. Em seus dezessete anos era mais rodada que moeda de um Euro.
A carícia entre as duas continuou com o uso do aparelho agora. Jéssica sinalizou as partes íntimas de Tânya e descreveu-a com os dedos. —Aqui é o ponto que concentra todo o nosso prazer. Com a língua... —Assinalou. Aquele minuto seguinte de explanação ganhou atenção de todas, inclusive de Bella, embora se sentisse suja e deslocada.
Uma repulsa a fez desviar os olhos, e seu corpo inexperiente agitou-se constrangido quando viu Tânya chegar ao fim com uma expressão dramática de êxtase. Foi nojenta e incômoda a demonstração. Constrangeu a todas as outras, Bella notou. E pensou que finalmente acabaria a noite estranha, quando Jéssica abriu a porta e anunciou.
—Bem, como a maioria de vocês não curte este tipo de demonstração e são muito limitadas, resolvi trazer uma experiência que obviamente vai ajudar muito às novatas na arte da troca de prazer —disse teatralmente, sensual em sua roupa de couro. —Com vocês, o garoto dos estábulos! —anunciou dramaticamente. Bella tinha baixado o olhar para a revista e imediatamente levantou o rosto, surpreendendo-se ao ver Edward sair do closet e entrar tenso no quarto. Rosalie reagiu com um susto, Tânya bateu palmas eufórica e Alice e Ângela abriram a boca surpresas, sentadas no chão. Ângela porque tinha uma queda declarada por Edward, Alice porque previa complicações. Pelo semblante hostil de Edward, não era por vontade própria que estava ali.
Bella fechou os punhos ao interpretar o que estava acontecendo. De alguma maneira Jéssica conseguiu fazer Edward subir ao quarto contra vontade. Ela sentiu instantânea pressão no peito de temor e preocupação.
—O nome dele é Edward, filho caçula dos Cullen e irmão de Rosalie. —Apontou para Rosalie. Ela deu de ombros tentando mostrar-se indiferente e sentou-se. Insensível, desleal, Bella pensou —Vocês já viram este menino? —questionou e apontou para uma mesinha de centro de madeira para que ele subisse. Ele subiu obediente como um lobo encoleirado, mas que na mínima oportunidade saltaria sobre a vítima sem prévio aviso. — Ele pode ser invisível por aqui, insignificante e com uma origem limitada e privada de cultura. Pode ser pobre e rude. —Humilhou-o e ergueu minimamente a camiseta que ele usava. —Porém, ele tem o corpo certo para demonstração e conhecimento de nossas habilidades.
Bella fechou os olhos para conter a raiva quente que subia por seu pescoço, dividida entre o desejo de proteger seu amigo e destroçar Jéssica pelas palavras degradantes que soltavam sobre ele.
Droga, suspeitou que Jéssica estivesse aprontando algo depois da sugestão a Charlie na mesa do jantar no fim de semana passado. Tadinha da Bella, tio. Ela tem ficado tão sozinha por aqui. O senhor não se preocupa? Deve ser por causa da solidão que ela tenha aprontado na escola. Deixe-nos vir para cá no próximo fim de semana fazer uma noite de pijamas de garotas! —Suplicou com carinha doce. —Deixe-a fora do castigo.
Como que movido por algum feitiço, Charlie aceitou e pareceu preocupar-se genuinamente com a solidão de Bella. Desde então, um inquietante pressentimento atormentou Bella. Elas poderiam ter ido à agitação do centro de Londres, onde Ângela morava e podiam passar-se por meninas mais velhas. Ou mesmo a casa de Alice ou Tânya na cidade. No entanto, concordaram em vir à fazenda, e Bella não teve como fugir ou negar, já que vinha protelando há tempos a sugestão das colegas. Na propriedade Swan elas poderiam assistir a alguns testes e ver os jovens pilotos em ação, além de ser um local calmo o suficiente para Jéssica exibir seu domínio e persuasão sobre as meninas. E saber agora que o interesse de Jéssica desde o início era perseguir Edward deixou Bella apreensiva.
Como disse Edward, o proibido suscitava a curiosidade e rebeldia. Às vezes Bella se horrorizava ao ouvir Jéssica defender que só perderia a virgindade por um preço muito alto, por um homem honrado que valorizasse a virgindade e fosse capaz de pagar por ela, enquanto isso iria se divertir com sexo oral, lésbico e anal. Ela causava ojeriza em Bella, por outro lado fascínio nas amigas por sua capacidade de enfrentar a moralidade e repressões e ser quem ela queria ser.
Jéssica continuou divagando. Cada palavra estava destinada a humilhar Edward e ressaltar sua experiência com os sentidos dos meninos. Droga, porque não o deixava em paz? Ele tinha a cabeça baixa, como um animal acuado, e não olhou em direção a Bella. Com a revista na mão, Bella obrigou-se a agir indiferente. Se fingisse não ligar ao menos para as colegas, Jéssica não atingiria o alvo com suas maldades, porque obviamente o que ela queria naquele dia era expô-los. Suspeitava que quanto mais mostrasse preocupação com ele, mais ela o humilharia.
—Aproximem-se, garotas. A amostra é grátis para tocar e conhecer —destacou e tocou o bíceps de Edward, apertando-o. As três meninas o rodearam mais submissas do que curiosas ou maldosas. Bella permaneceu onde estava, próxima a Rosalie, mudou a página da revista no automático e esticou as pernas na cama, com falsa postura relaxada. Ao erguer disfarçadamente o olhar, registrou Jéssica por a mão dentro da camiseta de Edward, rindo. Ele segurou sua mão e travou a mandíbula. Ela riu alto.
—Você prefere que eu conte o que vi? — Ameaçou. —A família de vocês poderia passar fome —zombou. Bella notou Rosalie estremecer ao lado, mas ela permaneceu neutra. — Vamos. Tire a camiseta. Não custa nada. Eu não vou te machucar, só vamos te dar prazer —observou perversa. —Encare como algo científico. Qualquer garoto adoraria ser voluntário numa pesquisa de seis belas garotas inglesas, então coopere nos deixando tirar uma lasquinha — gracejou.
Bella fechou as mãos em punho, impotente. Se Jéssica ameaçava falar o que viu na escuderia, não era um blefe. A desforra de Charlie cairia sobre todos os Cullens. E obviamente os Cullens virariam as costas para Edward. O que ele era deles, senão um transtorno ao ser o motivo da perda de emprego? Certamente eles o abandonariam. E se ele não tinha ninguém, o que seria dele?
Relutante e mal-humorado, Edward tirou lentamente a camiseta puída. O silêncio opressivo envolveu o quarto, como se todas tivessem prendido o ar. Bella sentiu o estômago contrair de revolta ao vê-lo tão humilhado quando era tão orgulhoso e fechado. Desviou o olhar porque não tinha sentido explorá-lo quando sua posição era tão degradante. Os olhos cinzas fulminavam Jéssica como se estivesse a ponto de atacá-la ao tê-la deslizando a mão sobre seu peitoral. Seus olhos expressavam ódio consumidor.
Bella perguntou-se o que poderia fazer quando leu a vulnerabilidade e raiva em seu olhar diante da ameaça dos dedos de Jéssica chegando abaixo do umbigo. Exporia a suas colegas e primas a amizade entre os dois para defendê-lo ou permaneceria neutra? O que será que ele queria que ela fizesse?
—Vem, Rosalie. Ele não vai ficar chateado por sua irmã participar da aula —chamou afetada. Rosalie caminhou até eles. Edward não ergueu o olhar para Rosalie. Não esperava muito dela, porque os dois não tinham um verdadeiro vínculo, ainda assim sentiu-se traído quando ela aceitou o caderno de desenho dele que Jéssica lhe entregou e o folheou, depois riu dos desenhos de carros. Foi um riso falso, um riso estrangulado para agradar Jéssica, mas foi uma traição.
—Esta parte chama abdômen, e que abdômen! — Jéssica explicou didaticamente e abriu a boca apreciativamente, acariciando com as unhas o abdômen sarado. Ele rangeu os dentes ao ter as unhas acariciando por dentro do cós, mas permaneceu passivo. Bella rendeu-se e examinou-o ainda que relutante. Seu rosto sempre foi lindo, livre de defeitos, com queixo quadrado e forte que fariam qualquer fotógrafo brigar por um click. Sua estrutura era forte para um garoto, com músculos naturais em desenvolvimento, algo são e bem feito, bonito e tentador como o pecado no Éden. Não tinha feições delicadas de ingleses comuns, mas dura. Era o segredo mais belo que alguém podia ter. Ficaria difícil todas não quererem dar uma dentada nele, como ela queria ultimamente.
Acostumada com suas companheiras barulhentas como hienas, que riam e choravam por tudo, até por unha quebrada, gritavam e davam pulinhos, estranhou o silêncio expectativo quando Jéssica baixou o zíper da calça. —Agora, com vocês, um homem nu em espécime bem representada! —anunciou dramática e desceu até o tornozelo sua calça. Ouviu-se um ó coletivo. Ele apertou os olhos como se quisesse se abstrair e fechou os punhos ao lado do corpo. Bella baixou o olhar envergonhada, com uma dor ardendo na garganta. Embora ele sempre defendesse a discrição dos dois, sentiu-se covarde e frustrada por não fazer nada.
Jéssica ficou sem fala uns segundos, enquanto olhava-o de frente. —Bem, é muito mais bonito do que eu imaginei. — Arfou e acariciou a coxa forte de atleta de quem andava quilômetros de bicicleta.
Duas meninas recuaram nervosas, Alice e Ângela, desviando o olhar. Jéssica e Tânya olharam-no como harpias famintas.
—Ele é um gostoso. Eu já o chupei e adoraria lambê-lo todinho de novo — Tanya prestou-se com ar afetado.
Vadia baixa e oferecida, Bella amaldiçoou com os punhos fechados prontos para assassiná-la se ela se aproximasse mais. Jéssica deu um olhar gélido a Tânya, condenando a intromissão mentirosa. Ele nunca lhe dava a mínima, Tânya sempre reclamava. Era óbvia a mentira para se amostrar e auto-afirmar.
—O show é meu —lembrou severa. Tânya sentou como uma cachorrinha repreendida.
Rosalie estava incomodada com a cena maldosa e baixa que não esperava de suas amigas e manteve seu olhar no caderno de desenhos. Jéssica continuou tocando a coxa, e por um segundo Bella fez uma inspeção científica quadril abaixo. Ele sempre foi muito reservado com o corpo. Só tomava banho no rio de bermuda. E ela nunca antes se atentou a ele. Agora via que ele era belo na estrutura corpórea nua como as figuras didáticas de livros escolares de mitologia grega.
Jéssica sorriu maldosa e olhou-o de perto lá.
—Meninas, agora vou ensinar a vocês como fazer qualquer garoto, até um que não goste de vocês, ter uma ereção. — Ameaçou tocar seu órgão, inclinou-se dramaticamente, e os olhos dele encontraram os de Bella, envergonhados em sua violação. A atenção de Bella desviou-se e concentrou-se lá, para onde não era certo olhar. Ele era bonito ali também, mas não tinha nada de orgulho em sua postura, só desolação...
Uma fúria incontrolável cresceu no íntimo de Bella. Nunca o imaginou nu. E não era assim que esperava vê-lo, com sua dignidade afetada pela humilhação. Não bastava as perdas e desolações que ele sofreu? Ser jogado numa fazenda com somente um filhote de cachorro nos braços, alimentar-se de resto de comida, dormir no celeiro frio... Viver numa família onde não se sentia encaixado.
Finalmente reagindo, Bella ergueu-se da cama e aproximou-se em três passos de Jéssica antes que ela descesse a boca para beijá-lo na virilha.
—Tire as patas dele, sua vira-lata desgraçada, ou eu te quebro a cara! —rosnou, deu um tapa de mão fechada com força na boca de Jéssica, com a outra mão torceu forte a mão que o tocava até que Jéssica ajoelhasse cheia de dor.
—Ai! —Jéssica gemeu surpresa e tapou a boca. Possessa por uma fúria bruta e incontrolável, Bella deu-lhe uma pesada em cheio no tórax, fazendo-a cair para trás, em cima das garotas. Todas recuaram cautelosas e assustadas. Os olhos de Bella brilhavam ameaçadores de cólera e indignação. Ninguém nunca a viu assim, tão fora de si, mesmo quando brigava contra meninos quando mais nova.
—Fique longe dele! —gritou entre dentes, o olhar assassino, virou-se para ele e tentou tampá-lo cegamente com a mão, ao tempo que subia suas calças desajeitadamente.
Saindo do estupor, ele a ajudou a fechar o zíper com os olhos examinando-a preocupados. Ela estava transtornada, tinha sido levada ao limite naquela prova de lealdade.
Jéssica rosnou ameaças, mas Bella a ignorou, puxou Edward para descer da mesinha e o abraçou pela cintura, protetoramente. —Por que você não quebrou o pescoço dessa vadia? —chiou com o rosto em seu ombro e respiração ofegante. Ele abraçou-a também, ignorando a plateia surpresa e acariciou seus braços com ternura para tranqüilizá-la.
Rosalie olhou-os confusa e em choque, Ângela nem piscava porque Bella sempre fingia não conhecê-lo quando Ângela expunha sua paixonite por ele ao vir à fazenda; Alice ria disfarçadamente porque sempre suspeitou e Tânya estava prestes a dar um ataque convulsivo.
Bella notou o olhar cheio de promessas perversas de Jéssica e teve um arrepio de mau-presságio. Ergueu o queixo desafiadoramente e caminhou até ela.
—Fora do meu quarto, sua puta desalmada! — Puxou seu cabelo e arrastou-a no chão. Jéssica se contorceu. As demais ficaram boquiabertas e temerosas com Bella. —Se você voltar a incomodá-lo, eu te mato! —ameaçou cega de fúria e continuou arrastando-a para a porta.
—Ah, está me ameaçando? —Jéssica riu com lágrimas de dor. —Vai me matar também?
Bella cambaleou ao ouvir a ofensiva acusação e quase a soltou, mas encheu-se de renovado ódio e puxou mais seu cabelo.
—Se você tem medo, considere uma ameaça!— encarou-a destemida.
—Cumpra sua ameaça, magricela despeitada, porque senão você vai ver o que é inferno! —Jéssica ameaçou enquanto se contorcia para escapar da pressão forte nos cabelos. Bella abriu a porta e lhe empurrou, fazendo-a cair de traseira no chão do corredor.
—Não tenho medo de você, sua ratazana depravada! —estendeu a porta aberta e olhou com olhos cheios de alertas às outras meninas. —Fora, vocês também! —Gritou fora de si, vermelha e trêmula. Tânya foi a primeira a sair alarmada e ajoelhar-se em volta de Jéssica para ajudá-la a levantar. Jéssica negou sua atenção com rispidez e voltou a encarar ameaçadoramente Bella.
—Isso não vai ficar assim.
—Espero, porque eu pretendo te encher de hematomas em outra oportunidade! —Retrucou enquanto esperava as meninas saírem. Rosalie saiu tensa, mas lhe deu um olhar de respeito e admiração ao passar a porta e lhe entregar o caderno de desenho de Edward. Ângela baixou a cabeça chateada com o ocorrido, Alice parou e tocou-a no braço.
—Sinto muito, Bella... Eu não sabia que ela chegaria a tanto.
—Eu sei.
* **
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***
Bella fechou a porta, suspirou cansada, encostou-se nela e olhou tensa para Edward. Ele estava sentado sem camisa na cama, com o olhar baixo, no chão.
—Eu lamento —sussurrou constrangida.
—Você não tem que lamentar.
—Lamento por ela ser minha prima.
—Não lamente. Não é sua culpa ela ser assim —bateu na cama para que ela sentasse ao seu lado. Ela caminhou devagar, nervosa e com as mãos trêmulas, parou ao seu lado. Ele surpreendeu-a puxando-a e sentando-a de lado em seu colo. —Obrigado. —Beijou-a na bochecha, grato. Ela ficou surpresa pela ternura do ato e embolou-se em seu colo, atenta à nova intimidade. Era acolhedor. Inspirou o cheiro confortável de seu pescoço.
—Bella, Bella, o que vamos fazer conosco? —Ele deslizou os lábios na bochecha, canto dos lábios e olhou-a com a expressão interrogativa de quem pedia autorização para algo mais. Ela percebeu a mudança no ar, a mudança na postura dele.
—Eu não sei.
—Eu devia ir embora agora mesmo. —Fechou os olhos, irresoluto.
—Não vá... Fique comigo —pediu com esperança e medo, enfiou os dedos em seus cabelos e colou as testas, enchendo-se de coragem por causa da adrenalina. —Esta noite tive certeza do quanto te quero, Edward, mais do que você está disposto a dar-se a alguém.
Ele negou, de olhos fechados, cheio de dor.
—Eu não posso... —relutou com expressão ausente, tomou ar e jogou a cabeça para trás, como se se debatesse numa luta interna.
—Quero ficar com você, Edward. Posso ter medo das consequências por você, mas quero.
—Não.
—Eu sei que você me quer... Eu sinto. — Espalmou suas bochechas e o fez olhá-la, o nariz roçando o dele. —Vamos tentar enfrentar a situação... ou mesmo fugir— convidou-o quase desesperada. —Eu só quero viver isso que eu sinto quando estou com você —declarou humilde e lhe deu um selinho úmido. Ele baixou o olhar e suspirou quase rendido.
—Teríamos que enfrentar muita coisa, principalmente ela— apontou para fora preocupado.
—Eu não me importo. Desde que eu tenha seus braços para correr quando eu precisar —declarou e acariciou-o na nuca, implorativa. Ele enfiou os dedos nos cabelos soltos dela ainda relutante e inseguro de si mesmo, mas não tinha mais forças para lutar contra aquilo que queria com todas as forças.
Como que para selar aquele momento, beijou seus lábios docemente, abrindo-a para ele de um jeito cauteloso, a respiração trêmula. Bella abriu a boca ainda com insegura inexperiência para buscar mais dele e se encaixar, querendo aquilo que lhe foi privado e proibido. Ele soltou um gemido de rendição e a abraçou, a língua buscando espaço no calor de sua boca.
De olhos bem fechados, ela relaxou e desfiou a emoção do abraço, do beijo. Mesmo adolescente, ele sabia beijar e persuadir sua boca a responder como queria. Amou isso. A forma única que se compreendiam. Como se sempre tivesse tido que ser.
Ela entendeu então que o que sentia não era resultado de uma atração irrefletida ou curiosidade. Ela estava meio que apaixonada por Edward. Talvez sempre estivesse. Ou talvez o sentimento de amigo metamorfoseasse para paixão. Pensou sobre isso e os lábios de Edward desviaram-se para seu rosto, beijando-a com calma úmida e sensual. Ela ergueu o rosto e o beijo desceu devagar pela sua garganta, pescoço. Gemeu deliciada, sentindo-se bem, querida. A boca jovem era tão misteriosamente excitante, persuasiva.
Ela mudou a posição para ter mais conforto, cada perna de um lado de seu quadril. Seu corpo se ajustou a ele e percebeu, quase recuando, o íntimo da posição. Era confortável, convidativo e incitava a querer o que ela não sabia ainda.
Edward abraçou-a forte, e não sentiu triunfo, a não ser derrota ao apertar seu quadril e costas para que movesse e acariciasse sua, agora acordada, fome física adolescente. Ambos abriram os olhos assustados com o tremor que os percorreu, seu olhar ardente encontrou-se ao dela num momento carregado de sensualidade e dúvida. Ela deu um sorriso conhecedor, mas tímido, consentindo e compreendendo sua virilidade.
—Tudo bem... Somos só nós dois, Edward —tranquilizou-o com um toque no peito, a ponta dos dedos encantadas com o tato do músculo e do brilho úmido. Ele sentiu a inocência e curiosidade do toque, mas também sentiu a provocação doce. Aliás, excitante, sensual, mas doce não. Ela não tinha nada de doce. Era pura dinamite, ia do zero a cem e punha em desordem seu emocional.
Novamente a boca dele baixou sobre a dela. Ele explorou com mais ousadia, fechou os braços em volta dela e deixou-os numa posição que não passava um fio. Ela lambeu os seus lábios com avidez desajeitada, e ele descobriu que a inocência ousada dela o fascinava. Os corpos jovens gravitavam instintivamente um para o outro, como uma dança erótica.
—Está formigando de novo— contou a ele com sussurros cheio de cumplicidade e confiança e empinou o busto para acentuar ao que se referia. Ele suspirou tentado e soube que por trás daquela desordeira espreitava uma mulher quente como seus cabelos e pronta para aprender, assim como ele.
Ele pousou a mão aberta na costela, o polegar acariciando a parte inferior dos seios. Ela gemeu e o beijou na bochecha, convidando-o. A mente dele mandou-o parar, mas o corpo rebelde não tinha escrúpulos e desobedeceu. Sem sutiã por baixo do baby dool, ela ofereceu-se com simplicidade que fez o último laivo de sanidade nele voar para os ares. Entrou com a mão por dentro da seda do baby dool e acariciou-a nos soltos seios, cautelosamente, medindo-a, ocupando a mão com o seio. Afastou a alça e desceu os beijos tranquilos pelo ombro, colo, até cobrir o monte e beijá-la no bico, com a fome contida.
Ela torceu-se com uma ansiedade vertiginosa, e a carícia úmida criou uma quebra de onda de calor em sua barriga. Aliás, num lugar mais escuro e profundo, no lugar tenso e úmido em contato com ele. Ela moveu-se instintivamente para aliviar o desconforto e gemeu. O atrito entre suas partes íntimas o enlouqueceu. Abriu mais a boca no bico do seio e a língua a provocou, atiçando, os dentes roçando e a boca aberta chupando até vê-la estremecer de sensibilidade.
—Não pare, por favor —exigiu desamparada e fincou os dedos em seus ombros. Outro seio ganhou atenção ávida. —Isso é tão bom —incentivou beijando-o no ouvido, mordiscando a cartilagem. —Alivia, mas agora queima embaixo —revelou atordoada e moveu-se. Ele rugiu descontrolado e chupou-a mais, mordendo e apertando. Ela inclinou-se para trás deliciada, estremecendo como se uma corrente atravessasse sua coluna.
Ele voltou a boca para seus lábios sem controle, mudou a posição e deitou-a na cama sob ele. Aninhou-se entre suas coxas, pôs a língua em sua boca e explorou seu gosto, adorando a receptividade e calor dela. A dura protuberância no seu jeans a pressionou no shortinho de seda. Ela gemeu longamente e contorceu-se por mais. Ele sentiu o calor, previu a umidade nela, sentiu a palpitante resposta de alguém disposta, cálida e honesta com seus sentimentos, beijou-a com crescente urgência, e seus quadris se moveram contra ela, entre suas coxas, ao ritmo da língua, circulando, ondulando.
Bella se sentia descontrolada. Beijar assim era embriagador e alucinante. Ela o respirava, sentia o coração dele bater forte e seu corpo ardia por ele, uma necessidade vazia e dolorida. A compreensão do que queria a atingiu sem pudor ou condenação. Desejava o que seu corpo jovem e faminto já decidiu há dias que queria e revelava que estava pronto, como se sempre estivesse esperado Edward para isso, cheio de familiaridade e reconhecimento como se namorassem há anos, com cumplicidade e indulgência de quem se conhecia e se queria.
Inquieta e decidida, ela encontrou o botão da calça dele e tentou abrir, sem fôlego. Ele segurou sua mão e diminuiu o ritmo calculadamente do beijo ainda que todos os seus instintos jovens e saudáveis clamassem para se atirar nela.
—Não, Bella...Tranquila.— Acalmou-a com selinhos, tentando recuperar o controle dos pulmões e coração. —Não tão rápido.
—Por que? Eu quero —revelou ofegante e abraçou-o afoita.
—Eu não quero parar, mas não precisa ser assim— negou-se, rejeitando os alertas e convite irresistível do corpo embaixo de si. —Não pode ser assim.
—Por quê? Você sabe que não tenho tabus com algo que é natural como o sexo.
—Mas eu fui ensinado por meus pais de criação a respeitar meninas que mereçam, Bella. E eu te respeito. Te quero bem.
—Eu não quero seu respeito, Edward. E também não quero te respeitar. Ao contrário, eu quero é te morder —retrucou com teimosia e mordeu-o no queixo. Ele riu indulgente e beijou-a na testa, pálpebras, a respiração ainda difícil.
—Não vamos nos precipitar e banalizar algo especial numa noite em que estamos tensos e nervosos por causa de Jéssica —explicou calmo, mas tinha o corpo suado e trêmulo como se tivesse feito um exercício de muita exigência física.
—Falou a avó que encarnou em você— zombou frustrada. Ele mordiscou-a na curva do pescoço divertido. Ela fechou os olhos e gemeu. —Tem uma dor... —ela choramingou e se moveu sob ele, inquieta.
—Como é? —questionou atento a ela, mordendo e lambendo seu ombro e pescoço vagarosamente.
—Não sei... Pulsa e estica. Dá vontade de apertar a bichana para aquietá-la— contou sincera, puxou o quadril dele contra ela para aliviar.
Ele suspirou, buscando controle e calma. A espontaneidade dela ainda o assustava.
—Eu te quero também, Bella. E me incomoda também. — Moveu contra ela cúmplice, a boca migrou para sua orelha. —Mas eu não estou preparado para isso hoje. Tenho que pensar. É um caminho sem volta para mim. Não quero fazer sexo vazio e sem sentido, só para te usar.
—Eu vou estar te usando também— argumentou com um gemido. Ele riu nervoso de seu desprendimento e naturalidade. Não sabia como conseguia resisti-la.
—Eu tenho que me resolver com umas coisas... Com uma garota... —explicou sério. Isso ganhou a atenção dela. — Se amanhã, depois de acordarmos, decidirmos que vale a pena enfrentar e que queremos continuar juntos, seguiremos o curso natural de um relacionamento adolescente, curtindo fases.
Ela fechou os olhos e relaxou com seus beijos, pensou sobre tudo que ele disse e adorou sua consideração e sua responsabilidade, além de sua maturidade. Ter sido criado no lar cheio de amor e diálogo como o de Carlisle lhe encheu de conceitos morais e respeito. Gostou disso. Sentiu-se querida e respeitada, ainda que não soubesse antes que queria isso.
—Só me beija então, meu tesouro —pediu com carinho e emoção, e trouxe-o novamente para sua boca, bloqueando o mundo e os problemas. Ele correspondeu com beijos de língua, beijos longos e demorados, com resmungos e apertos. A novidade era tão boa que exploraram a sensação sem preocupar-se com o tempo.
Ele sabia que cada momento da proibida intimidade teria um preço a pagar. Jéssica a essa altura devia estar tramando um ardil e os dois tinham que se preparar para combater de volta. Também havia outro problema. Ele tinha que repensar seus planos. Agora que a relação mudou, Bella o pressionaria para descobrir seus segredos. Ele não podia revelar, por mais persuasiva que ela fosse.
Droga, ele, que nunca temeu nada referente ao futuro, estava apavorado com o que precisava fazer com Charlie. Ela aceitaria se soubesse? A ligação com o pai era mais forte que o que existia entre os dois? Ela tinha maturidade para entender?
Ela era a debilidade desse plano de Elizabeth porque queria Bella com toda ferocidade adolescente e não sabia como dominar o sentimento.
Ofegante, afastou-a, mudou a posição na cama e abraçou-a ao seu peito, ambos os peitos colados e arfantes, decidido a acalmar a si e a ela. Que Deus tivesse piedade dele! O que faria com ela?
Continua...
Inquebrável- Westilife-
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Você pegou minha mão
Tocou meu coração
Segurou-me perto
Você sempre estava lá
Do meu lado
Dia e Noite
Através de tudo
Baby, haja o que houver
Levou algo numa onda de emoção
Fomos capturados nos olhos da tempestade
E sempre que você sorri eu mal posso
Acreditar que você é minha
Esse amor é inquebrável
É inconfundível
E cada vez que Eu olho em seus olhos
Eu sei porque
Esse amor é intocável
Um sentimento que meu coração não pode negar
Cada vez que eu olho em seus olhos, oh baby
Eu sei porque
Esse amor é inquebrável
Dividimos o riso
Dividimos as lágrimas
Nós dois sabemos
Nós continuaremos aqui
Porque juntos
Nós somos fortes
Nos meus braços
Que é onde você pertence
Eu fui tocado pelas mãos de um anjo
Eu fui abençoado pelo poder do amor
E sempre que você sorri
Eu mal posso acreditar que você é minha
Esse amor é inquebrável
Atráves de fogo e chama
Quando tudo acabar
Nosso amor ainda permanece
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