Corporação "O.O.N."
2 Primeira Missão - Parte 1
Notas iniciais
– Mas... como viemos... – começa a indagar Djow.
– Não se preocupe, você ainda está no lugar do qual logou – afirma Antony.
– Mas eu não estou aqui? – insiste.
– Sim, mas o que está aqui era sua projeção que estava na Chat room, você ainda está no seu quarto, isso se se logou do quarto – responde G.
– Isso é um tanto quanto confuso – diz intrigado.
– Só aceite que facilita as coisas – garante a garota.
Os jovens começam a andar seguindo o gato preto de terno e capa.
– Não é que ele ficou uma gracinha usando essa capa? Embora capa e terno não combinem – afirma Natália.
– Eu sempre fui fofo, você sabe disso. E olha quem fala, olha a sua combinação de roupa que está usando – responde o gato reclamando.
– Você sabe muito bem quem é o responsável por eu ter manchado minha calça com comida antes da conferência.
– Mas podia ter um senso melhor até para uma roupa substituta – mia o rapaz.
– Tive que ir rápido, peguei a primeira peça que encontrei. A conferência já ia começar, queria que eu aparecesse de calcinha?
– Eu não me importaria – responde G. e o gato ao mesmo tempo.
– ... Homens... – desabafa a jovem.
– Ei G., tenha mais cuidado e senso de pudor quando se dirigir a ela – afirma o animal.
– Mas você falou a mesma coisa... – questiona G.
– Mas eu sou um gato!
– É um gato, mas não sempre, espere só você deixar de ser um... – afirma Natália.
– O que há com eles? – Pergunta Djow sussurrando para G.
– É amor – responde.
– O que?! – perguntam intrigados a garota e o gato.
– Viu? – diz G. gargalhando, antes de ser sacudido pela garota que colocou a mão em seus ombros gritando que “não era nada disso”.
– Ah faz sentido – afirma o novato, que é mordido na perna pelo gato enquanto o mesmo tentava dizer para ele não concordar.
– Aliás, por qual motivo estamos seguindo o Antony? Ele não sabe andar por essa cidade – resmunga G.
– Eu sou do Rio, o que estamos procurando? – pergunta Djow.
– Então, parece que alguma organização pode ter sido formada por pessoas também com poderes, uma organização que vai contra os desejos de EdB – responde G.
– Desejos de EdB?
– Isso mesmo, lutamos pela vontade dele.
– Mas eu nem sei que vontade é essa!
– Mas é claro que sabe, afinal, você também faz parte de EdB – garante o metamorfo.
– Eu??
– Sim, e todos nós – afirma a jovem.
– Isso está confuso demais...
– Você se acostuma
Mais alguns minutos de caminhada se passam com Djow tentando entender a situação até desistir. O que mais o intrigava era o fato de saber que todos tinham poderes, mas não conhecer o de nenhum além do poder de Antony. E Afinal o que significavam essas palavras em sua capa? Que missão era essa, e qual a vontade de EdB?
– Ei, pessoal, parece que chegamos... – afirmava Antony.
Na frente de Djow estava uma típica pastelaria de esquina. Meio acabada e tudo mais, seu nome era “Pastel de Queso e Flango”, um nome bem sugestivo.
– Pois bem, não chamem atenção – instruía G.
– Eu acho que chamamos muita atenção com essas capas e um gato e tudo mais – indicava o jovem.
– Ok, silêncio, deixa eu negociar aqui – dizia Antony ao pular para um dos bancos e chamar um dos atendentes – olá, gostaria de saber quanto está o pastel.
– Como assim o gato vai falar?! Não era pra não chamar atenção?
– Fique observando ao redor, Djow, podemos estar sendo vigiados – cochicha G.
– Desculpa, pastel não, não temos pastel desu – respondia para o gato a jovem.
– Como assim vocês não vendem pastel numa pastelaria??? O que vendem aqui?? – perguntava o gato indignado.
– Pão de queso.
Nessa hora Djow nota um rapaz todo coberto com um capuz preto, sentado, sem que desse para observar seu rosto, observando-os. Isso era muito suspeito. Uma atendente parece que foi oferecer seus serviços a ele.
– Eu não de pão de queijo, mas pastel de queijo tem queijo e carne.
– Isso é muito suspeito, deve ser um código – pensava Djow – G., aquele rapaz parece suspeito – sussurrou o rapaz.
– Quem?
– O de capuz preto.
– Mas não tem ninguém ali.
– Como não? Ele está bem ali – disse apontando. Ao notar que foi visto, o rapaz saiu correndo – Ele fugiu, vou atrás dele!
– Ele quem? Pessoal, o novato maluco saiu correndo, atrás dele!
Enquanto todos corriam atrás de Djow, que percorria o jovem, Antony percebe que mais alguém vem em sua direção.
– Estamos sendo perseguidos – informa aos outros.
– Antony, você é mais rápido, vá com o novato, eu e Paloma cuidamos disso.
– Paloma? – se pergunta o novato sem tempo pra pensar.
– Afirmativo – confirma o gato, partindo.
Os passos se aproximavam de Raphael e Natália, até que a figura de uma garota com roupa de exército aparece. Ela carregava um saco de papel em mãos.
– Vocês não vão escapar dessa – afirma enquanto lança um projétil redondo em direção a Natália. Raphael o intercepta com a mão, mesmo que estivesse rápido e segura seja lá o que ela tenha lançado, mas não tem muito tempo, umas vez que vários outros vão em sua direção.
– Obrigada, e quem é essa? – Pergunta Natália.
– Só dá para saber que ela não é daqui.
– Como?
– Pelo sotaque, oras.
– Ah, foi mal, tenho problema em perceber sotaques, não notei nada.
– Mas vamos descobrir quem el... – começa Raphael, mas é interrompido graças a chuva de projéteis. Ambos se abaixam, mas são obrigados a rolar e desviar mais uma vez após perceberem que os projetos podem ser ricocheteados. Após um tempo de análise, G. percebeu do que se tratavam os projéteis, se levanta, e passa para Natália o que estava sendo atirado contra eles.
– Mas isso é....- começa Natália.
– Isso mesmo... Pão de queijo! – confirma G.
– Uai, então vocês descobriram – se surpreende a jovem.
– Afinal quem é você? E seu poder é manipular pão de queijo? – indaga o Rapaz.
– Um trem incrível né não sô?
– Um poder tão maravilhoso, que poderia ser usado para situações de preguiça... e você aqui desperdiçando comida... isso é imperdoável! – A garota atacada levanta em fúria, ainda com o pão de queijo em mãos. Nesse momento, sua mão fechada contenho o alimento move-se contra sua vontade direto em direção ao rosto de Raphael, como se fosse acertá-lo com todas as forças. Natália percebe que a jovem vilã sorri, e estava controlando o objeto em sua mão. Então utilizando suas forças a garota para o ataque a centímetros do rosto do amigo.
– C-como ela conseguiu?? – Pergunta a inimiga.
– Somos da mesma Corporação, somos amigos, nossa força provém de nossos laços e amizades! Nunca vamos atacar um ao out..! – nesse momento G. é interrompido por um soco de Natália, fazendo-o cair ao chão.
– Opa, foi mal, não deu para segurar muito tempo – se desculpa a amiga.
– Vocês achavam que esse papo clichê ia me deter? Eu, Lígia, filha dos grandes ditadores?
– Acho que somos eu e você – afirma Natália, ao ver que G. parecia estar fora de combate – O que você quer conosco?
– Quem sabe eu não conto se você me deter? – responde a cruel manipuladora de pão de queijo, sorrindo.
Fale com o autor