Soltei Carlos e comecei a corer atrás daquele desgraçado. Sua roupa preta não ia me deixa-lo perder de vista mas foi ai que meu corpo falhou, o mundo girou e pela primeira vez, eu vi um rosto.

Encostado perto de um carro estava Daniel, com seus olhos entusiasmados e seu cabelo bagunçado, apreciamos debater algo muito sério.

— É melhor para todos!- Ele gritou para mim

— Não! É a sua cupidez falando mais alto!

Tudo parou e mudou, não via ninguém e na escuridão podia escutar a minha voz ecoar entre lágrimas e dor insuportável.

— Por que está fazendo isso!?