Notas iniciais
AE GALERAAAAA, to tão tonta quanto a Lucy, por que eu escrevi esse capítulo todo agora, com algumas pausinhas. Espero que gostem, e tem MUITO diálogo mesmo, mas não tem muito Graylu. No próximo eu garanto que vai ter muitão contanto que vocês comentem muitão também! Beijos, Nalu's shippers!

– Bom tarde, Mira! – falei ao sentar no balcão da guilda.

– Bom tarde, Lucy! – respondeu do jeito simpático de sempre. – Dormiu bem?

– Sim!

– Vai querer pedir alguma coisa? – ofereceu secando com um pano as canecas para enchê-las novamente com cerveja.

– Ah, acho que não. – recusei. Eu não tinha o hábito de beber que nem a maioria do pessoal.

– Se quiser, é só me chamar! – disse saindo de trás do balcão para servir mais uma rodada de bebida para o pessoal.

Ela colocou as canecas em cima da mesa e os homens comemoraram agradecendo e elogiando-a.

– Hey, Lucy! Venha sentar com a gente! – convidou Macao na mesa com Wakaba, Elfman, Cana, Bickslow, Alzack, Bisca, Laki, Warren e Reedus.

– Ahn... – murmurei pensativa se ia ou não, já que raramente parava para conversar com o pessoal que não fosse Mirajane, Natsu, Happy, Wendy, Gray, Levy, Juvia e Erza.

Cheguei a conclusão de que fazia um ano que eu me isolava de todos e resolvi aceitar o chamado de Macao.

– Yeah, Lucy! – saudou Bickslow fazendo sinal de Rock’n Roll com as mãos.

– Quanto tempo, Lucy. – disse Reedus com simpatia enquanto Bisca e Alzack sorriam para mim.

Pela primeira vez em meses senti que fazia parte da Fairy Tail novamente. Eu não podia pensar que o Dragon Slayer do Fogo representava a guilda sozinho e, então me lembrei de Gray e do que ele falara ontem à noite:

“Esqueça o Natsu, ele não merece o seu choro”.

– Lucy! – gritou Elfman do meu lado, acordando-me das minhas reflexões. – Você deve saber! Um homem sempre sabe das coisas!

– S-sim? – respondi mesmo sendo mulher.

– Você sabe onde Natsu está? – questionou enraivecido batendo com o punho na mesa.

Aquela pergunta, de certo modo, fez meu bom-humor recém-adquirido oscilar um pouco. Por um segundo, achei que iria começar a chorar novamente, mas resolvi ser forte e encarar de cabeça a tudo e todos, pois fazia quase um ano que ele e Lisanna tinham saído em uma missão e eu já devia ter superado isso.

Porém, não consegui evitar que minha voz tremesse ao responder:

– Nã-não sei...

– Você está bem Lucy? – perguntou Wakaba.

– Estou! – respondi fingindo um sorriso e piscando para espantar as lágrimas.

– Não quer beber nada? – perguntou Bickslow.

– Ahn... Não, estou bem. – garanti.

– Como você é certinha, Lucy. Você nunca bebe. – comentou Cana em cima da mesa com a voz embriagada.

– Er... É, e-eu não tenho o hábito. – expliquei como rosto vermelho de vergonha, fazendo todos na mesa rirem.

Não um riso de deboche, mas um riso acolhedor. Uma risada típica da Fairy Tail que eu não escutava há muito tempo.

– Você já bebeu alguma vez? – perguntou Cana.

¬¬’

Poxa, agora ela estava complicando as coisas. Eu nunca tinha bebido, mas não queria admitir na frente de todo mundo.

O pessoal da mesa ficou em silêncio olhando para mim que ficava com o rosto mais rosado a cada segundo.

– Que foi? – perguntei e, então eles suspiraram e voltaram a rir e beber, o que foi muito estranho.

– Mira! Traz uma caneca para a Lucy! – gritou Bickslow.

– O que?!! – assustei-me.

– Só não vá ficar bêbada, hein? – brincou com aquele sorriso sarcástico no rosto.

– Não aguento mais esperar! – berrou Elfman, batendo o punho na mesa novamente. – Eu quero a minha irmã de volta! Um homem não fica parado quando sua irmã é raptada!

Ele se levantou e começou a caminhar em direção a porta.

– Aonde você vai, Elfman? – perguntou Laki.

– Vou atrás da Lisanna! Vou ter uma briga de homem com Natsu! Quem ele é para roubar a minha irmã?!

– Elfman! – chamou Mirajane largando minha caneca de cerveja na mesa e correndo até o irmão.

– Que foi?

– Tome cuidado, viu? – disse abraçando-o.

– Pode deixar, irmã. – prometeu, abraçando-a de volta.

– Ei! Esperem! – gritou Warren levantando-se da nossa mesa com dois dedos na cabeça que era o sinal de que ele estava usando sua conexão telepática.

– O que foi Warren? – perguntaram Macao e Wakaba.

– Estão falando na cidade que o Salamander da Fairy Tail está voltando. Ele e uma garota de cabelos brancos destruíram o Porto de Hargeon!

O que? Natsu estava voltando? Ele e Lisanna tinham destruído o Porto de Hargeon que nem fizemos anos atrás?

Senti meu corpo afundar no banco, meu coração quase saltando para fora. Peguei a caneca que Bickslow pedira para mim e tomei um gole. Tinha um gosto horrível.

– Quando eles chegarão Warren? – perguntou Wakaba.

– Amanhã.

Quase cuspi tudo no rosto de Macao que estava de frente para mim na mesa.

Amanhã?

Eu não sabia o que fazer, eu queria voltar para casa e chorar sozinha, mas ia chamar atenção sair da guilda agora. Ainda mais se corresse. Eu não queria que ninguém percebesse que eu estava mal e não iria deixar ninguém perceber.

Eu ia perguntar ao Warren se ele tinha notícias da Erza ou da Wendy, mas decidi ficar quieta e não chamar atenção. Deixei-os comemorarem a volta de Salamander, enquanto eu sofria com isso.

Involuntariamente peguei minha cerveja e tomei mais um gole. Amargo.

– Gostou Lucy? – perguntou Bickslow rindo.

– É horrível. – falei com os braços cruzados em cima da mesa e a cabeça em cima e ele apenas riu.

E, então tomei outro gole. E outro. E mais outro antes de largar a caneca na mesa, agora com a cerveja pela metade.

Bickslow apenas olhava para mim com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso no rosto.

– Cuidado para não ficar bêbada. – alertou-me de novo enquanto o assunto das conversas ainda era o Dragon Slayer do Fogo.

Peguei a caneca e entornei.

– Uau, Lucy. Tá parecendo a Cana. – continuou rindo Bickslow.

– Olha, a Lucy bebeu sua primeira caneca de cerveja. – observou Cana.

– Um brinde à Lucy, então! – gritaram.

– Não, gente. Que é isso... – falei constrangida.

– Mais uma rodada! – pediu a maior bebedora de toda Magnólia.

– Ela não está acostumada. – interferiu Wakaba referindo-se a mim.

– Um homem de verdade bebe sem cair! – gritou Elfman.

– Pode deixar. – falei surpreendendo a todos e a mim, inclusive.

– Você está bem? – perguntou Reedus.

– Estou Reedus. Obrigada por se preocupar. – agradeci, mas acho que era a hora de passar um tempo de verdade com meus amigos e afogar as mágoas que eu guardava há um ano.

– Só acho que não devia beber muito, pois não esta acostumada, não é? – explicou.

Então achei que poderia confiar em Reedus e contar-lhe minhas angústias.

– Eu sei, mas quero esquecer o Natsu, pelo menos uma vez em um ano. E eu também, não sei como vou ter coragem de olhar para ele amanhã. Vou afogar todas as minhas magoas hoje e pretendo nunca mais chorar por isso. – sussurrei de modo que só Reedus conseguisse me ouvir.

– Não sei se concordo com isso, mas se é o que você quer... Tome cuidado.

– Obrigado, Reedus. Você é um ótimo amigo. – falei sorrindo ao lembrando-me de como ele tentou me proteger da Phantom Lord.

– Você também é, Lucy.

Tirando Bickslow, Gildarts e Cana, ninguém mais bebia tanto. Só Wakaba e Macao, mas eles nem se comparavam aos três primeiros. Ah, e o mestre também bebia bastante, porém ele não estava na guilda hoje.

– Mira! Mais cerveja! Lucy já esvaziou a caneca dela! – gritou Bickslow apresando a Lady demônio.

– Já tá indo! – ela gritou em resposta.

Em poucos minutos ela trouxe mais canecas cheias e levou as vazias.

Macao e Wakaba pegaram uma caneca cada um e Bickslow pegou a penúltima, empurrando a última para mim. Peguei-a e antes de levar a boca olhei para Reedus que assentiu em concordância com um sorriso compreensivo. Sem pensar uma segunda vez, comecei a beber a cerveja.

– Uhg! – tremi ao dar o último gole. Era terrivelmente amarga.

– Ae, Lucy! – comemorou Cana enquanto Bickslow dava uns urros de alegria. – Mais! – ela pediu.

– Acho que por hoje deu, Cana. Lucy não está acostumada. – refreou-nos Macao.

– Tudo bem. – falei deixando-os espantados.

– Mas... – ele tentou insistir.

– MAIS CERVEJA! – gritou Bickslow agora acompanhado por Evergreen.

Percebi que Alzack e Bisca não estavam mais na mesa. Perguntei à Wakaba aonde eles teriam ido e ele apontou para outra mesa, onde conversavam com Laki, Chico, Wang, Joy, Kinana, Mikuni, Mickey e Tono. Imaginei que ao cair da noite a bebedeira começava a ir mais a fundo. E na verdade eu nunca madruguei na guilda para saber. Hoje seria um bom dia.

Max se juntou a nós e ficou bebendo junto com Warren e Vijeeter, lançando alguns olhares para Cana que ainda estava agarrada ao barril em cima da mesa.

Mirajane veio novamente nos servir e levar os copos vazios para mais tarde trazê-los cheios, num ciclo infinito. Cana e Bickslow comemoravam a cada rodada que Mira trazia e o mascarado não parecia ficar bêbado nunca. Enquanto eles gritavam e riam, eu apenas bebia junto deles sempre que as cervejas eram reabastecidas, o que não demorava muito.

Vi dois Gajeel entrarem e pedirem ferro à nossa garçonete que se desculpou por estar muito ocupada com as cervejas, então eles se levantaram e ao passarem por nossa mesa, arregalaram os olhos ao me ver bêbada.

–Lucy?! – disseram segurando-me pelos ombros. Eu limitei-me, já entorpecida pelo álcool, a soltar um pequeno arroto nas suas caras. – Você tá podre. – falaram.

– Sai fora, Redfox, *Hic*. – mandei e então, ele saiu enquanto os outros riam.

– Acho que está na hora de ir embora. – opinou Reedus tocando em meu ombro.

– Não, Reedussss... – falei aos dois, por que, incrivelmente haviam dois Reedus também. – Agora que a conversa tá legal...

– Lucy, você está muito bêbada. Vou levá-la para casa. Vamos. Diga “tchau” a todo mundo. – definiu pegando na minha mão.

– Não! *Hic*. – protestei.

Então eu discuti com ele, mas em nenhum momento ele foi grosso ou mal-educado comigo. Então, eu não me lembro de mais nada.

–--

Acordei em minha cama, ainda muito tonta e tudo estava multiplicado por dois, às vezes até por três. Olhei pela janela e ainda era noite e me perguntei quanto tempo tinha se passado, e que horas seriam. Imaginei que Reedus devia ter me trazido até em casa, mas muita coisa não se encaixava e minha cabeça doía quando eu começava a pensar.

Resolvi levantar para lavar meu rosto ou talvez, até ficar de molho na banheira. Porém, quando me ergui da cama, perdi o equilíbrio e caí no chão fazendo barulho.

– ICE MAKE LANCE! – alguém gritou e logo uma das paredes internas foi atingida por alguma coisa que não consegui enxergar.

– Sinto muito! – murmurou outra voz do meu lado.

– Áries? – perguntei ainda no chão cercada por lã rosa.

– Desculpe. – falou se encolhendo toda e sumindo rapidamente deixando o lugar todo ainda mais cheio de algodão cor-de-rosa.

Isso tudo parecia um sonho.

Olhei para o outro lado e vi nada mais, nada menos, que o único mago do gelo da Fairy Tail: Gray Fullbuster.

– Gray?! – falei, talvez baixo demais por que não ouvi minha própria voz.

– Ah, você acordou. Quase que eu ataco você. Por que está aí no chão? – perguntou caminhando até mim só de cueca, de novo!

– Cadê suas roupas?! – gritei, mais alto do que o desejado.

– Eita! É mesmo! – assustou-se, mas não as colocando de volta.

– O que você está fazendo na minha casa de noite? – perguntei, ainda no chão e ele em pé na minha frente.

– Encontrei Reedus trazendo você de volta da guilda. Você estava podre de bêbada. – explicou.

Olhei para baixo e vi que eu estava de pijama. Mas eu não estava de pijama antes, então... Então... Toda vez que eu pensava em uma explicação para isso minha cabeça doía. Resolvi perguntar ao Gray se ele sabia como isso acontecera.

– Hum... Como é que eu estou de pijama?

Ele demorou um pouco para responder, voltando a sentar na poltrona do lado da minha cama.

– Não sei.

– Eu não lembro... – reclamei.

– Ainda bem.

– O que?

– Sei lá.

– Foi você?! – perguntei indignada, fazendo minha cabeça doer mais ainda.

– Não! Quer dizer, não vou mentir para você. Foi sim e não.

– Você... Você... Eu... Você... Me viu... Eu... Pe..lada? – gaguejei.

– Ei! Não! Não foi bem assim!

Então, nessa hora, meu cérebro quis se desligar, mas ligou de novo. Típico da bebedeira, porém eu nunca tinha sentido isso.

– Saí daqui, homem. – falei imitando o Elfman, sem nem saber por quê.

– Por que tá imitando o Elfman? – perguntou.

– Eu não to. – retruquei. – É culpa do Gajeel... – contei lembrando-me dele quando me viu bebendo.

– O que?

– Ahn... – falei, caindo, por fim de cara no tapete.

– Sério, você tá muito chapada. – Gray riu, mas eu já nem o ouvia mais.

Notas finais
Só uma palavra: COMENTEM *na verdade foram 4* +3