Corações Perdidos

13 13. Capítulo bônus: Festas e ameaças


Notas iniciais
YEEEEEEEEEY! Quem aí sentiu minha falta? Ninguém? Okay *chora* MAAAAAAAAASSSS, tem capítulo fresquinho pra vocês, e acho que vão gostar. Como eu prometi, TEM SURPRESA HOJE! "Mas o que é a surpresa, Fiction? Os leitores de CP vão ganhar um carro?" Não. "Um box oficial da série?" Nope. "Uma camiseta escrito 'Hunters arrasam, haters são arrasados'?" ... "ENTÃO QUE SURPRESA É ESSA CARAMBA?" Esse foi o diálogo bolado na minha cabeça pra apresentação, ignorem (mas não neguem: foi bonitinho). Enfim, a surpresa é (TANANANANAN): eu nunca planejei colocar os capítulos em outro ponto de vista. Na minha humilde mente, a fic seria completamente narrada pela Emma. Mas surgiu a ideia, fazer o quê? E o capítulo de hoje será narrado por... DEAN DEUS WINCHESTER ♥ Ai gente, eu amo esse homem. Voltando ao assunto: espero que gostem. O capítulo é do ponto de vista do senhor Deano na terceira pessoa, e até que dá umas pistas pra quem shippa Demma... hihihi. Fiquem atentos, e não se esqueçam de comentar o que acharam nos reviews. Música do capítulo (sugestão da linda da Andressa C. Judd. Imaginem que essa música é a que está tocando na balada :3 ): Genie In a Bottle — Christina Aguilera Boa leitura, amores! ♥

SÓ HAVIA UMA palavra suficientemente adequada para descrever a Shoots Club: fantástica.

Era de se imaginar que, com um nome idiota desses, o lugar fosse ser horrível, feito para adolescentes e com música ruim, mas até que atendeu as expectativas iniciais. A boate era situada perto da casa de Emma, o que significava uma proximidade agradável com o centro da cidade. O lugar era decorado com estilos variados e uma quantidade excessiva de luzes neon, fora os uniformes extremamente chamativos das garçonetes e barmans: em resumo, Dean poderia dizer que ali era composto, principalmente, de gogoboys e strippers.

Assim que entraram, alguns poucos olhares se desviaram para o trio. Emma sussurrou alguma coisa no ouvido de Dean, que ele não pôde distinguir por causa da música alta; ela então se inclinou na orelha de Sam e disse algo mais, o Winchester mais novo sorriu e balançou a cabeça em concordância; a morena lhes deu um último sorriso antes de se afastar na direção de um grupo de garotas que a receberam com gritinhos excitados e abraços.

Em questão de segundos, Sam foi sugado pela multidão e desapareceu pista de dança afora. A fim de beber alguma coisa antes de iniciar a noite, Dean foi em direção ao bar situado na extremidade esquerda do lugar, onde uma atraente loira de olhos claros que usava um vestido preto provocante estava debruçada, aguardando sua próxima vítima.

— O que vai querer? — ela perguntou em uma voz arrastada e sedutora, abrindo um largo sorriso. Uma pena que seus lábios eram a última coisa que atrairia a atenção do caçador, uma vez que seu olhar estava focado no decote do vestido, que se abria em um apartado V.

— O que você me sugere, gracinha? — ele retribuiu o sorriso da garota, que mordeu o lábio, pensativa. Ah, o famoso charme Winchester nunca falha, certo?

Ela levou o indicador aos lábios, dando leves batidinhas ali com um ar absorto.

— Por que não experimenta as opções? — um sorriso sagaz decorou seu rosto.

Dean riu.

— Acho que temos aqui uma desafiante.

A loira deu de ombros, o sorriso ferino continuava estampado em seu rosto fino e pálido.

— Bem... Carol — semicerrou os olhos para o crachá no peito da garota, só então fazendo questão de notá-lo —, espero que saiba que, apesar de tentadora, sua proposta não é confiável.

— Por quê? Acha que vou envenenar sua bebida? — disse em tom de brincadeira, arqueando uma sobrancelha. — Você ainda não me deu motivos.

Dean sorriu, tamborilando os dedos no balcão.

— Eu bem que poderia topar... — Disse lentamente em meio a um curto suspiro. — Mas teria uma condição.

Ela o encarou sem piscar, suas mãos lentamente deslizaram por baixo do balcão e agarraram em uma garrafa de vidro com um líquido de coloração transparente que ela colocou sobre a bancada.

— E que condição seria essa? — perguntou aparentando indiferença. Mas o loiro sabia que ela já aceitara antes mesmo de saber a tal condição.

— Que você possa tomar um drink mais tarde... comigo, que tal? — ele se inclinou para sussurrar em seu ouvido, ela cheirava à lavanda e limão e seus cabelos caiam em cachos fartos por cima dos ombros desnudos. — Depois do expediente.

Carol apoiou as mãos sobre o balcão de pedra, batendo as unhas ritmicamente. Parecia estar avaliando as opções, mas o loiro não se enganava; sabia que a pose de difícil não duraria, ela iria ceder. Todas cediam, alguma hora.

Em resposta, ela apenas se inclinou para pegar outra garrafa sob o balcão; desta vez uma de uma coloração azul clara. Pegou um copo de vidro daqueles pequenos, feitos para doses moderadas de álcool e o entregou nas mãos do caçador.

Assim que ambos os rostos estavam suficientemente próximos, ela sussurrou em seu ouvido, usufruindo novamente daquela voz arrastada da qual ele havia começado a gostar:

— Meu turno acaba às 1h30 — disse, mas algo em seu tom frio o deixou pouco confortável e intrigado. No entanto, ele sorriu confiante com sua conquista e esperou que ela o servisse uma dose.

Não teve ideia de quanto tempo se passara desde então, as luzes e a música deixavam sua visão enevoada e, combinadas às doses de álcool que tomara, faziam-no sentir-se suficientemente alterado. Não fazia ideia de onde estavam Sam e Emma e não sentia necessidade de procurá-los; desvencilhando-se das conversas de Carol com uma desculpa esfarrapada, Dean se dirigiu para a pista de dança, procurando por outra diversão.

A música alta imediatamente se afundou em seus ouvidos, mais elevada que nunca, mas ele não se importou, continuou indo cada vez mais para o meio da multidão, deixando-se levar pelo embalo da dança e do som. Procurou por alguma garota da qual poderia conseguir algo, mas nenhuma lhe parecia atraente o suficiente.

Minutos depois, quando já estava a ponto de desistir e voltar ao papo monótono de Carol, alguém rodeou suas costas e o abraçou por trás. As mãos pequenas subiram até seus ombros e ele reconheceu imediatamente as mechas castanhas que reluziram sob as luzes da boate debaixo dos seus braços.

— Você deveria beber alguma coisa — Emma praticamente gritou em sua orelha, mesmo assim sua voz saiu abafada.

— Já fiz isso — Dean respondeu se desvencilhando do aperto da garota para que pudesse encará-la. — Viu o Sammy?

Emma fez beicinho, como se tivesse sido contrariada.

— Faz uns dez minutos — respondeu, começando a dançar. — Ele estava com uma morena em uma mesa... Os dois pareciam bastante ocupados — ela sorriu.

Seus cabelos estavam grudados no pescoço suado e o rosto já não possuía nenhum resquício de maquiagem. Ela também não usava mais sua jaqueta e a camiseta branca estava molhada e grudada em si, transparecendo seu corpo. E que corpo, pensou o caçador.

— O que aconteceu com suas roupas? — perguntou Dean, reparando que a calça da garota, assim como seus braços e camiseta, pareciam encharcados.

Emma olhou para si mesma, parecendo só então perceber o próprio estado.

— Banho de bebida — ela riu. — Foi ideia da Mory, a propósito. — Disse erguendo os braços em sinal de defesa.

Ele forçou a memória para se lembrar da tal garota.

— Quem? Aquela sua amiga meio doida? — Emma assentiu. — Ela está aqui?

— Sim — ela gesticulou na direção de uma garota de cabelos longos e claros que dançava com um moreno corpulento. — E ela não é doida — disse, se segurando para não rir. — Bem, talvez um pouco.

Uma garota de cabelos escuros passou por eles, se dirigindo à Emma e sussurrando alguma coisa em seu ouvido. A caçadora riu e se inclinou para sussurrar de volta, ao que a garota fez uma expressão magoada e se afastou, mas não sem antes deixar uma garrafa de whisky na mão da amiga.

— O que ela queria? — perguntou Dean quando a morena já estava suficientemente longe.

Emma deu um sorriso de lado.

— Você. — Disse.

— Quê?!

A garota riu.

— Ela me perguntou seu nome e se você estava disponível hoje — ela levou a garrafa aos lábios, tomando um bom gole.

— E? — insistiu o outro.

— Nada, vamos dançar! — ela cantarolou, puxando-o pelo braço e movimentando seu corpo no ritmo da música.

Não vendo nenhuma outra alternativa, o caçador a seguiu para o centro da multidão, onde estavam mais pessoas, acompanhando-a na dança. Dean rodeou a cintura da garota, puxando-a para si e sussurrou em seu ouvido:

— E? — repetiu.

Emma suspirou, cedendo:

— E aí que você não está disponível — ela deu de ombros.

Dean cruzou os braços, parando de dançar e se aproximando da morena.

— Por que não?

Ela o encarou por alguns segundos, um sorriso malicioso se formando em seus lábios rosados. Então fez uma coisa que o surpreendeu: rodeou seu pescoço com os braços e colou ambos os corpos.

— Digamos que eu disse pra ela que você estaria meio ocupado... — a garota aproximou os lábios dos dele, sem tocá-los, de uma maneira provocativa.

— Com o quê, exatamente? — Ele resolveu entrar no jogo, usando uma voz arrastada e aproximando os rostos. Embora, de alguma forma, parecesse que Emma sabia mais que ele o que estavam fazendo.

— Isso é você quem vai decidir — ela piscou maliciosamente.

— Pare com os joguinhos, Emma — Dean mordeu o lábio, a garota riu.

— Não sou eu que estou fazendo joguinhos, Dean — disse. — Estou só apostando minhas fichas.

Ele sorriu. Em um movimento rápido e repentino, a boca dele já estava na dela, os lábios um do outro grudados e suas línguas em sincronia. Emma tinha um cheiro de licor de cereja quase inebriante, misturados ao cheiro de baunilha que exalava de seus cabelos. Ela moveu o corpo para mais perto, contrariando o pensamento de Dean de que aquilo fora uma péssima ideia. As mãos do caçador percorreram suas costas agilmente; seus dedos se entrelaçaram nos cabelos da garota enquanto esta puxava sua camisa gentilmente de encontro ao próprio corpo. Não existia mais ninguém ali, apenas eles e a música, reduzida a um ruído abafado e longínquo.

Dean desceu suas mãos até a cintura da morena, rodeando-a com um braço e descendo a outra mão até sua bunda, apertando-a. Emma sorriu e mordeu seu lábio, puxando-o enquanto Dean descia a boca até seu pescoço e depositava pequenos chupões ali.

De repente, eles se afastaram ofegantes. Emma encarava Dean com um quê de surpresa em seu rosto; o caçador, por sua vez, olhava-a perplexo; ele não esperava tal reação. Na verdade, ele não esperava que houvesse uma reação.

Então ela balançou a cabeça e riu, arrumando os cabelos em um rabo-de-cavalo desleixado e se aproximando novamente.

— Você beija bem — disse. Suas bochechas estavam vermelhas e a testa bastante suada, mas ela permanecia linda; não como uma modelo, talvez, mas ainda assim linda.

— Eu sei — ele retrucou sorrindo. — Mas você só está dizendo isso porque está bêbada.

Ela revirou os olhos.

— Isso não é verdade — disse com uma expressão de falsa indignação. — Bebi só umas poucas garrafas... contando com essa — ela levou a garrafa de vidro que ainda segurava em uma das mãos até sua boca.

— Você devia ir pra casa, M. — Ele sugeriu. Emma já estava bastante alterada; ela sabia se cuidar, mas ele não queria vê-la com problemas.

Problemas. Dean riu internamente, aquele era o sobrenome de Emma para todos os casos.

— E perder toda a diversão? — ela arqueou uma sobrancelha. — Não, obrigada. Por que não terminamos o que havíamos começado? Essa parece uma boa ideia pra mim.

Ela se inclinou novamente na direção dele, tornando a beijá-lo. Dean afastou seu rosto — um tanto relutante — e a encarou.

— Vai pra casa, Emma.

A caçadora o encarou uma vez, parecendo tão surpresa quando antes. Então riu secamente e balançou a cabeça. Emma passou a mão por seus fios acastanhados que estavam ligeiramente emaranhados e suspirou.

— Tudo bem, foi uma péssima ideia, de qualquer jeito.

— M, eu...

— Tudo bem, Dean — ela o cortou rigidamente. — Eu vou indo nessa, te vejo amanhã de manhã.

O loiro até tentou segurar seu braço enquanto ela se afastava, mas a garota se libertou de seu aperto com um puxão brusco. O caçador observou impotente enquanto seus cabelos escuros desapareciam multidão afora e a solidão o abraçava de uma maneira que nunca fizera antes.

***

No dia seguinte a ressaca o atingiu com força. A dor de cabeça era quase insuportável, mas não foi nada comparada a surpresa de se virar e dar de cara com uma loira dormindo confortavelmente ao seu lado.

Como se sentisse o olhar do loiro sobre si, a mulher abriu os olhos e sorriu.

— Carol? — ele franziu a testa, confuso. Não se lembrava de ter ido para a cama com ela em momento algum na noite anterior.

— Bom dia — disse ela de um jeito manhoso.

As lembranças iam e voltavam em sua mente; algumas se fixavam, outras eram apenas pequenos reflexos indistinguíveis. Lembrou-se de conversar com Carol no bar, do beijo de Emma, da pequena discussão e de ela o deixando sozinho. Lembrou-se de procurar por Sam, sem sucesso, e acabar dando de cara com a bartender, com quem não pensou duas vezes antes de refazer a proposta; estava irritado e alterado, que diferença faria?

Mas agora ele só pensava em ir para casa — bem, para a casa de Emma.

— Tenho que ir — o caçador se levantou num ímpeto, o que fez com que sua cabeça ganhasse outra pontada; alertou-se mentalmente para não fazer aquilo outra vez.

— Então é isso? Nem um beijinho de despedida? — Carol fez beicinho, apertando o lençol contra o próprio corpo.

Dean sorriu.

— Sabe como é... — ele abotoou a calça e vestiu a camiseta rapidamente, se pondo a amarrar o cadarço. — Dia cheio pela frente.

A loira mordeu o lábio de maneira provocativa.

— Espero te ver de novo, Dean... — ela sorriu. — Adorei a noite, a propósito.

— É, tchau — o loiro acenou em despedida, conferindo se estava com sua carteira e celular nos bolsos. Então saiu sem dizer mais nada.

O Impala estava estacionado a pouco menos de um quarteirão da casa de Carol, na esquina de uma viela pouco movimentada; entrou e dirigiu, conferindo a caixa de mensagens do telefone — nenhuma ligação. Um estranho aperto se instalou em seu peito, o que o fez acelerar.

Chegou na casa de Emma em trinta minutos, dando de cara com Sam na entrada.

— Você está com uma cara péssima — seu irmão comentou enquanto entrava.

— Obrigado, você também parece ótimo, Sammy — resmungou seguindo-o.

O aperto se tornava cada vez maior, a ponto de ser sufocante. Dean subiu as escadas praticamente correndo e bateu na porta do quarto de Emma repetidas vezes, todas elas sem resposta. Sem pensar, arrombou a fechadura e se deparou com um cômodo vazio e inalterado — ela não havia dormido em casa.

“Talvez só esteja irritada, isso já aconteceu um milhão de vezes antes, seu pressentimento pode estar errado.”, uma voz interior o alertou.

Mas aí é que estava o problema; quantas vezes tinha se enganado com um pressentimento ruim? Era possível contar nos dedos. Assim era a vida de um caçador — “pressentimentos ruins” nunca eram apenas pressentimentos.

Dean foi até seu quarto e trocou sua jaqueta, aproveitando para recarregar sua arma e pegar uma lanterna. Já ia saindo da casa quando a voz de Sam o chamou:

— Dean! — vinha da cozinha. O Winchester se encaminhou para lá bufando de irritação, mas apenas até ver a expressão que decorava o rosto do irmão. — Você vai querer ver isso — disse ele entregando um pedaço de papel ao caçador.

— O que é isso? — perguntou.

Sam apenas balançou a cabeça e forçou o bilhete nas mãos do irmão. Dean agarrou a folha, o aperto na garganta se tornando maior que nunca ao ler as palavras escritas em uma caligrafia bem desenhada e legível:

Sabemos que os irmãos estão na cidade. Temos algo que vocês querem e vocês tem algo que nós queremos. Sam e Dean Winchester tem 48 horas para se entregarem no galpão ao lado da Shoots Club, desarmados e sozinhos, ou Emma Grace será a mais nova vampira da cidade.

Iremos buscá-los em dois dias, às 21h00. Se atrasem e transformamos a garota.

— J.

P.s.: a vingança será feita a todo custo.

Notas finais
E então, o que acharam? QUEM GOSTOU LEVANTA A MÃO E FAZ AUÊ. Brincadeirinha people, ahsuahus. Enfim, perguntinha rápida pra vocês: preferem que o próximo capítulo seja postado ainda esse mês ou só ano que vem? Deixo vocês escolherem! Haha. Até mais amores, bye bye