Notas iniciais
Olá leitores: Teremos uma folga da ação e um pouquinho de romance pra quebrar o ritmo frenético. Espero que gostem, porque eu adoro quando escrevo sobre nosso casal preferido em momentos íntimos. Boa leitura!

Diana estava se recuperando bem. Ela havia perdido muito sangue e o metal atingira o baço, mas Leslie conseguiu operá-la a tempo. Seu meta-gene de cura estava fazendo o resto do trabalho e o tempo de cicatrização foi reduzido imensamente. Mas ela ainda não estava completamente livre de algum tipo de infecção e por isso Leslie orientou que ela precisava ficar em observação e a médica aconselhou Bruce a deixá-la na mansão por pelo menos uma semana.

Os comparsas de Slade foram presos e os reféns resgatados quando o FBI e a Guarda Costeira chegaram. Os outros comandados pelo exterminador rendidos com o capitão na cabine de controle disseram que foram subjugados por ‘um homem que podia voar e lançava raios pelos olhos’. O governo tratou como delírio coletivo, mas apenas diante das câmeras. Era de conhecimento da alta cúpula do Governo a existência deste ser sobre-humano, mas eles ainda não haviam conseguido nada além de relatos e imagens aleatórias de Kal-El, não podendo identificá-lo ou obter informações de onde ele vivia. Superman saiu voando como uma bala assim que o FBI chegou, para não ser visto e Lois foi resgatada junto com os outros funcionários.

Bruce Wayne e sua acompanhante foram achados longe dos reféns, severamente machucados. O playboy inventou uma estória para imprensa: ‘um dos bandidos tentou abusar de sua acompanhante e ele interveio, levando uma surra na tentativa de defendê-la e ela foi atingida quando tentava ajudá-lo’. A imprensa ficou em polvorosa e queria saber detalhes de quem era essa moça corajosa que se feriu gravemente tentando ajudar o príncipe de Gotham, mas Bruce se negou a dar mais informações.

Ele conseguiu plantar informações desencontradas na mídia com a ajuda de Lois, sugerindo que ela era casada e usara um nome falso para acompanhar Bruce no cruzeiro. Isso manteve os jornalistas dos tabloides ocupados por um tempo, procurando pistas que não levariam à Diana. Ele também fez questão de pagar muitíssimo bem a alguns funcionários do navio para dar informações falsas sobre sua acompanhante sempre que a imprensa os procurasse.

(...)

Já passava das 4h30 da manhã quando Bruce entrou com o Batmóvel na caverna. Ele dirigiu a si mesmo uma nota mental para lembrá-lo de falar com o senhor Lucius Fox sobre o sistema de tração do veículo. Ele estava cansado... Perseguira alguns capangas de Falcone e lutou com dez deles. Saldo de dez bandidos entregues à polícia, dois dedos deslocados, uma concussão nas costas causada por um pé de cabra e uma perfuração leve no antebraço direito.

Ele estava no computador quando sentiu o perfume que o hipnotizava. Ainda com o traje do Batman, com o capuz arqueado para traz, mostrando os cabelos negros desgrenhados e os cinzentos olhos azuis.

— Bruce, você devia dormir um pouco. – Diana disse da maneira mais suave que conseguiu. Ela não queria que ele achasse que ela estava tentando controlá-lo. – Você parece cansado! – Ela disse sorrindo.

— Não, Diana... eu tenho trabalho a fazer. – Ele soltou ­– eu preciso achar Slade e descobrir quem está por trás de tudo. Além disso, preciso saber exatamente qual a ligação entre a WayneTech e a LexCorp com esse esquema. – Ele continuou a digitar freneticamente no supercomputador da Batcaverna, fazendo surgir na tela um amontoado de informações ao mesmo tempo, deixando Diana completamente confusa, imaginando como ele consegue ler toda aquela informação tão rápido, fazendo conexões e decifrando enigmas que parecem indecifráveis.

— Achei que o Kal tinha colocado localizadores suficientes no barco para nos levarem até eles?! – Ela questionou.

— O sinal dos localizadores leva até um determinado local, mas depois some... Como se houvesse um tipo de bloqueio que impede a transmissão. – Bruce justificou – Eu estou trabalhando com um raio de 100 quilômetros da área em que o sinal foi perdido, mas vai levar tempo até acharmos o lugar certo.

— Bruce... – Ela hesitou em continuar. Talvez por medo de que a intimidade que ela achava que eles haviam resgatado no navio fosse algo que só ela restaurou. Ela não estava segura se era um sentimento recíproco. – ainda sim, eu acho que você devia descansar um pouco. Alfred me disse que você não dorme há dias e bom, ele nem precisaria dizer... basta olhar pra você!

— Se você veio aqui para me dar as suas dicas sobre um sono de beleza, é melhor nem começar – Ele praguejou e viu quando ela recuou, tristonha.

— Desculpe, princesa... –Ele disse, sentindo-se culpado – Mas eu preciso achar Slade e preciso saber quem está por trás disso!

Ela assentiu e baixou a cabeça, deixando-o ainda mais desconfortável.

— Como você está se sentindo? – Ele completou.

— Eu estou bem, Bruce. – Ela respondeu, sentando-se ao lado dele. – Na verdade, me sinto muito bem, mas a Dra Leslie disse ao Alfred que não me deixasse ir antes de uma semana. Eu não quero dar trabalho!

— Você é bem-vinda aqui, Diana. – Ele emitiu um breve sorriso – Você sabe que... – ele fez uma pausa estudando as palavras que deveria dizer – Alfred fica muito feliz com isso?!

— Ah... claro, Bruce! – Ela disse com a voz fraca. No fundo esperava um pouco mais de envolvimento da parte dele, mas ele parecia frio de novo.

O murmúrio sensual suave de seu nome dos lábios de sua princesa amazona puxou-o de seus pensamentos mais ranzinzas. Ele se ajoelhou ao lado de sua cadeira, seu olhar atentamente estudando o rosto da morena. Ele estava um pouco surpreso com a expressão pacífica repentina que velava o rosto da deusa, substituindo a dor de cortar o coração que ele sentiu quando ela estava machucada e o medo que se instaurou dentro dele.

— Diana... – Ele suspirou com profundidade.

Ele observou com fascinação como suas bochechas alcançaram um tom suave de rosa. Sem dúvida, um momento particularmente íntimo passou pelo seu pensamento agora. Diana sentiu suas entranhas nivelado-se com vibrações de nervosismo na boca do estômago, de repente se transformando-se numa necessidade quente que pedia para ser saciada. A voz profunda de Bruce nunca deixou de agitar o desejo dela, a dor que a tomava advinda da vontade de tê-lo por completo... dentro de si!

Ele se afastou como que por encanto. Saindo do transe. Ela entendeu como uma recusa óbvia e subiu as escadas em direção ao seu quarto. Ela precisava de um banho para esquecer de suas necessidades. Ela só não esperava o que viria a seguir, quando entrou na banheira...

(...)

Diana gemeu baixinho ao sentir o corpo de Bruce abrangendo o dela, suas pernas entrelaçadas na água quente, seus braços de forma protetora em torno dela em um casulo. Seu queixo descansou em seu ombro, os lábios provocando a coluna esguia de seu pescoço como eles embebido na água, apenas absorvendo amor um do outro.

Ela não achava que ela já tinha sentido tanta satisfação total e completa em sua vida como ela sentia agora nos braços do homem que ela amava. Seus dedos dançaram sobre seu joelho que espreitava para fora da água, enquanto ele mordiscava e brincava com lábios e dentes em seu pescoço. A outra mão mergulhado sob a espuma para acariciando sua coxa, entrelaçada em algum lugar entre as pernas dele. Um amálgama infinito de membros, acariciando-se. Ela desejava que pudessem ficar assim para sempre.

— Eu nunca tomei um banho com um homem, Bruce. Eu não sabia que poderia ser tão bom! – Ela revelou, amando a sensação da dureza de seu membro, que crescia contra suas costas, quanto mais carinhosamente ela acariciava o interior de suas coxas.

Ela virou-se para ele para garantir ainda mais intensidade e olhá-lo nos olhos. Um gemido abafado contra sua garganta foi sua resposta dele ao beijá-la. Ele não conseguia formar um único pensamento coerente.

— Nos últimos anos, princesa, nem eu. – Ele disse – Tenho sido um homem dedicado aos chuveiros... chuveiros muito frios desde que você decidiu ocupar meus sonhos de novo! – ele riu. – E se você continuar esfregando minha coxa como está fazendo agora, você vai ter uma GRANDE surpresa. – ele sussurrou com voz rouca em seu ouvido, tomando o lóbulo delicado em sua boca, ganhando um suspiro afiado de sua princesa.

Diana riu sedutoramente, pegando uma esponja fora da borda da banheira. Ela cuidadosamente se desvencilhou do abraço íntimo de seu amante, ficando em cima dele para enfrentar sua forma perfeita. As mãos de Bruce imediatamente vieram descansar no topo de suas coxas. Seu cabelo negro molhado se agarrou a seus ombros e seios. A água corrente em pequenos riachos, misturando-se com pequenas bolhas que se agarravam à sua pele perfeitamente tonificada era uma visão dos deuses.

Ele sentiu o desejo rapidamente assumir o controle de tudo, quando seus olhos se preencheram com a visão da figura nua de sua morena. Sua mão esquerda saiu da coxa para deslizar ao longo de sua clavícula até a nuca, puxando-a para outro beijo. Ele gemeu pecaminosamente com a sensação de seus seios pressionados firmemente contra seu peito enquanto sua língua deslizou sensualmente na caverna quente de sua boca.

Ela sentiu suas mãos grandes circundando sua cintura. Os dedos cavando profundamente sua carne, enquanto ela continuava a sentir sua crescente excitação.

— Di-ana... – Ele conseguiu sufocar o nome dela. Era uma mistura de gemido estrangulado e um apelo pela salvação de satisfação de seu desejo.

Diana sentiu os quadris de Bruce começarem a empurrar embaixo dela, trazendo um sorriso satisfeito nos lábios. Ele encorajou-a, dando-lhe a permissão silenciosa de experimentar e explorar cada pedacinho de seu relacionamento sexual, descobrindo o que o fazia derreter e que o fazia gritar seu nome, o que o fazia estremecer.

Sentindo-se travessa e brincalhona, ela decidiu arrastar-se para fora do membro necessitado e faminto de Bruce por tanto tempo quanto pôde, rindo salientemente para ele, levando-o à beira da loucura, o suficiente para deixá-lo oscilando de prazer e querendo mais. Ela queria ver apenas quanto tempo ele poderia realmente se segurar.

Bruce sentiu o cérebro e a excitação em chamas quando Diana continuou a deslizar seus seios para cima e para baixo seu peito, com a boca fazendo coisas incríveis em sua orelha. Ele sabia que estava segurando-a mais apertado do que deveria, mas ela estava deixando-o positivamente louco com seu jogo sexual lento.

Ele deveria saber que sob a ingenuidade doce da princesa amazona uma um dominatrix não tão inocente poderia ser incitada por desejos animalescos a serem explorados. Ele encontrou-se de repente mais do que desesperado...

— Bruce, você quer que eu pare? – Ela docemente cantarolou enquanto ela se movia, acariciando lentamente seu comprimento endurecido.

— NUNCA! – ele rosnou – Não pare, por favor... princesa!

Diana recompensou-o com um beijo quente. Bruce sentia-se desesperado para afogar-se dentro dela.

— Diana, por favor... – Ele quase não tinha forças para falar tentando segurar sua excitação.

— Por favor o quê, Bruce? – Ela sussurrou com inocência fingida em seu ouvido.

— Eu preciso... de você ... agora ... – Ele ofegava pesadamente, seu coração martelando descontroladamente.

Diana carinhosamente passou os dedos pelo cabelo preto curto. Ela cuidadosamente mudou de posição, levando-o totalmente para dentro dela e quase não extinguiu o fogo descontrolado das chamas dentro deles. Ele engasgou acentuadamente ao sentir seu calor apertado em torno do membro, agarrando-a enquanto ela se movia com um rebolado sutil.

Diana movia-se lentamente para cima e para baixo sobre o corpo rígido, suas unhas arranhando de leve o peito do seu amante, fazendo uma pausa para provocar os lábios com uma confiança inesperada que nem ela não tinha previsto. Tudo que ela sabia era que ela queria mostrar a ele o quanto o amava, o quanto ele realmente significava para ela.

Ela estava agindo puramente por instinto, alguma força motriz escondida dentro dela para agradá-lo e realizar suas fantasias. E a julgar pelos sons estrangulados e gemidos que emanavam dos lábios de Bruce, ela sentiu que estava fazendo um trabalho muitíssimo bem feito.

Ela caiu sem fôlego contra seu peito, enterrando seu rosto na curva do pescoço. Ela beijou ao longo de sua pele molhada, suas mãos acariciando seu corpo como eles tanto lutaram para se recuperar da liberação aquecida. Bruce envolveu rapidamente seus braços em torno dela, amando a sensação de estar abraçado à ela, ouvindo seu coração acelerado.

Suas mãos escorregaram em seu cabelo molhado, puxando seu rosto para ele e beijá-la profundamente. "Minha princesa", ele suavemente respirou contra seus lábios enquanto ele lutava para pegar o fôlego que ela lhe tinha roubado.

— Eu nunca mais olhar para esta banheira do mesmo jeito de novo – Ela riu, provocando os lábios de Bruce.

Saindo da banheira, eles secaram-se antes de ir pra cama, no quarto principal. Deitados juntos, Bruce rapidamente puxou-a para ele, com uma possessividade gritante. Ele enganchou a perna por cima dela, mantendo-a exatamente onde ele queria, mesmo sabendo que ela poderia facilmente libertar-se.

Bruce gemeu quando ela o beijou antes de dar-lhe boa noite. Ele fechou os olhos quando o sol começou a fazer a sua aparição no horizonte, sinalizando o início de mais um dia. Quando ele caiu no sono, resolveu em seu coração que ele faria o possível para só pensar nos problemas quando acordasse. Ele queria, nem que fosse por alguns momentos, manter o foco no calor que seu coração estava sentindo agora. Havia muito para investigar e muito trabalho a fazer... mas agora ele tinha a mulher que amava nos braços. O resto podia esperar!