Coração é terra que ninguém vê

38 Desinibições – Parte II


Notas iniciais
Olá queridos leitores, *Agora é a vez de Bruce encarar o desafio; *Aviso de antemão aos fracos de coração: As coisas vão esquentar... e muito! “Tirem as crianças da sala!”

Ele estava no corredor do Sentinela, esgueirando-se rapidamente. Ele olhou em volta por um momento e, quando ele estava convencido de que ninguém estava prestando atenção, ele escorregou diretamente para a plataforma de teletransporte e transmitiu ao Senhor Incrível as coordenadas do local para onde deveria ser transportado.

Esgueirando-se e misturando-se com a noite escura, ele dirigiu-se ao Batcycle que estava furtivamente encoberto pelas sombras de um beco mal iluminado de Gotham. Batman precisava fugir.

Ele teve uma visão dantesca do que o feitiço era capaz de fazer as mulheres e não queria estar na Torre de Vigilância quando uma amazona livre do bom senso de suas inibições resolvesse que era hora de tomá-lo.

Poucos minutos depois de chegar a Gotham, ele ouviu um sinal sonoro ecoar em seu ouvido.

— Mulher Maravilha para Batman. Qual a sua localização? – Pela voz sedutora, ele reconheceu que estava em apuros.

— Eu estou ocupado! – Ele respondeu antes de desligar o comunicador. Batman ignorou os chamados seguintes e saiu em disparada com a moto em direção à Mansão.

Diana voou em velocidade à plataforma de transporte e latiu: – Mande-me para o mesmo local de teletransporte do Batman, Senhor Incrível... e rápido!

Os planos do Morcego mudaram quando repentinamente a Mulher Maravilha apareceu voando ao seu lado.

— Pare de me seguir, Diana! – Ele rosnou.

— Eu quero falar com você, A-G-O-R-A! – Ela lhe deu um sorriso atrevido. O que o fez ter a certeza de que não era uma conversa que ela queria.

Batman respondeu com o rugido feroz do acelerador e fez uma curva acentuada à direita, para depois subir por uma rampa e ser impulsionado para um salto que lembrava as acrobacias dos atletas em suas motos nos X-games.

Ele estava em vantagem e ambos sabiam disso. Ninguém conhecia Gotham melhor do que ele e os edifícios iriam obrigar Diana a voar baixo, dando-lhe uma melhor chance de fugir, já que ela não teria uma visão panorâmica de sua localização. Ele fez mais outras inúmeras curvas acentuadas, passando por baixo de pontes e saltando mais rampas e pontes.

Após outra volta arriscada em um beco, mal mantendo o controle da moto, enquanto corria entre as vielas estreitas, ele prendeu a respiração e voltou o olhar para trás: ‘céu vazio!’, ele disse a si mesmo.

Bruce esperava não sofrer danos colaterais por fugir dela, mas ele tinha que mantê-la longe. Ela estava sob o controle de um feitiço e qualquer coisa decorrente disso iria fazê-la se sentir culpada. Além disso, ele não queria se aproveitar da situação. Ela iria odiá-lo para o resto da vida. Se eles tivessem que ter qualquer tipo de intimidade novamente, teria que ser no controle de suas consciências e vontades.

Mas a vitória foi de curta duração. Ela estava sorrindo ao lado dele em alta velocidade quando eles adentraram a entrada secreta da batcaverna. Ele não podia evitar o sorriso correndo em seu rosto quando a viu. ‘Você está muito ferrado, Bruce!’, foi seu pensamento imediato.

(...)

No momento em que apareceu no Batcaverna, Bruce colocou o capuz fora. As luvas vieram em seguida, jogadas no chão, quando ele fez seu caminho para estação de trabalho, chamando Zatanna.

Por mais excitante que fosse sua corrida com ela, ele não podia se dar ao luxo de perder o controle, quando Diana estava completamente desprovida do seu. Um deles a que permanecer lógico e racional.

Diana não estava exibindo absolutamente nada disso. Era como se ela tivesse sido completamente despojada de todas as suas inibições, permitindo-lhe livremente expor todos os desejos, não importa o quão impróprio ou inadequado fosse.

Estabelecendo-se em sua cadeira, ele imediatamente começou a trabalhar procurando feitiços envolvendo desinibições. O que ele não esperava era o slide sensual repentina de braços torneados deslizando ao seu redor, massageando a nuca.

— O que você está fazendo, Bruce? – Ela sussurrou em seu ouvido, com a respiração quente fazendo o engate com os lábios e mordiscando sua orelha. –Por que você está me evitando? Você não acha que eu sou bonita?

Bruce abruptamente viu-se diante dela quando ela girou sua cadeira em sua direção. Seus lábios estavam perigosamente perto dele e seus olhos tinham uma fome que não podia ser ignorada.

— Eu acho que você é a mulher mais linda que eu já vi em toda minha vida, princesa – Ele confessou.

A expressão dela suavizou após a admissão – Sério?

Bruce só acenou com a cabeça em resposta, incapaz de fazer uso da voz. Como ela poderia pensar que ele não a acha absolutamente inebriante? De tirar o fôlego? Ele não conseguiu conter-se por um momento e seus lábios estavam de repente contra os dela, devorando-a. As mãos firmemente agarraram-na pela cintura. Ele a puxou para o seu colo, orientando os joelhos para os lados de seus quadris e ela caiu sobre suas coxas. Ele gemeu no beijo com a sensação dela contra ele, a maneira como ela apertou os quadris contra sua excitação endurecida.

As mãos de Bruce percorriam as costas de Diana até deslizarem em seu cabelo, para dirigir a cabeça e mantê-la onde ele queria. Ele se afastou com uma ingestão ofegante de ar, antes de sua boca descer sobre a garganta dela. As mãos dele agora puxaram o cabelo para trás, inclinando a cabeça para lhe dar mais acesso a ela.

— Bruce... – Diana gemeu – Eu quero você agora!

O som de passos vindos da escada o tirou Bruce de seu transe. Respirando pesadamente, ele pressionou sua testa contra a dela.

— Nós ... não podemos, Princesa! – Ele murmurou. – Não com você desse jeito.

— Mas eu estou bem. O J’onn disse que não há nada errado. Eu quero você dentro de mim, AGORA! – Diana confessou irritada.

Bruce esfregou os olhos com o polegar e o indicador. As palavras lascivas de Diana trabalhando como o inferno a tentá-lo, aquecendo todo o seu corpo.

— Eu estou preocupado com você, Princesa – Ele disse suavemente, tentando chegar a sua razão. – Vamos achar uma forma de reverter o que Tala fez e depois nós podemos conversar sobre isso.

— Eu não quero conver... – Ela foi interrompida pelo som de pigarro, como se alguém limpasse a garganta.

Bruce tirou Diana do colo e se dirigiu à Zatanna, recém-chegada a Caverna.

— Será que eu estou interrompendo alguma coisa? – a maga reagiu, com diversão.

— Não! Sim! – ambos disseram ao mesmo tempo, sobrepondo as respostas.

— Ok, Bruce. Comece me dizendo porque eu estou aqui! – Zatanna perguntou

— Para descobrir uma maneira de remover o feitiço de Tala – Ele respondeu.

— Eu ainda não vejo qual é o problema – Diana respondeu indignada, enquanto caminhava para a báia médica da caverna, balançando os quadris, hipnotizando Bruce. – Sinto-me perfeitamente bem.

— Tenho certeza que sim – Bruce murmurou.

— Bruce! – Zatanna o repreendeu – Comporte-se. Ela não tem culpa!

— Você não faz ideia do que eu tive que lidar nas últimas horas – Ele mostrou uma carranca – Teria sido mais fácil lutar com Arquelina e Selina ao mesmo tempo.

Zatanna riu e disse: – Venha até aqui, Diana. Deixe-me ver você!

Diana olhou para Bruce, fazendo movimentos lentos para cruzar as pernas. Bruce estremecia a cada cruzada, falhando miseravelmente para aliviar suas tensões. Zatanna mal conseguia conter o riso, mas os olhares inquisidores do Batman a fizeram calar. Ela fechou os olhos ao balançar a varinha, dizendo meia dúzia de palavras indecifráveis de feitiços. Nada deu certo!

—Bem, você estava certo, como sempre, Bruce – Zatanna disse – A mágica removeu as inibições. Ele não tem restrições. Como todo mundo sabe que vocês querem um ao outro, bom... eu estou chocada que ela ainda não o tenho forçado e que você esteja se ‘aguentando’.

— Não pense que eu não tentei – Diana falou com uma voz doce.

— Você não pode reverter? – Bruce quase implorou.

— Acho que sim, com a ajuda do John! – Zatanna falou com uma voz vacilante.

— O J’onn já tentou, Zee. Não deu certo. A medicina marciana não é eficaz contra mágica. Não seria melhor o Destino? Ou mesmo o Etrigan? – Batman ponderou.

— Não esse J’onn... Você sabe... O outro John. – Zatanna olhou para Bruce.

— Constantine... Claro! Ele certamente sabe tudo sobre magia obscura. Mas... ninguém sabe onde ele está. Nesta ou em alguma outra dimensão. Ele está desaparecido há três anos. – Bruce respondeu com uma sobrancelha levantada.

— Nós o achamos... Precisamos dele para um ‘trabalho’. Estamos formando um tipo de Liga paralela. E o John é o especialista... você sabe!

— Eu achei que essa história sobre uma Liga da Justiça Sombria era uma lenda urbana. – Bruce frisou.

— Não é! Acredite! – Zatanna respondeu. – Bom... eu preciso ir. Vou achar o John e procurar um jeito de reverter isso. Vocês dois, comportem-se – a feiticeira brincou.

Quando Zatanna se foi, Bruce olhou para Diana com receio e ela sorriu, maliciosamente!

(...)

Meia hora depois, Bruce seguia trabalhando em seu computador, tentando ignorar Diana.

—Tenho a sensação de que você está tentando se livrar de mim, Bruce – Ela disse.

Ele respirou, estremecendo depois que ela se inclinou para beijar seu pescoço. – Impressão sua, Princesa. Eu só quero ter certeza que vocÊ vai ficar bem!

Diana pressionou sua testa contra a dele.

— Eu vou ficar bem, Bruce... Eu... Eu te amo. – Ela ainda tinha os olhos famintos, mas a voz suave amoleceu o coração dele.

Antes que ele percebesse o que estava fazendo, suas mãos estavam no cabelo dela. Os lábios dele capturaram os de Diana e quando ele pensou em se afastar para respirar, ela o puxou novamente para si, envolvendo-o em um abraço tórrido. Ambos fecharam os olhos, embriagando-se no cheiro um do outro pesadamente. Batman lutou o quanto pode, mas o cheiro de rosas e jasmim, misturado ao suor dela o traziam lembranças irresistíveis. Só foi preciso um par de segundos para ela rasgar suas defesas.

Ele sentiu Diana quebrar o beijo e olhar profundamente em seus olhos. Bruce pode ver dentro deles o amor primitivo e a luxúria desmedida ao despertarem de um longo sono. Ele sentiu a intensidade sobremaneira do calor que o inundava. Era desejo, fome, vontade e paixão. Uma necessidade lasciva insalubre que ninguém jamais havia despertado nele antes, nem mesmo Catwoman.

Batman parou por um momento, metade dele dizia que ele não poderia se aproveitar dela em uma situação assim. A outra, a queria ferozmente. Quando ela plantou o segundo beijo, ele sentiu os sinais de sua afeição. Ele sabia: O olhar no rosto dela; a sensação do beijo... Não havia nenhuma maneira que aquilo era só fruto das desinibições provocadas pelo feitiço. Ela estava em chamas e sedenta por sexo, isso era inegável, mas ela o amava e isso o deixou um tanto relaxado.

Ele tirou as luvas e estendeu a mão para tocá-la. A umidade suave de seus lábios colidiram novamente, enquanto as línguas traçavam seu caminho. Ele a empurrou contra parede fria da caverna, sem quebrar o beijo. Ela queria desesperadamente sentir sua pele quente na dela, mas o traje era um empecilho.

A boca de Bruce marcou seu território por todo pescoço e ao longo do queixo. Diana respirou fundo quando ele ergueu as mãos dela, puxado-as para cima, deixando seus braços acima da cabeça, como se a aprisionasse.

A mão esquerda dele segurava os braços dela, enquanto a direita seguia atrevida os caminhos do corpo de Diana, detendo-se um pouco mais de tempo em seus seios e, posteriormente, em seu sexo, depois de afastar a peça íntima que lhe impedia o caminho até seu objetivo.

Diana soltou um gemido alto quando os dedos de Bruce circularam sua intimidade. A respiração dela tornou-se mais rápida quando ela abriu os olhos e o viu sem o capuz. Ainda querendo desesperadamente sentir a sua forma, ela correu as palmas das mãos através do símbolo do morcego negro no peito de Bruce, com a necessidade febril de sentir sua pele nua. Quando ele fez sua passagem, ainda usando os dedos, para dentro de seu núcleo, ela respondeu acidentalmente rasgando fora o traje dele, que estava bloqueava seu acesso à epiderme.

Ele livrou-se do resto de seu traje e Diana Fez o mesmo com a armadura. Mais beijos ávidos foram despejados um contra o outro. De alguma forma, eles acabaram na cozinha, emaranhando seus corpos em meio ao barulho de panelas e frigideiras que foram tiradas do caminho, quando Bruce a empurrou contra o azulejo frio do balcão. Ela experimentou uma nova sensação de plenitude profunda, quando ele a preencheu novamente. Agora usando uma parte da sua anatomia bem mais significativa.

Após um ataque frenético, ele a colocou de costas. Os seios tocaram o balcão, um pouco mais quente, aquecido pela ação fervilhante dos dois. O peito de Bruce seguia pressionado contra suas costas, e ela sentiu o suor dele descendo por ela. Ela desfrutou prazerosamente do arrastar dos beijos de Bruce através dos ombros e costas, imprimidos no mesmo ritmo das visitas fálicas que seu membro fazia à intimidade de Diana.

Diana gemeu em voz alta quando o ritmo das estocadas aumentou. Arrepios quentes percorriam a espinha quando ela o sentiu expandindo-se, derramando a umidade quente. Praticamente segundos depois, a amazona também sentiu a chegada de sua plenitude orgástica. Uma dor vazia percorreu seu coração depois que ele retirou-se do ‘abrigo’.

Eles se olharam nos olhos, trocando um longo beijo. Havia muita necessidade dentro deles, mas ela fora momentaneamente acalmada. Eles riram quando olharam em volta.

O balcão da cozinha estava destruído e haviam panelas espalhadas pelo chão. O som das risadas só foi abafado depois que outro beijo os silenciou. A essência de ambos fizeram uma trilha por entre as pernas da princesa, mostrando a ambos o resultado de suas ações lascivas. Bruce sorriu, a tomou nos braços e subiu as escadas da mansão às pressas. Aquela, definitivamente, era a primeira de muitas das sessões de ‘treinamento’ que eles executaram durante toda a madrugada.

(...)

As mãos de Diana se entrelaçavam nos cabelos de Bruce enquanto ela moído seus quadris contra ele, para que ele se aprofundasse ainda mais dentro dela, no chuveiro. Eles experimentaram uma variedade de ângulos e velocidades em meio às suas atividades sexuais que causariam inveja à atletas de alto desempenho, dado o nível extraordinário de resistência. Grunhidos mútuos e gritos de prazer encheram o ar da suíte máster da mansão naquele dia.

— Bruce... – Ela sussurrou em seu ouvido. A sensação de seu sexo em colapso em torno dele, enviou-lhe ondas de eletricidade que literalmente o faziam convulsionar.

— Eu a amo, princesa – Ele viu nos olhos dela um lampejo de lucidez que logo foi embora e fechou os olhos.

Depois de uma eternidade bem-aventurada, ambos estavam acabados. Logo o sono reclamou sua parte e eles se renderam, emaranhados, brilhando de suor.

Bruce não sabia o que os esperava no porvir, mas certamente, aquela noite seria inesquecível para ele.