Coração selvagem

19 XIX - Meu o que?!


Notas iniciais
Feliz natal minhas lindinhas! Um presentinho, um grandão pra vocês *------*

Eu olhava pela janela do colégio, no intervalo. Apoiava meus cotovelos na janela e uma das mãos apoiava meu rosto enquanto eu assistia as árvores com suas folhas coloridas que começavam a cair uma a uma. Olhei para o céu, estava nublado e o clima um pouco frio, o que me fazia ter de usar o blazer escolar. Como eu era alta, precisava me curvar um pouco para apoiar meus cotovelos, e isso era o que fazia Atsushi me observar de longe, escorado da parede ao lado da porta da nossa sala. Ele se desencostou e veio até mim com as mãos dentro dos bolsos.

– Não vai comer com as garotas? – Ele perguntou.

O olhei, despertando e me endireitei.

– Hum. – Balancei a cabeça, negando – A paisagem parece melhor.

Ele olhou pela janela, tentando imaginar o que eu observava tanto naqueles momentos anteriores.

– No final de novembro vamos viajar. – Comentou.

– Quem?

– O time de basquete. Vamos para Niigata.

– Hum.

Niigata ficava em Chubu. Não era longe de casa.

– Quero saber se quer ir comigo. – Ele disse.

Arregalei os olhos, surpresa e o olhei.

– Ir... Junto com você?

– Hai. – Ele disse – Os titulares e quem joga com frequência podem levar um acompanhante para ver os jogos. Vamos ficar o fim de semana lá e hospedados num hotel.

Corei levemente.

– H-hum. Seria legal. – Desviei o olhar.

– “Mas”?

– Mas... Minha mãe não vai me deixar viajar com um garoto. Acho que deixaria Yuka, mas por Midorima ser o namorado dela, mas eu... Não sei. – Disse.

Na verdade eu estava com vergonha de viajar com ele. Não sabia que tipo de amigos nós éramos e do jeito que ele era nem se ficaríamos em quartos separados.

– Hum, entendo. – Ele disse – Tudo bem.

O olhei, ele parecia um pouco triste.

– G-Gomen... Seria legal.

– Hum. – Ele sorriu levemente.

Acalmei o olhar, eu o deixei triste?

...

Na casa de Akashi, especificamente no quarto dele, Katsumi e ele estava em sua cama. A pedido dele, como concordaram há algumas semanas, ela vestia uma lingerie com espartilho vermelho. A calcinha sendo de renda e o espartilho onde era amarrado na frente, além das ligas para se prenderem a sua meia-calça preta. Ela estava ajoelhada na cama com as pernas levemente abertas e os olhos vendados pela gravata de Akashi. Ele pedira a era para ficar ereta e subiu na cama, ficando ajoelhado atrás dela e suspendendo seus braços, dobrando-os e os juntando. Ela não compreendera e foi então que ele os amarrou com algo, pondo-os ainda mais para trás com a cabeça dele ficando entre seus braços.

– E-Está esticando demais... – Ela disse ofegante por estar esticada demais.

– É esse o objetivo. – Ele disse, pondo as mãos na cintura dela – Você não vai saber no que se concentrar.

Ela ia perguntar o porquê, mas então ele começou a beijar seu pescoço por trás ao passo que acariciava com os dedos sua calcinha.

– Uhm... – Ela deixou escapar o ar, mordendo o lábio em seguida pelo toque.

Se lembrava dos inúmeros encontros com Akashi. Depois da primeira vez, ele continuou a chamá-la para sua casa e sempre terminava com um gemido ofegante dela em seu quarto. Incontáveis lingeries que pareciam ser sempre novas. Pretas, azuis, brancas, vermelhas. Sutiã e calcinha, com espartilho, cinta-liga. Ele a acariciando no sofá, na cama ou até com ela curvada em sua mesa de estudos. E como ele prometera: sem sexo. Katsumi percebia que mesmo sem ninguém saber que eles faziam esse tipo de coisa, o colégio aos poucos começava a perceber que ela tinha algum tipo de relacionamento com ele. Com a forma como ele a olhava quando passava e os outros percebiam quando ele enviava uma mensagem a ela e ela na hora o lia, dando a entender que era para ela mesma pelo curto espaço de tempo e a sincronia. Akashi abaixara sua calcinha e a acariciava, fazendo-a morder ainda mais o lábio inferior para tentar segurar seu gemido. Com as leves e excitantes carícias em seu clitóris, ele pôs seu dedo dentro dela, conseguindo o que queria: seu gemido ofegante.

– P-Por que você gosta dessas coisas? – Ela perguntou ofegante.

– Eu gosto de experimentar. – Ele sorriu, vendo-a cada vez mais excitada – E gosto de ter alguém para fazer isso. Mas que melhor ato seria para um casal experimentar coisas?

– Sexo. – Ela disse ainda mais ofegante por ele começar a acariciar seu seio.

– Mas eu ainda não a penetrei, certo?

Ele dobrou mais os joelhos e a fez fazer os mesmo, sentando em cima dele. Katsumi corou, sentindo uma ereção pulsando debaixo dela.

– H-Hai... Me pergunto quando vai ser. – Ela disse – Até quando... Você vai aguentar.

Ele deixou um sorriso escapar.

– Eu prometi que não faria isso com você. – Disse – Só farei quando você me permitir.

Ela não disse nada, apenas respirava ofegante. De certa forma, e em relação ao que prometeram um ao outro, Katsumi ficou feliz por ele não obrigá-la a isso. Ele acelerou o ato de tirar e pôr seu dedo nela e ao passo que sentia a ereção dele entre suas nádegas, seu orgasmo chegou, fazendo-a gemer e morder o lábio novamente para o som não sair tão alto. Ele beijara seu pescoço e tirava seus braços daquela posição, os desamarrando e deixando-a deitar lentamente na cama. Ela recuperava o fôlego e ele tirou a gravata de seus olhos, deitando ao seu lado. Katsumi fitava o teto, ofegante.

– Seus pais deixam você trazer garotas aqui pra fazer isso? – Ela o olhou.

Ele sorriu.

– Eles mal ficam em casa. – Disse – E se eu não trouxer um garoto pra fazer isso, está tudo bem.

Ela deixou escapar um riso, achando graça no comentário.

– Mas... Eu só trouxe você aqui. – Ele disse.

Ela corou, o olhando. Engoliu a seco e sentou na cama, apoiando os braços e subindo em cima dele, sentando em cima de seu quadril e sentindo a ereção que ainda não havia se dissipado.

– O que vai fazer? – Ele perguntou surpreso.

– Com você fazendo isso parece que só eu tenho prazer. – Ela dizia, sentada e o olhando.

Akashi a sentia e sua pulsação voltava rapidamente pela excitação de vê-la vestida daquele jeito e sentada em cima si.

– N-Não tem nada que... Eu possa fazer? – Ela perguntou timidamente.

– Tem. – Ele disse – Mas você acharia vergonhoso.

– O que é?

Ele sorriu, achando graça e segurou na cintura dela, pressionando-a para baixo para senti-lo mais. Ela corou por imaginar qual seria o tamanho pelo volume que sentia.

– Chupar meu pênis. – Ele disse.

Ela corou e desviou o olhar.

– C-Como eu faço isso?

Ele sorriu, percebendo que aquilo não estava entre seus planos do dia. A levou até o sofá e se sentou, fazendo-a se ajoelhar a frente dele e amarrando seus braços para trás. Ele a olhava enquanto o fazia e seus olhos meio abertos demonstrando excitação, o deixando com mais vontade ainda de tê-la.

– Lamba-o como se fosse um picolé. – Ele disse, abrindo a calça e pondo-o para fora.

Katsumi corou pelo tamanho, mas aproximou a boca começando a lamber a ponta. Akashi acalmou o olhar começando a ficar ofegante e Katsumi o olhou, vendo que pela primeira vez poderia ter o controle. Ela lambeu a ponta novamente e em seguida o comprimento, deixando-o mais excitado. O gesto a excitava igualmente e ela o pôs dentro da boca na tentativa de ouvi-lo gemer assim como ela o fazia para ele. O sentiu tremer, cerrando um dos punhos contra o sofá e continuou, aumentando a velocidade. Ela o sentia pulsando cada vez mais com as tentativas falhas dele tentar segurar os gemidos.

– Devagar... – Ele disse sem conseguir aguentar – Se não eu...

Seu orgasmo chegou, fazendo-o gemer pelo ápice e Katsumi sentiu sua boca ser preenchida pelo líquido azedo. Ela parou e recuou, começando a tossir e cuspindo aquilo para não se engasgar. O olhou, vendo-o ofegante e sorriu. Aquilo queria dizer que ela conseguia fazê-lo sentir prazer quando queria. Levantou e sentou no colo dele, de costas. Se inclinou um pouco para frente como se pedisse a ele para desamarrá-la. Ele o fez e a deitou no sofá, olhando-a enquanto fechava a calça.

– Eu sabia que você não era inocente.

– Você que me ensinou a sentir isso. – Ela disse – Eu quis fazer com que você sentisse o mesmo.

Ele sorriu, acalmando o olhar.

– Você é realmente exótica. – Disse, tirando o relógio prateado de seu pulso.

Ele pegou gentilmente o pulso dela e pôs o relógio nele, fechando o fecho num clique.

– Eh... Nande...?

– O time de basquete vai fazer uma viagem no final desse mês. Podemos levar um acompanhante. – Ele disse – E eu quero que você vá comigo... Como minha namorada.

Ela arregalou os olhos levemente, surpresa.

– U-Uhm... S-Sério?

– Hai. – Ele sorriu, achando graça – Não quero que aja apenas isso entre nós.

Ela acalmou o olhar.

– Hai. – Sorriu feliz.

Ele sorriu, se inclinando e a beijando.

...

Depois do treino de futebol, as senpais foram embora e nós ficamos sentadas na grama debaixo da pequena cobertura que havia no campo para o banco. Bebíamos água em nossas garrafinhas e conversávamos enquanto ríamos de algumas bobagens. Isso até o assunto da viagem dos meninos ser posto à mesa.

– Aomine me chamou pra ir como acompanhe dele. – Madoka disse animada.

– Sério? – Amaya sorriu animada – Eu também vou.

– Com quem? – Madoka perguntou maliciosamente.

– Uhm... – Amaya corou – Com... Kagami-kun.

– Hum... – Ela cantarolou – Será que vão ficar no mesmo quarto?

– Pára Madoka, você que quer isso pra poder transar. – Katsumi disse.

Eu cuspi a água que bebia e fitei Madoka.

– Quem está transando?! – Perguntei.

– Não te conto mais nada! – Madoka atirou um olhar para Katsumi, que riu.

– V-Vocês já...? – Perguntei.

– Hai. – Ela disse, corando – É bom. Gostoso...

– Tá, chega de detalhes. – Disse, pondo a mão na frente dos olhos e balançando a cabeça – Vocês estão namorando?

– Não. – Ela disse facilmente – Mas ele dorme apenas comigo. – Disse feliz.

– Como você sabe? – Harumi perguntou.

– Porque as garotas olham pra mim com raiva. – Ela riu.

– Eu também vou à viagem. – Yuka disse – Você vai também, ne Tsubaki?

– E como vou fazer isso? Preciso ser acompanhante de alguém. – Disse como João sem braço.

– Ora, com... – Ela ia dizer, mas tampei a boca dela.

Para o meu azar, todas ficaram desconfiadas.

– Então Tsubaki tem alguém. – Madoka cantarolou.

– Não tenho não! – Exclamei, largando Yuka.

– Pára, Tsubaki... – Ela disse, recuperando o fôlego – Gente, é o Murasakibara-kun.

– Yuka! – Corei.

– Ahhh! – Todas cantarolaram.

– Bem que eu o vi te olhando demais esses meses. – Mitsue disse.

– Hai, hai! – Amaya disse animada – Então é ele o informante!

Arregalei os olhos, que boca grande elas têm!

– Informante? – Katsumi perguntou.

– É! – Amaya sorriu – Quando Madoka e Aomine-kun brigaram, ela pediu informações a Murasakibara-kun sobre Aomine-kun para ajudar os dois a voltarem a se falar. E também sobre Kise-kun, Kagami-kun, Kuroko-kun e Akashi-kun.

Abaixei a cabeça. Que fofoqueira!

– Foi você que pôs aqueles bilhetes nos nossos armários?! – Madoka exclamou com os olhos arregalados.

– Pensei que havia sido Amaya no dia da lanchonete. – Mitsue disse.

– Na verdade a ideia foi dela. – Amaya sorriu.

Suspirei.

– Eu... Pedi ajuda a ele porque desde que nos conhecemos ele disse que era meu amigo. – Explicava para me poupar das perguntas – Quando Madoka ficou triste por causa do que tinha acontecido com Aomine-kun, eu pedi ajuda a Atsushi.

– “Atsushi”? – Madoka disse.

– Shhh! – Mitsue disse.

– Eu e ele... – Continuei – Fizemos os bilhetes e eu os coloquei no armário de vocês no horário da aula. – Disse a Madoka – Disse a Amaya que a ajudaria quando ela me contou que gostava de Kagami-kun e então Mitsue apareceu desesperada por Kise-kun querer descobrir quem foi a garota da carta. Eu tive uma ideia e ela me ajudou. Com Harumi meu plano era outro, mas com o senso de justiça que Kuroko-kun tem, Atsushi me disse para apenas olhar a cena quando o garoto começou a importuná-la. Acabou dando certo. Mas até agora não consegui ajudar Katsumi.

– Não é verdade. – Ela disse suavemente, o que fez todas a olharem – Akashi-kun e eu... Estamos namorando. – Ela sorriu feliz.

Todas ficaram boquiabertas, inclusive eu.

– Desde quando? – Perguntei surpresa.

– Desde semana passada. – Ela disse – No dia da sua careta – Ela riu – eu tive coragem e falei com ele. Passamos a nos encontrar todos os dias e ele me pediu em namoro quando me convidou para ir a essa viagem com ele.

Harumi corou.

– E-Eu vou com Kuroko-kun.

– EH?! – Nós exclamamos.

– Eu também vou! – Mitsue exclamou feliz – Todas nós vamos!

Nós rimos.

– Eu não. – Disse, sorrindo sem jeito.

–Ah... – Mitsue ficou triste – Gomen...

Eu ri.

– Daijoubu. Se divirtam!

Elas sorriram. Eu as olhava e desejava fazer uma viagem dessas com todas elas, mas... Agora já era tarde. Eu disse aquilo a Atsushi e ainda me lembrava de sua expressão triste. Queria mudar isso de alguma forma.

...

Eu acabara de ir para o quarto para me arrumar, enrolada na toalha depois de um bom banho. Meu cabelo estava amarrado em um coque solto e eu me vesti com um short e uma blusa de alças já que dentro de casa estava bem quentinho. Ouvi a campainha tocar enquanto me arrumava e vários minutos depois alguém bateu em minha porta, abrindo-a em seguida.

– Tsubaki? – Yuka disse.

– Hai. – Disse já sentada na cama.

– Tem alguém que veio te ver. – Ela sorriu.

Nós descemos as escadas e eu fitei Atsushi sentado no meu sofá com minha mãe ao lado dele, sorrindo animada, e meu pai sentado na poltrona conversando com ele. Yuka sentou na outra poltrona e eu sentei no braço da poltrona onde meu pai estava, tentando imaginar o porquê de ele estar ali.

– Tsubaki. – Minha mãe me fitou, sorrindo – Por que não nos contou sobre a viagem?

Atirei um olhar fuzilador em Atsushi, que sorria com o olhar calmo como quem diz “Viu? Eu dei um jeito”.

– Nós a deixaríamos ir se contasse que viajaria com seu namorado. – Meu pai disse.

– Com meu o que?! – Exclamei desesperada.

Yuka começou a rir.

– Ah, pare de fingir, filha. – Minha mãe disse – Não precisa mais disso, Murasakibara-kun já nos contou tudo.

– E ele contou o que exatamente? – Disse tentando não ranger os dentes.

– Ora, que vocês já namoram há dois meses e que você estava com receio de dizer que seu amigo é agora seu namorado.

– Ah, é? – O fuzilei com o olhar novamente.

– Nós entendemos. – Meu pai disse – E mesmo eu não gostando muito – Ele fitou minha mãe – Saki me convenceu.

Minha mãe sorriu e eu a olhava, indignada.

– Hum... – Fitei Atsushi – Posso falar com você? – Forcei um sorriso tanto quanto uma voz calma.

Ele sorriu, segurando a risada e eu peguei em sua mão, apertando-a e o levando até as escadas, quando parei.

– Podemos conversar lá em cima, certo? – Perguntei aos meus pais.

– Hai! – Minha mãe disse animada – Não vamos incomodar, ne Tadashi? – Ela fitou meu pai.

– Hum. – Ele fez cara de tédio e Yuka riu.

Nós subimos as escadas e eu fui com ele para o meu quarto, fechando a porta e respirando fundo, o olhando se sentar em minha cama.

– Qual... O seu problema? – Perguntei pausadamente.

– Você disse que sua mãe não ia deixar você ir e como Mido-chin vai com Yuka-chin, eu pensei que se fosse seu namorado você viria comigo. – Ele sorria calmamente, mas se sentindo vitorioso.

– Você é doido?! – Me aproximei – Por que fez isso? Não somos namorados de verdade!

– Sério? – Ele disse, me pegando pela cintura de repente e me deitando na cama.

Exclamei e apenas o vi soltar meu cabelo do coque e ficar em cima de mim, apoiando as mãos e joelhos na cama.

– O-Oe... – Disse, me encolhendo.

– Você me perguntava o que eu queria de você, qual era o objetivo dos passos... – Ele disse – Era você, eu já disse.

Arregalei os olhos, surpresa e boquiaberta sem saber o que dizer. Ele aproximou o rosto e me beijou. Segurou meus pulsos gentilmente e começou a me beijar de língua. Me contorci por ele estar em cima de mim me beijando daquele jeito e arregalei os olhos, tentando parar o beijo quando senti aquele formigamento. Ele continuou o beijo e eu parei de me mexer, apenas contorcendo um pouco minhas pernas por sentir aquilo. Ele passou a beijar meu pescoço e aquela sensação piorou, me fazendo começar a sentir meus mamilos endurecerem. Corei por aquilo e ele voltou a me beijar, continuando a me fazer sentir. O que estava acontecendo comigo? Por que eu estava excitada por ele?

– Hmmm... – Tentava pedir para ele parar.

Ele cessou o beijo e sentou. Eu me deitei de lado, me abraçando e me encolhendo por sentir meus mamilos tão duros.

– Por que você sempre quer parar na melhor parte? – Ele perguntou sorrindo ofegante.

Fechei meus olhos, envergonhada.

– P-Por que eu acho que gosto de você. – Disse.

Ele arregalou os olhos, surpreso. Acalmou o olhar e tocou meu braço, acariciando-o.

– Oe, está com medo de mim?

– Não... – Disse – É estranho. – Encolhi as pernas.

– O que?

Me sentei sem conseguir olhá-lo.

– E-Eu... Fico estranha quando nos beijamos.

– Como assim? – Ele disse em dúvida.

O olhei, corada e ele viu a vergonha estampada em meu rosto.

– Acho que... É muito bom. – Disse.

Ele ficou surpreso, compreendo.

– Ah... – Disse, desviando o olhar e deixando escapar uma risada em seguida – Isso até que bom. – Ele disse, coçando levemente a bochecha.

– Eh?

– Não pretendia te deixar com tesão. – Ele disse sem jeito.

– Com o que?! – Exclamei, corando mais – Eu não estou com isso!

– Relaxa, não é uma doença. – Ele me olhou – E se não está mesmo, então porque está assim?

– Como assim? – Perguntei suave.

Ele aproximou a mão de mim e passou levemente o dedão na minha blusa, no meu mamilo. Corei absurdamente e exclamei, recuando e abraçando o travesseiro.

– Hentai! – Exclamei – Qual o seu problema?

– Nenhum. – Ele sorriu, achando graça – Agora que sou seu namorado, posso fazer isso.

– Não pode não!

– E você vai me impedir?

Ele se aproximou, arrancando o travesseiro dos meus braços e me puxando pelas pernas, se pondo em cima de mim novamente.

– Não vou obrigar você, baka. – Ele disse – Eu gosto de você, por isso fiz aqueles passos.

O olhei surpresa.

– Agora não faz eu me arrepender do que fiz agora. – Ele acalmou o olhar – Te assustei, não é?

– H-Hai! – Apertei os olhos, tampando-os com as mãos – Por que não disse isso antes?

Ele sorriu, achando graça e aproximou o rosto, me beijando novamente e sem demorar a pôr a língua dentro da minha boca. Tirou gentilmente minhas mãos da frente dos olhos e mesmo corando eu continuei o beijo. Ele me beijava com tanta paixão que eu pus os braços em volta de seu pescoço, contorcendo um pouco as pernas por sentir o formigamento. Ele apoiou os cotovelos na cama, se aproximando mais e pôs a mão na minha cintura, levemente com os dedos por dentro da minha blusa e me acariciando. Era tão bom, tão excitante. Mas apertei os olhos com vergonha quando ele começou a subir a mão por dentro da minha blusa. Era vergonhoso ele me tocar assim. Chegou ao meu sutiã e pôs a mão por baixo dele, tocando no meu mamilo.

– Hmm! – Gemi, ainda o beijando e me contorci.

Ele passava o dedo levemente, o fazendo endurecer mais e começou a brincar com ele entre seu indicador e dedão. Parei o beijo, virando o rosto.

– Pára... – Pedi ofegante.

Ele me olhou e se viu com a mão dentro da minha blusa e eu corada com os olhos fechados.

– Hum. – Sorriu, ajeitando meu sutiã e abaixando minha blusa.

Ele sentou e me puxou gentilmente, me abraçando. Abri os olhos surpresa e ele começou a afagar minha cabeça, fazendo com que eu acalmasse o olhar.

– Eu não vou te obrigar a fazer aquilo, tá? – Ele disse.

Corei.

– H-Hai.

Ele sorriu.

– Então... – Cessou o abraço – Você vai comigo, ne? Não tem mais desculpas.

Eu o olhava, corando levemente e abaixei o olhar.

– H-Hum.

– Hum. – Ele sorriu, se aproximando e me beijando de língua com a mão em minhas costas para eu não me afastar.

Apenas isso já me deixou ofegante e ele cessou, me fitando e sorrindo.

– Melhor eu ir. – Ele levantou.

Eu o olhei, despertando.

– H-Hai! – Disse, levantando.

Levei Atsushi até a porta e ele se despediu de mim com um selinho, o que me fez sentir uma leve falta do seu beijo apaixonante. Ele foi embora e eu fui para o quarto, agora tendo que planejar as coisas que guardaria na mala para a viagem no final desse mês. Corei e sem pensar, mandei mensagem para as meninas.

“Eu vou na viagem... Estou namorando Atsushi.”.

Me deitei na cama, contorcendo levemente minhas pernas enquanto me lembrava daquela sensação que ele me causara e meu celular apitou inúmeras. Me sentei e o abri, vendo todas aquelas mensagens.

“Remetente: MADOKA;

Mensagem: Huummm... B)”

“Remetente: HARUMI;

Mensagem: Camélia vai também *---*”

“Remetente: KATSUMI;

Mensagem: Que ótimo! :)”

“Remetente: AMAYA;

Mensagem: Eu sabia! Haha”

“Remetente: MITSUE;

Mensagem: Ahhhhhh! Agora todas nós vamos mesmo juntas! Que ótimo!”

Eu lia as mensagens e na última de Mitsue vi que era verdade e caí na realidade. Eu viajaria pela primeira vez com um garoto. E ele era meu namorado! Atsushi e eu agora... Éramos namorados.

Notas finais
*o*