Coração de Cristal
1 Prologo
Aquele frio estava quase me congelando, meus passos estavam cada vez mais pesados, minha respiração estava ofegante, estava com certa gastura, aquele não parecia ser meu dia. Logo me sentava sobre aquele chão gélido é começava há pensar um pouco na vida:
- Ahh... Tudo está tão monótono, frio, noite.
Aquele chão parecia ser tão aconchegante que não resisti, encostei minha cabeça sobre a própria calçada, quase não conseguia ver a lua, aquela neblina e nuvens tampavam boa parte, era um grande desperdício, pois era noite de lua cheia, não havia nem mesmo uma estrela sobre o céu. Minhas pernas estavam começando a adormecer por causa daquele terrível frio, infelizmente estava na hora de ir para casa, me levantava sem força nenhuma, a vontade de sair daquele local parece que não existia, tudo parecia tão chato, sem cor:
- Que droga, estou tão longe de casa, hmm... Oque é aquilo?
Logo me levantava assustado e via um pequeno vulto se mexendo em minha direção, ao se aproximar mais notava que não era nada assustador, era apenas um pequeno gatinho desesperado, procurando algo para se esquentar, e naquele momento eu parecia ser uma ótima opção para ele:
- Ei pequenininho venha- cá
O segurava em meus braços e começava a caminhar para casa, aquela rua estava tão deserta que chegava a ser assustador, nem se quer uma alma viva, apenas eu e o novo membro da família, que precisava de um nome:
— Acho que vou te chamar de... Rá
Ele me olhava com seus olhinhos quase fechados, ele não entendia nada, mas eu sentia que estava feliz. Quando estava chegando em casa percebia que minha mãe estava me esperando na porta, ela estava toda preocupada, aquilo seria complicado.
- Niklaus Diacomom– Droga ela falou meu nome todo- Aonde você estava ?
- Ahh, só estava um pouco entediado e resolvi andar um pouco por ai- Eu a respondia.
Ela me olhava profundamente com uma cara de nada contente misturada com um pouco de preocupação, mas preocupação agora? Minha vida toda ela não me deu a mínima e porque agora ela estaria preocupado, aquilo era ridículo, só por que agora estava solteira pois meu pai havia a largado:
- O que é isso em seus braços, um gato? Aonde você achou essa praguinha, não invente de coloca-lo em casa — Ela me dizia com um tom de voz um pouco alterado, mas o que eu já estava acostumado.
-Não seja irritante, você nunca cuida de nada, sempre sou eu e não posso ter um animal de estimação, se alguém nesta casa é uma praga, bem esse alguém não sou eu.
Naquele momento eu achei que havia falado um pouco demais, mas bem, ela mereceu ouvir. Eu apenas subia para meu e pensava em uma única coisa, que era dormir, minha cama nunca foi tão confortável igual estava naquele dia.
Fale com o autor