Coração Que Sangra
6 Cada Vez Mais Próximos
Notas iniciais
Acordei no dia seguinte toda esticada no sofá, a TV estava desligada e avia café sobre a mesa, deduzi então que minha tia já avia ido trabalhar. Levantei-me e fui em direção a cozinha, tomei café e arrumei as coisas, em seguida subi, tomei banho e fiz minha higiene. Olhei no relógio e eram quase 15h30min. Desci rapidamente e fui em direção a porta, quando a abri logo avistei Bill, ele estava sentado no meio feio da calçada.
Aproximei-me dele e logo ele notou, se levantou e se posicionou em minha frente.
- Você demorou. – Ele disse e abriu um sorriso.
- Acordei tarde e também, nós não aviamos combinado horário nada, oficialmente, sei La – eu ri
- Enfim, vamos?
- Vamos. – Eu sorri e começamos a caminhar silenciosamente.
Alguns minutos depois chegamos em frente daquela mesma praça de ontem, nós sentamos nos mesmos balanços e ficamos em silencio, até que eu o perguntei...
- Então, Bill, hoje é a sua vez de me falar algo sobre você. – Olhei para ele e sorri.
- Ã?
- Você disse que ontem não iria falar nada sobre você porque eu não avia dito nada sobre mim, mais eu já falei algo sobre mim, agora é a sua vez. – Nós dois caímos na gargalhada.
- Ah, ta bom... – Ele pensou um pouco... – Me chamo Bill Kaulitz, curso o ultimo ano na escola, tenho uma irmão gêmeo e canto em uma banda.
- Ah ta brincando? – Eu disse surpresa. – Canta em uma banda mesmo? Sério?
- Sério, não estou brincando. Eu canto, Tom toca guitarra, Gustav toca bateria e Georg baixo. Esses são amigos nossos.
- Nossa sério, isso é de mais. – Eu fiquei super feliz com a novidade, isso era algo diferente e muito divertido.
- Pois é não é aquela banda que podemos dizer “Nossa olha que sucesso” e quando saímos por ai ninguém pede autografo. – Nós rimos. – Nós estamos começando sabe? Sonhamos em um dia ser uma grande banda, mais como tudo tem um começo...
- Pois é. É só uma questão de tempo, e esperança. – Eu disse o que veio primeiro na minha cabeça. Ele riu. – Eu gostaria muito de ouvir vocês tocando um dia.
- Hum... Quem Sabe. – Ele sorriu.
E nós ficamos a tarde inteira ali sentados falando sobre a banda e nossos gostos musicais. Saímos da praça bem tarde. Mesmo morando ao lado, Bill fez questão de me levar até a porta de casa.
- Até amanhã. – Ele abriu um sorriso tímido e encantador.
- Até. – Retribui o sorriso abrindo a porta de casa. Entrei e fui em disparada para meu quarto, eu estava muito feliz, por incrível que pareça. Estar com Bill me deixava bem, fazia com que eu me esquece do passado recente e me sentia forte.
Tomei um banho rápido e desci para comer, minha barriga já roncava há horas. Fiz um lanche enorme e fui pra frente da TV. Encontrei um bom filme passando e comecei a assistir devorando meu sanduíche, e como de costume, adormeci ali mesmo.
Notas finais
Obrigada, até a próxima :*:
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