Coração Puro
11 Clareira.
Nunca havia me sentido daquela maneira com ninguém em minha vida... era tão bom estar com Edward, havia a vergonha e meus atos desengonçados, mas com ele podia ser eu mesma... podia rir a hora que queria, podia ser quem eu era de verdade... era fácil de mais ser eu mesma com ele por perto!
Saí da água exausta, a família dele era muito divertida e animada, me sentei na beira do lago, ele veio em minha direção, sorrindo, parecia cansado também... ele deitou-se, seus cabelos roçavam minhas pernas, não resisti o impulso e o puxei para meu colo, e comecei a fazer carinho em seus cabelos, ele fechou os olhos...
_agora entendo porque Carlisle gosta tanto que Esme faça isso... é tão bom...
Eu corei, desta vez não de vergonha, mas de prazer...
_entao... quando você vai me mostrar aquele tal lugar... ?
Ele abriu os olhos, estes brilhavam de excitação...
_vamos!
Ele se levantou e me puxou pela mão, logo estávamos dentro da mata e ele me conduzia por ela, ele estava completamente confortável á vontade no labirinto verde que no cercava, foi quando enxerguei um clarão nas arvores á diante, assim que passei pela ultima franja de samambaias, entrei no lugar mais lindo que já vira na vida. A campina era pequena, perfeita, redonda e cheia de flores silvestres – margaridas de um tom amarelo e de um branco delicado. Andei devagar, assombrada, me virei para compartilhar isto com ele, foi quando notei o sol, batendo nas partes nuas de seu corpo, na luz do sol Edward era chocante, sua pele branca literalmente faiscava, como se milhares de diamantes pequenininhos estivessem incrustados na superfície ele brilhava, eu o encarei com uma expressão tosca na face, ele se aproximou de mim vagarosamente, saindo do feiche de luz, um turbilhão de coisas se passaram na minha cabeça, coisas que eu sabia que não eram normais, e que ele e toda a família dele eram... a beleza inumana que todos eles tinham, o fato de que comiam pouco ou devo afirmar nada, desde que eu os conhecera, o fato de que todos daquela família eram diferentes e parecidos, os olhos dourados.
_eu cai da sacada naquela noite... e você me levou de volta.. eu não imaginei coisas, você realmente me salvou aquele dia... a sua pele fria, os olhos dourados, o fato de nunca querer comer nada, ou comer muito pouco, a sua família ser tão bonita...
A palavra de meu sonho então ficou tão clara como a água do lago em que a pouco estivemos...
_vocês são vampiros..._era engraçado como aquela conclusão soou bizarra em meus ouvidos... mas era a mais pura verdade, eu sabia disto desde o começo, eles nunca foram como os outros e isto era inegável.
_sim... nós somos...e você não tem idéia de como o seu cheiro é saboroso, se não fossemos adeptos a sangue de animais a tanto tempo, acredito que você já estaria morta...
Eu o olhei espantada, a palavra morte despertou algo dentro de meu ser que já deveria ter tentado me advertir do perigo, os arrepios, os sonhos, eu me imaginei dizendo para ele que me deixasse em paz, que ficasse longe de mim, que nunca mais me procurasse, que eu nunca mais visse sua face ou de qualquer um de sua família em minhas propriedades, mas tais pensamentos me provocaram uma angustia repentina e desesperada. Minha mente rejeitou a dor pulando para a opção seguinte.
Eu não podia fazer nada diferente. Afinal se ele era alguma coisa supostamente sinistra, ate agora ele não tinha feito nada para me machucar, e minha mente se negava a acreditar de que aquele anjo fosse capaz de fazer mau algum a qualquer pessoa... então eu percebi que já era tarde demais, já não existiam alternativas para mim, e que o medo e a dor eram reflexos do pensamento de que teria de me afastar dele... eu não conseguia me imaginar longe dele... e naquele instante eu tive certeza de três coisas...
Primeira, Edward era um vampiro.
Segunda, havia uma parte dele – e eu não sabia que poder esta parte teria – que tinha sede do meu sangue.
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Ela começou a caminhar em minha direção, eu imaginei que finalmente o choque a tivesse atingido e que ela fosse retornar a sua casa, que fosse me pedir para nunca mais ir vê-la...que fosse gritar para que eu ficasse longe dela e de qualquer pessoa que ela conhecia... que eu era um monstro... ou que eu era louco... mas ela tomou a atitude pela qual eu nunca teria cogitado... Bella lançou seus braços em meu pescoço e com os olhos coberto de lágrimas ela roçou suavemente seus lábios nos meus...
_eu te amo... eu preferiria a morte a ficar longe de você... já não existe vida para mim... sem você... prefiro que me mate... a viver longe de ti...
Os lábios de Bella possuíam um gosto indescritível... a sede foi substituída por uma fome que até então eu desconhecia... minhas mãos, se moviam debilmente por toda a extensão de seu corpo, minha boca explorava a sua, meus olhos se recusavam a abrir, e ao mesmo tempo sentiam a necessidade de estarem abertos para não perderem mais um segundo da visão de ter Bella, naquele instante eu sabia que nada no mundo seria capaz de me dar o que ela estava me dando... finalmente eu havia acreditado de que alguém, um ser maior gostava de mim...
Nos separamos, Bella estava radiante, ela ofegava, e me olhava com ternura nos olhos.
_acho que devemos ir... já esta tarde...
Apenas assenti com a cabeça e retornamos de mãos dadas ao lago, onde minha família aguardava ansiosamente, Bella sorriu radiante a Alice... que andou até ela com o vestido nas mãos...
_bem vinda a nossa família...
Bella sorriu para ela, enquanto pegava o vestido das mãos de Alice, ela o colocou no corpo e me olhou.
_se importa?
_que pergunta..._eu disse rindo e já amarrando o laço..
Assim que Bella já estava com o vestido ela se virou para minha família e com um sorriso tímido ela perguntou...
_vocês se importam? Eu não tenho muito a oferecer a ele... mas eu o amo... incondicionalmente... e nada vai mudar isto... nunca...
Esme soltou um murmúrio e caminhou até Bella, dando lhe um abraço e um beijo nas maças do rosto...
_Bem vinda a família Bella...._Carlisle disse a ela...
_finalmente ele vai ser menos chato...
Bella riu... e logo ela já estava conversando com minha família como parte dela, ao longe eu observei a cena.. e não posso dizer o quanto ela me agradou....
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