Coração Indomável
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Capítulo 9
LEAH
Às vezes, eu me pegava pensando em como seria se as coisas fossem diferentes, se eu pudesse ter a minha vida normal, o que só servia para me deixar mais frustrada. E, minhas frustrações, eu acabava descontando nos garotos. Mas a culpa não era minha. A culpa era dessa coisa de lobo.
Eu estava cansada de não ter a minha privacidade, de não poder tomar as minhas próprias decisões. E, sobretudo, estava cansada de ficar tendo pensamentos que não eram meus.
Se eu era obrigada a ter que compartilhar a minha mente, então, resolvi que iria atormentá-los, usando os seus próprios pensamentos contra eles. E foi exatamente o que fiz com o Jacob.
Os seus pensamentos sempre estavam ligados aquela sonsa, a filha do Xerife. Eu vi em sua mente o quanto ele estava apaixonado e desesperado para conquistá-la que até roubou um beijo dela. E aquilo me embrulhou o estômago. Por isso resolvi destruir aquela lembrança, criando uma cena de sua amada Bella transformada numa vampira sanguinária, com seus olhos vermelhos gélidos.
Jacob ficou tão descontrolado, que motivado apenas por seu instinto animal, ele me atacou. Eu tentei enfrentá-lo de igual para igual, mesmo o Lobo castanho-avermelhado sendo maior e mais forte. Resultado: a briga terminou num impasse, o ALFA interviu e depois Black fugiu com ódio de mim. O clima em La Push ficou tenso.
Consequentemente, nós dois acabámos de castigo e proibidos de chegar perto um do outro. Isso foi bom, porque sinceramente eu também queria me manter bem longe daquele garoto idiota.
Eu também fiquei sem patrulhar por três dias, o que também foi ótimo. Pena que isso não durou para sempre.
Infelizmente, eu não tinha muito o que fazer, senão passar o tempo organizando a casa. Às vezes, tentava me distrair com a TV, ou escutando música, lendo livros de medicina, ou suspense, até que meu estômago resolvesse reclamar de fome. Aliás, hoje resolvi que iria devorar uma torta de chocolate que encontrei na geladeira.
E nossa, como aquela torta estava deliciosa!
Pena que o meu sossego durou pouco, pois quando eu olho para porta da cozinha, lá estavam parados meu irmão chato com os três mosqueteiros: Embry, Quil e o... Black. Eles estavam cobiçando minha torta.
"VAZEM DAQUI! ESSA É A MINHA CASA, A MINHA COZINHA E A MINHA TORTA", falei dando ênfase e eles riram de mim.
"Lee, essa também é minha casa. Ou seja, a torta é nossa." Seth se sentou do meu lado e roubou a minha torta. "Hmmm... caras tá uma delícia. Vamos atacar!"
Que menino chato! De repente me peguei pensando em como seria bom ser filha única.
"O que ELE faz aqui?", indaguei encarando mal-humorada meu irmão.
"Ah... é que... É melhor o Jake explicar." Seth trocou um olhar rápido com o Black, antes de desparecer com os outros garotos da cozinha, me deixando sozinha com aquele idiota.
"O pai falou com o Sam e o Velho Quil e... decidiram acabar com o nosso castigo... se nós...", ele explicava hesitante, como se tivesse testando a minha paciência.
"Se nós o quê?"
"Fizermos as pazes e pararmos de brigar entre nós."
“Eu prefiro ficar de castigo.”
"Ah, qual é?" Ele cruzou os braços na frente de seu peitoral nu. “Por que você tem que ser tão marrentinha?”
“Não me chame assim!”, reclamei e o fuzilei com o meu olhar. “E já esqueceu que você me odeia?”
“Aquilo foi da boca pra fora. No fundo você sabe que... eu te amo”, Jacob disse com um sorriso travesso, que fez meu coração estúpido acelerar.
Por um breve momento, o encarei em silêncio, de repente me dando conta de como o garoto amadureceu. Seu rosto agora possui traços marcantes, ele tem lábios carnudos que combinados com aquele furinho no queixo o deixa mais charmoso. Entretanto, são seus olhos que me deixam perturbada.
Em seus olhos negros se esconde uma sombra de dor. Uma dor causada por Bella Swan. A garota que é obcecada pelo Cullen e pela ideia de ser uma vampira. Isso era mais um motivo para eu odiá-la, por fazê-lo sofrer e acreditar nesse amor insensato.
Eu também a odiava, porque Isabella Swan tinha a chance de escolher o seu futuro, enquanto nenhum de nós podia.
"Por que você tá me olhando assim?", Black me perguntou, tentando se aproximar de mim.
"Vá embora e me deixe em paz!" Eu o empurrei e subi para o meu quarto. Mas era óbvio que ele não iria facilitar a minha vida.
"Leah, porque você tem que ser assim?" Não tive tempo de trancar a porta do quarto, pois ele já foi invadindo.
"Assim como? Uma harpia amarga?!" Eu não queria admitir, mas eu fiquei magoada com o apelido nada carinhoso que ele me deu e que fez muito sucesso entre a matilha.
"Claro, claro. Eu sinto muito por isso." Ele se aproximou de mim e eu tentei empurrá-lo, mas acabei ficando encurralada entre a parede e o seu corpo.
Eu me senti desconfortável de estar tão perto, enquanto a minha mão continuou em seu peito, sentindo o calor do seu corpo e o pulsar do seu coração, batendo na mesma frequência que o meu. Nós ficamos nos olhando, por um instante, sem dizer nada.
"Seu rosto ainda está com chocolate." Ele me deu aquele seu sorriso maroto e passou seu dedo no canto dos meus lábios. Aquele simples toque, pareceu acender uma chama em meu corpo.
Logo, percebi que os seus olhos negros ficaram vidrados nos meus lábios.
Será que ele não percebia o que estava fazendo?!
O pior é que, por um instante, senti um forte desejo de beijá-lo... Até que eu percebi a minha insensatez.
“Eu tô cansada dessa discussão. E eu acho que... precisamos colocar uma distância segura entre nós." Num piscar de olhos, eu me afastei dele, assim quebrando o clima.
"Hein?!" Ele franziu a testa confuso. Jacob ainda tinha um olhar penetrante sobre mim. "Tudo bem... Eu só vim aqui, porque eu queria realmente me desculpar", ele disse, retomando sua consciência. "Eu pelo menos assumo meus erros e tento consertá-los. E não gosto de machucar ninguém."
Jake é muito impulsivo faz as coisas sem pensar e depois se arrepende. Em partes somos muito parecidos: Teimosos e temperamentais. Personalidade afetada também por sermos Lobos. A diferença entre nós é que eu não me arrependo das coisas que faço e falo.
"Eu não me arrependo de nada. E eu quero que você e a matilha se explodam!”
"Pare de agir com tanta indiferença!" O peito dele agora subia e descia, enquanto tentava se controlar. “Precisamos parar de brigar, ou uma hora... vamos acabar nos matando.”
"Eu não me importo de morrer”, admiti enfrentando o seu olhar perplexo.
"Você é louca!" Dei de ombros, o que só serviu para deixá-lo mais bravo. "Tudo bem, você não se importa com nenhum de nós e nem com a sua vida..." Jacob decidiu novamente invadir o meu espaço pessoal e segurou meu braço firmemente. "Mas e enquanto ao Seth? Ou a sua mãe? Ou a memória do tio Harry? Você acha que seu pai estaria feliz com essa sua atitude covarde?" Mordi meus lábios com raiva ao ouvir ele citar o meu pai.
"Saia!", eu grunhi, conseguindo me desvencilhar de suas mãos e impondo uma distância fria entre nós. Nessa hora Seth, Quil e Embry apareceram na porta, com seus olhares apreensivos.
"Jacob, vai começar a nossa a patrulha. Vamos!" Embry praticamente teve que arrastá-lo para fora.
"O Harry ficaria decepcionado de ver que sua filha é uma grande covarde e fraca." Mas antes de sair, Jacob ainda deixou pairar sobre mim suas palavras tortuosas.
Me sentei na cama se sentindo mal. Pensar em Harry ainda me causava muita dor e culpa.
"Lee, você não falou sério, né?" Eu havia esquecido que Seth havia permanecido no quarto. "Aquilo foi só da boca pra fora?" Ele se sentou do meu lado.
"Isso importa? Afinal, a antiga Leah já morreu mesmo." Eu estava com raiva dele também, pois nem ele ficava por perto para me apoiar, ou simplesmente ser o meu irmão. "Agora vai ficar com seus amigos e me deixa em paz!"
"Lee, eu me importo, sim. Eu prometi ao pai que iria cuidar de você e da mãe." Eu olhei para Seth que tinha um olhar triste.
Garoto chato! Ele ainda é apenas um menino, com uma alma gentil e doce, que não faz nada por maldade.
"E me desculpa. Eu não deveria ter comido a sua torta." Ele fez cara de cachorrinho. Eu comecei a rir do jeito dele, sem me controlar passei a mão pelo seu cabelo e em troca ele sorriu para mim.
"Que tal uma maratona de futebol no videogame. Quem perder lava a louça da janta, hein?", ele me desafiou.
Nós passamos a tarde jogando, rindo e se provocando. Foi como nos velhos tempos.
JACOB
Os Cullen aceitaram nossa ajuda para lutar contra o exército de novos vampiros. Afinal, sozinhos eles não seriam suficientes, mas com a matilha como aliada, as chances aumentavam. Bella relutantemente teve que aceitar a aliança, pois era inevitável a batalha pela frente.
Os protetores ressurgiram para proteger os humanos dos vampiros. Independente dos riscos que iremos correr, vamos lutar.
Sam como o Alfa teve que convocar uma reunião com o conselho. A matilha ficou toda agitada e apreensiva. Houve muitas dúvidas e incertezas sobre o próximo passo a ser tomado. Nem todos confiavam nos Cullen e ainda repudiavam a ideia de se aliar com o inimigo.
"Isso estava predestinado a acontecer... Inimigos se unirem para lutar por um bem maior, contra um inimigo em comum", declarava Velho Quil com toda a sua sabedoria e firmeza.
"É. Nós temos um objetivo comum, proteger nossa tribo e as vidas humanas."
"Eu ainda tenho medo disso tudo. Olha só pra eles, são tão jovens para estar no meio de uma guerra. Guerras sempre trazem dor e muitas perdas", Sue argumentou olhando para Seth e Leah.
A morte de Harry ainda era recente e eles ainda não superaram o luto. Portanto, o temor de Sue era super justificado, ela temia perder os filhos.
Eu olhei para cada um dos meus irmãos Lobos. Nós brigamos, nos desentendemos quase sempre, mas ainda somos uma família forte, mesmo sendo meio disfuncional.
"Eu sei que vamos correr riscos, mas eu prometo que protegerei cada um dos meus irmãos." Minhas palavras foram sinceras.
Eu seria capaz de dar a minha vida para proteger cada um deles.
"Jacob tem razão, nós podemos fazer isso juntos, como uma matilha forte e unida." Sam tomou sua postura de Alfa e líder da Tribo.
"Uau, isso parece tão simples!" Leah surgiu com o seu habitual sarcasmo. "E, enquanto aos lobos mais jovens e suas famílias? O que vocês vão fazer se seus planos derem errado?" Suas palavras soaram pessimistas, mas ela tinha um ponto.
Collin e Brady são os mais jovens da matilha, além disso, são inexperientes com nossa realidade sobrenatural. Eles ainda estão em fase de adaptação.
"Podemos deixá-los aqui. Seria mais proteção para a tribo", o Alfa sugeriu. Os dois garotos pareciam confusos e um pouco desanimados. Ninguém queria ficar de fora da luta.
"Olha, vamos precisar de vocês aqui, mas seria interessante se os dois fossem só na reunião com os Cullen. Como uma preparação para o futuro." Tentei encorajá-los mostrando que eles também são fundamentais.
E, assim, mesmo com a hesitação de Paul e Leah, o bando tomou a decisão de lutar. Em troca poderíamos arrancar a cabeça desses novos sanguessugas. Aí veio outra questão: Nós teríamos que nos coordenar e se preparar para a batalha. Escolhemos uma região ao leste (longe da Linha do Tratado) para a primeira reunião com os Cullen. E Sam decidiu que o bando deve estar em forma de Lobo na presença deles.
Chegamos ao ponto de encontro, o lugar é um campo aberto. Lobos e vampiros pareciam tensos e desconfortáveis, entretanto, fomos civilizados uns com os outros.
Sam como o Alfa seguiu na frente, comigo e Jared seguindo logo atrás. Os outros ficaram entre as árvores, esperando novos comandos.
"Bem-vindos", disse o líder dos Cullen. "Meu filho Jasper tem experiência com recém-criados. Ele vai nos ensinar como eles lutam e como eles devem ser derrotados."
Edward usou sua habilidade para fazer a ligação entre nós e sua família.
"Em que os recém-criados são diferentes de nós?" Edward traduziu os pensamentos de Sam.
"Eles são muito mais fortes do que nós, porque o sangue humano ainda flui no corpo deles. Nossa raça nunca é tão forte fisicamente como nos primeiros meses de vida."
"Carlisle tem razão, por isso eles foram criados. Um exército desses não precisa de milhares como dos humanos." O loiro de expressão dura e atenta, continuou dando instruções. Nós o chamamos de O GENERAL.
"Duas coisas importantes para serem lembradas: Primeira, se eles passarem os braços em torno de vocês serão esmagados. Segunda, nunca devem partir pra matar logo de cara. Eles esperam por isso e vocês irão perder."
Basicamente aprendemos que os recém-nascidos não tem habilidades e nem estratégias, apenas força bruta, o que os torna muito previsíveis. O grupo é formado por 20 vampiros, esse número ainda pode ser reduzido, pois os novos brigam entre si.
O treinamento começou com os Lobos apenas assistindo aos Cullen se confrontando entre si e demonstrando suas habilidades sobre-humanas. Era divertido e interessante vê-los em ação.
Cada movimento é preciso, rápido e deve ser eficaz. Precisamos se concentrar e estar sempre se movendo, assim podemos confundir nosso inimigo. Claro, ainda existe as vantagens de ter habilidades especiais, como Edward, A Vidente e O General que são os mais habilidosos do seu clã.
Durante o treinamento, eu senti meus irmãos ficarem mais alvoroçados e entusiasmados. Até que veio a parte mais difícil: Ter que se familiarizar com os cheiros dos vampiros aliados numa forma de não nos confundirmos na hora da batalha.
"Não! Isso é ridículo!", Leah rosnou com desgosto. Para não ter discussão, Sam usou o comando Alfa nela para fazê-la obedecer.
Nessa hora, aproveitei para me aproximar de Bella que, estranhamente, parece mais confortável comigo em forma de animal. Só para provocá-la eu lambi o seu rosto.
"Eca, Jacob. Isso é nojento." Eu ri no meu jeito lobo. As reações de todos foram diferentes. De um lado o bando achava tudo divertido, do outro, os vampiros tinham expressões chocadas, provavelmente, pensavam que minha interação com Bella era bizarra e nojenta. Já Leah me deu um olhar indecifrável, antes de correr para a floresta. Logo, o resto da matilha seguiu o mesmo caminho, após Sam prometer retornar no dia seguinte para mais um dia de treinamento.
Eu decidi voltar a forma humana. Ainda tinha que acertar algumas coisas essenciais sobre a segurança de Bella. Para mim, a melhor forma de mantê-la segura seria escondê-la na reserva.
"Não. Ela já ficou exposta demais. Além disso, eles já sabem todos os passos dela", Edward respondeu aos meus pensamentos. Precisávamos de uma nova tática, minha mente trabalhava a mil, tentando pensar em algo. Foi então, que tive uma ideia.
"Vamos escondê-la nas montanhas."
"Mas, o problema é que não podemos deixar rastros e eu não posso levá-la. Meu cheiro não é tão forte pra apagar o cheiro dela", Edward retrucou apreensivo.
"Eu posso. Meu cheiro parece forte pra você?" A princípio Edward não gostou da ideia, mas acabou por ser a nossa melhor saída, para desgosto de Bella.
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Durante três dias criamos estratégias para atrair os recém-nascidos para o campo onde treinamos, deixando rastros do cheiro de Bella. Eu fiquei encarregado de levá-la para a montanha, onde foi montado um acampamento.
"Então, você também vai me pedir pra não lutar?"
Eu não gostei de saber que Edward não vai estar em combate. Para mim, isso parece egoísta da parte dele, independente dela ter pedido.
"Eu não vou pedir, porque eu sei que você não vai me ouvir."
"E perder a diversão? Nunca! Além do mais isso seria desleal e egoísta com o bando."
Bella estava desconfortável em meu colo, tentando evitar de me abraçar, a mão que havia quebrado ainda estava enfaixada e a outra carregava meu presente de formatura, uma pulseira de prata com um pingente em forma de lobo que eu fiz para ela.
"Jake, eu tenho medo por você estar lá."
"Você tem que confiar em mim e na matilha. Nós somos fortes e nascemos pra caçar vampiros." Eu sorri presunçoso.
Nossos olhos ficaram fixos um no outro por um instante, seu rosto estava a centímetros e eu tive vontade de beijá-la, porém ela parecia ter adivinhado meus pensamentos.
"Jake, pare com isso." Bella desviou seu olhar do meu.
"Ei, não se preocupe. Eu prometi que só vou te beijar... quando você me pedir."
"Vai ter que manter essa promessa por muito tempo", ela rebateu segura de si. "Talvez, você tenha um imprinting e, então, você vai me esquecer."
"Só pra você se livrar de mim?! Sinto muito Bells, mas eu não vou facilitar sua vida", afirmei sem quebrar o contado visual. "Eu sei que você sente algo por mim, você pode negar o quanto quiser. Eu posso de fazer mais feliz. Comigo você não teria que abrir mão de nada." Bella mordeu o lábio nervosamente e se encolheu mais em meus braços.
"Eu o amo. Meu coração já pertence a ele e nada vai mudar." Chegamos ao topo da montanha, onde Edward nos esperava. Bella correu desesperadamente para os braços dele, como se quisesse fugir de mim e aquele Cullen fosse a sua salvação.
"Edward, me abrace forte."
"Ei, está tudo bem, meu amor", Ele sussurrou em seu ouvido. Eu troquei mais um olhar com ela, antes de voltar para floresta.
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Enquanto, os outros corriam pela floresta como Lobos, Leah preferiu ficar em sua forma humana, decidi seguir os seus passos. Eu também queria um pouco de privacidade e um tempo para falar com ela.
"Você tá com medo da batalha?" Caminhei ao seu lado.
"Não. Eu só quero que Seth fique bem e seguro. Eu também quero a cabeça da Victoria... Que aquela maldita sanguessuga pague por cada vida que ela ceifou!", Leah disse sombria.
"Nós vamos conseguir. Só temos que estar juntos."
"E, então, o que você faz aqui? Por que não está com a Bella? Ah, espera... Ela está com o sanguessuga." Sua ironia me irritou, mas dessa vez, eu não queria brigar.
"Sim, ela está com ele", murmurei desanimado e isso não passou despercebido por Leah.
"Como você consegue estar ao redor deles? Eu não consigo, nem por um minuto, estar na mesma sala que Sam e Emily." Suas palavras foram como um desabafo.
"Eu só tô fazendo isso por Bella. Ela pode estar com ele, mas eu sei que ela pensa em mim. Por isso não vou desistir dela. Ainda não."
"Sabe Black, eu vejo que é uma luta perdida. Ela pode até te amar, mas seu egoísmo vai prevalecer. Seu rival não é o vampiro telepata e sim a imortalidade... E isso você não pode dar a ela."
"Não importa, eu sou persistente. Enquanto eu puder, vou continuar lutando e nada vai me parar."
"Você ainda vai se machucar. Jacob, você não pode salvar alguém que não quer ser salvo." Eu corri rumo a montanha para longe dela e de suas palavras venenosas.
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