:- Estávamos conversando Alice. – Dulce respondeu. – Mas, como o seu tio me disse agora a pouco, a conversa acabou. – ela bufou e antes de começar a andar. – E a propósito Poncho, Uriel não é meu namorado. – disse e saiu. Assim como eu. Sem mais e nem menos.

:- O namorado dela é você tio. – Alice disse.

:- Não mais, Alice. – eu falei com pesar pensando nas palavras dela, que me faziam pensar em tudo. – E você, por que veio até aqui sozinha, estava com Maite?

:- Sim. Mas, ela estava beijando o namorado dela, eu sou muito nova para ficar de vela. – falou com segurança. – Eu avisei que vinha no banheiro e convenci que sabia o caminho. — me olhou e começou a mexer na minha orelha, mania que tinha desde pequena. – Ela só deixou por que me disse que Dulce também tinha vindo ao banheiro e por que ficava perto.

:- Tudo bem, mas não saia por aí andando sozinha quando der na teia.

:- Tio Poncho, quando eu sai de lá, os jogadores já estavam entrando em campo. – ela comentou e só então me dei conta dos gritos entusiasmados ecoavam pelo estádio. O jogo tinha começado.

Quando voltamos à bola já estava rolando, por uma casualidade talvez para desgosto de Dulce, ela teve que ficar do meu lado. Mas, minha presença não era algo que ela ligava, tanto faz quem lhe fazia companhia, ela estava focada no jogo. Por sorte Uriel, estava mais a frente com os seus amigos bebendo. Eu não conseguia controlar algumas caretas que surgiam quando ele dava cerveja para Dulce, que por sinal estava incontrolável do meu lado.

Fazia tempo que não assistia algum jogo com ela, mas com certeza esse é o jogo no qual eu a via mais inquieta.

:- Cara! O goleiro defende o time igual a um super herói. – Alice exclamou quando uma jogada do Chivas terminou nas mãos de Cassilas, goleiro do Pumas, algumas pessoas riram do nosso lado pelo comentário inocente da minha pequena, inclusive Dulce. E que a olhou e deu um sorriso.

Mesmo não falando direito comigo, Dulce de certa forma cuidava ainda de Alice, ela estava sempre preocupada com a pequena, vez o outra perguntava se queria algo, e dividia algum alimento com ela, salgado ou amendoim. Coisas que ela comprava para conter o nervosismo.

E não era a única, eu também fazia isso, assim como quase todos os torcedores do Pumas, o jogo não estava fácil. Estava pesado e pior nosso time estava jogando muito mal.

:- PUTA QUE PARIU! – Eu exclamei quando erraram, mais um passe de bola.

:- Poncho! – Maite me repreendeu, apontando com a cabeça Alice, que observava tudo atenta.

:- É feio xingar, tio. Mamãe sempre briga com o papai para não fazer isso. – ela me disse apontando indicador pequeno, me dando uma lição.

:- Desculpa pequena, hoje a noite está difícil. – eu falei voltando a olhar o jogo, e bagunçando o cabelo dela.

O primeiro tempo se resumia com o Pumas jogando mal e se defendendo do Chivas, que estava além de dominar o jogo atacar de todas as maneiras, o melhor jogador em campo do meu time era o goleiro que como um herói, como classificou Alice, não deixou que nenhum gol fosse feito. E não foram poucas as defesas.

Eu assim como todos estávamos rezando para que esse primeiro tempo acabasse logo.

:- JUAN pelo amor de DEUS, para de ser fominha cara. – Dulce esmagou a latinha de refrigerante do meu lado, desde o começo ela se controlava por conta de Alice, porém isso me fez pensar.

Aquela jogada em si talvez refletisse na minha vida. Voltei a olhar o campo para ver como a jogada se sairia, Juan como Dulce disse estava sendo fominha, ele conseguiu roubar a bola no meio de campo e sozinho começou a avançar, porém não tocava para ninguém, mesmo vendo que tinha dois jogadores correndo juntos. Isso levou a torcida a loucura, primeiro de vibração por ser alguma reação do nosso time e depois de raiva por que quando ele ficou a cara do gol em vez de tocar para Diego que estava livre e desimpedido.

Preferiu jogar sozinho e como consequência perdeu a bola que gerou um contra ataque.

:- Porra! – Uriel lá na frente urrou de raiva. – Fominha, filha da puta!

:- Você não tá jogando sozinho não cara. – Maite entrou na onda.

:- Se acha o dono da bola, sempre foi egoísta. – Mané bufou abraçando a namorada, resolveu tomar sua cerveja em vez de ver o jogo.

Eu esqueci do jogo, me lembrando do que Dulce me falou, talvez eu fosse como o jogador Juan. Um egoísta que se acha o dono da jogada, assim como eu só queria ter alguma reação não tão explosiva, eu sempre quis o melhor. Para o meu relacionamento. Entretanto sempre fui ciumento com Dulce, bem mais que ela, desde o começo. Talvez se eu tivesse escutado Dulce, falar sobre o namoro dela com o Memo antes, nós estivéssemos juntos agora.

Assim como, se Juan tivesse passado a bola talvez tivéssemos feito um gol e saído na frente no placar...

Logo fui dominado pela vontade de olhar Dulce ao meu lado, sem medo de nada, sem medo que ela me ignorasse e me desse a mínima. Ao contrário, em vez disso ela também fez o mesmo, deixou de olhar o jogo e me olhou.

Eu queria conversar com ela, só não sabia o motivo dela de me olhar e antes que qualquer um dos dois pudesse falar algo, Alice nos interrompeu, mais uma vez.

:- ISSO, ISSO! Corre como o Ligeirinho! – Alice exclamou lembrando da personagem de algum desenho animado pulando em cima da cadeira, assim como estava no jogo inteiro.

Imediatamente olhamos para o campo e aconteceu jogada parecia a anterior, porém dessa vez era Diego que tinha roubado a bola e avançava pelo campo adversário, isso levantou a torcida que com gritos de incentivo empurravam ele com uma única voz. Ele passava com maestria e muita força entre todos os adversários no seu caminho e houve o momento de escolha, ele viu antes de chutar Juan livre.

Ou ele passava. Ou ele continuava sozinho.

Ele fez a sua escolha.

Ele tocou, para Juan que estava livre e continuou correndo, mais atrás de Juan que avançou também, agora era apenas ele e o goleiro do Chivas, Pablo. Era apenas os dois.

Sem pensar e nem dar tempo para o Pablo pensar e se defender, menos ainda dos defensores chegar, Juan chutou certeiro e com força a bola para o gol, junto com a bola todas as pessoas da arquibancada subiram, e o resultado foi...

...Gooooooooool de Pumas!!

:- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH – Eu praticamente soltei esse grito do fundo da minha alma. Soquei o ar uma duas vezes, antes de pegar Alice no colo para gritarmos juntos. – Goooooooooooool!

:- Tio você viu que gol lindo! Nossa! – Ela falou contente me abraçando. – estamos na frente.

Eu sorri pela verdade contada a ela e finalmente olhei para o meu redor para ver as comemorações, Mane e Maite se abraçavam surpresos ainda, Dulce tinha descido a arquibancada e ficado mais a frente com os caras da Rebel, ela pegava um dos tambores e começava a tocar sozinha, rindo.

Uriel que estava de costas ao escutar o som instrumento e se virou para ver quem era, viu que era Dulce e abriu os braços dando um abraço esmagador nela.

:- Vamos ganhar essa porra! – ele gritou segurando o seu rosto com as duas mãos e ela apenas riu dando tapas para que ele parasse.

Logo após ela foi cumprimentar as outras pessoas, todos felizes, o jogo já tinha voltado, mas todo mundo ainda comemorava o gol. Quando ela voltou eu ainda não tinha tirado os olhos dela e mesmo quando ela retribuiu, não desviei.

Ela não tirou o sorriso do rosto e eu apenas acenei com a cabeça, numa lógica apenas de torcedores fanáticos, poderia não ter ido com a cara de Uriel, mas em algo concordávamos, Pumas ganharia.

Não demorou muito desde que Dulce voltou para o seu lugar, o jogo a acabar.

E a salva de palmas vieram, mas todos sabiam que não tinham jogado bem, todos inclusive os jogadores.

:- Tio, eu quero ir no banheiro. – Minha Branca de neve, me falou com uns olhos pidões e eu imediatamente olhei para o lado pedindo alguma salvação silenciosa para alguma alma feminina.

Dulce e Maite se entreolharam, mas quem se prontificou foi à morena, dando a mão para Alice.

:- Vamos bonequinha. Eu vou aproveitar e usar o banheiro também. – ela sorriu para Alice. – Vem Mane. – ela deu um tapa nele que deu um salto no susto. – Enquanto isso vai comprar refrigerante para nós duas.

Os três se foram e logo me dei conta da armação de Maite, deixou Dulce e eu sozinhos, logo imaginei que ela se levantasse para ir ficar com o pessoal da torcida. O que não aconteceu, ficamos nós dois sentados lado a lado e eu estranhei.

:- Não vai ficar como seu pessoal?

:- Não! – ela demorou para me responder, olhando para frente e depois me olhou. – Dá azar eu sair daqui sem ter terminado.

:- Você ainda faz isso? — perguntei surpreso me sentando mais de lado, ficando mais perto dela.

:- Por que você acha que Pumas está na final desse campeonato?

Eu soltei um riso, Dulce com o tempo, quando ainda namorávamos talvez por minha influência contagiosa, adquiriu manias, ela as dela e eu as minhas. A mania dela era assistir os jogos de quinta com sua camisa do pumas roxa e no domingo, com a sua azul. Quando não podia assistir na televisão e podia estar com o uniforme do time, usava a rosa. Isso não influenciava nada no resultado, mas ela se acostumou agir assim, segundo ela o que influenciava no resultado era quando ela assistia algum jogo no estádio sempre no intervalo.

Era rezar.

Pedir a santa, para que o Pumas ganhasse. Não importava como estava o primeiro tempo ou ela começava agradecendo ou rogando. Dulce me dizia que suas orações não costumavam falhar.

:- Quer uma ajuda? — mostrei a palma da minha mão.

Ela olhou para a mão estendida até para o meu rosto, num gesto que me fez ficar nervoso. Me deu a sua mão esquerda e unindo elas, abaixamos a cabeça e com os olhos fechados pedimos para a Santa.

Quando ela soltou da minha mão entendi que ela tinha acabado, eu tinha pedido para a Santa pelo o meu Pumas claro, mas depois eu tinha implorado pelo meu relacionamento com Dulce.

Tschi!

Escutei o barulho de uma latinha ser aberta.

:- Toma! – ela me ofereceu uma lata de cerveja aberta.

:- Eu não.. – ia começar a recusar quando ela me cortou.

:- Você não está recusando, por que foi Uriel que deu, não é? — ela perguntou desconfiada.

:- Não! Não é isso. – Eu disse a verdade. – Eu vim com Alice de carro.

:- Oh, me desculpe eu pensei que fosse de táxi.

:- Não, eu pensei no conforto dela, depois para encontrar um táxi para ir embora vai ser uma loucura.

:- Você tem razão.

:- Dulce... Eu. – comecei a falar sem saber começar por onde, ela queria me escutar por que sentou mais perto de mim e me olhava esperando.

:- O que?

:- Eu quero me desculpar. – desabafei o que eu realmente queria falar. – Por agora a pouco a forma que eu agi, enquanto eu via o jogo, não deixava de pensar no que você me falou. – neguei com a cabeça. – Você estava certa.

:- Que bom que você usou esse tempo para pensar realmente sobre suas atitudes. – Ela deu um sorriso fechado, apenas com os lábios. – Eu também me desculpo pela forma que eu falei, talvez tenha sido grossa, mas acho que você precisava dessa sacudida. Foi para o seu bem.

:- Eu sei. – eu abaixei a cabeça e quando levantei encarei ela de lado. – Você me achava incrível mesmo?

Dessa vez o sorriso foi solto com os dentes amostra.

:- Ainda acho. No fundo – ela tocou meu peito – você sabe que é.

:- Você também é a mulher mais incrível que eu conheci na vida. – eu fui direto e por isso Dulce perdeu o seu sorriso. Mas, antes que ela tirasse sua mão sobre mim, eu a peguei com as minhas. – Me escuta, eu estou sendo sincero.

:- Eu sei que sim. O pior é que eu sei, te conheço como ninguém, eu só tenho receio de onde essa conversa vai chegar...

:- Onde nós quisermos, eu sei que tenho que me desculpar pelo o que eu fiz antes. – apertei as suas mãos para que ela não se afastasse. – Por ter brigado com você antes quando soube o seu namoro com o goleiro...

:- Isso já passou.

:- Porém, eu quero me desculpar.

:- Ok. Está desculpado, não sei por que falar desse assunto é tão importante para você.

:- Por que foi por ele que eu perdi você. – falei a assustando. – E você é importante para mim. Até hoje e vai ser daqui a muito tempo.

Ela não me afastou e nem se aproximou, não falou nada, de repente começamos a escutar uma gritaria sem fim, algo ensurdecedor mesmo. Isso fez com que olhássemos em nossa volta e todos estavam nos olhando, e quando digo todos, não eram só as pessoas do camarote, como do estádio inteiro.

:- Nós estamos no telão. – eu falei, soltando minhas mãos de Dulce. Olhei para ela na minha frente e depois para o telão novamente. Os gritos não paravam.

:- Beija de uma vez. – alguém gritou perto de nós.

E eu fiquei sem entender nada, isso até Dulce colocar as mãos sobre meu rosto e puxar para que eu a olhasse. E entendi menos ainda quando ela me beijou sem mais nem menos, claro que eu não questionaria agora, não quando a boca de Dulce exigia mais de mim.

Os gritos ficaram maiores até certo momento se dissiparam e foram para outro lugar do estádio por que ficaram mais longe.

Após isso percebi que Dulce se afastaria, mas eu não deixei passei um braço por sua cintura e puxando ela sem que parasse nosso beijo, não era isso que eu queria. Terminar tão rápido. Assim com uma mão fui até a raiz do cabelo da sua nuca, como forma dela não fugir de mim.

Ficamos nesse momento até ela colocar suas mãos no meu peito e se afastar um pouco.

:- Poncho.. – ela soltou junto com o seu fôlego. – Eu – olhou para os lados como se tivesse perdida e não soubesse onde estava. – eu preciso tomar um ar. – se afastou e quando percebeu que eu também levantaria. – Sozinha! Eu preciso ir sozinha. – ela me deixou claro.

:- Tá. – Mesmo assim eu fiquei de pé e antes que ela saísse eu roubei mais um beijo.

Eu fiquei parado não sei por quanto tempo, só sei que deveria está com cara de tonto por que quando me dei conta estavam, Maite, Mane e Alice me encarando de forma estranha.

:- Tio você está bem? – ela me olhou com a cabeça tombada.

Eu abri um sorriso e fui até ela pegando pelos braços a levantando.

:- Estou, melhor que isso estou muito bem.

:- Tio. Cuidado com o refrigerante! – sua voz saiu gritada. E eu a abaixei antes que derrubasse o seu refrigerante.

:- Está bem feliz, Poncho, viu passarinho verde? – Mane me perguntou quando ficou do meu lado, ficando do lado de Maite do outro, essa só me olhava.

:- Não. – Eu continuei sorrindo feito idiota. – Eu vi um Puma, azul e dourado. – dei a língua para Maite por que ela que era a cupida que nos ajudava quando precisávamos de um empurrazinho.

:- Sério tio? – Alice perguntou.

:- Claro que sim. – pisquei para a baixinha.

Em meio a tudo isso voltou a gritaria isso por que os times estavam voltando em campo. Como todos eu aplaudi o meu Pumas, mas até começar o jogo eu não conseguia tirar Dulce da minha cabeça, constantemente eu ficava olhando para trás para ver se ela estava de volta.

E isso só veio a acontecer com mais ou menos 15 minutos de jogo do segundo tempo, ela passou por nós e foi até o Uriel, quando eu comecei a questionar suas atitudes, ela pegou mais três latas de cerveja e voltou para o seu lugar. Onde deveria ser, do meu lado.

Não falou nada com ninguém até beber metade da primeira latinha.

:- Como está o jogo? – ela perguntou com uma voz nervosa, eu sabia que era por minha causa, eu sabia que ela tinha passado todo esse tempo no banheiro ela queria pensar, e para a minha surpresa a pergunta foi para mim.

:- Muito melhor que o primeiro tempo, Pumas voltou seguro de si e está jogando como nunca. – eu falei contente.

:- Eu disse que minha reza não falha. – ela me deu uma olhada para voltar a olhar o campo.

Não mesmo. Eu pensei. Se passaram mais 10 minutos e para o nosso azar o Chivas começou a reagir também e num contra ataque conseguiu empatar. Os nervos de todo mundo estavam à flor da pele, Dulce estava incontrolável do meu lado.

Eu timidamente tentei me aproximar, primeiro com o indicador e depois com a mão inteira eu tomei a mão dela que estava mais próxima, não estava olhando para ela e sim para o campo. Mas, isso não a impediu de me encarar estranhando minha atitude e além disso ela correspondeu cruzou nossos dedos e apertou minha mão. Assim como fazíamos quando éramos namorados.

Ficamos nessa até eu quando eu achei que explodiria. Isso mesmo, eu já não tinha mais unha na minha outra mão, o jogo estava muito tenso, o Pumas não conseguia fazer o gol.

E fora que eu não podia aguentar mais, inclinei minha cabeça e falei no ouvido de Dulce, com um nervosismo fora do comum. Eu estava pior de quando encontrei ela pela primeira vez no estádio, de quando levei ela em casa, de quando fizemos amor pela primeira vez. Ou quando consegui os seus pais.Quando lhe dei nossa primeira aliança, enfim...

:- Volta para mim?

Fiz a pergunta que mudaria minha vida de novo, eu fiquei esperando sua resposta que inicialmente não veio com palavras, a mão que estava unida com a minha ficou gelada de repente e apertou a minha, ela estava olhando para a frente, mas sabia que não estava olhando o jogo. Isso até ela virar a cabeça para me olhar.

:- Desde que eu sai daqui depois que você me beijou eu sabia que viria essa pergunta. – ela molhou os lábios dela. – E a verdade é que eu não chego uma conclusão certa. – eu engoli saliva, ela ainda estava em dúvida. – Poncho você ainda acredita em destino?

:- Sim. – eu falei o que achava.

:- Você confia no Pumas?

:- Confio. – Eu respondi sem entender aquelas perguntas, ela deu uma olhada no campo por um momento e voltou a me olhar.

:- Antes de sair do banheiro eu pedi um sinal e sinto que o que eu pedi vai acontecer agora, Juan acabou de roubar a bola. – eu dei uma olhada para o campo e ela estava certa. – Eu sinto que essa vai ser uma jogada decisiva.

:- Nós vamos ganhar! – eu falei.

:- Também. Mas, será a resposta para a sua pergunta. – eu fiquei surpreso com o que ela disse. – isso, eu vou deixar o futebol me ajudar a decidir, foi ele que nos uniu e será ele que decidirá nossa vida. Se nessa jogada o Pumas fizer um gol eu volto com você.

Imediatamente eu olhei para o campo.

O Pumas trabalhava a bola e meu coração começou a disparar, comecei a rezar internamente para que eles não perdessem. Quando avançaram no campo adversário do Pumas, eu apertei consciente a mão de Dulce, Juan tocou para Diego, Diego para Juan. Tentaram parar com uma falta perigosa a gol nos pés do jogador, mas ele tocou antes para Eduardo Villa carregou no chute e chutou diretamente no gol.

A bola foi potente e por aqueles segundos eu senti meu coração parar e minha boca ficar seca.

:- Gol. – Minha pequena gritou do meu lado. – Gol do Pumas, tio.

A bola foi tão potente que furou a rede tamanha a fúria de Eduardo, ele ficou tão eufórico que tirou a camisa e foi comemorar com a torcida.

Eu me virei para ver a Dulce ainda sem reação alguma, ela apenas me olhou sorrindo soltando da minha mão e erguendo os braços para me abraçar.

:- AAAAAAAAAAAAAAH! – Eu gritei a pegando a abraçando e a girando. Depois de coloca-la no chão eu peguei Alice e sorri. – Tio SOMOS CAMPEÕES!!!

:- SIMMMM!! CAMPEÕES! – eu gritei vendo. Dulce indo abraçar Maite depois de Mane. Eu logo o abracei ele feliz.

: — Vem aqui no meu colo pequena. – Mane pegou Alice dando muitos beijos nela.

Depois de abraçar Maite, Dulce olhou para o seu pessoal no final da arquibancada onde estavam comemorando, Uriel ainda estava socando o ar eles trocaram um sorriso e ele logo em seguida pegou uma garota loira e a beijou, me espantando.

E Dulce, claro, riu de mim.

:- Ele tem os seus lances, quem nunca beijou alguém desconhecido num partida de futebol, onde ele está ganhando? – ela perguntou sorrindo.

:- Eu apenas beijei minha namorada quando vinha ver o Pumas. – Dei os ombros e ela riu me dando um tapa, ela sabia das minhas histórias de garoto.

Eu abracei pela cintura e ela também.

:- Me diz uma coisa se ele tivesse errado, você não teria voltado comigo? – eu perguntei preocupado.

:- Você ainda continua o mesmo idiota de sempre, Poncho?! – ela me arrancou um riso. – Se você não percebeu o tempo, o estamos na última jogada. É o final do segundo tempo.

Eu fui conferir.

:- Você tem muita confiança no taco do Pumas. – comentei vendo os jogadores voltando só agora para o meio do campo tentar voltar a partida.

:- Nós dois.

:- Mais ainda da tempo do Pumas empatar.

:- Impossível. Já somos campeões. – ela falou segura.

:- E também somos namorados novamente.

:- Assim é.

:- Então eu quero comemorar com todo o direito de namorado, que eu tenho. – eu sorri trazendo ela para ficar colada a mim.

:- E como seria essa comemoração? – ela perguntou por perguntar por que ela sabia como, de um jeito só nosso. Coloquei uma mão em sua nuca e puxei ela para um beijo.

O primeiro de muitos daquela noite.

Um beijo da volta do nosso namoro e também o beijo de comemoração por que o Pumas era o mais novo campeão mexicano.

PU MAS

CAMPEÓN!!!

FIN

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!