Corazón De Angel
10 Capítulo 10 Caderno De Música
Notas iniciais
Foi uma das primeiras dela
se chama Am I Ready For Love?
quero mais reviews nao tem nem vinte! bubu devia ter bubu
POV LUCE
-Que sonho Luce? – Perguntou Daniel.
Eu deitei em seu peito e o abracei, comecei a chorar.
-Eu não vi nada, era tudo escuro Daniel. – Falei soluçando.
-Shh, como foi o sonho?
-Haviam vozes.
-Que vozes eram?
-Diziam que alguma garota caiu no papo do homem, que ela estava apaixonado por ele, e o outro dizia... Dizia que se ele quisesse permanecer vivo devia entregar... Entregar... – Eu fui interrompida por muitos soluços.
-Calma amor, calma – Ele beijou meus cabelos.
Eu o abracei mais forte.
-Disse que precisava de sangue.
-Sangue?
-Sim precisava entregar sangue de mortal que virou imortal com sangue de anjo.
-O que mais?
-Um anjo importante. E ele falou que ia cumprir a promessa e eles riram tão sombriamente.
-Shh, foi só um sonho.
-É só um sonho, sabemos o que isso significa.
-Shh, querida lembra que você sonhou que os Párias capturaram a Emy? Isso não aconteceu.
Ele tinha razão.
Eu me levantei.
-Luce? Aonde você vai?
-Eu vou ver Emily, Henry e Taylor.
-Eles estão bem amor.
-Eu tenho que ter a certeza disso.
Caminhei até o quarto de Henry e abri a porta devagar. Meu filho mais velho dormia destapado e com o abajur aceso.
Aproximei-me e o tapei, apaguei o abajur e dei um beijo em sua testa.
Depois segui ao quarto da pequena Taylor, ela dormia inquieta se remexia para tudo que é lado, dei um beijo em sua testa e acariciei seus bracinhos, ela se acalmou e eu subi ao sótão para o quarto de Emily.
Tentei abrir a porta, mas estava trancada, eu me desesperei, bati repetidas vezes nela até a figura de uma Emily escabelada e com olheiras, caindo de sono, aparecer na porta. Eu a abracei.
-Mãe? – Ela falou retribuindo o abraço.
-Emily! Que bom que você está bem! Não tranque mais a porta!
-Ok, desculpa. O que houve?
-Nada, só um sonho. Está tudo bem?
-Quando eu voltar a dormir vai estar. – Ela se deitou na cama, eu a tapei.
-Desculpa querida.
-Tudo bem, até amanhã mãe.
Beijei sua testa.
-Até querida.
Eu sai e deixei a porta dela encostada, quando estava voltando uma vozinha me chamou.
-Mama! Mama! – Era a pequena Tay.
Fui até o quarto dela.
-O que foi minha anjinha?
-Tay qué a mama! Tay medo!
Peguei-a no colo, ela passou as perninhas pela minha cintura e deitou a cabeça em meu ombro.
-Calma Tay, tudo bem, mamãe ta aqui.
-Tay dolme com voche e papai!
-Tudo bem, vamos.
Peguei o ursinho dela e voltei para o quarto onde Daniel me esperava acordado.
-O que foi Tay? – ele perguntou quando a botei na cama.
Ela abraçou o pai.
-Tay tem pesadelo! Tay medo! Tay dolme com voches!
-Tudo bem princesa.
Eu deitei ao lado deles, Daniel beijou minha testa.
Ficamos acordados até Taylor dormir e zelamos um pouco o sono dela.
-Viu? Ela também tem tido pesadelos – Falei.
-Luce ela é uma criança de cinco anos, é natural ter pesadelos. Não acha?
Suspirei.
-Tem razão.
Acomodei-me com o corpinho de minha filha e adormeci.
POV HENRY.
-Que merda Henry sai desse quarto vamos nos atrasar! – Falava a irmã mais irritante do mundo batendo na porta.
-Estou indo Emily que droga!
Sai com os cabelos molhados devido a água que eu acabara de passar, ela já estava pronta para a escola;
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-Viu? Vamos tomar café – Falei e desci pelo corrimão, logo ela desceu me imitando.
Sentamo-nos na mesa e pude ver que havia um pouco de tenção.
Mamãe não comia ela segurava uma Tay sonolenta no colo que tomava a mamadeira.
-Mãe? – Chamei.
-Hm? – Ela ergueu a cabeça.
-Tudo bem?
-Sim. Só preocupada com o trabalho – Ela sorriu.
Mamãe virou psicóloga, sempre foi o sonho dela.
Olhei para meu pai, ele assentiu.
Emily já estava de pé.
-Vamos Henry! O ônibus.
-Ok. Tchau pai, tchau mãe – Dei um beijo na bochecha dela.
Emily beijou a bochecha de papai e mamãe e saímos correndo pegando o ônibus no ultimo minuto e indo para Shoreline.
Ela se sentou ao lado de Lucas, como agora era costume.
Descemos na Shoreline e vi ela correr para seu grupos de amigas, que incluía Luiza.
Eu sinceramente não sei como ela pode ser amiga dela, eu sinceramente não sei, eu apenas não a suporto mais, realmente desisti dela, ela não tem jeito. Parece uma mimada que adora bater o pé.
-Hey gente- Falei.
-Hey grande Henry – Falaram Steven e Jake.
-Algum plano para hoje? – Perguntei.
-Eu pensei em botar algo no armário do treinador- Disse Steven.
-Fizemos isso semana passada – Disse Jake.
-E alguém vem tentando roubar nossos lugares nas pegadinhas – Falei.
-Relaxa cara, nos formamos esse ano, precisamos deixar o trono a alguém.
-De confiança – Falei.
-Cara é sua irmã – Falou Steven.
-Como você sabe? – Perguntei.
-Ela pediu pó de mico emprestado. – Ele deu de ombros.
Rolei os olhos.
-Ela sabe onde fica a árvore? – Perguntou Jake.
-Acho que não.
-Resolvemos isso depois.
-Tem razão, voltemos ao assunto “o que fazer hoje?” – Disse Steven.
-Cara estou ficando sem ideias. – Confessei.
-OH! – Eles se assustaram.
-Algo está mexendo com sua cabeça – Disse Jake.
-Nem me fale – Bufei.
-A muitas distrações ai – Gozou Steven
-Toma no teu cu – Falei.
-Calma ai chara!
-To calmo
POV EMILY
-Hey Emy – Falou Jasmine – Não te vi no resto da festa ao redor da fogueira.
-Ah eu sai, fui tomar ar – Menti.
-Uhum, sabemos bem disso – Falou Dawn. – Qual o nome dele?
-Não tem nenhum ele. É verdade.
-Ok então.
Olhei para a praia, me lembrando de ontem, foi perfeito. Cam era perfeito. E ele estava apaixonado por mim, assim como eu por ele e foi tão rápido, isso é estranho não devia ser assim, mas eu nem ligava mais.
Decidi ir até a praia de Shoreline, ainda tinha tempo até a primeira aula.
-Hey, gente – Falei – Eu já volto.
-Aonde você vai? – Perguntou Lucas.
-Em nenhum lugar especial – Sorri.
-Bem, eu vou a sala de música – Disse Luiza.
Eu caminhei até a praia, até a rocha onde conheci Cam e subi nela, sentada admirei o mar. E me deu uma enorme vontade de mergulhar em suas profundezas, em sua água limpa e clara.
O mar me fascina.
-Admirando o mar novamente Srta. Grigori? Acho que devia estar na aula. – A voz de Cam Briel me fez saltar.
-Cam! – Falei rindo – Você me assustou.
-Peço desculpas – Ele sorriu – Mas é sério não deveria estar na aula?
-Ainda tem tempo.
-Achei que sua aula começasse as nove.
-E começa.
-Emily, são nove e quinze. – Ele riu.
-O que?! Que merda! Não vão me deixar entrar até o segundo período.
-Então você espera, comigo.
Sorri.
-Ok, não vejo problema.
Ele se sentou ao meu lado e me deu um beijo demorado.
-Senti saudades – Ele falou.
-Eu também. Estava contando os segundos para hoje a noite. Você vai?
-Vou, fique de olho na janela.
-Ficarei.
POV HENRY
No meio do período de Física sai para ir ao banheiro, na verdade apenas para matar tempo, Física é a matéria mais chata que existe e é a que eu mais tenho dificuldade, eu deveria estar na aula me esforçando a aprender aquela bosta mais minha mente viaja longe.
Havia um banheiro ao lado da sala de aula, mas eu fui até o banheiro ao lado da sala de música.
Ei, eu só quero matar aula!
Quando sai, ouvi notas mais “pop’s” tocadas no teclado.
Sim, Luiza com certeza estava na sala de músicas.
Eu realmente não tenho interesses nessa garota, estou em olho em outras, para curtir mais a vida.
Mas eu gosto de música então eu não vejo problemas em ir ver o que ela está cantando, tocando ou compondo.
Aproximei-me na sala. Ela mexia nas partituras, anotando, e o no caderno de músicas também. Ela tocava algumas notas algo mais mexido e começou a canta como um teste:
- Às vezes me pergunto como é que vou me sentir. Será que o meu primeiro amor verdadeiro e real? Vou estar pronta quando o meu coração começa a se apaixonar
Meio piegas né? Música de mulher fazer o que?
Quando percebi eu batucava silenciosamente em minha coxa imitando o ritmo.
Ela não me percebeu ali, graças a Deus se não aquele violão atrás dela voava em mim.
É tenho que admitir, a loirinha mimada canta bem, e toca bem.
Se a reputação dela fosse baseada nisso ela seria legal, bem, pena não é.
Quem a conhece não a suporta, pelo menos eu não. Penso como ela vai ter amigos? Cara é pedir para ser chata.
- O que vou fazer quando meu amor vier a chamar? – Ela cantou isso e anotou.
Depois bobeou os dedos pelo piano de novo, e de novo. Várias vezes tentando criar uma boa melodia.
Pensei que ela devia estar na aula. Olhei a hora.
Ela deveria.
-Hey – Falei.
Ela se assustou e fechou os cadernos.
-Henry Grigori. – Falou se levantando.
-Luiza Charllot Drew – Fiz questão de usar o Charllot, já que ela não gosta.
Ela cerrou os olhos.
-Posso saber o que quer? Além de torrar minha paciência? – Perguntou.
Fiz-me de relaxado e olhei o relógio.
-Nada não. Só vim perguntar se não está atrasada para a aula? Daqui a cinco minutos bate para o segundo período.
Os olhos dela quase saltaram, ela olhou para o celular e pegou tudo dela que encontrou, depois passou por mim correndo.
-De nada – Falei rindo.
Avistei um caderno em cima da mesa, era o caderno de música dela.
Opa, Henry vai se divertir um pouco.
Ri sozinho me aproximando do caderno, eu o peguei e o folheie.
Em todas as folhas havia algo escrito, havia muitas rasuras e anotações.
A música que ela estava cantando agora estava pela metade.
Bem, vou me divertir vendo as outras.
Devo admitir que é muita criatividade, e inspiração. As letras são boas.
Uma em especial chamou minha atenção.
Uma que ao redor havia vários desenhos de corações partidos ou com flechas no meio.
Uma musica escrita com letras fortes que pareciam quase furar o papel, com raiva.
Nada mais faz sentido
Eu mal me lembro quem eu era antes de você
Agora nem me reconheço mais
Eu não era de me magoar
Nada me atingia
Meu coração? Uma pedra fria
E você o descongelou, mas sem intenção de aquecer
[...]
Olhei a data, era um dia depois da festa... Será que ela fez pensando em mim?
Não, Henry, idiota, ela te odeia, você odeia ela. Vocês se odeiam e não tem mais nem menos.
Fechei o caderno, é melhor entregar para ela depois.
Antes de ver de mais o que não se deve. Afinal de tanto fuçar achamos algo que magoa-nos
Levantei e segui para o segundo período que seria de matemática.
Cara, obrigada por estar no ultimo ano.
E bem, certamente terei a imortalidade, e eu que não repito a escola, posso fazer faculdades diferentes e tais, mas repetir a merda da escola nunca!
~*~
Estavam todos saudando o sol, todos estavam fazendo seu recreio no pátio alguns até na praia a frente de Shoreline, avistei minha irmã e seus amigos ao redor da arvore central, caminhei até lá seguido por Steven e Jake.
-O que você quer Henry? – Saudou minha irmã simpática.
Lucas acenou, Luiza continuou em seu mundo ouvindo música, Dawn e Jasmine nos olharam curiosas.
Percebi Steven e Jake dando em cima delas.
Rolei os olhos.
-Nossa, maninha você é tão simpática- Alonguei o ‘tão’ e despejei sarcasmo e ironia na frase.
-Desembucha, maninho.
-Eu só vim devolver isso para Luiza –Balancei o caderno.
Luiza ergueu um pouco o olhar e pulou em mim para pegar o caderno jogando o dentro da bolsa.
-O que você leu?
-Nada de mais, você escreve bem.
Ela bufou e saiu batendo o pé.
-Henry?! Leu o caderno de música da garota?!- Berrou minha irmã.
-Só para identificar de quem era! – Menti.
-Você não tem jeito!
-O que? Eu vim devolver!
-Ai Henry! Você vai acabar sozinho no mundo se continuar tratando assim as mulheres!
-Mas o que...?
Ela saiu me deixando com maior cara de palhaço.
Jasmine e Dawn a seguiram acenando para Steven e Jake, Lucas também a seguiu.
Nós nos sentamos na árvore.
-Mulheres – Falei.
-Ah é, mulheres – Falou Jake com a voz sonhadora.
-Jake, cala a boca por favor – Pedi.
-Eita brother. Calma ai.
-Vamos logo – Falou Steven, já estão entrando.
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