—Como sempre olhando a vista capitão. — A morena agradecia por ele não estar dormindo. Negar era sem sentido.

Em todos eles.

Vento. Brisa. Nuvens de algodão sobre o por do sol. Tão clássico e tão...monótomo.

—Está tão bela a minha Nanao-chan – a expressão calma, os braços ctuzados, relaxados atrás da cabeça.

Este não sabia o quanto a magoava ter que aturar suas cantadas, ouvir ele falar que a ama.Era complicado e ao mesmo tempo tão simples.O fardo de seu clã sabido por ambos mas desconhecido o conhecimento do mesmo por ele.

Ele não se importaria, mas ela sim. Fechou os olhos naquele velho telhado. Suspirou...

—Nanao-chan?

...e os abriu.

As nuvens escuras, denunciavam a chuva forte que vinha com seus trovões e relâmpagos. Nanao, assustou-se com a trovoada alta que rasgou os céus.O vento soprava infame, deixando o ambiente muito mais frio.Já não era mais ela mesma.

“Será que nunca poderei viver sem isso?”

Um raio cortou os céus.

“Devo condenar a criança que ainda não tenho?”

—No que está pensando, Lovely?

—_Parece que virá uma baita tempestade.

De fato. Ela vinha de dentro e causava um reboliço na tenente. Receio, medo, frustração, coragem, força, como um furacão. Nanao não precisava saber o que fazer. Não tinha que fazer nada. Ela só precisava existir.

Era parte dela e sempre seria, mas deveria levá-lo também?

— Acha mesmo? Parece que não há nuvens para isso, Lovely. – Dizia o homem extravagante com razão.

A tenente o olhou pelo canto dos olhos. Vacilou por um instante e se abaixou.

—Nanao?

—Talvez só por um momento.

O capitão não compreendeu a atitude de sua tenente todavia não iria nunca afastá-la. Apenas aproveitou o beijo que ela lhe dava. Calmo e carinhoso, como adeus demorado.

Puxou-lhe a nuca da mais nova. O coração falhou uma batida. Talvez estivesse ficando velho demais para essas coisas. Ela o empurrou gentilmente separando-os apenas para dar-lhe um beijo em sua bochecha.

— Obrigado Shunsui. Chegou a hora de eu tomar o seu fardo.

Levantou-se e desapareceu num shunpo. Kyouraku não sabia muito bem o que havia acontecido, o que estava acontecendo nem o que iria acontecer. O próximo ato deveria ser mais revelador.

— Já não é mais uma flor esta mulher. Um diamante talvez?

A tempestade ainda era violenta, porém já parecia mais suportável, pensou Nanao, ...

O céu troveja com fúria.

... ou não.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!