Corações Feridos

59 Reviravoltas da vida


Notas iniciais
Espero que gostem! Como vocês devem saber, a Julie fica confusa sobre o que sente.

Depois do encontro, na manhã seguinte. Julie acordou desanimada para o trabalho. Mal conseguiu dormir pois pensou em muitas coisas enquanto estava deitada. Pensou na saúde do Daniel, na noiva dele, em si mesma e claro… Nas palavras da mulher que um dia foi sua sogra. ‘’ Saia da vida dele. ‘’ Aquela pequena frase causava uma grande bagunça na sua mente.

E aquele encontro no cinema só complicou mais seus sentimentos. Agora ela tinha certeza de que estava confusa quanto ao amor que sentia pelo Daniel. Claro que aquele beijo significou muitas coisas para os dois… ‘’Devo estar apaixonada por ele...’’ Era o que ela pensava. Sentia que seu sentimento ‘’diminuiu’’ um pouco pois antigamente, o que sentia por ele não era apenas uma simples paixão. Era algo muito mais complexo e intenso. Era um amor de verdade. Algo que nunca sentiu antes. Por ninguém.

Chegou no seu trabalho, espalhou suas coisas sobre a mesa. Pela primeira vez não se importou ao ver que sua caneta estava jogada na diagonal, na verdade, ela nem se preocupou em arrumar sua mesa. Apenas suspirou, cansada daquela rotina. Se sentou na cadeira. E tentou trabalhar.

Tentou.

Mais uma vez seus pensamentos não deixavam. O que ela faria agora? Esse encontro não resolveu o lado dela, talvez até aumentaria as expectativas dele de tê-la de volta.

No corredor, Daniel ia para sua sala. Mas seu celular tocou. Viu no visor que era Débora. Mas estava tão feliz naquela manhã que atendeu com toda a educação e carinho. — Oi amor.

Isso esfriou um pouco os nervos de Débora. Afinal, sua intensão era ligar para ele e dizer umas poucas e boas. — Oi. — Daniel percebeu sua voz triste.

– O que houve?

– É sobre ontem. Eu sei que você saiu sem mim. Eu não sou boba, Daniel.

Ele suspirou. — Não fica triste, tá?

– Acontece que eu estou. — Fez uma pausa. — Sabe como é amar intensamente alguém, e essa pessoa só gostar?

Daniel lembrou da Julie. Era exatamente assim que se sentia. — Sei.

– Então… — Suspirou. — Estou muito triste, sei que você não gosta de mim.

– Eu gosto. — Revirou os olhos. — Não fique triste. — Pausou. — Eu estou no trabalho, Débora.

Com isso ela começou chorar. Ele não esperava aquela reação mas ficou calado. — Sempre a mesma desculpa!

– Não! Eu juro que estou no trabalho, vou descrever para você. — Olhou em sua volta. — Estou no corredor, cheio de pessoas vindo na direção contrária e… Um idiota acabou de pisar no meu pé.

– Tá bom! Já que não tem tempo para mim eu vou desligar!

Ele percebeu que ela estava nervosa. Não gostava de discutir com ninguém. — O que você quer que eu faça para ficar feliz?

Essa pergunta fez Débora sorrir. Ela queria chegar nesse ponto, queria que Daniel pedisse perdão. — Amor, eu só acho que já está na hora de você me apresentar a sua família toda. Parece que tem vergonha de mim, até hoje só conheci sua mãe.

– Vou ser sincero, a minha irmã não vai gostar de você. Ela não gosta de nenhuma namorada que eu arrumo. — Exceto a Julie, que é sua melhor amiga. — É por isso que eu ainda não te apresentei a ninguém da minha família, só a minha mãe.

Ela bufou. — Eu corro o risco, Dan. Sua irmã vai gostar de mim sim. — Insistia.

‘’Pode até ser que sim… Já que é um pouco parecida com a Julie.’’ — Tá bom. — Ele cedeu.

Débora se animou. — Ah, que bom! — Dava para sentir seu entusiasmo. Diferente de Daniel. — Pode ser tipo uma festa?

– Hm, tanto faz.

– Tanto faz não. Quero a sua opinião.

– Débora, você não entendeu que eu estou no trabalho? Não posso ficar conversando. Resolve você ai.

– Então tá, vai ser uma festa. Eu chamo a minha família e você chama a sua. Ai você me pede em noivado na frente deles.

– Mas você já é minha noiva.

– Mas eu quero que peça na frente deles!

– Tá bom! Preciso desligar. Beijo.

– Beijo meu amor!

Ele revirou os olhos e desligou o celular. Abriu a porta da sala e encontrou Julie no mesmo lugar de sempre. Sorriu.

Julie o olhou, ele parecia tão diferente de alguns dias atrás, estava mais ‘’forte’’... Até sua postura estava melhor. Ela sorriu fracamente também. Daniel veio em sua direção, sem esquecer dos beijos de ontem, que mudaram sua semana inteira para melhor. — Bom dia. — Ele sorriu ainda mais.

– Bom dia, tudo bem?

– Melhor agora. — Pausou. — E você?

– Estou bem, eu acho.

Ele balançou a cabeça. — Sempre na dúvida… — Se aproximou e conseguiu beijar o canto dos lábios dela. Julie se arrepiou com aquele toque mas ficou calada.

Ele passou por ela, foi para a sua sala. A deixando ali. ‘’ Daniel tem razão, estou sempre na dúvida… Preciso acabar com essa dúvida cruel...’’ Ela viu o quanto ele estava feliz e animado, e como ainda se sentia em dúvida… Não podia deixar ele criar expectativas. ‘’ Preciso falar com ele ‘’ — Aproveitou que ainda estava no inicio do dia e ele não tinha clientes.

Julie se levantou, foi até a porta, onde ficou parada ali por alguns segundos, pensando se ia ou não ia.

Até que bateu na porta, ouviu a voz de Daniel responder lá dentro para que entrasse e ela não hesitou em girar a maçaneta.

Daniel estava lá, ele escrevia em um papel em branco, até que parou ao ver a morena ali. Sorriu torto. — Precisa de alguma ajuda?

– Não. — Suspirou. — Eu preciso conversar com você.

– Sobre?

– Sobre… Ontem. — Ela se aproximou da sua mesa. — Me desculpe.

– Está se desculpando exatamente porque? — Desfez seu sorriso ao ver os olhos tristes de Julie.

– E-eu só sai com você para ter certeza do que eu sentia. E isso não deu muito certo porque me deixou pior do que eu estava. — Dizia com sinceridade e Daniel percebeu.

Ele também resolveu ser sincero. — Espere. Me deixe ver se entendi. — Pausou. — Você só saiu comigo pensando no seu lado? E no meu? Porque não pensou no quanto eu estava feliz ontem por saber que você estava dando uma chance para nós dois de novo… Mas na verdade, ainda estava pensando se me amava ou não?!

– Daniel, entenda…

– Não!

– Por favor, me escute. — Pediu calmamente.

Ele abaixou a cabeça, sentindo seus olhos marejados. — Fala. — Disse com a voz fraca.

– Eu não pensei só em mim não, pelo contrário. E-eu… Estava querendo dar mais uma chance para nós dois. Pensei que aquele encontro ia reacender alguma coisa…

– Está querendo dizer que não sente nada por mim?

Julie suspirou. Não respondeu. — E aqueles beijos? Só me beijou porque queria brincar comigo?

– Não é verdade Daniel.

– Então qual é a verdade? — Levantou o rosto.

– A verdade… É que eu não deveria sair com você. Você… É comprometido. E… — Suspirou. — E a maior verdade de todas é que a sua mãe… Tem razão, e-eu… Preciso sair da sua vida. Eu gosto de você Daniel, mas depois de tudo isso não sei mais se te amo.

Aquelas palavras o derrubaram.

Daniel balançou a cabeça para cima e para baixo. Não sabia o que dizer. — Parece que a minha mãe conseguiu te endoidar de vez. — Pensou alto. Julie ouviu mas ficou quieta. — Então, quer sumir da minha vida? Assim vai me fazer sofrer ainda mais, será que não entende?! — Segurou seus ombros, balançando os mesmos.

– É você que não me entende! — Revidou se soltando. — Daniel. — Ela segurou fraco o seu rosto. — Enquanto eu não tiver certeza do que eu sinto, eu preciso me afastar de você. Preciso me afastar para poder pensar melhor… Se… Eu continuar por perto não vou conseguir pensar direito e isso só vai te torturar mais… — Tentava explicar.

– Não… Eu sofro dos dois jeitos! Com você ou sem você! De todas as maneiras eu sofro! — Abaixou a cabeça. — A diferença é que com você, pelo menos de segunda à sábado, eu… Me sinto um pouco mais feliz. Quer tirar o pouco da felicidade que eu tenho?

– Eu sei que depois você vai ficar bem. É… Só por uns tempos… Só enquanto eu ainda não tenho certeza se fiz a escolha certa.

Ele fechou os olhos, tentava processar tudo o que estava acontecendo. Até que soltou um suspiro alto e profundo. — Vai sumir da minha vida, certo? — Ela assentiu, um pouco triste. — Eu não aguento isso… — Sussurrou indo em direção a porta.

Saiu batendo a porta com força, com tanta força que até o retrato do filho deles que estava pregado na parede caiu. Juliana deu um pulo com o susto. Não imaginava que ele ficaria tão nervoso, achou que se conversassem ele iria entender. Mas parece que Julie conseguiu complicar as coisas.

Daniel chegou na copinha, onde encontrou seu amigo Martim conversando com uma colega de trabalho. Daniel passou por eles. Se sentou no banco acolchoado da copinha, escondeu o seu rosto com as mãos, puxando alguns cachos que caíam sobre sua testa. Martim envolveu a cintura da colega e sussurrou no ouvido dela ‘’Mais tarde conversamos...’’ E ela se foi.

Martim se aproximou do amigo, se sentou ao seu lado e deu alguns tapinhas nas suas costas, lhe dando apoio. — O que houve? — Seu amigo perguntou.

– Parece que… Eu fui sorteado Martim. — Disse balançando a cabeça. — Acho que a vida me escolheu para sofrer, sabe? — Encarou Martim.

– Não… Não diz isso. — Pausou, ainda dando leves batidas nas suas costas. — É a Julie?

– Sempre…

– Tsc, o que aconteceu? Pensei que estavam se dando bem.

– Eu amo ela de mais, cara. Você não tem noção do quanto eu amo ela…- Balançou a cabeça. — Esse é o problema Martim.

– Sei como se sente… — Torceu seus lábios. — É a lei da vida, quanto mais amamos mais somos ignorados. Pisados… É assim Daniel, não é só com você. — Martim tinha experiência com essas coisas, nunca sofreu de amor, já que sempre foi o mesmo mulherengo de sempre. Porém, já fez muitas mulheres sofrerem por ele. Elas caíam aos seus pés e ele só as ignorava.

– Ela quer sumir da minha vida. — Suspirou. — Eu já estou triste com tudo o que aconteceu… O meu filho morreu, me separei dela e agora não vou mais ver ela… Não vou mais ver a mulher que amo. Assim não dá. — Fechou os olhos, sentindo que os mesmos já estavam irritados pelas lágrimas presas. — Sinceramente, não sei mais o que eu faço.

Os dois viram ao mesmo tempo que Julie chegava na copinha. Martim e Daniel se entreolharam, sentiam o clima ‘’pesado’’ naquele lugar.

Foi quando Martim se levantou, arrumando uma desculpa que deveria mandar um e-mail para seu cliente.

Ele saiu, deixando os dois a sós.

Julie caminhou em direção ao rapaz, se sentou ao seu lado. No lugar de Martim.

Eles se olharam. Então a morena resolveu quebrar o silêncio e aquele clima chato entre eles. — Quando… Você bateu a porta, o retrato do bebê caiu… Rachou um pouco, então deixei em cima da sua mesa.

Ele só respondeu balançando a cabeça, olhou para o lado oposto. Juliana tocou nos seus cabelos e isso foi o suficiente para Daniel fechar os olhos e acabou deixando algumas lágrimas caírem. Julie não percebeu, pois ele as secou quase imediatamente. — Eu vou me demitir. — Ele disse com a voz rouca. Como se engolisse o choro.

– Não. — Ela interrompeu. — Não quero que se prejudique. Por favor…

– Acontece que eu já estou completamente prejudicado, em tudo. E ficar desempregado seria só mais um… Detalhe. — Juliana sentiu que ele dizia isso como se não ligasse para mais nada.

Ela suspirou. — Eu não sabia que você ia ficar tão chateado assim… — Realmente, ela não fazia ideia de que Daniel teria esse tipo de reação.

Ele apenas focou seus olhos nela e fraco, disse. — Me arrependo do dia em que me apaixonei por você Julie. — Lembrou do que Martim lhe disse, nesse momento percebeu que aquela era a mais pura verdade. — Nunca me deu valor.

– Como pode dizer isso? Eu sempre me preocupei com você, sempre fiquei ao seu lado, nos casamos… Ganhamos um filho. E ainda acha que não te dei valor?

Ficou calado. Julie continuou. — Você não vai se demitir, se esforçou para conseguir um emprego e eu não vou deixar você se demitir por causa disso. Já eu… Eu só consegui essa vaga porque você me deu. Eu não me esforcei para isso… Por isso prefiro me demitir. — Pausou, vendo a tristeza nos olhos de Daniel. — Eu só não queria me demitir e ir embora brigada com você.

Continuava calado. — Vamos tentar nos dar bem? — Ela propos. — Agora a gente não vai mais trabalhar juntos, não sei mais quando vou te ver de novo. Vamos… Ser colegas.

Ele amarrou a cara, virando o rosto par ao outro lado. — Amigos? — Ela tentava convence-lo, mas sabia que seria impossivel ser só amiga dele. Tiveram muitos momentos marcantes juntos para fingir que tudo isso era só uma ‘’grande amizade’’. — Daniel, me responde.

Ainda estava calado, só se virou para ela. — Amigos. Vamos ser amigos. Vamos tentar não discutir mais. — Pegou a sua mão. — Por favor, pelo… Nosso filho.

Os olhos dele se fecharam depois daquele apelo. Ele assentiu com a cabeça, deitando-se no ombro de Julie. Enquanto ela ainda carinhava seus cabelos.

[...]

~ Um mês e duas semanas depois ~

Julie se via na frente do espelho, não gostava muito daquele vestido, mas já que era um vestido novo, ela achou que seria a ocasião perfeita para usa-lo. Só não estava muito animada para sair. Era um vestido de couro preto, com um decote não muito grande na frente, e atrás, nas costas, uma transparência. Era um pouco sexy, mas perfeito para sair a noite.

Fazia um tempo que Juliana não via Daniel. Na última vez que o viu foi na casa da Bia, que já estava completando quase dois meses de gravidez, mas não conversaram, pelo contrário, Daniel apenas a comprimentou e foi embora. Julie não sabia, mas o coração dele ainda estava ferido com tudo o que aconteceu.

Ela também se sentia triste.

Mas percebeu que era melhor assim.

– Mãe, não estou nem um pouco a fim de ir nessa festa.

– Ah, vamos. — Sua mãe tentava anima-la. — Sua prima se mudou para cá, ela quer fazer uma festa para reunir a família, isso não é ótimo? Convidou até o seu pai.

– É, a única coisa boa é que o papai vai. — Sorriu fracamente. — Mas tirando isso, eu não iria!

– Eu sei que sua prima é um pouco grudenta com você.

– Um pouco?

Sua mãe riu. — Termine de se arrumar, estou na sala. — A morena assentiu enquanto Heloísa saia do quarto e descia as escadas.

Julie se maquiou, colocou um salto, levou uma bolsa pequena, apenas para guardar o celular e sua chave de pé de coelho. Estava pronta, não queria perder muito tempo se arrumando, na verdade, se fosse por ela nem iria nessa festa.

– Vamos mãe! — Julie descia as escadas.

Ela e sua mãe seguiram para a garagem da casa de Julie, a mesma entrou no carro junto com a sua mãe e saíram.

Demorou uns vinte minutos para chegarem no endereço da nova casa da sua prima. Julie estacionou o carro e viu que sua mãe já tinha entrado para a festa.

A morena saiu do carro e a primeira pessoa que avistou foi Débora. Que estava parada na varanda, esperando sua prima se aproximar. '' Preciso demonstrar felicidade. Ela é minha prima, e eu tenho que ser gentil. '' Com esses pensamentos, Julie sorriu.

Subiu o degrau que tinha para entrar na varanda e quando colocou o primeiro pé Débora correu para abraça-la.

Abraçou forte, quase tirando o seu ar. — Que saudade prima! — Débora gritou. — Muitas saudades! — A soltou e Julie respirou fundo para ganhar o ar perdido. — Como está linda! Ahhh meu Deus eu amei o seu cabelo! Tá bem maior do que antes! Eu vou deixar o meu crescer também! — Julie só deu um sorrisinho amarelo. — Prima, tá tão linda! Não mudou nada! — Esperneava.

– Você também está linda.

– Obrigada! — A abraçou de novo. — Eu estou tão feliz por te ver! Quanto tempo né?

– Hm, é. — Julie virou o rosto para a porta da frente, tentava encontrar alguém. — Meu pai já chegou?

– Não, ainda não... Quando ele chegar eu te aviso. — Julie assentiu, ia passando por ela quando Débora segurou seu braço gritando. — Quero que conheça o meu noivo!!

– Ah. C-claro. Hm. — Se soltou.

– Espera aí, eu já volto!

Julie assentiu. Débora entrou, deixando a mesma na varanda. Ela cruzou os braços sentindo a briza fria bater no seu corpo, se recostou na parede, ansiosa para essa noite acabar logo. Pegou seu celular, enquanto digitava um SMS para a Bia.

Débora tentava encontrar seu noivo. Achou o mesmo nos fundos da sua casa, perto da piscina, ele falava no celular com Félix. — Vi uma mulher parecida com a dona Heloísa, acredita? — Conversava quando sentiu algo puxar o seu braço. — O que foi?

– Vem conhecer minha prima!

– Eu to no telefone, Débora.

– Vem logo! — Gritou, quase arrancando seu braço fora.

Eles passavam pelos convidados, a maioria era da família dele pois os parentes de Débora ainda não chegaram. — Minha irmã não vem? — Daniel perguntava distraído no telefone. — Poxa, se arrumando, ainda?! Manda ela terminar logo!

– Desliga esse telefone! — Débora pediu. Ainda segurando sua mão.

– Félix, diz pra Bia que eu quero falar com ela.

Eles já chegavam na varanda. — Amor, me dá isso... — Pegou o celular de Daniel e pôs no bolso. A varanda começava a se encher de gente, Débora avistou sua prima recostada na parede, em um canto, mexendo no celular.

– Fica aí. — Ela pediu para Daniel. O mesmo ficou parado, aguardando na varanda.

– Prima, vem conhecer meu noivo. — Débora disse enquanto balançava Juliana.

– Tá. — Julie guardou seu celular, sua prima segurou seu braço, as duas sorriam enquanto passavam pelas pessoas.

– Julie, esse é o meu noivo.

Os dois levantaram o rosto. Juliana desfez o sorriso sendo imitada por Daniel, os dois não acreditavam no que viam.

Notas finais
Tenso. '-' Comentem s2