Notas iniciais
Olá pessoal! Vou começar comentando aqui rapidinho sobre o novo trailer de The Batman: OMG o Robert Pattinson tá incrível de morcegão e q trailer foda. E q frustrante saber q toda a produção acabou atrasada por conta dessa merda de Pandemia. Isso ferrou com a vida de todo mundo aí. 2020 tem sido um ano tão cansativo, triste, mas ainda vou ser otimista e esperar q 2021 as coisas estejam melhores. Enquanto isso não passa, pelo menos vou tentar me distrair e distrair vcs com essa história maluca. Não pude postar antes, pq não tive tempo. Agora bora curtir um pouco mais de treta aí. Tenham uma boa leitura!!!

Coração Indomável

Capítulo 24

"Caius, você precisa seguir em frente. É hora de encontrar quem você abriu mão... Encontre ela! Encontre ela! Encontre ela!" E a voz de Alice ecoou pela floresta, tão forte e nítida. "Encontre a garota da floresta." Como se tivesse levado um soco no estômago, ele a solta e da um passo desajeitado para trás, suas pernas de repente se sentiram moles, como se perdesse o equilíbrio. Um vampiro do seu porte nunca deveria se abalar dessa forma, porém aquelas palavras: "A garota da floresta... Ela é o seu destino."

Suas íris escarlates se arregalaram em choque, enquanto uma lembrança a muito tempo esquecida ressurgia em sua mente. A jovem que no passado atormentava as suas noite de sono, de repente se virava para encara-lo e, dessa vez, ele podia ver o seu rosto tão nitidamente.

Leah

"Você está com medo?!" Era óbvio que estava com medo, meu coração estava martelando freneticamente no peito e era tão assustador porque eu estava diante de um inimigo imprevisível, mas que ao mesmo tempo, já havia demonstrado o quão perigoso poderia ser. Levei minha mão esquerda até a marca de sua mordida e comecei a esfregar freneticamente ali, como se quisesse apagá-lo de minha pele.

"Infelizmente, você nunca poderá se livrar dela. É uma marca permanente." Meus olhos se voltaram para ele e, momentaneamente, senti minhas pernas tremerem e meu coração bater ainda mais rápido, se é que isso era possível. Ele havia se virado de frente para mim, me revelando o seu rosto bonito e impecável, sua pele era tão pálida, quase translúcida parecia combinar perfeitamente com o tom branco de seus cabelos compridos. Suas íris de tom vermelho escarlate, me olhavam da cabeça aos pés me causando um arrepio por todo o meu corpo. "É uma marca para lhe lembrar que você me deve lealdade e respeito até o fim de sua vida." Não sei o que mais me impactou, se foram suas palavras cruéis ou sua aparência deslumbrante.

O Volturi era tão lindo e perfeito como qualquer vampiro. Todavia, a beleza dos Cullens ou de qualquer outro vampiro nunca me afetou porque somos inimigos naturais, naturalmente, os lobos sabiam que toda a beleza inumana dos Frios era mera artimanha para seduzir e manipular os humanos estúpidos. Portanto, minha espécie era imune a isso, ou assim eu pensava. No entanto, esse Volturi parecia muito diferente de qualquer sanguessuga que cruzou o meu caminho. Isso era tão intrigante quanto apavorante.

"Na... Não... não posso te deixar... me controlar assim." Eu tropecei nas palavras e na barra do vestido que quase me fez cair, se não fosse pela rapidez e agilidade do Volturi em surgir na minha frente e me segurar em seus braços. Foi inevitável não sentir a eletricidade que fluiu com a união de nossos corpos. Com ele tão próximo assim, não consegui parar de lhe olhar e prestar atenção nos mínimos detalhes, desde seus olhos de um vermelho escarlate que deveriam me causar medo ou repúdio, mas que acabavam me deixando completamente sem fôlego… Ah, e ainda havia aquele seu furinho no queixo, que sempre achei uma característica muita charmosa em um homem.

Puta merda! O que este maldito Volturi estava fazendo comigo?

"Me solta!" Como se eu tivesse levado um banho de água fria, tratei de empurrar o vampiro para longe de mim. "Nunca mais me toque assim!" Eu estava esbravejando.

"Claro, senhorita Clearwater." O modo como ele disse Senhorita Clearwater e o sorriso arrogante que me deu, era extremamente sexy.

A única explicação que eu tinha, era que ele estava usando a sua habilidade especial. Estava conseguindo me manipular.

"Fico feliz que nossos caminhos se cruzaram!" Ele me deu um olhar tão malicioso.

"Não posso dizer o mesmo!" Cuspi a verdade.

"Edward tem razão. Você é uma Beleza Indomável." Ele começou a andar em envolta de mim, como se fosse um tigre esperando o momento ideal para atacar a sua presa. "Achei a sua ousadia e petulância, bastante excitantes. Mas, se você fosse um mero humano ou um inimigo comum, com certeza eu já teria lhe arrancado a sua cabeça."

"Você pode parar com o joguinho e ir direto ao assunto?"

E até agora Edward não tinha dado as caras. Desconfiei que tudo tinha sido uma armação.

"Certo. Você tem toda a razão. Vamos parar com toda a enrolação." Ele se afastou um pouco me dando espaço para respirar. "Bem, você chegou aqui e conheceu meu filho. Sabe de algumas habilidades dele, sobretudo, de uma em especial. Um dom que a humanidade nunca deve descobrir…" Novamente, meu medo foi aguçado. "Primeiro porque o ser humano não sabe aceitar aquilo que é diferente, segundo porque um ser como Nahuel pode acabar se tornando uma cobaia no mundo dos mortais."

Caramba, não é que ele tinha razão. Parando pra pensar nisso, realmente, a habilidade de Nahuel poderia ser usada para curar doenças, ou ressuscitar mortos como ele fez comigo.

"De um jeito ou de outro, se ele for exposto o nosso mundo também acabará sendo e isso chegará aos ouvidos de Aro o que, consequentemente, se tornará um problema maior ainda."

"Se você se importa tanto com o seu filho e quer protegê-lo... Por que nos revelou esse segredo? Eu por exemplo, gostaria de nunca saber sobre isso."

"É difícil conseguir manter um segredo de alguém que pode ler mentes, ou de alguém que pode prever o futuro." Eu entendi em partes aonde ele queria chegar. Foi só os Cullen colocarem os olhos em Nahuel pra saber toda a história. "Pensei em punir Safrina porque ela os trouxe aqui. Assim como cogitei matar todos vocês. Mas..." Ele voltou a invadir o meu espaço, me forçando a recuar alguns passos, no susto quase tropeçando em meus próprios pés. "Mas, meu filho que tem um enorme coração como a mãe..." Quando disse isso, vi que sua voz pareceu mais suave com um toque de carinho, o que demonstrava que essa criatura não era completamente fria e ausente de emoções humanas. "Ele me convenceu do contrário." Lógico que este vislumbre de humanidade, não durou muito. "Vocês irão me ajudar a alcançar o meu propósito."

"Que propósito?!" O clima era de pura tensão.

"Primeiro de tudo, preciso reforçar a segurança de Nahuel. É aí que entra você. Um animal solitário não consegue sobreviver por muito tempo na selva. É por isso que a maioria vive em bandos. É por isso que coloquei o trio das Amazonas para proteger meu filho."

Então, Safrina, Kachiri e Senna eram guarda-costas de Nahuel. Ele queria que eu fizesse parte disso também.

"Porque nossa espécie se torna mais resistente quando vive em Clã. Mas, sei que um lobo só obedece a um alfa." E como se a situação já não estivesse ruim o suficiente, o sanguessuga italiano conseguiu torná-lo ainda pior. "Tudo bem. Eu me tornarei o seu Alfa."

"Desgraçado!" Rosnei ao constatar que mesmo se não quisesse fazer parte disso, no fim eu não teria muita escolha. Por ironia do destino, eu terei que me submeter à um sanguessuga tão inescrupuloso. Era por isso que minha loba parecia muito silenciosa e obediente. Senti que novamente minhas asas foram cortadas.

"Pare e apenas me escute." Paralisei sob sua ordem. "Edward!" Nesse momento, o Cullen apareceu com uma expressão de ódio.

"Tínhamos um trato. Você não precisava nos forçar assim." Seu maxilar travou e ele fechou os punhos enquanto os seus olhos se escureceram num sinal claro que ele estava furioso, mas estava sendo forçado pelo Volturi a se conter. "Sinto muito, Leah." Ele me deu seu olhar de culpa.

"O trato se mantém, mas resolvi mudar algumas coisas..." Ali comecei a vê-lo de fato como era, uma criatura calculista e fria. "Vou te ajudar a proteger a sua família. Aro não vai tocar num fio de cabelo de sua filha. Entretanto..." Num piscar de olhos o Volturi parou atrás de Edward e passou a lhe sussurrar no ouvido, nesse instante, seus olhos dourados se tornaram vidrados e seu corpo ficou lá feito uma estátua. "Você vai esquecer tudo o que viu e ouviu aqui. Você esquecerá tudo sobre Nahuel. Agora é hora de retornar para sua casa e dizer a todos que fez um pacto com os Volturi para proteger a sua filha híbrida. Depois, você e sua irmã partirão comigo para Volterra." Edward havia sido compelido a esquecer de tudo. Virou uma marionete na mão do outro sanguessuga. "Vão, vão embora e nunca mais voltem aqui!" E assim, a sua vontade prevaleceu.

Edward desapareceu da nossa frente me deixando sozinha com o outro vampiro.

"Como você pode ver…" Ele flutuou até parar a dois passos de mim. "Compartilhamos do mesmo sentimento: Não gostamos dos Cullens. Mesmo assim, reconheço que todos nós temos um objetivo em comum… Somos capazes de fazer até o impossível para proteger a nossa família."

Por um instante, ficamos apenas nos encarando em silêncio, enquanto um pensamento se tornava constante em minha mente. Minha mãe e Seth eram tudo o que ainda tinha de mais valioso e imutável em minha vida. Para protegê-los, eu seria capaz de qualquer coisa, até mesmo se aliar ao inimigo.

"No fim, a linha entre o bem e o mal irão te confundir. Então, para encontrar o que tanto procura, você precisará confiar no inimigo." Ironicamente, me vi seguindo os conselhos de Utlapa.

10 Anos Depois...

Jacob

O trânsito de Seattle estava um verdadeiro inferno, havia acontecido alguma coisa na estrada, assim, paralisando todo tráfego de automóveis que passavam exatamente por aquela avenida, nos forçando a ter que retornar e seguir por outra rua. Obviamente, isso acabou por nos atrasar ainda mais.

"Mas que merda!" Praguejei apertando, furiosamente, o volante do carro. "Isso tinha que acontecer, justamente, hoje?!"

"Tenha calma Jake! Nós ainda vamos conseguir chegar a tempo." Quil que estava sentando no banco do passageiro, tentava me tranquilizar e ser positivo.

"Eu prometi que ia estar lá, sentado na primeira fila pra vê-la brilhar naquele palco. E mais uma vez, não vou conseguir cumprir essa promessa." Continuei a dirigir irritado por ter me atrasado no trabalho.

"Ei, tio Jake… Tenho certeza que vai dar tudo certo." Dizia Claire que estava muito animada para ver pela primeira vez uma apresentação de Balé. A menina agora era uma adolescente de 15 anos cheia de sonhos e de uma personalidade que, às vezes, deixava Quil louco o que gerava algumas brigas entre eles.

"E você Claire, já pensou em ser uma bailarina? Talvez, Nessie poderia lhe dar algumas aulas. Não é mesmo, Jake." Meu primo sempre tentava incentivar a menina a ser mais sociável e ser uma adolescente normal.

"Claro, claro. Aposto que ela ficaria muito feliz em lhe ensinar."

"Ah, não. Eu tenho certeza que meu corpo não combina com a beleza e suavidade do balé. E, além do mais, isso exige muita disciplina." Ouvi Claire suspirar meio chateada. "E... meus pais... nunca estarão lá pra me ver." Troquei um olhar rápido com Quil percebendo como o momento se tornou pesado.

Depois que os pais de Claire morreram num acidente de carro há 5 meses, ela passou a viver sob os cuidados de Emily e Sam. Antes de morrerem a irmã de Emily e seu marido tinham deixado uma carta registrada em cartório que designava Quil ou sua irmã mais nova como possíveis Tutores. Logicamente, meu primo não poderia assumir essa responsabilidade, pois ainda era solteiro e havia começado a dividir as despesas de um apartamento comigo em Seattle. Sem contar que ninguém entenderia a relação que Quil tem com a sua imprinting, o que tornaria mais bizarro essa situação. Como não poderíamos leva-la para morar com a gente, a segunda e melhor opção era deixá-la, com o casal Uley. E, como eles já tinham residência fixa e já eram pais de 3 filhos e Sam trabalhava comigo como meu braço direito na Oficina, isso facilitou as coisas, ainda mais tendo como sua advogada, Kimberly Connweller que se mostrou muito competente. Aliás, Kim saiu de La Push com um coração partido, mas retornou já formada numa das principais Universidades dos Estados Unidos para orgulho de seus pais e do povo Quileute que poderiam sempre recorrer a ela quando precisavam. Então, quando os avós paternos de Claire decidiram aparecer e brigar na justiça pela guarda da garota, Kim foi uma peça fundamental para a nossa vitória.

No entanto, sempre existiria algo ainda meio bizarro em tudo isso, é que mais uma vez o imprinting interferiu em nossas vidas. Não saberia dizer o quanto isso foi bom ou ruim, porém ficando com Sam e Emily, Claire ainda poderia crescer em sua terra Natal e continuar próxima da sua família e amigos, inclusive de Quil (o seu Protetor), contrariando os avós paternos que queriam leva-la para morar em outro Estado.

"Bom, mesmo que seus pais não possam mais estar presentes em sua vida… Eu sempre vou estar. Isso é uma promessa, Claire."

"Eu sei Quil. Assim como também sei… que toda promessa sempre será quebrada."

Para tentar se distrair de pensamentos melancólicos, resolvi ligar o radio. E por alguns quilômetros, as músicas foram os únicos sons presentes dentro do carro, até que chegamos ao nosso destino.

"Droga! A apresentação já começou." Depois de estacionar meu Volkswagen, olhei no celular e comecei a acelerar meus passos para dentro do grande Teatro que estava lotado. A música clássica tocava ao fundo, enquanto um silêncio dominava a plateia que estava completamente atenta a cada movimento dos corpos perfeccionistas dos bailarinos. Por sorte Sue havia conseguido guardar um lugar para nós, mas infelizmente, não foi na primeira fila. Logo, meus olhos encontraram a única bailarina que importava. Ela estava linda vestida de branco, rodopiando nas pontas dos pés, flutuando leve como se fosse um passarinho, cada movimento de seu corpo era delicado e preciso. E, enquanto dançava, sempre tinha uma expressão apaixonada no rosto.

Como ela mesmo dizia: "Balé é uma das minhas grandes paixões... Assim como você Jake." Pensar sobre isso me deixou tonto e confuso. Imediatamente, tentei espantar esse pensamento pra longe e apenas me concentrar no que realmente era importante, como por exemplo: Ela tem uma presença de palco incrível que era hipnotizante. Vendo-a ali radiante como um lindo raio de sol, aqueceu meu coração e me fez se sentir tão orgulhoso.

"Jake, você sabe que não precisaria ter que se atrasar, se apenas relaxasse mais e deixasse que os outros caras fizessem o resto do trabalho. Afinal, eles são pagos pra isso!" Tive que ouvir mais um sermão de Bella, assim, que a apresentação acabou. Ela estava acompanhada da vampira Barbie e de Emmett.

"Eu sei, eu sei." Falei dando de ombros.

"É que como expandimos a nossa empresa para Seattle, o trabalho também se multiplicou." Emmett decidiu interferir na conversa. Com o tempo nos tornamos amigos e, posteriormente, sócios. "E vocês sabem... Jake às vezes é muito obcecado, não gosta de deixar um serviço mal acabado." Ele jogou um de seus braços pesados sobre os meus ombros, num abraço camarada que mais parecia um aperto de urso. O pior era que ele tinha razão. Mesmo sendo o meu próprio chefe e tendo uma equipe qualificada que poderia dar conta do recado, eu sempre acabava colocando a mão na massa, especialmente, quando chegava algum veículo diferente ou mais avançado, com peças difíceis de manusear ou que exigisse um cuidado minucioso. E, às vezes, eu ficava tão preso na minha Oficina mecânica que esquecia do mundo lá fora, isso porque não estou contando com os meus dias de patrulhar La Push como o grande Lobo Alfa da matilha.

Nós acabamos parando pra trocar algumas conversas fiadas enquanto esperávamos Nessie que ainda estava com o resto do elenco no palco sendo cumprimentados por parte da imprensa local, dos patrocinadores do show e da platéia, o que me forçava a ter que ser muito paciente.

"Então o garoto lobo, agora se tornou um homem de negócios." Ironizou Rosalie que me forçou a retrucar com um sorriso também irônico.

"Não. Na verdade você quis dizer... um Workaholic!" Quil se juntou aos outros para me provocar. "Não é mesmo, Chefe?"

"Hahaha... Continue assim e amanhã você sai demitido." Ri da sua cara chocada. Depois me recompus, decidido a enfrentar qualquer crítica. "A verdade é que nossa empresa cresceu e aqui em Seattle tem nos dado mais lucros. Portanto, é natural toda essa minha... dedicação."

"Mas, seria bom se essa dedicação, também fosse direcionada a outras coisas mais importantes em sua vida." Bella falou fazendo um sinal na direção de Nessie que segurava dois buquês de flores enquanto conversava com Claire, Carlisle e Esme, até que seus olhos castanhos-chocolate se cruzaram, por um breve momento, com os meus.

"Acha que ela ficou chateada comigo?" Dei um olhar rápido para a Bella que me olhava com um olhar penetrante, um olhar que, às vezes, me deixava desconfortável.

"Sei que os olhos dela o tempo todo ficaram te procurando na plateia. Pensei que ela iria se desconcentrar. Afinal, não é qualquer coisa que a abala. No entanto..." Suas palavras sempre foram afiadas, mas também sinceras. "Você tem cada vez mais, se tornado o ponto fraco dela. O que é péssimo!" E ela sempre conseguia me fazer se sentir o pior cara do mundo.

"O que é péssimo?!" Fomos interrompidos por Nessie.

Caramba, há um minuto eu a vi no palco presa pelos holofotes e, de repente ela me surgi, assim, me pegando tão desprevenido.

"O que é péssimo, Bella?!" Ela repetiu a pergunta, dessa vez, direcionando toda a atenção para a sua mãe. O olhar que mãe e filha trocaram foi cheio de tensão.

"Nós estávamos falando sobre Edward… Do quão ruim é seu pai não poder estar aqui, nesse momento." Mas, quem acabou lhe respondendo foi a sua tia Rosalie que tentou mudar o foco, na tentativa de impedir um possível desentendimento, o que não deu muito certo já que a expressão de Nessie ficou meio triste ao pensar na ausência de seu pai biológico.

Edward após o nascimento de Renesmee e a transformação em vampira da Bella, se sentiu pressionado a se juntar a guarda dos Volturis, pois eles eram os líderes dos vampiros e nada poderia passar despercebido por aqueles malditos sanguessugas italianos. Os Volturis queriam ter Bella, Edward e Alice para fazer parte de sua Guarda Real, a fim de aumentar o poder de Aro sobre o nosso mundo sobrenatural. E ao saber sobre a existência de uma mestiça (híbrida), isso o deixou ainda mais obcecado pelo Clã dos Cullens.

Eventualmente, Edward e até mesmo a sua irmã Alice, acabaram fazendo um pacto com Aro para proteger a existência de Nessie e impedir uma futura guerra sobrenatural que, colocaria tanto os Cullens quanto os lobos, para confrontar toda a guarda dos Volturis, o que seria perigoso e poderia terminar numa grande tragédia. Além disso, a vampira vidente teria previsto um futuro terrível para todos nós. E, foi assim, para impedir esse futuro que ambos irmãos um dia partiram para Volterra.

"Que dizer, nós sabemos que ele mesmo estando longe, está muito orgulhoso de você." Rosalie continuou a dizer na tentativa de aliviar o clima. Ocasionalmente, Edward conseguia permissão para visitar Forks e rever a sua família, mas eu sei que não era a mesma coisa. Além disso, a sua ausência em momentos como esse, tornava tudo ainda mais perturbador.

"É… todos nós estamos tão orgulhosos de você. Você foi… tão linda e… e parecia mesmo uma fada encantada." Me permiti dizer meio desajeitado e tímido. O importante é que isso surtiu o efeito positivo sobre a bailarina que me deu um sorriso doce.

"É realmente péssimo que papai não pôde vir. Mas, teria sido pior se… uma outra pessoa mais importante da minha vida, não tivesse aqui." Ela abriu um largo sorriso genuíno e me deixou sem palavras. Por um instante, só fiquei parado olhando pra ela, com o coração martelando nervosamente no peito, sabendo que a pessoa mais importante a qual se referia… era Eu. E, mais uma vez, eu travei diante dela.

Era nessas horas que sentia falta do tempo em que Nessie era apenas uma garotinha que corria para os meus braços, era tão mais fácil agrada-la e não decepciona-la, também não havia expectativas e nem o mundo complicado dos adultos para a pequena bailarina ter que lidar.

"Eu prometi que viria, não prometi. Além do mais, eu nunca perderia isso por nada." Aproveitei o momento para pegar no meu bolso um presente que tinha comprado especialmente para esse momento, porém antes que lhe entregasse, fomos interrompidos por Charlie e Sue que rapidamente vieram para parabenizar a neta.

"Eu tô tão feliz que vocês vieram." Ela se jogou nos braços do avô toda entusiasmada. "Na verdade eu estou feliz que estamos todos aqui. Nós deveríamos aproveitar esse momento e sair pra jantar." Ela realmente estava tentando forçar uma reunião, que eu sabia que nunca iria acontecer.

"Ah, querida… nós adoraríamos… mas não podemos…" Charlie se forçava a dizer e com certeza ele se sentia culpado por ter que sempre recuar quando sua neta tentava forçar uma reunião entre as suas duas famílias. "Talvez, uma outra hora."

"E por que não hoje?" Bella se intrometeu a argumentar, encarando firme o seu pai. "A manhã é domingo, todos vão estar de folga."

O momento que era pra ser tranquilo e de alegria, ficou tenso e um tanto desconfortável, sobretudo, porque raramente Bella e o Xerife podiam ficar por muito tempo no mesmo lugar. Pai e filha não tinham mais uma relação normal e calma, praticamente, o diálogo entre eles era inexistente. Que dizer, Bells até que tentava manter contato e reconquistar o seu espaço na vida de seu pai, entretanto, a tarefa tem se mostrado árdua, pois Charlie era duro e havia se tornado muito ressentido após descobrir que sua filha estava viva e havia sido transformada em vampira.

"Ah, infelizmente, eu ainda tenho que trabalhar no hospital amanhã e pego cedo." Sue sem hesitar deu uma justificativa mais plausível. "Além disso, passamos um dia muito agitado e cansativo. Carlislie estava lá e não me deixaria mentir."

"Sim. Sue está certa. Devemos deixar essa reunião pra um outro momento." O Doutor Presas respondeu, cordialmente, abraçando Esme que deu um sorriso gentil.

"Então, nós só queríamos dizer que estamos muito orgulhosos de você, querida." Charlie abraçou mais uma vez a neta.

"Pai…" Mais uma vez, Bella fez uma última tentativa de interagir com ele. "Não acha que já passou da hora de superar o passado?"

"Ei pessoal! " Falei já me sentindo sem paciência para outra discussão. "Não é hora e nem lugar pra isso." Fuzilei Bella com o meu olhar, mas ela me ignorou.

"Mas, eu já superei." Charlie decidiu responder, abaixando o tom da voz para não chamar a atenção, pois o teatro ainda estava movimentado.

Talvez, nesse momento, você se pergunte: Como Charlie descobriu sobre os vampiros?! – Bem, vou te responder da forma mais simples que puder.

Tudo aconteceu há cinco anos, quando Charlie estava voltando de uma patrulha e quase sofreu um acidente de carro ao bater em alguma coisa enorme e forte, tão forte que foi capaz de amassar totalmente a lataria do carro de polícia e fazê-lo quase capotar. A coisa enorme que cruzou o seu caminho e causou o acidente, era um lobo, o último lobo da nossa matilha. A batida fez com que o animal e a sua parte humana entrasse em conflito por ainda não saber como se controlar. Foi nesse momento, que o Xerife testemunhou a nossa magia – A magia Quileute.

Por causa disso, decidi quebrar o nosso protocolo e revelar toda a verdade a ele. Contrariando o Conselho, resolvi trazer Charlie para a noite da fogueira e ali revelamos todos os nossos segredos àquele humano, que a princípio ficou chocado e tão assustado, ainda mais quando decidi me transformar bem na sua frente no lobo castanho-avermelhado.

Confesso que foi um alívio poder contar toda a verdade, foi como tirar um peso dos ombros. E foi bom para Sue também que pode assumir uma relação romântica com ele e, posteriormente, dar o próximo passo (o casamento) sem ter que esconder mais nada dele. Pensamos que tudo tinha sido feito e dito e que tudo estava bem e tranquilo entre nós. E estava. Até que um certo dia, sua filha Bella decidiu retornar a Forks e visitar o pai.

Isabella foi egoísta e teimosa e se aproveitou da ausência de Edward pra tomar essa decisão tão arriscada e perigosa, ainda trouxe consigo Renesmee que naquela época ainda era apenas uma criança que também desejava conhecer esse avô humano e ter contato com esse outro lado da sua vida.

Claro que foi um choque terrível para o Xerife Swan, descobrir de forma tão abrupta e irresponsável, que sua filha estava viva todo esse tempo e havia sido transformada numa criatura que os Lobos Quileutes caçavam a noite. Pra complicar ainda mais, ele descobriu que tinha uma neta que não era normal como as outras crianças. Naquela época ela só tinha 7 anos, mas tinha a aparência de uma menina de uns 11 ou 12 anos, estava num processo acelerado de desenvolvimento que nos assustava e até hoje me assusta. Então, era lógico que para a mente humana e cheia de dúvidas, de solidão e de dor, toda essa informação seria um absurdo.

Entretanto, a presença de Nessie conseguiu, rapidamente, conquistar o seu coração e o homem a aceitou como sua neta. A garotinha sempre seria bem vinda em sua casa, porém para Bella a situação foi outra.

"Mas, eu já superei... Eu já superei há cinco anos, quando decidi que estava na hora de parar de se lamentar pela morte da minha filha e enterra-la de vez. Ela morreu há dez anos. Ponto final. E agora eu tenho uma nova família e uma vida inteira pela frente para aproveitar." Ele se reaproximou de Sue e segurou uma de suas mãos. "Eu acho que é VOCÊ que precisa superar isso!" O Xerife deu um último olhar frio para a filha e os Cullens, antes de se despedir rapidamente do resto de nós. Eles ainda teriam um longo caminho de volta à Forks. E, por uma medida de segurança, decidi enviar Quil com eles.

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Depois de sairmos do Teatro, decidimos ir numa pizzaria ali perto. Carlislie e Esme se despediram da gente e decidiram ir embora "DEIXANDO APENAS OS MAIS JOVENS PARA FESTEJAR" palavras ditas pelo próprio patriarca dos Cullens. E bem, nós tentamos curtir o final da noite, comendo pizza e bebendo. E foi meio bizarro e engraçado ter que ver os vampiros tendo que se comportar o mais, humanamente, possível. Até mesmo se esforçando a comer alguns pedaços de pizza.

Estávamos confraternizando com o mundo de Nessie que era composta pelo seu grupo de balé e sua professora que, após beber alguns copos de cerveja, passou a flertar comigo. Tentei levar na esportiva, vez ou outra retribuindo com bom humor as investidas descaradas da mulher. Ela estava agindo muito diferente do habitual que costumava ser rígido e sério, agora parecia despreocupada da vida. Isso me fez inveja-la. Ou melhor, invejar qualquer humano comum que pode fugir um pouco da realidade apenas com alguns copos de cerveja. Infelizmente, eu poderia encher a cara com qualquer bebida alcoólica e, ainda assim, não ficar bêbado.

Em contrapartida, brincar de flertar com a professora de Nessie, não foi uma boa ideia, pois logo comecei a ganhar alguns olhares ameaçadores de Bella e alguns olhares irritados de Nessie.

"Uau, parece que alguém conseguiu irritar mãe e filha." Provocou Emmett me dando uma cotovelada em minha costela que doeu.

"Qual é o seu problema?!" Chiei.

"Particulamente, nenhum! Na verdade por mim é divertido vê-lo agir como um cara normal, flertando com uma mulher mais velha e gostos..." Ele não chegou a terminar a frase porque seu olhar, logo, encontrou o olhar predador de Rosalie que, silenciosamente, lhe deu uma advertência. Eu ri disso. "Enquanto você fica aí paquerando a professora, há uma certa aluna morrendo de ciúmes." Ele tentou sussurrar só pra mim, entretanto, por azar, Nessie também acabou ouvindo.

"Nessie!" Ela ignorou o meu chamado e saiu às pressas da mesa sem se despedir de ninguém.

"Droga, Emmett! Você nunca consegue segurar a sua língua." Resmunguei apertando furioso a lata de cerveja que ficou toda amassada.

"A culpa não é dele, Jake. É sua." Bella foi direta e dura enquanto também se levantava da mesa. "Vou espera-la em casa. E é melhor que a traga com segurança." Os três vampiros resolveram ir embora, me deixando sozinho para resolver a situação que, sem querer, acabei criando.

Saí da pizzaria já se deparando com uma noite fresca e com um céu tão escuro acompanhado de poucas estrelas. Estávamos entrando na Lua Nova. Aliás, para o meu povo a Lua Nova representava um novo começo para muitas coisas e era também o inicio de muitas mudanças, sejam elas boas ou ruins. Ter consciência disso, me fez se sentir tão inquieto.

Caminhei por pouco mais de dez minutos, até chegar no lugar onde sabia que iria encontra-la, ficava num dos principais parques da cidade, onde também se encontrava o Píer que dava acesso ao mar. No verão costumávamos fazer piquenique aqui e, por muitas vezes, Nessie também usava para treinar seus passos de balé ao ar livre, ou apenas nos sentávamos aqui para observar o pôr do sol. E foi ali que a vi. No entanto, ela não estava sozinha, estava acompanhada de um cara que logo reconheci ser o seu parceiro de dança. O mesmo cara que já tinha deixado claro, pelo menos para mim, o quanto estava a fim dela. Parei no meio do caminho na dúvida se deveria prosseguir ou recuar.

Para os outros, os humanos que desconheciam a existem de nosso universo sobrenatural, ela era uma jovem universitária de 20/ 21 anos na flor da sua idade, com a liberdade pra paquerar e namorar quem quiser e, naturalmente, também sofrer decepções. Bem isso era o que Nessie queria vivenciar em sua vida mortal, só que por muitas vezes, ela se esquecia que era também uma hibrida (metade vampira), ou seja, ser apenas um Mero Mortal era impossível.

Olhei novamente para o par que estava a cerca de alguns metros de mim, foi quando vi um beijo acontecer. Uma parte minha estava gritando de raiva, fechei os punhos e decidi me controlar.

A última vez que tivemos uma discussão grave ainda estava fresca em minha mente. Foi a uns 2 ou 3 anos atrás quando a encontrei numa festa do colegial, beijando um garoto aleatório de uma forma nada inocente. Eu não só interrompi o momento do casalzinho, como também causei o maior terror entre os adolescentes que passaram a ter medo de se aproximar dela.

"Você tem que parar de agir como se fosse o meu pai. Eu já tenho dois: Edward que nem posso chamar de pai e Carlislie."

Isso era um fato inegável, pois como Edward e Bella serão eternamente jovens, eles nunca poderão assumir Renesmee Cullen como filha. Obviamente, esse papel ficou para o Doutor Presas.

"Então, você pode parar de querer me controlar, ou ser o meu dono."

Consequentemente, a garota hibrida se sentiu isolada e rejeitada pelos amigos e me culpou por isso. Que dizer, os caras sempre se sentiram intimidados por mim e suas amigas achavam que namorávamos em segredo porque na época eu era um Universitário prestes a se formar.

"Eu nunca quis ser o seu dono, nem seu pai. No máximo sou irmão mais velho." Naquela época tentei explicar isso, mas não foi suficiente.

"Você não é o meu irmão e nem é da minha família."

"Mas, sou o seu PROTETOR! E caso você tenha esquecido, a minha vida e a tua estão ligadas até a morte. Eu não escolhi isso!"

Lembro-me perfeitamente da raiva que sentia naquele momento. Foi a primeira e única vez, que havia gritado com a minha imprinting e isso me causou tanta dor física e mental que chega ser difícil descrever.

"Eu também queria ser um cara normal, viver a minha vida sem ter que me preocupar todos os dias com você. E se eu pudesse ter escolhido… eu… eu teria…"

"Teria ido embora com Leah." No entanto, nunca me atrevi a dizer essas palavras em voz alta, apenas tenho mantido esse pensamento comigo. Um pensamento que até hoje vive a me atormentar.

O fato é que depois dessa briga com a Nessie, resolvi seguir os conselhos de Carlislie e decidi dar espaço para a garota, parei de invadir tanto a sua vida, principalmente, depois que ela foi pra Universidade e começou a sua FASE ADULTA. Afinal, se ela pudesse ter uma vida normal e fosse bem sucedida nisso, eu também estaria feliz e, talvez… Apenas, talvez… Eu também pudesse tentar ter uma vida normal.

"Para! Me solta!" Sai dos meus devaneios, assim, que ouvi a minha imprinting gritar. Quando retornei meus olhos para o par, me surpreendi ao ver o corpo do cara ser jogado, violentamente, para fora do Píer e, em seguida, cair nas águas frias do mar.

{Continua…}

Notas finais
Uma curiosidade que irei compartilhar com vcs é que as partes do POV do Jake que estão nesse cap e que irão aparecer no comecinho do próximo, eram pra ser partes de um único capítulo e foram escritos, originalmente, para serem o cap 22 e daí no fim mudei tudo e acabou q ambos 22 e 23 foram todos focados na Leah. Talvez, por isso seja mais estranho ter um salto de tempo quase no meio do capítulo. Na verdade parando pra pensar, dependendo do ponto de vista são 3 saltos de tempo: 2 anos q Leah ficou vagando pelo mundo a fora até se fixar com os Ticunas e, consequentemente, conhecer Caius + 10 anos q a loba vai estar vivendo como parte do Clã das Amazonas que são = 12 anos desde que Leah partiu de La Push. Vcs conseguiram entender isso? Aí vem outra questão a idade dos personagens: Nessie que como citei ali vai aparentar uns 20/21 anos, o legal é q posso aproveitar o perfil da atriz Mackenzie Foy que interpretou a Nessie em Amanhecer e tinha uns 11 anos acho na época. Hj em dia ela tem 19 ou 20 anos, além disso, achei ela parecida com a Kristen Stewart. Outra coisa vamos combinar aqui q Jacob tem uns 28/29 anos, Leah 32 anos e Seth teria uns 26 anos. Sobre as habilidades de Caius e Nahuel: Na saga original nenhum dos personagens tem habilidades especiais pelo q pesquisei Caius tem somente habilidades comuns da maioria dos vampiros (força, velocidade, imortalidade e o sangue venenoso), Nahuel tbm tem essas mesmas habilidades inclusive o sangue venenoso. Porém, na minha história modifiquei para que o sangue dele seja usado como cura. Já Caius teria a habilidade da Compulsão Mental (semelhante ao da série Diários de um Vampiro) embora aqui ele não precise estar cara a cara com a sua vítima, basta somente ouvir a sua voz pra ser compelida a fazer a sua vontade. Acho q vai dar pra trabalhar bastante em cima disso. Por Enquanto, fiquem com Deus e se cuidem ️ PS: Desde já vou deixar avisado q o próximo cap infelizmente pode demorar a sair. Então, vcs vão ter q ser pacientes.