Contrato de Casamento

27 Capítulo XXVII- De volta para casa


Notas iniciais
Hey, como vão? Trilha sonora: Come Home- One Republic Home- Phillip Phillips

S: Como assim ela não perguntou nada sobre o assunto?! [Olhou incrédula para a amiga incrédula]

Q: Ela não perguntou [Deu de ombros] Apenas me disse que vocês se encontraram, conversaram e que tudo ficaria bem [Contou despreocupada]

Quinn e Santana falavam sobre a conversa de Rachel e a latina ocorrida há semanas atrás. Elas estavam no aeroporto, fazendo o check-in antes do embarque para Ohio enquanto suas mulheres esperavam sentadas um pouco mais afastadas, dando a privacidade necessária.

S: E Rachel não falou mais nada? [Insistiu] Eu esperava que ela ficasse no mínimo curiosa e questionasse você sobre as razões que mencionei. Quer dizer, essa deveria ser a reação normal do qualquer um [Bufou frustrada]

Quinn revirou os olhos e voltou-se para a atendente, entregando os documentos necessários para o procedimento.

Q: Então era esse seu plano? Despertar uma faísca de curiosidade nela e eu fosse colocada contra a parede e forçada a dizer que a amo? [Arqueou a sobrancelha, indutiva]

S: Não, claro que não, Q! [Sussurrou entre dentes e começou a fazer o seu check-in] Mas você que tem concordar que foi estranho... é estranho a frieza daquele hobbit para tratar as coisas.

Q: Santana [Suspirou cansada com o assunto] Ela me assegurou que tudo ficaria bem e eu acredito nela [Retirou-se assim que terminaram o procedimento] Nós estamos cada vez melhor [Confidenciou com um sorriso apaixonado]

S: Eu não sei quem é pior... [Fez uma careta de nojo] Você que acredita nela ou ela, em si, que é esquisita! [Andou acompanhado a amiga] O hobbit está mais esquisito do que a ManHands de anos atrás...

Q: Cale a boca! Não vai falar assim dela [Lançou-lhe um ameaçador]

S: Eu não quis ofender, sabe disso [Ergueu a mãos se desculpando]

Q: Não interessa! Nunca mais se referia a ela desse jeito [Avisou em tom de ameaça, antes de sair atrás de Rachel]

S: Submissa... [Cantarolou]

Durante o voo, Rachel mostrava-se inquieta enquanto as demais permaneciam tranquila em seus lugares, desfrutando da viagem. Quinn, por exemplo, mergulhava inteiramente na leitura de seu livro. A diva se remexeu mais uma vez em seu assento, nervosa. Na verdade, ela odiava aviões com todas as forças! Não importa o quanto engenheiros da atualidade os rotulasse como o meio de transporte mais seguro do mundo, ainda preferia trens ou até mesmo bicicletas, qualquer modal a avião. De repente, o voo passou por uma leve turbulência e Rachel prendeu a respiração.

R: Eu disse que a gente devia ter vindo de trem, eu disse que a gente devia ter vindo de trem [murmurava repetidamente, fechando os olhos por medo]

Q: Hey... [Preocupou-se, olhando para a esposa] É só uma turbulência, minha Rach [Deslizou os dedos pelo braço dela, tentando tranquiliza-la]

Constatando que a judia estava suando frio, a loira optou por um método mais eficaz. Inclinou-se sobre ela e beijou carinhosamente o pescoço, depois abaixo da orelha e, Rachel, ia se acalmando. As mãos alvas tocaram o queixo bronzeado, virando o rosto para si. Os lábios se encontraram num beijo casto, respeitando o local.

S: Eca! Parem com isso, vão fazer a minha Britt-Britt vomitar [Reclamou sentada na poltrona da frente]

Brittany riu baixinho quando ouviu Quinn praguejar. Logo a dançarina iniciou uma conversa sobre a cidade natal e de como sentia saudades a fim de distrair Rachel de seu medo.

No decorrer da conversa, a diva permitiu-se analisar melhor o recinto. Nunca havia voado na primeira classe antes. Assim, ficou encantada com o conforto e a elegância do lugar. Observou as nuvens através das janelas para, então, visualizar a porta do avião, a qual não se encontrava devidamente fechada visto que possuía um filete de abertura.

R: Oh meu Deus! [Exclamou, atraindo a atenção das outras para si] A porta...

Elas seguiram o olhar e descobriram do que se tratava. Rachel estava visivelmente apavorada. Seus olhos castanhos estavam petrificados e fixos na abertura da porta e o rubor havia sumido de suas bochechas. Notando isso, sua esposa segurou a mão tentando passar segurança.

Q: Calma, meu bem...

R: Como posso ficar calma? A porta está aberta! [Rebateu nervosa]

B: Uma brecha apenas [Corrigiu] É só avisar a uma aeromoça, o avião não vai cair por causa disso.

Santana fez um sinal para aeromoça e informou o que estava acontecendo. A profissional arregalou os olhos pasma e pediu desculpas, indo depressa consertar a falha. A jovem moça empurrava porta com força na intenção de eliminar o filete de abertura. Cada vez que ela fracassava, o rosto de Rachel se contorcia em pavor. E latina zombava disso, se deliciando realmente com o drama feito pela diva.
A comissária, enfim, pegou um livro cujo a morena reconheceu como o manual da porta. Aterrorizada, ela virou-se para as outras, encontrando-as rindo dela. Com um movimento rápido, a atriz retirou o cinto e se ajustou no assento.

S: O que pensa está fazendo, sua maluca? Coloque o cinto de volta! [Mandou, mas Rachel não obedecia]

Q: Rach, ponha já o cinto! [Ordenou] Rachel! [Ralhou entre dentes quando não foi ouvida]

Com firmeza, a fotógrafa manteve a esposa no lugar e colocou o cinto dela de volta. Indignada, a judia cruzou os braços e voltou olhar para a maldita porta que, finalmente, foi fechada por completo.

Ainda ouvindo as piadas, Rachel cruzou os braços abaixo peito. Oh Deus! Esse seria com certeza um voo longo.

Caminharam o trajeto entre o desembarque e a saída do aeroporto ao som do sermão de Rachel, ainda, revoltada com o acontecido no voo.

R: Eu nunca mais subo em um avião de novo! [Declarou dramática]

Q: Rach, meu bem, não é para tanto [Amenizava a situação, segurando o riso] Deu tudo certo no final.

R: Você chama aquilo de tudo certo? [Indagou aborrecida]

B: Eu não entendi o porque de você ter tirado o cinto [Comentou risonha]

R: Eu queria estar preparada [Respondeu firme] Se o avião caísse, eu iria socar a cara daquela aeromoça idiota até chocarmos com o chão! [Dramatizava]

Essa resposta fez as demais mulheres rirem ainda mais do drama enquanto Rachel, emburrada, se concentrava em procurar um táxi. A atriz fez um sinal e imediatamente um veículo parou. As quatro resolveram dividir a corrida, se acomodando, assim, no inteiro do carro.
Quinn passou o braço pelo ombro de Rachel, mantendo-a perto de si. Sabia que era o máximo podia fazer, já que não estavam mais em Nova York, mas em cidadezinha no interior de Ohio.

As antigas líderes de torcida engataram em uma conversa sobre os velhos tempos, a qual Rachel preferiu se abster. Sua mente estava longe dali. William Schuester havia convidado todos os ex-alunos para irem a Lima, através de Finn Hudson. Todavia, com a ex-capitã do clube, o professor fez questão de chama-la, pois eles mantinham uma relação amigável durante todos esses anos. O que para Quinn foi uma surpresa, pois a morena nunca comentou tal questão.
A diva nutria um imensurável apreço por Will que mesmo com o fim do ensino médio continuou sendo seu professor. Dando dicas de músicas para audições, ajudando nos trabalhos da faculdade. Não que fosse contar isso a Shelby, sua mãe dramática e ciumenta

Já tinha recebido diversos convites por parte dele, no entanto, era tão mais confortável não aceitar. Isso a fazia sentir-se péssima. Primeiro, recusou qualquer ida aos vários reencontros do New Directions. Natal, ano novo, ação de graça, aniversários... todos eles.
Também não comparecera ao casamento do professor e da psicóloga, cujo deveria ter sido a madrinha. E contrariado todas as expectativas, Senhor Schue não tinha raiva alguma dela, sequer ficara desapontado. Ao longo dos anos, ele fez de ir visita-la alguma vezes em NY. A morena sabia que tal fato só tornava ainda mais ingrata. No entanto, era tão mais cômodo não ir. Não pelos fatores da viajem, gasto, tempo... ela só queria deixar Lima em seu passado.

O táxi freou despertando Rachel para a realidade. Santana e Brittany chegaram ao seu destino, a casa da latina. Assim que se despediram, o motorista deu continuidade.

Q: Você está tão calada [Desconfiou]

R: Estou cansada [Forçou um sorriso]

Rachel olhou para a rua, através da janela, vendo as casas se passarem depressa. Oh Deus, ela odiava essa cidade! Um lugar cheio de lembranças dolorosas; lugar que praticamente gritara que ela não era capaz, onde as pessoas humilharam e a derrubaram. Ela tinha jurado nunca mais voltaria a esse lugar. Mas a mensagem de William mudou somado a insistência de Quinn, ela fora forçada a vir pela consciência. Afinal, era para visitar o bebê de Emma e Will.

Elas depositaram as malas no degrau da porta de entrada. Quinn bateu na porta diversas vezes, entusiasmada por estar de voltar. Rachel, por sua vez, respirou fundo e tentou camuflar seu mau humor. Após alguns segundos, foram recebidas de maneira calorosa pelos pais dela.

H: Quinn! [Sorriu]

L: Estrelinha [Abraçou a filha apertado]

Adentaram na sala de estar, recebendo abraços e beijos. Estar na casa antiga provocou uma melancolia e uma saudade, até então desconhecida; as fotos espalhadas trouxe inflou o peito da diva. Para surpresa de ambas, a família Fabray sentada no sofá e sorrindo para elas.

J: Oh Quinnie! [correu para abraçar a família]

Durante alguns minutos, Rachel permaneceu sem jeito. Não via os Fabray desde seu casamento e não sabia como agir naquele momento. Logo Russel levantou e veio ao seu encontro, beijou paternalmente a sua testa e a abraçou saudoso.

Russel: Rachel! [Cumprimentou]

R: O-oi [Correspondeu o abraço tímida]

Então foi a vez de Judy abraça-la enquanto o marido saudava a filha.

J: Rachel, você devia nos ligar mais. Só recebemos notícias de vocês por meio de Quinnie [Repreendia]

R: Me desculpem [Sorriu sem graça]

Após todos os cumprimentos, Rachel e Quinn se alojaram na sala para conversar com seus pais e matar a saudade. Era notório a proximidade entre as famílias e a cumplicidade entre seus pais. Isso deixou a empresária imensamente feliz.

H: E então como foi a viagem?

R: Péssima! [Respondeu rabugenta]

Quinn, por sua vez, achava aquela postura adorável. Beijou o cabelo castanho antes de responder ao sogro:

Q: Foi um voo tranquilo.

H: Voo? Vocês vieram de avião?! [Sua voz era desacreditada] Estrelinha, você está bem? [Perguntou a filha preocupado]

A preocupação de Hiram e a demora para a sua amada responder deixaram Quinn um tanto intrigada. Ela observou Rachel morder o lábio inferior apreensiva antes de confirmar balançando a cabeça.

L: Quando Rach tinha cinco anos, nós resolvemos fazer uma viagem até a Flórida. Estávamos muito animados, mas houve um problema mecânico no avião. Durante o voo, acreditávamos que era apenas uma turbulência, no entanto, o avião inteiro tremia. O piloto fez um pouso de emergência... Nós tentamos não entrar em pânico para não assustar a nossa estrelinha, mas foi uma experiência terrível [Explicava] Eu e Hiram ainda embarcamos num avião em última instância, já Rachel, nunca mais quis.

O relato de Leroy fez Quinn se sentir culpada por feito a sua mulher entrar no avião e não ter ouvido os protestos sob argumento de que avião era mais rápido.
Finalmente, a fotógrafa conseguiu convencer a todos que elas estavam cansadas e precisavam subir para o quarto de Rachel para descansar.

Q: Por que não me contou sobre seu medo? [Perguntou assim que entraram no quarto] Eu não teria feito você embarcar no avião se soubesse.

R: Eu falei que tinha medo e que preferia vir de trem [Respondeu sem encará-la]

Q: Não contou a história. Por quê?

Rachel não respondeu, apenas deu de ombros com indiferença e sentou na sua velha cama. Embora essa atitude tivesse frustrado Quinn, que queria ser a pessoa em que sua amada confiasse e confidenciasse tudo, não pode evitar de se afligir ao lembra de como a morena parecia assustada no voo.

A loira juntou-se a ela na cama e uma gostosa nostalgia lhe invadiu. Pouca coisa tinha mudado naquele cômodo ao longo dos anos. A penteadeira branca com lâmpadas falsas colados, fazendo alusão a um futuro camarim que a diva viera a ter. As estrelas douradas decoravam o ambiente, os troféus enfileirados na prateleira de cima. O criado-mudo ainda com os mesmos porta-retratos. Um de Rachel com senhor Schuester no dia da primeira vitória das nacionais e a outra era uma foto delas. E a cama... Ah, cama, na qual se amaram tantas vezes e antes de ser amor, já era um desejo latente e uma paixão fulminante. Aquela cama testemunha de tantas discussões, bem como das juras de amor.

Os olhos esverdeados buscaram os castanhos e acharam um brilho singular na sua imensidão. Rachel partilha da recordação. Quinn teve certeza quando reconheceu um sorriso nostálgico brincar nos lábios grossos.

Quase tudo parecia intacto, excetos pelos livros, os poters, os filmes, as partituras. Os pertences que que a fotografa tinha mandado levar para NY no período que preparava o cantinho Rachel Berry na casa delas.

Q: você guardou nossa foto [Comentou surpresa]

R: Me fazia lembrar da minha Quinn [Sorriu de leve]

Quinn puxou Rachel contra si, domindo-a de tal maneira que o corpo da menor ficou deitado sob o seu na cama. A mão direita da loira segurava firme a cintura dela enquanto a esquerda afagava o rosto, afastando os fios de cabelo que a atrapalhavam de contemplar a beleza. Os dedos cintilavam de leve sobre a pele bronzeada.

Q: Eu ainda sou sua Quinn [Seu tom era baixo]

Os pelinhos da nuca e dos braços de Rachel se eriçaram com esta declaração. Tomou o lábio inferior rosado entre os seus, iniciando um beijo calmo e repleto de sentimentos.

Q: Desculpe ter negligenciado seu medo [Disse finalmente depois de quebrar o beijo]

R: Podemos voltar de trem? [Questionou tranquila, esvaindo a aflição da esposa]

Quinn riu baixinho e a beijou brevemente.

Q: vamos de ônibus ser quiser [Respondeu com charme]


Os corredores vazios indicavam que os alunos deveriam estar em suas atividades escolares. Embora fossem os mesmos onde ocorriam os ataques de raspadinhas, eram neles que Quinn desfilavam todas as manhãs. A cabeça erguida, mãos no quadril, sempre começando a andar com o pé direito. E Rachel observava tudo porque todas as manhãs, no período que namoravam, a capitã das cheerios olhava de volta e piscava-lhe discretamente sempre com o olho direito antes para em frente aos armários que, por ironia do destino ficavam lado a lado.

A cada passo que davam, a judia ficava mais ansiosa. E por enxergar isso, a loira fazia questão de segurar a sua mão. Quando avistaram o quadro de aviso, os olhos de chocolate duplicaram de tamanho. Além dos avisos curriculares do colégio, tinha um cartaz de seu personagem da Broadway. E o mais incrível ainda era que ele estava intocável. Sem rabiscos de xingamentos, sem bigodes desenhados ou chifres. Próximo ao pôster, havia uma matéria de jornal com a foto da empresária, retratando sobre sua exposição.

R: Como... por que... o que... [Gaguejava perplexa, incapaz de formular uma pergunta]

Quinn riu baixo e beijou a ponta de seu nariz, puxando-a para continuarem andado.

Q: Colocaram os cartazes das peças que você estava atuando desde a sua estreia na Off-Broadway, assim como das minhas exposições [Explicava enquanto guiava a morena ainda estática] Parece que somos motivos de orgulho para o Mckinley [Sorriu convencida]

Se a intenção de Quinn era fazer com que a morena relaxasse através de sua postura divertida, havia alcançado seu objetivo. Era de seu conhecimento, a tensão da diva em relação àquele local, perceptível aos olhos da loira.
Pela janela de vidro, conseguiam visualizar a velha sala que parecia bem menor agora devido ao número de cadeira ocupadas. Alguns rostos já eram conhecidos. Mercedes, Artie, Tina, Mike, Sam, Puck, Finn, Santana, Brittany, Blaine, Kurt, Marley, Kity,... Todos e os novos integrantes já marcavam presença para aquele encontro. A volta do professor após sua licença paternidade.

R: Desde quando o New Directions tem tantos integrantes? [Sussurrou a pergunta, espantada com a quantidade de coristas adolescentes]

Q: Deve ser porque Senhor Schue ficou famosos pelos projetos e palestras sobre a arte nas escolas em Washington ou por esse glee clube ter ganhado as nacionais por quatro anos consecutivos [sussurrou de volta]

Dessas informações Rachel sabia. No entanto, não imaginava que fosse impactar tanto. No seu penúltimo ano escolar, o coral havia ganhado a primeira nacionais mas nada tinha mudado no ano seguinte. O Clube Glee continuou sendo os perdedores do ensino médio, a base da cadeia alimentar.

Elas vislumbraram William dando aula, gesticulando animado com um piloto na mão. Não tinha mudado nada, exceto pelo cabelo que possuía alguns fios brancos. O casal riu baixo do entusiasmo típico do homem.

W: Vamos lá, pessoal! Cadê a ambição de vocês com a tarefa dessa semana?

Q: Don’t Stop Believin’ [Pronunciou-se, entrando no ambiente]

W: O que?! [Exclamou sem notar quem havia falado] Sei que já fizemos muito essa performance mas não creio que seja o ide... [Parou de falar no momento em que reconheceu sua ex-aluna] Quinn! [Cumprimentou animado]

O homem a recebeu com um abraço carinhoso e em segundos já estava sendo abraçada pelo restante de pessoas presentes naquela sala, tanto pelos velhos amigos quantos pelos novos alunos, que a admiravam.
Com passos cautelosos, Rachel entrou na sala para completar a alegria de Schuester.

W: Rachel, você veio [Abraçou-a saudoso]

R: Avisei que vinha, sr. Schue [Replicou sorridente]

W: Você disse isso das outras vezes, no entanto, não compareceu [Reclamou ainda a abraçando]

Em resposta, a diva sorriu sem graça ao se afastar do abraço. Logo, os novos integrantes a receberam eufóricos, assustando-a um pouco mas nada que não conseguisse contornar com maestria. Os demais que, até então, observavam surpresos a ligação ainda viva entre o professor e a sua aluna estrela, cumprimentaram a morena de forma calorosa em meio a risadas e abraços. Todos, exceto Tina e Mike. O casal permanecia constrangidos devido ao incidente no noivado delas. Rachel esforçava-se para ser simpática e educada ao máximo com os amigos de sua esposa. E Quinn percebia e apreciava isso.

Todos sentaram para ouvir Will dar aula como se tivessem voltado no tempo, nos seus lugares de costume com exceção de Quinn e Rachel que optaram por se acomodarem juntas no fundo da sala. De vez em quando, os adolescentes viravam as cabeças para olhar a diva que, por sua vez, retribuía o carinho sorrindo simpática ainda que sem jeito. Ela sempre pensou que quando ficasse famosa, as pessoas iriam se arrepender de tê-la tratado daquela maneira vil em sua adolescência. Entretanto, não era esse tipo de vigor que estava sentido agora, mas, sim, algo bem mais satisfatório.

A atriz assistia os outros cantarem acompanhados de Noah no violão. O docente decidiu estender a aula e transferi-la para o auditório, cujo local era responsável por muitas memórias para o Glee Clube. Assim, sentaram em roda e começaram a cantar, movendo-se no ritmo da música o quanto podiam. Essa cena fez surgir um sorriso sincero nos lábios da judia. Lima é o lugar onde coisas horríveis aconteceram. Cresceu nesse lugar, o qual tinha lembranças de muita coisa ruim. Contudo, existia lembranças boas também. Foi nessa cidade que conheceu pessoas incríveis... Foi nessa cidade que sua família se formou... Foi nessa cidade que teve oportunidade de cantar pela primeira vez... Foi nessa cidade que se apaixonou. Esse lugar a fez sorrir tanto quanto a fez chorar. Dependia de um ponto do ponto de vista e, Rachel, finalmente estava enxergando por uma outra análise.

Notas finais
O formato do capítulo está diferente de propósito. Como vocês sabem, eu tenho um déficit na escrita e venho me esforçando muito para melhorar e encontrar minha técnica. Então, digamos que esse modelo de escrita foi teste drive e a opinião de vocês é muito importante para saber se devo continuar ou voltar para o antigo. Até o próximo! Beijos, Ingrid (Dinha)