Contrato de Casamento

17 Capítulo XVII- Minha arte, sua pele


Notas iniciais
Então, gente, passamos por uma temporada de postagem durante essa semana santa porque eu tive um recesso nos estudos. Contando com esse, foram 3... Mas hoje isso acabada e retornamos ao nosso habitual um capítulo por semana. Vou me esforçar ao máximo para o próximo saia no sábado, mas eu não posso prometer. Trilha sonora: Green eyes -Coldplay

Quinn manteve a postura de dama de ferro, encarando os dois ex-colegas a sua frente. Mercedes se sentia estranha. Ao ver parecia que os três meses duraram uma eternidade. Sua amiga parecia ter mudado tanto, embora não houvesse diferenças físicas.

Q: Então... [Se pronunciou impaciente] Vocês disseram que queriam falar comigo, mas estão calados.

Artie se remexeu desconfortável com a situação. Desviou os olhos da ex-líder de torcida que aparentava ser perigosa agora. Pousou os olhos no porta-retrato em cima do gabinete. Rachel e ela no dia do casamento. Totalmente lindas olhando-se intensamente. Ao lado, tinha uma foto de Beth.

A: Não nos vemos desde o noivado [Voltou a olhá-la] Você não nos convidou para o casamento...

Quinn colocou as duas mãos sobre a mesa e cruzou os dedos, colocando em evidência sua aliança. E deu um sorriso irônico.

Q: Eu não quis vê-los, muito menos no meu casamento. [Disse fria]

Artie se encolheu na própria cadeira de rodas e assentiu levemente, enquanto ouvir Mercedes tentar manter a voz calma:

M: Nós somos amigos há anos, não deixe que uma burrada nossa estragar essa amizade, Fabray. Nós queremos pedir desculpas.

Q: Berry-Fabray [Corrigiu] Eu não quero suas desculpas! Não servem para nada, não vão retirar o que disseram e desfazer a maneira como minha mulher se sentir. [Falou ríspida]

A: Nós erramos [Assumiu] Não queremos nos defender ou encontrar uma justificativa [Ergueu as mãos] Estamos reconhecendo isso e queremos seu perdão.

Q: Vocês a ofenderam! [Cuspiu] Não é do meu perdão que precisam...

A: Nós nos desculpamos com Rachel [Interrompeu] Semana passada, depois da apresentação. Nós conversamos com ela e pedimos perdão.

Q: O que ela disse? [Arqueou a sobrancelha] O que vocês disseram?

A loira os tinha visto no “Pós-show” falando com sua mulher, mas essa não quis entrar detalhes sobre o assunto.

A: Nós nos explicamos que estávamos em choque com a notícia inesperada, pedimos desculpa por ter invadido a privacidade de vocês e por termos nos referido a ela daquele jeito. Nós tínhamos o direito e o por quê de fazer isso. [Suspirou arrependido] Ela respondeu que nos entendia e que não guardaria mágoa. Disse podíamos deixar isso para trás [Sorriu]

Q: Eu não entendo porque falaram aquilo no noivado [Voltou a ficar séria] Vocês deixaram a inveja que sentiam falar mais alto. Ela não tem culpa sobre a vida de vocês ou seus relacionamentos amorosos [observou o sorriso de Artie sumir] Eu não sei se consigo perdoá-los. Vocês a ofenderam gratuitamente, enquanto ela sempre ajudou e defendeu vocês, principalmente você, Artie.

M: Q, nós realmente não nos orgulhamos disso. Por isso queremos nos redimir com a Rachel e com você. Estava certa quando disse que permitimos nossas frustrações sobrepor. Porém, percebemos nossos erros e voltamos a atrás. Nunca desejei mal a sua esposa. Ela merece tudo o que conquistou. [Replicou sincera] Não somos más pessoas, não somos seus inimigos, lembra?

Quinn visualizou as feições repletas de arrependimento e de culpa. Seus amigos estavam sendo sinceros. Olhou para Mercedes e lembrou daquela época do ensino médio, na qual, uma adolescente negra resolveu ajudar sua antiga carrasca do colégio. No período em que mais precisava, estendeu a mão, abriu a porta de sua casa e emprestou seu quarto para a colega grávida do clube do coral. Essa mulher, hoje, com certeza não poderia ser considerada má pessoa. A vida é que não tinha sido legal com ela. Olhou para Arthur, quem lhe ajudou quando sofreu um acidente de carro e ficou na cadeira de rodas.

Q: Eu queria mesmo que as coisas ficassem bem entre a gente. No entanto, quase conseguiram estragar uma das noites mais especiais da minha vida. [Disse calma] Eu ainda mantenho a imagem que dos amigos que vocês foram e tudo que fizeram por mim [Garantiu] Por isso sei que vou acabar perdoando. Mas vai ser no tempo de Rachel... Quando ela quiser se aproximar de vocês, irei junto. Ela é tudo para mim, o amor da minha vida. E não vai ser a opinião de vocês que vai mudar isso! Sempre vamos estar juntas. Não ousem magoá-la outra vez [Ameaçou]

A: Não vamos

Q: Ótimo! [Ficou firme] Agora, se me dão licença... [Indicou a porta do escritório] Eu tenho que me recompor e buscar Beth na escola.

Quando os dois saíram, Quinn encostou-se na cadeira pensando na conversa que acabara de ocorrer. Lembrou-se do presente que sua mulher recebeu. Uma caixinha de música. Provavelmente Brittany tinha contado sobre a surpresa que fez.

Depois da conversa que o casal teve, Rachel parecia realmente se esforçar para não fugir da esposa. O que era um grande avanço até ali. Tomavam café juntas e às vezes jantavam juntas, quando não, Rachel fazia questão de avisá-la. Ela ainda não retribuía o carinho que recebia da esposa, mas já não a repelia. Se permitia recebe-lo. Fato que deixava a outra com um sorriso de orelha a orelha.

Quinn observou enciumada sua mulher dialogar com Jesse numa ligação. A conversa, de início, parecia ser séria até que a morena explodiu em sua sonora gargalhada. Bufou irritada por não poder ouvir a conversa e ouviu sua filha falar:

B: Eu gosto do Jesse [Comentou aleatoriamente]

Q: O quê?! [Exclamou sem entender nada]

O casal e Beth estavam no sofá da sala assistindo “Frozen”, o filme preferido da garotinha para assistir com a irmã mais velha, quando o telefone desta tocou.

B: Eu gosto do Jesse [Repetiu, sem tirar os olhos da televisão] Ele é legal, me trata bem, vive me chamando de princesinha... [Deu uma risadinha envergonhada] Ele realmente parece um príncipe. E gosta muito da Rach. Eu acho que se vocês não fossem casadas, os dois teriam casado [Explicou inocentemente]

Por mais que soubesse, que o comentário da filha não foi maldoso, a loira mais velha deixou-se atingir. Pausou o filme e voltou-se para filha. Segurou o queixo da filha e o empinou-o, fazendo a olhar em seus olhos.

Q: Não, Elizabeth. Eles não ficariam juntos, sabe por que? [Perguntou com uma voz séria] Sua irmã foi feita para mim, ela é minha e eu sou dela. Em nenhuma hipótese do universo nós não ficaríamos juntas [Amenizou a voz, pois não queria dar uma bronca na filha]

Em resposta, Beth abriu um lindo sorriso. Quinn derreteu-se pela filha na hora.

B: Oh... eu entendi. É como em um conto de fadas, onde tudo se encaixa. O sapo vira príncipe, o sapatinho cabe na cinderela, o ato de amor verdadeiro funciona no último momento em Frozen. Vocês foram feitas para ficar juntas [Sorriu com os olhinhos brilhando]

Q: Sim, fomos feitas para ficar juntas [Concordou, sorrindo]

Elizabeth poderia ter inocência e ingenuidade das garotas da sua idade, no entanto, era notavelmente mais inteligente e madura. Voltaram a se concentrar na animação, quando Rachel retorna da ligação.

R: Ok, Anna. O quanto eu perdi? [Perguntou indo sentar no sofá]

B: Eu não sou a “Anna” [Revirou os olhos] Eu sou a Elsa

Rachel e Beth já tinham assistido aquela animação milhares de vezes. E pegaram o costume de chamar uma a outra pelo nome das protagonistas. Quinn apenas conseguia sorrir para a interação entre as duas irmãs.

R: A Elsa canta melhor e é a mais velha [Retrucou]

B: A Elsa é loira e eu sou loira. Anna é morena como você [Argumentou, dando um sorriso vitorioso]

A judia ergueu as mãos, se rendendo naquele momento. Indo se acomodar no seu lugar anterior, no canto ao lado da caçula. Entretanto, a fotógrafa foi mais rápida. Empurrou a filha sutilmente para o lado e se instalou no meio do móvel, querendo obrigar Rachel a ficar do seu lado. A diva semicerrou os olhos em sua direção e crispoi os lábios, mas se deu por vencida sentando, zangada, no lugar. Ela sabia muito bem quais eram as intenções da esposa.

Quinn passou um braço sobre os ombros bronzeados e desnudos, devido a blusa que sua mulher usava. Com o outra braço puxou as pernas bronzeadas para repousarem em cima das suas. Colocou a mão sobre as coxas gostosas alisando levemente com o toque dos dedos e as unhas roçavam na pele dela. Rachel olhou para Elizabeth, que estava presa na trama do filme, e depois lançou um olhar de repreensão para a esposa que, em resposta, deu um sorriso falsamente inocente.

A loira tinha escolhido mostrar que a cumplicidade entre elas poderia crescer naturalmente, mesmo o matrimônio não ter sido de forma convencional. Porém, há dias que não tinham um contato mais íntimo. A amada a fazia sentir-se quente somente por existir, mas nesse momento, se sentia em erupção. A pernas desnudas, cobertas parcialmente por um short jeans curtíssimo, eram com ímãs. E Quinn como o mais frágil e leve metal.

Seria hoje sua tão ansiada exposição. Estava tudo sob a mais perfeita ordem. No entanto, a fotógrafa sabia que estava suando frio. Olhou para a judia que cantarolava uma das canções da trilha sonora junto com sua filha. Por mais incrível que pareça, Quinn só conseguia pensar se Rachel iria gostar do seu trabalho, se iria ficar orgulhosa dela.

***

Brittany parecia um cão de guarda ao lado de Rachel, cuja estava um pouco assustada com a atitude. Olhou para a multidão de pessoas que estavam na galeria, aguardando a inauguração do novo acervo da famosa e renomada Lucy Quinn Berry-Fabray. Amantes de fotografias, colecionadores, críticos, profissionais da área, fãs da artista, família, amigos... Era uma imensa lista de convidados.
A dançarina checou mais uma vez seu rosto, quase como se procurasse algum vestígio de que iria fugir.

R: Brittany? Por acaso tem algo errado em mim? [Questionou se irritando]

B: Não, Rach. [Sorriu amplamente] Você está maravilhosa [Piscou marota]

Rachel foi pega de surpresa com aquele elogio. Ainda não estava acostumada em receber aquele tipo de cumprimento por parte da loira. Além disso, ser tratada com um carinho totalmente espontâneo. Sentiu as bochechas corarem e murmurou um agradecimento bem baixinho. Usava um vestido longo que se moldava perfeitamente em suas curvas. Tinha um decote discreto na frente e nas costas, mas possuía uma fenda generosa no início da coxa até os pés, do lado direito. A sua cor era um cinza vivo, puxado para prata. Valorizando a pele bronzeada que cobria.

Alguns aplausos foram ouvidos e todos se viraram para ver quem era responsável por tamanha admiração. Quinn entrou na galeria com um vestido preto de manga que destacava todos seus atributos físicos. Sorriu para o público enquanto caminhava para a frente de todos.

Q: Agradeço desde já a presença de todos. É uma honra para mim [Sorriu elegante] A contemplação por obras de arte ou a paixão por esta é escassa hoje em dia. O grande problema disso e a principal causa, ao meu ver, é que mantemos uma definição fixa na nossa cabeça. Pode até moldar-se, mas não se revoluciona. Achamos que arte é somente o que encontramos em museu ou em grandes galerias. Quando, na verdade, o conceito de arte é muito mais amplo. Tudo o que ser humano produz é cultura e quando essa é posta em observação torna-se arte. É comum não reconhecermos a obra não convencional e acabar não dando o devido valor. [Discursou cada palavra com precisão] O tema desse meu novo trabalho é “Arte pela arte”. Espero que apreciem

As pessoas presentes aplaudiram e começaram a se dispersar para ver as fotos expostas. Rachel manteve-se fixa em seu lugar admirando a esposa. O quão talentosa, linda, elegante e única ela era. Sentiu seu peito inflar de orgulho. Brittany passou o braço ao redor do seu, guiando-a pela galeria. Havia várias fotos espalhadas nas laterais do salão, em diversos tamanhos. Fotos de esculturas em mármore, em aço maleável, esculturas de areia. A maioria delas não apresentavam um valor estético padronizado. Por isso, possuíam legendas explicando que a arte não tinha obrigação de exalar beleza física, e sim, de externa os sentimentos do artista. As peças de artesanato também tiveram seus registros.
Do outro lado do local, tinha fotos de pintores de rua em Nova York, artistas de circo, de rua, fazendo malabarismo e mágicas.

Rachel perdeu o ar quando se dirigiu ao centro. As pilastras estavam decoradas como filmes gigantes de antigas máquinas fotográficas. O design era preto acentuando ainda mais a similaridade, mas fotos eram coloridas e possuíam uma iluminação própria. As imagens eram emocionantes para ela. Beth em uma das suas apresentações de balé, Brittany em dos seus trabalhos de dança, Finn regendo um coro de estudantes em uma apresentação tradicional e outra do mesmo coro em competição de clubes Glee. E com destaque, estavam fotos de “New directions” em várias performances, bem como fotos de Rachel na mesma época. Não estavam enfileiradas ou agrupadas, porém, espalhadas. Encontrou fotografias de espetáculos mais recentes. Quando Quinn tinha tirado essas fotos? A diva dançando, atuando, interpretando... Seu coração parecia disparar em seu peito, suas pernas pareciam não sustentar seu peso. Todos esses momentos tinham sido capturados e nunca tinha visto. Braços a envolveram por trás e aproveitou para inalar o perfume. Não era a dançarina.

R: Você colocou Britt para me vigiar [Foi tudo o que conseguiu dizer]

Q: Coloquei [Assumiu] Não sabia como reagiria e não ia deixar que fugisse [Riu com a acusação]

Rachel estava anestesiada. Não conseguiu virar-se e encarar a esposa. Olhou para os lados e avistou Santana e Brittany olhando para elas e para as fotos. Com os maiores sorrisos no rosto. Voltou encarar uma foto sua cantando “My Man” de Funny Girl. Seus olhos fechados sobre o palco, lágrimas pelo rosto enquanto cantava. Ergueu as mãos para tocar e se deteve.

R: Por que fotos minhas? [Perguntou com uma voz falha] Por que eu?

Q: Sempre foi você, minha Rach. [Respondeu com a boca colada no ouvido dela] Contemplar você é a minha maior arte [Beijou atrás da orelha]

Aquele toque fez a pele de Rachel queimar. Virou para a loira, completamente entorpecida com a exposição e as palavras. Contudo, sua amada já havia se afastado para falar com os outros convidados. Os olhos esverdeados encontraram os olhos castanhos e o conhecido sorriso magnífico surgiu nos lábios carnudos, se derretendo toda pela a esposa no momento. As pessoas sorriam, elogiavam, acenavam para ela, reconhecendo-a. Contudo, não se movia. Era tudo tão intenso, tão envolvente, tão... sua Quinn. Era surreal demais... Olhou novamente para aquelas imagens sem acreditar no que via. Perguntava-se a finalidade daquilo, completamente atordoada. Sentiu algumas lágrimas beirarem seus olhos, tanto que mal conseguia saber o que tinha nas legendas. Mais uma vez, Quinn tinha proporcionado uma emoção única, chegando mais perto de consertar o passado entre elas. A morena não sentiu uma pessoa quebrada ou magoada, pela primeira vez. Naquele instante, sentiu-se inteira, viva, sem rancor.

Nunca nenhum fotógrafo teve a coragem de fazer o que Quinn fez naquele evento. Fotos pessoais já haviam sido usadas antes, mas não em nada daquela dimensão. O comum era que os profissionais serem impessoais no seu trabalho. Todavia, a loira não seguia regras. Ela seguia seus extintos, desejos e assumia o risco. Não somente pelo fato de exibir sua família e amigos nas imagens, mas por estas serem, muitas vezes, antigas e amadoras. Todas foram perfeitamente trabalhadas e editadas; e na legenda havia o local e ano da imagem. Isso era o que amarrava aquelas fotos na categoria de surpreendentemente interessantes. E o que torna a artista, dentre tantos outros, única. A exposição havia sido um sucesso além do esperado.

***

Quinn entrou em casa, seguida pela esposa, xingando-se mentalmente. No caminho de volta, a judia não havia dado uma palavra, apenas a olhava de vez em quando com um brilho intenso nos olhos. A única coisa dita, bem baixinho, foi que não sabia como agradecer, e a outra respondeu sincera que não havia motivo para agradecimento, não fora um presente, fora uma homenagem. Não teve coragem de falar a palavra certa, de dizer que fora a mais singela declaração. Então, queria se estapear por isso.

Rachel foi para o quarto, sendo acompanhada por uma Quinn frustrada. A morena parou no meio do cômodo e sem dizer nada retirou os sapatos. Com o olhar fixo, levou as mãos às costas e abriu o zíper, deixando o tecido se amontoar nos seus pés. Era a visão mais sexy que a loira já via visto! Um corpo bronzeado e curvilíneo, um par de pernas maravilhoso, um abdômen cada vez mais definido. A única peça de roupa ali era uma calcinha preta. O cabelo castanho foi bagunçado propositalmente para que algumas mexas caíssem sobre os ombros e cobrissem os seios. A garganta de Quinn secou e seus olhos não piscavam.

A loira observou a diva andar tranquila em sua direção. Quando chegou a sua frente, ficou na ponta dos pés e capturou lábios rosados. Foi um beijo diferente, repleto de luxúria. Suas línguas expressavam a mistura de saudade com desejo desenfreado que nutriam. As mãos da menor foram para as costas alvas, retirando o vestido. O beijo foi quebrado para que os sapatos também fossem tirados e em seguida, as bocas se encontraram com paixão.

R: Me faça sua, Q [Sorriu provocante]

Essas palavras foram suficientes para atear fogos nas entranhas de Quinn. Suspendeu a esposa, fazendo-a enlaçar sua cintura com as pernas, aproveitando apalpar sua bunda. Levou-a cama e atritou as intimidades. Ambas gemeram.

Quinn se afastou para arrancar a calcinha dela e a própria, sob olhar libidinoso da amada. Deitou-se sobre ela novamente e abocanhou o seio. Gemeu ao sentir o gosto da pele sedosa. Como tinha conseguido suportar aqueles dias sem senti-lo?

Q: Gostosa [Murmurou enquanto sua língua brincava com o mamilo] Minha gostosa! [Passou a dar atenção ao outro]

Deslizou a mão direita, entre os corpos colados, até a intimidade da morena, esfregando vagarosamente o feixe de nervos. Embebedou-se dos altos gemidos soltados pela atriz:

R: Oh Deus [Revirou os olhos de prazer] Po-por favor, Quinn [Gemeu implorando]

Desceu pelo corpo moreno, beijando cada pedaço de pele. Beijou a região interna das coxas, chupou e mordeu com força, satisfeita ao ouvir a esposa gemer mais uma vez seu nome. Lambeu toda a extensão da região íntima e a morena se contorceu, cravando as unhas nas mãos alvas que estavam sob suas coxas. A loira gemeu de dor e prazer ao mesmo tempo, mas a judia estava tão sucumbida ao deleite que sequer percebeu. Passou a chupar o feixe de nervos, sugando-o de maneira voraz. Rachel pedia por mais e ela obedecia. E tudo se tornou ainda mais sensacional, quando penetrou com a língua. Moveu-se dentro dela, sentindo as paredes internas apertarem aquele órgão tão sensível do corpo humano. Sentia e degustava ao mesmo tempo, o que era fantástico. Rachel puxou o ar com toda força. Não demorou e Quinn sentiu o sabor dela. Faz questão de sugar tudo.

Rachel estava completamente ofegante, com o rosto corado e a testa suada. Quando Quinn escalou seu corpo de volta, escorregou para baixo a fim de sugar os seios, e o faz com precisão. Fazendo os braços fraquejarem para sustentar seu corpo. A loira infiltrou os dedos no cabelo castanho e a puxou para um beijo faminto, cheio de desejo. Nunca tinham sentido tanta necessidade uma da outra, nunca tinham se sentido tão selvagens como naquele momento.

Q: Eu quero mais de você [disse rouca]

Beijou os lábios, o queixo, seguindo para o pescoço. Chupou com força o ponto de pulso. Lambeu o vale entre seios, voltando para beijar da mesma forma acima dos seios. Esperava apenas a morena se recuperar para poder continuar. Não estava saciada, precisa demais e teria naquele momento. Enfiou dois dedos em Rachel fazendo-a arquear as costas de prazer. A ação de Quinn possuía tamanha precisão, que levou a consciência da esposa embora. A judia arranhava costas da outra em resposta, se concentrando nos ombros e no pescoço.

Q: Você me enlouquece, Rach. [Chupou o lóbulo da orelha]

Continuou penetrando com maestria, à medida que a diva gemia, com maior propriedade mexia seus dedos. O corpo sob o seu começou a dar sinal de espasmos e as paredes internas fecharam, denunciando mais um orgasmo. Rachel gritou seu nome e agarrou mais forte nela, se entregando ao ápice. Beijaram-se novamente, saboreando-se com calma. A parte de exigir já havia passado, restava apenas desfrutar do momento.

Os olhos de Quinn se arregalaram ao deparar com um sorriso lindo nos lábios de Rachel. Não era um sorriso satisfeito com o prazer, não era um sorriso que tinha apreciado o momento. Se tratava de além disso. Abrangia carinho, paixão, admiração. Ela estava se entregando ao momento. Em êxtase com a conclusão, a loira deitou ao lado dela e sorriu apaixonadamente de volta. Pegaram no sono exatamente naquela posição, olhando uma para a outra.

Notas finais
E o final foi quente (; Muito obrigada pelos comentários que me incentivam bastante. Obrigada a quem favoritou. Vocês são lindos... Até o próximo! Beijo, Ingrid