Contrato de Casamento
10 Capítulo X- Grande dia
Notas iniciais
Nunca se sabe quando será o dia mais importante da sua vida. Os dias que se pensa que serão nunca são tão especiais quanto se imagina. São os dias normais, que começam como qualquer outro dia comum, que acabam se tornando importantes. Até mesmo aquele dia que tinha tudo para ser ruim ou não ser algo tão agradável na sua memória acabam surpreendendo. Pode não ser imediatamente, no fim do dia ou da semana. Mas quando olhar para trás e lembrar da vida que teve, aquele dia vai ser considerado um grande dia. Não se reconhece os grandes dias por estarem embaralhados na sua linha da vida. O dia em que se compromete com algo, o dia que partem seu coração, o dia que conhece sua alma gêmea, o dia que percebe que não há tempo o suficiente. Esses são os mais importantes.
Rachel Berry passou a vida planejando o futuro, preocupada com o mesmo e tentando prevê-lo. Tentando, de alguma forma, amortecer o impacto da mudança. Mas o futuro está sempre sujeito a alterações. Nele depositou seus medos mais profundos e suas esperanças sedentas. Só há uma coisa definida... Quando o futuro se revela, nunca é como imaginado. O namorado de escola não foi seu príncipe encantado, seu melhor amigo gay da escola hoje não passa de alguém que conhecia. E a líder de torcida que a intimidava foi sua namorada, sua grande paixão e tornou-se o amor da sua vida.
Para ela aquele parecia não ser o dia tão esperado pela maioria das noivas. Na manhã de seu próprio casamento precisou fazer um esforço enorme para sair da cama. Desanimada e sem apetite forçou-se a engolir uma fruta e um pouco de suco, somente para agradar os pais.
Todos pareciam ser o protagonista daquele evento. Entusiasmados e ansiosos. Hiram parecia ser a noiva, Shelby parecia que estava diante da rainha da Inglaterra, mimando a filha o tempo inteiro, Noah ligava a cada dez minutos. E Leroy não dizia nada, mas parecia bem nervoso. Após o café da manhã, as horas passaram voando. O cabelereiro para fazer seu penteado e o arranjo das flores. Ficou sentada em frente a um espelho deixando-o trabalhar. As palavras ditas na madrugada anterior pela sua futura esposa não saiam da sua cabeça. As confissões e os pedidos de desculpas não faziam sentido, e não davam razão alguma para que ela acreditasse. Mas tudo foi relatado com tanta veemência e as emoções transbordavam naquele momento.
Quando seu cabelo estava pronto, veio a maquiagem. Escolheu algo leve, que realçasse os belos traços exóticos. Desenhando seus lábios carnudos e destacando os olhos castanhos.
Para sua surpresa quando a porta do seu cômodo abriu, era a pessoa que menos esperava, trazendo seu vestido. Presumiu que seria Blaine a trazer seu vestido, mas Kurt estava parado a sua porta com um sorriso nervoso. Rachel concedeu a entrada e o homem entrou receoso.
K: Eu trouxe seu vestido [Sorriu sem graça]
R: Obrigada. Na verdade, estou um pouco surpresa por você estar aqui, achei que estaria com a Quinn.
K: [Afrouxou um pouco o nó da gravata desconfortável] Blaine está fazendo isso. Eu pedi para vir, eu quero estar aqui, Rachel.
Rachel o olhou surpresa, não imaginava que aquele encontro não era forçado. Naquela hora ficou tão desconfortável quanto ele. A quanto tempo não se falavam? As poucas frases trocadas na festa de Noah não poderiam ser levadas em consideração.
K: Sei que não somos mais amigos, mas já fomos um dia. [Se aproximou] E prometemos um ao outro, estar do lado no dia do casamento.
Rachel não disse nada, pois não sabia o que dizer. Não queria ser rude com Kurt, não era hora para isso. No entanto, era culpa dele que eles não fossem mais amigos. Se levantou e deixou-o ajudá-la a se vestir.
K: Eu sei que culpa dessa situação é minha [Falou como se pudesse ler os pensamentos dela] Me desculpe, Rachel. Eu estava cego de raiva por não ter conseguido entrar em NYADA. Fui egoísta por pensar somente no meu sucesso, no meu futuro. Desejei estar nos palcos e ter fama desde o começo do ensino médio. Mesmo assim, não consegui. Tive que me contentar com a minha segunda opção. Consultor de moda, editor de revista, estilista... Não tenho ideia do caminho que vou seguir...
R: Kurt... [Tentou impedir aquela conversa]
K: Me deixe terminar [Pediu calmo] Você tem ideia do quanto eu senti sua falta nesses anos? Quando eu tinha um dia incrível, eu só pensava em compartilhar com você; Quando o dia era horrível, eu só queria desabafar com você. [Comentou com remorso] Eu vi seus espetáculos, li suas entrevistas. Você tem o que sempre quis! Apesar de querer grandes projetos, fama e prêmios, você não os visava. Não faziam parte do seu objetivo, eram apenas consequência. Bastava chegar à Broadway. Essa é a nossa diferença, você nasceu para isso, Berry. Sua paixão pela interpretação está presente nas pequenas coisas. [Parou para se concentrar no que estava fazendo] Me desculpe, Rachel [Pediu novamente] Por ter sido um cretino egoísta invejoso.
Rachel não sabia dizer o que estava sentindo naquele momento. Durante muito tempo tudo o que sentiu por Hummel foi raiva, depois tudo se resumiu a mágoa. Sabia que não tinha nada fácil para ele dizer aquilo. Reconhecer que estava e admitir em voz alta eram o mais difícil, por isso Kurt nunca pedia perdão.
R: Eu preciso que você saiba o quanto me machucou. Quando disse que eu merecia estar em NYADA, que eu não era boa o bastante. Eu tentei te perdoar, Kurt. Mas você se afastou, montou sua vida sem mim. Foi tão difícil! Eu não tinha mais ninguém. Não tinha Quinn, não tinha Santana e não tinha você. Eu tive que me adaptar sozinha em cidade nova. [Desabafou] Sei que não foi nada fácil vir aqui e me pedir desculpas.... Eu também senti sua falta. Porém, eu não posso retomar a nossa amizade agora. [Encarou os olhos azuis] Vamos nos conhecer de novo, vamos nos permitir essa chance gradualmente [Sugeriu]
K: Eu adoraria isso... [Sorriu amplamente]
Nunca conseguiria entender como alguém de coração tão grande quis ser sua amiga ou quis casar com Quinn, que era extremamente egoísta. Rachel abriu os braços e kurt se encaixou neles. Era um gesto cheio de saudades de ambas as partes. Embora quisesse, ele não podia apertar a diva e prolongar aquele momento. Senão, corria o risco de amassar o vestido de noiva e seu terno. Beijou sua testa carinhosamente.
K: Eu já terminei [Virou-a para espelho] Você está linda, Barbra
Vestido era branco e se ajustava perfeitamente ao corpo esculpido, delineando a cintura curvilínea e marcava os seios médios, valorizando-os. O modelo era fino e elegante, revestia o corpo dos pés até o busto, no qual havia um corte no decote pequeno, iniciando a costura com renda. Esse material se estendia para os ombros, as mangas compridas e as costas nuas. Vendo aquela imagem diante de si, foi inevitável que sua mente não viajasse na lembrança de como seu relacionamento com Quinn Fabray começou.
~FLASHBACK ON~
Lima, Ohio. Outubro de 2010
O noticiário local e o nacional giravam em torno de uma notícia: O atentado ao WMHS. Um colégio destinado ao ensino médio de uma cidadezinha no interior de Ohio. Caçavam como abutres informações novas, depoimentos, filmagens, entrevista. A vida de Rachel tinha virado um caos desde o acontecido.
Tinha passado um tempo internada no hospital da cidade para se recuperar dos procedimentos. Tinha passado por uma cirurgia para extrair a bala e por mais duas transfusões de sangue. Consultas particulares com o psiquiatra também fizeram parte de seu prontuário. Depois daquele trauma, o corpo da morena ficou vulnerável e sua recuperação foi árdua. O período de sua recuperação foi determinado pela extensão de seus ferimentos. E nem foi um sucesso, pois houve feridas que não puderam sarar completamente. Sua cabeça ficou transtornada, tinha pesadelos, ficava agressiva com os enfermeiros. Por isso precisou das sessões de terapia.
E televisão não contribuía para o processo de regeneração. Perseguindo-a durante o seu tempo de estadia no hospital e o intervalo de descanso em casa. A mídia descobriu que Jacob tinha atirado nela somente por acidente e que eles foram amigos de infância. E outra coisa que lhe tirava da tranquilidade era forma como difamavam Jacob Ben Israel, alegando que ele era um doente perturbado, usava drogas e se envolvia com gangues. Aquela não era a verdade.
Até que um dia, após receber alta do hospital, Rachel tinha acabado de tomar sua medicação. Ligou a TV e se deparou com a imagem de Quinn dando uma bela resposta ao repórter.
Q: Tudo o que estão falando sobre Jacob Ben Israel não passa de uma mentira! Um jogo de publicidade para dar audiência. Ele não era um jovem doente transtornado, um maníaco. Muito menos um drogado com problemas familiares. Ele sequer bebia [Esclarecia com firmeza a circunstâncias] Ele era perturbado pelas pessoas da escola e não por seus problemas mentais. Jacob era alguém que agredido todos os dias, humilhado totalmente. Ele estava atacando todos que fizerem isso com ele [Fez uma breve pausa] Eu sei disso porque... Eu fazia isso com ele. E e-eu sinto muito! Eu me arrependo dos meus atos, de verdade! [Lágrimas brilhavam em seus olhos] Nunca quis que isso acontecesse... Peço desculpas à família dele.
Rachel desligou o aparelho completamente, transtornada. Quinn tinha acabado de defender a memória de Jewfro, nunca imaginaria isso! Sempre pensou que essa era a sua responsabilidade, pois senão ninguém faria. Ela pôde sentir cada emoção de Quinn, cada suplica sincera. E ela estava ali tão linda e firme, usando seu uniforme de líder de torcida. O que levava a crer que sua perna estava curada ou quase isso.
Foi tirada de seus pensamentos pelo som de campainha. Se levantou para atender a contragosto, pois sabia que seus pais saíram para o plantão e não voltariam tão cedo. Devia ser Finn ou Sam, trazendo suas anotações e matérias do dia. Seus colegas se organizaram para vir trazer isso para ela enquanto estava em casa se recuperando. Todo dia da semana era um deles. Finn, Samuel, Kurt e Noah. E não poderia ser nenhum desses últimos que já tinham feito o favor durante a semana. Atendeu a porta e deu de cara com a capitã das líderes, segurando seus cadernos e livros.
Q: Oi... [Disse tímida]
Rachel ficou espantada por Quinn estar ali, não tinha ideia de como ela sabia onde morava. Franziu a testa, confusa. Quinn com um sorriso incrível, com um jeito acanhado, segurando suas coisas e completamente.
R: O que faz aqui, Fabray? [Questionou curiosa] Era para Finn ou Sam fazerem isso. [Completou confusa]
Rachel se afastou para Quinn entrar e colocar os livros na mesinha de centro.
Q: Finn e Sam? [Debochou] Todo mundo sabe que não pode dar a uma tarefa difícil a eles porque não tem a menor capacidade de fazer. Você precisa fazer amigos mais inteligentes que eles. [Zombou]
Aquele comentário irritou Rachel, não era nada legal zombar dos outros por não serem tão inteligentes, ainda mais na frente de um amigo. E era bem hipócrita de Quinn ridicularizá-los daquela quando ela mesma era amiga de Brittany Pierce.
R: Por que você faz isso? Por que fala dos outros dessa maneira? [Perguntou chateada] Qual é a necessidade de estar sempre agredindo alguém, humilhando, ofendendo. É só para sentir superior? Você não é superior a ninguém e ninguém é inferior a ninguém. Será que o caso de Jacob não te ensinou nada? Não aprendeu que o que você faz achando que é natural e descolado, é uma atitude cruel e miserável, heim Quinn? [Seu tom ficou decepcionado] Eu vi sua entrevista e realmente acreditei que seu arrependimento fosse sincero.
Q: Foi sincero! [Subiu a voz desesperada] Eu juro, Rachel! Eu me arrependo de cada coisa que disse e fiz a ele e a todos. Por favor, acredite nisso. [Se aproximou] Eu não sei porque fiz ou faço essas coisas, só algo instintivo... É algo que estou a acostumada a fazer. Parece horrível, eu sei. Mas é a verdade e se tivesse pensado melhor, não teria ofendido Finn e Sam, me desculpe.
Rachel apenas acenou a cabeça, realmente acreditava no lado bom das pessoas, especialmente no de Quinn. A loira tinha lhe defendido na hora do tiro e por isso estava com a perna machucada. Possuía alguns pontos de costura, mostrando o quão profundo teria sido o corte. Mas no momento Quinn não demonstrou aquilo, pois estava cuidando da judia. Respirou fundo e tentou ficar calma. Quinn Fabray sempre lhe levava ao limite.
R: Obrigado por trazer a matéria para mim, Quinn [Mudou de assunto]
Ela queria quebrar esse clima pesado que tinha se formado. Afinal, a líder de torcida tinha sido bastante prestativa e atenciosa em trazer o material para ela. Quinn apenas sorriu em resposta e a olhou de cima a baixo, se prendendo às pernas. Olhos da loira ficaram escuros e sua garganta secou. Era o melhor par de pernas que já tinha visto na sua vida.
Rachel seguiu o olhar de Quinn e corou fortemente ao notar que estava usando um micro short. Cruzou os braços e pigarreou, chamando a atenção da outra garota. Quinn sorriu maliciosamente e se aproximou ainda mais. Ela não tinha ido até a casa de Rachel levar os livros, era somente um pretexto.
Q: Por que me pediu um beijo naquele momento? Por que aquilo a faria sentir fogos de artifício? [Colocou as mãos na cintura]
R: E-eu nã-não [Começou a gaguejar nervosa] Eu não sei [Disse sem pausas]
O rosto de Quinn estava muito perto do seu, suas respirações se misturavam. Além disso, a blusa da morena era muito curta e deixava sua barriga tonifica exposta, permitindo sentir as mãos delicadas de Quinn em contato com a sua pele. Isso acabava com todo seu raciocínio.
R: Eu não sei [Repetiu] Você estava lá e eu também, nós duas estávamos em pânico. Foi algo impulsivo
Q: Impulsivo? [Arqueou sobrancelha] Então sua primeira reação no desespero foi me pedir um beijo? Sabe, eu fiz o que me pediu, agora você me deve. [Disse sedutora]
A líder de torcida colou os corpos tão firmes que a capitã do coral não conseguiria escapar. Tinha ido até ali para garantir que o beijo compartilhado naquele maldito dia não seria o último e faria isso. Curvou-se lentamente para alcançar aqueles lábios saborosos.
Q: Você gostaria sentir fogos de artifícios agora? [Sussurrou sobre lábios]
Rachel acabou com a aquela distância e tomou os lábios rosados para si. As lutavam pelo domínio, que foi conquistado por Quinn. Aquele era o segundo beijo de muitos.
~FLASHBACK OFF~
Do outro lado da cidade, Quinn lembrava exatamente do mesmo momento, da sensação de ter aqueles lábios, de tocar na sua pele, do calor que a dominava só de olhá-la. Seu vestido de noiva era branco, se modeleva ao corpete, se ajustando na cintura e depois se abria desde esse ponto ao fim de suas pernas. Possuía um decote discreto na frente, coberto por uma renda, a mesma que estava no vestido de Rachel. O tecido se estendia aos ombros e às costas parcialmente, deixando um decote generoso naquele lugar. Completou o visual com joias.
Hoje não seria quem ela era, mas quem deveria e quem queria. Aquele momento em frente ao espelho mudou tudo. Mudou sua perspectiva, clareou suas ideias. Hoje daria um grande passo e estava mais do que pronta para ele. Há alguns anos, uma pessoa entrou na sua vida e a transformou. Sua óptica, iluminou seu entendimento. Forçou-a a repensar em tudo quem chegou a acreditar. E hoje, essa pessoa se tornava sua esposa.
Observou divertida sua mãe fazer o nó da graveta de seu pai, que reclamava. Eles estavam nervosos com a ocasião, afinal estariam casando em breve sua caçula.
A primeira noiva chegou ao salão alugado, repleto de rosas brancas. Os arranjam perfeitamente posicionados, os convidados perfeitamente acomodados, a iluminação estava perfeita bem como o resto da decoração. A banda, o arco de entrada, o altar improvisado. Puck e Santana tinham feito um trabalho incrível. Ouviu um som de carro freando e prendeu a respiração.
Rachel desceu do veículo e o mundo de Quinn parou de girar. Ela estava perfeita! Apertou a mão de Frannie que devolveu o gesto sorrindo, dizendo que entendia o que estava sentindo. A noiva loira precisou controlar o impulso de ir até a sua futura esposa. Queria muito beijá-la.
Os olhos verdes brilhantes encontraram os olhos castanhos escuros e por alguns tudo em volta pareceu deixar existir. Um sorriso espontâneo surgiu nos lábios da loira, que continuava a receber um olhar intenso por parte da outra. Nem perceberam quando a equipe de fotografia começou a captar aquele momento. Todos eles trabalhavam com Quinn em sua empresa.
Seus pais se cumprimentaram, se abraçaram, sorriram; e elas continuaram se encarando. Sua atmosfera só foi interrompida pelo momento que ouviram a banda começar a tocar. A equipe de filmagem começou a trabalhar. Frannie entrou no local acompanhada pelo marido, iniciando a cerimônia.
Todos ficaram em fila para fazer a entrada, esperando o sinal. Quando a próxima música tocou, Quinn sentiu um frio na barriga.
Shelby enlaçou seu braço no de Leroy que ofereceu o outro braço a Judy. Assim que esse trio entrou, Hiram entrelaçou-se a filha e dirigiu-se a porta da entrada, entrariam assim que a marcha nupcial tocasse, sendo seguido por Russel e Quinn.
Aqueles minutos pareceram uma eternidade, ela queria que acabasse logo. Queria poder dizer que Rachel era sua esposa. A música tinha uns três minutos, mas parecia ter dez. Seu coração batia tão forte, quase saltando do seu peito. E por um instante achou que os outros três que estavam ali podiam ouvir o som.
A marcha nupcial tocou, anunciando a entradas das noivas. Rachel e Hiram seguiram a frente e depois de alguns segundos, foi a vez dela e seu pai. As cabeças dos convidados se viraram curiosas, ao vê-las, diante do suntuoso e longo corredor, que levava até o altar. Alguns sorriam felizes, outros se emocionavam e resto aparentava estar orgulhoso. Quinn via, mas não enxergava. Sua atenção presa na mulher da sua vida, separada por alguns passos, uma distância mantida apenas por questão de estética.
Hoje é o dia que a vida de Quinn começava. Toda sua vida, foi somente ela em busca do seu amor. E hoje ela o tinha. Não mais como uma ex-namorada, um amor adolescente ou como a valentona que perseguia a perdedora. Hoje se tornava uma mulher, hoje se tornava uma esposa, hoje se tornava responsável por alguém além de si mesma e pelo o futuro delas, hoje tinha alguém para ser sua.
De todas possibilidades que esse casamente tinha a oferecer, eu queria todas, estaria pronta para tudo. Seu propósito era comparecer... Com olhos abertos, com determinação e preparada. Para todas as coisas... Para qualquer coisa. Para enfrentar a vida, para enfrentar o amor, para enfrentar as possibilidades e responsabilidades. Hoje, sua vida e de Rachel começava. A vida delas juntas, como um casal. E Quinn, pelo menos, não via a hora.
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