Contrato de Casamento
1 Capítulo I- Loucura
Notas iniciais
As duas mulheres estavam sentadas frente a frente na mesa do escritório de Quinn Fabray. Enquanto a loira analisava detalhadamente os papéis em mãos, a latina estava inquieta, se sentindo culpada.
S: Você tem certeza disso Quinn? [Insistiu na pergunta]
Q: Mais do que tudo Santana. [Respondeu sem tirar os olhos do documento que segurava]
S: Britt não vai gostar nem um pouco disso. Nenhum dos nossos amigos vai
Q: Não estou preocupada com isso, você sabe. Eles não são problema meu [Retrucou, dando de ombros]
S: Brittany é sua melhor amiga! Assim como eu [Elevou a voz, se irritando]
A Fabray tirou os olhos dos papéis pela primeira e fitou a mulher a sua frente. Respirou fundo, tentando manter a calma.
Q: E ela é sua mulher! Portanto, você resolve. [Falou firme] Não precisa a falar a verdade a todos, inventamos algo.
S: Você está sugerindo que minta para ela? [Indignou-se]
Q: Como eu disse você resolve. Para os outros, no entanto, não haverá verdade.
Santana Lopez revirou os olhos castanhos, não podia crer que sua amiga fosse querer ir em frente com isso.
S: Porque não deixa Rachel Berry em paz?
Novamente bateu no mesmo ponto, sabendo que nada adiantaria. Há anos que Quinn estava obcecada pela morena.
Q: Não posso fazer isso [Falou mais firme ainda, e viu Santana tentar retrucar] Fico grata pela sua preocupação, Lopez, mas sei me cuidar.
S: Se você machucar o meu hobbit novamente, eu acabo com você [Falou em tom perigoso, o mesmo que usava para ameaçar a pessoa na sua época de colégio] Não importa se você é minha chefe!
Quinn a encarou cética. Às vezes se esquecia de como a latina podia ser falsa e fingida. Deu o seu olhar assassino e seu sorriso irônico.
Q: Não me venha com essa... SUA HOBBIT? [deu uma risada sarcástica] Você tem tanto contato com ela quanto eu, ou seja, nenhum. Fez tão mal a ela quanto eu. E agora quer bancar a amiga protetora? [Sua voz pingava veneno]
Santana Lopez podia intimidar todo mundo, menos Quinn. No entanto, a loira intimidava todos, inclusive Santana. Mas esta nunca admitiria. Ela se ofendeu com o comentário, levantou-se e bateu as mãos na mesa da chefe com força.
S: Vai se foder, Fabray! Você mais do que ninguém sabe o quanto eu me arrependo pela minhas atitudes [Respondeu extremamente irritada] Eu devo muito a Rachel, eu não estaria aqui se não fosse por ela e nem você.
Quinn Fabray sabia que cada palavra era verdade, ela conhecia sua amiga e, além disso, ela estava lá. Se não fosse por Rachel Berry as duas não teriam ido a faculdade e sequer haviam se formado no ensino médio. A loira se levantou também e equilibrou a partida, ficando na mesma posição e olhando a mulher morena a sua frente.
Q: Você também sabe que eu sou louca por aquela mulher, S [Amenizou a voz] Desejo-a como alguém fora de juízo. Vou fazer o necessário para tê-la de novo. Jogarei baixo e sujo como e sempre que precisar. Rachel vai ser minha mulher! Eu já me decidi. [Usou o novamente o tom da antiga Ice Quinn]
Dois dias depois, Rachel despertava lentamente, meio zonza e desorientada. A luz ao invés de clarear parecia lhe cegar. Os feixes penetravam como pequenos espinhos na sua visão. Apertou os olhos com força e deixou-se levar. Tornou a abri-los devagar e a primeira coisa que viu foi cortinas escuras, mas não estavam devidamente fechadas, por isso uma brecha de luz do sol passou entre elas. A mulher na cama estava muito cansada, fisicamente e mentalmente, quase como uma participante de jogos olímpicos. Resmungou algo e virou-se para o outro lado, tentando voltar a dormir. Neste exato momento retomou a razão.
Cortinas escuras?
Esse pensamento tomou a sua mente. Ela não se lembrava de uma nenhuma cortina como aquela, nem saberia qual era a cor ao certo. Ela não conhecia aquele cortinado. Em um movimento rápido e brusco se ergueu. Imediatamente se arrependeu pois uma tontura e uma dor súbita tomou conta de si.
R: Puta que pariu! [Gemeu de dor]
Levou as mãos à cabeça e massageou as têmporas. Olho para seu corpo que estava coberto por lençol e rodeado por travesseiros em uma cama enorme, macia e aconchegante. Todos os objetos desconhecidos. Olhou para o cômodo que se encontrava, perfeitamente decorado, arrumado. Tudo ali em seu lugar, tudo parecia combinar, exceto Rachel. A morena se apavorou com a ideia de estar na casa de um estranho. Para muitos jovens, aquilo poderia ser completamente comum, mas não para ela. Nunca havia feito isso isso antes. Outro pensamento assombrou a sua mente.
Parabéns, Barbra! Você deu para um estranho, sua vadia.
Não, não, não! Aquilo não possível, Berry não era dessas. Respirou fundo, tentando se controlar. Então imagens da noite passada invadiram a sua mente. Uma pele alva contra a sua, lábios rosados beijando o seus, dentes perfeitos mordendo sua pele, sua boca. Unhas arranhando seus seios, mãos delicadas segurando firmemente suas coxas, suas mãos se emaranhando em fios loiros e sedosos. Aquele sorriso malicioso e a porra da sobrancelha arqueada. Essa não!
Isso é ainda pior que dormir com estranho... Por favor, que eu esteja completamente enganada.
Apegou-se ao pedido como seu último desejo. Tomou coragem e afastou o lençol de si para confirmar suas suspeitas. E lá estava tudo o que temia seu corpo cheio de marcas. Arranhões, mordidas e chupões. Na sua barriga torneada, nos seus lindos seios, no seu quadril, nas suas pernas maravilhosas. Alguém definitivamente quis marcar território naquele corpo moreno esculpido. A judia só esperava que não fosse quem ela pensava. E para completar o pacote ela se encontrava apenas com sua calcinha preta de renda.
R: Oh Deus, o que fui fazer? [falou para si mesma] E onde estou? [Olhou mais uma vez ao redor]
O quarto indicava alguém que tinha um padrão elevado de vida, com certeza. A delicadeza e a elegância reinavam, completando o ambiente totalmente feminino. Sua cabeça latejava, fruto de uma possível ressaca. Olhou para o criado-mudo e viu um copo de água gelado e duas aspirinas. Fez uma nota mental de agradecer a quem havia pensado em deixar aquilo para ela. Sem precisa pensar mais uma vez, colocou o remédio na boca e tomou o copo com água.
- No meu quarto, linda.
Uma voz tirou Berry de seus pensamentos e lhe deu um susto. A morena não podia crer mesmo se tivesse o tímpano perfurado reconheceria essa voz. Virou-se para encarar a dona desse som que dominava seus sonhos e pesadelos.
Q: Desculpe, não era minha intenção assustá-la [Deu um risadinha]
A morena prendeu a respiração... Não podia acreditar que suas preces não foram atendidas. A pessoa que mais amou e ainda amava desde seus 17 anos estava parada a sua frente? Logo a mulher que definitivamente marcou seus anos no ensino médio. Tendo feito três deles um inferno e outro um paraíso de sensações, descobertas e sentimentos.
Com tantas pessoas nesse mundo, com tantas pessoas naquela festa você tinha que ter ido para cama logo com ELA?
Continuava a olha-la sem crer no que via, sua garganta secou ao vê-la desfilar por seu próprio quarto na direção de uma poltrona preta centrada de frente para cama. A mulher loira sentou e cruzou as pernas. A imagem passou em câmera lenta na cabeça da outra. Não havia mais dúvidas, era verdade e estava tão perto. De carne e osso, exalava a beleza e a sensualidade que sempre teve.
Q: Não sabia que falava sozinha. E sim, sou eu mesma. Não precisava ficar me olhando como se tivesse visto um fantasma. [falou um tom divertido]
Só que a mulher loira era exatamente um fantasma, um fantasma do passado de Rachel. Lucy Quinn Fabray vestia uma langerie vermelha de renda que realçava todos os pontos de seu corpo escultural. E por cima havia um hobbie preto de seda, que Rachel tinha certeza que era apenas por hábito ou charme, pois estava aberto e deixava o corpo alvo a mercê de seus olhos.
Sem forças para resistir, os olhos castanhos percorrem o magnífico monumento que era aquela linda mulher. O cabelo loiro curto e sexy, o nariz invejável, os lábios rosados desenhados. Rachel podia lembrar perfeitamente o sabor divino deles. Os olhos... Aah, aqueles olhos cor de...
Sei lá que porra é essa
E ela realmente não sabia ninguém sabia dizer com precisão qual era a cor dos olhos de Quinn. Eles mudavam de cor, mas eram tão sensuais, tão apaixonantes... Tão hipnotizantes.
Saiu do rosto e foi para o pescoço onde tinha dois chupões roxos vivos. Engoliu em seco, tinha ligeira impressão de que ela tinha feito aquilo. Os seios fartos e perfeitos revestidos pelo sutiã vermelho. Seu olhar prosseguiu para o abdômen estreito, as belas pernas, a pequena calcinha vermelha. Os olhos castanhos ficaram nublados de desejo. O corpo moreno reagiu de ato àquilo, mas para controlar seus instintos apertou o lençol com força.
Os anos que se passaram deixaram Quinn mais bonita que já era. Berry se lembrava de ter dito que ela era a garota mais bonita que já tinha visto. E agora, a mulher mais bonita que já vira. O seu coração batia descontroladamente e um calor se espalhava pelo meu corpo.
Q: Se olhar tirasse pedaço... [Falou maliciosa, fazendo a mulher mais baixa corar fortemente]
R: E-eu... ér... Eu... [Gaguejou vergonhosamente]
Q: Bom dia [disse educada, mas sua sobrancelha arqueou para aquela cena]
R: Hum... E-e-eu... [Falhou novamente]
Q: Não me diga que eu consegui a proeza de lhe deixar sem fala? [Debochou, dando uma risadinha]
R: Bom dia [Pigarreou e desviou brevemente o olhar] Obrigada pelo analgésico, Quinn.
Q: Por nada. Se sente bem? [Perguntou maliciosa] Depois da nossa noite?
R: Nossa noite? [Arregalou os olhos e elevou a voz, chocada]
Q: Sim, nossa noite [Cruzou os braços, dando um leve sorriso]
R: O que exatamente aconteceu aqui? [Falou desesperada, querendo ter certeza]
Q: Não se lembra? [Falou buscando os olhos castanhos] Devo ficar ofendida? [Um sorriso zombeteiro brotou em seus lábios]
Quinn Fabray tentou devolver o favor de Rachel, comendo seu corpo maravilhoso com os olhos, mas foi frustrada. A mulher por quem era louca cobria seu corpo com o seu lençol.
A morena parecia estar perdida em suas lembranças da noite passada. Ela não era nenhuma idiota ou ingênua. Sabia muito bem o que elas tinham tido uma interação muito interessante. Além disso, a bebida não havia afetado totalmente sua memória.
R: Não lembro nada [mentiu]
Mas Quinn a conhecia muito bem desde os tempos de escola, apesar dos anos e atriz excelente que ela havia se tornado, não conseguiria enganá-la.
Q: Mentirosa [Acusou maldosa] Sei que se lembra, baby.
As elas travaram uma batalha de olhares. Muita coisa aconteceu ao longo dos anos, muito havia mudado, mas elas continuavam se amando.
R: Nós transamos? [Tornou ao ponto de partida] E onde estou?
Q: Sim. [Tinha um sorriso satisfeito nos lábios] Você está no meu apartamento, no meu quarto, na minha cama. [Os olhos agora estavam verdes e brilhavam em triunfo]
R: Como eu vim parar aqui? [Tentou manter a razão]
Q: Nós estávamos juntas na festa do Puck e eu te trouxe para cá
Sua estupida, burra, idiota! Como pôde se entregar a ela de novo! Não depois do que ela te fez, não depois de cinco anos! Como se permitiu ser seduzida por essa diaba loira mais uma vez? Sua infeliz!
Rachel não sabia como reagir, mas ela aprendeu com a própria Ice Quinn que é melhor atacar e ser uma cadela.
R: Sua filha da mãe! [Xingou e apontou o dedo] Não acredito que se aproveitou de mim enquanto eu estava bêbada
Q: [Gargalhou gostosamente com a acusação] Eu nunca precisei me aproveitar de ninguém, muito menos de você [Retrucou]
Maldita! Jogou na cara da Judia todas as vezes que fizeram amor, recordando do penúltimo ano no William Mckinley High School, do intenso relacionamento que tiveram. Quando o corpo brozeado e a diva pertenciam a ela exclusivamente e ansiavam pelos toques, beijos e carícias. Rachel levantou-se indignada e estreitou os olhos furiosamente.
R: Eu não preciso saber dos seus jogos de sedução, Fabray! [Cuspiu com raiva]
Nesse momento Rachel esqueceu que por baixo do lençol só havia uma pequena peça roupa. Os seios estavam desprotegidos agora, o que fez o que olhos da loira cravassem neles.
Q: Você nunca reclamou deles [Respondeu com uma voz rouca]
Foi então que a morena se deu conta da situação que se encontrava. Estremeceu com o olhar pecaminoso sobre si.
Aquele corpo quase nu a sua frente era a perdição de Lucy Quinn Fabray. A pele naturalmente bronzeada, os seios cabiam perfeitamente em suas mãos, o abdômen definido, as curvas perfeitas e o melhor par de pernas que ela já havia visto na vida. O corpo mais que perfeito.
Rachel se abaixou para pegar a coberta, mas esta foi puxada bruscamente de suas mãos. Olhou para cima e se deparou com o olhar verde faminto. As mãos foram a para a cintura da mais baixa e a puxou contra seu corpo.
Q: Eu quero você... [disse sedutora]
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